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Diario de Viagem, Dicas de Viagem
28 fev 2019, 35 comentários

Atacame-se

Posso dar uma desculpa beeeeem esfarrapada para ter demorado tanto para fazer este post? Acredite se quiser, mas tem um quê de verdade kkkk Coloquei aquelas unhas postiças que mostrei aqui no blog e elas são super compridas e eu não conseguia digitar com elas! JURO POR DEUS que isso foi um dos fatores que me fez adiar esta postagem. Como tinha que escrever muito, a unha comprida não ajudou e tive que esperar tirar pra poder digitar com calma e ligeirinha rsrs. Sério. Agora sim to liberada pro textão de viagem rs.

Bom, vamos lá, para uma viagem inesquecível num dos meus lugares preferidos do mundo: San Pedro de Atacama.

Como já contei AQUI AQUI, ficamos uma semana em Santiago e uma semana na praia, no litoral central do Chile mesmo. Depois disso, resolvemos ficar 15 dias viajando, o que contemplava San Pedro de Atacama, fazer a travessia do Uyuni, depois ir para La Paz na Bolívia, Copacabana e depois Cusco, Macchu Pichu e Lima.

Hoje vamos falar da parte de San Pedro de Atacama.

O Chile é um país pequeno, com uns 18 milhões de habitantes, porém é aaaalltooooo e magrelo. E o deserto fica lá no norte e Santiago no meio do Chile, ou seja, tem que ir de avião.

Fomos de Sky Airlines, que é uma low cost, até Calama. O valor da passagem foi algo cerca de R$ 200 (só a ida pois de lá iriamos para outro canto) mas se ficar esperto acha passagem até por 10 dólares kkkk. Sério, tem muita promoção! Mas por ser uma low cost, você paga bagagem despachada, não tem comida, se quiser reservar assento paga… OPS, AQUI É IGUAL. Enfim, se quiser despachar mala, faça pela internet um dia antes e pague metade do valor cobrado no aeroporto. O vôo dura 2 horas, é tranquilo e VÁ NA JANELA. Chegar em Calama e sobrevoar o deserto de Atacama é emocionante e único!

Chegando em Calama

Saímos as 9 da manhã e chegamos por volta de 11h em Calama. De lá, pegamos uma van para San Pedro de Atacama. Da outra vez que fui, fiquei num hotel chique que buscou a gente no aeroporto (fiquei no Alto Atacama) mas como desta vez era uma viagem roots e ficamos numa pousadinha bem simples, teve que ser por nossa conta mesmo. Pegamos uma indicação de van com a Araya Atacama (agência que fez todos nossos passeios e que vou falar muito deles aqui) e reservamos o Transfer Pampas por email dias antes da viagem. O valor de Calama até San Pedro foi de 12 mil pesos por pessoa, cerca de R$ 60 (compramos só a ida, a ida e volta custa 20 mil pesos por pessoa) e é uma van comum para o trajeto de uma hora e meia e eles nos esperam com plaquinha no desembarque. É longinho. San Pedro é um destino comum para gringos americanos, europeus, asiáticos e brasileiros. Nossa van tinha muito europeu. No final do post, colocarei o contato do Transfer Pampas ok?

Chegamos em San Pedro e a van nos deixou na porta da nossa pousadinha. Reservamos pelo Booking mesmo e escolhemos uma que fosse barata, bem localizada e limpinha. Fui com a cara da Hostal Perita pelo site de reservas, olhei os comentários sobre ela e achei que daria pro gasto. A diária custa cerca de R$ 250 para o casal. Ao chegar lá, constatei que era bem simples mesmo, mas extremamente limpa! E como isso é importante né? São 6 chalés se não me engano de uma moça que se chama Elba. Ela tem uma filhinha e uma pug que se chama Chancha hahahaha. Nem sei porque tô contanto isso, mas é que tem uma vibe tipo casa de parente do interior sabe? Me senti super a vontade lá. Ela fornece um café da manhã, também muito simples, mas com carinho e isso vale tanto… Até quando os passeios saiam muito cedo, ela arrumava o café um dia antes e entregava pra gente. Uma fofa. E também lavou nossa roupa no último dia (fui com uma mala de 10 kg para 15 dias, isso é assunto para outro post) e nem cobrou nada. Tem que dar uma gorjetinha né? Enfim, indico. É simples mas é limpinho. Ah, e bem localizado mesmo! Fica a uns 3 quarteirões da Calle Caracoles, a rua principal de San Pedro.

Reservamos todos os passeios com a Araya Atacama, agência que conheci quando fui lá da outra vez e tem uma história bem interessante. A Araya é da Roberta e do Sebastian, ela brasileira e ele chileno. Ela foi para San Pedro há alguns anos e lá conheceu o Seba. Eles se apaixonaram, começaram a namorar e montaram a Araya, a  agência de turismo mais bacana de San Pedro! Todo mundo que faz os passeios pela Araya, ama! Indico de olhos fechados, nem percam tempo olhando outras. Eles têm os melhores guias (saudades Ricardo, Jesus, Pamela!), são super animados, tem ótimas explicações, sabem tirar fotos (hahahahaha GENTE ISSO É MUITO IMPORTANTE) e falam português! Além disso, eles montam os grupos de maneira inteligente, por exemplo: não colocam uma pessoa que tá viajando sozinha só com casais. Ou pessoas super jovens com idosos. Por isso dá super para ir sozinha e fazer os passeios com eles, a gente faz amizade rapidinho e quase todo mundo é brasileiro! SE JOGUEM!

Voltemos a San Pedro e nosso primeiro dia. Logo após fazer o check in na Perita, estávamos famintos (sempre, SEMPRE carregue alguns snacks na mochila) e fomos para o Barros, restaurante super perto da pousada e que foi indicado pela Elba. Na verdade tem dois restaurantes perto que curtimos: O Barros que tem uma pegada super roots, comida chilena e todas as noites tem música, e o Mal de Puna, mais nutella mas muito bom também, também com musica todas as noites e com um ceviche MARAVILHOSO! Peçam o de salmão, custa 8 mil pesos, cerca de R$ 40. Ah, já que vou indicar restaurantes e estávamos mais roots (evitamos os caros), super indico o El Charrua, uma pizzaria MARAAAAA com preço bom (uns R$ 60 para uma pizza de 8 pedaços, Gente, isso tá até “barato” viu, considerando que a comida no Chile tá bem cara) e fica pertinho da Caracoles. Tem um lugar que vende empanadas também, numa esquina, na Caracoles mesmo, MUITO BOA. Empanadas gigantes e gostosas. E a Franchuteria, uma padaria de um francês que foi pro deserto e acabou ficando por lá. Provem os croissants! Comemos praticamente todos os dias nesses lugares. Tem lugar mais chique, mais rico, mais elaborados, mas… fomos roots.

Barros

Pizza no El Charrua

Ceviche delicioso no Mal de Puna

Logo no primeiro dia, depois do check in e de almoçar no Barros, fizemos nosso primeiro passeio com a Araya: Valle de La Luna. Ah, como é lindo meu país.

A Araya nos enviou um roteiro com todos nossos passeios, mas teve algumas alterações no decorrer da viagem.

Esse foi nosso roteiro inicial, mas fizemos algumas alterações durante a viagem. Vocês podem observar que tem alguns valores destacados, esse NÃO É O VALOR DO PASSEIO, é o valor das entradas para esses parques. Tem que levar em dinheiro e pagar na hora ok?

Nosso guia pro Valle de La Luna foi o Ricardo, super figura, gente boa demais, um querido e que usa um chapéu com muita história. Estava fazendo bastante calor e é recomendado sempre levar água, passar muito protetor solar, levar um balm para os lábios, óculos escuro, algum lubrificante nasal e ir com tênis confortável. Eu super aconselho comprar uma botinha de trekking. Eu usei a minhas TODOS os dias! Tênis não aguenta! Aguentar aguenta, mas vai acabar com ele.

Eu e Ricardo, o guia mais figura da Araya Atacama!

Enfim, vem ver o Valle de La Luna.

La Piedra del Coyote! Sabem a pedra do papa-léguas? Do Bip Bip? É essa.

Por do Sol no Valle de la Muerte. Todo final de passeio tem um coquetelzinho oferecido pela Araya!

No segundo dia era noite de Réveillon e não tínhamos ideia de onde passar a virada. Soubemos de várias festas, mas achei tudo caro e os chilenos tem uns costumes estranhos… as festas começam sempre depois de meia noite kkkkk Sim, no Chile geralmente você ceia, não tem contagem regressiva, não tem queima de fogos, toca o hino nacional meia noite e depois que começa a bagunça. Prefiro como no Brasil que a bagunça já começa cedo rsrsrs. Nesse dia fizemos dois passeios, praticamente emendados pois no dia 1 de Janeiro não teríamos nada para fazer, nada funciona, nem as agências de turismo então tínhamos que aproveitar o máximo possível.

Fizemos as Lagoas Altiplanicas, novamente com o Ricardo Rica Rica e de tarde, Laguna Cejar e Tebinquiche. Foi bem emendado MESMO, nem tivemos tempo de almoçar. Nesse dia, conhecemos o Jesus, que seria nosso guia para Uyuni… assunto para outro post também. O passeio para Cejar e Tebinquiche é bem interessante pois no caminho dá para ver ALMA que é um dos maiores observatórios astronômicos do mundo, com 66 antenas que pertencem a vários países (da Asia, Europa e America do Norte) para observar o universo e conversar com os ETs.

Foto: reprodução

Agora deixa eu contar uma coisa super interessante? Sabemos que o Atacama tem o céu mais claro do mundo e esse é um dos motivos de terem feito esse observatório lá. Sabe-se também que direto aparecem Ovnis no deserto. É verdade, pode perguntar pra qualquer pessoa que mora por lá, todos tem casos de terem visto luzes estranhas, objetos diferentes no céu. Agora a parte curiosa, sabe como os índios chamavam o local onde está ALMA hoje? Chajnantor, que no dialeto deles significa “pista de aterrisagem e decolagem“. Agora me explica, o que aterrissava e decolava alí pros índios colocarem esse nome no local? HEIN HEIN???? Estamos falando de centenas de anos atrás. Inocência achar que somos os únicos no universo, no deserto a gente tem CERTEZA que tem vida (bem mais) inteligente no espaço.

Lagunas Altiplanicas

Por do sol na Tebinquiche. O mais maravilhoso, o céu fica de inúmeras cores!

Bom, de noite – virada de ano –  fomos pra rua, andamos pra lá e pra cá e não conseguimos decidir por nenhuma festa. Como tinha muitos brasileiros, acabei conhecendo umas leitoras e ficamos tudo ali na rua bebendo mesmo. Gente, em San Pedro não se pode beber na rua (acho que no Chile todo não pode), somente no Reveillón que eles liberam! E foi um caos pra comprar bebida, as “botillerias” estavam lotadas, as filas enormes, espumante quente, meia noite chegando, cachorro correndo (ô lugar pra ter cachorro de rua viu? Tanto que tem gente que chama a cidade de San Perro de Atacama) eu ansiosa, cadê meia noite, cadê contagem regressiva, cadê pessoas contando em voz alta. De repente, 2019. Abraços, beijos, e… Hostal Perita.

No outro dia, nada para fazer, foi o dia de tentar resolver os cartões de crédito do Leo, que não passavam em lugar nenhum e nem dava para sacar dinheiro. Ele teve problemas com limite de saque no exterior mas o meu segurou a onda, e também tínhamos alguns dólares. Poucos dólares na verdade e isso me preocupou um bocado porque ainda tínhamos muito chão pela frente e uma hora meu cartão poderiam dar tilt também. Mas felizmente Leo conseguiu resolver e sacamos todo o dinheiro possível kkkk. Tem caixas eletrônicos por lá e algumas casas de cambio, onde obviamente o cambio não é o mais favorável do mundo, mas quebra o galho. Dica: levem dólares ou então um travel card carregadinho. Ah, e se for usar dinheiro, tudo se paga em pesos, são poucos os lugares que aceitam dólares.

No dia 2, voltamos a programação normal dos nossos passeios com a Araya. Acordamos de madrugada e partimos para os Geisers del Tatio. Lá a altitude me fez de vítima e me senti um pouco mal. San Pedro de Atacama está a 2.400 metros de altitude, o que é sobrevivível. A gente cansa, não dá para dar uns piques de corrida, ficamos ofegantes mas é ok. É só tomar um chazinho de coca, não beber muito álcool e se hidratar bem para ficar de boa. Já nos Geisers a altitude é de 4.300 metros e aí o bicho pega um pouco. Dor de cabeça, tontura, um mal estar. Da outra vez que fui não senti muito, mas desta vez foi um pouco chato mas voltando pra San Pedro, passou. De tarde fizemos um dos meus passeios preferidos, as Lagunas Escondidas… É longe, muita estrada, mas o lugar é incrível. São 7 (ou 8 lagoas) no meio do deserto e com alta concentração de sal, mais que no Mar Morto! Só pode entrar na primeira e na última e é MUITO legal!

Geiser del Tatio! Mas essa foto é de 2016 hahahaha. Como passei mal, não tava muito pra fotos e o dia também não estava muito bonito.

Lagunas Escondidas!

A gente boia muitooooo! É difícil até pra se mexer!

E aquele coquetelzinho básico de final de passeio. Araya, vocês ARRASAM!

No terceiro dia foi o início da travessia para Uyuni, também com a Araya Atacama e com o guia Jesus. Mas essa parte merece um post especial e será o próximo desta série.

Dica importante para quem vai ao Deserto do Atacama: tentem ir sempre em lua NOVA, pois é quando o céu tem menor iluminação e dá para ver maior quantidade de estrelas. Quando fui em agosto de 2016 vi o ceu mais estrelado do mundo mas desta vez não rolou. E nem foi pela lua, mas porque o tempo estava nublado. Fiquei bem triste porque queria que o Leo visse as estrelas, mas não deu. É uma bela desculpa para voltar, com certeza!

Sobre as roupas, farei um post especifico também, mas se estiver com pressa, aposte em legging, botinha de trekking, camisetas de malha e casacos pesados.

Foto tradicional na estrada do deserto!

Agora vamos aos contatos!

  • Linha Aérea Santiago – Calama – Sky Airlines – LINK
  • Transfer Calama – San Pedro – Transfer Pampas – LINK – email transferpampa@gmail.com 
  • Pousada San Pedro de Atacama – Hostal Perita – LINK
  • Agência Passeios Atacama e Uyuni – Araya Atacama – LINK  – instagram @araya.atacama
  • Restaurante Barros – instagram @barrosturismo
  • Restaurante Mal de Puna – instagram @maldepuna.atacama
  • Pizzaria El Charrua –  Tocopilla 442, San Pedro de Atacama (não achei o insta)
  • Padaria Franchuteria – instagram @lafranchuteria

Semana que vem volto com o post da mala e o do Uyuni!

Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
27 fev 2019, 78 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Eita, já é quarta de novo!

Chora 01 – Debora

“Oi Cony! Primeiramente, super parabéns! Você é uma das poucas blogueiras que continua postando conteúdo bacana, e sem perder a essencia.

Bom em resumo, eu sempre fui uma criança doente: hospitais no mínimo 2x ao mês, internamentos, remedios, remedios e mais remedios, diagnosticos não conclusivos, dores que não iam embora. E assim foi dos 3 aos 17 anos.

Hoje, com 27, consigo administrar melhor as dores e também medicamentos quando e se preciso muito. Mas acontece que há 1 ano e meio atras fui diagnosticada com doença celíaca, aquela belezura em que você não pode ingerir NADA de gluten.

Recém casada, tinha acabado de mudar de estado, então meu emocional estava uma bagunça e só piorou. O médico chegou a falar que as unicas comidas que eu iria poder consumir seriam carne, arroz, feijao, saladas e frutas. SURTEI! Eu sou aquele tipo de pessoa que faz lista dos restaurantes que quer conhecer, sai pra comer fora ao menos 2x no mes, aaaaaaaaaaaaamo massas. Consegui seguir a dieta por 2 meses, mas aí voltei a comer tudo em dobro, e desesperadamente.. fora que a tristeza se instalou em mim.

Acompanho perfis de influencers que são celíacos, que mostram alternativas de produtos e etc., mas o que mais me incomoda é: como a gente faz para ter vida social? Não vou poder mais sair com meu marido num restaurante legal? Porque é unanimidade entre os celíacos: a marmita deve andar com você, como um braço – isso devido a tal da contaminação cruzada. Como não surtar? E ainda mais isso, como eu convivo com uma pessoa em casa que nao é celíaca, sem precisar obrigá-lo a seguir a dieta comigo? Acho injusto.

 

Hoje sigo comendo alimentos com gluten, ciente de que futuramente isso pode me trazer consequencias bem ruins. Mas toda vez que tento arrumar a alimentação, entro em panico, sabendo que será para a vida toda  :(“

 

Menina nem sei como te ajudar, só ser solidária a você! Imagino mesmo que deve ser muito ruim toda essa restrição! Tenho certeza que muita gente irá te aconselhar aqui nos comentários, espero que fique bem e encontre uma maneira bacana de lidar com isso 🙂

 

 

Chora 02 – Giovana

 

“Oi Cony, acompanho seu blog e seu insta há um tempo e sempre acompanho os choras porque o relato das outras pessoas  acaba me ajudando  também.
Acabei de fazer 30 anos, trabalho cm o que gosto, ainda quero crescer muito, conhecer muitos lugares, mas sempre quis ter minha casa, casar, ter filhos…aquela coisa bem clássica mesmo. Já tiver outros relacionamentos, mas hoje namoro há 3 anos com um homem (33 anos) muito bom e que amo de verdade. Já brigamos muito no início do nosso namoro, tivemos alguns problemas por mentirinhas por parte dele, mas já conversamos muito e temos nos entendido cada dia melhor. O meu problema com isso é que eu já estou numa fase que quero meu canto (ainda moro com meus pais, nunca morei sozinha porque ainda não tenho condições financeiras), quero casar e ter filhos, mas nós nunca falamos em planos, em futuro e não sei o que ele quer para a vida dele, ele costuma ser bem fechado Já tentei falar sobre futuro brincando e nunca dá em nada; já tentei abordar ele de algumas maneiras para entender o que ele quer e sempre dá em briga. Quero evoluir e queria que fosse com ele, mas nunca sei se posso incluí-lo nos meus planos; essa coisa de eu querer dar um passo a mais (casar, ter nossa família) e ele nunca falar nada sobre o assunto tem me deixado insatisfeita e desanimada. Queria falar sobre isso com ele, mas não sei a melhor maneira de abordar, eu costumo ser um pouco nervosa, mas queria muito ter uma conversa sincera e tranquila com ele sobre isso. O que você acha? Acha que estou me precipitando e que deveria deixar as coisas acontecerem naturalmente? Ou que deveria ter uma conversa sobre o que espero?”

 

Olha, se fosse um namoro de meses, eu iria te falar para esperar, deixar fluir, mas já são 3 anos e acho que pelo menos um “direcionamento” já deveria existir sim. Não falo de marcar a data do casamento ou irem morar juntos, mas saber se ele tem os mesmos objetivos que você. Pode ser que ele não queira casar, pode ser que ele não queria ter filhos e acho justo você saber quais são as intenções dele sim! Tente nova conversa, uma conversa séria, em bom tom, fale com ele que precisa conversar algo muito importante para você e que pode ser decisivo para o futuro de ambos. Jogue aberto, sem brigar, sem pressionar, apenas pergunte pra ele como ele vê o futuro de vocês dois. Aí você poderá ou esperar mais e continuar com ele ou então sair desse relacionamento e procurar outra pessoa com os mesmos objetivos que você. E não deixe passar muito tempo para ter essa conversa, você pode estar perdendo tempo.

 

 

Chora 03 – Marina

 

“Oi, Cony! Primeiro, gostaria de parabenizá-la pelo trabalho maravilhoso que você faz. Eu me vi seguindo seu blog e amadurecendo junto, acredito que comecei a te acompanhar em 2009/2010 e hoje, com 28 anos, decidi participar também.
Meu chora é uma grande dúvida. Desde que me entendo por gente, sempre quis morar fora, sair da minha cidade de origem e “me perder para me encontrar” – frase romantizada que carrego comigo. Aos 23, fiz um intercâmbio para o Canadá. Foi maravilhoso, fiquei apaixonada, e apesar de viver apenas com bolsa de estudo, tive uma vidinha bem confortável durante um ano e pouco. Quando voltei para o Brasil, esperei meu namorado brasileiro, que também estava no Canadá, voltar. Assim que estávamos juntos novamente fomos atras do processo de imigração. Estávamos dispostos a imigrar a todo custo – de maneira legal, sempre. Contudo, apesar das tentativas e esforços, não conseguimos – até nos casamos para podermos fazer o processo em conjunto hehe.
Enfim, depois de um tempo fomos morar juntos, corremos atras da vida aqui no Brasil, eu trabalhei e banquei a casa enquanto ele estudava pra concurso. Ele passou num concurso e eu, agora, deixei o meu emprego para me dedicar para concurso também. E nos focamos em estudar muito para passar nos melhores concursos disponíveis a fim de ganharmos mais – somos bastantes esforçados e bons de prova, eu sei que conseguiríamos passar nos concursos que queríamos.
Enfim, só de bobeira fomos ver como seria nosso processo de imigração hoje em dia, e descobrimos que teríamos pontuação de sobra para sermos chamados e recebermos a residência permanente. Meu marido ficou extremamente empolgado e disposto a largar tudo para irmos com nossa poupança e etc. Ele até me incentivou a largar minha profissão atual, que não gosto, para correr atras de trabalhar como fotógrafa e ter minha empresa por lá – minha segunda graduação e pós-graduação são em fotografia, nunca trabalhei com imagens profissionalmente pois nunca tive tempo, estava sempre trabalhando muito no meu emprego que bancava nossa vida.
Parece um sonho né?
Mas, eu não estou feliz como eu deveria. Eu sei que sempre quis isso, sempre foi meu sonho. Mas, eu já havia feito planos para a vida como concursada, já queria a tranquilidade e segurança que vinham junto – e o dinheiro a mais para ajudar minha família, viajar e ter mais conforto. Imaginar perder tudo isso no Canadá, começar do zero novamente, ficar longe dos meus pais, sobrinhos e irmãos, viver um perrengue por uns anos, está me apavorando.
As vezes acho que é só medo, Cold feet – pois vivo morrendo de saudades de viver por lá. Mas, depois fico a me questionar se eu não amadureci e mudei, e este sonho não faz parte mais de mim… O fato é, eu não sei o que é. Mas estou com o coração extremamente apertado e encurralado. Eu preciso muito escutar outras pessoas, experiências de vida, similares ou não, para me dar uma luz neste meu caminho.
Enfim, perdão pelo email gigantesco e mega obrigada pelo espaço que você disponibiliza para as leitoras!!!”

 

Quando a gente é mais nova, a gente sonha. Quando a gente amadurece, temos objetivos. Sonhar é bom, é gostoso, mas eu trabalho com metas kkk Sonhos muitas vezes estão muito longe de serem realizados, estão fora de mão ou não condizem com nossa realidade (falei sobre isso NESTE post), mas objetivos a gente vai atrás e conclui. Quando conclui, passa para o seguinte. Obviamente você amadureceu e começou a trabalhar com objetivos: primeiro ter um emprego pra sustentar a casa, depois estudar pra concurso, depois passar no concurso e ter uma vida tranquila e tudo está indo pelo caminho que você decidiu com maturidade. EU, euzinha, pensaria MUITO antes de largar tudo, pois se as coisas estão se encaminhando, esperaria concluir o que está em aberto para depois avaliar. Uma coisa é morar fora quando se tem 20 anos e vive de bolsa, outra completamente diferente é ir mais madura e encarar a vida real. Se a vida aqui está boa, encaminhada e dentro dos planos, o que te faria mudar pra lá? Apenas pra matar a vontade da menina de 10 anos atras? Pense nisso. Morar fora é bom quando a gente tá lascada aqui, mas se tá tudo certo, é melhor pensar direito.

 

  • Migas, Choras abertos hein! Pode mandar seu desabafo, dúvida, angústia pra gente tentar ajudar! Mande para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO.