Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
30 out 2019, 38 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Quarta feira é aquele dia né? Choradeira sem fim… vejamos o que temos para hoje:

Chora 01 – Morticia

“Minha história é a seguinte: tenho 22 anos, venho de um relacionamento de pais divorciados, situação que aconteceu devido às inumeras humilhações e agressões que meu pai, que era e ainda é alcoólatra, sujeitava minha mãe e meu irmão mais velho. Depois da separação, passamos por muitos outros problemas, e apesar de ter condições, meu pai nunca esteve presente, nem financeiramente, tampouco afetivamente, vivemos momentos que, infelizmente, me marcam até hoje. Me recordo de um dia em que falei para a minha mãe que estava com fome e ela começou a chorar, eu só tinha 3 aninhos, mas ao vê-la chorar e não entendendo a situação, disse a ela que eu estava brincando e que não estava com fome mais não. Anos depois, quando já era um pouco mais madura, lembro da minha mãe desabafando com uma tia e contando que naquele dia ela chorou, porque só tinha uma barra de sabão em casa e que naquele momento, ela estava usando para lavar roupa.

Outras dificuldades vieram, quando eu tinha 10 anos, meu irmão do meio que acabava de completar 18 anos, se envolveu com a criminalidade e acabou preso, prisão que durou um ano e três meses, período de grande sofrimento em nossa casa. Aos 12 anos, quando minha mãe, finalmente havia construído a nossa casa, isso depois de já termos passado por inúmeros despejos, meu pai resolve finalmente conceder o divórcio, mas querendo a divisão de bens, incluindo metade da casa que morávamos e que ele nem sequer ajudou a construir.

Enfim, os anos se passaram e como a justiça é lenta, o processo ainda corre. Mas ao longo desse tempo, graças a Deus, minha mãe com muito trabalho e dedicação conseguiu nos criar, meu irmão do meio, hoje com 30 anos, tomou um rumo correto na vida. Meu irmão mais velho (somos 3 filhos), de 33, se casou e também com muito esforço conseguiu se reerguer e ter uma condição financeira estável. Eu me formei aos 21 anos, em jornalismo, como acadêmica destaque, e estou dando início a minha vida profissional.

E agora, depois disso tudo, meu pai quer uma reaproximação e força isso, porém eu não consigo perdoá-lo e confesso que não sinto o mínimo afeto por ele, não sinto sinceridade em seus sentimentos e não vejo arrependimento em seus olhos. Hoje, ele está na pior e creio que, na verdade, ele só quer tirar proveito da nossa atual condição financeira. Revê-lo me traz lembranças ruins, minha mãe conta que eu chorava quando pequena, e quando era questionada pelo motivo do choro, eu falava que tinha medo de morrer de fome. Porém, meu coração é pesado, e parece que mesmo conquistando as coisas, eu nunca alcançarei a felicidade. Tenho dificuldades, inclusive, nos meus relacionamentos, porque sempre que enxergo em um homem algo que me lembra meu pai, eu já descarto inconscientemente aquela pessoa da minha vida, mas sei que ninguém é perfeito afinal.

E os problemas não acabam por aí, depois de termos superado esses transtornos, minha mãe se envolveu com um homem e vive em um relacionamento abusivo, em que é agredida verbalmente, humilhada e menosprezada, e mesmo sendo independente desse sujeito, não consegue largá-lo e o mantém na nossa casa. Não entendo como uma mulher que já superou tantas coisas, consegue se sujeitar a isso, parece que não aprendeu nada com a vida. Eu e meus irmãos já conversamos até não poder mais, mas ela não nos escuta. Já pensei em largar tudo e ir embora, em uma tentativa de recomeçar do zero, porém sempre que conversamos sobre, ela faz com que eu me sinta culpada e me coloca como ingrata. Atualmente, ela está com a saúde frágil e tenho medo de ir embora e o pior acontecer. No entanto, eu não aguento mais sofrer, acho que a minha cota já acabou, sabe? E essas coisas andam tirando a minha alegria de viver, parece que nunca terei paz de espírito.

Desculpa pelo TEXTÃO, mas queria ouvir sua opinião e um conselho.”

Sobre seu pai, se a situação pesa seu coração, perdoe-o mas isso não quer dizer que você tem que conviver com ele. Perdoe-o para tirar o peso de VOCÊ, queira o bem dele e só. Nem precisa falar isso com ele, ou até pode, mas como te falei, você não precisa e nem deve manter contato caso não queira. O que você passou foi muito marcante, pensa bem, se lembrar de algo que fez com 3 anos de idade… Aprenda a pensar mais em você, no seu bem estar e no que tem traz alegrias. Vale uma terapia aí também viu? Não sei se você faz, mas se não fizer, seria ótimo. Quanto ao problema da sua mãe, se vocês já falaram com ela, não tem muito mais o que fazer… Tire o peso dos problemas dos outros das suas costas!

Chora 02 – Cruella

“Oi Cony, tudo bem? Sou leitora dino, acompanho aqui desde o Comprei no Ebay e a bota da Cuca, morro de rir só de lembrar. Enfim, vamos ao meu chora.Há 3 anos, terminei um relacionamento de 5. Fui “terminada”, e acho que até traída, enfim. Doeu muito porque eu amava demais, mas felizmente sinto que superei, depois de tanto tempo. Há 2 meses, conheci um carinha numa balada e já fiquei com ele mais 2 vezes. Ele não é exatamente bonito, mas tem mtas coisas que me atraem. Ele é fofo, carinhoso, tem um coração enorme, me trata super bem, eu sinto um desejo que nunca senti (nem com o ex).Porém (sempre tem um porém), ele não terminou a faculdade e não sabe inglês. Aparentemente é mais “largado” com isso e não tem interesse em “ir pra frente” nesse sentido. Nem tem tanta desenvoltura pra se expressar quanto eu e meus amigos, sabe?  Se a gente vivesse em um mundo ideal, livre de julgamentos, eu ficaria com ele sem pensar duas vezes.   
Não sei se invisto, se estou sendo esnobe por pensar que sou “melhor” que ele por ter um certo padrão, se deixo ele de lado e sigo a vida, enfim…tá muito difícil tomar uma decisão e queria sua ajuda e a das leitoras. “

Fia, se isso é um problema para você, não tem nada de errado com isso! Se não é o tipo de homem que você quer, dá um next e vai conhecendo outros até aparecer do jeito que você deseja. Não é mal nenhum querer alguém com algumas características específicas. Se o julgamento é SEU, bola pra frente. Se te incomoda o julgamento dos OUTROS aí já é ouuuutra história e você não deveria dar atenção a opinião alheia. Pense bem, o julgamento é seu ou dos outros?

Chora 03 – Wandinha

“Oi Cony! Sou leitora há muito tempo e não imaginava que mandaria um chora. Pois é, a vida vira no avesso do dia pra noite. Eu tenho 27 anos, formada, trabalho na área, moro com a minha mãe, mas sou independente financeiramente. Meu chora está relacionado ao meu namoro. Conheci meu ex-namorado há 2 anos e 8 meses através de amigos. Ele mora na cidade vizinha a minha, mas precisamos de uma forcinha do destino para nos encontrarmos. Nossa relação sobreviveu há um intercâmbio de 6 meses nos EUA no primeiro ano de namoro, inclusive eu fui visitá -lo.Quando ele voltou as coisas deslancharam. Nos entendemos muito bem, as famílias se gostam, sempre falamos em casamento. Contudo, ele trabalha num ritmo completamente louco. Ele é veterinário de equinos e trabalha em um hospital 24h, que é da família dele. Isso significa que eles precisam estar disponíveis o tempo todo. Pra vocês terem ideia, já tivemos que ir embora do motel porque tinha chegado uma emergência. Essa situação tira a minha paz. Não consigo planejar um jantar, um passeio, nada. É tudo muito instável. Às vezes ele consegue passar o final de semana todo comigo, mas em outros eu nem o vejo.Há um mês eu estava surtada e pedi um tempo para organizar meus pensamentos. Desde então ele diz que não sabe o que quer, se consegue me fazer feliz da maneira que eu quero, se vale a pena continuar com as reclamações. Em momento algum ele pensou em mudança da parte dele, só eu que preciso aceitar calada essa vida louca.Porém, quando falamos em término eu fiquei bem abalada. Eu esperava que ele lutasse por mim, mas ele simplesmente desistiu e jogou a responsabilidade nas minhas costas. Eu acabei me humilhando com medo de perdê-lo e ele não decide o que quer. É isso mesmo, eu tinha pedido um tempo e hoje ele decide se quer ficar comigo ou não. Ele é um cara maravilhoso, carinhoso, fiel, família, tem os mesmos sonhos que eu, etc. Mas eu tenho medo de me anular por conta dessa rotina insana.Estou sendo egoísta e pouco compreensiva? “

Tá sendo chata sim e bem chata. Poxa, o cara é bacana, te trata bem, carinhoso, mas o trabalho dele é pesado e ele é profissional! Onde está o erro? E fica nesse joguinho de “ah vou falar pra terminar porque quero que ele lute por mim” é muito infantil. Tá aí o resultado, fez ele repensar o relacionamento e agora é ele que não quer mais (ou está pensando nisso). Fosse viciado em video game, pornografia, drogado, te largasse pra ir beber com os amigos, pra ir pra balada sozinho até vai… mas o cara tá preocupado com o trabalho dele e você apurrinhando que ele não te dá atenção. Abre o olho, senão você vai rodar mesmo. E outra, a rotina DELE é insana e o que isso tem a ver com a sua vida e o medo de se anular por isso? Você vive só a vida dele? Se for assim, já tá bem errado viu?

  • CHORAS FINALMENTE ABERTOS! Pode mandar sua dúvida, sua angústia, seu problema, seu desabafo, para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO. Seu anonimato está garantido! Quero ver o que anda afligindo vocês por aí!
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Chora Que Eu Te Escuto
09 out 2019, 64 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos aos Choras?

Chora 01 – Zara

“Querida Cony!!

Vamos ao meu desabafo! 
Meus pais são separados a anos, acho que eu tinha uns 10 ou 11 anos quando se divorciaram, porém, o divórcio ocorreu de uma maneira mto difícil, meu pai traiu minha mãe com um homem, trouxe ele pra dentro de casa inclusive. Só nós sabemos o quão difícil foi. Tudo o que tivemos que escutar, na época da escola, foi muito duro. As pessoas são muito más.

 A questão é que com o tempo, a mágoa não foi embora, por mais minha mãe incentive de falarmos com ele, nós mau nos vemos, nem eu nem minhas irmãs com ele.
Ele também nunca pergunta de nós, se estamos vivas ou mortas, isso é tão triste.

O ponto é que me sinto envergonhada dessa situação toda, principalmente quando estou conhecendo um cara, e que gostaria de apresentar aos meus pais, mas tenho medo do que ele possa pensar sobre eu ter um pai gay. 

Eu evito conversar sobre isso com todo mundo, apesar de que todos sabem, mas eu não consigo furar esse bloqueio que tenho. Tenho medo do julgamento das pessoas até por já ter ouvido muito. 

Caso tenha um conselho amigo eu agradeço! Beijo grande “

Gata, o fato dele ser gay é a menor das preocupações. Ruim foi ele ter traído sua mãe e ter levado outra pessoa (homem ou mulher) pra dentro de casa e ter se distanciado de você. Mas infelizmente isso é mais comum do que a gente imagina e não deve ser de forma alguma um ponto de vergonha para você. E quando um cara gostar de você de verdade, isso não será nada mais que um mero detalhe. E outra coisa, você não precisa expor toda sua vida de cara quando conhece alguém. Primeiro deixe a pessoa TE conhecer e depois aos poucos que vêm familia, amigos e tal. Fique em paz com você mesma, é apenas o que importa.

Chora 02 – Mango

“Olá Cony, estou ensaiando há tempos esse Chora, não sabia como colocar no papel. Desculpe se tiver ficado confuso.

Antes de tudo adoro você, seu estilo e seu Blog, o único que ainda acompanho.

Bem, vamos lá

Meus pais são casados há mais de 40 anos, e tem três filhas, eu e minhas duas irmãs. Meu pai está com 70 anos e minha mãe com 66 anos.

A vida inteira meu pai traiu minha mãe, e minha mãe sempre soube. Minha mãe falava abertamente sobre isso com as filhas, com as pessoas da rua. Tanto que acho que deixou em nós um trauma, minhas irmãs não conseguem relacionamento com ninguém, eu sou casada mas tenho pavor em ser abandonada, traída, essas coisas…

Mas nunca largou, sempre aguentou. Hoje, eu já adulta, fico pensando: será que ela aguentou pq gostava dele, pq não queria dar o braço a torcer, por medo de expor as filhas (anos atrás a sociedade não via com bons olhos uma mulher divorciada, ainda mais com 3 filhas meninas), ou qual seria o motivo? Eu já perguntei isso para ela, e ela diz que não queria ver as filhas sem pai e que se arrepende.

Minha mãe sempre foi uma “máquina” de trabalhar, colocava dinheiro em casa, e meu pai só fazia coisa errada, gastava com o que não devia, essas coisas.

Mesmo sendo um péssimo marido, sempre foi bom pai, nunca nos deixou faltar nada, preocupado com as filhas, sempre trabalhou, sempre esteve presente.

Eu sou a única casada, e moro em outra cidade. Minhas duas irmãs são solteiras e moram com eles ainda. E não ajudam em nada financeiramente, pelo contrário, só contraem dívidas e dão para ele pagar. E ele paga…

Há muitos anos meu pai disse que queria sair de casa, que deixava a casa para nós e minha mãe, que estava apaixonado por outra mulher e queria tentar essa vida (uma amante que ele tinha). Minha mãe esperneou e não deixou ele sair.

Com tanta amargura, a saúde de minha mãe definhou: diabetes, pressão alta, problema nos rins, problemas psicológicos, nos ossos…. Minha mãe tem de tudo. Só com remédios ela gasta uns R$ 700,00 por mês. Hoje ela não trabalha mais fora, pois a saúde não deixa. Ganha um salário mínimo de aposentadoria e faz uns bicos de costura.

Há algumas semanas, minha mãe descobriu que meu pai voltou com a antiga amante, aquela com quem ele queria ir embora há anos. Mais um barraco, e meu pai falou mais uma vez que iria embora, deixava a casa para ela e minha irmãs e até a aposentadoria dele (é aposentado e continua trabalhado) para minha mãe. Minha mãe se desesperou, e mais numa vez humilhada, pediu que ele ficasse. Nós sabemos que a partir do momento que ele vá viver com outra mulher, não irá dar um centavo mais não é mesmo…

Fico triste em dizer isso, mas minha mãe perdeu a vida, jogou fora. Fez de tudo pelo marido, pela casa e pelas filhas. Cuidou de meu avô doente por anos. Só trabalhou nessa vida, e agora nessa situação.

Ela vem desabafar comigo, vejo que ela quer que eu “dê um jeito”, que fale com meu pai, que faça ele parar. Poxa, eu já falei isso para ela, ele fez isso a vida inteira e NUNCA vai parar.

Eu tenho um pequeno negócio com meu marido, que as vezes dá dinheiro, as vezes não dá. Tenho medo de falar: mãe, deixe ele ir embora, eu seguro as contas. Isso não seria justo com meu marido também. Minhas irmãs trabalham (com uma delas eu não converso mais, devido a problemas passados), mas não conseguem nem pagar as próprias contas pessoais.

Não sei o que faço, estou angustiada. Por um lado, uma pessoa que claramente não quer ficar, que nunca quis ficar aliás, que não gosta desse casamento. Por outro, uma pessoa que não gosta desse casamento, mas que obriga a outra a ficar por questões financeiras….

O que falo para minha mãe: deixa ele ir embora e que Deus nos ajude, ou: aguentou a vida inteira, continue fazendo vista grossa? Sei que com minhas irmãs não vai dar para contar, nem adianta…

Queria o melhor para minha mãe, mas sinto que a responsabilidade não pode ser só minha pela vida de outra pessoa…”

Caramba, que Chora difícil! Nem sei o que responder! Obviamente seu pai não vai mudar e pela primeira vez na vida tô sentindo empatia por um “traidor”. Ele “trai” a força se é que se pode dizer isso! Imagina a vida dele, é bem o que você disse no final, ele não quer ficar casado, há anos não quer e não consegue sair! Sua mãe tem zero amor próprio e adoeceu pela atitude que ela NÃO tomou quando deveria. A única coisa que me vem a cabeça é levar sua mãe para morar com você um tempo, deixar seu pai ir com a mulher que ele quiser, suas irmãs que se virem e você cuida da sua mãe embaixo do seu teto por um tempo, até ela se acostumar com a ausência do seu pai. Depois disso, aí é outro problema mas acho que o principal no momento é deixar seu pai ir embora e dar um respiro nessa vida angustiante dos dois!

Chora 3 – HM

“Oi Cony, 

Adoro seu trabalho, sou fã há anos. Leitora dinossauro. Meu chora é sobre relacionamento abusivo (ou não?). Gostaria da sua opinião e a de outras leitoras amigas, isentas! Tenho 36 anos, casada há quase 2 anos. Namorei por apenas 1 ano, então basicamente 3 anos de relacionamento. Hoje em dia escutamos muito falar de relacionamento abusivo e vez ou outra me deparo com o questionamento se estou sendo vítima disso ou se, pelo “bombardeio” de informações, casos absurdos que vemos na mídia e crescimento do empoderamento feminino, estou com minhocas na cabeça. Meu medo é que eu esteja enganada e isso possa estragar meu relacionamento ou que eu esteja certa e, caso não faça nada, as coisas piorem.

Enfim, sempre fui de poucos amigos, pouquíssimos relacionamentos amorosos na minha vida. Sempre tive autoestima baixa e insegurança. Na minha vida foquei bastante no profissional e estou muito bem. Meu marido aparenta ser uma pessoa normal, é centrado, combina comigo em muitas coisas, é super carinhoso quando quer ser, divide as atividades de casa comigo, etc.  

O início do nosso relacionamento foi ótimo, ele havia se divorciado há 1 ano, sempre dizia q nunca havia sentido por ninguém o q sentiu por mim e que eu era a prioridade na sua vida. Só que pouco tempo antes do casamento as coisas começaram a mudar. Ele, que não se considera ciumento, implica por pequenas coisas, questiona e julga meu comportamento e me deixa mal.

Vou exemplificar com algumas discussões que aconteceram entre nós:

1) contando um fato aleatório que aconteceu no trabalho, comentei com ele que um colega havia saído do grupo de whatsapp do trabalho por divergências políticas com os demais. Ele ficou me questionando como eu sabia quem era esse colega e o seu nome se ele não trabalhava no meu setor. Expliquei que era normal saber o nome das pessoas, que vc escuta alguém comentar algo sobre as outras pessoas, que trabalhamos no mesmo prédio e q as vzs frequentamos as mesmas reuniões. Sinceramente, não vi motivos para a reação dele. Não tenho amizade com esse colega e, ainda que tivesse, não deveria satisfações a ele, pois acredito ser normal a pessoa conhecer outras pessoas no ambiente de trabalho.

2) Antes de namorar com meu marido, cheguei a almoçar algumas vezes com um ex colega antigo de trabalho para conversar, saber das novidades (nos conhecemos há 15 anos), etc. Desde que soube desse fato, meu marido joga na minha cara que tais encontros eram um absurdo (note que na época eu era solteira, nunca tive nada com esse colega e que inclusive alguns desses almoços contavam com a presença da esposa dele, ou seja, eram apenas almoços de amigos) Resultado: perdi totalmente o contato com esse amigo.

3) Durante nosso namoro teve uma época que ele ficou com meu carro, pois o dele estava na oficina. Eu tinha horário marcado em uma consulta, que era bem perto da casa de um outro colega do trabalho. Para que meu então namorado não precisasse me buscar e me levar, após o trabalho, eu pedi para que esse outro colega me deixasse no local (já que não o tiraria do caminho dele). Foi outra briga gigante, uma situação que é jogada na minha cara várias vezes.

4) certo dia, após o trabalho, ele sentiu um perfume no meu braço e disse que não era meu. Questionou se me encostei ou abracei em alguém, pois o cheiro estava forte. Eu tinha ctz absoluta que não havia encostado em ninguém nesse dia! Mas dizer isso não foi suficiente para evitar ter que escutar ele jogar na minha cara (mais uma vez) todas as situações relatadas anteriormente.

5) Quando meu marido não está em casa, frequentemente me manda msg perguntando q hs saí ou cheguei em casa, o que estou fazendo, etc. Se chego em horário pouco diferente do habitual (ex.: 15 min), ele já questiona o que ocorreu e quer saber detalhes. Preciso sempre dizer vou no lugar x, fazer tal coisa, na rua Y a tal hora. Isso para qualquer lugar q eu vá. Supermercado, cabelereiro, casa dos meus pais. Me sinto vigiada, monitorada, controlada. Isso é coisa da minha cabeça ou é assim que funciona um relacionamento? Cheio de satisfações?

6) Atualmente almoço em casa diariamente, pois trabalho perto. No entanto, no meu trabalho anterior, costumava almoçar em um restaurante com outros colegas de trabalho (homens e mulheres). Diariamente ele me perguntava com quem eu havia almoçado (atencioso? Puxando conversa? Ou controlador?).

Meu marido nunca me agrediu (e se agredir alguma vez, será a última!), mas essas situações geram desgaste e tristeza da minha parte, que as vezes me culpo e acho q errei ou fico triste pq acho q meu relacionamento não vai longe e eu, sinceramente, gostaria muito que desse certo. O que vc acha, cony? O que posso fazer para mudar isso sem piorar o clima do meu casamento? Essas situações já foram exaustivamente conversadas entre nós, mas ele não enxerga que pode ter errado. Pelo contrário, alega que para mim tudo é normal, mas que se fosse o contrário, queria ver se eu gostaria. Estou exagerando?”

Fia, você está num relacionamento abusivo sim. Ele não te agrediu AINDA, mas pelo jeito que você descreveu acho bem possível que um dia ele tenha uma crise absurda e cisme por alguma bobagem. Infelizmente você tem sinais de sobra para ver que ele não é um cara legal, infelizmente nem sempre o poder de mudar as coisas está na gente. Você não está exagerando, relacionamentos não são assim, você vive pisando em ovos, JAMAIS deve aceitar se afastar de amigos por causa de namorado/marido (eu falo isso por experiência própria, em um relacionamento anterior meu, tive que bloquear um dos meus melhores amigos por cisma do ex, sendo que agora, o Leo é amigo do meu amigo também! Isso é o normal!), isso não é vida! Tente uma conversa SÉRIA antes e sinta o clima. Se não mudar, eu não pagaria para ver o resultado disso aí não!

  • Choras AINDA FECHADOS! Mas vamo que vamos que logo zero essa caixa de mail! É pouca Cony pra muito Chora hahahaha.