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12 set 2015, 49 comentários

Mi casa, Su casa – Quatro Questões

Olá Fufús!

Fiquei super feliz com a maneira que vocês receberam o post sobre as cores! Vocês não sabem, mas eu fico com o coração hipertenso apertadin até que começam a vir os comentários, as perguntas, as sugestões… Deve ser herança de quando eu dava aula, eu sempre acho que poderia ter exposto mais! Acho que eu não iria conseguir fazer topless eu teria que ser nudista mesmo. O “quase” realmente não me satisfaz.

E esta semana, durante uma negociação ferrenha com uma arquiteta de SC (para quem estou orçando um projeto) eu me vi respondendo uma série de perguntas tão comuns (tanto da cliente quanto da profissional) e isso me fez refletir: Como eu ainda não falei disso por aqui no Futilish, já que são tão recorrentes.

Então pega o óculos fashionista, pede um Latte Macchiato…

latte macchiato

 

…senta comigo e vamos conversar sobre o profissional: Por que, pra quê, como e quanto?

Por que? Bom, muita gente tem facilidade em combinar coisas, e tem tempo e paciência pra pesquisar e acompanhar uma obra. É perfeitamente decorar uma casa all by yourself. Vai ficar com um resultado de casa de novela? Depende do seu budget. Mas o que eu quero dizer, é que dificilmente, as pessoas que não trabalham diretamente com algo relacionado à construção ou decoração saberá a ordem que as coisas devem ser feitas, as quantidades – sem muito desperdício – e todos os detalhes técnicos de materiais. Isso falando de interiores né, porque se partimos para construção, não tem jeito, você precisará de um arquiteto ou um engenheiro. Pois além deles terem estudado pra saber detalhes de – como sua casa não cair igual a casa de palha do porquinho número um – também estudaram conforto térmico, acústico, ergonomia.

 

palha

Bônus informativo: Muita gente tem dúvidas também sobre a diferença de Engenheiro Civil e Arquiteto. Essa é uma guerra antiga, pois as habilitações segundo a definição de leis brasileira é a mesma. De diferença MESMO, arquitetos não podem assinar responsabilidade técnica para construir rodovias e aeroportos – mas podem projetar. Entretanto a brigalheira é complexa porque nas grades de faculdade (varia um pouquinho conforme instituição, mas basicamente é assim)

Engenharia – tem 06 meses de estudo de projeto arquitetônico e 60 meses de engenharias.

Arquitetura – tem 60 meses de estudo de projeto arquitetônico ( + 60 de projeto urbanístico) e 48 meses de estudo de engenharias.

Quando falamos de “instalações” que são os estudos de projeto da parte hidráulica e elétrica, Arquitetura em 12 meses e engenharia tem 24 meses.

Arquitetura tem estudos aprofundados em teoria da arte, história da arte, composições de formas, e toda essa viadagem pra fazer projetos diferenciados. Engenharia recebe uma breve visão sobre isso, mas, em contrapartida, tem estudos aprofundados de cálculo de estruturas, resistência de materiais.

E para as leis brasileiras ambos podem fazer as mesmas coisas. Na prática, um não vive sem o outro. Eu tinha uma professora maravilhosa – Beijo Leila! – que dizia que o engenheiro é o pai da construção. Ele não se importa em colocar a placa lá na frente, se o filho tá bem vestido, ou se tá limpinho. Pro engenheiro o filho tem que ser forte, resistir à vida e manter-se firme e descomplicado. Dae vem a arquiteta, toda mãe, se preocupando com o calor, com o frio, com a roupa bonita, com os cursos complementares, querendo notas mais altas e que seu filho seja SIM, melhor que o coleguinha #sorryavidaéassim.

Chega ser irônico, mas é muito comum engenheiros e arquitetos casados. Em qualquer formação de gêneros aliás! I mean: (banana+figo , banana+banana ou figo+figo)

Eu acho realmente que as duas profissões se complementam. Um bom projeto arquitetônico tem muitos detalhes que tem que ser pensados com uma sensibilidade que o engenheiro não foi ensinado a ter, eles são programados para ser técnicos e práticos.

suite filhos

Tanto que eles raciocinam mais em metros quadrados, enquanto os arquitetos pensam mais nas medidas lineares. Por exemplo, a medida mínima para um quarto é 7,5 m2 ok, mas esse quarto pode ter 2,5 x 3,00 que seria confortável para um casal, mas também poderia ter 2,0 x 3,75 que só comportaria solteiros.

Eu tenho um primo que se formou recentemente, com menção honrosa, palmas pro meu primo lindo (louro, novinho e solteiro meninas! #vemgent) e ele numa ocasião me passou um briefing de uma casa… tudo em m2! Não dá, assim não dá.

dormitorio_planta_baixa

Mas não é porque eu sou um arquiteto quase-arquiteto (loading 87%) que eu não vou falar dos perrengues. Cálculo de estrutura, detalhes de fundação, hidráulica, elétrica são muito importantes e são muito difíceis. E o pior, metaforizando: uma mãe se apega aos defeitos dos filhos, não importa ela sempre vai fazer uma curva pra que o filho não sofra. Então, na minha opinião, o melhor formato é um profissional de arquitetura que trabalha no projeto arquitetônico e em parceria desenvolve com um profissional de engenharia os detalhes de estrutura, de racionalização de construção e aí adequam os detalhes.

E com isso seguimos pra próxima pergunta: Pra quê?

Existem diversas esferas de trabalho destes profissionais, desde te ajudar a encontrar o terreno perfeito pro que você pretende construir, até para preparar seu ambiente pra que o seu cliente se comporte do jeito que você quer.

De uma forma geral, cada um vai se identificando com a parte desse leque de trabalhos que mais se identifica, por exemplo, conheci uma arquiteta espetacular (Beijo Daniela!), que tem um escritório que só cria ambientes de hospedagem, hotéis, pousadas… Tem outros que se especializam em ambientes de saúde, e por assim vai. O importante é procurar alguém que faça o que você precisa. Pode ser um cronograma, pode ser um orçamento prévio, pode ser uma documentação pra regularizar uma obra que foi feita sem autorização da prefeitura… Mas por exemplo, um profissional que gosta de fazer projeto arquitetônico e executar obra, não necessariamente convive com detalhes da arquitetura de interiores. Hoje mesmo ( sim, sábado 12 de setembro ) eu apresentei um projeto onde os pontos hidráulicos foram deixados fora do padrão, e resultamos com 5 banheiros onde não dá pra fazer o mobiliário que a dona da casa quer.

#arquitetaFAIL e o que mais me dói no corassaum: A cliente disse: “eu não fui questionada sobre os pontos”. Ou seja: “FAZ AÍ sr. PEDREIRO, DEPOIS RESOLVEMOS”. Não queridinha, dinheiro de ninguém é capim. Ta aí Eike Batcheeesta falido pra nos lembrar disso.

Eike.jpg

Se você estiver construindo, uma dica FREE: Começou a fundação, corre definir o mobiliário. A maioria das lojas de móveis sob medida ou modulados se dispõe a te passar os pontos corretos de água, gás, tomadas, esgoto… às vezes a gente naquele interrogatório que eu já contei aqui, te facilitamos a evitar quebra-quebra lá na frente…

Como?

Geralmente esse tipo de profissional (Arquiteto / Designer / Engenheiro) vem pela indicação de alguém, ou pela notoriedade dos trabalhos na região em que ele atua. Todo mundo deve, puxando pela memória lembrar do nome de algum destes. O designer é mais comum em cidades um pouco maiores, mas eles fazem as coisas meio que iguais, porém com uma grande diferença: Designers não constroem nada – só se for de gesso. Podem mudar revestimentos, alocar pontos de tomada e hidráulicos, dividir ambientes e tal. Como o designer, como diz uma amiga “faz a casquinha” às vezes ele é menosprezado. Mas atualmente grandes escritórios já incluíram esse profissional em seu quadro fixo de funcionários, pois geralmente nós estamos muito a campo, e conhecemos as novidades de materiais e serviços antes que os demais.

Agora, não importa o que na sua vida for escolher: arquiteto, designer, gineco, dentista, cabelereiro, depiladora… o que tem que estar mais alinhado no mundo, é o seu gosto pessoal com o estilo do profissional. Não contrate o profissional X porque ele é famoso, se o estilo dele é clássico, e o seu é moderno. Não vai dar certo, provavelmente vocês vão se desgastar e vai ter desquite no meio do caminho.

Lembre a praga do profissional de outra coisa: Quem vai morar lá é você, não ele. Claro que ele está alí pra te orientar, dizer que tal coisa funciona bem, tal coisa está em desuso… Mas se você quer um porta pano de prato na sua cozinha, tem que ter sim. A casa tem que estar adequada pra você e sua família, não importa que ele não gosta do porta pano.

porta pano

 

 

Pros que ficaram em dúvida: EU ODEIO PORTA PANO (mas eu sugiro colocar o acessório aramado pra isso dentro da porta da pia) .

Lembre-se também de que vc está construindo e reformando pra uma família… mas que a gente nunca sabe o futuro (o governo está aí pra nos lembrar disso) então por mais peculiar que um imóvel seja, ele não pode ser uma coisa esdrúxula que no caso de necessidade você não consiga reaver o dinheiro que investiu.

Tipo: uma casa num condomínio RYKO sem suíte. Ou pior, com dois quartos e um banheirin pra todo mundo. Adeque o imóvel ao público da vizinhança, afinal você escolheu morar ali porque se identificou.

Quanto?

Pensa numa pergunta difícil! Na faculdade de arquitetura mesmo eles não sabem explicar. Mas é que projeto é muito variável, o preço pra projetar um galpão pra armazenar ferramentas não é o mesmo preço de se projetar um hospital, né… a complexidade é outra. Então antes de tudo, é necessário uma conversa, pra ambas as partes combinarem o que será feito.

No caso de interiores, existem variantes mas assim, aqui, na minha região paga-se desde R$ 15,00 o metro quadrado de um projeto até R$ 120,00 viu que loucura!?

Existem outras formas de cobrança, como os 10% do valor da obra. Eu acho arriscado, e só faço pra pessoas muito amigas.

Existe também valor para acompanhamento de obra, que é fora do projeto, tem pagamento por visita… enfim, firmem um contrato com seu elegido. Nem que seja sua irmã. Não achem que é uma formalidade ofensiva de “achar que você não vai pagar” é também uma forma de dizer: “temos um acordo e eu vou te entregar tudo que eu prometi”. É segurança pra todo mundo, tá? Confia no tio.

Então Fufus do meu rebel heart, já são 22h e eu vou publicar tipo, LIVE!

rebel heart

Porque eu fui promovido pela Cony.

Não esqueça de seguir o Futilish e o Tiolelofoz no Snapchat e Instagram.

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Não comporte-se!

Bença.

assilelo

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25 jul 2015, 133 comentários

Mi Casa, Su Casa – Reserva Técnica?

Olá Fufus!

Eu sei que eu prometi terminar a discussão sobre os eletrodomésticos, torneiras, triturador e cuba essa semana. Mas além de eu ter tido alguns contratempos, eu subestimei o tempo em umas atividades e acabei sem tempo hábil de fazer uma boa matéria pra vocês. Por isso, eu preferi mudar o tópico da semana.

CAsa CAiu

Vou falar (mal) de “Reserva Técnica”. MAS deixem-me esclarecer que existe uma Responsabilidade Técnica (RRT) – essa denominação é um termo de responsabilidade que arquitetos e engenheiros assinam quando uma obra será construída e precisa ser aprovada na prefeitura, lá fica registrado o número do CAU ou CREA destes profissionais. Esse registro de projeto junto à prefeitura custa dinheirinhos e lá fica registrado que, o profissional X é responsável pela obra Y.

Se essa obra cair, se poluir um rio, se estiver fora de qualquer norma de segurança ou norma construtiva da cidade, quem será julgado, punido e terá de arcar com as responsabilidades, é este profissional, afinal ele estudou e se registrou para isso. É uma licença, assim como médicos, advogados e outros tantos profissionais também têm.

Então agora vou jogar a paçoca no ventilador e falar pra vocês da prática da OUTRA “Reserva técnica” vulgarmente conhecida como “RT”.

Todos sabem que o brasileiro A-DO-RA ganhar vantagens e tirar vantagem de tudo. Não seria na prestação de serviços que seria diferente.

Então, dentro da minha cabecinha eu criei um conto de fadas que explica, pra mim mesmo, como a RT nasceu – e não foi da cegonha:

Eu imagino que em um tempo distante, muitas décadas atrás, algum lojista – vamos fazer de conta que foi um dono de uma nova loja de materiais de construção – queria ter mais clientes. Todos querem, não é? Sociedade capitalista.

Então ele chamou alguns profissionais da área, arquitetos, engenheiros, decoradores, designers e fez uma proposta: “Vocês me trazem clientes e eu pagarei para vocês um valor X percentual sobre o que ele comprar.¨

Pára tudo, fiquei nervoso, drink de hoje, água com açúcar.

agua com acucar

E com certeza, muitos dos profissionais, lá nos primórdios, aceitaram. E assim todos seguiram trabalhando e indicando e ganhando dinheiro e fazendo casas lindas.

Acontece que com o passar dos anos esse “mimo” que um lojista filho de uma ronca-e-fuça ofereceu, virou praticamente uma lei. Lamentavelmente 99,98% dos profissionais não somente aceita a RT como exige. O valor varia de lugar mas, ela está geralmente entre 5 e 10%. Aí você me pergunta:

Qual o problema tio? Deixa essa miséria pra lá.

O problema é mais profundo Fufu. Um fato muito bem colocado numa matéria:

“Reserva técnica é uma magnífica expressão de um marqueteiro que pegou propina, jabá ou gorjeta e deu o nome de reserva técnica”, afirmou o conselheiro federal por SP, Renato Nunes. “Vamos batalhar pra transformar isso em uma espécie de crime. Sou contratado pelo cliente por ser capaz de resolver seu problema de construção. Se recebo 10% da loja, deixo de ser fiscal do cliente e passo a ser vendedor. Estou traindo não só a confiança do contratante mas a minha responsabilidade sobre o trabalho que tenho que fazer”. (Leia na íntegra AQUI)

Mais causos da vida: Lá no meu terceiro período de estudos na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em 2007, eu aprendi que devido a nossa legislação brasileira, essa prática de RT é crime porque se enquadrar em “Cobrança indevida” visto que você, cliente, pagou pelo projeto e o profissional está recebendo novamente pelo mesmo projeto. Feio né? Pois o mesmo professor que me ensinou isso, veio aqui na loja onde eu trabalho EXIGIR a RT dele.

dinheiro voando

E porque isso é tão horroroso? Porque é o cliente que paga. Vamos fazer uma conta rápida:

Numa venda de 395 mil se eu ofereço para o arquiteto 7% de RT, ele leva R$ 27.750,00 que eu poderia ter dado de desconto para o cliente final. Provavelmente esse valor daria pra fazer 2 ambientes inteiros, ou pagar por praticamente todos os eletrodomésticos da casa.

E na prática o que acontece? A loja que pagar mais comissão é a mais indicada e não a que tem a melhor solução pro cliente, não a mais confiável, não a mais correta. É pura e simplesmente o lojista que pagou mais.

Aqui na loja uma arquiteta teve a cara de pau de dizer que cobrou pouco no projeto porque ia ganhar reserva técnica. Coléga para que tá feio, e não dá pra te defender.

Eu sou sincero com o cliente, até porque o que eu cobro pelos meus projetos não é a opção mais barata no mercado que eu atuo. Tem opções mais abaixo. E cada um economiza onde preferir.

Eu levo os meus clientes nas lojas e pergunto na frente deles se a loja paga RT, quando eles dizem que sim, eu peço pra que o valor seja revertido em desconto. Quando o lojista diz que não pode reverter em desconto eu aceito, e subtraio do valor do projeto. Então você pergunta se eu já recebi RT, já recebi sim. Mas eu descontei no valor do projeto.

Agora a classe está em guerra porque existem os que não recebem e os que acham que “faz parte do interesse do comerciante”. Mas o fato é que o interesse do comerciante está lesando diretamente o consumidor final.

Esse post é meio que um desabafo. É uma raiva que eu precisava eXXXternalizar. Meu sonho é colocar isso em outdoors pelo mundo, alertando a todos os nomes de quem faz isso. Houve um caso que a arquiteta queria 25% de RT ou então ela não mandaria o email com a planta pra desenvolvermos o mobiliário. Contamos pro cliente, ele achou que era mentira e comprou em outro local. Mas eu, ahhhh eu deitei minha cabeça no travesseiro e dormi em paz!

Eu não acho que a criminalização vai eliminar a prática. A comunicação vai, então por favor, me ajudem a contar pro mundo, que a sua casa poderia ficar até 10% mais barata, ou 10% mais bonita! Vamos deixar essa galera usar um pijaminha lindo, longe da casa da gente.

presidiario

A melhor # que eu posso inserir hoje é #prontofalei.

É uma denúncia sim! Muitos profissionais me odeiam e me odiarão por isso. Mas está na hora de separar o trigo do joio e fazer com que se cobre e se pague o correto pelos desenvolvimentos de projeto. Vamos parar de dar voltas e vender um projeto pela metade do preço pra ganhar de outra maneira.

Obrigado pelo carinho, pelos comentários e desculpe por furar a matéria prevista para essa semana.

Deixem seus comentários, sugestões, dúvidas e perguntas.

Bença!

Obs: Eu ia falar pouco, deu 1119 palavras!

assilelo

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09 maio 2015, 47 comentários

Mi Casa, Su Casa – Tintas!

Gente, foi SUCESSO a nova coluna do Futilish, a Mi Casa, Su Casa! O Lelo escreve maravilhosamente bem e faz da Arquitetura e Design de Interiores ser um assunto super divertido e leve. Fico feliz que tenham gostado, feliz pela excelente receptividade ao nosso novo colaborador e mais feliz ainda que ele vestiu a camisa e cá está novamente com mais um tema super importante para quem está construindo ou reformado sua casinha!

Hoje o Lelo vai falar sobre TINTAS e preparem-se para muito bom humor e sacadas inteligentíssimas (eu soltei altas gargalhadas quando li o post HAHAHA).

“Oi gente! Muito obrigado pelo carinho no primeiro post do Mi casa, su casa! Eu estava realmente empolgado e, com um certo receio de as pessoas me acharem meio abilolado. HAHAHA Como eu disse pra Cony essa semana, em projeto e execução de obra, temos que levar as coisas de uma forma mais descontraída, senão a gente briga.

Mas agora do fundo do meu coração peludo, eu estou muito lisonjeado com a aceitação das fufulétez.

Eu falei pra patroa que neste segundo post eu queria falar de tintas para paredes e que o próximo vai ser X e que neste terceiro post eu vou contar um segredo. E como bom canceriano que sou estou mantendo o segredo e deixando ela (quiçá vocês agora) com coceira de curiosidade.

Então pega a prancheta e #vemkotio que nós vamos entender as diferenças dos tipos de tintas:

Tinta a Óleo

Quando eu era criança pequena lá em Três Coqueiros

Pausa dramática para as pessoas encontrarem essa vila na geografia do Brasil:

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Então, retomando: … quando eu era mini-humano em Three Palm trees… eu sempre ouvia Xuxa 3… digo, falar de tinta óleo, tinta óleo, tipo: “Vamos reformar e usar tinta óleo.”

Porque tinta óleo?

A tinta óleo tem acabamento fosco ou brilhante, é altamente lavável, de excelente acabamento, tem uma durabilidade enorme e pode ser utilizada tanto para o interior quanto exterior do imóvel. Como sua base é com óleos, ela tem um certo poder de impermeabilização… De leve tá? Não dá pra usar para construir uma piscina. É muito utilizada em paredes de alvenaria, gesso madeira e ferro.

Posso falar? Então, eu acho ela uma coisa meio… gosmenta, não sei eu olho para a parede e tenho impressão de que foi pintada com giz de cera. Me dá uma certa agonia e eu catalogo o efeito dela – tanto no fosco quanto no brilhante como: pobre.

Tinta Esmalte

A tinta esmalte já tem uma irmã rica! Pois ela pode ser comum ou siliconada, sintética. Tipo uma tinta que fez cirurgia plástica. Ela é indicada para quando se quer um acabamento de qualidade superior. Essas tintas supremas devem ser diluídas em aguarrás caso seja comum e as novas, que são sintéticas podem ser diluídas em água.

O detalhe dessa tinta é que, como todo produto de frescura, qualidade superior, ela tem uma série de particularidades:

  • Cheiro forte;
  • Secagem lenta;
  • Excelente resistência à luz (incidência solar);
  • Resistência à chuva;
  • Mão de obra especializada.

Devido estes detalhes próprios, acaba que na maior parte do tempo limitamos a especificação da tinta esmalte para uso em madeiras, metais e sobre azulejos.

Epóxi

Diz a lenda que essa tinta é quase a cura do câncer. Mas antes de eu fornecer minha opinião vamos aos detalhes da Épókiceee:

Mega resistente à chuva e ao sol, também não é facilmente danificada por produtos químicos. Impreterivelmente deve ser aplicada por mão de obra profissional. Ela tem propriedades de impermeabilização, e é resistente ao atrito – pode dar uns pega no seu amô – contra a parede sem medo.

Comumente empregada sobre azulejos, ela é a salvação dos banheiros vintage porque né, ninguém quer ficar nu com a mão no bolso, ou relaxar num trono que tem décadas de uso. Então essa tinta cria uma falsa impressão de que a coisa toda é novinha.

Tem sido muito usada em pisos comerciais e garagens.

Eu, particularmente, nunca vi uma tinta epóxi que não tenha vindo a óbito depois de um ano. Sério gente, solta o canto, cria bolha, dá varizes, um terror. Sabe aquela brincadeira de passar cola branca na mão e depois ir movimentando pra descolar do jeito mais improvável… esse é o comportamento dessa tinta. Só que a parede não mexe… ou não deveria pelo menos.

Tinta latex, ou PVA.

Se a luva de látex, pode te proteger da louça suja da casa da sogra você já deve imaginar que maravilha ela deve ser pra sua parede né?

Só que não. Apesar do látex proteger nosso corpinho até de DSTs, não é dessa composição que estamos falando. Essa tinta tem um valor muito atrativo, mas a durabilidade não é das maiores e, apesar de ser de rápida e fácil aplicação, a manutenção é bem delicada. Não pode ser lavada, nem limpa com produtos químicos. A frequência de limpeza deve ser baixa e apenas feita com pano úmido. Não pode ser usada em exteriores.

Solúvel em água, de acabamento fosco e aveludado, pode ser aplicada sobre paredes e outras superfícies, dentre elas gesso, fibrocimento e reboco.

Eu guardei minha queridinha para o final.

Tinta acrílica

A tinta acrílica oferece um alto padrão de acabamento. Pode ser usada em ambientes internos ou externos. Essa querida, tem um caminhão de vantagens: diluem-se e limpam-se com água, são altamente laváveis, pouco cheiro, secam rápido, e de aplicação facílima.

E eu digo isso orgulhosamente, porque a pessoa besta aqui resolveu pintar uma parede e estava tão afobado que não leu o #modusoperanti e tacou tinta na parede… Tinha umas gosmas, umas coisas estranhas…

Rendeu tão pouco no final… Daí quando eu acabei descobri que eu deveria ter diluído a tinta. Hahahahhahaahahahah muito bocó que eu sou gente! Usei a tinta grossa ser diluir dava pra triplicar os 900ml.

As tintas acrílicas tem uma extensa lista de possibilidades de acabamentos: brilho, semi brilho, fosco, acetinado… E efeitos como linho, mármore, camurça…

O fosco é meu preferido, mas para cores escuras ele é meio chatinho de limpar, tem que limpar a parede inteira senão fica perceptível o local onde “passou-se um paninho” ou seja: não dá pra fazer uma limpeza só em um pedaço.

A tinta acrílica produzida à base de resinas acrílicas e foi criada para uso externo, e ela dificilmente amarela e tem uma certa propriedade impermeabilizante, então tem sido usada em banheiros e cozinhas comumente hoje em dia.

Colorful paint splashing isolated on white

O blá blá blá de hoje foi mais chatinho, mas as diferenças entre as tintas nem sempre são esclarecidas o pintor apenas pede o que ele gosta de usar e o cliente compra. Os vendedores sempre te sugerem a mais cara, ou a que está pagando uma melhor comissão. Então é importante saber um pouquinho. Na dúvida, vai na tinta acrílica, ela seria como a calça jeans de uma produção – segura, de bom gosto e resistente.

Na verdade eu queria falar de PAREDES, mas se fosse esmiuçar isso, escreveria o novo-testamento de novo, teria que separar em livros, capítulos e versículos… então resolvi começar pelo que é mais comum.

Deixem suas sugestões que eu já estou preparando as respostas dos comentários anteriores.

#bença!

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  • Tem como não amar? Adorei o post e com certeza será de muita valia para mim e para quem mais estiver passando por esse processo chatinho de obra. Até mesmo quem não tiver nada a ver com isso, por enquanto, deve salvar bem este post, certeza que em algum momento da vida será necessário. 
  • E quem perdeu o primeiro Mi Casa, Su Casa, aqui está o LINK para se atualizar. Curtiu o trabalho do Lelo e quer fazer sua obra com bom humor e alto astral, além de muito bom gosto? Segue o email de contato  azuosexclusive@gmail.com.