Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
01 maio 2019, 103 comentários

Chora Que Eu Te Escuto

Como os dias estão passando rápido né? De novo chegou mais uma quarta feira e um dia de Choradeira por aqui.

Chora 01 – Verão

Boa tarde Cony..já mandei uma vez e não consegui um conselho…estou tentando de novo…andei tão angustiada esse dias, e depois dos últimos choras achei que vc seria uma boa ouvinte e conselheira…

Vamos lá….Tenho 34 anos, sou casada e tenho uma filha de 4 anos…Tenho uma mãe com transtorno bipolar diagnosticado a mais de 25 anos. Já acompanhei inúmeras crises da minha mãe, internações, tentativas de suicídio, crises de depressão…cresci sendo uma filha que nunca deu problemas, pq sempre tive medo que qualquer coisa que falasse ou fizesse seria ruim pra ela…sempre fui a melhor aluna da turma, cursei universidade pública e já passei em três concursos públicos…sempre resolvi a minha vida e meus problemas sozinha.
Atualmente moramos em cidades diferentes, mas vou visitá-la aos finais de semana, e muitas vezes (sem motivo claro ou aparente) ela não está bem…não olha na minha cara, nem da minha filha…confesso que sinto vontade de nem ir vê-la…mas tenho dó do meu pai (que é um santo, melhor pai do mundo) e acabo engolindo pq sempre lembro que é uma doença, e ela é minha mãe…não sei quando teremos paz …
Agora o outro assunto…Como disse anteriormente tenho uma filha de 4 anos  e planejo ter o segundo..mas tenho pensando ultimamente em parar de trabalhar para ficar com as crianças. Tenho me culpado muito por deixar minha filha em tempo integral na escola, e quando tiver outro filho o gasto com duas escolas particulares será praticamente o meu salário..gosto do meu trabalho, mas meu salário não é aquela beleza, e não tenho perspectiva de crescimento…
Cheguei a comentar esse assunto com amigos de trabalho, mas só faltaram me chamar de louca…primeiro por largar um concurso público, depois me falaram que quando as crianças crescessem elas nem iriam querer saber de mim…
Cony, é loucura da minha parte? Meu marido é  engenheiro e tem um bom emprego, moramos numa casa própria em condomínio e temos a vida financeira estável….O meu salário cobre pequenos luxos…será que é mesmo necessário? O que meus filhos ganham comigo perto não é muito maior? Mas e minha autonomia? o que será de mim depois?  Fico muito em dúvida,  pq será um caminho sem volta…me dá uma luz!
Obrigada por me ouvir…
Bjos e um abraço forte

Não sou mãe então fica um pouco mais difícil te aconselhar, mas eu JAMAIS largaria meu trabalho para cuidar de filhos ou de qualquer outra coisa. Mas isso sou eu né? Eu preciso trabalhar, preciso produzir, preciso me sentir útil, amo ganhar meu dinheiro e fazer com ele o que eu quiser, ter minha independência total e segurança que tudo depende unicamente de mim. Você ja conversou com seu marido sobre isso? Porque antes de mais nada acho que é uma decisão do casal, afinal, ele vai ter que arcar com a casa toda, você e as crianças. É ok financeiramente para vocês? Mas eu sinceramente, concordo com seus colegas de trabalho, acho loucura largar sua carreira. Depois isso pode se tornar um grande problema e como bem eles disseram, filho cresce e aí? Não se anule. Eu acho.

Chora 02 – Outono

Oi Cony, tudo bem?

Primeiramente, quero dizer que te adoro e amo sua sinceridade e que seu blog ajuda muita gente com os choras…Parabéns pela atitude!

Seguinte, eu namoro há quase 10 anos, e ele foi o cara que eu perdi a virgindade então forte né…Mas, claro eu comecei a namorar com 18 e hoje com 28 anos muita coisa mudou e não é um fato forte hoje em dia pra mim, bom, eu sempre fui louca e muito apaixonada por ele, no passado ele tentou terminar e eu chorei e não deixei…me arrependo, porque, aí ele pegou meu ponto fraco, aí o tempo foi passando e eu amadurecendo e as coisas foram mudando, ele era muito ciumento, hoje é um pouco apenas….e parecia pra mim que era conto de fadas sabe, que ele era o homem da minha vida, fui criando expectativa, agora com 10 anos juntos eu quero me casar na igreja, pois sou religiosa, sou católica e meu sonho é casar na igreja, e ele não quer, pra ele não tem valor, somente no civil está bom! Mas, e meu sonho? Aí tem outro problema, ele não curte ir nas reuniões de família, e eu fico muito chateada, esperando que ele vá pra ser companheiro, eu sou companheira e ele não, faço muitas coisas que não gosto por companheirismo, e ele não sabe!

Outro detalhe, ele tem depressão, e sempre teve e nunca foi um problemas para mim, sempre ajudei e apoiei, e ele sempre cuidou da doença, mas, de uns anos para trás, as coisas vem piorando, ele perdeu o irmão dele e isso afetou muito ele, e até agora ele não superou, e não quis mais fazer o tratamento da depressão, e ele vem piorando a cada dia, tem menos vontade ainda de participar das reuniões de família, não está bem com ele mesmo, consequentemente, nosso relacionamento também está péssimo, porque ele está mal e eu já não sei lidar mais com tudo isso, eu quero continuar a vida, me casar, e constituir família e ele está perdido com ele mesmo e também não quer casar na igreja, também perdeu a fé dele em Deus, e eu estou perdida com tudo isso, me deem uma luz por favor….Não queria que acabasse assim, tanto tempo junto e tantos momentos terríveis já superamos, eu ofereço ajuda a ele, já marquei médico, mas ele não está nem aí pra se tratar…parece um drogado sabe, que não quer sair dessa vida, só que no caso é a depressão.Claro que, durante todos esses anos, já vivemos muita coisa boa, e aproveitamos muito a vida juntos…Mas, essa crise parece não querer ir embora!

Meninas, me ajudem! podem ser sinceras, estou na escuridão, não sei nem o que pensar mais….

Detalhe, eu o amo ainda, já sofri muito por esse relacionamento, mas, ainda lutaria por ele se fosse possível, só não sei se vale a pena…

Já estou ficando bem deprimida por essas situações.

Obrigada!

 

Quando você começa a pensar se vale a pena, é porque já não vale mais. Simples assim. E me diz uma coisa, quem você ama mais? Ele ou a você mesma? Essa é A questão. E já te falo que se você responder que ama mais ele, tá errado. O cara não quer casar na igreja que é seu SONHO! Independente dele ser católico ou não, se ele realmente se importasse com você, isso não faria diferença nenhuma. Não vai tirar pedaço, não vai machucar ele, não vai fazer ele sofrer. Seria o mínimo de consideração e carinho com a pessoa que escolheu passar o resto da vida! Então só isso já pesa bastante para sua decisão. E outra, ele não quer se tratar, se cuidar, melhorar da doença. Você não precisa afundar junto. Por isso repito a pergunta: quem você ama mail, ele ou você??? Dói terminar um relacionamento? Dói, mas antes sofrer de uma vez e resolver o problema do que viver de mini sofrimentos diários.

 

 

Chora 03 – Primavera

Bom.. seu blog é PHODAAAA.. mas vamos logo ao CHORA..

Fui transferida de cidade há um ano e meio atrás. Nessa cidade conheci uma pessoa maravilhosa, me trata muito bem, saímos, conversamos, gostamos das mesmas coisas, me apresentou todos seus amigos, viajamos, etc.. MAS… (sempre tem um “mas”)..

Um domingo pela manha ele estava me mostrando algo no celular e vi que chegou uma mensagem de sua ex namorada.. fiquei muito chateada mas depois ele me disse que ela só queria dizer que tinha encontrado uma pessoa que conheciam e que essa pessoa tinha mandado abraços..

Outra vez ele foi me mandar uma foto do whatsapp e vi que contatos recentes aparecia o nome dela.. (ou seja, eles tinham se falado a pouco tempo).. Falei novamente com ele e me disse que não tinha nada  a ver, que me respeitava e blá, blá, blá..

Estamos juntos há um ano, sempre vou sexta-feira para sua casa e volto para a minha no domingo..

Outro dia estava na sua casa e ele deixou o computador aberto qdo foi para academia, eu aproveitei e olhei o whatsapp que ainda estava conectado no computador.. vi que eles se falam de vez em qdo, nesse um ano já passaram uma noite juntos qdo eu fui visitar minha família em outra cidade, e se encontraram umas 2 vezes em um café..

Para mim traição sempre foi imperdoável, mas ao mesmo tempo, não vi palavras de carinho entre eles, por isso não me pareceu tão grave.. além disso, sinto que o que temos é muito mais forte… mas o problema é que agora não me sinto mais tranquila, inclusive tenho sido mais seca com ele mesmo que inconscientemente.. E sinto um pouco angustiada tb..

Apesar dele sempre me perguntar o que aconteceu, não tenho coragem de dizer que vi seu whatsapp, até porque ainda não sei se quero ou não continuar com o relacionamento.

Ela casou e teve um filho depois que eles se separaram, mas hoje ela não está mais casada..

Não sei o que faço.. algumas vezes tenho vontade de ser clara, dizer o que vi, e colocar um ponto final no relacionamento.. outras vezes penso que vivo momentos tão bons ao seu lado, que tenho que ser mais inteligente e pensar em como fazer com que ele se desligue de vez dessa pessoa..

Como eu tinha me separado fazia pouco tempo, logo que começamos a sair, pedi pra ele não colocar nada nas redes sociais (e assim ficou até hoje), por isso acho que ela não tem ideia de que ele está namorando.

No final, não sei se vale a pena investir mais nesse relacionamento ou se o melhor é pular fora disso logo.

Agradeço imensamente a ajuda de todas leitoras!

 

Ahhhhh muleeeeke, quem procura acha viu? SEMPRE SEMPRE SEMPRE. O cara pode ser o mais santo do mundo, mas se for fuçar WhatsApp, SEMPRE vai aparecer algo suspeito que vai deixar aquela pulguinha atrás da orelha. Eu já fui dessas que olhava tudo e sempre me ferrei kkkkk. E é a mesma coisa com a gente, às vezes conversamos com algum amigo, algum ex por qualquer bobagem e se o boy ver vai dar treta, mesmo que não signifique NADA. Então meu conselho é: NÃO FUCE O WHATSAPP DO SEU NAMORADO/MARIDO/FICANTE. Pra que gente?? Curte o que tá gostoso, o que tá bom, valoriza se ele te trata bem, se te assume na frente de todo mundo, se te respeita. E tenha certeza que a ex dele sabe sim que ele está namorando, não precisa divulgar nada nas redes sociais para ex saber o que os atuais estão fazendo. O ser humano é assim! Pode ser que ele tenha ficado com ela? Sim, pelo o que você fala, pode ter acontecido sim (o que evidenciou eles terem passado uma noite juntos? Fiquei curiosa) mas e aí? Vai falar pra ele que invadiu o computador e viu a conversa? Perder toda confiança, gerar stress, levar um pé na bunda (ele pode querer terminar, e aí vai ser pior do que você terminar com ele)? EU no seu lugar, respiraria fundo e ficaria de OLHO nele (não nas coisas dele), nas atitudes, no comportamento e tal. Dá umas indiretas em forma de brincadeira, leve, sem pressionar ou acusar. Tem hora que a gente tem que ter sangue frio pra não fazer ou falar bobagem, talvez sobre algo que só rolou na nossa cabeça. Enquanto não há provas concretas ou confissões, se o cara é realmente bacana e te trata bem, talvez seja mais inteligente esperar um pouco e observar do que ir pra guerra de cara.

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103 comentários em “Chora Que Eu Te Escuto”
  1. Daiana01/05/19 • 14h38

    Conselho para primeiro caso: A não ser que vc saia pra trabalhar 07:00 da manhã e chegue 21:00 de segunda a domingo(os dois, pai e mãe)eu não aconselho vc parar de trabalhar pra ficar em casa cuidando de filho. Pai tbm tem que cuidar de filho.
    Deus me livre meu marido arrumar outra mulher e eu não ter como me sustentar. Nunca que eu faria isso na minha vida.

  2. Camila Mota01/05/19 • 15h11

    Caso 01
    Oi Verão, você já passou do estágio probatório do seu concurso? Se já tiver passado essa etapa, a minha sugestão para você seria pedir uma licença não remunerada, dependendo do município/estado você tem direito a licença de 03 a 06 anos onde não recebe salário, não trabalha, mas continua como funcionária, te daria tempo de cuidar dos filhos e ver se realmente é o que você quer. Espero ter ajudado.

    • Luciana02/05/19 • 09h28

      É essa minha sugestão também. Tenho 2 filhos pequenos (1 ano e 3 anos) e também sou concursada, por isso te compreendo. No meu caso, não abriria mão do meu emprego, porque gosto dele e ganho bem, porém considero importante estar mais presente nesses primeiros anos e, com o apoio do meu marido, havia condições para abrir mão do meu salário por esse período.
      Seus filhos não serão pequenos para sempre, por isso acho que não vale a pena abrir mão do trabalho pra sempre. De repente com a licença, você também consegue estudar e passar num concurso que pague melhor e te faça mais feliz.

    • Buna von Rondow02/05/19 • 09h35

      Estava vindo comentar exatamente isso! Via de regra, todo funcionário público tem direito a tirar essa licença para tratar de assuntos particulares. Na minha opinião, é mto melhor do que pedir exoneração. Vc fica um período em casa, mas sabendo que tem pra onde voltar! Eu jamais dependeria financeiramente de marido. Pode ser o melhor homem do universo que ainda assim vc fica numa posição ruim!

    • Gabi02/05/19 • 10h38

      Isso! Licença sem vencimento é uma boa alternativa porque se você decidir que não é isso o que quer, pode revogar a qualquer tempo, e se decidir que é isso que quer, terminando o prazo, sai de vez. No meu trampo é de 2 anos, mas já dá pra ver como fica né?

  3. Marina01/05/19 • 15h11

    Sobre o segundo caso, eu acho que é falta de amor próprio. A moça ama o cara que criou na cabeça dela, e Está se anulando toda para tentar melhorar a vida de alguém que não quer ser melhorado. Não adianta se sacrificar toda, apoiar a pessoa nos piores momentos achando que quando melhorar o outro vai reconhecer esse esforço e retribuir tudo. E também não vale abrir mão dos nossos sonhos por alguém, tenho certeza que você encontra alguém na vida que vai querer casar na igreja, que tenha as mesmas crenças de você e que você não vai ter que tirar do buraco. Como a Cony disse, melhor sofrer o término do que passar a vida abrindo mão das vontades.
    Sobre a moça que quer largar o emprego para se dedicar aos filhos, eu até entendo mas acho que não é a melhor ideia, em poucos anos os filhos crescem e dependem cada vez menos da mãe, e a maior liberdade que alguém pode ter é a financeira, e mais para frente o arrependimento pode chegar. Por ser funcionária pública não é possível pegar licença não remunerada? Ficar uns dois anos sem trabalhar e depois voltar para o cargo?

  4. Bruna01/05/19 • 15h12

    Verão, me vi na sua história em relação a mãe bipolar! Queria tanto alguém pra conversar, é tanta angústia e traumas acumulados que não sei nem por onde começar! Se tiver uma forma de conversarmos seria tão bom pra mim! Obrigada

  5. Simone01/05/19 • 15h13

    Sobre o chora 1: não sei qual é o cargo dela, mas tb sou servidora pública e tenho a possibilidade de pedir licença para tratar de assuntos pessoais por até 2 anos… é sem remuneração, mas ao menos não perde o vínculo com o cargo… poderia cuidar dos filhos por um tempo e ver como seria ficar sem trabalhar… caso não se adapte, ainda tem o cargo… quem sabe seria uma solução menos drástica para ela… espero ter ajudado… bjsss

    • Jessica Dian06/05/19 • 18h07

      OI Simone, a minha mãe tem transtorno de personalidade narcisista, muito provavelmente seja bipolar tbm, mas ela ao contrário de mim não se trata, nem vai… é muito complicado mesmo. Poderíamos fazer um grupo de apoio rsrs

  6. Vanessa01/05/19 • 15h35

    Para o Chora 01 :
    Mulher, analise o que você realmente quer. Se você se realiza como mãe e seu marido tem como manter o padrão de vida de vocês, faça, deixe seu emprego.

    Ser mãe em tempo integral é sim um trabalho, um estilo de vida. Mas sinceramente não pense nos seus filhos ou nos colegas , nos amigos, no seu marido, pense em VOCÊ, pense no que VOCÊ quer.

    Lógico que como mãe, pensamos sim no bem estar dos nossos filhos (também tenho uma filha de 4 anos) em primeiro lugar, mas nesse caso, você precisa entender que os seus filhos ficarão bem com você trabalhando o dia todo ou não trabalhando. Decida com liberdade e tendo você como prioridade – sua felicidade e realização pessoal refletirá neles!

    Digo isso porque antes de ter filho, e olha que nunca tive como sonho ser mãe, pensava como a Cony e seus colegas: achava loucura isso de “largar” emprego “pelos filhos”. Contudo, depois de ser mãe (chega me arrepio) as prioridades mudam, a felicidade muda de sentido – coisas que faziam grande diferença, já não te importam mais.

    Então, sinta-se livre com você, com responsabilidade sempre (porque amor de mãe não alimenta nem paga escola) e decida o que te fará feliz. E veja que ser feliz não é estar SEMPRE feliz – cada escolha, uma renúncia e vida que segue!

    E mais, se “cansar” de ser mãe em tempo integral, você pode empreender em casa, fazer algo que goste e que te confira mais tempo com seus filhos. Repito: ser mãe é também um trabalho (e que trabalhÃO!) se valorize!

    Falando de mim, sou mãe de uma menina de 4 anos e trabalho fora, até porque ganho mais do que meu marido e para manter nosso padrão de vida confortável não cogito a hipótese de deixar o emprego. Mas, cada um no seu cada qual : talvez se fosse eu na sua situação, deixaria o emprego.

    Por fim, mas não menos importante, é fundamental que você leve em consideração seu marido, como ele é, como seria ele como único provedor financeiro da família – isso é primordial saber . Deixe tudo às claras, se possível, proponha até um contratinho, como garantia para o futuro, uma poupança, um bem no seu nome, coisa leve e necessária!

    Boa sorte!

    • Patricia02/05/19 • 08h38

      Mas… e se o casamento não der certo? Se ele arruma uma amante? Ela ficaria dependente financeiramente do ex, e isso é uma $%@&#. Tenho experiência na família, minha mãe abdicou dos estudos e carreira para cuidar dos filhos, meu pai a trocou por outra e ela depende dos filhos para sobreviver até hoje, pois ele não dá 1 real pra ela! Tendo isso como exemplo, eu NUNCA deixaria de trabalhar. Lógico que é muito importante estar perto e acompanhar a educação dos filhos, mas temos que saber conciliar, pois ser independente financeiramente é fundamental. E outra, a maioria dos homens não valoriza mulheres que ficam só cuidando da casa e filhos. Isso é fato!

      • Ju02/05/19 • 13h24

        E se ela é demitida? E se os filhos prexisam dela? E se o marido a ama? E se ela resolve trocar o marido? Amiga, se a gente for viver com base em “E se” a gente não faz nada da vida. Todo mundo que tem filho entende perfeitamentea duvida dela, porque ser mãe é o maior clichê do mundo sim, e a gente deixa muitooooo mesmo de pensar na gente pra pensar no bem estar dos filhos. E sem arrependimentos!

        • Patricia03/05/19 • 09h15

          Ela pediu conselhos. Dei o meu, você deu o seu. Cada qual com seu ponto de vista.
          Tenho duas filhas, sendo uma com necessidades especiais. Sei do que estou falando, não sou leviana. Me viro nos 30 para dar conta de trabalhar fora, dar amor, educação e tudo que elas precisam. Não quero correr o risco que elas sofram o que eu sofri quando meus pais se separaram (sem dinheiro nem pra comida). Se ela conseguir a licença não remunerada que falaram aqui, MARAVILHA, melhor opção!

    • Jo02/05/19 • 11h24

      Disse tudo!

  7. Paula01/05/19 • 15h46

    Chora 3: se vc viu algo no WhatsApp dele varias vezes, perguntou e ele sempre diz que não tem nada, vc leu as conversas e ele já até passou uma noite com ela… acho que tá mais que claro que tem sim algo. Nem que seja um “remember”… bom, eu mexo no celular do meu marido, ele mexe no meu, e se tiver algo que algum não gostou um mostra pro outro e questiona e a dúvida é sanada. Ele não abriu a conversa pra te explicar que não tinha nada? Bom, estranho… pra mim quem esconde é pq tem algo. Não concordo com isso de “urs em procura acha, melhor nem procurar”, acho que se vc achou algo errado, melhor ainda, pq já termina logo e segue sua vida. Eu penso assim… se vc está se questionando que eles tenham se encontrado, mas vc não pode perguntar pra ele, esse relacionamento já está estranho. Pq não pode perguntar? Enfim, boa sorte e abre o olho.

  8. Taisa01/05/19 • 15h46

    1) não largue seu emprego, ser dona de casa aumenta as chances de divórcio. Pode não abalar a estrutura da sua família a priori, mas vai q.
    2) acho q o q vc quer é só casar na igreja mesmo, tanto faz com quem. Pq isso de na alegria e na tristeza vc não entendeu mesmo. Ele é seu marido e não seu boneco de posto pra mostrar pra família e amigos. Tive a impressão de vc ser egocentrada e fútil.
    3) se tu lida tao bem assim em ser corna case com ele viu, parecem o par perfeito. Eles passaram a noite juntos, Hello. Adeus pra esse cara.

  9. Emi01/05/19 • 15h59

    Verão – quanto ao seu trabalho. Não teria a opção de reduzir sua jornada? Também sou servidora pública e essa redução na jornada é comum onde trabalho, muitas mães fazem isso. A sua remuneração também vai diminuir, mas acho mais seguro porque você pode voltar para a jornada normal quando sua filha crescer e ficar mais independente.
    Acho que vale a pena tentar a redução da jornada antes de pedir exoneração, como uma nova opção.

  10. Ka01/05/19 • 16h43

    Verão
    Pensa no que vai te fazer bem e no que fala seu coração ao invés de dar ouvido aos outros.
    Seus filhos daqui a pouco crescem, e por isso mesmo não tem nada de errado querer ser uma mãe mais presente nesse período, é um tempo que não volta mais, e justamente quando eles mais precisam das suas influências na formação do caráter.
    Se a sua condição financeira permite e seu marido concorda, aproveite esse privilégio que muitas gostariam mas não tem.
    Eu estou grávida de 7 meses e não imaginaria deixar meu bebê o dia todo em uma creche com 4 meses pra voltar a trabalhar depois da licença.
    Hoje tenho o privilégio de não trabalhar das 8 as 17h, sou professora de inglês e dou aulas de 2h de duração fora de casa e aulas online, e estou planejando o possível para ter uma rotina que me permita ser o mais presente possível na vida do meu bebê.
    Não quero lá no futuro pensar que eu poderia ter sido mais ou feito mais… Principalmente nos dias atuais que as coisas erradas estão tão acessíveis as crianças, imagino que nenhuma mãe quer sentir arrependimento no futuro por não ter sido presente e podido evitar algum problema que o filho venha a enfrentar na adolescência.
    Se seu trabalho não é tudo isso, e a vida te presenteou com um marido que pode assumir a parte financeira por um período aproveite, e nada é definitivo, se você se arrepender sempre dá pra correr atrás e buscar novas oportunidades.

  11. Carol01/05/19 • 17h51

    Caso 1:

    Faz o que seu coração está mandando, porém se prepare pra esse momento.
    Você disse que está querendo o segundo, até fazer e o filho nascer seria algo em torno de um ano certo? Dedica esse um ano e esquece os luxos, guarda esse dindin pra você ter como reserva.
    Acredito que você possa ter aquela licença não paga, mas de verdade? Uma pessoa que cresceu sem pai dentro do casa, fique com seus filhos.
    Isso não significa se anular como a Contanza colocou, você pode começar um business online, você pode fazer brigadeiro pra vender você pode tudo. E em paralelo ser mãe.

    Acho MUITO importante você ter a disciplina de ter um tempo pra você nisso, no seu dia a dia, organizar a rotina das crianças e fazer algo pra você!

    Mas não se sinto culpada por querer ficar em casa, só pense bastante nas consequência e no que isso significa. Não sou mãe e não consigo me imaginar sem trabalhar. Mas vejo minha irmã se anulando pelos filhos, escolheu mãe de profissão e diz que não tem tempo pra ela. Falta organização do tempo, e vontade amor próprio.

    Enfim, tente a licença não remunerada, se não der, tenta tirar um mês de férias pra vc ver como seria essa vida de ficar em casa, e se optar só diria : se programe pra sair, junte $ ( independente do marido) vai ser feliz.

  12. Ju01/05/19 • 18h10

    Verão, eu não deixei meu trabalho para cuidar do meu filho, mas como tinha acabado de sair de um trabalho, preferi não voltar a trabalhar e estou a um ano cuidando do meu bebê. Essa decisão é muito pessoal, não ouça ninguém além de seu coração. Acho q faz muito sentido vc pensar no quanto ganha e qto gasta com escola integral pra 2. Fora q é inestimável sim o valor de cuidar dos filhos ao invés de deixar na escola cedo e só pegar a noite qdo vc ja está cansada do trabalho. Essa fase dos filhos é rápida e linda, e deixar o trabalho não é uma decisão permanente, depois vc volta! Ou se reinventa e trabalha em casa. To queimando os neurônios pra arrumar um trabalho legal q da pra fazer em casa. Inclusive, se alguém tiver uma boa ideia, posta ai!!!

  13. M01/05/19 • 18h20

    Caso 1 – verão
    Prime, pra que outro filho? É sonho comum do casal ou só pelo achismo que quem tem dois filhos é mais pai do que quem cuida de um? Sempre fui do pensamento que filho da trabalho e é bem melhor um bem cuidado do que dois mais ou menos.
    E sejamos práticas: você acabou de falar que as duas escolas seriam equivalente ao seu salário. Mas que salário se você sair do emprego? Para pra pensar friamente.
    Trabalhar o dia inteiro 1) nunca eh o dia INTEIRO; 2) é exemplo pros filhos, 3) é sua independência financeira (não importe o que acontecer no futuro). Eu,particularmente, me recuso a depender financeiramente de marido. Meus país sempre trabalharam o dia inteiro, às vezes algumas noites, poderiam ter viagens. NUNCA me senti sozinha sendo filha única nem que eles me deixavam em segundo plano. Sempre jantamos, almoçamos juntos e passamos os finais de semana juntos. Não Cris de pai em cima pra fazer tarefa, mas sempre vi como era bom ter tudo em casa (bens materiais e o carinho dos meus país), nunca passamos dificuldades e sempre me apoiaram. E agora faço o mesmo.
    Desculpa a sinceridade, mas você está aqui pra isso. Acho que temos que trabalhar sim e não vejo motivo pra ter mais filho. No seu lugar, ficaria no cargo, cuidaria da filha e me preocuparia somente com a mãe.
    Procure tratamentos com ela, converse com o seu pai, explique a situação. Fácil não é, mas também temos que pensar no futuro e saber de quais escolhas vamos nos arrepender pra saber o que podemos ou não abdicar. Desejo muita racionalidade pra você

    • Thais02/05/19 • 14h41

      “Não vejo motivos para ter mais filhos” É serio que li isso????? Não tenha você então, ora!

    • Dani02/05/19 • 14h57

      concordo com todas as palavras da M

      • debora Campos03/05/19 • 13h53

        Tbm concordo totalmente com as palavras de M.

    • Le03/05/19 • 12h42

      Que loucura essa resposta! Pra quê ter outro filho!? Não acredito que li isso…

    • Érika06/05/19 • 10h16

      kkkkkkkkkkkkk, a pessoa quer mandar em quantos filhos a outra pode ter, sério isso?

  14. Juliana01/05/19 • 18h21

    Verão: sou mãe de duas filhas, uma inclusive com um ano e meio. Não me imagino de jeito nenhum sem trabalhar. Pra mim, ser somente mãe é muito pouco, preciso do meu espaço e da minha independência.

  15. M01/05/19 • 18h21

    Caso 1 – verão
    Complemento: seu marido tem um seguro estável no momento, mas o futuro é incerto. Melhor duas fontes de renda em casa.

  16. Camila01/05/19 • 18h31

    Caso 1: nao aconselho a ninguem largar a vida profissional pra ser dependente de outra pessoa. Com filhos ou sem filhos! Fiz essa besteira e pela minha experiencia, sempre vai chegar o momento em q o relacionamento nao vai estar muito bom e o preco sera cobrado… vai ser jogado na sua cara q vc nao esta trabalhando. Nao recomendo, foi o maior erro q cometi no meu relacionamento.

  17. Carol01/05/19 • 18h34

    Verão, concordo totalmente com a opinião da Cony e da Daiana. Eu tenho como exemplo a minha mãe, que deixou de trabalhar para ser mãe. A nossa (minha e das minhas irmãs) infância, foi sensacional, mas quando crescemos ela se sentiu vazia e foi muito difícil encontrar algo para fazer. Acabou abrindo um negócio próprio… Não sei se hoje ela se arrepende, mas eu sei que não seguiria o caminho dela, a não ser que trabalhasse todos os dias da semana das 07:00 as 21:00 como citado pela Daiana. A opção de uma licença não remunerada acho bem válido!

    Primavera, já pensou em publicar o relacionamento sério nas redes sociais? Uma boa oportunidade para avaliar o comportamento dele… Se ele negar, vale a pena pensar no motivo

  18. M01/05/19 • 18h36

    Caso 2 – outono
    Tô com a Cony. Tempo de relacionamento não é fator pra segurar ninguem junto. As pessoas mudam, e um dia podem deixar de serem compatíveis.
    Você já fez tudo o que podia buscando os tratamentos, mas isso depende da própria pessoa querer se ajudar. Mais que isso, você não pode fazer. Quer continuar mesmo o resto da sua vida com alguém que não tem as mesmas crenças que você, não faz concessão nenhuma (só você), não interage com a sua família (o que é importante pra você) só porque ficaram juntos esse tempo? É com esse tipo de pessoa que vai querer construir família e, quem sabe, ter filho?
    Desculpa, mas pensa pelo lado objetivo: é melhor se separar agora, só vocês dois, antes de casamento e, principalmente, antes dos filhos. Fico triste quando vejo casal tendo filho pra salvar o casamento. Nunca resolve e os pequenos são quem mais sofrem.
    Aproveite que está nova, deseje sorte a ele, agradeça pelo tempo bom que viveram e siga seu caminho. Encontre quem compartilhe seus sonhos.

  19. M01/05/19 • 18h43

    Caso 3- primavera
    Também acho que confiança é um elemento basilar em qualquer relação. Se não confia, não vai dar certo. E o pior: se você continuar assim, e o tratando mal sem motivo aparente, vai perder o namorado.
    Ou converse com ele a respeito ou mude a abordagem: permita publicação em rede social. Já faz tempo que estão juntos. E pense por outro lado: se ele tem um bom relacionamento com a ex, é porque houve muito respeito e educação no relacionamento deles (prefiro semore pensar pelo lado positivo).
    Sem provas, talvez seja o caso de dar um chance, mas com muito respeito, privacidade e confiança, senão, o relacionamento já estará fadado ao fracasso

  20. Michele01/05/19 • 18h55

    Chora 1: não sou mãe, sou um tanto nova também, rs, mas lembrei de uma série chamada “The Good Wife” lendo o seu relato. A série conta a história de uma mulher que abandonou a carreira (advogada) para cuidar dos filhos, justamente por esses mesmos motivos que o seu: preocupação de que o tempo passando com você seria melhor e eram bem estáveis financeiramente. Depois os filhos entram na adolescência (e termina o casamento) e ela tenta a voltar pra área, 13 anos depois de ter abandonado, e a série retrata bem as dificuldades que a mulher enfrenta etc. Talvez seja uma boa ideia pra te dar alguma perspectiva quanto a isso 🙂

  21. Tuca01/05/19 • 19h07

    Verão: se você é funcionária pública e pensa em engravidar tem a possibilidade de emendar a licença maternidade com férias, licença prêmio e depois mais 2 anos de afastamento não remunerado no mínimo, só aí já vai dar mais de 3 anos pra você viver a maternidade antes de optar pela exoneração, se for o caso. Minha experiência pessoal: o trabalho de meu marido permite que eu fique sem trabalhar sem que isso afete o orçamento e os planos da familia, sendo assim, eu interrompi a carreira duas vezes pra priorizar a nossa família, a primeira vez por 4 anos, quando meus filhos nasceram, e a segunda agora, por dois anos, quando decidimos morar em outro país. Posso dizer que EU não me arrependo, pelo contrário, sinto que é um privilégio poder empregar o meu tempo no que é prioridade pra mim em cada fase. Já estudei e trabalhei muito na vida e posso voltar a trabalhar no futuro, nada é definitivo. Se me permite uma opinião: procure fazer terapia.

    Para a menina do chora 2: lendo o seu relato são taaantas coisinhas que mostram que esse relacionamento não te faz bem que se eu fosse comentar ponto a ponto escreveria uma revista. Então resumindo: dê um pouquinho de amor a você, e saia correndo dessa roubada.

  22. Silvia Hahne01/05/19 • 19h20

    A verdade é que quem está de fora, vê tudo tão claro que até assusta.
    1) Verão; -Largar o emprego? JAMAIS!!!
    2) Outono: -Meu Deus…larga esse empecilho que está na sua VIDA!!!
    3) Primavera: -Há desconfiança? Mais do que motivo para não dar certo para você, que está com a pulga atras da orelha e não aproveitando o lado bom do romance. Descomplica filha!!!

  23. Fauzi01/05/19 • 19h24

    Sobre o “chora da mãe”, meus pais sempre trabalharam muito.. E hoje que eu e meus irmãos crescemos tudo continua ótimo!
    E eu n ia gostar de olhar pra trás e pensar: minha mãe largou a carreira p ficar comigo!
    Carinho em todos os momentos devem suprir essa ausência do tempo no trabalho, TOTALMENTE normal pros dias atuais.

  24. Fauzi01/05/19 • 19h28

    Outono,
    Deprimidos precisam de ajuda até certo ponto.. Após um platô ou estresse pós trauma eles tende a decair e levar todos a sua volta.
    Sugestão:
    Faça sua parte
    Se não der certo, caia fora!

    Sigo uns belos realistas que dizem: a gente aula só pra ganhar dinheiro! ‍♀️

  25. Taina01/05/19 • 21h51

    Chora 1, Verao.
    Deixar o trabalho pra ser mae é algo muuuito delicado porque como alguem mais falou aqui, depende do que voce quer!
    Mas já que perguntou a nossa opiniao, eu vou dar! Sobre o que tu vai conversar com teu marido no final do dia? Sobre o preço do tomate no supermercado? Sabe? Nao é que ele vai arrumar outra pessoa, só voces sabem sobre a relacao de voces, mas é sobre voce se sentir bem e ele gostar de conversar com voce! Eu estive quase 1 ano em casa e quase enlouqueci por isso, meu marido chegava em casa e tudo que eu tinha pra falar eram banalidades assim, e eu nao me sentia bem, sabe?
    Outra coisa, vindo de uma filha de mae solteira que trabalhava, eu sou uma mulher e profissional melhor porque minha mae me ensinou o valor do trabalho! Eu via o quanto ela se esforçava, quao boa ela era no trabalho dela, e eu quis ser assim tambem! As vezes querer estar do lado dos filhos é mais pra ti do que pra eles, sabe? Eu te juro que não trocaria minha mae em casa todo o tempo enquanto eu crescia pelo exemplo que eu tive!
    Espero ter ajudado!
    Boa sorte na decisao!

    • Izabel02/05/19 • 14h08

      Eu não tenho filhos, eu e meu marido trabalhamos, mas conversamos sobre 1.000 de assuntos sem ser trabalho, e não é o preço do tomate, as vezes é kkk
      Conversamos sobre filosofia, religião, conjuntura econômica, política, livros que amamos, filmes que vemos, sobre saúde e dietas, apertos financeiros, planos de viagens, contamos piadas, eu mostro memes de internet para ele, ele gosta de conversar sobre engenharia de carros antigos…
      Preocupante que a identidade total das pessoas esteja atrelada ao trabalho/ocupação.

      • Marcela02/05/19 • 18h00

        Concordo! Muita gente aqui achando que trabalho e carreira é 100% da vida da pessoa,
        ou o único motivo pelo qual um marido pode admirar uma esposa. E as virtudes? Dons? Cultura em geral? Muitas vezes valem muito mais que o superestimado trabalho x ou posição y. Além disso, a chance do marido te largar ou de você ser demitida não pode ser a mesma?

        • Constanza02/05/19 • 18h28

          Não é trabalho e carreira, é INDEPENDENCIA! Se ela for rica e se tudo der errado e ela conseguir se manter, maravilha, que fique em casa. Mas se não tem essa segurança, jamais deve deixar de ganhar seu próprio dinheiro. Não é pensar no que o marido vai fazer ou não, é pensar em ser uma pessoa AUTOSUFICIENTE. Com ou sem macho.

  26. Bia01/05/19 • 21h54

    Sempre acompanho o chora, mas hoje eu resolvi escrever para a Verão.
    Eu fiz a escolha de largar a minha profissão para cuidar dos meus filhos… Meu marido tem um emprego estável, ganha bem, tenho tranquidade financeira… Mas é extremamente desgastante viver o dia a dia de duas crianças ( no meu caso) é viver se excluindo … Não existe feriado, descanso… É 24 horas filho… Eu amo os meus, mas muitas vezes me arrependo da escolha de abandonar tudo pra estar com eles…

    • Juliana02/05/19 • 14h26

      Uma vez eu vi uma matéria no programa da Ana Maria Braga de mulheres que deixavam o trabalho pra cuidar dos filhos e uma delas falou exatamente isso, que ela sentia que estava uma chata pro marido. Ficar em casa deixa a sua visão de mundo muito restrita… vai ser o que a Tainá falou mesmo, o preço das coisas no mercado, o que a diarista fez que te irritou, a manha do filho. Isso cansa. E não só pro seu marido, pra você também.

  27. Mari01/05/19 • 22h15

    Mãe do Chora 1: acho q outras meninas já comentaram, mas vou reforçar, procura se informar a respeito de licença por interesses pessoais não remunerada, tb sou servidora (federal no caso) e sei que há essa opção pra quem quer dar uma pausa seja qual for o motivo é retornar ao cargo depois. Se seu casamento é estável, seu marido tem condições de bancar o padrão de vida de vcs talvez valha a pena pedir essa licença. Tem a redução de jornada tb, reduz o salário mas pelo menos vc não deixa de ganhar.

  28. Danusa01/05/19 • 22h46

    Verão: além da licença não remunerada e da redução de carga horária com redução de vencimentos, sugiro dicas práticas:
    – mais importante: procure uma escola que promova uma formação de um ser humano integral. Tenta ver se na sua cidade tem alguma escola dessa rede: solarcolegios.org.br
    Nossos filhos ficam muito tempo na escola, então é importante que seja um lugar em que vc sinta que seus filhos estão se tornando pessoas melhores, e que sua família também se torne melhor. Não precisa ser um lugar em que os seus filhos estão só porque vc tem que trabalhar e precisa deixar em algum lugar.
    – tente morar o mais próximo possível do trabalho, mesmo que isso implique morar num apartamento menor, numa zona menos residencial etc. Procure ter o menor tempo possível de deslocamento entre a escola e o seu trabalho. Aliás, vc falou em casa própria: vale procurar o que Gustavo Cerbasi e Nathalia Arcuri falam sobre a ilusão da casa própria. É passivo financeiro.
    – eu já fiquei sem trabalhar e sinceramente não foi bom pra mim. Trabalhar fora aumenta a autoestima, faz a gente se sentir produtiva e reconhecida pelo nosso trabalho e ainda renova as nossas forças para cuidar dos nossos filhos
    – procure ajuda para as tarefas de casa, simplifique sua vida e sua rotina. Óbvio que vai te impactar financeiramente, mas algumas coisas se medem em satisfação pessoal.
    – lava-louças, máquina lava e seca, freezer e geladeira grande facilitam muito a rotina e te faZem ter mais tempo pra aproveitar com as crianças.
    – coisas simples: aqui todo mundo usa meia preta, um modelo só. Assim não preciso ficar casando par de meia todo dia. A comida é sempre feita em quantidade grande, então sempre tem potinhos de comida pronta no freezer. Até o café da manhã é feito nesse esquema. o pão já fica na geladeira cortado e passado manteiga e é só colocar no grill.
    – falaram sobre trabalhar em casa. Quem tem cliente tem saudade de ter chefe. Nunca-jamais acredite que é mais fácil empreender do que ser “peão”. Sério, se falta de tempo é um problema hoje, não pense que a opção é ter o próprio negócio.
    – Aproveite o tempo que estiver com seus filhos para estar com seus filhos. Largue celular em cima da geladeira. Não precisa inventar programas, tipo teatro, shopping, oficina de slime. Estar com eles, olho no olho, conversar, caminhar juntos. Faça do seu filho o protagonista desses momentos de lazer, e não espectador.
    No mais, queria só reforçar a questão da escola e dizer que fico genuinamente feliz pelo seu esforço em reconhecer as fragilidades da sua mãe e em querer ser uma ótima mãe.
    Boa sorte!

    • Thais02/05/19 • 14h47

      Comentário mais útil que li!

    • Clara02/05/19 • 17h09

      Melhor comentário! Às vezes, a simplicidade no cotidiano é a chave para a felicidade.

    • Cristiane03/05/19 • 08h52

      Melhor comentário!

    • Danusa06/05/19 • 20h44

      Só uma observação: minha opinião é para o caso concreto da mulher servidora pública num país em crise, que tem possibilidade por lei de reduzir carga horária e pedir licença, ou mesmo iniciar um home office. Não disse e nem acho que mulher que não trabalha fora vai ser “largada” ou que não é capaz de se sentir realizada ou que “os filhos vão crescer” ou qualquer coisa nessa linha, e muito menos que quem trabalha fora terceiriza a educação.

  29. Danusa01/05/19 • 22h54

    Outono:
    Só leia “a coragem de não agradar”
    O título é tosco, mas o livro é bom!

    • Cayssa Marcondes03/05/19 • 01h11

      Já eu achei o título maravilhoso e o livro em si bem ruim. Não dei conta de terminar a leitura.

  30. Jackeline01/05/19 • 23h04

    Pro caso 3, Sinceramente pra mim seu boy não está sendo honesto com vc, primeiro que ele não te mostrou as conversas, segundo que foi DUAS vezes ESCONDIDO num café com a ex, e passaram a NOITE JUNTOS (????) escondido de vc também, ou seja, não foi uma vez só, foram três,isso se não foram mais e vc não descobriu . Tem chance de não ter sido nada? Até tem masss acho bem difícil, e outra não vale a pena ficar num relacionamento sem confiança. Eu já vi uma conversa no whats pelo computador do meu namorado com uma colega que não tinha nada demais, já não gostei muito, não falei nada mas segui observando, pra mim seu caso é bem mais grave que isso, e no seu lugar eu falaria sim, ele está falando e se encontrando com frequência com a ex e escondido de vc, e não tem essa de conexão, sentimento, as pessoas mentem viu, e seu boy tá mentindo bastante

  31. Ana01/05/19 • 23h26

    Sobre o caso verão:
    Eu sou mãe de 2 filhos (3anos e meio e outro de 2 meses) e atualmente não tenho minha profissão estabelecida. Antes de engravidar do primeiro filho pedi demissão do meu trabalho (era engenheira – e pedi demissão não pensando na gravidez, mas por circunstâncias do próprio trabalho que estavam me fazendo mal). Nessa época já fazia outra faculdade (direito) que terminei há um ano. Engravidei do 1º filho durante a faculdade, não perdi nenhum período por isso, me formei e 6 meses após engravidei do segundo. Meu marido sempre manteve financeiramente a casa, sendo meu salário apenas para mim e coisas supérfluas. Qdo pedi demissão do meu emprego foi com o apoio do meu marido. Bom, hoje como advogada ainda não tenho estabilidade financeira, ainda dependo do meu marido, mas tenho bastante tempo para me dedicar aos meus filhos.
    É uma decisão difícil de ser tomada e no seu caso, por ser servidora pública, eu tentaria a licença não remunerada.
    No meu caso, foram as circunstâncias da vida que me levaram a essa situação.
    O que posso dizer que eu acho que isso afetou meu relacionamento com meu marido, por mais que ele me apoiasse. Sinto que o interesse dele diminuiu, pois ele me vê “apenas” como mãe. A sensação que eu tenho é que meu marido não consegue dissociar a imagem de mulher e de mãe e olha que eu me cuido (fisicamente falando – já emagreci, uso maquiagem, etc).
    Sei que no meu caso o problema é meu marido, mas não tenho como mudá-lo, depende dele. O que eu faço é conversar mto com ele…
    Contei sobre minha vida apenas para que você saiba que isso pode acontecer com você tb.
    Essa alteração no meu relacionamento com meu marido me deixa muito chateada, triste…É como se eu não fosse mais uma mulher interessante por não ter a minha independência e “apenas” cuidar dos filhos. Por isso, minha independência financeira é o que mais quero no momento, e não é apenas para meu relacionamento com meu marido voltar ao normal, mas para eu me sentir segura, caso um dia não estivermos mais juntos.
    Espero ter ajudado!

    • Cristiane03/05/19 • 08h16

      Obrigada por esse comentário. Realmente essa escolha de ficar em casa ou não para cuidar dos filhos envolve vários fatores. Eu sou concursada e nunca me passou pela cabeça jogar tudo para alto. Mas aí esse ano parei a pílula para tentar engravidar. Surgiram dúvidas porque vi caso de duas colegas: uma que largou concurso para cuidar dos filhos e outra que não fez isso, mas disse que faria se pudesse (marido não ganha bem ainda e não conseguiria manter família). Eu fiquei me perguntando, pois meu marido também é concursado e está bem posicionado na área dele. Mas creio que isso só vou conseguir decidir quando for mãe. Mas achei muito válida suas ideias. Mais um fator a considerar.

    • debora Campos03/05/19 • 14h08

      Nossa Ana seu comentario foi otimo! Pode ajudar muito a Verão!

  32. Alice01/05/19 • 23h33

    Verão, querida. Isso q vc sente é mais comum do que vc imagina. Muitas mulheres gostariam de trabalhar exclusivamente na criação e educação dos filhos, o que é um desejo perfeitamente normal. Mas a sociedade, embora diga q a mulher pode ser o que quiser, não vê com bons olhos essa escolha. Converse bastante com seu marido e se vcs chegarem a conclusão q isso é um projeto de vida comum de vcs, vá fundo. Bjs.

  33. Erika02/05/19 • 03h25

    Para o Chora 01: como já disseram, peça a licença não remunerada no trabalho, pois assim você garante seu emprego. Tenho uma grande amiga que há muitos anos deixou de ter uma carreira, para se dedicar aos filhos. É uma super mãe. Acontece que os meninos cresceram, o marido, do nada, saiu de casa e passou a circular com uma moça beeem mais nova. Aquela família “perfeita” que eu conhecia, rapidamente se desfez. O ex fez maior drama na época do divórcio e não paga nem pensão à minha amiga. Ela se sustenta apenas com mesada dos pais, que tem boas condições financeiras. Ela vive uma solidão imensa, pois fica grande parte de do tempo sozinha em casa, não tem emprego nem colegas de trabalho. Se arrepende imensamente de não ter tido a carreira dela e a independência financeira. Até os filhos dela criticam hoje essa opção de vida que ela fez. Portanto, abra o olho. Pessoas mudam e nada garante que seu marido terá esse compromisso com você o resto da vida.

  34. Catarina02/05/19 • 06h17

    Toda semana vejo as pessoas recomendando licença sem vencimentos aos servidores públicos pra poder resolver seus problemas pessoais. Gente, não é fácil assim tirar essa licença. Ela depende de autorização do gestor, o qual pode indeferir sem precisar justificar muito, alegando simplesmente que há necessidade do serviço.
    Sou servidora e sei de casos em que a licença foi requerida por motivos mais sérios e excepcionais do que a maternidade e toda vez foi negada. Ninguém quer ficar sem um funcionário e sem reposição desse funcionário.

    • Uiara02/05/19 • 15h52

      Exato! Tem gente sugerindo emendar licença maternidade com licença prêmio e sem vencimentos, para somar quase 3 anos em casa, como se fosse fácil conseguir uma proeza dessa. Onde trabalho mal e mal liberam 15 dias de licença prêmio por ano, não dá nem pra tirar os 90 dias de uma vez, imagina conseguir 2 anos de licença.

      • Luciana03/05/19 • 07h30

        Se ela for servidora federal é mais fácil, pro menos na época do Temer a licença sem vencimentos estava sendo inclusive estimulada como forma de trazer economia para o governo.

  35. Marcela02/05/19 • 08h07

    Verão, siga seu coração e vá sim criar seus filhos. Hoje em dia é muito cômodo, todas querem ter filhos mas terceirizam a criação para creches ou Avós (que na fase de curtir a aposentadoria acabam tendo que voltar 20 casinhas e criar netos, acho muito injusto!).
    Não tenha medo do seu Marido “te largar”, você parece segura de seu casamento e se ele for honrado entenderá que os dois estão se sacrificando pela família, ele trabalhando fora de casa e você dentro. Acho triste a famosa sororidade só valer quando a mulher quer trabalhar fora, ser “independente”, mas quando ela quer fazer algo intrínseco ao SER MULHER, que é dedicar-se a maternidade, não tem suporte.
    Quando as crianças estiverem maiores você abre um negócio, se reinventa e volta a trabalhar, se isso for algo que você quiser!

    • Juliana02/05/19 • 14h37

      Nooooooooooooooooossa, que comentário machista! “fazer algo intrínseco ao SER MULHER, que é dedicar-se a maternidade, não tem suporte”. OI?
      Querida, o filho é dos dois! Cuidar dos filhos deveria ser uma coisa intrínseca ao CASAL, PAI E MÃE daquela criança. Porque só a mulher tem que abrir mão da vida dela pra cuidar dos filhos? Tá cheio de comentários aqui pros 2 lados, tanto gente falando pra ela não largar o emprego quanto gente falando que ela deve sim parar de trabalhar. E quem está dizendo que ela não deve parar de trabalhar não está criticando, está apenas falando que maternidade não é tudo, que é importante se sentir ativa e ter sua independência financeira e que, principalmente, não é bom depender de homem. O marido dela pode ser o cara mais incrível do mundo, mas ninguém sabe o dia de amanhã. O casamento pode acabar e ele pode não dar 1 real pra ele. E é direito dele fazer isso, afinal, ele tem que pagar pensão pros filhos, pra ex-esposa não.
      Se fosse um homem dizendo que queria abrir mão do emprego pra cuidar do filho, garanto que ia ter um monte de gente falando pra ele não fazer isso de jeito nenhum. Aí vem você dizer que isso é intrínseco à mulher? Século 21, querida!

    • Lia02/05/19 • 15h04

      Aconselhar a não largar o trabalho pra ficar dependo de marido não é falta de sororidade, é um conselho baseado na realidade.
      Não é nada fácil entrar no mercado de trabalho, muito menos voltar a trabalhar depois de certa idade. O que mais tem é mulher que larga emprego pra cuidar de marido e depois tá aí na rua da amargura.
      Falta de sororidade é dizer que as ações não tem consequências e que depois é só “abrir um negócio ou voltar a trabalhar”.

      • Constanza02/05/19 • 16h29

        concordo demais

        • Ju03/05/19 • 10h07

          Pelo jeito todas as mulheres trabalhadoras aqui sao super realizadas, auto suficientes e tem muita estabilidade no trabalho e só as maes donas de casa é que são frustradas com o trabalho doméstico, sao dependentes do marido e podem morrer de fome a qualquer momento! Sei!

          • Constanza03/05/19 • 15h30

            Pode ser

      • Ana Cristina Jorge De Mattia03/05/19 • 10h17

        Melhor comentário.

    • Érika06/05/19 • 10h31

      Quando a novinha de vinte anos dá em cima não existe homem honrado! Que viagem colega, fala de sororidade mas ao mesmo tempo apela ao “ser mulher”. Tu vive no mundo da fantasia! Falo por experiência própria também, não largue o emprego, é como já disseram aos milhares aqui, filhos crescem e marido é marido hoje mas pode não ser amanhã. E aí? Você vai fazer o quê? Eu já saí de banco, concursada, pra cuidar de filho e me lasquei. Sorte que passei em outro concurso e hoje sou independente. E o pai das crianças, que na época disse que não queria nada dos bens e deixaria tudo pra mim e pros filhos, hoje morre de raiva de ter que pagar pensão para as crianças.

  36. Bianca02/05/19 • 08h41

    Chora 1:
    Eu larguei meu emprego pra ficar com meu filho faz 2 meses. Mas larguei porque o trabalho estava me deixando muito infeliz, nada, absolutamente nada me atraía mais. E só larguei porque não era um emprego público. Meu filho já está com 6 anos e eu senti que precisava ficar mais com ele porque eu trabalhava demais, saía cedo de casa, chegava tarde…e tem criança que fica bem sem pai e mãe mas não é o caso do meu filho. Ele tem muitos problemas de comportamento e eu sei que é por causa da ausência dos pais. Espero conseguir reverter o quadro. Mas posso te dizer que estou feliz com a minha opção por enquanto. Demiti babá, empregada e hoje somos nós dois durante o dia, eu participando de todas as atividades, conversando com os professores, resolvendo problemas e estou curtindo essa vida. Pode ser que o arrependimento venha mais tarde, mas HOJE posso te dizer que estou feliz.

  37. Mariana02/05/19 • 08h57

    Caso 1: Oi Verão! Amo essa ideia, pq vivi o outro lado.. minha mãe tirou um hiato de 12 anos, na carreira dela para cuidar da mim e meus irmãos, quando a gente era pequeno..e eu amei ter minha mãe em casa..isso aproxima muito e acho importante demais durante a primeira, e segunda, infância.
    Mas faça de caso pensado..tenha planos..por quanto tempo vc iria ficar parada..no momento que o menor alfabetizar, por exemplo..o que vc vai fazer quando voltar ao mercado de trabalho… Pague INSS nesse período parado.. (minha mãe já estaria aposentada se tivesse contribuído lá trás)..e tenha um dinheiro extra separado do seu marido.. fuck off money

  38. Lia02/05/19 • 09h07

    Para o Chora nº 1:
    No meu trabalho tem uma senhora que largou um concurso pra ser dona de casa, o mundo deu voltas e ela precisou trabalhar, aqui ganha muito menos e exerce cargo comissionado, ou seja, na rua de 4 em anos, sem nenhum direito trabalhista. Se tivesse continuado na vida de concursada hoje com certeza estaria aposentada.
    Minha mãe trabalhou a vida inteira em período integral, fez hora extra e nunca faltou amor dentro de casa, não largue seu emprego, o país esta no meio de uma crise terrível e a perspectiva é de que as coisas só piorem.
    E homem você tem hoje e não tem amanhã, o casamento pode acabar, ele pode perder o emprego…
    Se você tivesse um trabalho bem bosta podia até considerar, mas largar um concurso é coisa de doido mesmo.

  39. Bethania02/05/19 • 09h44

    Para o primeiro caso:
    Cuidar de um filho não é NUNCA se anular! Esse visão mercadológica da vida tá bem comum hoje em dia… como se vc só fosse útil se produzisse dinheiro, como se só fosse possível se sentir realizada dessa forma.
    O que de mais precioso vc pode dar a um filho, principalmente na primeira infância, é seu tempo. Aliás, não só a um filho, hoje em dia, o tempo é o presente mais caro que se pode dar a alguém… mas nessa fase é onde o ser humano se forma, onde aprendemos o que sim e o que não, os valores, as referências, os traumas. Saber que você vai ter sua mãe ali pra quando precisar vai fazer do seu filho uma pessoa mais segura de si, pode ter certeza. Todo mundo diz: filho cresce e depois? E depois que esse tempo não volta mais… então, se vc tem a opção de viver esse tempo ao lado do seu filho, não tenha dúvida.
    Você sabe mensurar isso muito bem, exatamente pela experiência que teve com sua mãe que até hoje te marca. Se você sente falta da presença da sua mãe, seja por qual motivo for, não repita isso com seus filhos.
    Se você está em dúvida sobre a sua realização pessoal vivendo assim, aí sim, te aconselho a pedir uma licença não remunerada e experimentar pra ver se você se adapta ou não. Mas se sua dúvida é sobre o que vão pensar de você por ser “apenas” mãe, aí acho que tem que relaxar e fazer o que seu coração pede. Claro que o financeiro conta, mas como você disse que o salário do seu marido é suficiente, não tem motivo pra entrar nesse mérito… Beijos

    • Izabel02/05/19 • 14h14

      Aplausos e mais aplausos, o pessoal não percebe o quanto reforça a ideia de que somos apenas parafusos em uma engrenagem.
      Somos mais que nossa ocupação formal, nossa contribuição nesse mundo é mais que ganhar e gastar dinheiro, nossa contribuição é como gente.
      Preocupante que a identidade total das pessoas esteja atrelada ao trabalho/ocupação.
      Os pais do meu esposo trabalharam muito, hoje ele é homem adulto e fala que sim faz diferença, fez falta.
      Minha mãe foi presente D++++++ ficando em casa.
      Meu pai sempre trabalhou, porém perto de casa, era presente d+++, nunca fomos ricos, MAS EU NÃO TROCO A VIDA QUE TIVE POR NAADA.

  40. Izabela02/05/19 • 09h47

    Verão: estude as possiblidades de fazer um “teste” como a maioria do pessoa disse nos comentários.
    Ficar em casa para cuidar das crianças é trabalho sim, um trabalhão na verdade, e, apesar de não ser mãe, acredito que não há nada mais útil nesse mundo que formar um cidadão!

    Outono: a gente só ajuda quem quer ser ajudado… acho que vc deve tentar um pouco, mas ja se preparando para a possibilidade de não dar certo..

    Primavera: Acho que tem dois pontos nessa história. 1º ponto é, ele te traiu? quando vc diz que ele passou a noite com ela foi traição? Pra mim não existe isso de traição com ou sem sentimento, “ele passou a noite com ela mas me trata bem” oi? Eu não aceitaria isso não, independentemente de como tivesse ficado sabendo. O 2º ponto é a confiança, não gosto de ficar olhando o celular do meu marido e nem vejo necessidade. Quer dizer que é segredo mortal? Não! Eu sei a senha dele e ele sabe a minha mas nem por isso eu fico olhando as conversas dele. Ninguém tem nada a esconder. É uma questão de respeitar o espaço do outro e sentir que meu espaço está sendo respeitado.

  41. Fabiana02/05/19 • 10h04

    Chora 1- Sua mãe faz tratamento regular? Se não, converse com seu pai e tentem ajuda. E seu pai? Vc fala que vai para visitá-la mas tem seu pai também que, segundo vc disse , é um amor. Ele também precisa de atenção e carinho, para ser forte no convívio com uma pessoa bipolar.
    Já em relação a maternidade eu sugiro não parar de trabalhar. Sou mãe de um casal que hj estão com 20 e 15 anos. Sua filha irá crescer e cada vez ficará mais independente e vale lembrar na qualidade do tempo em que vcs estão juntas. Peça licença sem vencimento que dependendo pode durar dois anos ou mais. Sinceramente com o problema que anda o país acho meio loucura perder um emprego “fixo”.
    Bjs e felicidade na sua decisão.

  42. Dani02/05/19 • 11h38

    Verão, sou mãe de duas crianças, de 06 e 08 anos.
    Acho que toda mãe passa por esse momento de crise e dúvida, será que saio do meu emprego para me dedicar aos filhos? Eu passei por isso, não queria voltar ao trabalho de jeito nenhum depois que a minha filha maior nasceu. Meu marido tem condições de, com folga, sustentar uma vida bastante confortável pra nossa família. E dá mesmo um aperto no coração deixar nossos pequenos.
    MAS: a nossa liberdade a gente compra. Ainda que seu salário, hoje, seja quase o que você vai gastar em escola ou babá, esse dinheiro é SEU. Você não vê perspectiva de crescimento hoje, mas pode ter certeza que ela existe. E ainda que não exista: compre sua liberdade.
    A gente não sabe o dia de amanhã, os casamentos não são eternos, os empregos também não. Acho importante manter sempre duas fontes de renda na família – se uma seca, a outra salva. No caso de você ficar insatisfeita com seu casamento lá adiante, tendo sua renda é mais fácil sair dele (lógico que ninguém quer que isso aconteça, mas a gente tem que ser prática e estar preparada para adversidades). Retornar ao mercado depois de vários anos fora dele é sempre um problema, você não retoma de onde parou, mas sim de vários degraus abaixo.
    E também acho importante que os filhos tenham uma referência materna de independência e liberdade. Hoje, na escola por exemplo, a maioria absoluta das mães das amiguinhas das minhas filhas trabalha – a vida das crianças é essa, mães trabalhando. A gente nao faz tanta falta na vida deles como imaginamos, rs.
    Pensa bem. Pelo seu texto vc tá claramente inclinada a sair do trabalho, mas pondere estas coisas todas. Não se precipite.

  43. Bruna Lima02/05/19 • 12h44

    Querida Verão
    Minha mãe, quando jovem e com apenas minha irmã mais velha de filha, trabalhava no escritório de uma grande indústria, e ganhava muito bem. Meu pai era operário nessa indústria, e ganhava menos. Quando eu nasci (sou a filha do meio, depois veio minha irmã mais nova), minha mãe teve o mesmo pensamento que você, não vou deixar minhas filhas com outras pessoas, e na época meu pai disse que tudo bem, maravilhoso, fica em casa que eu aguento as pontas nas despesas. O tempo passou, minha mãe descobriu inúmeros casos extraconjugais do meu pai. Ela sofreu horrores, as filhas pequenas, ela sem trabalhar e por cima doente (devido ao nervoso, minha mãe tem diabetes que não consegue controlar, nem com dieta, exercícios) precisa tomar remédios caríssimos fora a insulina todo dia. Quem me contou isso do passado foi minha avó. Hoje eu vejo minha mãe triste, fracassada, vivendo por viver. Ela nunca mais conseguiu se colocar no mercado de trabalho, que é cruel pois quando eu e minhas irmãs já tinhamos certa idade, ela estava “velha”. Eu tenho certeza absoluta que se ela trabalhasse e fosse independente, teria se separado de meu pai (que é ótimo pai, mas péssimo marido) quando descobriu a primeira traição.
    Estou te contando isso pois, hoje a situação que você vivi é boa, amanhã você não sabe o que pode acontecer. Sei que pensar assim é deixar de fazer coisas, mas como a Cony, acredito que nossa independência e estabilidade financeira sem depender de ninguém é primordial. Se vc acha que duas crianças em escola particular ficaria pesado, será que é o momento de ter mais filhos?

    Querida Outono
    Devemos sempre apoiar as pessoas que amamos nos momentos difíceis. Mas não podemos deixar que elas nos afoguem junto. Insista no tratamento, depressão é doença grave e precisa ser tratada como tal.

    Querida Primavera
    Eu tenho um ex namorado, que só não rolava nada entre nós novamente pq eu não queria. Ele namorava na época e eu também (outras pessoas) e fazia uns bons 2 anos que nosso namoro havia acabado. Ele veio atrás de mim, na amizade, mas é inegável que quem já namorou tem afinidade. Ele nunca falou nada, mas eu tenho certeza que se eu desse a mínima chance, rolava. Talvez seu namorado não queira namorar a ex novamente, mas talvez uma ficada, sei não…. O problema é que ali já rolou afinidade, como te falei. Seja franca com ele, fale que isso te incomoda. Se vc notar que não para, caia fora. Sinceramente, ninguém merece ficar em uma namoro com desconfiança, por menor quer seja. Namoro é para ser feliz, se fosse para ser infeliz ia fazer outra coisa… rsrs

  44. Ana02/05/19 • 13h04

    Para o chora 1: sou mae de 2 (5 e 1) estou em casa desde a gravidez, facil nao é pois sempre trabalhei, mas amo ficar/ cuidar deles e ate que me sinta confortavel levarei dessa forma. O que me ajudou muito foi meu marido ser parceiro e entender o meu lado alem de dividir os cuidados com os meninos. Trocando em miúdos, o comentario da Vanessa me representa e muito. Analisando esses 5 anos te digo que eu, eu nao me arrependi. Se eu tivesse optado por trabalhar certamente me culparia (ate porque nasce uma mae nasce uma culpa rs) por ter perdidos momentos únicos. Seja sua escolha do coração, vai com fé que dará certo! Boa sorte e luz para seu caminho!

  45. Jessica02/05/19 • 13h25

    Sobre o caso 1:
    Se vc é concursada deveria valorizar os anos de esforco para passar, seus sonhos, sua vida boa. Além do mais deveria presar pelos benefícios vem na velhice como aposentadoria integral, benefício em caso de acidente ou doença, plano de saúde, férias de 30 dias.
    Além do mais vc não tem como saber se seu marido sempre vai ganhar bem ao longo dos anos e as necessidades em casa.
    Outro aspecto a se pensar é da dependência emocional e financeira.
    Se seus filhos vão se orgulhar de dizer que a mãe é dona de casa.
    Imagine daqui a trinta anos e vc precisando pedir dinheiro ao filho para comprar feijão?
    Existe licença maternidade, abonos por tempo de serviço e a licença sem vencimento.

  46. Denise02/05/19 • 13h28

    Verão:

    Pondere muito sua situação. O emprego do seu marido é estável (a possibilidade dele perder são mínimas como a sua?). Que tal optar pela licença sem remuneração, já pensou na redução de carga horária? É uma questão que envolve muitos fatores, um emprego estável nessa situação do país é um luxo, por isso é bom levar em consideração outros fatores.

  47. Jessica02/05/19 • 13h46

    Caso 2:
    Vc é namorada há quase 10 anos, não é esposa!
    Se vc deixá-lo provavelmente ele vai faEr coisas erradas e vc se sentira culpada.
    Acho que vc precisa conversar com a família dele, depressão não pode ser negligenciada.
    Casamento na igreja é o de menos agora, como vc vai casar com uma pessoa que não cuida da própria vida e não tem condições de ajudar sua esposa?
    Dê um ultimato e cobre uma posição da Família dele, não esqueça que vc eh apenas namorada dele!
    Como disse outra leitora ele vai lhe levar pro buraco e vc eternamente querendo tirar ele de lá!

  48. Jessica02/05/19 • 13h48

    Primavera:
    Toda pessoa trai, seja no what’s app, por pensamento ou na vida real.
    Viva feliz!
    Se vc não acha que está feliz dessa maneira, ou acha que ele não se esforça na relação, pule fora!
    Uma dúvida: pq ele não passa o final de semana na sua casa?

  49. Izabel02/05/19 • 13h52

    Chora 1

    O povo coloca muito pânico na cabeça das mulheres sobre isso de largar carreira para cuidar dos filhos.
    Minha amiga vc está angustiada? Seu esposo abraça de bom grado essa ideia?
    Se a resposta for sim para as duas. Então fique com seus filhos.
    Tenha em mente que daqui alguns anos provavelmente vc terá vontade de voltar ao mercado de trabalho e terá que começar do zero, talvez até mesmo
    Fazer um novo curso. Mas isso é a vida.
    Somos mais que nossa ocupação, hoje em dia as pessoas são o que fazem para ganhar a vida, e somos mais que isso, somos mais que uma peça em uma engrenagem.
    Eu não sou a contadora, eu sou EU e ponto. Se eu não tiver com carteira assinada sou menos gente? Menos digna? JAMAIS.
    Abraços

  50. Ana Luiza02/05/19 • 14h08

    Vou ser mais uma a bater na tecla de que a Verão não deve largar o emprego. Não sou mãe, mas meus pais sempre trabalharam muito fora e mesmo assim eu e meu irmão crescemos em um lar feliz e cheio de amor! Tomávamos café da manhã e jantávamos todos os dias os 4 sentados na mesa, conversando, sem aquela correria estressante e muito menos celular e tv pra distrair! Meus pais não ficavam em muitos momentos do dia conosco (principalmente minha mãe, que era professora e em muitas épocas deu aula à noite), mas quando estavam conosco, estavam 100%. Varias amigas minhas de infância tiveram mãe que largou o emprego (nunca o pai) e essas mães não conseguiram voltar pro mercado. Hj dependem 100% do marido e dos filhos. Eu e minhas amigas estamos chegando na casa dos 30, e essas mães que largaram os empregos estão sofrendo muito da tal síndrome do ninho vazio! Minhas amigas tbm são super dependentes das mães até hj (no sentido emocional). Ah, e as próprias filhas cresceram com uma mentalidade que enxerga o emprego como uma coisa difícil de conciliar com a vida, sei lá, tipo um castigo. Eu, que fui criada “pro mundo” já fiz intercâmbio, viajo, curto minha liberdade, trabalho muito e sou super feliz com o trabalho, moro sozinha desde mais nova, enfim… o fato de vc trabalhar (desde q vc não seja do tipo q fica reclamando de trabalhar, mas acredito que não é seu caso) vai ter um reflexo muito positivo nos seus filhos… e outra, vc quer economizar o dinheiro do colégio integral, mas daqui 2-3 anos sua filha vai entrar no ensino fundamental, aí vc vai pagar de qualquer maneira…

  51. Flávia P.02/05/19 • 14h28

    Verão: também sou servidora pública e sugiro que você primeiro tente tirar uma licença não remunerada para ver como seria a experiência. Outra opção também seria tirar uma licença capacitação, assim você poderia fazer algum tipo de pós graduação e não trabalharia no período. Por fim, poderia pedir uma redução da jornada de trabalho, com redução de ganhos consequentemente, assim, dependendo da sua jornada de trabalho, isso te daria algo como meio período livre.

  52. Thais02/05/19 • 15h02

    Chora 1 – verão: Tenho uma filha de 2 anos e tb sou funcionária pública. Sofri muito ao ter que voltar a trabalhar após a licença maternidade, mas nunca cogitei parar de trabalhar pq ralei muito pra conquistar meu cargo, tenho uma boa remuneração, a independência financeira é importante pra mim e considero cuidar de crianças exclusivamente muito extenuante.
    Acho super importante dar atenção total (dentro do que é possível na rotina de cada um) aos filhos, principalmente na primeira infância e tb sofro quando penso que minha filha passa o dia na escolinha.
    Acho que vc deve tentar a licença não remunerada (no meu caso, não seria concedida, já que nem férias emendar na licença me deixaram tirar). Ou tentar uma redução na carga horária e deixar as crianças na escola somente um turno (lembre-se que a partir dos 4 anos é obrigatório matricular a criança em escola, então vc não ficaria o dia todo com seus filhos de qualquer forma).

  53. Aline02/05/19 • 16h31

    Chora 03: eu já fui super stalker!! Mas com o tempo percebi q eu estava era atraindo caras que não eram de confiança e stalkeava para ter certeza. Obvio q me lasquei né…
    Preste atenção se este não é um padrão de relacionamentos na sua vida.

    • Marina03/05/19 • 12h47

      Gente, o maior ditado da minha vida amorosa de resume na seguinte frase: SÓ É CORNO QUEM É CURIOSO.
      Sem mais.

  54. Dry02/05/19 • 18h53

    CASO 3: “nesse um ano já passaram uma noite juntos qdo eu fui visitar minha família em outra cidade, e se encontraram umas 2 vezes em um café..
    Para mim traição sempre foi imperdoável, mas ao mesmo tempo, não vi palavras de carinho entre eles, por isso não me pareceu tão grave..”

    Pera, fiquei confusa… passaram uma noite juntos = transaram? Se foi isso o “passar uma noite juntos” e para vc traição é imperdoável (vcs estão há um ano juntos, então é traição) vc aceitou? Não entendi.

  55. Maria02/05/19 • 20h02

    Eu tirei uma licença não remunerada, estava doente por causa do trabalho. Não tinha vida, não tinha tempo, não dormia, fazia terapia, era uma mãe ruim, esposa ruim, dona de casa ruim, funcionária ruim. Agora…se eu gostasse do trabalho, talvez não tivesse saído, meu salário faz falta. A escola integral não é algo ruim, porque a criança brinca com os amigos no contraturno, coisa que ela não vai fazer com você em casa.

  56. Lari02/05/19 • 20h24

    Caso 01: Minha mãe sempre trabalhou e criou 3 filhos. Sentimos falta? Sentimos! Porém, estamos todos bem e foi a melhor coisa que ela fez por nós. Tivemos uma boa educação e tudo mais. Repensa com carinho a sua condição.

    Caso 02: Já passei por algo semelhante e, na boa, se ele não quer se cuidar, melhor terminar essa relação. Meu sogro tem transtorno de ansiedade seríssimo e não se cuida. Minha sogra sofre bastante com isso. E ela é dona de casa, ou seja, acaba ficando presa à situação.

    Caso 03: Acho que você deveria falar sim. Discordo totalmente da frase “quem procura, acha”. Então, o cara pode pintar e bordar virtualmente, mas se está com você e te trata bem está tudo certo? Não, não… Conversa com ele sim e indaga sobre o que você leu. Se é algo que está tirando a sua paz, acho que vale a pena colocar pra fora. Mesmo que isso signifique em um tŕrmino. Ele não é o único rapaz do mundo. Quem não deve, não teme.

  57. Ana02/05/19 • 20h27

    CASO 1: Talvez agora você esteja percebendo o que realmente importa nessa vida… Seus filhos pequenos podem ficar numa excelente escola mas ninguém cuidará deles como a mãe cuidaria. Mas para que isso aconteça é necessário uma parceria com seu marido, você já conversou com ele a respeito disso? Se a posição dele foi negativa ou você não sentiu firmeza, não vá em frente, agora se ele concordou e ficou disposto a assumir esse papel de coração (não a força) não há motivos para que você não faça. Seus filhos são muito mais importantes do que qualquer luxo e conforto nesse mundo, são mais importantes inclusive do que o julgamento alheio, status ou aprovação da sociedade. Tenha esses motivos claros para você pois a partir do momento que tomar essa decisão, muitos dedos apontarão para você, terá que ser forte para seguir em frente. Não precisa ficar eternamente em casa, fique o período que julgar necessário, talvez nesse período as coisas mudem e você descubra algo diferente que gostaria de fazer, reanimar um antigo sonho ou então um novo concurso. Não precisa ser um ponto final na sua carreira, pode ser uma virgula…

  58. Renata Meirelles03/05/19 • 09h04

    Primeiro caso: peça uma licença sem vencimentos e veja o que fazer dps! Experimente!!!

  59. DANIELA03/05/19 • 11h52

    Caso 3: Confiança é a base de qualquer relacionamento, mas se aparece aquele sexto sentido de algo está errado, acho que vale a pena investigar.
    Certa vez comecei a perceber que meu marido estava um pouco estranho, distante e passava muito tempo no celular (acreditava que era por causa do trabalho), comentei isso com uma amiga e ela me perguntou se eu já tinha olhado o whatssApp dele, respondi que não, uma vez que eu tinha certeza que não precisaria me preocupar. Nosso relacionamento sempre foi ótimo e combinamos de sermos sinceros um com o outro.
    Mas a pergunta dela ficou me incomodando, até que tive a “brilhante ideia”, de pegar o celular enquanto ele estava no banho e parear o whatssApp no meu computador.
    Em um primeiro momento me senti muito mal invadindo a privacidade dele, mas se não tivesse feito isso não saberia o real motivo do comportamento estranho dele. Mas confesso que ler algumas conversas me deixaram traumatizadas, coisas que voltam frequentemente à minha memória e me trazem um certo sofrimento.

  60. Silvia03/05/19 • 12h55

    Sobre o 1° caso: Hoje em dia uma mulher que escolhe ficar em casa pra cuidar dos filhos é tratada como louca (mesmo que seu salário não faça falta para o orçamento familiar), né? Mas quem tem filho sabe como é doloroso terceirizar os cuidados com ele, pensar que quem está efetivamente cuidando é babá ou escola, e que a gente acaba perdendo os melhores anos, aquela infância linda, todos os “primeiros” (primeira vez que andou, primeira vez que falou uma palavrinha diferente…) por causa de dinheiro. Eu já passei por isso e na época que resolvi tomar uma atitude meu marido ganhava super bem e meu dinheiro era aquele extra, sabe, pra comprar roupa, sapato, ajudar em uma viagem, esse tipo de coisa. Percebi que estava trocando os melhores momentos da maternidade por bobagens materiais que DE FORMA ALGUMA substituiriam os momentos com minha filha. Mas eu era (sou) servidora pública e na minha instituição eu tinha a possibilidade de retratar a carga horária, de 40 horas para 20 horas. Foi o que eu fiz, passei a trabalhar somente pela manhã e o resto do dia dedico à cuidar da minha casa e da minha filha e foi de longe a melhor decisão que tomei na vida. Não vou mentir, se meu marido fosse estabilizado como eu, ganhando o que ganhava na época, provavelmente eu teria pedido exoneração ao invés de simplesmente diminuir a carga horária. Outro ponto: depois de um tempo meu marido perdeu aquele emprego que ganhava super bem e hoje está em outro, realizado, porém ganhando bem menos e eu sinto bastante a diferença no nosso orçamento em relação ao que podíamos fazer antes. Eu já não posso comprar o que me dá na telha, viagem virou luxo que quase não fazemos, comer fora idem, enfim, aquele a mais que eu deixei de receber hoje faz falta. Mas continuo feliz com minha decisão e nada arrependida (e na pior das hipóteses se ele perder o emprego dele eu posso pedir pra retomar as 40 horas no meu).
    Eu acredito sinceramente que largar emprego pra cuidar só de casa seja o “desejo secreto” de muitas mulheres, porém elas não admitem por medo de ficar com um certo estigma de “folgadas, encostadas no marido”… Eu não julgo, ao contrário, invejo quem consegue fazer isso e ainda manter um padrão de vida minimamente confortável, porém tem sempre questões que não podem ser ignoradas: 1 – A gente nunca espera que o relacionamento vá acabar, mas e se acabar? Depender financeiramente de alguém e de repente se ver sem eira nem beira deve ser uma das piores coisas no mundo, ainda mais se tem filhos na jogada. 2 – Tem relacionamentos e relacionamentos, tem marido que até entrega o cartão pra esposa usar à vontade pras suas eventuais necessidades e tem aquele que a esposa tem que pedir dinheiro até pra comprar uma bala. 3 – Se você é feliz no trabalho, satisfeita com o que faz, se dá bem com os colegas (ás vezes é toda a vida social que temos, né?), largar tudo pode te fazer sentir bem solitária e até sem assunto pra conversar com o marido. 4 – Uma horas os filhos saem de casa então você tem que se perguntar se tem o perfil de mulher que se sente feliz apenas cuidando de casa (um ninho vazio), se terá coragem e garra pra começar novamente uma carreira ou se irá se sentir inútil e vazia.
    Depois de pesar todas as coisas acima, meu conselho é: se seu marido pode bancar confortavelmente a casa, então não perca a oportunidade de estar com seus filhos, esses anos lindos não voltam mais, mas não largue totalmente o emprego, ao menos não agora: peça retratação de carga horária se tiver essa possibilidade ou peça uma licença sem vencimentos e se dê uns anos em casa. Se achar que flui legal e se seu coração disser que essa é a vida que você merece, então abrace-a.

  61. Silvia03/05/19 • 13h03

    Sobre o 2° caso: Eu acho que você deveria largar esse cara tipo JÁ. Na boa, sei que é difícil, mas ele foi seu primeiro então talvez você só esteja com medo de não encontrar ninguém depois, como se esse cara fosse sua única oportunidade de ter alguém. Não se prenda a uma pessoa que não é o que você espera, que não quer casar (ele tá te enrolando!!!), que é deprê e não quer se tratar (será que não é pra ter sempre essa carta na manga, essa desculpa pra não sair do lugar?). Sai dessa, menina, ele já roubou 10 anos da sua vida, daqui a pouco vai ficar realmente cada vez mais difícil pra você arrumar uma pessoa. Cansei de conhecer casais que o cara enrolou a menina a juventude toda dela, roubou seus melhores anos sempre com esse papo de “ah, é só um papel”, a menina esperando até não poder mais achando que um dia o cara ia finalmente casar, aí o cara larga ela e com 6 meses tá casado com outra com direito a igreja, véu, grinalda, Mendelssohn no quarteto de cordas e a bagaça toda.
    VAZA DESSE RELACIONAMENTO SEM FUTURO PRA ONTEM!

  62. Kate03/05/19 • 13h54

    Outono: Em certos pontos de usa história me identifiquei bastante, sou católica também e esse era um sonho meu na qual meu marido que não frequentava igreja alguma, aceitou que tínhamos que casar na igreja com benção de Deus e hoje ele frequenta comigo as missas.
    Em meu passado, meu ex-namorado de 5 anos tinha depressão com síndrome do panico e enquanto o namoro estava legal eu aguentei a barra mas quando o relacionamento começou a ser legal por eu me sentir tão sufocada por ter que aceitar e abdicar de coisas para estar com ele(não gostava de lugar cheio, não gostava de sair, não gostava de viajar e etc..). Quando finalmente disse que não daria mais(olha, que isso demorou muito tempo) parece que tinha tirado um peso de minhas costas, comecei a me sentir leve a sentir e viver coisas que estava tão esquecido por conta dele. Eu entendo a pessoa que tem depressão e que não é fácil viver e conviver mas você não tem que carregar o peso com ele já que ele não quer ajuda. É difícil e triste terminar um relacionamento e um monte de perguntas em sua cabeça aparecerão mas não esqueça que você é forte e tem um Deus que te ama muito.

  63. Marcela03/05/19 • 15h05

    Discordo do conselho do chora 3, de não fuçar o whatsapp etc do namorado, se são namorados e nao tem nada a esconder, não tem problema algum xeretar o celular do seu companheiro. Isso não é “perder” confiança. Me poupem! Perder confiança é se achar a pessoa mais feia do mundo e não largar o cara errado porque acha que ele é único homem que existe no mundo. E se eu fosse você, seria direta e conversaria com ele, colocar contra a parede, procurar honestidade dele, terem a mente aberta, se ee estiver arrenpendido você pode perdoá-lo ou não e assumirem de vez o relacionamento ou cair fora. Tantos homens por aí e vai achar que “ah, não esquenta, se está bom e ele te faz bem deixa pra lá vai” Ridículo isso!
    Sobre o chora 1: não largue o emprego, pela mor! Procurem alternativas para resolver a questão familiar, mas em primeiro lugar não se condene pela situação da sua mãe, invista em relacionamento com sua filha, com sua família que é o seu bem maior, procure administrar o tempo com sua família que é você, seu marido e sua filha. Visite seus pais de vez em quando, não toda vez.. Infelizmente seu pai é quem deve lidar com sua mãe, pela santa paciência e bondade dele. Visitar a sua mãe, sempre que puder, não todas as vezes, leve sua filha para passear em vez de ver e se lamuriar pela sua mãe não está bem,. Porque dar atenção ao que não quer ver sua filha e neta, mesmo não estando bem, se pode ter um tempo de qualidade você mesma para sua filha? Desculpe se meu conselho parece meio frio, mas o que vejo hoje em dia no mundo, a gente está se matando por problemas que não são nossos e nos condenando por eles.
    Espero ter ajudado.
    Bjos

  64. Rita03/05/19 • 17h34

    Meus pais sempre trabalharam, eu fui criada com a rede de apoio que meus pais tinham (avos, tias, madrinhas, vizinhos etc). Meus pais sempre me deram tudo material e eu era uma filha muito tranquila, nunca dei problemas pros meus pais. Era uma excelente aluna, era obediente, so nunca fui muito organizada com meu quarto. Hoje sou uma adulta com problema de carência afetiva (so tenho relacionamento pessimo, pessoas que n me valorizam, ou me apaixono muito rapido no melhor estilo cachorro sem dono que caiu do caminhao da mudança) esse probleminha até pode ter tido como causa a falta de atenção dos meus pais por conta do trabalho, mas eu acho que não foi bem isso! Meu pai era um cara que so me abraçava no meu aniversario (a vida dele foi muito dificil), e minha mae, algumas vezes mais ao ano, e sempre estavam ocupados, trabalhando, pagando prestação da casa, reformando, pagando escola pra gente, minha mãe no melhor estilo double shift – lavava, passava e cozinhava para todos! Eu culpo meus pais? De jeito nenhum, depois de terapia (quando meu pai faleceu) e de amadurecer, eu consigo entender que o fato é que meus pais nunca foram criados com carinho, e a gente so pode dar o que a gente tem! Depois de adulta, eu dou muito amor e carinho pra minha mãe, beijo, abraço, falo que amo, falo no telefone dia sim dia não! Sabe porque dessa historia? Para te falar pra não deixar o trabalho, os filhos crescem, voam, e o mercado de trabalho no Brasil é muito cruel, com 40 anos ja estamos velhas! Fortaleça sua rede de apoio, diminua sua carga se conseguir, tente ver se seu marido consegue uma flexibilidade no trabalho para estarem mais presentes. As mães que mais sofrem com a sindrome do ninho vazio, são as que dedicaram a vida aos filhos. Vejo minha mae hoje, viuva, as filhas moram longe e ela é independente, participa de grupos, se envolve na comunidade e todos seguimos felizes! Muita luz para sua tomada de decisao! Abracos

  65. Roberta05/05/19 • 22h34

    Caso 1 : Fiz exatamente isso, larguei meu emprego p virar “só mãe “. Tudo de comum acordo c meu marido, e vou te dizer foi a melhor coisa da minha vida! Temos 2 filhos lindos, foi uma escolha nossa termos 2, não pq precisava ter 2 filhos. E temos um casamento ótimo, faço academia, cuido de mim, continuo vaidosa e sendo elogiada pelo meu marido, e fico indignada das pessoas acharem q quem não trabalha fora só sabe conversar sobre preço das coisas….um absurdo isso, tem tanto assunto interessante minha gente, se vc tem um companheiro bom, parceiro, assunto não faltará. Tbm acho q se tem uma vida toda p trabalhar fora, as crianças só tem 1 infância, e o tempo anda passando rápido demais, curta muito, é algo q não tem preço e o tempo não volta. As pessoas ficam só pensando coisas ruins ” e se ele arrumar outra, e te largar”…e se vcs viverem juntos, felizes p sempre?! Concordo c comentários acima, mulher q fica em casa tbm tem inúmeras qualidades e recebe elogios sim, e é admirada sim. Se eu voltasse no tempo faria a mesma escolha, pq eu me realizo sendo mãe. Boa sorte na sua decisão

  66. Fernanda06/05/19 • 17h54

    Ei Cony! Tudo bem? Essa mensagem está indo com muito carinho viu? E de forma nenhuma deve ser publicada… fiquei um tempo sem ler as postagens e hoje tive um tempinho para me atualizar! E em dois posts li a expressão “antes de mais nada”… tanto o post do home office quanto o comentário sobre a leitora mãe que pensa em largar o cargo público. Sou linguista de formação e essa expressão é um vício da nossa linguagem. Antes de mais nada é nada mesmo! Rs… essa sentença não tem sentido lógico. O correto seria antes de tudo! Um abraço carinhoso.

  67. Karla Amaral08/05/19 • 19h16

    Amiga do chora 3: FOGEEEEE! É cilada, o cara tá com ela.
    Passei por isso, a ex ficava em cima e ele dando desculpas… Ou então fala pra ele bloquear a bruxa e aí vc pode até pensar em ficar com ele, se valer a pena.

  68. Carol12/05/19 • 23h42

    Primavera, vc tem certeza que ele te traiu? Esse papo de noite juntos e dois cafés escondido… se não houvesse nada de errado aí, ele precisaria encontrar a ex sem te falar? Vc acha normal teu atual encontrar a ex sem te falar nada? Desculpa aí, mas esse papo de “quem procura acha” é coisa de quem se convenceu a ser traída, mas tá tudo ok, “porque quando está comigo me trata bem”, “eu sou a oficial”. Gente, isso é de uma falta de amor próprio. Se essa não é sua forma de pensar, confronte ele sim, afinal vc não está feliz, e está desconfiada. Vai viver assim às custas da tua paz?!