Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
09 out 2019, 33 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos aos Choras?

Chora 01 – Zara

“Querida Cony!!

Vamos ao meu desabafo! 
Meus pais são separados a anos, acho que eu tinha uns 10 ou 11 anos quando se divorciaram, porém, o divórcio ocorreu de uma maneira mto difícil, meu pai traiu minha mãe com um homem, trouxe ele pra dentro de casa inclusive. Só nós sabemos o quão difícil foi. Tudo o que tivemos que escutar, na época da escola, foi muito duro. As pessoas são muito más.

 A questão é que com o tempo, a mágoa não foi embora, por mais minha mãe incentive de falarmos com ele, nós mau nos vemos, nem eu nem minhas irmãs com ele.
Ele também nunca pergunta de nós, se estamos vivas ou mortas, isso é tão triste.

O ponto é que me sinto envergonhada dessa situação toda, principalmente quando estou conhecendo um cara, e que gostaria de apresentar aos meus pais, mas tenho medo do que ele possa pensar sobre eu ter um pai gay. 

Eu evito conversar sobre isso com todo mundo, apesar de que todos sabem, mas eu não consigo furar esse bloqueio que tenho. Tenho medo do julgamento das pessoas até por já ter ouvido muito. 

Caso tenha um conselho amigo eu agradeço! Beijo grande “

Gata, o fato dele ser gay é a menor das preocupações. Ruim foi ele ter traído sua mãe e ter levado outra pessoa (homem ou mulher) pra dentro de casa e ter se distanciado de você. Mas infelizmente isso é mais comum do que a gente imagina e não deve ser de forma alguma um ponto de vergonha para você. E quando um cara gostar de você de verdade, isso não será nada mais que um mero detalhe. E outra coisa, você não precisa expor toda sua vida de cara quando conhece alguém. Primeiro deixe a pessoa TE conhecer e depois aos poucos que vêm familia, amigos e tal. Fique em paz com você mesma, é apenas o que importa.

Chora 02 – Mango

“Olá Cony, estou ensaiando há tempos esse Chora, não sabia como colocar no papel. Desculpe se tiver ficado confuso.

Antes de tudo adoro você, seu estilo e seu Blog, o único que ainda acompanho.

Bem, vamos lá

Meus pais são casados há mais de 40 anos, e tem três filhas, eu e minhas duas irmãs. Meu pai está com 70 anos e minha mãe com 66 anos.

A vida inteira meu pai traiu minha mãe, e minha mãe sempre soube. Minha mãe falava abertamente sobre isso com as filhas, com as pessoas da rua. Tanto que acho que deixou em nós um trauma, minhas irmãs não conseguem relacionamento com ninguém, eu sou casada mas tenho pavor em ser abandonada, traída, essas coisas…

Mas nunca largou, sempre aguentou. Hoje, eu já adulta, fico pensando: será que ela aguentou pq gostava dele, pq não queria dar o braço a torcer, por medo de expor as filhas (anos atrás a sociedade não via com bons olhos uma mulher divorciada, ainda mais com 3 filhas meninas), ou qual seria o motivo? Eu já perguntei isso para ela, e ela diz que não queria ver as filhas sem pai e que se arrepende.

Minha mãe sempre foi uma “máquina” de trabalhar, colocava dinheiro em casa, e meu pai só fazia coisa errada, gastava com o que não devia, essas coisas.

Mesmo sendo um péssimo marido, sempre foi bom pai, nunca nos deixou faltar nada, preocupado com as filhas, sempre trabalhou, sempre esteve presente.

Eu sou a única casada, e moro em outra cidade. Minhas duas irmãs são solteiras e moram com eles ainda. E não ajudam em nada financeiramente, pelo contrário, só contraem dívidas e dão para ele pagar. E ele paga…

Há muitos anos meu pai disse que queria sair de casa, que deixava a casa para nós e minha mãe, que estava apaixonado por outra mulher e queria tentar essa vida (uma amante que ele tinha). Minha mãe esperneou e não deixou ele sair.

Com tanta amargura, a saúde de minha mãe definhou: diabetes, pressão alta, problema nos rins, problemas psicológicos, nos ossos…. Minha mãe tem de tudo. Só com remédios ela gasta uns R$ 700,00 por mês. Hoje ela não trabalha mais fora, pois a saúde não deixa. Ganha um salário mínimo de aposentadoria e faz uns bicos de costura.

Há algumas semanas, minha mãe descobriu que meu pai voltou com a antiga amante, aquela com quem ele queria ir embora há anos. Mais um barraco, e meu pai falou mais uma vez que iria embora, deixava a casa para ela e minha irmãs e até a aposentadoria dele (é aposentado e continua trabalhado) para minha mãe. Minha mãe se desesperou, e mais numa vez humilhada, pediu que ele ficasse. Nós sabemos que a partir do momento que ele vá viver com outra mulher, não irá dar um centavo mais não é mesmo…

Fico triste em dizer isso, mas minha mãe perdeu a vida, jogou fora. Fez de tudo pelo marido, pela casa e pelas filhas. Cuidou de meu avô doente por anos. Só trabalhou nessa vida, e agora nessa situação.

Ela vem desabafar comigo, vejo que ela quer que eu “dê um jeito”, que fale com meu pai, que faça ele parar. Poxa, eu já falei isso para ela, ele fez isso a vida inteira e NUNCA vai parar.

Eu tenho um pequeno negócio com meu marido, que as vezes dá dinheiro, as vezes não dá. Tenho medo de falar: mãe, deixe ele ir embora, eu seguro as contas. Isso não seria justo com meu marido também. Minhas irmãs trabalham (com uma delas eu não converso mais, devido a problemas passados), mas não conseguem nem pagar as próprias contas pessoais.

Não sei o que faço, estou angustiada. Por um lado, uma pessoa que claramente não quer ficar, que nunca quis ficar aliás, que não gosta desse casamento. Por outro, uma pessoa que não gosta desse casamento, mas que obriga a outra a ficar por questões financeiras….

O que falo para minha mãe: deixa ele ir embora e que Deus nos ajude, ou: aguentou a vida inteira, continue fazendo vista grossa? Sei que com minhas irmãs não vai dar para contar, nem adianta…

Queria o melhor para minha mãe, mas sinto que a responsabilidade não pode ser só minha pela vida de outra pessoa…”

Caramba, que Chora difícil! Nem sei o que responder! Obviamente seu pai não vai mudar e pela primeira vez na vida tô sentindo empatia por um “traidor”. Ele “trai” a força se é que se pode dizer isso! Imagina a vida dele, é bem o que você disse no final, ele não quer ficar casado, há anos não quer e não consegue sair! Sua mãe tem zero amor próprio e adoeceu pela atitude que ela NÃO tomou quando deveria. A única coisa que me vem a cabeça é levar sua mãe para morar com você um tempo, deixar seu pai ir com a mulher que ele quiser, suas irmãs que se virem e você cuida da sua mãe embaixo do seu teto por um tempo, até ela se acostumar com a ausência do seu pai. Depois disso, aí é outro problema mas acho que o principal no momento é deixar seu pai ir embora e dar um respiro nessa vida angustiante dos dois!

Chora 3 – HM

“Oi Cony, 

Adoro seu trabalho, sou fã há anos. Leitora dinossauro. Meu chora é sobre relacionamento abusivo (ou não?). Gostaria da sua opinião e a de outras leitoras amigas, isentas! Tenho 36 anos, casada há quase 2 anos. Namorei por apenas 1 ano, então basicamente 3 anos de relacionamento. Hoje em dia escutamos muito falar de relacionamento abusivo e vez ou outra me deparo com o questionamento se estou sendo vítima disso ou se, pelo “bombardeio” de informações, casos absurdos que vemos na mídia e crescimento do empoderamento feminino, estou com minhocas na cabeça. Meu medo é que eu esteja enganada e isso possa estragar meu relacionamento ou que eu esteja certa e, caso não faça nada, as coisas piorem.

Enfim, sempre fui de poucos amigos, pouquíssimos relacionamentos amorosos na minha vida. Sempre tive autoestima baixa e insegurança. Na minha vida foquei bastante no profissional e estou muito bem. Meu marido aparenta ser uma pessoa normal, é centrado, combina comigo em muitas coisas, é super carinhoso quando quer ser, divide as atividades de casa comigo, etc.  

O início do nosso relacionamento foi ótimo, ele havia se divorciado há 1 ano, sempre dizia q nunca havia sentido por ninguém o q sentiu por mim e que eu era a prioridade na sua vida. Só que pouco tempo antes do casamento as coisas começaram a mudar. Ele, que não se considera ciumento, implica por pequenas coisas, questiona e julga meu comportamento e me deixa mal.

Vou exemplificar com algumas discussões que aconteceram entre nós:

1) contando um fato aleatório que aconteceu no trabalho, comentei com ele que um colega havia saído do grupo de whatsapp do trabalho por divergências políticas com os demais. Ele ficou me questionando como eu sabia quem era esse colega e o seu nome se ele não trabalhava no meu setor. Expliquei que era normal saber o nome das pessoas, que vc escuta alguém comentar algo sobre as outras pessoas, que trabalhamos no mesmo prédio e q as vzs frequentamos as mesmas reuniões. Sinceramente, não vi motivos para a reação dele. Não tenho amizade com esse colega e, ainda que tivesse, não deveria satisfações a ele, pois acredito ser normal a pessoa conhecer outras pessoas no ambiente de trabalho.

2) Antes de namorar com meu marido, cheguei a almoçar algumas vezes com um ex colega antigo de trabalho para conversar, saber das novidades (nos conhecemos há 15 anos), etc. Desde que soube desse fato, meu marido joga na minha cara que tais encontros eram um absurdo (note que na época eu era solteira, nunca tive nada com esse colega e que inclusive alguns desses almoços contavam com a presença da esposa dele, ou seja, eram apenas almoços de amigos) Resultado: perdi totalmente o contato com esse amigo.

3) Durante nosso namoro teve uma época que ele ficou com meu carro, pois o dele estava na oficina. Eu tinha horário marcado em uma consulta, que era bem perto da casa de um outro colega do trabalho. Para que meu então namorado não precisasse me buscar e me levar, após o trabalho, eu pedi para que esse outro colega me deixasse no local (já que não o tiraria do caminho dele). Foi outra briga gigante, uma situação que é jogada na minha cara várias vezes.

4) certo dia, após o trabalho, ele sentiu um perfume no meu braço e disse que não era meu. Questionou se me encostei ou abracei em alguém, pois o cheiro estava forte. Eu tinha ctz absoluta que não havia encostado em ninguém nesse dia! Mas dizer isso não foi suficiente para evitar ter que escutar ele jogar na minha cara (mais uma vez) todas as situações relatadas anteriormente.

5) Quando meu marido não está em casa, frequentemente me manda msg perguntando q hs saí ou cheguei em casa, o que estou fazendo, etc. Se chego em horário pouco diferente do habitual (ex.: 15 min), ele já questiona o que ocorreu e quer saber detalhes. Preciso sempre dizer vou no lugar x, fazer tal coisa, na rua Y a tal hora. Isso para qualquer lugar q eu vá. Supermercado, cabelereiro, casa dos meus pais. Me sinto vigiada, monitorada, controlada. Isso é coisa da minha cabeça ou é assim que funciona um relacionamento? Cheio de satisfações?

6) Atualmente almoço em casa diariamente, pois trabalho perto. No entanto, no meu trabalho anterior, costumava almoçar em um restaurante com outros colegas de trabalho (homens e mulheres). Diariamente ele me perguntava com quem eu havia almoçado (atencioso? Puxando conversa? Ou controlador?).

Meu marido nunca me agrediu (e se agredir alguma vez, será a última!), mas essas situações geram desgaste e tristeza da minha parte, que as vezes me culpo e acho q errei ou fico triste pq acho q meu relacionamento não vai longe e eu, sinceramente, gostaria muito que desse certo. O que vc acha, cony? O que posso fazer para mudar isso sem piorar o clima do meu casamento? Essas situações já foram exaustivamente conversadas entre nós, mas ele não enxerga que pode ter errado. Pelo contrário, alega que para mim tudo é normal, mas que se fosse o contrário, queria ver se eu gostaria. Estou exagerando?”

Fia, você está num relacionamento abusivo sim. Ele não te agrediu AINDA, mas pelo jeito que você descreveu acho bem possível que um dia ele tenha uma crise absurda e cisme por alguma bobagem. Infelizmente você tem sinais de sobra para ver que ele não é um cara legal, infelizmente nem sempre o poder de mudar as coisas está na gente. Você não está exagerando, relacionamentos não são assim, você vive pisando em ovos, JAMAIS deve aceitar se afastar de amigos por causa de namorado/marido (eu falo isso por experiência própria, em um relacionamento anterior meu, tive que bloquear um dos meus melhores amigos por cisma do ex, sendo que agora, o Leo é amigo do meu amigo também! Isso é o normal!), isso não é vida! Tente uma conversa SÉRIA antes e sinta o clima. Se não mudar, eu não pagaria para ver o resultado disso aí não!

  • Choras AINDA FECHADOS! Mas vamo que vamos que logo zero essa caixa de mail! É pouca Cony pra muito Chora hahahaha.

Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
02 out 2019, 31 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos para o primeiro chora de Outubro?

Chora 01 – Rock

“Oi Cony ! Sou leitora Dino, mas não sou muito de comentar, mas adoro ler seu blog e ver suas postagens no Intagran. Morava no ES e em 2006 conheci um carioca (apenas conheci realmente). Na época não rolou interesse nenhum. Já em 2009, mudei para BH e no dia do meu niver ele me mandou uma mensagem pelo orkut, dali começamos a conversar até que ele resolveu vim a BH para nos encontrarmos, ficamos 3 dias “trancados” em um hotel e foi maravilhoso, a química perfeita. Um mês depois foi minha vez de ir ao RJ, conheci sua família e foi ótimo. Nessa minha ida ao RJ eu  havia sido contratada por uma empresa grande e já sabia que teria que passar por um treinamento de 15 dias em SP. Essa treinamento se transformou em quase 3 meses (só fui em casa no Natal e Reveilon e depois retornei a SP) e acabou q eu e o boy esfriamos, já q a comunicação naquela época era mais por msn e eu quase não conseguia entrar. Quando voltei para BH descobri que ele estava namorando lá no RJ. Em 2010 conheci meu então marido e já estávamos a alguns meses quando o carioca apareceu, dizendo que havia terminado mas ai eu que não dei mais trégua para algo a mais.  Mas continuamos amigos, conversando vez ou outra até que em 2014 marquei meu casamento e quando ele soube ficou doido, dizendo que tínhamos que fazer uma despedida de solteiro e apareceu de surpresa aqui em BH. NÃO! Não tive coragem de encontrá-lo, bloqueie ele no whatsapp e não nos falamos por um bom tempo, mas continuamos a nos seguir no insta, então sabíamos de tudo que estava acontecendo na vida um do outro.De lá pra cá, casei, tive filho, rotina mudou assim como a vida sexual. Eu e marido andamos bastante cansados e o fogo foi se apagando. Amo meu marido mas o desejo está meio morto. E eis que quem surge novamente na minha vida ? O carioca ! Hoje já casado também, conversamos sobre a vinda dele em BH que eu não o encontrei, ele disse que na época ficou muito chateado q pensou em nunca mais nos falarmos mas que eu não saio da cabeça dele. Confesso que tudo isso me balançou e está me fazendo repensar muito meu casamento. Será que o amor que sinto não é um costume? Afinal são 9 anos juntos. Sou nova, 34 anos e uma vida sexual tão parada. Será que to vendo o tempo passar e me acomodando com a situação? Tantas perguntas e dúvidas ! Será que vc e sua leitoras me dão uma luz.
Obs.: Já conversei diversas vezes com meu marido sobre isso, ele é muito presente e atencioso, e sempre diz que a questão sexo irá mudar, mas não muda. Hoje, 05/08/2019 e a ultima vez que fizemos foi 12/06/2019.”

Sabe o anjinho e o capetinha que ficam falando no ouvido? Pois é, o capetinha é o carioca. Miga, se não rolou láaaaaa atrás, não é agora que você tá casada, com filho, que você vai desenterrar essa historia. Se estivese separada, na vida, ok, até valeria um revival mas pelo que você fala, o carioca é só diversão. Não é ele que tá fazendo você repensar seu casamento não, é a rotina mesmo, que acontece COM TODO CASAL, mas que tem que ser conversada e resolvida. Pense direito… você tem um marido bacana, presente, atencioso como você diz, talvez tenha que conversar uma terceira vez e os dois tomarem atitudes para mudar essa rotina. O carioca? Deixa ele no Rio, quietinho.

Chora 02 – In

“Oi, Cony!

Antes de tudo, gostaria de dizer que adoro seu blog. Apesar de nunca comentar por aqui, acompanho todos os dias, para me atualizar sobre as novidades do mundo da moda. Um blog com dicas tangíveis para mulheres reais. Muito obrigada por isso!

Mas vamos à choradeira. Como muitos casos que aparecem por aqui, meu chora também é sobre relacionamentos. Tenho 28 anos e meu namorado, 30. Começamos a namorar bem cedo, quando eu tinha 21 e ele, 23. Ainda estava na faculdade quando tudo começou. 

Sem dúvida alguma, eu o amo. Ele é uma pessoa incrível. Além de bonito, é amável, carinhoso, atencioso, cuidadoso, companheiro, divertido, verdadeiro. Sempre busca melhorar e crescer, assim como também me incentiva a fazer isso. Apoia meus projetos e está sempre do meu lado, nos momentos bons e ruins. Também procuro apoiá-lo e incentivá-lo sempre. No geral, temos hábitos e gostos parecidos e nos damos bastante bem (inclusive na cama). 

O problema é que, desde o início do nosso relacionamento, ele diz que eu sou muito fechada, que não compartilho tudo com ele e que, por isso, não consegue se sentir totalmente seguro ao meu lado. Também reclama que não temos planos juntos e que não sabe o que eu quero da vida – se quero casar ou não, se quero ter filhos ou não, entre outros. 

Desde o início do ano até maio, nosso relacionamento entrou em crise e ficou bastante desgastado. Começamos a nos ver pouco, pois paramos de fazer questão de estar juntos. Ficamos distantes um do outro e começamos a ter muitos atritos por pouca coisa. Ele sempre reclamava que eu não era cem por cento aberta e eu reclamava das reclamações dele sobre mim, pois não gosto de cobranças. A situação toda ficou insustentável e decidimos dar um tempo. 

Como a saudade era grande, depois de quase dois meses separados, decidimos voltar, com a promessa de que seríamos diferentes: eu me esforçaria para ser mais aberta e ele, mais compreensivo. Desde então, as coisas mudaram bastante. Temos passado mais tempo juntos e temos sido mais carinhosos um com o outro. No entanto, embora o nosso relacionamento tenha melhorado, ele diz que ainda não me sente totalmente entregue. Diz que pareço ter uma trava, mas não sabe identificar qual é. 

De fato, não consigo me entregar totalmente. Apesar de sempre me imaginar com ele nas minhas projeções de futuro, de achar que ele será um ótimo pai e um ótimo marido e de achar que ele será uma ótima pessoa com quem compartilhar a vida, não tenho segurança, hoje, para dar um passo maior no nosso relacionamento, fazer planos de casar ou simplesmente morar junto. Acho que o conheci muito nova, sinto falta de ter vivido mais experiências antes dele. Fiquei com poucas pessoas antes de conhecê-lo, ele foi meu primeiro e único namorado. Fico com medo de, no futuro, sentir falta de ter aproveitado mais a vida sozinha, sabe? De sair por aí mundo afora, viver outras experiências, viajar sozinha (coisa que nunca fiz), conhecer pessoas diferentes, estar aberta a novas possibilidades.  

No meu mundo ideal, a melhor coisa seria passarmos um ou dois anos separados e viver tudo o que quisesse sozinha. E, depois disso, voltar, morar junto e casar. Mas sei que isso não é possível e as chances de não funcionar são grandes. Tenho medo de magoá-lo, de o amor acabar nesse meio tempo e de ele conhecer outra pessoa. 

Enfim, estou em um dilema e realmente não sei o que fazer: acabo o namoro e vou experimentar coisas novas, mesmo sentindo falta dele e jogando fora o aquilo que poderia ser o amor da minha vida e tudo o que construímos juntos, ou levo o relacionamento adiante, mesmo tendo medo de me arrepender no futuro por não viver coisas diferentes enquanto jovem?  

Alguém já passou por situação semelhante? O que decidiram e quais foram os resultados? 

Bom, é isso. Espero ter sido clara. Muito obrigada por esse espaço, Cony. “

Você tá sendo injusta com ele, sabia? O que não é falado, não é entendido e super compreendo a insegurança dele. Se você não fala o que quer da vida, como que ele vai projetar um caminho juntos, planejar um futuro a dois? Agora, se você não tem certeza do que quer, fia… vai pro mundo. Corre o risco de se arrepende sim, mas também pode ser a fase mais reveladora e divertida da sua vida. Ó, eu super acho que as pessoas tem que “provar” varias outras pessoas para ter referência e parametro do que gosta, para poder escolher, mas ao mesmo tempo, pode ser que vocês tenham se acertado de primeira. É muito difícil opinar sobre isso, apenas seja honesta com você mesma e procure a sua felicidade. Casar nova para separar depois porque deu a louca de viver a vida é bem pior… pense direito!

Chora 03 – Rio

“Oi Cony! Pra ser bem clichê primeiro vou tecer os elogios que você merece! Não sou leitora dino, conheci seu blog a pouco tempo – apesar de lembrar do seu nome ser bastante falado na época do “boom” das blogueiras – mas já li todos os “choras” e muito conteúdo de moda tentando absorver sua elegância. Você é uma das poucas blogueiras que se mantém antenada e autêntica!Dito isso, vamos chorar. Minha situação é a seguinte: eu e minha mãe sempre fomos bastante unidas, ela é bem jovem (tenho 34 e ela 51), moderna e sempre tivemos uma boa relação. Mas ultimamente estou me sentindo sufocada por essa união. Desde que minha irmã foi morar fora há uns 4 anos, minha mãe parece que “grudou” mais ainda em mim, quer fazer tudo junto comigo, participar de tudo que eu faço, ir em todos os lugares que eu vou. Eu sou uma pessoa bem caseira, então nas poucas vezes que saio para lugares comuns como cabeleireiro, shopping, tomar um café, ela se convida para ir junto fazer o mesmo que eu. Esse ano me inscrevi na primeira corrida de rua, ela quis participar também, (sendo que ela nem corre, mas disse que ia na caminhada para me fazer companhia). Comecei uma nova faculdade, ela disse que quando eu terminar e for tirar foto de beca ela quer tirar foto também, pois uns anos atrás ela fez uma segunda graduação também e não fez a colação de grau.Não quero parecer mimada, as vezes quando penso nisso me sinto a Eduarda da novela Por Amor (noveleiras entenderão); eu adoro minha mãe, sei que é um privilégio ter uma boa convivência com ela em tempos de tantos problemas familiares que vemos por aí, mas tenho me sentido com a personalidade “roubada” por ela querer fazer tudo junto comigo. Quase não tenho amigas, e depois da mudança da minha irmã acabei ficando um pouco grudada nela também, mas sinto que isso está me fazendo mal e prejudicando nossa relação, pois muitas vezes desisto de fazer as coisas porquê não estou a fim de chamá-la, ou acabo fazendo “escondido” e ela me cobra de não ter convidado ela.Enfim, não sei como agir, não sei como dar um tempo da minha própria mãe sem magoá-la, não sei como desgrudar um pouco dela mas continuar tendo um bom relacionamento, não sei se estou chorando à toa. Meu marido não me ajuda pois é super grudado com a família dele e adora ser. Minhas poucas amigas não me ajudam pois tem relações familiares horríveis e acham que estou reclamando sem motivo. Então peço ajuda à você e suas leitoras maravilhosas (acho que escrevi demais)!Beijos e obrigada por esse espaço.”

Gata, já tentou conversar com ela? Fico com dó porque a bichinha realmente deve estar carente, mas super entendo seu lado também! Então que tal fazer programas BEM legais com ela e outros sozinha? Tipo uma viagem só sua e dela pra um resort no Nordeste, ou uma viagem internacional, daí depois você equilibra com programas só seus. Mas antes disso tem que conversar com ela, falar tudo o que você nos contou aqui, que quer seu espaço, que ama ela mas que precisa de um tempo sozinha, e que quando saírem juntas será incrível, mas em outros momentos, você quer ir sozinha. O que acha?

  • Choras fechados! Falta pouquinho para abrir novamente!