Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
29 jul 2020, 41 comentários

Chora Que Eu Te Escuto

Ah para. Já é quarta feira de novo????? GENTE SOCORRO!

Vamos pro Chora de hoje, o último foi polêmico, o que teremos de novo por aqui?

Chora 01 – Capuccina

Acompanho seu blog e todos os Choras desde os 14/15 anos quando ainda nem conhecia esses dramas de relacionamento hahaha Hoje tenho 21 anos e namoro há 1 ano e meio com um cara super gente boa (da mesma idade). Mora com a mãe, mas é financeiramente independente, sustenta os dois. Nós éramos amigos por anos antes de começarmos a namorar e ela sempre me adorou. Quando começamos a namorar, ela mudou completamente. No nosso primeiro dia juntos ela mandou pra ele: “avisa pra ela que eu sou chata”… Ela oscila muito entre gostar de mim (por eu ser super caseira, não gosto de balada, não fico até tarde fora, nos conhecemos na Igreja… Ela é mega tradicional e controladora) e me odiar! Eu sou muito tranquila e sempre tentei relevar todas as situações que ela já me colocou: Vários surtos dizendo que não queria que eu fosse na casa dela nunca mais (nunca falou na minha cara, mas fala pra ele, que me conta), já me ignorou várias vezes em público… Mas depois parece que ela esquece e fica tudo normal. Além de temperamental, ela é super ciumenta e abusiva com ele. Se ele faz qualquer coisa que ela não queria, ela esculacha sem dó. Ele ignora, diz que já está acostumado a conviver com isso. Isso me incomoda mas não posso me meter, né? Tento nem comentar sobre coisas que não me atingem diretamente. Até que um dia ele me contou que ela me chamou de piranha e disse que não queria me ver nunca mais (só porque ele passou alguns dias vindo aqui em casa direto, e dormiu aqui no final de semana). Achei um absurdo sem tamanho! Todo mundo que eu converso sobre isso diz que eu não devia levar em consideração já que ela não falou isso diretamente pra mim, e sim pra ele, e ele que não deveria ter me contado… Mas eu prezo muito pela sinceridade num relacionamento  e entendo o porquê dele ter contado. Mas fiquei muito chateada. Agora ela já quer voltar a falar normal comigo mas eu não sei nem como agir perto dela sabendo que ela falou tanta coisa de mim, mesmo que tenha sido da boca pra fora. Eu detesto ter que fingir que tá tudo bem. De gente que faz o auê e no dia seguinte exige que você esteja de boas eu já tô cheia… Não queria, mas já fico projetando como vai ser se a gente casar e eu tiver que conviver com esse inferno por anos. Não consigo lidar bem com essas oscilações de humor dela. Mas por outro lado não quero chatear meu namorado e tenho medo dele pensar “po, mas quando minha mãe resolve ficar de boa você também não colabora”. Mas eu não consigo esquecer todas os ocorridos anteriores. Help!! Tô exagerando? O que fazer?

Esse moço não tem que te contar essas coisas nãoooo! Só vai envenenar ainda mais sua relaçao com a mãe dele. Pra que gente? A mulher tá super ciumenta, uma hora ela “quieta” (assim esperamos) mas ele não precisa ficar de leva e trás de desaforo não. Fala pra ele que se ele quiser que você tenha uma relação pelo menos aceitável com a mãe dele, que não tem conte as tretas que ela fala de você. Concordo com seus amigos. A fofoca só existe quando tomamos conhecimento dela.

Chora 02 – Pingada

Oi Cony, sou sua seguidora Dino, adoro vc. Meu chora é  diferente, meu caso é com meu filho,  ele nunca aceitou a minha separação com o pai, na época ele tinha 6 anos, fiquei 2 anos sozinha evitando qualquer relacionamento para protege-lo, passamos muita dificuldade, perdi meu emprego, meu ex não dava um centavo, tudo de ruim de uma vez só, mas fui a luta, trabalhei, refiz minha vida, até que arrumei um companheiro e após 1 ano e meio de namoro resolvemos nos casar, ele já na fase de adolescente fazia de tudo para atrapalhar,  resolvemos mudar de cidade e fomos para o interior,  meu marido fez questão de montar toda uma estrutura confortável para ele, mas tudo em vão,  nos finais de semana com o pai, ele voltava diferente, até que ele resolveu morar com o pai, fui contra, tentei tirar da cabeça dele isso, mas o pai apoiou e fez de tudo para que isso acontecesse, quase  enlouqueci  pensei em largar tudo e voltar para cidade junto dele, mas fui para terapia e como o ex sempre foi ausente, fui aconselhada a deixá-lo com o pai e assim foi, nossa relação melhorou, porém sempre senti uma rejeição por parte dele, o pai sempre omisso e o jogava contra mim, infelizmente mãe perdoa tudo e fui vivendo, agora já moço, formado quis morar sozinho, fui comprei um apto pra ele e no pacote a namorada foi junto reformei e mobilhei tudo, mas é assim tenho sempre que estar implorando para vir a minha casa, Natal e Ano Novo nunca podem passar comigo, fico sempre com as migalhas estou cansada, tenho 53 anos , vivo feliz com meu marido, mas um pedaço dentro de mim morreu, me sinto excluída, ele não conta as coisas pra mim, mas quando  precisa $$$sabe onde buscar. Gostaria de um conselho, minha vontade é não procurar mais, a nora tb não ajuda muito nessa relação,  sempre busca desculpas para que não venham me visitar.  Tenho mais 2 filhos com meu marido e ele nem faz questão dos irmãos. E é assim que vamos vivendo. Grande beijo e obrigada.

Ô meu Deus, vem cá dar um abraço vem? Senti daqui sua tristeza… Qual o erro de uma mulher refazer sua vida, encontrar novo amor, depois de ter passado tanto perrengue? O seu filho é mal agradecido, me desculpe, mas é o que me parece. Agora, sendo bem neutra e querendo entender bem os dois lado, será que não tem algo que magoou ele na sua separação? Não sei como foi, se teve gritos, violencia, mas porque ele tomou tanto o lado do pai? E agora crescido, o que deveria ter feito ele amadurecer e te dar valor, continuar assim? Mulher do céu, você ainda deu um apartamento pra ele e te trata assim. Me conta, já conversou com ele? Do jeitinho que você tá contando aqui pra gente, já falou isso tudo pra ele? Já demostrou sua tristeza, sua decepção? Tente fazer isso mas mais como uma maneira de entender o motivo dele te tratar assim, não como uma cobrança ou como carência sabe? Acho que a conversa entre vocês dois é algo muito importante. Espero de coração mesmo que isso se resolva e você fique em paz.

Chora 03 – Americana

Boa tarde Constanza, tudo bem? Sempre acompanho o “chora” e chegou minha vez de chorar hahaha. Esse meu email foi motivado por ler seu post sobre o término de um relacionamento de quase 15 anos. Li, reli, pensei, repensei.Namoro há uma década. Fiz faculdade, pós graduação. Ele “tentou”, mas não quis estudar nem trabalhar nos negócios familiares. Decidiu seguir uma carreira artística, a qual sempre apoiei. Ele mudou de cidade por conta disso, eu fui atrás, arrumei uma pós e um emprego nesta cidade. Porém, depois de anos sem retorno financeiro, ele passou um período bastante deprimido com o fim de um projeto artístico de anos. Passamos por uma crise, pois depois desse tempo todo, não tínhamos planos concretos de uma vida juntos. Ele tem suporte financeiro da família, o qual eu sou contra, e acho que ele se acomodou. Eu passei estes anos todos fazendo uma poupança e planos para uma vida juntos. Enfim, depois de vários conflitos nesse sentido, decidi “aceitar” esta condição dele e seguir na relação. Mas tenho sentido profundamente que meu sentimento mudou. Não sinto a mesma saudade de antes, não sinto vontade de fazer planos, estou passando um tempo com a família na minha cidade de origem e não sinto vontade de voltar para ficar junto. Já tentei conversar inúmeras vezes, fui honesta com o que penso sobre a vida a dois, ofereci para pagar terapia ou achar um psicólogo a valor social (sou psicóloga e tenho contatos), ofereci para ir ao psiquiatra, pesquisei cursos que ele poderia se interessar, apoiei todos os planos, enfim, me sinto saturada. 
Só que como nos damos bem, temos vários amigos em comum, gostos parecidos, e somos um casal que se dá bem, eu me sinto uma carrasca por esse sentimento ter mudado. Tenho medo de tomar uma decisão errada, mas ao mesmo tempo, sei que estou sendo injusta de ficar numa relação onde me sinto mais uma amiga, mãe ou irmã mais velha do que uma namorada. Sinto que mudamos muito nesses anos todos e queremos coisas diferentes, mas fico lutando contra o que sinto.

Miga, você está perdendo tempooooo! Me vi em várias frases do seu relato, e posso te aconselhar com toda certeza: sai desse relacionamento. Ele está acomodado e NÃO VAI MUDAR. Não será por você nem por ninguém, ele vai mudar só quando ele quiser. E se não quiser, você passará o resto da sua vida cuidando dele como se fosse um filho ou irmão mais novo e cheia de esperança que um dia ele vai acordar, mas não vai. A pessoa quando não quer fazer algo, quando nem tem iniciativa, não vai ter. E se isso é uma pedra no seu sapato, já toma outro rumo pra sua vida. Se dar bem, ter amigos em comum, gostos parecidos, não vale uma vida inteira insatisfeita, infeliz e ANGUSTIADA, porque sei bem que o que você sente quando olha pra ele ou quando está com ele é ANGUSTIA, e isso é muito ruim. Vai viver, a vida é linda, tem tanta gente bacana no mundo, às vezes não será alguém que terá muitos amigos em comum, às vezes será alguém que não tem exatamente os mesmos gostos, mas procure alguém que você ADMIRE. A admiraçao é a coisa mais linda, mais gostosa e mais preenchedora de coração de se sentir por um parceiro, tô te falando. Vai por mim. Ah, e pode ser que um dia seu namorado mude sim, PODE SER, mas você não merece passar mais anos angustiada e na espera de um milagre né? Deseje boa vida pra ele e vá viver a sua com tudo o que você tem direito.

  • Vamos dar uma fechadinha no recebimento dos Choras? Consegui acumular um tiquinho por aqui! Assim que desafogar aviso ok?
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Chora Que Eu Te Escuto
22 jul 2020, 126 comentários

Chora Que Eu Te Escuto

Alguém já contou quando Choras postei durante a quarentena? Tá pra Chorar MESMO kkkkkkkrying

Vamos lá!

Chora 01 – Nice

Oi Cony, sua linda! Preciso dizer que sou sua leitora há anos e aqui no Chora consegui sair de um relacionamento abusivo e também aprendi muito sobre moda, enfim… só tenho coisas boas pra falar de você e já indiquei para várias amigas te seguir. Bom, bora lá…sempre fui esforçada na escola e me destacava muito, daquele tipo que os professores elogiavam na frente da sala (mas morria de vergonha). Tenho 34 anos e me formei há 8 anos na faculdade, mas nunca trabalhei na área. Em parte porque nunca consegui entrar e parte porque não foquei, pois trabalhava em outra área melhor remunerada e acabei ficando acomodada lá. Logo que terminei a faculdade entrei em uma multinacional e fiquei por quase 5 anos. Era uma ótima oportunidade, fiz de tudo para me destacar e investir em mim: fiz inglês, pós graduação e outros cursos. Tive promoções laterais, mas nunca algo significativo. Fui mandada embora há 3 anos porque não tinha afinidade nenhuma na área que estava por último e estava muito infeliz. De lá pra cá, trabalhei em pequenas e médias empresas, também em áreas parecidas, mas melhores no quesito trabalho e piores no quesito remuneração/oportunidades. O ponto é: estou sentindo que o tempo está passando e não dei certo na carreira. Sei que tem pessoas piores que eu nessa idade, mas tem muuuuitas em condições melhores e acabo me comparando. Não tenho pretensão de trabalhar na área que me formei porque a essa altura e sem experiência é bem difícil. Cony, me sinto um fracasso onde estou porque não consigo me destacar e tem pessoas mais novas mandando muito melhor que eu. Penso todo dia em sair de lá, fazer algo diferente, mas pra falar a verdade não sei como fazer transição de carreira e nem o que fazer da vida. Nesse momento, não consigo pensar em nada e tenho receio de sair do meu trabalho no meio da crise. Imagino que o mercado de trabalho pode mudar muuito depois da pandemia e que podem surgir novas profissões, mas não sei o que fazer para começar a me descobrir. Para completar, pretendo me casar nos próximos anos e temos planos de morar em uma cidade pequena e afastada da capital, temo piorar a minha questão profissional. Penso em focar em trabalhos home office, estou totalmente aberta para novas profissões e em como desenvolver novos talentos, só que está difícil achar esse novos talentos. Rs. Gostaria de uma opinião e experiências das leitoras que passaram por isso.Obrigada pelo espaço.

Primeiramente, PARE DE SE COMPARAR! Esse é o maior erro que você pode cometer consigo mesma. O tempo não é igual pra todo mundo e quanto mais você focar energia no que o outro está fazendo, com menos energia pra se descobrir você ficará. Já pensou em fazer um Coach de Vida? Buscar ajuda profissional que faça aqueles testes de personalidade com você, que te ajude a entender melhor o seu momento, o que você quer e pra onde quer ir? Faça! Existem vários profissionais que podem te aconselhar e abrir sua cabeça pro novo. Mas desde já, pare de olhar o que a pessoa do lado está fazendo, e olhe pra você, se observe, veja o que gosta, o que não gosta, mas faça isso sem “ruído” alheio.

Chora 02 – Lyon

Hey Cony! Adoro seu blog faz tempo e acho seu trabalho ótimo. Acompanho tem bem uns dez anos! Obrigada por permanecer autêntica no meio de tanto Ctrl+C, Ctrl+V. Bom vamos ao meu Chora!Tenho 31 anos e não tenho muita coisa resolvida na vida hahahaha, mas na área afetiva eu sou bastante sabe. Tenho minha própria ideia de relacionamento, pra mim só serve se for pra melhorar e ou ampliar a zona de conforto dos envolvidos, então sou aquele tipo de pessoa que quando tá em um se dedica bastante pra funcionar, mas fico bastante bem sozinha e até prefiro ser solteira. No entanto uns meses atrás conheci um rapaz que me balançou muito, tudo combinava, tudo fluía, a gente sacou que um se encaixava demais nos parâmetros e desejos um do outro e tudo caminhava pra gente ter um belo compromisso. Então qual o problema?Já tenho um filho, não quero outro. E em todos relacionamentos que tive, sempre fui muito rígida quanto a divisão da responsabilidade da contracepção. Meus namorados sempre compravam o AC, a camisinha, ou o que quer que decidíssemos juntos usar como método, além de ter a obrigação de acompanhar meu ciclo e período fértil, pra me ajudar a não me deixar levar pelos hormônios e fazer bobagens hahahahaha. Eu acredito fortemente que isso é obrigação do casal e não só da mulher. No entanto, desde o fim do meu último relacionamento firme, há cerca de três anos, eu decidi não usar mais nenhum método hormonal, como estava solteira, sem planos de ter algo mais sério com ninguém enquanto batalhava por uns projetos, assumi a responsabilidade da contracepção, tendo sempre o preservativo aliado à tabelinha. Pois bem, perto dos três meses desse ensaio de namoro, pondo o pé no freio pra não ir no cartório casar com comunhão universal de bens, achei que era a hora de discutirmos um plano de contracepção. Falei com ele que o método hormonal não era minha primeira opção, mas que estava disposta a usar durante um curto período, pra gente se organizar financeiramente e eu poder implantar o DIU. Ele me respondeu dizendo que eu não precisava me preocupar em engravidar dele porque fez vasectomia. Eu respondi que ótimo, fico mais tranquila, mas preciso de uma comprovação. Ele disse que não tinha mais nenhum registro. Eu disse que ele poderia fazer um exame. Aí ele me responde que se tivesse que ir no médico porquê eu tinha problemas em confiar nele, preferia não ver mais. Respondi que tava tudo bem a gente não se ver então, e foi bem aí o sonho que eu tava vivendo terminou hahahahah. Não se preocupem, só dói quando eu lembro. Em minha defesa: Esse é um dos poucos pontos que lido de forma  inflexível num relacionamento, porque se por acaso ele me traísse, mentisse em relação a outros assuntos ou a gente tivesse problemas normais de casal, o máximo que aconteceria seria eu ficar triste um tempo, agora uma gravidez é coisa que impactaria a minha toda a minha vida e a vida do filho que eu já tenho. Um filho não some. Além de tudo, filhos tem o direito de serem desejados e pra mim, um outro não seria. Outra coisa que me chateou na história, é que ele é um cara letrado e articulado, não deveria agir estupidamente igual criança birrenta, acho que dialogo resolveria, também acho que confiança não é objeto de barganha e nem material de chantagem. Por mensagem depois ele disse que se uma gravidez fosse minha preocupação que eu deveria tomar os cuidados. Mas assim, não quero me envolver em algo onde eu tenha que cuidar sozinha do meu bem-estar em assuntos que se referem aos dois. Enfim, não posso obrigar ninguém a ser feliz. Como não acho que nós dois possamos resolver a situação, visto que ele me bloqueou e foi pra Nárnia, o meu Chora é mais pra ouvir opiniões e pontos de vista de fora da situação, saber se alguém já passou por algo parecido e como lidou e ou como vocês lidariam. Sei lá. Acho que quero saber qual aprendizado posso tirar dessa história.Muito obrigada pelo espaço e continue sendo essa luz de farol Cony. Muito sucesso pra você e também pra quem te acompanha!

Olha, sinceramente, achei um pouco confusa a sua dúvida. Ao mesmo tempo, pelo tom do seu mail, imagino que na conversa com ele talvez você possa ter soado um pouco dura e inflexível DEMAIS, coisa que o chateou. E sabe que até entendo o posicionamento dele? Isso claro, considerando que a conversa foi prática demais para um assunto meio delicado. Ok você querer dividir a responsabilidade da contracepção (não que eu concorde com isso, eu prefiro tomar conta 100% do assunto pra ficar tranquila) mas isso é de cada um, se você prefere assim, ok… E sei lá, será que foi só isso que afastou o cara? Se ele é um pessoa “letrada e articulada” não acredito que apenas pedir o exame comprovatório da vasectomia o tenha chateado tanto a ponto de terminar o namoro e te bloquear. Foi só por isso MESMO?

Chora 03 – Cannes

Oi, Cony. Acompanho o blog desde o “Comprey no Ebay” e amo seu conteúdo.
Bem, meu chora é sobre a dúvida em ter ou não filhos.
Tenho 35 anos, sou casada há 3 e estou terminando minha segunda faculdade. Ter filhos antes nunca me passou pela cabeça. Estava mais preocupada em ralar, ganhar meu dinheiro, viajar, ir pra festas. Quando era mais nova, nunca sonhei com festa de casamento nem ficava imaginando minha casa ideal ou escolhendo nome de filho. Nunca engravidei, sempre me protegi (e exigi isso tbm dos namorados) e nunca levei “susto”.Agora, casada, concursada e me formando, abri espaço para pensar nisso, mas não consigo decidir!
Ter filhos era uma coisa tão distante pra mim que acho que simplesmente me fechei pra isso e agora não tenho a menor ideia se é algo que eu quero ou não… Meu marido diz que, se eu quiser, ele fará de tudo pra ser um bom pai, mas, se a decisão fosse apenas dele, seríamos só nós dois mesmo. Nos amamos e nos damos super bem! Ele gosta da nossa vida pacata, somos muito grudados e muito caseiros. Ele tem receio de perder essa paz e devo dizer que eu também.Vejo a alegria dos meus amigos, acho as crianças um encanto, mas também vejo o cansaço, a falta de tempo, de grana. 
Acho super bonito uma mulher grávida e tenho certa curiosidade de saber como é gerar um ser. No entanto, a figura de mãe, aquela amamentando, com filho no colo, me é distante – não me conecto muito com essa imagem. Tenho várias amigas grávidas e com filhos e sinto zero inveja. Apenas fico feliz de ver elas felizes. Não me sinto infeliz ou incompleta ou com algum incômodo ou qualquer sentimento negativo. Quando pego minha sobrinha no colo ou brinco com filhos de amigos, eu me divirto, acho eles umas graças, tiro foto.. eu me acho bem carinhosa e atenciosa. Mas nunca penso “ah, meu filho vai fazer isso também.”, “ah, que fofo, queria um filho assim”, “ah, eu quero viver isso”. Minhas amigas brincam que vão me contratar de barriga de aluguel. hahahaEnfim, eu gostaria de poder decidir, sim ou não. Acho que me dei a oportunidade de decidir e gostaria de saber claramente porque sim ou porque não, mas a cada hora parece que a balança pende mais pra um lado. Gostaria de saber de vc, das leitoras, e também de qualquer livro, perfil, live, qualquer dica que possa me dar uma luz. Obrigada.

Se tem tanta dúvida e se eu marido não te exige filhos, desencana. Vai vivendo até o dia que a vontade bater DE VERDADE. Por via das dúvidas, congela óvulos e deixa eles lá quietinhos esperando, ou não, sua vontade de ser mãe aparecer. Somos livres para escolher ter filhos ou não, não se sinta culpada por não ter essa vontade e nem deixe isso atrapalhar sua vida. Congele e pronto… a medicina hoje em dia está muito evoluída e se bater a vontade daqui 5 anos, 10 anos, tá tudo certo. E se não bater, tá ok também 🙂

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