Editorial
19 maio 2020, 25 comentários

Como Usar – Quimono!

Esse post é dedicado a uma leitora que me pediu Um Como Usar Quimono!

Enrolei um pouco mas eis o post e tem uma coisa ruim… FIQUEI DESEJANDO VÁRIOS LOOKS! Sério, amanhã mesmo vou fuçar meu armário para procurar meus quimonos! Pra usar onde não sei, mas quero dar um oi pra eles.

O quimono é uma EXCELENTE terceira peça (que é transformadora de looks) e pro clima do Brasil é mais perfeito ainda. Com jeans, com short, por cima de vestidos mais sequinhos, o quimono fica mara.

Escolhi inspirações com quimonos estampados e leves, olha só:

PRE CI SO reproduzir um desses looks! Gente amei MUITOOOO! Vi que o primeiro está sendo vendido no Ali Express, pra quem quiser, é só dar uma olhada lá (LINK)! O look jeans, camiseta e quimono é perfeito.

Quimono colorido e estampado com peças claras por baixo. MARAVILHOSO! Quando as peças de baixo formarem um look monocromático, elas podem ser mais soltinhas que ainda assim vão harmonizar bem com o quimono.

Novamente com jeans e camiseta tanto numa pegada mais praiana/californiana quanto pra cidade.

Olha que quarteto: jeans, regata colorida, sapato nude e o quimono estampado! Pode copiar!

Ah, com jeans claro e blusa branca. Espetáculo.

Aqui o quimono estampado numa versão menos romântica e suave mas ambas super estilosas!

Mais jeans e mais camiseta branca!

AMEI essas produções! Tudo branco e o quimono colorido e estampado. Bem rica!

Pros dias mais quentes, com short jeans!

E pra turma boho, fica lindo com botas estilo motorcycle.

Já deu vontade por aí? Aqui deu, e muita!

  • E a notícia boa é que o quimono é MEGA democrático: vai com qualquer tipo de corpo e qualquer idade! Para as mais novinhas, a pegada boho fica perfeita, já para as mais velhas, o look monocromático por baixo e o quimono por cima fica lindo! E pra todo mundo, o bom e velho jeans e camiseta! Quem quer um Onde Comprar?
Editorial
22 abr 2020, 57 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Choremos!

Chora 01 – Fantine

Cony, sou mais uma dino anônima, que te acompanha e torce por vc aqui caladinha, há muuuuuitos anos.
Hoje resolvi escrever esse chora, que nem acho que será publicado – afinal, sou mais um caso de mulher que vive numa relação abusiva – mas acredito que o simples fato de escrever minha história já me ajudar a sair dela.Vamos lá. 
Tenho 37 anos e este mês fará 6 anos que me relaciono com um pessoa, que hoje vem a ser o pai da minha filha. Preciso colocar um contexto resumido da minha vida amorosa. Meu primeiro namoro durou 4 anos e meio. Praticamente minha faculdade inteira (e eu me arrependo tanto disso!) Um cara que não tinha futuro, não tinha nada a ver comigo, mas eu acho que namorei por carência, sei lá. Depois, tive um outro namoro de 5 anos. Foi um namoro maravilhoso. Nos gostávamos demais. Nossas famílias se amavam. Tínhamos um grupo de amigos muito legal e tínhamos certeza de que nos casaríamos. Mas, ele passou num concurso no Rio. Ficamos 3 anos namorando à distância e, quando ele fez 30 anos, quando todos os nossos amigos se casaram, ele me veio com um papo de que precisávamos de um tempo para vivermos outras coisas. Principalmente eu, que só tinha transado com meu ex e ele. Na lógica dele, deveríamos aproveitar um pouco a vida antes de nos casarmos. Podíamos ficar com outras pessoas, mas não deveríamos namorar pq depois voltaríamos e nos casaríamos. Oi??? Senta lá, né Cláudia?! Com 29 anos desfiz meus sonhos do casamento, tirei uma licença e resolvi passar 7 meses na Europa. Ele chegou a pedir para eu não ir, mas aí eu já estava convencida que queria aquilo. Não tinha nem 1 mês que estava lá, descobri que ele já estava de namorada nova no Rio. E o pior: que eles estavam morando juntos. Foi um baque muito grande pra mim! Pensei até em voltar, mas minhas amigas não deixaram e fiquei lá. Curti horrores, viajei muito, conheci vários caras, aproveitei demais. Foi a melhor coisa que fiz! Quando voltei, decidi sair da casa dos meus pais, continuei viajando e todos me achavam maravilhosa, segura, independente. Mas, só eu sei o quanto aquilo era um pouco um disfarce. Eu sofria demais e me sentia um lixo em pensar que meu ex, que dizia que eu era a mulher da vida dele, caiu fora na hora de nos casarmos e logo estava morando com outra! Masss…a vida seguiu! Eu sei que sou uma mulher bacana, sei que não sou nada feia, sou cuidada, tenho uma família boa…nunca tive dificuldade em arrumar pretendentes. Dentre uns namoricos e outros conheci um cara muuuuuito bacana! Ele era  meu número! Inteligente, divertido, gostava de música, arte, chegava na minha casa lendo trechos de livros pra mim. Era viajado. Logo que nos conhecemos me apresentou pra família toda e, como bons mineiros, foram todos muito acolhedores e cativantes. O namoro durou pouco tempo. Apenas 9 meses. Mas foi muito intenso. Mas, como ele tinha mudado de cidade e nosso namoro passou a ser a distância, na época, eu exigi dele uma posição. Ele tinha passado num concurso, tinha ido morar em Brasília e eu tb sou concursada, a sede do meu órgão é em Brasília, então seria muito fácil me mudar pra lá. Encostei ele na parede e ele foi sincero dizendo que era aquilo que ele poderia me oferecer por enquanto: um namoro à distância. Ele não gostava de fazer planos. Ponto. Fiquei arrasada. Isso foi no final de janeiro de 2014. 
Então, decidi que ia voltar a estudar pra concurso, comprei um cursinho online mega caro e falei que passaria o carnaval trancada em casa. Só que uma amiga me chamou pra sair, insistiu e lá fui eu toda com dor de cotovelo fingir que estava bem, que só queria dar uns beijos na boca e tal. Foi nessa mesma noite que conheci o pai da minha filha. Um gato. Minha amiga, que me fez sair de casa e me apresentou, já tinha tido um rolo com ele no passado e me falou que ele não prestava, mas ele foi tão insistente e eu tava tão achando que seria só uma ficada de carnaval, já que ainda gostava do ex, que não dei muito ouvido pra ela. Ficamos no carnaval. A química do beijo era maravilhosa e depois de algumas saídas rolou o sexo e foi perfeito! Que pele! Que cama era aquela! E como ele era bonito e galanteador.Moramos numa capital pequena, onde todo mundo meio que se conhece, e quando começamos a ficar direto, váááááárias amigas vieram me contar alguma coisa dele. Das minhas melhores amigas, uma já tinha sido apaixonada por ele (coisa de adolescência…e eu me mudei pra cá com 17 anos, portanto, não o conhecia), outra já tinha ficado com ele (e me disse que ele era bonito, mas meio “doidinho”), e várias outras me disseram que ele era muito popular quando novo, que era lindo, mas tinha fama de galinha e meio desequilibrado. Eu, na época com 31/32 anos, já me considerava uma mulher foda e vacinada: era viajada, tinha um emprego excelente, com um ótimo salário, tinha ido morar sozinhas aos 30 anos, mesmo tendo todo conforto e liberdade na casa dos meus pais, achava que não cairia em papinho de garotão…Até pq todas as coisas que me falaram dele pareciam vir da adolescência e, meu Deus, já não éramos adolescentes, tínhamos mais de 30. Conclusão: enquanto o meu último namorado era muito massa, gentil, me tratava com tanto respeito e carinho, massss nem falava em filhos e casar, essa pessoa chegou sendo o oposto. Se dizia cada dia mais encantado comigo, me falava a todo tempo que queria muito conhecer uma pessoa como eu para casar, ter filhos, construir uma vida. Tudo o que eu queria ouvir!!! 
Hoje, enxergo que, apesar de aparentar pra todo mundo (e até pra mim mesma) que eu era uma mulher independente, que aproveitava a minha vida de solteira e tal, no fundo eu era um poço de carência e já tava naquela vibe do desespero de querer casar, ter meus filhos, minha família…Assim, começamos a cada vez ficar mais juntos, mas sem assumir namoro…quando me vi envolvida e quis namorar, ele começou a me dar todos os sinais! Começou a ficar enrolado, querer fazer joguinho, veio com o papo de que estava passando por uma transição de carreira, o pai dele estava com câncer e isso o abalava muito e blá blá blá. Eu caí fora. Cortei, mas não pela raiz. Ele continuava me rodeando e eu dava trela. E assim o tempo foi passando. E as evidências de que ele não prestava eram escancaradas. Ele relutou, mas assumiu namoro, conheceu minha família, eu parte da família dele (os pais eram separados. Eu convivia muito com o pai, a madrasta, a irmã, mas a mãe, que era com quem ele morava, fui conhecer muuuuito depois, o que eu achava muito estranho. Mas ele dizia que ela era muito difícil e hoje, que a conheço bem, sei que é mesmo). Namoro assumido, mas ele me dava vários perdidos. Não sei nem quantas vezes terminamos. Sério. Perdi as contas! Sempre por pisadas de bola dele! Conversinhas no whatsapp com outras, ir pra balada sem me falar…Foram tantos términos, alguns duravam meses, que eu até chegava a conhecer outros caras. Mas eu não conseguia gostar de ninguém. Me via sempre apegada no sexo com ele e ele sempre insistndo pra voltar, me prometendo mundos e fundos, dizendo que não viveria sem mim.Quando foi em outubro de 2016 o pai dele, que tinha câncer e era um querido, ficou muito mal e acabou falecendo. E eu fui todo o suporte dele!!!! Ele passou a ficar caseiro, apegadíssimo a mim e eu lá, ao lado dele! Ele teve que assumir a propriedade rural da família, teve que deixar a advocacia. A vida dele virou de ponta cabeças e ele parecia ter necessidade da minha presença  e eu passei a acreditar que a vida tinha dado um chacoalhão nele e que ele deixaria de ser garotão e passaria a ser homem.Em dezembro de 2016 descobri que estava grávida. Pensei que deveríamos nos casar, mas ele disse pra eu ter calma, pois era muita mudança na vida dele em poucos meses. Moraríamos juntos. Tive que começar a procurar um apê maior pra gente e o que ele fez nada? Não se envolvia com nada da nossa vida! Ia às consultas comigo, mas falou pra eu escolher o apê sozinha, não se programou nem na mudança. Foi pra Fazenda. E eu grávida, de barriga, arrumando tudo sozinha. Nossa filha nasceu  e ele foi péssimo! Não quis dormir com a gente na maternidade pq disse q estava muito cansado. Minha mãe ficou possessa, os dois brigando e eu ali, recém-parida, me achando um fardo. Minha mãe ficou comigo e, no dia seguinte foi a vez dele! Foi péssimo: minha filha não pegava o peito e ele ficava nervoso comigo, dizendo que eu tinha que saber o que fazer, que ele tinha pena de mim como mãe…O meu puerpério foi todo difícil, minha filha com suspeita de APLV (Alergia à Proteína do Leite da Vaca), eu numa dieta super restritiva pra poder amamentar e ele, quando não estava na Fazenda, estava na rua. Até que uma noite, quando nossa filha não tinha nem 4 meses – ele chegou em casa de madrugada e nós quebramos o pau. E ele bêbado gritou muito comigo, me empurrou e sacudiu minha cabeça. Falei pra ele que ele estava me agredindo e falava pra eu chamar a polícia. Chamei foi meu irmão que logo estava na minha casa e os dois quase saíram na porrada.Depois disso, meu irmão foi até a delegacia comigo, mas eu não tive coragem de fazer o BO. 
Ele saiu de casa e ficamos separados por 3 meses. Nesse tempo, ele dizia sofrer muito, sentir muito a nossa falta, dizia que estava muito muito difícil pra ele. Eu o perdoei. Mas meu irmão e minha cunhada não. Minha família se viu dividida. Já se passaram quase dois anos dessa agressão. E nesse tempo eu vivo uma vida de família feliz de fachada. Ele já me agrediu outras vezes com apertões no meu braço, chacoalhadas na minha cabeça…a culpa sempre é minha! Ele chora e diz que eu desperto o pior nele. Que ele não quer ser assim.Eu estou cansada! Pago todas as contas da casa sozinha. Resolvo tudo da nossa filha sozinha. Ele apenas me dá uma quantia por mês. Mas deposita na minha conta e só! Não sabe a data que vence uma conta daqui de casa. Não sabe quanto pago no plano de saúde da nossa filha e sabe por cima quanto custa a escola (ele me dá pouco mais que a mensalidade da escola). 
Eu reclamo pq digo que estou cansada, pq a gente não saio mais pra me divertir, que minha vida se resume a minha filha, ele diz que eu quero vida de novela, que não sabe pq eu fui mãe, já que ainda tenho fogo no rabo, quero beber, dançar, etc…A todo momento ele diz que estou doente, que vivo a vida dos outros (se refere à vida das minhas amigas no instagram) e que não adianta eu me separar, pois ninguém me fará feliz, pois eu só reclamo e é difícil demais conviver comigo.Hoje, pela manhã, fui comentar com ele sobre a empregada de mais de 25 anos da minha tia que morreru e eu fiquei muito triste. Ele me interrompeu na mesa do café da manhã, dizendo que eu já iria estragar o dia dele contando uma tragédia. Eu respondi, dizendo se agora não posso sequer comentar algo que sinto e ele me mandou ficar quieta. Eu continuei falando e ele se levantou gritando, pegou minha mandíbula com muita força. Nossa empregada viu e ficou assustada (ela já chegou a comentar comigo que a nossa casa fica com outro clima quando ele não esta aqui). Nossa filha, que hoje tem 2 anos e meio, estava no quarto e não viu. No entanto, eu sei que ela sente o clima constante de animosidade entre os pais.Fora isso, ele vive criticando minha família, o casamento dos meus pais (que dura mais de 40 anos) e vive dizendo que meu pai é um santo por aguentar minha mãe mandando nele. Diz que eu quero fazer o mesmo, mas que ele não é “bocó” igual meu pai e meu irmão.Critica pq minha família é festeira, muito unida, tem muitos gays (o que inclui minha irmã) e diz que só não sai de casa pq tem medo que nossa filha seja criada nesse “meio” e com 13 anos esteja tatuada, fumando maconha e beijando mulher.Detalhe: ele e todos os amigos fumam maconha!Hoje mesmo eu falei pra ele sair de casa. Ele pediu pra empregada juntar todas as coisas dele. Ela o fez!E eu estou aqui escrevendo mais para desabafar e para dizer que eu sei que vivo uma relação abusiva, que há muitos anos quero sair dela, mas que, além dessas e outras coisas ruins que ele já me fez, existem muitos momentos legais, de carinho, de diversão, dele ser um pai muuuuuito amoroso com nossa filha, que é apaixonada por ele!Já pensei em aguentar mais um pouco por ela, pq a acho muito pequena, fico com pena, fico com receio em ter que ficar longe delas alguns dias, algumas datas, mas, após escrever tudo isso, eu percebo o quanto a carência, a falta de auto-estima pode nos aprisionar a relacionamentos tóxicos que, muitas vezes, podem culminar em filhos.Quem nos vê na rua, nas fotos, diz que somos uma família linda. Tem muitas horas que até eu acredito nisso. Mas me fez bem escrever tudo isso aqui pra eu enxergar a verdade e parar de me enganar.Não quero mais. E, se antes minha preocupação era ter logo um relacionamento para casar e ter filhos, agora já tenho minha filha. Não tenho mais pressa e é por ela que sairei dessa! Porque quero que ela me veja como uma mulher forte. Porque não quero que ela acredite que a forma que o pai dela me trata é de amor. Porque não quero Vê-la futuramente reproduzindo a relação abusiva que conviveu em casa.Depois de 2 anos, amanhã volto pra terapia.Sairei dessa! 

Atualização: acabei de escrever e ele chegou em casa. Se surpreendeu quando viu q a empregada realmente arrumou as coisas dele. Começou a gritar comigo, dizendo q vai e não volta nunca mais.  Pra eu ser feliz com o capeta, arranjar um pai gay pra minha filha (pois homem nenhum me aguenta), pra eu esquecê-lo, que ele nem filha tem mais…Minha pequena está na escola e eu fiquei quietinha. Me tranquei no banheiro e já li e reli o email que te mandei, pra eu ter mais convicção de que essa separação é um livramento na minha vida! 

Olha essas frases do seu texto: no primeiro namoro “Ficamos 3 anos namorando à distância e, quando ele fez 30 anos, quando todos os nossos amigos se casaram, ele me veio com um papo de que precisávamos de um tempo para vivermos outras coisas.“, no segundo namoro “Mas, como ele tinha mudado de cidade e nosso namoro passou a ser a distância, na época, eu exigi dele uma posição. “, no terceiro namoro “Ele relutou, mas assumiu namoro“, no 3 VOCÊ FORÇOU UMA POSIÇÃO DOS CARAS! Você é muito carente moça! O último cara te deu TODOS OS SINAIS QUE NÃO PRESTAVA, e mesmo assim você insistiu em algo que se transformou num relacionamento abusivo . QUE BOM QUE ELE SAIU DE CASA! E tomara mesmo que não volte nunca mais, e te peço, por favor, se fortaleça para não cair novamente em uma armadilha da carência. É ela que tem atrapalhado todos seus relacionamentos! Faz terapia mesmo, e só pare quando conseguir ser feliz SOZINHA!

Chora 02 – Aline

Oi, Cony! Meu chora é sobre amizade. Há um tempo venho refletindo sobre essa questão e hoje, lendo a resposta que você deu pra Cetim, fiquei pensando muito no assunto e resolvi escrever.
Em 2001 conheci uma menina no colégio e ficamos amigas. São 19 anos de amizade. Presenciamos o 1º beijo uma da outra, eu fui na festa de 15 anos dela, nos consolamos nos pés na bunda que levamos, eu fui madrinha do casamento dela, vi as filhas dela nascerem, enfim, são muitas histórias. Hoje temos 33 anos.
Só que nesses anos todos, eu sempre fui o lado mais disponível. A que sempre ligava e procurava. Em alguns momentos ela também me procurava, mas sempre menos do que eu. Como ela sempre namorou (está casada com o 1º namorado, que ela conheceu aos 16 anos) ela nunca foi aquela amiga que me acompanhava na noite. A gente costumava ir ao cinema, sair pra comer, fazíamos academia juntas, uma ia na casa da outra, até porque sempre moramos perto. Eu ia muito na casa dela, na casa da mãe dela (quando ela casou e se mudou), na casa da sogra…enfim. 
Depois de um tempo de casada ela engravidou (teve 2 filhas em menos de 2 anos). E eu sempre presente, ajudei a arrumar o chá de bebê, fui visitá-la na maternidade, continuei indo na casa dela quando as crianças nasceram, brinco com as filhas dela, tudo. E sempre fiz isso com todo amor do mundo! Como eu disse, eu sempre fui bem mais disponível que ela, e depois que ela teve filho, encarei com mais naturalidade ainda isso. A gente tinha vidas muito diferentes (eu trabalhava, ela era casada, não trabalhava, cuidava de 2 crianças) e eu achava natural que eu tivesse mais tempo pra procurar por ela, visitar e tal. Nesse período todo eu sempre brinquei que ela era relapsa, não ligava pra mim e tal, mas eu sempre encarei isso numa boa.
Há uns anos o marido dela saiu de casa e nós voltamos a sair e fazer nossos programas, aproveitando quando as crianças estavam com o pai. Depois eles reataram o casamento o casamento e tudo voltou a ser como antes.
Só que depois de um tempo eu passei a me incomodar com a nossa relação, com o fato de parecer que eu sou mais amiga dela do que ela é minha amiga. Começou a ficar claro pra mim que a relação era desigual, eu sempre disponível, procurando, e ela nem aí. Nem no meu aniversário ela me liga! Há anos ela não me manda uma mensagem ou me liga no meu aniversário. Eu relevava, sabia que ela era assim, mas de uns tempos pra cá isso começou a me incomodar muito. Hoje a gente se encontra, eu continuo indo na casa dela, conversar e brincar com as meninas, mas tenho repensado muito essa relação. Eu gosto muito dela e das meninas, mas comecei a achar que não era recíproco. Não que eu ache que ela não goste de mim. As vezes acho que ela tem as prioridades dela e que talvez manter essa amizade não esteja entre elas. 
E eu fico triste com isso. Eu gosto dela, são muitos anos de amizade, muitos momentos vividos, mas eu tenho repensado essa amizade. Vale a pena manter uma amizade assim? Devo me afastar? Já passou pela minha cabeça me afastar mas eu sempre penso nisso com muito tristeza. Não acho que conversar seja a solução porque ela sempre foi assim e também porque amizade não se cobra. Fui eu que talvez tenha mudado e passei a repensar nossa amizade. Só que eu não sei o que fazer. Quando eu penso em me afastar, além de me sentir triste com isso, eu fico com a sensação de que estou apagando mais da metade da minha vida e todos os momentos legais que passamos juntas. Me ajudem, meninas?

Quando a gente fica mais velha, ficamos mais seletivas, mais práticas e mais diretas. Já não queremos mais mimimi, dar ou pedir satisfação, acho que a gente quer que nossa vida seja mais leve. Eu também sempre fui a amiga que ia atrás, que chamava pra tudo, que montava os esquemas, as saídas mas nunca era o contrário, e isso em várias amizades, só que com o passar do tempo, comecei a tratar as pessoas da mesma maneira que era tratada e o que aconteceu? As “amigas” sumiram. Claro que a gente acha ruim no início, mas eu sinceramente só quero ao meu lado quem se preocupa comigo e não tenho peso nenhum na consciência por ter me afastado de algumas pessoas! Esses dias mesmo, uma amiga de infância, que eu sempre chamei pra sair, pra almoçar, que mora num bairro vizinho ao meu, sumiu. Desapareceu. Mandei umas 3 mensagens no whatsapp e nada de responder. Ok, deixei pra lá. Daí fui ver o que ela andava postando no Instagram e ela tinha parado de me seguir. Mandei mais uma msg pelo insta perguntando se ela estava chateada comigo e tal, e ela aí sim respondeu e disse que me seguia porque seguia a amiga e não o trabalho e que tinha se sentido excluída porque eu não tinha falado pra ela que eu tinha casado. Gente, eu convido ela pra TODAS minhas festas e ela nunca vai, tivesse ido na última saberia que tinha ficado noiva e mesmo não tendo ido, viu nas redes sociais e nem pra mandar um parabéns né? Que que eu fiz, “que pena, tudo bem, se cuida”. E beijo! Quero mimimi não. “Ah mas desse jeito vai ficar sem “amigas”. Gente, neste ponto da vida, precisamos de qualidade na amizade e não quantidade. Se sobrar UMA verdadeira amizade, já é o suficiente. Eu só quero o que é reciproco e no seu caso, eu a trataria da mesma maneira que ela te trata só pra ver esse fenômeno acontecer.

Chora 03 – Karin

Eii Cony,

Escrevo pra você porque primeiro gosto muito do seu posicionamento e das suas dicas, segundo para organizar os meus pensamentos.

Vamos começar a chorar….. Tenho 30 anos, moro aqui na capital mesmo. Sempre morei, minha família toda é daqui. Há uns 2 anos atrás encontrei e fiquei com meu atual namorado. Ele mora bem longe, no MT, e naquela época não deu pra ir pra frente, ele chegou a vir mais uma vez e eu fui uma também, ele não pediu em namoro e eu desanimei e afastei. Namorei outra pessoa e terminei. Acontece que há uns 10 meses nos encontramos novamente e ficamos. Ele me pediu em namoro a outra vez que fui e estamos namorando desde então. Agora o problema, eu que olho as passagens e eu que fiz um cronograma para os encontros, já tivemos brigas sobre isso, ele fala que não consegue ser tão organizado quanto eu e eu respondo que quando é pra algo que você realmente quer a gente da um jeito. O grande problema em relação a isso que tivemos foi quando ele não conseguiu vir para o aniversario da minha mãe, que eu já tinha avisado com uns 4 meses de antecedência. Só para ”justificar”, ele está passando por um momento difícil, esta mudando de emprego e os pais estão separando, não sei se sou muito dura. Bom… pra finalizar não temos absolutamente nenhuma esperança de morar no mesmo lugar. Ele está montando um negócio lá e eu tenho uma empresa aqui. Quando conversamos disso ele fala que não pode falar nada agora pois não quer falar sem ter alguma coisa certa mas que não quer terminar, que ele gosta muito de mim e gostaria de continuar namorando. Bom, tenho 30 anos e não quero ficar nessa ponte aérea muito mais tempo, inclusive já falei isso pra ele. Estou chegando no meu limite, mas como sou conhecida por ter uma cabeça muito dura sei que quando decidir isso vai ser só um tchau e bença por isso queria olhares de fora. Ele é um cara muito bacana, responsável, carinhoso, inteligente. Mas será que vale esse esforço todo ou estou perdendo o meu tempo?

Abraços, alias, acenos pois estamos evitando contato por conta do Corona….kkkk

Ih, fia, vaza logo. Perde tempo não. E olha que sobre o desinteresse dele de comprar passagens e marcas as viagens eu nem julgo pois eu sou assim também, mas só porque MORRO de preguiça de pesquisar viagens, mas o que pesou foi quando você diz que “não temos absolutamente nenhuma esperança de morar no mesmo lugar. Ele está montando um negócio lá e eu tenho uma empresa aqui. ” Se ele não vai se mudar, você não vai se mudar, pra que continuar??? A vida tem que caminhar pra FRENTE, não fica parada, andar pros lados, e pior, andar pra trás. Vocês não estão evoluindo no relacionamento e nenhum vai dar o braço a torcer. Eu terminaria e liberaria o fluxo da vida.

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