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11 ago 2013, 52 comentários

Diário de Viagem: Hotel e Hostel Em Dublin!

Já falei tanto da Irlanda e do quanto amei o país que algumas pessoas devem ter ficado interessadas em ir né? Então tá, hoje vou dar duas dicas de onde ficar em Dublin!

A primeira dica é de um hostel! O dia que eu aprender a viajar e levar poucas coisas quero muito ficar num desses. Quem ficou lá foi minha amiga Naiá, eu acompanhei ela a fazer o “check in” e fiquei encantada com o lugar! O atendente foi super fofo e me deixou entrar para conhecer (a fresca que nunca tinha entrado num hostel, affff). É cheio de salinhas de descanso, os banheiros eram limpos e os quartos também! Tinha até um lugar com penteadeiras e boa iluminação para as meninas se maquiarem. E a Naiá se deu melhor que a gente (ficamos num hotel, já já conto), pois além de ter pagado muuuuuuuito menos, ela ainda tinha café da manhã e todo dia aparecia com fruta, pãozinho… E nós do hotel tendo que comprar na lanchonete kkkkk. Vivendo e aprendendo. Bom, pedi para ela me contar um pouco da experiência:

“Em todas as viagens que fiz por aqui (Europa) fiquei em hostel. Sempre, a primeira coisa é ir sem muita frescura. Como nessas viagens ficamos muito na rua e pouco no quarto, acho hostel uma ótima opção. Tudo que preciso é uma cama, um chuveiro e um lugar pra deixar as malas e albergues oferecem tudo isso por, geralmente, um preço bem vantajoso. O difícil é saber se vale em relação ao quarto, banheiros e, principalmente, localização. Em cidades pequenas fica mais fácil mas em cidades como Londres é difícil saber qual o melhor lugar já que é tudo muito longe e a cidade, lógico, muito grande. A questão é que tive muita sorte no hostel em Dublin: o Abbey Court é super bem localizado, o preço é excelente e as acomodações são das melhores que já fiquei. Peguei o quarto mais barato de todo o hostel (heheheheh) com 24 camas e paguei 9 euros cada noite. A minha sorte é que só 5 camas estavam ocupadas, o que fez da estadia ainda mais tranquila. O café manhã – incluso no preço, pasmem – tinha frutas, café, chá, torradas, sucos, cereais e croissants. Sensacional, melhor que muitos hoteis que já fiquei. Os banheiros são limpos, espalhados por todo o albergue. Tinha até um vestiário exclusivo para as mulheres, o que é muito bacana e dá mais privacidade. Existem áreas comuns em que os hóspedes podem ficar o dia inteiro, com sofás, televisão, redes e até sala com computadores “for free”. Ah, salinha de cinema também, como vocês podem ver nas fotos. Eles possuem secador, chapinha e toalha pra alugar (2 euros cada um) e isso é uma super mão na roda pra quem viaja “low cost” (bagagem de 10 kg apenas) e não quer ficar levando peso desnecessário. Alguns hosteis que fiquei (em Paris e em Amsterdam) não possuíam toalhas e nem secador pra alugar, então isso é realmente um extra – apesar de eu julgar isso básico pra qualquer lugar, não dá pra esperar muito…). O atendimento do staff foi sensacional, são todos muito prestativos e simpáticos. Na minha opinião, sem dúvida o melhor hostel que já fiquei e não tenho NADA de ruim pra falar dele. Eu AMEI!”

Ai, quero ficar lá.

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Ele é uma graciiiiiiiiiinha! Lindo lindo, como a Naiá contou, mega bem localizado, a passos de Temple Bar! (Ah lá eu pensando na Guinnes rsrsrs)

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Ele é todo bonitinho por dentro, colorido e LIMPO! Muito limpo!

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A Naiá pegou o quarto com 24 camas, mas existem outras opções! Quartos com camas só para mulheres, quartos com 12, 10, 8, 6 e 4 camas! Esse com 4 camas custa 24 euros por noite, ainda assim, MUITO barato! Adorei!

Agora, quem não anima ficar em hostel (depois de ter visto um eu animo, só tenho que maneirar na mala rs), eu indico o hotel The Gresham! Também a passos de Temple Bar (isso é muito importante rs) e da Grafton Street (a rua das compras), ele é mega bem localizado. Tem cinema do lado, lanchonetes, uma Carrol’s (lojinha de souvenir) e o ônibus do aeroporto para literalmente na PORTA! Esse hotel é de 1817 e tem uma história meio sombria… o dono dele foi abandonado quando criança e quando jovem foi trabalhar em Dublin. Conseguiu dinheiro não se sabe como e montou o hotel. Dizem que pelas noites é possível ouvir os passos dele nos corredores do The Gresham, verificando se está tudo ok no hotel. MENTIRAAAA kkkk, a parte dos passos é fake, mas o resto é verdade rs.

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 Diz que é 4 estrelas mas eu não diria tanto, umas 3 tá ok. Achei o preço bom (se bem que depois de ver o preço do hostel, paguei uma fortuna kkk) cerca de 130 euros por noite, isso sem café da manhã.

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Os quartos são bem grandes e tem secador de cabelo, ferro de passar roupa, ar condicionado (o único que tinha ac, em Londres e Paris não tinham), um ferrinho que esquenta e seca as toalhas no banheiro que eu amei, porque deu pra lavar todas minhas roupas sujas e em horas estavam secas, internet de graça…

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Foi o melhor hotel que fiquei na Europa. Só um dia que teve um pequeno problema… vou contar kkkk. A gente tinha ido para Temple Bar e eu tomei várias Guinness. Eram cerca de 3h da manhã quando eu voltei pro hotel e… estava fechado! Sério. Eu doida pra fazer xixi e todas as portas fechadas, nenhum interfone ou campainha e por mais que eu batesse na porta ninguém abria! Isso durou uns 20 minutos e eu estava quase derrubando a porta quando aparece um carinha e com uma cara muito mau humorada abriu, e frente aos meus xingamentos ele disse: “It’s for security”. Ok, mas podia ter um interfone né? Essa parte eu não curti 🙁

  • E assim foi em Dublin. Já quero ir de novo, agora em St. Patrick’s Day! Alguém anima?
  • AHHHH! E quero dicas de hostel bacana! Quem já tiver ficado em algum e super indica, por favor, me conta! Uma das melhores coisas da vida é viajar, e gastamos tanto com hotel sendo que mal ficamos neles né? 
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24 jul 2013, 30 comentários

Diário de Viagem: Guinness Storehouse – Irlanda

Ir para a Irlanda significa beber Guinness. Não adianta fugir. É lá que nasceu essa cerveja, que tem cerca de 250 anos e várias coisas (e comidas) na Irlanda giram em torno da minha querida Guigui.

Visitar a antiga fábrica, que agora é destinada apenas ao turismo é praticamente obrigatório. É a atração turística mais visitada da Irlanda! Eu tinha assistido um programa do Conan O’Brien, apresentador irish de um talk show americano super divertido, mostrando como era a Storehouse e foi um dos primeiros itens que anotei no meu roteiro para fazer em Dublin.

A entrada custa 16,50 euros e você pode comprar o ingresso na hora ou com um descontinho extra com os meninos do Wild Rover Tours. Eu achei que seria coisa rápida, mas o tour pela fábrica e conhecer todo o processo de fabricação da Guinness é demorado! Pode separar umas 4 horas para fazer tudo, ou até um pouco mais se quiser gastar um tempo no restaurante no final. Bom, ao chegar lá, adivinha o que estava tocando? City of Blinding Lights do U2. Meus olhos encheram d’agua na hora, era um sinal que eu estava no lugar certo e que tanto sonhei conhecer. Não poderia ser mais perfeito.

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Arthur Guinness é o pai da cerveja escura mais deliciosa do mundo (juro, é doce, mas não muito. É tipo… perfeita) e sua história teve início em 1759! Ele alugou um galpão em Dublin com um contrato de 9 mil anos (comprovado na Storehouse). Desde aquela época que é usada a mesma fórmula: malte irlandês, lúpulo, água e levedura. O logo da Guinness é uma harpa irlandesa.

A Guinness Storehouse funciona da seguinte maneira: são vários andares – 7 etapas – que você visita um a um (a graça é passar por todos), circulando neles e conhecendo todos o processo da fabricação da cerveja. É uma pint gigante que a gente vai subindo. Desde o ¨matinho¨ (lúpulo) da qual ela é feita até fazer um curso rápido (com direito a diploma!) de como servir corretamente uma perfect pint. Depois degustar no Gravity Bar com a vista mais linda de Dublin.

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Aprendemos direitinho! Dá um nervoso na hora porque todo mundo fica olhando kkkk. E o prato super delícia, que eu já tinha provado no primeiro dia de Irlanda e repeti na Storehouse: carne com molho Guinness e purê de batatas. Ah, eu fiquei curiosa porque não sabia o que era pint ou porquê era chamado assim… Agora sei que se trata de uma medida de volume que corresponde a 568 ml. #fufucultural

Hoje, a  Guinness é fabricada em 55 países e possui 80% do mercado mundial de cerveja preta. E é deliciooooooosa!

Durante o passeio, tem várias atrações bacanas, muita interatividade e pontos para fotos divertidas. Perca a vergonha e se jogue como nós fizemos! É muito bonito, tradicional e bastante esclarecedor, apesar de eu estar bem ansiosa para chegar logo no último andar e degustar a cerveja rs. Ah, na saída tem uma loja enorme com várias lembranças e presentes Guinness. Comprei uma camiseta bem linda, por 15 euros 😉

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Não perdíamos uma pose rs.

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E todo mundo pra lá de Dublin diplomados pela Guinness! Olha que eu tenho curso na Europa heimmmm!

  • É um passeio que TEM que ser feito. Faz parte da história irlandesa e é a cerveja mais consumida por lá, não tem pub que não tenha! É como vir ao Brasil e não provar uma caipirinha (ou uma água de côco, sejamos menos alcóolatras kkk). Eu adorei e se voltar para Dublin algum dia, repetirei a visita à Guinness Storehouse com certeza!
  • E queria deixar um beijo GIGANTE pra Naiá e Day, que fizeram dessa viagem a mais perfeita de todas (e não conhecia pessoalmente nenhuma das duas, mas o “santo” bateu demais). Morrendo de saudades meninas 🙁
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21 jul 2013, 35 comentários

Diário de Viagem: Cliffs Of Moher – Irlanda

Vou fechar todos os posts sobre a Irlanda pra depois falar dos outros lugares tá? Bom, como já contei aqui, fizemos Londres – Dublin via Ryanair, uma linha aérea low cost mas que funcionou super bem (li várias reclamações na internet, mas arrisquei assim mesmo e foi ótimo).

Como Dublin é pequena e em um dia já tínhamos visto boa parte, resolvemos seguir as dicas e fomos passar um dia em Cliffs of Moher.

Bom, eu já tinha visto essa paisagem -bem famosa por sinal – da Irlanda mas jamais achei que um dia iria para lá. Não é perto, são cerca de 4 horas de viagem para o Condado de Clare mas com certeza é um passeio lindo e diferente. Os Cliffs se extendem por 8 km, tem cerca de 200 metros de altura e tem marcas de mais de 300 milhões de anos! Já foi cenário de vários filmes (Harry Potter por exemplo) e vídeos musicais, tipo… Runaway do Maroon 5!! Me arrepiei toda ao ver o clip de uma das minhas músicas preferidas depois de ter estado lá… Tão vendo como tenho uma ligação com a Irlanda? rs

Bookamos o passeio com o Wild Rover Tours que fica em 33 Bachelors Walk (beirando o rio Liffey). O pessoal de lá é suuuper gente boa, nos deram descontinho e tudo. No outro dia, o ônibus estava pontualmente as 7 da manhã no local combinado (peguei em frente ao hotel que fiquei, o The Gresham). O motorista era legal, o guia era legal, só alto astral. Mas acho que tudo tinha uma explicação, o tempo estava LINDO! O próprio guia estava abismado e disse que um dia como aquele acontecia umas 5 vezes por ano na Irlanda. E nós estavamos lá ☺

O caminho tanto para ir quanto para voltar é belo. E depois dos Cliffs ainda teria uma paradinha em Galway, a capital cultural da Irlanda.

Os Cliffs não estão lá jogados ao vento. Tem todo um esquema turístico em volta deles, com lojinha de souvenir, café, restaurantes, mirantes, proteção para não chegar muito perto das beiradas… Além dos penhascos, o entorno é maravilhoso e tem um castelinho chamado O’Brien’s Tower, construído em 1835 por Cornelius O’Brien com a função de ser um mirante para os Cliffs. Tem que pagar entrada para conhecer por dentro, mas nem sei se vale a pena pois ele é bem pequeno.

Não tenho palavras para descrever a imensidão dos Cliffs of Moher. É algo tão mas TÃO grandioso, tão impactante que fica até difícil acreditar que é obra da natureza. O céu escandalosamente azul, o clima fresco (e nem ventava como nos contaram que é de costume, até nisso demos sorte), o silêncio e todo aquele ambiente completamente desconhecido e palco de tanta história é muito emocionante. Eu ficava imaginando as coisas que tinham acontecido por lá, as pessoas que habitavam aquela região, os costumes, e beeeeem no fundo dava para ouvir alguém tocando música irish numa flauta. Coisa de filme, e daqueles de grandes produções. Só que no caso, era tudo real e nós estávamos lá no meio.

Deixa eu mostrar um pouquinho disso tudo.

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Nos acessos aos Cliffs tem umas muretinhas e vários avisos para não ultrapassar, mas sabe como é turista curioso né… Tinha algumas passagens e várias pessoas chegavam um pouco mais perto dos penhascos para tirar fotos. Se é perigoso? MUITO! Mas eu cheguei perto, não vou mentir. Até sentamos e ficamos um tempo admirando a vista. É uma coisa de intesidade de emoções sabe? E toda minha viagem foi baseada nisso.

Depois dos Cliffs, rumamos para Galway e o caminho é beirando o mar! Tem vários castelos e paisagens maravilhosas e o tour pára algumas vezes para fotos.

Tivemos apenas uma hora e meia para ficar em Galway então não posso falar da cidade com muitos detalhes. Só que ela é LINDA e bem pitoresca. As ruas são cheias de lojas e pubs charmosos e flores, muitas flores. Se for olhar no mapa, Dublin está do ouuuuutro lado da Irlanda então essa travessia de 4 horas nem é tanto, tipo, dá para fazer tranquilamente em um dia.

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Chegamos em Dublin por volta das 21 h, cansados, mas com aquele registro inesquecível na memória da imensidão e da perfeição da natureza. E claro, depois de um bom banho, Temple Bar de novo!!!

  •  E vou fazer uma propagandinha dos meninos do Wild Rover Tours! Gostei muito do serviço deles, super pontuais e o preço é bom (e ainda dá para pedir um descontinho). Eles estão começando no instagram agora e a página no Facebook também é nova. Recomendo muito fazer o tour para os Cliffs of Moher com eles e tem vários outros passeios viu? Instagram: @wildrovertours e Facebook. Fale que chegou neles através do Futilish, o da “brazilian blogger” e pede desconto kkkk