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Diario de Viagem, Dicas de Viagem
28 fev 2019, 34 comentários

Atacame-se

Posso dar uma desculpa beeeeem esfarrapada para ter demorado tanto para fazer este post? Acredite se quiser, mas tem um quê de verdade kkkk Coloquei aquelas unhas postiças que mostrei aqui no blog e elas são super compridas e eu não conseguia digitar com elas! JURO POR DEUS que isso foi um dos fatores que me fez adiar esta postagem. Como tinha que escrever muito, a unha comprida não ajudou e tive que esperar tirar pra poder digitar com calma e ligeirinha rsrs. Sério. Agora sim to liberada pro textão de viagem rs.

Bom, vamos lá, para uma viagem inesquecível num dos meus lugares preferidos do mundo: San Pedro de Atacama.

Como já contei AQUI AQUI, ficamos uma semana em Santiago e uma semana na praia, no litoral central do Chile mesmo. Depois disso, resolvemos ficar 15 dias viajando, o que contemplava San Pedro de Atacama, fazer a travessia do Uyuni, depois ir para La Paz na Bolívia, Copacabana e depois Cusco, Macchu Pichu e Lima.

Hoje vamos falar da parte de San Pedro de Atacama.

O Chile é um país pequeno, com uns 18 milhões de habitantes, porém é aaaalltooooo e magrelo. E o deserto fica lá no norte e Santiago no meio do Chile, ou seja, tem que ir de avião.

Fomos de Sky Airlines, que é uma low cost, até Calama. O valor da passagem foi algo cerca de R$ 200 (só a ida pois de lá iriamos para outro canto) mas se ficar esperto acha passagem até por 10 dólares kkkk. Sério, tem muita promoção! Mas por ser uma low cost, você paga bagagem despachada, não tem comida, se quiser reservar assento paga… OPS, AQUI É IGUAL. Enfim, se quiser despachar mala, faça pela internet um dia antes e pague metade do valor cobrado no aeroporto. O vôo dura 2 horas, é tranquilo e VÁ NA JANELA. Chegar em Calama e sobrevoar o deserto de Atacama é emocionante e único!

Chegando em Calama

Saímos as 9 da manhã e chegamos por volta de 11h em Calama. De lá, pegamos uma van para San Pedro de Atacama. Da outra vez que fui, fiquei num hotel chique que buscou a gente no aeroporto (fiquei no Alto Atacama) mas como desta vez era uma viagem roots e ficamos numa pousadinha bem simples, teve que ser por nossa conta mesmo. Pegamos uma indicação de van com a Araya Atacama (agência que fez todos nossos passeios e que vou falar muito deles aqui) e reservamos o Transfer Pampas por email dias antes da viagem. O valor de Calama até San Pedro foi de 12 mil pesos por pessoa, cerca de R$ 60 (compramos só a ida, a ida e volta custa 20 mil pesos por pessoa) e é uma van comum para o trajeto de uma hora e meia e eles nos esperam com plaquinha no desembarque. É longinho. San Pedro é um destino comum para gringos americanos, europeus, asiáticos e brasileiros. Nossa van tinha muito europeu. No final do post, colocarei o contato do Transfer Pampas ok?

Chegamos em San Pedro e a van nos deixou na porta da nossa pousadinha. Reservamos pelo Booking mesmo e escolhemos uma que fosse barata, bem localizada e limpinha. Fui com a cara da Hostal Perita pelo site de reservas, olhei os comentários sobre ela e achei que daria pro gasto. A diária custa cerca de R$ 250 para o casal. Ao chegar lá, constatei que era bem simples mesmo, mas extremamente limpa! E como isso é importante né? São 6 chalés se não me engano de uma moça que se chama Elba. Ela tem uma filhinha e uma pug que se chama Chancha hahahaha. Nem sei porque tô contanto isso, mas é que tem uma vibe tipo casa de parente do interior sabe? Me senti super a vontade lá. Ela fornece um café da manhã, também muito simples, mas com carinho e isso vale tanto… Até quando os passeios saiam muito cedo, ela arrumava o café um dia antes e entregava pra gente. Uma fofa. E também lavou nossa roupa no último dia (fui com uma mala de 10 kg para 15 dias, isso é assunto para outro post) e nem cobrou nada. Tem que dar uma gorjetinha né? Enfim, indico. É simples mas é limpinho. Ah, e bem localizado mesmo! Fica a uns 3 quarteirões da Calle Caracoles, a rua principal de San Pedro.

Reservamos todos os passeios com a Araya Atacama, agência que conheci quando fui lá da outra vez e tem uma história bem interessante. A Araya é da Roberta e do Sebastian, ela brasileira e ele chileno. Ela foi para San Pedro há alguns anos e lá conheceu o Seba. Eles se apaixonaram, começaram a namorar e montaram a Araya, a  agência de turismo mais bacana de San Pedro! Todo mundo que faz os passeios pela Araya, ama! Indico de olhos fechados, nem percam tempo olhando outras. Eles têm os melhores guias (saudades Ricardo, Jesus, Pamela!), são super animados, tem ótimas explicações, sabem tirar fotos (hahahahaha GENTE ISSO É MUITO IMPORTANTE) e falam português! Além disso, eles montam os grupos de maneira inteligente, por exemplo: não colocam uma pessoa que tá viajando sozinha só com casais. Ou pessoas super jovens com idosos. Por isso dá super para ir sozinha e fazer os passeios com eles, a gente faz amizade rapidinho e quase todo mundo é brasileiro! SE JOGUEM!

Voltemos a San Pedro e nosso primeiro dia. Logo após fazer o check in na Perita, estávamos famintos (sempre, SEMPRE carregue alguns snacks na mochila) e fomos para o Barros, restaurante super perto da pousada e que foi indicado pela Elba. Na verdade tem dois restaurantes perto que curtimos: O Barros que tem uma pegada super roots, comida chilena e todas as noites tem música, e o Mal de Puna, mais nutella mas muito bom também, também com musica todas as noites e com um ceviche MARAVILHOSO! Peçam o de salmão, custa 8 mil pesos, cerca de R$ 40. Ah, já que vou indicar restaurantes e estávamos mais roots (evitamos os caros), super indico o El Charrua, uma pizzaria MARAAAAA com preço bom (uns R$ 60 para uma pizza de 8 pedaços, Gente, isso tá até “barato” viu, considerando que a comida no Chile tá bem cara) e fica pertinho da Caracoles. Tem um lugar que vende empanadas também, numa esquina, na Caracoles mesmo, MUITO BOA. Empanadas gigantes e gostosas. E a Franchuteria, uma padaria de um francês que foi pro deserto e acabou ficando por lá. Provem os croissants! Comemos praticamente todos os dias nesses lugares. Tem lugar mais chique, mais rico, mais elaborados, mas… fomos roots.

Barros

Pizza no El Charrua

Ceviche delicioso no Mal de Puna

Logo no primeiro dia, depois do check in e de almoçar no Barros, fizemos nosso primeiro passeio com a Araya: Valle de La Luna. Ah, como é lindo meu país.

A Araya nos enviou um roteiro com todos nossos passeios, mas teve algumas alterações no decorrer da viagem.

Esse foi nosso roteiro inicial, mas fizemos algumas alterações durante a viagem. Vocês podem observar que tem alguns valores destacados, esse NÃO É O VALOR DO PASSEIO, é o valor das entradas para esses parques. Tem que levar em dinheiro e pagar na hora ok?

Nosso guia pro Valle de La Luna foi o Ricardo, super figura, gente boa demais, um querido e que usa um chapéu com muita história. Estava fazendo bastante calor e é recomendado sempre levar água, passar muito protetor solar, levar um balm para os lábios, óculos escuro, algum lubrificante nasal e ir com tênis confortável. Eu super aconselho comprar uma botinha de trekking. Eu usei a minhas TODOS os dias! Tênis não aguenta! Aguentar aguenta, mas vai acabar com ele.

Eu e Ricardo, o guia mais figura da Araya Atacama!

Enfim, vem ver o Valle de La Luna.

La Piedra del Coyote! Sabem a pedra do papa-léguas? Do Bip Bip? É essa.

Por do Sol no Valle de la Muerte. Todo final de passeio tem um coquetelzinho oferecido pela Araya!

No segundo dia era noite de Réveillon e não tínhamos ideia de onde passar a virada. Soubemos de várias festas, mas achei tudo caro e os chilenos tem uns costumes estranhos… as festas começam sempre depois de meia noite kkkkk Sim, no Chile geralmente você ceia, não tem contagem regressiva, não tem queima de fogos, toca o hino nacional meia noite e depois que começa a bagunça. Prefiro como no Brasil que a bagunça já começa cedo rsrsrs. Nesse dia fizemos dois passeios, praticamente emendados pois no dia 1 de Janeiro não teríamos nada para fazer, nada funciona, nem as agências de turismo então tínhamos que aproveitar o máximo possível.

Fizemos as Lagoas Altiplanicas, novamente com o Ricardo Rica Rica e de tarde, Laguna Cejar e Tebinquiche. Foi bem emendado MESMO, nem tivemos tempo de almoçar. Nesse dia, conhecemos o Jesus, que seria nosso guia para Uyuni… assunto para outro post também. O passeio para Cejar e Tebinquiche é bem interessante pois no caminho dá para ver ALMA que é um dos maiores observatórios astronômicos do mundo, com 66 antenas que pertencem a vários países (da Asia, Europa e America do Norte) para observar o universo e conversar com os ETs.

Foto: reprodução

Agora deixa eu contar uma coisa super interessante? Sabemos que o Atacama tem o céu mais claro do mundo e esse é um dos motivos de terem feito esse observatório lá. Sabe-se também que direto aparecem Ovnis no deserto. É verdade, pode perguntar pra qualquer pessoa que mora por lá, todos tem casos de terem visto luzes estranhas, objetos diferentes no céu. Agora a parte curiosa, sabe como os índios chamavam o local onde está ALMA hoje? Chajnantor, que no dialeto deles significa “pista de aterrisagem e decolagem“. Agora me explica, o que aterrissava e decolava alí pros índios colocarem esse nome no local? HEIN HEIN???? Estamos falando de centenas de anos atrás. Inocência achar que somos os únicos no universo, no deserto a gente tem CERTEZA que tem vida (bem mais) inteligente no espaço.

Lagunas Altiplanicas

Por do sol na Tebinquiche. O mais maravilhoso, o céu fica de inúmeras cores!

Bom, de noite – virada de ano –  fomos pra rua, andamos pra lá e pra cá e não conseguimos decidir por nenhuma festa. Como tinha muitos brasileiros, acabei conhecendo umas leitoras e ficamos tudo ali na rua bebendo mesmo. Gente, em San Pedro não se pode beber na rua (acho que no Chile todo não pode), somente no Reveillón que eles liberam! E foi um caos pra comprar bebida, as “botillerias” estavam lotadas, as filas enormes, espumante quente, meia noite chegando, cachorro correndo (ô lugar pra ter cachorro de rua viu? Tanto que tem gente que chama a cidade de San Perro de Atacama) eu ansiosa, cadê meia noite, cadê contagem regressiva, cadê pessoas contando em voz alta. De repente, 2019. Abraços, beijos, e… Hostal Perita.

No outro dia, nada para fazer, foi o dia de tentar resolver os cartões de crédito do Leo, que não passavam em lugar nenhum e nem dava para sacar dinheiro. Ele teve problemas com limite de saque no exterior mas o meu segurou a onda, e também tínhamos alguns dólares. Poucos dólares na verdade e isso me preocupou um bocado porque ainda tínhamos muito chão pela frente e uma hora meu cartão poderiam dar tilt também. Mas felizmente Leo conseguiu resolver e sacamos todo o dinheiro possível kkkk. Tem caixas eletrônicos por lá e algumas casas de cambio, onde obviamente o cambio não é o mais favorável do mundo, mas quebra o galho. Dica: levem dólares ou então um travel card carregadinho. Ah, e se for usar dinheiro, tudo se paga em pesos, são poucos os lugares que aceitam dólares.

No dia 2, voltamos a programação normal dos nossos passeios com a Araya. Acordamos de madrugada e partimos para os Geisers del Tatio. Lá a altitude me fez de vítima e me senti um pouco mal. San Pedro de Atacama está a 2.400 metros de altitude, o que é sobrevivível. A gente cansa, não dá para dar uns piques de corrida, ficamos ofegantes mas é ok. É só tomar um chazinho de coca, não beber muito álcool e se hidratar bem para ficar de boa. Já nos Geisers a altitude é de 4.300 metros e aí o bicho pega um pouco. Dor de cabeça, tontura, um mal estar. Da outra vez que fui não senti muito, mas desta vez foi um pouco chato mas voltando pra San Pedro, passou. De tarde fizemos um dos meus passeios preferidos, as Lagunas Escondidas… É longe, muita estrada, mas o lugar é incrível. São 7 (ou 8 lagoas) no meio do deserto e com alta concentração de sal, mais que no Mar Morto! Só pode entrar na primeira e na última e é MUITO legal!

Geiser del Tatio! Mas essa foto é de 2016 hahahaha. Como passei mal, não tava muito pra fotos e o dia também não estava muito bonito.

Lagunas Escondidas!

A gente boia muitooooo! É difícil até pra se mexer!

E aquele coquetelzinho básico de final de passeio. Araya, vocês ARRASAM!

No terceiro dia foi o início da travessia para Uyuni, também com a Araya Atacama e com o guia Jesus. Mas essa parte merece um post especial e será o próximo desta série.

Dica importante para quem vai ao Deserto do Atacama: tentem ir sempre em lua NOVA, pois é quando o céu tem menor iluminação e dá para ver maior quantidade de estrelas. Quando fui em agosto de 2016 vi o ceu mais estrelado do mundo mas desta vez não rolou. E nem foi pela lua, mas porque o tempo estava nublado. Fiquei bem triste porque queria que o Leo visse as estrelas, mas não deu. É uma bela desculpa para voltar, com certeza!

Sobre as roupas, farei um post especifico também, mas se estiver com pressa, aposte em legging, botinha de trekking, camisetas de malha e casacos pesados.

Foto tradicional na estrada do deserto!

Agora vamos aos contatos!

  • Linha Aérea Santiago – Calama – Sky Airlines – LINK
  • Transfer Calama – San Pedro – Transfer Pampas – LINK – email transferpampa@gmail.com 
  • Pousada San Pedro de Atacama – Hostal Perita – LINK
  • Agência Passeios Atacama e Uyuni – Araya Atacama – LINK  – instagram @araya.atacama
  • Restaurante Barros – instagram @barrosturismo
  • Restaurante Mal de Puna – instagram @maldepuna.atacama
  • Pizzaria El Charrua –  Tocopilla 442, San Pedro de Atacama (não achei o insta)
  • Padaria Franchuteria – instagram @lafranchuteria

Semana que vem volto com o post da mala e o do Uyuni!

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29 jan 2019, 10 comentários

Praia Perto de Santiago!

Quem já foi para Santiago com certeza deve ter ido a Viña del Mar e Valparaíso né? São as cidade litorâneas mais perto da capital, coisa de hora e meia de Santiago. Aliás, essa é uma das coisas que mais me fascina lá… a facilidade de ter montanha com neve e praia, se quiser, no mesmo dia! Tudo perto e tudo lindo… Sim, sou babona com o Chile.

Mas hoje quero dar uma dica que na verdade já dei aqui antes e vou reforçar, a praia mais linda perto de Santiago: ZAPALLAR!

Fica a cerca de 200 km pro norte de Santiago, estrada maravilhosa, boa, tem uns 3 pedágios (que não são assim super baratos, tipo uns R$ 20 cada) mas compensa demais chegar nesse mini paraíso. É só alugar um carro e ser feliz! Não dá para ir sem ser de carro ok? Dá até que dá, mas vai ser trabalhoso e vai perder muito tempo.

Deixa eu falar um pouco de lá. Eu tenho historia com Zapallar… meu bisavô foi praticamente o “fundador” da cidade. Ele era o dono do empório (um mercadinho), foi dono do primeiro cinema, dono do circo… tinha várias propriedades lá quando tudo era “mato” (e mar) hahahahah, mas isso faz muuuuuito tempo. Com o passar dos anos, a cidade foi ganhando status de balneário de gente rica e meus familiares começaram a vender as terras que tinham. Minha mãe passou sua infância lá, eu passei minha infância lá. Zapallar é nossa praia de todos os verões mas realmente virou uma vila de gente muito rica e… metida. Eu acho a classe alta chilena muito classista. Se seu sobrenome não for algum muito tradicional, esquece. Eles mal vão te dar bola. Eu senti isso desde pequena, quando ia para a praia e ia brincar com alguém, as próprias crianças perguntavam: ‘mas você chama Constanza O QUÊ?’ E como sou uma Fernández da vida, sempre senti essa discriminação. Enfim, Zapallar virou reduto da classe alta – altíssima – chilena. São mansões e mais mansões lindíssimas, a cidade parece toda saída direto do Pinterest e por algum motivo é pouco divulgada para os turistas. Bom, sabemos o motivo né? Nem hotel tem lá direito, acho que tem um (Isla Seca) mas dá para alugar casas por temporada. A praia é pequena, acho que são 800 metros só e é uma baía super charmosa. E nem pense em praia como vemos aqui no Brasil. Zero música, zero ambulantes vendendo coisas (totalmente proibido), nada de cachorros na praia, e apenas um restaurante (chama Cesar) para o rycohs e fynos almoçarem por volta de 16h contando sobre sua última viagem pra Europa ou contando sobre o nascimento do 7º filho. Sim, eles tem muitos filhos e todos vão para a praia com suas babás , muitas vezes, vestidas de babás mesmo.

Mas não se assustem com essa descrição. Zapallar é lindo. Mas lindo MESMO. Tem o pôr do sol mais lindo que já vi na vida. Não tem muito o que fazer lá – sério, é bem parado, cidade pra relaxar mesmo – então vou dar um mini roteiro que dá para um dia. Ok, dois dias rs. Ah, e nem sempre esperem sol na praia. Lá é bem de lua, podem passar dias de neblina para um dia de sol. Tem que dar sorte. Não tem época para ter sol, tem que ter sorte mesmo. Janeiro e Fevereiro são os meses mais cheios por causa das férias chilenas, então se for por essa data prepare-se para uma praia cheia de adolescentes em grupos enormes (todos se conhecem, ou as famílias se conhecem de várias gerações ou os meninos estudam na mesma escola rycah de Santiago) e grupos de adultos conversando alto com mulheres magérrimas e homens de bermuda e Ray Ban.

O que fazer em Zapallar?

  • Praia, afinal é uma cidade de praia. Mas como contei, nem sempre tem sol. Pode ir de roupa, tem gente que vai até de jeans kkkk, chileno tem dessas coisas. Como é frio a noite e geralmente rola um ventinho fresco, é super normal ir para a praia de blusa de frio ou jaqueta jeans!

  • Ver o por do sol no Mar Bravo, uma pracinha (a casa da minha avó ficava um quarteirão antes de chegar lá) bem fofa para levar as crianças, ou para descer para as pedras com o mozão e admirar a natureza. Mas ó, cuidado nas pedras viu? Não chegue muito perto do mar.

  • Ir ao Chiringuito, o restaurante mais arrumadinho de Zapallar. É um tico caro, mas é o que tem por lá. Vá a noite tomar um pisco sour ou almoçar. Os chilenos ricos almoçam tarde tá? Tipo 16h.
  • Subir o Cerro de La Cruz (um monte com uma cruz no alto) e ter a vista mais maravilhosa da cidade. Também rola de ver o por do sol lá de cima. No pé do “Cerro” tem uma santinha e minha mãe (aliás toda minha família) é super devota dela.

  • Fazer o caminho Cerro de La Cruz – Mar Bravo pelas pedras. É lindo. Faça de tardinha.

  • Ir a Isla Seca, do outro lado da praia, perto do estacionamento tem um caminho, uns 20 minutos de caminhada para chegar numa ilha de pedras. Bem bonito.

  • Conhecer o cemitério de Zapallar e dar um OI para toda minha parentada que está descansando por lá rsrs. É o cemitério mais lindo que já vi na vida, não sei nem explicar, mas lá é maravilhoso. Tem um caminho na parte baixa, no fundo, bem bonito e também é lindo pro por do sol.

  • Passear a pé pela mini cidade. Coisa rápida, é bem pequena! Queria eu passear a noite com vocês por lá e contar as lendas do lugar hahahahahahahaha. São muitas e eu MORRIA de medo quando criança.

  • Se cansou de Zapallar e sua elite empresarial/bem nascidos, pode esticar e conhecer Cachagua que tá do ladinho e é um outro balneário chique, mas com pegada mais rústica e frequentado pela elite cultural ou esticar um pouco mais e chegar em Maitencillo (uns 20 minutos de carro) que é mais badalado, tem MUITOS restaurantes (vá comer empanadas de camarão com queijo no El Hoyo) e freqüentado pela elite política e intelectual.

Las Cujas – Cachagua

 

  • São lugares lindo e com certeza vocês nem vão perceber essa elitizada toda que comentei, talvez depois de ler este post possam confirmar isso quando forem lá, mas é coisas que nós “locais” sacamos e percebemos na hora. Ainda assim, vale MUITO A PENA conhecer, tenho leitoras que foram e amaram! E sabem onde vão achar dicas turísticas desses lugares? Só aqui!!!
  • Ah, o próximo post sobre a viagem já será sobre o ATACAMA!
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23 jan 2019, 12 comentários

América do Sul – Santiago – Parte 1

Ia começar a série de posts sobre minha viagem com “Mochilão pela America do Sul” mas nem foi assim um mochilãaaaao né? Vou chegar na parte da mala de 10 kg para 15 dias por 3 países, pegando de neve a sol escaldante mas antes, deixa eu contar como está minha linda Santiago, o que fiz por lá, quais as novidades e algumas diquinhas novas.

Se alguém ainda não sabe, eu sou chilena, nasci em Santiago e vim para o Brasil quando tinha 2 anos de idade. Fui criada aqui e por isso meu português é sem sotaque rs. Minha família toda voltou pro Chile mas eu fiquei, primeiro porque gosto daqui e segundo porque meu trabalho está aqui também. Tento ir pelo menos 2 vezes por ano visitar minha família, mas em 2018 isso foi bem difícil… trabalhei demais e não consegui ir o tanto que queria. Fui dia 17 de dezembro junto com o Leo e resolvemos ficar 15 dias com meus pais e 15 dias viajando. Vou contar agora os 15 dias com meus pais, que ainda foram divididos em uma semana em Santiago e uma na praia.

Dezembro no Chile é beeeem quente, aquele calor parado e seco. Dá uma preguiça danada sair pela cidade mas queria descobrir coisas novas para contar para vocês e principalmente passeios mais baratos. O Chile tá caro! Pra mim ainda fica mais barato porque não gasto com hotel e com comida (só quando como fora de casa), mas para quem vai passear, tá bem caro. Um prato de comida num restaurante “ok” custa uns 8000 pesos, ou R$ 50. Num restaurante melhor, uns R$ 75, UM PRATO. Isso sem contar bebida, entrada e sobremesa. Ou seja, nosso dinheiro não tá valendo nada mesmo (os preços das coisas lá não tem aumentado muito, mas o Real tem se desvalorizado bastante). Eu levei nada de dinheiro e paguei quase tudo no cartão, o que não é lá uma grande ideia pois ainda tem as taxas do cartão. O ideal é levar dólares e trocar por lá! Na Av. Pedro de Valdivia Norte em Providencia tem várias casas de cambio, é só ver qual paga melhor e trocar o dim dim.

Outra dica para quando estiver em Santiago: Uber e Cabify funcionam super bem MAS prefira Cabify. Não sei explicar direito a treta mas a maioria dos chilenos recomenda Cabify por segurança e também porque tem melhores carros. Então nós só usamos Cabify! Não confio muito em taxis (dão aquelas aceleradas no taxímetro) e pra usar ônibus ou metrô tem que comprar um cartão (chama BIP) e por créditos nele. Como sempre esquecia de pegar um emprestado da minha mãe, usamos Cabify mesmo.

O primeiro passeio que eu queria fazer foi um que adiei várias vezes e desta vez não poderia deixar passar era o Templo Baha’í.

Ele foi construído em Santiago há cerca de 2 anos e é o único templo Baha’i da América do Sul. Fica em Peñalolen, em Santiago mesmo, aos pés da Cordilheira dos Andes. Eu fui de carro (emprestei do meu pai) e achei bem perto! Uns 20 minutos de Providência. De Uber ou Cabify, ficaria uns 7 mil pesos. Mas o que é um Templo Baha’i? Baha’i é uma religião independente bem recente, eles acreditam que todas as religiões levam a uma única fé, promovendo a UNIDADE. Esse templo é aberto para qualquer religião e lá é um espaço de reflexão, adoração e oração, seja qual for sua crença. Não tem um altar, não tem imagens nem nada que o “limite” a apenas uma crença ou Deus. A arquitetura do lugar é maravilhosa e tem ganhado alguns prêmios! É um lugar de silêncio, apesar de que quando fui tinha muita criançada correndo e gritando, o que não curti muito.

DICA – Ir para ver o por do sol. A vista de Santiago é incrível!

Quanto custa? NADA! É de graça! Passeio lindo, tranquilo e com uma vista de tirar o fôlego.

Tá em Santiago e ficou com fome? Vou indicar três lugares, apesar de achar que já falei deles por aqui (ou no Instagram). TEM QUE IR NA FUENTE ALEMANA. Uma sanduícheria super tradicional de Santiago que foge da rota turística. É bem insider, com sanduíches regionais e nem cardápio tem. Tá tudo escrito na parede. Você entra, senta no balcão mesmo e pede. As atendentes não são muito simpáticas, e tudo é muito rápido. Se estiver lotado, não se preocupe, logo logo aparece lugar pra sentar.

Indico o CHURRASCO ITALIANO, que é carne cortada bem fininha, com muito abacate, maionese, queijo derretido e tomate. Uma delícia! Também tem o CHACARERO, que é carne (você pode pedir com lomito – carne de porco) com vagem, ají (um tipo de pimenta) e também pode pedir com maionese. O sanduíche é MUITO BOM, vale pedir com uma cerveja e se deliciar. Custa cerca de 7000 pesos (uns 40 reais) o que não é tão barato assim, mas é uma refeição bem gostosa. Tem dois Fuente Alemana em Santiago, um no centro e um em Providência. Eu indico o de Providência, que fica na Av. Pedro de Valdivia 210. Ah, você entra, senta no balcão, pede, come, levanta e paga no caixa. Depois deixa uma gorjetinha pras meninas. Salivei só de pensar num italiano…

Outro lugar que super indico para comer comida local é o Liguria. Tem vários espalhados por Santiago, o que mais vou fica ao lado do Costanera Mall mas hoje quero indicar o novo, que fica em Lastarria. Gente, passei na porta (inaugurou tem um ano só) e entrei para ver como era, ainda mais sendo em Lastarria que é uma rua linda com uma arquitetura vintage e vibe cool. O novo Liguria é GIGANTESCO! São 3 andares e cada andar com uma decoração diferente! Lindo lindo lindo, fiquei fascinada!

O cardápio é o mesmo dos outros Ligurias, mas esse com certeza é o mais lindo. Lá você pode pedir uma Plateada (tipo de carne cozida) com purê de batatas e uma salada a la chilena bebendo um bom vinho. DOS DEUSES! Por favor, se for pra Santiago, vai nesse Liguria e depois me conta!!!! Aposto que vai amar! O endereço certinho é Merced 298.

Cardápio do Liguria!

Atravessando a rua do Liguria, está o Emporio La Rosa, que também tem outras unidades espalhadas pela cidade mas eu amo esse cantinho de Lastarria e o Parque Forestal. O La Rosa foi considerado uma das 25 melhores sorveterias do MUNDO! São vários sabores típicos do Chile e combinações completamente diferentes do que vemos por aqui. Uma indicação? Vou dar 3: chocolate com laranja (meu preferido), três leches e o de chirimoya. Ah, o de lúcuma também! O sorvete de duas bolas custa uns 3000 pesos, cerca de 18 reais.

Ainda andando pelo mesmo setor, dá para fazer mais um passeio lindo e também totalmente 0800. Que tal o Museu Nacional de Bellas Artes? Dá para ir a pé saindo do Liguria e caminhando pelo Parque Forestal que é lindo! Abre todos os dias menos segunda feira e tem várias exposições bacanas, além do prédio ser lindo e super “instagramável” rsrsrs. Ah, e nas costas do Museu tem uma obra de Botero!

  • Foi o que fiz nos meus dias na cidade, além de ir ao shopping, mas estavam muito cheios por ser época de natal e tal.
  • Shopping indico dois: Costanera e o Parque Arauco. A diferença é que o Costanera é mais central e tem HM. O Parque Arauco fica um pouco mais longe mas tem um setor só com marcas de grife e tem um pátio com restaurantes divinos!
  • O verão do Chile é seco e muito quente mas no final do dia sempre esfria um pouco, um frio de jaqueta jeans sabe? É bom levar uma blusinha.
  • Baladas: fui em dois lugares que curti! Fui no Lorenza, que é um restaurante que vira balada no estilo Bagatelle (com show, garçom dançando e etc) e no Candelária, para dançar só música boa (muita música latina, mas tem que entrar no clima né?)! Os dois ficam bem perto, em Vitacura. Minha prima disse que o melhor dia para ir ao Lorenza é as quintas feiras. Não precisa ir mega produzida ok? Lá as mulheres não se arrumam tanto como a gente pra ir pra balada. 
  • No próximo post, falarei sobre um destino litorâneo lindo e relaxante pertinho de Santiago! E depois vamos para os posts do Atacama, Uyuni, Cusco e Lima!