Moda
Fashion Emergency
27 mar 2020, 49 comentários

A Classificação Socioeconômica do Blazer!

Olha quem voltou!!!! Só a quarentena mesmo pra me fazer ter a paciência e a calma que este tipo de post merece hahaha. Tem que pesquisar, avaliar foto por foto para poder fazer uma Classificação Socioeconômica de respeito e atemporal, que vire uma cartilha do bom gosto!

Me deu vontade de falar do BLAZER, por vários motivos… um é que é uma peça super atemporal, então na hora de comprar um, tem que ser muito certeira na escolha. Segundo, todo mundo, eu disse TODO MUNDO, tem que ter um bom blazer. Terceiro, um blazer ruim/pobrinho pode acabar com sua reputação viu?

Vamos lá, existem alguns pontos muito importantes a serem levados em conta na hora de comprar seu blazer perfeito, vamos lá:

  • MODELAGEM – Tudo bem que tá na moda o blazer Didi Mocó, aquele gigantão, com ombreiras enormes extrapolando os ombros, mas isso é MODA, é pra fashionista, pra quem segura, não fica bem em todo mundo e nem vai durar! O seu blazer tem que ficar PERFEITO no seu corpo, a ombreira tem que terminar exatamente onde termina seu ombro, a manga tem que deixar apenas a mão livre quando dobrar o braço (aquele teste de tamanho de manga sabe? Dobrar o braço em 90 graus e ficar só a mão de fora). O corpo do blazer tem que acompanhar o seu, se for levemente acinturado, melhor ainda. A gola tem que ficar no lugar, esticada, perfeita! Atenção a isso! A modelagem de um blazer tem que parecer que foi feita pro seu corpo!
  • ESTRUTURA – Mais um ponto importante e que tem que fugir do modismo para quem procura um blazer pra vida toda: a estrutura dele tem que ser firme, aquele tipo de roupa que você pendura com todo carinho, que cuida, que coloca na capa plástica sabe? Os blazer molengos são ótimos e quebram um super galho no dia a dia, mas se quiser fazer bonito e impressionar, pense naquele blazer que a estrutura dele é quase uma armadura, aquele que pode pegar chuva e ventania que vai continuar impecável.
  • ACABAMENTO – Blazer é alfaiataria e uma das coisas mais importantes na alfaiataria é o acabamento. O termo alfaiataria surgiu na idade média quando homens e mulheres tinham suas roupas feitas SOB MEDIDA e por alfaiates. Por isso quando pensamos em alfaiataria, pensamos numa roupa que veste perfeitamente, exatamente como se tivesse sido feita no corpo! As costuras são para dentro, ficam invisíveis, o forro também é delicamente costurado. Uma boa peça de alfaiataria, também é linda por dentro! E claro, isso vale para um bom blazer também.
  • MATERIAL – Tecido é polêmico mas tão importante… primeiro, antes de mais nada, por favor, CORRAM DO TECIDO OXFORD. É feio, não tem caimento, brilha (mas é um brilho pobre), e esquenta! É aquele tecido de uniforme sabe?? Aliás, qualquer tecido que não tem a intenção inicial de brilhar (paetê, cetim…), pode empobrecer seu look. Sinal que tem muito plástico nele e não queremos isso né? O bom tecido para um blazer tem que segurar a estrutura que falei acima, tem que ter um bom caimento, amassar pouco, conseguir se ajustar ao corpo (ajustar, não é pra ficar colado, é pra ficar CERTO) sem repuxar.
  • COMPRIMENTO – Se eu tivesse feito este post antes não teria me desfeito de um blazer lindo bege que achava comprido. Essa é uma parte delicada dos pontos importantes para escolher um bom blazer, porque a moda trapaceia a gente. Durante um tempo, se usava muito o blazer comprido, na altura do quadril. Depois, eles encurtaram, e ficaram acima do quadril. Agora, novamente voltaram a ser mais compridinhos e fico com eles como os mais elegantes e chiques! Primeiro que os blazer curtos deixam o bumbum a mostra, o que já não é elegante, segundo, que parece que tá pequeno! Um blazer mais comprido além de alongar mais a silhueta (ele aberto cria uma linha vertical no centro do corpo que cria a ilusão de alongamento) é bem mais elegante. Mostrarei bem isso nas fotos abaixo.
  • QUALIDADE – Qualidade encerra todos os pontos que citei acima. E qualidade ATÉ DOS BOTÕES ok? Por isso eu sempre falo, se tem uma peça que você não pode comprar por preço, é o blazer. Esse tem que ser o que melhor ficar em você e o que tiver a melhor qualidade, e geralmente, são os mais caros.

Agora vamos ver isso tudo na prática?

Blazer preto, o primeiro tem que ter! Caimento ok, ombreiras no lugar, botões ticos, comprimento bom.

Olha a perfeição dessa ombreira do blazer cinza! A perfeição da gola super esticada e lisa! Os bolso sem costura aparente! Gente fico até emocionada quando vejo um blazer desses.

A cor não interfere na perfeição de um blazer tá? Pode ser da cor que você quiser, mas o caimento tem que ser esse aí ó!

E repararam que todos são mais compridinhos? Pois é, o segredo da chiqueza.

Agora vejamos como NÃO deve ser um blazer:

Gente, compara com as fotos anteriores. Olha o caimento, repara nas bolsos estufadinhos, nos botões pobrinhos, no comprimento, a gola curta.

Chego a tremer vendo esses modelos! Repara os tecidos, sem caimento nenhum, olha o acabamento das mangas e golas! Olha o botão fazendo rugaaaaa, gente não pode!

Deu para notar a diferença? A modelagem errada, o acabamento mais ou enos, os botões, o caimento! Gente, essa tá fácil de acertar né?

  • Blazer rico x blazer pobre, agora sabemos a diferença!! Pra nunca mais errar e jogar dinheiro fora numa peça que não vai te valorizar! POOOOODEEEE quebrar o cofrinho, por favor, não economize ao comprar seu blazer! Ele será pra VIDA e é super versátil! Farei uma seleção bem bacana para vocês comprarem na quarentena ok?
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Como Usar, Fashion Emergency
15 Maio 2019, 54 comentários

A Classificação Socioeconômica do Cinto!

AÊEEEEEEE, foi tanto que vocês pediram que cá estou eu montando este post para ensinar a escolher um cinto bonito e RYCOH! Lembrando sempre que a “riqueza” não tem nada a ver com preço, valor, marca, etc, mas sim com boa qualidade e bom gosto.  É uma forma que encontrei para desenvolver o bom gosto de vocês. E tem dado certo, minhas dinos (dinossauras, leitoras que me seguem há muitos anos) são muito elegantes e estilosas.

Vamos lá, como identificar um cinto rico de um pobre? O que tem que ser analisado?

A FIVELA.

Obviamente que o corpo inteiro do cinto muito interessa, bem como acabamento e tal, mas a fivela é que vai mandar na riqueza do cinto. Se o cinto for todo lindo mas a fivela feinha, já era.

Eu particularmente, acho muito mais lindo uma fivela forrada no mesmo material do cinto, muito mais elegante! E se for de metal, gosto de metal pesado, com corpo e dou preferencia para as diferentes. Fujam de fivelas “frágeis”, fininhas, dessas comuns. Também não gosto muito daquelas tachinhas que arrematam e seguram a fivela, prefiro bem mais quando essa voltinha é costurada e colada, mas nem sempre acharemos um cinto tão perfeito. O que não dá para errar MESMO é na escolha da fivela.

Vamos exemplificar:

 

Vamos começar pelo exemplo básico do cinto preto. Olha a diferença de um e outro! O primeiro é rycoh e o segundo pobrinho. O primeiro não tem costuras, o corte dele é perfeito e não tem a tal tachinha segurando a fivela. Acho mais clean, mais chique. Outra coisa, olha como a fivela forrada fica mais linda. Mais um detalhe que não sei como explicar: reparem como o primeiro cinto e firme e o segundo parece mais mole, como o primeiro é reto e o segundo meio torno. Tudo bem que o material é diferente, por isso indico couro de verdade. O sintético quebra e esfarela então é bom investir num cinto de qualidade.

De novo atenção para a fivela. Olha a primeira que maravilhosa, grossa, pesada, com presença, parece coisa boa, diferente. A segunda já é bebem comum, fosquinha, mas parece fosca de velha, e até achei a cara dela triste. 

Nem toda fivela forrada é rica, tem que prestar atenção às costuras, ao formato. A primeira fivela azul (ou roxa) tá linda. O posposto exatamente da cor do material do cinto, quase nem aparece. Além disso, essa fivela tem um voluminho o que impõe mais. A outra, a rosê, é forrada mas parece papelão forrado. Entendem essa diferença? E além disso, olha lá duas tachinhas segurando a fivela. Como falei, é bem mais difícil achar cintos com essa parte colada e costurada ou invés de usar a tachinha, mas é um detalhe que pode passar caso o restante todo do cinto estiver ok, ainda mais porque na hora de vestir, o cinto cobrirá essa ferragem.

Os dois de baixo são dois cintos mais finos com fivelas douradas mas separados pelo bom gosto. No primeiro, o preto, a fivela é chique, dourado bonito, o palitinho (sei lá como chama isso) tá reto, firme. Não tem as tachinhas segurando a fivela, o cinto não tem pesponto (prefiro), o material parece bom (parece couro de verdade mas se não for, tá muito bom). Já o segundo tá bem humildezinho, o básico do básico, parece que feito com os materiais mais baratos sabe? É aí que temos que treinar o olho. Pode ser feito com materiais mais simples sim, mas acabamento e modelagem é essencial! 

Olha que gritante a diferença de uma fivela rica com uma pobre. To morrendo de amores por esse cinto preto, achei a coisa mais chique do MUNDO! Ele é todo perfeito! As beiradas dele nem são retas, são curvas o que deixa ele mais rico ainda. A fivela enorme, dourada, mas numa chiqueza só! Olha o acabamento perfeito, nem uma linha torta ou fora do lugar! Já o segundo chega a doer os olhos. E o pior, eu já tive algo assim. Mas ainda bem que aprimoramos o gosto né?

Então eis os pontos de atenção:

  • fivela, sempre analisar em primeiro lugar
  • tachinhas segurando a fivela, melhor não ter, mas se tiver, o restante do cinto tem que ser nota mil
  • forro interno BEM colado. Forro descolando ou enrugando é horrível!
  • acabamento das costuras, tem que ser delicado, bem feito.
  • pespontos discretos (a não ser que seja um detalhe do cinto)
  • beiradas bem cortadas
  • prefiro de couro couro, porque os sintéticos “quebram” e fica horrível. Descascou ou quebrou, já joga fora e compra outro.

 

Enfim, acho que é isso. Vou até dar uma olhada nos meus cintos e ver se tá tudo ok por lá hahahaha. E vamos treinando o olho!