09
May 2015
Mi Casa, Su Casa – Tintas!
Mi Casa Su Casa

Gente, foi SUCESSO a nova coluna do Futilish, a Mi Casa, Su Casa! O Lelo escreve maravilhosamente bem e faz da Arquitetura e Design de Interiores ser um assunto super divertido e leve. Fico feliz que tenham gostado, feliz pela excelente receptividade ao nosso novo colaborador e mais feliz ainda que ele vestiu a camisa e cá está novamente com mais um tema super importante para quem está construindo ou reformado sua casinha!

Hoje o Lelo vai falar sobre TINTAS e preparem-se para muito bom humor e sacadas inteligentíssimas (eu soltei altas gargalhadas quando li o post HAHAHA).

“Oi gente! Muito obrigado pelo carinho no primeiro post do Mi casa, su casa! Eu estava realmente empolgado e, com um certo receio de as pessoas me acharem meio abilolado. HAHAHA Como eu disse pra Cony essa semana, em projeto e execução de obra, temos que levar as coisas de uma forma mais descontraída, senão a gente briga.

Mas agora do fundo do meu coração peludo, eu estou muito lisonjeado com a aceitação das fufulétez.

Eu falei pra patroa que neste segundo post eu queria falar de tintas para paredes e que o próximo vai ser X e que neste terceiro post eu vou contar um segredo. E como bom canceriano que sou estou mantendo o segredo e deixando ela (quiçá vocês agora) com coceira de curiosidade.

Então pega a prancheta e #vemkotio que nós vamos entender as diferenças dos tipos de tintas:

Tinta a Óleo

Quando eu era criança pequena lá em Três Coqueiros

Pausa dramática para as pessoas encontrarem essa vila na geografia do Brasil:

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Então, retomando: … quando eu era mini-humano em Three Palm trees… eu sempre ouvia Xuxa 3… digo, falar de tinta óleo, tinta óleo, tipo: “Vamos reformar e usar tinta óleo.”

Porque tinta óleo?

A tinta óleo tem acabamento fosco ou brilhante, é altamente lavável, de excelente acabamento, tem uma durabilidade enorme e pode ser utilizada tanto para o interior quanto exterior do imóvel. Como sua base é com óleos, ela tem um certo poder de impermeabilização… De leve tá? Não dá pra usar para construir uma piscina. É muito utilizada em paredes de alvenaria, gesso madeira e ferro.

Posso falar? Então, eu acho ela uma coisa meio… gosmenta, não sei eu olho para a parede e tenho impressão de que foi pintada com giz de cera. Me dá uma certa agonia e eu catalogo o efeito dela – tanto no fosco quanto no brilhante como: pobre.

Tinta Esmalte

A tinta esmalte já tem uma irmã rica! Pois ela pode ser comum ou siliconada, sintética. Tipo uma tinta que fez cirurgia plástica. Ela é indicada para quando se quer um acabamento de qualidade superior. Essas tintas supremas devem ser diluídas em aguarrás caso seja comum e as novas, que são sintéticas podem ser diluídas em água.

O detalhe dessa tinta é que, como todo produto de frescura, qualidade superior, ela tem uma série de particularidades:

  • Cheiro forte;
  • Secagem lenta;
  • Excelente resistência à luz (incidência solar);
  • Resistência à chuva;
  • Mão de obra especializada.

Devido estes detalhes próprios, acaba que na maior parte do tempo limitamos a especificação da tinta esmalte para uso em madeiras, metais e sobre azulejos.

Epóxi

Diz a lenda que essa tinta é quase a cura do câncer. Mas antes de eu fornecer minha opinião vamos aos detalhes da Épókiceee:

Mega resistente à chuva e ao sol, também não é facilmente danificada por produtos químicos. Impreterivelmente deve ser aplicada por mão de obra profissional. Ela tem propriedades de impermeabilização, e é resistente ao atrito – pode dar uns pega no seu amô – contra a parede sem medo.

Comumente empregada sobre azulejos, ela é a salvação dos banheiros vintage porque né, ninguém quer ficar nu com a mão no bolso, ou relaxar num trono que tem décadas de uso. Então essa tinta cria uma falsa impressão de que a coisa toda é novinha.

Tem sido muito usada em pisos comerciais e garagens.

Eu, particularmente, nunca vi uma tinta epóxi que não tenha vindo a óbito depois de um ano. Sério gente, solta o canto, cria bolha, dá varizes, um terror. Sabe aquela brincadeira de passar cola branca na mão e depois ir movimentando pra descolar do jeito mais improvável… esse é o comportamento dessa tinta. Só que a parede não mexe… ou não deveria pelo menos.

Tinta latex, ou PVA.

Se a luva de látex, pode te proteger da louça suja da casa da sogra você já deve imaginar que maravilha ela deve ser pra sua parede né?

Só que não. Apesar do látex proteger nosso corpinho até de DSTs, não é dessa composição que estamos falando. Essa tinta tem um valor muito atrativo, mas a durabilidade não é das maiores e, apesar de ser de rápida e fácil aplicação, a manutenção é bem delicada. Não pode ser lavada, nem limpa com produtos químicos. A frequência de limpeza deve ser baixa e apenas feita com pano úmido. Não pode ser usada em exteriores.

Solúvel em água, de acabamento fosco e aveludado, pode ser aplicada sobre paredes e outras superfícies, dentre elas gesso, fibrocimento e reboco.

Eu guardei minha queridinha para o final.

Tinta acrílica

A tinta acrílica oferece um alto padrão de acabamento. Pode ser usada em ambientes internos ou externos. Essa querida, tem um caminhão de vantagens: diluem-se e limpam-se com água, são altamente laváveis, pouco cheiro, secam rápido, e de aplicação facílima.

E eu digo isso orgulhosamente, porque a pessoa besta aqui resolveu pintar uma parede e estava tão afobado que não leu o #modusoperanti e tacou tinta na parede… Tinha umas gosmas, umas coisas estranhas…

Rendeu tão pouco no final… Daí quando eu acabei descobri que eu deveria ter diluído a tinta. Hahahahhahaahahahah muito bocó que eu sou gente! Usei a tinta grossa ser diluir dava pra triplicar os 900ml.

As tintas acrílicas tem uma extensa lista de possibilidades de acabamentos: brilho, semi brilho, fosco, acetinado… E efeitos como linho, mármore, camurça…

O fosco é meu preferido, mas para cores escuras ele é meio chatinho de limpar, tem que limpar a parede inteira senão fica perceptível o local onde “passou-se um paninho” ou seja: não dá pra fazer uma limpeza só em um pedaço.

A tinta acrílica produzida à base de resinas acrílicas e foi criada para uso externo, e ela dificilmente amarela e tem uma certa propriedade impermeabilizante, então tem sido usada em banheiros e cozinhas comumente hoje em dia.

Colorful paint splashing isolated on white

O blá blá blá de hoje foi mais chatinho, mas as diferenças entre as tintas nem sempre são esclarecidas o pintor apenas pede o que ele gosta de usar e o cliente compra. Os vendedores sempre te sugerem a mais cara, ou a que está pagando uma melhor comissão. Então é importante saber um pouquinho. Na dúvida, vai na tinta acrílica, ela seria como a calça jeans de uma produção – segura, de bom gosto e resistente.

Na verdade eu queria falar de PAREDES, mas se fosse esmiuçar isso, escreveria o novo-testamento de novo, teria que separar em livros, capítulos e versículos… então resolvi começar pelo que é mais comum.

Deixem suas sugestões que eu já estou preparando as respostas dos comentários anteriores.

#bença!

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  • Tem como não amar? Adorei o post e com certeza será de muita valia para mim e para quem mais estiver passando por esse processo chatinho de obra. Até mesmo quem não tiver nada a ver com isso, por enquanto, deve salvar bem este post, certeza que em algum momento da vida será necessário. 
  • E quem perdeu o primeiro Mi Casa, Su Casa, aqui está o LINK para se atualizar. Curtiu o trabalho do Lelo e quer fazer sua obra com bom humor e alto astral, além de muito bom gosto? Segue o email de contato  azuosexclusive@gmail.com.
02
May 2015
Com Vocês… Mi Casa, Su Casa!
Mi Casa Su Casa

Já tem um tempo que eu queria uma coluna aqui no blog sobre arquitetura e decoração, afinal acho importante cuidar das nossas casinhas da mesma forma que cuidados do nosso corpo e aparência né? Só que meu gosto pra casa não é lá muito bom e confesso que nunca me preocupei muito com isso. Até pouco tempo atrás morava na casa dos meus pais, até que eles foram embora e fiquei sozinha, mas ainda na casa deles. No meu caso, não fui eu quem saiu de casa, foram eles hahahaha. Bom, mas como continuava sendo a casa de papi e mami, deixei tudo como estava: móveis antigos, os tapetes de sempre, os efeites que me acompanharam a vida toda… Bem casa de pai e mãe sabe? Onde a gente não mexe muito… Só que como já contei em algum post anterior, vou mudar de lar. Agora sim, algo meu e que será com minha cara. Um pouco tarde talvez, mas ainda em tempo.

Nunca imaginei que construir e decorar uma casa desse tanto trabalho, principalmente quando não se entende NADA sobre o assunto e quando o gosto para isso é meio… duvidoso. Nos últimos meses tenho aprimorado esse gosto, já sei distinguir papel de parede rico e pobre, pisos que servem em banheiros e outros que não podem ser utilizados em áreas molhadas, já sei que temos que considerar friamente onde estarão as tomadas da casa e pensar em zilhões de detalhes que jamais pensei que existiam. Caramba, quanta coisa tenho a aprender sobre isso!

Mas eu sozinha, pela minha falta de conhecimento, falaria muita besteira por aqui e por isso saí em busca de colaboradores para me ajudar, tanto nas informações sobre arquitetura e decoração para a vida e para meu futuro lar.

Pedi pro Lelo me ajudar, um amigo muito especial e que tem excelente gosto. Ele cursou arquitetura por 4 anos e fez especialização em Design de Interiores simultaneamente, que ele diz ser a parte fashion da coisa. Ele vai nos ajudar aqui no blog com dicas e inspirações para nossos lares!

O assunto de hoje é: TIPOS DE PISO! Com vocês, Lelo, nosso novo amigo que vai deixar nossas casas LINDAS!

¨Oi gente, se tudo deu certo, a Cony manteve o nome dessa coluna como “Mi casa, su casa”, porque, vejam bem: ela é chilena, eu moro na fronteira e trabalho muito no Paraguay, esse blog é brasileiro, então eu acho que o drink oficial pra acompanhar essa leitura, deve ser o cosmopolitan.

Pode isso produção? Chegar embebedando as leitoras?

Então é o seguinte, vamos falar de obra, por que casa cheia de amor, é igual relacionamento, precisa de construção.

Eu não vou seguir uma sequencia muito lógica, mas ao longo do tempo, falaremos de todos os estágios de uma obra. Vamos começar com um assunto bem amplo: Pisos.

Ele está em todo lugar, mas enquanto não precisamos escolher um revestimento de piso pra chamar de “meu” a gente não dá muita atenção. No máximo separa mentalmente os pisos como: feio e bonito.

Claro que, existem pisos internos, externos, comerciais, residenciais… E eu pretendo sobreviver para falar deles todos aqui, mas, calma! Vamos começar pelos pisos pra usarmos nos nossos lares.

Atualmente, opta-se por praticidade, então os pisos mais comuns são: Porcelanatos, Cerâmicos, Pisos laminados, pisos de pedra, de madeira, o caçula do laminado vinílico e, fazendo às vezes de Rubinho, o carpete.

Agora vamos ter uma visão panorâmica de cada um. Coloca o capacete de obra e #vemkotio:

porcelanato

Os porcelanatos são os queridinhos da vez. Pela imensa gama de acabamentos, padrões, tamanhos e preço$.

ceramico

Cerâmicos, estes são os primos menos tecnológicos e de baixa renda do porcelanato, são interessantes, em minha opinião, quando se tem um orçamento mais limitado.

 

Laminado

Piso laminados, eles são quase… Tem cara de madeira, toque de madeira… Mas não tem cheiro de madeira, durabilidade de madeira.. Apesar de que tem pontos bons, como a fácil manutenção, rápida instalação e o preço convidativo.

Pedra

Pedra – existem opções excelentes, geralmente usadas nos jardins e áreas de lazer, essas texturas incríveis são negligenciadas. Além dos granitos, mármores, limestone, e da escravizada canjiquinha, temos uma série de materiais pra exibir pela casa, como a miracema.

madeira

Madeira – meu bem, no preço que tá, transforou-se privilégio de alguns. Não somente pelo investimento inicial, mas também pela mão de obra, que deve ser especializada, pela manutenção com cera semanal, os cuidados pra não riscar… Pelo menos ela é muito resistente e pode ser lixada até 4 vezes (considerando o emprego de réguas com 2 centímetros de espessura) reavivando a beleza e deixando tudo novinho.

vinilico

Laminado vinílico: não surta amiga. Não perca seu respeito por mim. Eu não tô falando daquele piso de hospital insolente. Alguma alma caridosa juntou a facilidade do uso do piso vinílico com o design moderno das réguas de laminados que imitam madeira.  Agora temos uma opção com 3 milímetros de espessura que nos dá a chance de, fazer de conta, que temos um piso de madeira.

carpet

Carpete – tadinho! Tão odiado no Brasil, ele é um cara legal. Especialmente se você tem um home theater ou uma academia em casa. Ao contrário do que as pessoas dizem, carpet não produz calor. Calor é energia, e se carpete produzisse energia, eu mesmo não teria a Itaipu aqui no quintal de casa. E os carpet modernos tem tratamento anti ácaros e bactérias, mas assim, acho que pra uso residencial, o carpet deve ser usado em menores proporções. Falaremos dele no futuro e vocês vão se assustar com os ensaios técnicos que eu tenho pra mostrar.

Muita coisa né!? Mas ainda é a pontinha do iceberg. Devagar e sempre, iremos falando de maiores detalhes. E por hoje é só!

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  • E o tanto que eu amei o alto astral do Lelo? É pra morrer de rir hahahaha. Quando falou de piso feio e bonito logo pensei ¨eu classificaria como piso rico e piso pobre¨. Acho que nos entenderemos bem!
  • Se alguém tiver dúvidas, pode deixar nos comentários e se tiver sugestões de temas para esta coluna, também deixe sua ideia nos comentários, afinal… MI CASA SU CASA!
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