29
Jul 2015
Desejo: Saia Listrada!
Fashion News, Moda

Não sei se é a influência européia ou o quê mas tenho olhado muuuuito para saias listradas de malha! Bem simplinhas mesmo, tanto é que hoje comprei uma na Zara por 7 euros rs. Comprei uma curta para usar com camiseta ou regatinha de malha pois já tenho uma saia lápis listrada que amo de paixão!

Engorda? Bem capaz, não vou mentir. A minha lápis tem as listras na horizontal só no meio e na lateral é vertical o que ajuda um bocado a ¨tirar¨ centímetros do quadril porém a mini que comprei vai ser na cara e na coragem mesmo.

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O primeiro look é meu preferido! É isso o que quero! O do meio também está fofo mas só achei esses exemplos de saias mais curtas… as outras eram todas no modelo lápis.

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A minha é igual a da moça de blusa vermelha. Sentiram a diferença ¨ótica¨?

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E aqui em três comprimentos diferentes. Achei o último look muito muso, me julguem.

  • Como usar e ficar bem? Com uma blusa mais solta e presa pelo menos na parte da frente da saia. Eu quero usar com camisetas mas não descarto uma glamourizada com uma camisa branca ou preta, de seda. Com tênis, a saia de malha listrada fica linda mas também aceita saltos! Super democrática e amiga. Já garanti a minha! Tem um grau de dificuldade para usar sim, mas se ficou bom no espelho e você se curtiu, se joga!
28
Jul 2015
A Delícia do Auto Descobrimento
Comportamento

Hoje acordei querendo conversar e daqui a uns dias voltarei a falar sobre isso mas resolvi me adiantar um pouco. Para quem não sabe, estou na Europa, hoje precisamente em Barcelona e amanhã provavelmente em outro lugar.

Poxa, mas a Constanza ficou maluca? A viagem não era só pra Milão pra fazer o curso no Marangoni e depois voltar? Sim, era.

viajar sozinha

Muita coisa aconteceu nos últimos meses (suas curiosas, sei que vão me perguntar com palavras claras: o namoro acabou repentinamente em meio a milhões de planos em conjunto, projetos de vida e sonhos por incompatibilidade de burros – porque se fosse de gênios teria dado pra resolver) e me vi prestes a embarcar para a Itália no meio de um caos emocional e também a ansiedade de realizar um sonho, que era fazer o curso. E eu não sou mulher de desistir dos meus sonhos, nunca fui e sempre fui atrás do que me faz FELIZ, independente do que se passa ao meu redor. Sou do tipo de pessoa que tem desejos cautelosos pois sei que eles podem se realizar a qualquer momento e assim foi como tudo sempre aconteceu pra mim. Não me conformo com pouco, com o morno, com o meio termo. Sou viva demais, intensa demais, de verdade demais para viver o ¨mais ou menos¨ ou apenas para o Facebook ver.

Enfim, mala pronta, Milão na mira e uma pessoa internamente “perdida”. Quando a gente se relaciona com alguem é normal deixar um pouco do que somos de lado e passar a ser um pouco do outro também. O problema aparece quando a gente começa a viver mais do outro do que da gente. E não só em relacionamentos amorosos, mas em amizades (quantas vezes vestimos o “uniforme” da galera e passamos a agir como eles para fazer parte da turma?), no trabalho (vivemos para trabalhar e largamos nossa vida de lado, deixamos que os problemas nos consumam) e até mesmo na família, quando nos tornamos o que eles querem que sejamos.

E assim me vi, uma Constanza pela metade que achava que não sabia mais caminhar com as próprias pernas, um bocado insegura e indecisa, afinal, eu já não era mais uma pessoa ¨única¨, era formada por duas pessoas e de repente uma parte me faltava. Dá aquela angústia e vazio de perder um bocado do chão, apesar de saber que ele sempre esteve lá e que antes eu sambava e dava piruetas sem medo. E do que eu precisava no momento? Voltar a minha essência.

Ah, fácil.

Não, não é fácil. É bem difícil pois o fantasminha da insegurança vai mapeando todos seus passos e por mais que a gente se segure e pise firme, ainda mantemos o costume de olhar pra trás e ver se estamos fazendo tudo certo, procurando um tipo de aprovação. E sabe o que gente precisa nesse momento? Coragem para se virar sozinha e assumir as consequências de nossas escolhas!

E uma das formas de procurar essa coragem é uma viagem sozinha, de preferência para bem longe, para um lugar que te desafie (seja pelo idioma, localização, cultura) onde você será sua companhia e a única responsável pelas suas decisões. É o momento de retomar a vida e voltar a andar com as próprias pernas.

Eu fui para a Itália, fiz meu curso e tudo conspirou de uma maneira que não poderia ser mais perfeita. Cheguei triste e fui tão bem recebida pelas meninas do apartamento que fiquei que não teve lugar nem tempo para fossa. Imagina, receber flores, um abraço coletivo e um ¨somos sua família aqui na Itália¨? Foram ANJOS que apareceram para mim! Foi nessa vibe que as coisas começaram a mudar na minha cabeça. E parou por aí? Não… A turma do curso era incrível e em pouquíssimo tempo estávamos super unidos. Não teve um dia sequer que ia pra casa direto após as aulas. Sempre, mas sempre íamos para um aperitivo, conversar, rir e claro, tomar muito Spritz. Só isso? Não… apareceram oportunidades de viagens e fiz amizades que me acompanharam na Toscana, Veneza, Lago di Como… Opa, mas eu não estava viajando sozinha? Sim, mas a vida coloca pessoas – chamo de anjos – em nosso caminho e cabe a nós abrir portas para permitir que elas façam parte da aventura e nos ensinem coisas diferente.

Acabou o curso, momento de voltar… Mas eu não estava pronta para o Brasil, já estava na Europa, nada me prendendo, ninguém me esperando, nada pendente. E convenhamos, viajar na Europa é muito barato. E quando você muda a vibração da sua vida e começa a aceitar novidades, elas aparecem. Recebi um convite para conhecer a Holanda, e lá fui eu. Fiquei na casa de uma moça que conheci num carnaval e que é de um coração tão bom, de uma energia tão pura que a sintonia foi imediata. Sou uma pessoa de SIM e quero provar tudo o que aparecer na frente. Ir para Amsterdam foi maravilhoso e queria ficar mais mas… um amigo que mora na Espanha me perguntou se não passaria na casa dele. Amigo esse que trabalhou comigo nos USA 10 anos atrás e que eu tinha como irmão mais novo. Logo pensei: porque não? A passagem é barata! E pronto, cá estou eu em Barcelona, na casa dele e como se nunca tivéssemos ficado tanto tempo sem nos ver. Eu cultivo amizades e sou sortuda por conhecer pessoas pelo mundo inteiro. Sou super fácil de lidar, odeio complicar as coisas e adoro boas cias. E quando a gente é assim, quando a gente emana coisas boas, é transparente, trata as pessoas com carinho, respeito, quando se é verdadeira e se comporta com bom senso, você sempre será bem vinda na vida e na casa dos amigos. E não vou contar mais porque teremos muita história ainda, mas o que queria dizer é que viajar sozinha, reencontrar pessoas queridas, fazer novas amizades, caminhar na rua sem pressa, sem destino e sem cobranças é o melhor caminho para a gente se reencontrar. E é nesse momento que estou, olhando pra mim e vendo como sou uma pessoa incrível, agradável, inteligente, como consigo me virar sozinha (porque os amigos trabalham e a gente fica por conta o dia todo), consigo me comunicar, falar de vários assuntos em vários países e em vários idiomas (ou mímica rs), consigo sentar sozinha numa mesa de bar e conversar com o pessoal da mesa ao lado, ser interessante para o carinha que também está viajando sozinho e quer jogar conversa fora sem compromisso, ser simpática com todo mundo, sorrir e dar bom dia para quem cruzar o caminho, pegar um ônibus qualquer e dar uma volta para conhecer a cidade, trocar olhares e paquerar e sair com aquele sorriso de satisfação… Tudo isso nos fortalece como pessoa e nos prepara para o mundo. Mas a melhor parte é retomar a sua essência, é te despir da alma velha, cansada, viciada e dependente e vestir uma nova. É como um banho interno, onde você consegue mandar pro ralo tudo aquilo que não era seu e agora sim conseguir se olhar no espelho e se amar pela pessoa que é. É acordar de manhã e pensar: tenho o dia cheio, mas cheio de mim mesma e vou fazer o que me der vontade. E isso minha amiga, te torna a mulher mais interessante do mundo. Não existe melhor coisa que conhecer uma pessoa e ela falar: Gostei da sua essência. Esse é o objetivo! Se você é interessante e admirada por você mesma, o mundo se rende à você e passa a te admirar também.

Tome seu tempo. Se está achando que está se perdendo, deixando sua essência de lado, pare um pouco e se analise. A pior coisa que pode acontecer na vida de uma mulher é ela deixar de ser quem é e perder o que a tornava interessante e viva. A vida dá rasteiras e numa dessas a gente cai, tenta levantar e vê que não sabe mais viver a própria vida. Se isso acontecer, força, coragem, atitude e braço forte para voltar a ser uma pessoa única. E acreditem, nada que uma viagem sozinha não resolva! ¨Se perder às vezes é se achar¨.

  • E quando acabar a viagem conto dos perrengues e das aventuras que passei. Ou quase todas rs.
25
Jul 2015
Mi Casa, Su Casa – Reserva Técnica?
Mi Casa Su Casa

Olá Fufus!

Eu sei que eu prometi terminar a discussão sobre os eletrodomésticos, torneiras, triturador e cuba essa semana. Mas além de eu ter tido alguns contratempos, eu subestimei o tempo em umas atividades e acabei sem tempo hábil de fazer uma boa matéria pra vocês. Por isso, eu preferi mudar o tópico da semana.

CAsa CAiu

Vou falar (mal) de “Reserva Técnica”. MAS deixem-me esclarecer que existe uma Responsabilidade Técnica (RRT) – essa denominação é um termo de responsabilidade que arquitetos e engenheiros assinam quando uma obra será construída e precisa ser aprovada na prefeitura, lá fica registrado o número do CAU ou CREA destes profissionais. Esse registro de projeto junto à prefeitura custa dinheirinhos e lá fica registrado que, o profissional X é responsável pela obra Y.

Se essa obra cair, se poluir um rio, se estiver fora de qualquer norma de segurança ou norma construtiva da cidade, quem será julgado, punido e terá de arcar com as responsabilidades, é este profissional, afinal ele estudou e se registrou para isso. É uma licença, assim como médicos, advogados e outros tantos profissionais também têm.

Então agora vou jogar a paçoca no ventilador e falar pra vocês da prática da OUTRA “Reserva técnica” vulgarmente conhecida como “RT”.

Todos sabem que o brasileiro A-DO-RA ganhar vantagens e tirar vantagem de tudo. Não seria na prestação de serviços que seria diferente.

Então, dentro da minha cabecinha eu criei um conto de fadas que explica, pra mim mesmo, como a RT nasceu – e não foi da cegonha:

Eu imagino que em um tempo distante, muitas décadas atrás, algum lojista – vamos fazer de conta que foi um dono de uma nova loja de materiais de construção – queria ter mais clientes. Todos querem, não é? Sociedade capitalista.

Então ele chamou alguns profissionais da área, arquitetos, engenheiros, decoradores, designers e fez uma proposta: “Vocês me trazem clientes e eu pagarei para vocês um valor X percentual sobre o que ele comprar.¨

Pára tudo, fiquei nervoso, drink de hoje, água com açúcar.

agua com acucar

E com certeza, muitos dos profissionais, lá nos primórdios, aceitaram. E assim todos seguiram trabalhando e indicando e ganhando dinheiro e fazendo casas lindas.

Acontece que com o passar dos anos esse “mimo” que um lojista filho de uma ronca-e-fuça ofereceu, virou praticamente uma lei. Lamentavelmente 99,98% dos profissionais não somente aceita a RT como exige. O valor varia de lugar mas, ela está geralmente entre 5 e 10%. Aí você me pergunta:

Qual o problema tio? Deixa essa miséria pra lá.

O problema é mais profundo Fufu. Um fato muito bem colocado numa matéria:

“Reserva técnica é uma magnífica expressão de um marqueteiro que pegou propina, jabá ou gorjeta e deu o nome de reserva técnica”, afirmou o conselheiro federal por SP, Renato Nunes. “Vamos batalhar pra transformar isso em uma espécie de crime. Sou contratado pelo cliente por ser capaz de resolver seu problema de construção. Se recebo 10% da loja, deixo de ser fiscal do cliente e passo a ser vendedor. Estou traindo não só a confiança do contratante mas a minha responsabilidade sobre o trabalho que tenho que fazer”. (Leia na íntegra AQUI)

Mais causos da vida: Lá no meu terceiro período de estudos na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em 2007, eu aprendi que devido a nossa legislação brasileira, essa prática de RT é crime porque se enquadrar em “Cobrança indevida” visto que você, cliente, pagou pelo projeto e o profissional está recebendo novamente pelo mesmo projeto. Feio né? Pois o mesmo professor que me ensinou isso, veio aqui na loja onde eu trabalho EXIGIR a RT dele.

dinheiro voando

E porque isso é tão horroroso? Porque é o cliente que paga. Vamos fazer uma conta rápida:

Numa venda de 395 mil se eu ofereço para o arquiteto 7% de RT, ele leva R$ 27.750,00 que eu poderia ter dado de desconto para o cliente final. Provavelmente esse valor daria pra fazer 2 ambientes inteiros, ou pagar por praticamente todos os eletrodomésticos da casa.

E na prática o que acontece? A loja que pagar mais comissão é a mais indicada e não a que tem a melhor solução pro cliente, não a mais confiável, não a mais correta. É pura e simplesmente o lojista que pagou mais.

Aqui na loja uma arquiteta teve a cara de pau de dizer que cobrou pouco no projeto porque ia ganhar reserva técnica. Coléga para que tá feio, e não dá pra te defender.

Eu sou sincero com o cliente, até porque o que eu cobro pelos meus projetos não é a opção mais barata no mercado que eu atuo. Tem opções mais abaixo. E cada um economiza onde preferir.

Eu levo os meus clientes nas lojas e pergunto na frente deles se a loja paga RT, quando eles dizem que sim, eu peço pra que o valor seja revertido em desconto. Quando o lojista diz que não pode reverter em desconto eu aceito, e subtraio do valor do projeto. Então você pergunta se eu já recebi RT, já recebi sim. Mas eu descontei no valor do projeto.

Agora a classe está em guerra porque existem os que não recebem e os que acham que “faz parte do interesse do comerciante”. Mas o fato é que o interesse do comerciante está lesando diretamente o consumidor final.

Esse post é meio que um desabafo. É uma raiva que eu precisava eXXXternalizar. Meu sonho é colocar isso em outdoors pelo mundo, alertando a todos os nomes de quem faz isso. Houve um caso que a arquiteta queria 25% de RT ou então ela não mandaria o email com a planta pra desenvolvermos o mobiliário. Contamos pro cliente, ele achou que era mentira e comprou em outro local. Mas eu, ahhhh eu deitei minha cabeça no travesseiro e dormi em paz!

Eu não acho que a criminalização vai eliminar a prática. A comunicação vai, então por favor, me ajudem a contar pro mundo, que a sua casa poderia ficar até 10% mais barata, ou 10% mais bonita! Vamos deixar essa galera usar um pijaminha lindo, longe da casa da gente.

presidiario

A melhor # que eu posso inserir hoje é #prontofalei.

É uma denúncia sim! Muitos profissionais me odeiam e me odiarão por isso. Mas está na hora de separar o trigo do joio e fazer com que se cobre e se pague o correto pelos desenvolvimentos de projeto. Vamos parar de dar voltas e vender um projeto pela metade do preço pra ganhar de outra maneira.

Obrigado pelo carinho, pelos comentários e desculpe por furar a matéria prevista para essa semana.

Deixem seus comentários, sugestões, dúvidas e perguntas.

Bença!

Obs: Eu ia falar pouco, deu 1119 palavras!

assilelo

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