17
Jun 2018
Mi casa, su casa – Qual e quando?
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá Fufulétes.

Tenho algo para contar sobre o domingo passado. Eu participei da minha primeira corrida. Sim, o gordinho aqui foi sacudir as banhas publicamente por 8 kilometros.

E eu, apesar de correr com certa frequência, não ashay que seria tão difícil. Acabei não tendo fôlego para correr os 8km, mas concluí a prova, então vamos ficar feliz em participar.

Fomos em três (Paulo, Alex e euzin segurando a barriga pra foto), e não se animem com a medalha, é só de participação mesmo, HAHAHAH.

Let´s talk business now.

Recebi uma pergunta MUITO interessante de uma Fufu por email, e resolvi postar para vocês. Quer saber qual e quando contratar um profissional para construir? #vemkotio :

“Lelo, bom dia.

Li uma publicação sua no Futilish e gostei muito do modo como vc trabalha.

Tenho a impressão de que vc pensa no cliente em primeiro lugar e não apenas nos $$$

Gostaria de te perguntar qual é o profissional mais indicado para acompanhar uma obra de uma casa? Engenheiro civil, arquiteto?

Talvez eu esteja colocando o carro na frente dos bois, uma vez que nem tenho terreno ainda.

Então, vou aumentar minha pergunta: existe algum profissional que dê assessoria desde a compra de um terreno, passando pelo projeto e também o acompanhamento da obra?

Há possibilidade de contratar um profissional de longe e dar certo?

Sou de uma capital e pretendo morar numa cidade menor, no interior.

Dá certo contratar alguém que não seja de minha cidade ou imediações?

Agradeço muito se puder responder.

Se não puder, agradeço do mesmo jeito.

Abraços,

Liliam”

 

Eu fico muito feliz quando vocês leitoras mandam e-mail para gente, principalmente quando é por terem se identificado com a maneira que eu optei por trabalhar.

Realmente, aqui no escritório, tanto eu quanto as sócias procuramos nos despir de desejos próprios e durante as reuniões e entendermos os desejos dos nossos clientes. Isso acontece porque no final das contas acreditamos que somos ferramentas para transformas o seu desejo em realidade. A casa será sua e tem que ter sua cara, tem que funcionar para você, e obviamente, facilitamos as coisas com a nossa experiência.

Estar pensando no profissional desde antes de adquirir um terreno, falando sério agora: Isso faz de você uma dádiva. Essa preocupação fará diferença no resultado, pode ter certeza.

Agora vamos por partes:

No caso de compra de um terreno, eu optaria pela consultoria de um arquiteto. A partir do que você deseja, ele saberá te dizer qual a posição da testada (frente) do terreno que será mais adequada para a construção que você fará.

Exemplificando:

Supomos que você tem crianças, quer uma casa em um condomínio fechado (questões de segurança) mas você gosta de nos finais de semana ficar até um pouco mais tarde na cama. Eu indicaria um terreno com frente para o leste, porque quando os vizinhos forem chamar seus pequenos para brincar você pode dar uma espiada na janela e ver o que está acontecendo sem ter que fazer cosplay de dona Florinda andando pela casa para liberar o alvará do pimpolho para ir pro futebol só com um joínha da janela mesmo.

Ou numa outra cena – afinal não sei nada sobre você – Você preza por silêncio nos quartos, prefere que toda a área de lazer e serviços/ garagens afastada do seu ninho de amô: eu sugeriria um terreno com frente para o oeste.

Então entender a maneira que sua família vive e aproveita a casa influencia diretamente na “divisão” dos setores.

Quando somos contratados para desenvolver um projeto arquitetônico começamos a partir de um “fluxograma” e “setorização” para depois começarmos a pensar em tamanho de um ambiente propriamente, ou a composição de uma fachada.

Sobre o profissional,  eu sempre vou puxar sardinha para o arquiteto, afinal é o que a gente estudou e vive todos os dias. Não que o engenheiro seja menos importante, ou menos capacitado. A verdade é que as faculdades tem grandes diferenças e as atribuições de atividade são praticamente as mesmas.

O profissional de arquitetura estuda e volta-se mais para o usuário e para a questões funcionais e estéticas da construção. O profissional de engenharia aprende mais sobre a construção, as otimizações de materiais e de técnicas construtivas. É uma guerra longa dentre esses dois. Mas na prática eu vejo que as construções mais eficientes são idealizadas por um arquiteto (projeto arquitetônico), depois vão para um engenheiro fazer toda a parte de estrutura, hidráulica e elétrica/lógica (chamados de projetos complementares) e todos eles precisam ser compatibilizados.

Sobre quem contratar, a certeza que eu tenho é que, mesmo que você opte por um profissional de fora para idealizar seu projeto, você tenha um local para executar a obra.

Construir pode ser vendido como uma ciência exata – porque o projeto é exato – mas o pedreiro não é. E sempre vai haver algo que precisará ao longo do processo ser revisto e adaptado. Seria melhor se fosse a mesma pessoa, pois quem idealiza uma casa ou um comércio tem uma visão global que talvez outro não compreenda. Uma linha de janela, uma abertura meio polêmica, uma passagem que talvez fosse melhor pelo outro lado… tudo tem um por quê, e só o pai da ideia vai poder ponderar os prós e os contras.

Agora a dica infalível é: analise o portfólio do profissional que você pensa em contratar. Peça para ele mostrar as obras que ele gostou de criar, que são do estilo que ele aprecia. Todo profissional é preparado para fazer: Clássico, moderno, contemporâneo, brutalista, futurista… uma infinidade de estilos, que a gente aprende todos na faculdade (de arquitetura, não de engenharia #treta) a partir do material que ELE gostou de produzir é muito mais fácil selecionar o que faz o que VOCÊ deseja. Aí o processo é mais natural, porque vocês já tem afinidade de estilo.

 

Caso você opte por fazer o projeto de interiores (revestimentos, gesso, iluminação, mobiliário) nem todos os escritórios oferecem, por isso criamos a NEST, pois interiores é possível ser feito a distância tranquilamente. MESMO assim (jogando contra mim) eu digo que: caso o profissional que eleger ofereça essa parte, dê preferência para ele, pela visão global que ele tem. Mas peça um BELO desconto, pois ele também já tem 40% do trabalho desenhado.

Você Fufu que me lê, tem alguma dúvida? Deixa nos comentários, ou manda um email que assim que possivel, eu respondo.

#Bença!

13
May 2018
Mi casa, Su casa – Um quarto de rainha.
Bem Estar, Decoração, Mi Casa Su Casa

Fufús!

Feliz dia das mães. Seja você mãe de humanos, cães, gatos, passarinhos ou répteis.

Só não vale aranha. #fobia

Que tal a gente pensar no que faz um quarto de rainha? E não estou falando de estilo, mas dos itens que eu acredito que são os que transformam o espaço de dormir em um quarto de rainha. Então vamos aproveitar o tema das mamys pra pensar nisso.

Falando em rainha (segundo a internet) este é o quarto de HRH Queen Elizabeth II :

Euzinho, transtornado que sou, nem me importo da véia dormir no sofá (visto que não achei a cama na foto) só quero saber quenhé que vai trepá nesse lustre e desentortar essas velas que estão me consumindo.

Obviamente nós, os outros 97% da população mundial, não tem esse espaço todo para encher de carneirinhos imaginários quando estiver insone, mas podemos nos permitir certos luxos. Na Nest Interiores acreditamos que um espaço de dormir deve transmitir calma e ser rico em texturas. Para tanto não é necessário ser milionário, basta pensar em “camadas”.

As coisas que são “fixas”:  Piso, parede, teto. Temos uma riqueza de texturas aí? Exemplificando: um piso com textura de madeira, uma parede com uma tinta com acabamento toque de seda e um teto em gesso com uma pintura lisa já somam três texturas. Essa é sua base, e você vai seguir construindo a partir daí.

O que pode ser adicionado?

Tapetes, papel de parede e uma cabeceira estofada por exemplo:

Cortinas outros tecidos, como mantas, cobertores e almofadas decorativas:

Iluminação em vários pontos, como abajures e pendentes:

Se tiver, ou puder incluir, gesso e iluminações indiretas, trazem uma possibilidade maior de cenários aconchegantes:

Sobre o mobiliário, eu sou um ferrenho defensor da cama tamanho queen (158x198cm). Ela é confortável e espaçosa o suficiente para grandes aventuras assim como para dormir de conchinha com seu bem. Eu, particularmente gosto de dormir abraçadinho, então tenho uma cama de casal tradicional (138x188cm) porque prefiro um quarto com maior circulação do que com muita cama e o dedinho do pé batendo em tudo.

A cama tamanho king (198×198) e maiores são muito legais para quem tem espaços realmente amplos e que não precisam se preocupar com o preço dos lençóis. Mas eu ainda acho que se você gosta da pessoa com quem divide a cama, pode muito bem viver numa queen size. Se a desculpa é: minhas crianças/cachorro/gato… dormem junto comigo… não cabe a mim. Aproveite sua cama gigante.

Nestes últimos dois anos a altura das camas tem crescido. E tem crescido a centímetros bizarros. A altura ideal da cama é uma em que você possa sentar e alcançar os pés no chão confortavelmente. Sério gente, daqui a pouco vão inventar um banquinho paras pessoas subirem nas próprias camas, e o pior é que vai ter gente comprando.

When it comes to night stands temos duas dicas de ouro!

Opte por uma mesa de cabeceira que seja pelo menos 5 centímetros mais baixa que o nível do colchão, assim é menos provável que você bata a cabeça na quina deste pequeno.

Outro detalhe a se levar em consideração é que seu criado mudo esteja afastado da cama o suficiente para que a roupa de cama caia elegantemente entre eles.

Caso o espaço permita, sempre gostamos de propor um móvel ao pé da cama. Conhecido como recamier, existem diversos modelos, estilos, tamanhos e cores.

Eu opto muito pelos tipo baú e, especialmente se você aprecia uma cama com muitos travesseiros e almofadas, ele pode guardar todos estes itens durante a noite.

Esse móvel é legal para quando você precisa sentar para calçar um sapato, para receber uma amiga no quarto enquanto se arrumam e fofocam. Até para apoiar uma bandeja de café da manhã num dia especial.  Acredito que quando essa peça é ligeiramente mais estreita que a cama o resultado é mais phyno. Já a profundidade dela costuma ser pequena, bem como um banco mesmo, coisa de 40 até 55 cm é mais do que adequado.

Se o guarda roupas está no quarto, eu continuo defendendo que espelhos não devem refletir a área onde estão os travesseiros. Assim você evita de acordar e dar de cara com você mesmo te encarando.

Outro item que eu entendo ser dispensável é a TV no quarto, mas se para você é importante ou até obrigatório, lembre-se que a posição ideal é ao pé da cama, e que o centro da tela deve estar a 150cm do chão.

Agora me diz: Para você o que tem no seu quarto de rainha?

Acredita que esta semana completamos três anos de Mi casa, su casa? Ainda que as coisas tenham mudado um pouco, e me desculpem se eu não tenho conseguido escrever todas as semanas, mas esse cantinho junto de vocês é o melhor do mundo!

Obrigado Cony por me permitir ter contato com as suas Fufús e os senhores Fufús, todos tão especiais para mim.

#Bença!

29
Apr 2018
Mi Casa, Su Casa – Piti nos móveis.
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá Fufuterráquias/os!

Turupom cocêis? Eu estou absolutamente enfeitiçado pelo olhar de mi patrona, Constanza, mostrando uma das minhas cidades preferidas de Terra Brasilis no stories do Instagram @Futilish. Merece um post essa comparação cosmopolita que só nossa blogueira mozuda poderia fazer.

Apesar de eu procurar falar aqui de coisas corriqueiras na vida a Nest Interiores, escrevendo aqui sobre acontecimentos da minha semana, desta vez eu me inspirei num fato que aconteceu com mozão, mas que eu vivi muito nos meus quase 10 anos de vendedô de móvis.

Quem aqui já passou por alguém procedimento estético mais invasivo, ou uma cirurgia plástica, sabe que para ficar bom antes é necessário virar um Gremlin.

Então o pior pesadelo que a gente pode ter é: Cliente (de primeira obra) morando no local ou, cliente que vai na obra o tempo todo.

Tem momentos que você chega numa construção/reforma/montagem que parece que absolutamente tudo está errado/estragado.

Calma,

Calma,

Calma.

Segura na minha mão e tenha fé!

Minha experiência com móveis modulados, as coisas eram um pouco mais “organizadas” pois o mobiliário vem quase como um Lego da vida real, onde os montadores fazem apenas pequenos ajustes de vistas (um acabamento que fica entre o móvel e a parede) ou quando temos que embutir móvel onde existem colunas ou vigas.

Outro fato é a necessidade de fazer furos ou recortes para a passagem de canos ou de fios.

E de preferência é nesta hora em que tem serragem voando pelas janelas, toco de MDF e MDP sambando pela cozinha, marcas de lápis, giz, caneta por todas as paredes, pisos e móveis que o dono da casa aparece e, por não saber dos processos, tem um surto.

Aquele móvel magnífico, com o revestimento mais caro da loja, que você economizou uma bolsa de grife para comprar… também tem intestinos e a buchada dele não é, necessariamente, esplêndido como a parte de fora.

As portinhas que por opção sua, custaram de 25 até 30% a mais para não baterem… só vão fechar linda e silenciosamente, depois que TUDO for montado, limpo e regulado.

Claro que eu acho muito válido que sejam feita algumas visitas durante o período de montagem de mobiliário, especialmente se optarem por marcenaria, que tem muito mais cortes, recortes, montagens e parafusos…

Agora se você não quis, ou não pôde contratar um profissional para acompanhar/fiscalizar sua obra, eu vou deixar algumas dicas:

  • Compre um protetor de pisos. Tem de várias faixas de preço, e a mais comum/barata é o rolo de papelão ondulado, que é vendido por quilo e se encontra facilmente em lojas de embalagens.
  • Peça para a montagem iniciar pelos ambientes onde você precisará instalar granitos, assim quando a marmoraria entregar as pedras possivelmente os marceneiros ainda estão por lá para a última limpeza e regulagem.
  • Verifique se tem parafusos caídos pelo chão e ferramentas espalhadas pelo ambiente. Parafusos podem danificar seriamente qualquer tipo de piso (laminados, madeiras, porcelanatos, pedras) e ferramentes espalhadas mostram que o montador não tem experiência – ou que é porco mesmo.
  • Exija a limpeza final dos móveis antes da inspeção final. Nem risco de lápis, meleca de cola ou silicone devem ficar aparentes.
  • Peça um cronograma para o fornecedor, assim você tem controle de quantos dias serão necessários.
  • Fotografe pisos e paredes antes do início de montagem. Assim caso tenham batidas ou danos você pode pedir ressarcimento.

Você já passou por alguma reforma? Tem alguma outra dica? Conta pra gente nos comentários!

#Bença!

 

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