11
Apr 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Quanto tempo sem choradeira? O que será que temos hoje?

Caso 01 – Flaminga

Vou direto ao assunto: como a gente lida com os agregados que vëm no pacote das pessoas que a gente ama? Tenho essa dificuldade com alguns namorados de amigas, cunhadas e amigos do namorado. Não sei lidar com carinho e alegria com pessoas muito diferentes de mim em questões essenciais como valores, posicionamento político e preconceitos. Minhas cunhadas são muito patricinhas, meio fúteis, aquele tipo de mulher que se acha a princesa a quem todos devem servir.  Os amigos do namorado são super coxinhas, só falam de dinheiro, fazem piadinha sobre gays (em 2017) e chegaram a achar graça de uma vem que fizemos uma viagem de önibus. Tem namorado de amiga que tem o Bolsonaro como ídolo e pra mim já pode parar por aí. Eu reconheço que eu não sou fácil, tenho poucos e os mesmos amigos desde sempre, tenho uma formação em humanas sempre muito politizada e militante e não dou conta de não me posicionar sobre o que eu escuto. Eu acredito que a gente  já é obrigado a fazer muita coisa na vida, tem que lidar com gente mala no trabalho, na família, seguir regras, pagar as contas então, na esfera do amor e das amizades, as escolhas devem ser mais livres . Esse é o meu ideal, mas eu sei que meu namorado e minhas amigas ficam chateados pelo meu desinteresse nas pessoas que eles gostam. Eu não sei fingir ou genuinamente despertar meu interesse pra gente que não me cativa, mas não quero magoar as pessoas que eu amo, como faz?

Menina você deve ser muito chata. Seja simpática! Se esforce! Não seja a dona da razão o tempo todo e nem queira convencer os outros sobre seus ideais. Cada um é cada um, ué! A mulher é patricinha? Deixa ela! O cara curte o Bolsonaro? Deixa ele! CADA UM COM SUAS ESCOLHAS. Pense numa coisa, quando o problema se repete nos outros, é BEM provável que o problema seja VOCÊ! E você sabe disso. Ter empatia é bom viu?

Caso 02 – Ema

Oi cony! Tudo bem? Este é o meu chora. Tenho 23 anos e moro com meus pais que são super tradicionais em alguns aspectos. Eles acreditam que uma moça deve casar virgem, só assim o casamento irá ser perfeito. Vivem fazendo piadinhas como “fulana foi pra lua de mel, mas o mel já foi embora há tempos”. Fico absurdada com tal tipo de pensamento, sempre lembro a minha mãe o quão machista isso é. Em outras esferas eles são pessoas maravilhosas, acreditam no meu sucesso profissional, acham que a mulher deve ser independente financeiramente, etc etc. Sou solteira e eles apoiam que eu saia, conheça pessoas, não me amarre ao primeiro homem que aparecer. Tudo isso chega a soar contraditório né? Pois bem. Agora vem o pior. Tive meu primeiro namorado aos 15 anos. Era muito apaixonada por ele, do tipo que chorava largada pelo sujeito kkkk não sei se foi por ver essa paixão toda, ou simplesmente por  querer se impôr mesmo, meu pai sempre me chamava pra conversar sobre o namoro. Nestas conversas (sempre com minha mãe junto); ele falava que era pra eu ficar só nos beijos, que se ele descobrisse que eu estava fazendo outro tipo de coisa(sexo) ele me colocaria para fora de casa; pois ele não sustentaria mulher de outro homem embaixo do teto dele. Que se eu me envolvesse com sexo, perderia as chances de sucesso profissional, pois uma menina nova não poderia pensar em sexo, apenas em estudo. Imagina ficar grávida? além de tudo, o “pior”: a vergonha de casar “sem o mel” (meu Deus que ódio dessa palavra kkkkk). Enfim, hoje eu sei o quanto isso era absurdo. Olho para trás e sinto pena daquela menininha ouvindo esse tipo de coisa(é claro que meu pai deveria ter conversado, mas precisava ser assim?). Mas, até hoje essas palavras ecoam na minha cabeça. Infelizmente somatizei isso da pior forma possível. Tive um medo terrível de sexo por muito tempo. Depois desse primeiro namorado (que não rolou sexo, obviamente); tive outro de dois anos e também não consegui fazer com ele. Fiquei solteira e assim estou até hoje. Fico com os caras e quando sinto que está na hora de avançar o sinal me dá uma coisa ruim, uma insegurança, um medo inexplicável. Minha primeira vez rolou ano passado aos 22; fui tomada do sentimento de ser a última virgem existente no mundo e precisava passar desta etapa. Não foi bom, muito pelo contrário. Foi muito doloroso (fisicamente falando) e o cara era um babaca, escolhi muito mal. Tudo isso somou para eu querer ficar mais longe ainda de sexo. Depois de 11 meses, achei que estava pronta e rolou de novo. Não gostei. O pior é que após o ato eu fico noiada pensando em riscos de gravidez(mesmo não havendo teoricamente risco algum) e em como o rapaz irá me olhar a partir disso. A inexperiência também me aterroriza.

Até outras coisas que não sejam a transa em si, mas oral e masturbação, eu tenho medo. É claro que tenho minhas necessidades e vontades, mas sempre me controlo ou no último dos casos me viro sozinha. É muito frustrante saber que aos 23 anos eu não tenha liberdade para viver o sexo com outra pessoa. Duas transas na vida. As pessoas nem imaginam isso, pois sou do tipo que sai, curto a noite; trabalho,  viajo, muitos amigos, etc. Como superar esse medo? Como esquecer coisas que ouvi há oito anos atrás? Como me soltar?

Por favor meninas, me deem conselhos! Outra coisa que me incomoda muito é não poder conversar sobre isso com minha mãe. (Mamães que estejam lendo o post, sejam amigas de suas filhas! Nós precisamos muito de vocês!)

Não sei te indicar mais nada além de terapia! Não será conversando com uma amiga, nem com sua mãe que as coisas que seu pai te disse irão se apagar da sua memória. Tem que tratar a cabeça mesmo…

 

Caso 03 – Garça

Você não imagina como eu queria que esse fosse um chora falando apenas de um termino, uma confissão de uma traição ou ate mesmo uma grande desilusão profissional.
Rescrevi esse texto várias vezes e acho que eu nunca fui tão sincera comigo mesma.
Vamos lá, tenho 24 anos, estudo engenharia numa conceituada escola do rio de janeiro, a melhor, já trabalhei como modelo, desde os meus 15 anos tive todos os caras que quis sem exceções. Posso dizer que ja fui realmente amada, via nos olhos deles (3 caras), trai todos , eles nunca souberam e eu não sei por que eu os trai , eram pessoas maravilhosas que trai com pessoas detestáveis, detestáveis mesmo, no sentido puro da palavra, pessoas que eu sabia que eu não queria para a minha vida.
Nesses últimos tempos eu consegui um intercâmbio ( O intercâmbio, era o que eu mais queria na vida, estudei muito, me esforcei, lutei com unhas e dentes… consegui) hoje estudo numa faculdade bem conceituada na frança , era o plano, fiz essa promessa pro meu pai, ele foi embora quando eu tinha 18 anos. Prometi que seria a melhor engenheira possível, na época nem engenharia eu cursava.
Já tive minha fase festeira, saia de casa na quinta e voltava na segunda, o telefone não parava, tinha vários « amigos » , conheci muita gente transitei por todos os meios sociais existentes. Sempre fui muito adaptável posso ser aquilo que quiser, entendo que a vida é uma grande atuação e somos nos que escolhemos nossos papeis. Na minha cabeça não existe isso de destino, a gente faz as coisas acontecerem.
Entretanto, eu nunca fui feliz, entenda, eu tenho a « vida perfeita », sou bonita, hoje em dia ninguém da minha família tem algum problema de saúde , temos uma condição financeira legal,eu viajo todo mes pra algum lugar diferente, estou na faculdade que eu « queria », tudo pra ser feliz ne ? Porem não sou, simples assim, me sinto sozinha, sem identidade, não sei do que eu realmente gosto ou o que eu estou apenas me adaptando (fingindo gostar) e isso me da uma agonia enorme. Meu namoro de 3 anos acabou tem um mes e ate agora eu não sei se eu estou triste ou não. Sabe eu o trai , eu tinha plena consciência que eu não era totalmente feliz com ele mas tem dias que eu chego em casa e choro choro choro que a única coisa que faz eu parar de chorar é me cortar, é isso mesmo que voce leu, eu me corto, tinha esse habito quando tinha 15 anos e agora ele voltou. Meninas, nunca façam isso, é uma droga de verdade, você pode viciar e não parar mais.
Concluindo, tenho tudo pra ser feliz, mas não sou , sou racional, digo pra mim mesma todos os dias, que eu não tenho o direito de ser triste, não tenho direito de me sentir assim mas eu me sinto. É um vazio enorme que nada nem ninguém preenche. Acho que eu deveria acrescentar que desde que eu me conheço por gente eu não queria estar aqui, é isso mesmo, eu sempre quis deixar de existir, ou simplesmente morrer. Esse um pensamento que eu posso tentar sufocar, enterrar , confrontar com a minha racionalidade mas ele não vai embora, não me larga. Sinceramente não sei mais o que fazer, fui em duas psicólogas mas não deu certo, não rolou. 

( Ps so pra geral aqui não achar que minha vida é uma mar de rosas e que eu estou de mimimi:
Aos 15 eu sofri abuso sexual do meu primeiro namorado, minha família numa soube, fui contar para a primeira pessoa 1ano depois;
Aos 18 eu perdi meu pai, nos éramos muito próximos ;
Aos 19 eu tive que remover um seio pois tinha 7 nódulos, eu ia perder o plano de saúde do meu pai e o medico me aconselhou a retirar por prevenção;
Minha mãe nunca tentou me entender nem nunca me deu muito carinho / atenção, ela diz não ter recebido na infância
Já tive problemas com antidepressivos era viciada, ja passei mais de 48h dormindo sem levantar da cama.)

Olha eu tentei resumir muito, de verdade, posso contar milhões de historias da minha vida mas não é esse o objetivo. No fundo eu só quero ser feliz, me sentir bem comigo mesma, com as minhas escolhas e ter paz. Por favor não me peça ir numa psicóloga , agora nem se eu tivesse dinheiro eu poderia( minha mae tem horror de psicólogas e não apoia, logo não paga), a não ser que vocês conheçam alguém que atenda por skype

Amiga, você está com depressão. Não racionalize isso, você precisa de ajuda SIM! Li um pouco sobre automutilação e ao se cortar, você não quer se matar, você está lidando com sua dor emocional, pois a dor física supera a dor da alma que tanto te machuca.

“O automutilador tende a ter grandes dificuldades para se expressar verbal ou emocionalmente, portanto, não consegue falar publicamente sobre suas angústias nem chorar diante de outras pessoas. Essa dificuldade de expressão acaba, em muitos casos, sendo um forte fator que desencadeia o comportamento automutilador. Alguns indivíduos afirmam que escrever (textos, poemas, contos, músicas, etc.) lhes parece de grande ajuda, como uma forma de expressar suas emoções, o que não conseguem fazer de outras formas. Desse modo, a necessidade de se automutilar diminui significativamente.”

Tente expressar suas emoções de outra maneira, tal como diz o texto acima. Já pensou em escrever um diário, ou um texto, cada vez que tiver vontade de se cortar? E por favor, procure ajuda médica sim… não falo de terapia, falo de psiquiatra mesmo. Você está precisando MUITO! Depois volta aqui e me conta como você está? De verdade, estou preocupada com você…

  • Choras abertos. Sem casos adolescentes de bofes que somem, que ficam com outras e depois querem voltar, de casos tipo “não sei de quem gosto, do fulano ou do beltrano”. Vamos falar sério agora. Email para constanza@futilish.com e no assunto favor colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO. 
04
Mar 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Que tal um belo sábado de sol para um choradeira básica???

Chora 01 – Emma

Bora lá! Tenho 29 anos, sou casada desde os 19, e antes disso namorei 6 anos. Isso mesmo, tô com a mesma pessoa desde os 14 anos. Um bom marido, com o qual eu planejava filhos e uma casinha no sítio. Tudo bacana demais, da forma que eu imaginava que tinha que ser, Até eu encucar com o fato de não ter conhecido outras pessoas. Isso começou a me agoniar muito.

Sempre fui a bem resolvida das amigas a que dava o conselho pra sair fora quando não tivesse legal. E uma das amigas me relatou a situação dela com um rapaz, que estava angustiada pq ele não queria nada sério. E eu falei pra ela desencanar dessa pessoa.

Mas o mundo gira, e eu me esbarrei com o carinha. Imaginei na minha  cabeça, que poxa, só uma vez que mal faria, ele não era do tipo de se apegar, eu sabia o que queria, seria uma aventura.

Mas o mundo gira, e a amiga veio falar que o carinha tinha encerrado de vez com ela (eu não sabia que ainda continuavam) por que estava apaixonado, ela desesperada. Eu continuei dando conselhos, mas ela continuou correndo atras do rapaz, ele por sua vez disse que queria ficar comigo sério. Eu não aguentei e falei pra ela o que tinha acontecido, levei a maior esculhambação da vida. Agora sinto a necessidade de contar pro marido mesmo que isso acabe nosso casamento, fico angustiada de ele não saber.

Quanto a relação com o rapaz, me sinto muito atraída, mas queria ser livre. Meu chora é maluco demais? Fui muito mal caráter, tipo vilã de novela? Sou aquela pessoa que estraga os relacionamentos? Isso tem me perturbado muito.

Sim amiga, o mundo gira e vai girar pra você também! Lembre-se SEMPRE de uma coisa: nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Acho que só com essa frase já respondo a sua dúvida.

Chora 02 – Victoria

Namorei 6 anos… e faz 2 anos que casei. Nunca tive nenhum problema de relação com meu marido.. somos extremamente felizes.. brigamos pouco. Realmente é uma relação muito boa e sou muito feliz. Porque eu choro então?

Eu me casei e mudei para o exterior (moro em San Diego, na California.. e o dia que vc der uma chance ao lado oeste de NYC adoraria te conhecer!). Nos somos felizes aqui no exterior.. temos emprego e uma vida estável… e eu já estou com 33 anos. E ai a idade começa a pesar em relação a ter filhos. A mudança sempre foi pensando na qualidade de vida que nos e nossos futuros filhos poderiam ter. Só que eu ando me questionando muito se quero ter filhos.  Eu ando reparando que todos meus desejos e prioridades não tem NADA relacionando a ter filhos!

Meu marido diz q só teria filhos se eu quiser.. que ele me apoiaria incondicionalmente na decisão que eu tomar.

Fico pensando se vc ou e alguma leitora andam com esse mesmo dilema. Ter ou nao ter filhos? Fico pensando se seu tomar a decisão de não ter eu posso me arrepender no futuro e ser uma pessoa ou um casal muito sozinhos sem filhos, principalmente pois moramos em outro pais longe das nossas familias. Ao mesmo tempo não sei se eu gostaria de deixar meus sonhos de lado e ter filho. (filho exige uma dedicação, preparação e organização financeira gigante e hoje eu nao sei se eu quero ter essa preocupação… na realidade estou na fase de curtir a vida, ir em festivais, trabalhar muito, muito mesmo e aproveitar a vida).

Realmente, eu ando pensando muito nisso.. mas eu nao sei muito bem com quem falar. Meu marido não toma partido e acho que ter essa conversa com a minha mãe seria muito dificil.. porque ela espera netos! Ela e meu pai são completamente fissurados com crianças e contam os dias para ter netos. 

Será que vc consegue me dar uma luz no final desse túnel ensolarado? De qualquer maneira obrigada por toda a dedicação que vc tem ao blog… e obrigada em antecipação por me deixar escrever esse mail e ter a chance de vc ler! Obrigada  🙂 Beijos

Ter filhos é uma decisão totalmente da mulher!!!! E que SORTE que seu marido concorda com isso e te apoia! Eu nunca quis ter filhos e vim sem o tal do relógio biológico de mãe. Fiz um post bem bacana a um tempo atrás que acho que você deveria ler, inclusive os comentários! Pense bem e tome sua decisão! O link do post é este http://www.futilish.com/2014/12/a-geracao-das-mulheres-que-nao-querem-filhos/

Chora 03 – Geri

Olá, Cony!

Adoro seu blog e principalmente seu estilo. Me identifico muito! Bom, eu me formei em Moda e exerço a profissão de Estilista desde que me formei.
Me formei como uma das melhores da turma e consegui meu primeiro emprego em uma empresa bem estruturada e digamos de média a grande. Mas, como tudo não é perfeito, trabalhei muito sobre pressão e às vezes com grito. Isso era muito humilhante. Até que tirei minhas primeiras férias depois de 2 anos e resolvi pedir conta. Por uma sorte enorme me dispensaram 1 dia antes de voltar e o pior; foi por telefone. Me senti muito desnecessária e como se eu não tivesse nenhum vinculo com a empresa. Minhas coisas estavam ainda na minha mesa e mal queriam me deixar retirar. E com todas as pessoas que passaram por lá foi das mesmas maneira. Mas, Deus sempre nos reserva algumas surpresas. No mês seguinte me empreguei em uma outra empresa em outro seguimento e nela já estou a 4 anos.
O pessoal aqui gosta muito do meu trabalho. Dizem a todo momento, mas não ganho nada bem. E de se viver de palavras ninguém vive,né? A promessa era de aumentar meu salário gradativamente, e nunca recebi nenhum aumento que não fosse o reajuste anual. Eu entendo que a crise está terrível e que a empresa não está em um bom momento. Mas eu também não estou. Estou muito desgostosa da minha profissão. Já tentei mudar de emprego, mas na região que estou a crise fez com que muitas empresas fechassem. E como sou casada fica mais difícil mudar de cidade ou estado. Uma coisa que tenho comigo é que nasci para deixar as pessoas mais felizes e bonitas. Tanto que resolvi aprofundar meus conhecimentos na maquiagem com um curso profissionalizante. Estou adorando e está repercutindo muito! Meu marido me apoia integralmente e estamos pensando em montar um espaço em um quarto de nosso apartamento para fazer atendimento. Mas, a minha ansiedade é gigante. E a insegurança maior ainda. Já não durmo direito e tenho crises de ansiedade ! Tenho medo da mudança, de não dar certo! O primeiro passo eu já dei, mas é o primeiro de muitos outros planos que iniciei e que não consegui dar andamento. E isso está me tirando o sono! Se você e as leitoras tem algumas dicas para me dar neste inicio de nova carreira por favor me ajudem. Mais alguém é assim como eu, que quando as coisas não dão resultados imediatos desistem? Alguém superou isso? Acho que falta muito persistência em mim! Bom espero que você e outras fufus possam me ajudar!!! bjos e parabéns pelo seu trabalho que é maravilhoso!!!

 

Parece uma amiga minha falando… ela mal tenta, mal espera as coisas vingarem e já desiste. Fia, não é assim não! Tem que persistir!! Nada vem de graça, rápido e pagando bem. Se viesse, pode saber que era treta. Tem que construir, pedra por pedra, aprender, ajeitar as coisas, se aprimorar… Se desistir no início, de nada vai valer todo o esforço que fez! Pense nisso!! O primeiro passo você já deu, agora mantenha o foco e siga sempre em frente!

 

Chora 04 – Melanie

Oi Cony, Tudo bem? Então, gostaria de dizer primeiramente que amo seu blog e que te acho uma mulher incrível, moderna e forte! Keep going!
Meu chora não é exatamente um chora e sim uma mensagem de força e coragem tendo minha vida como exemplo.
Até 2 meses atrás eu morava no Brasil (amo meu país), mas estava completamente infeliz com minha vida. A faculdade me deixava triste, meu emprego – que era muito bom – me deprimia, meus amigos sempre faziam as mesmas coisas ou seja, não tava dando. Então decidi viajar, vim à Tailândia como turista e acabei me apaixonando pela ilha onde hoje estou morando. Larguei família, amigos, peguetes, faculdade, emprego, tudo pra viver este sonho que estou vivendo agora. Não sou rica, mas sou MUITO feliz. Então digo pras meninas que sempre estão desanimadas com o emprego e com a vida: SE JOGUEM NO MUNDO, não tenham medo de errar, nunca é tarde demais pra ser feliz! Não se prendam a uma vida tediosa por conta de um relacionamento ou de coisas que te fazem infelizes, apenas vivam! Beijos!

Vamos tatuar essa frase na testa? “Não se prendam a uma vida tediosa por conta de um relacionamento ou de coisas que te fazem infelizes, apenas vivam!” Parabéns pela decisão, pela coragem e principalmente por ter conquistado a maior riqueza do mundo, a FELICIDADE! Agora manda o endereço que eu vou aí te visitar hahahahahahahaha!

  • Choras ENCERRADOS! Recebi vários, vou responder os interessantes (os bofe que somem do nada não tá?). Quando liberar a caixa de mail aviso!
22
Feb 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Gente vou dar uma de sincerona… Li e reli vários Choras que recebi e poucos me davam vontade de publicar… A historia se repete em vários, sempre a mesma coisa… O cara que sumiu, o cara que não assume compromisso, a mulherada que não sabe se continua tentando ou não… Bom, acho que já passamos dessa fase e sabemos muito bem que QUANDO SÓ VOCÊ CORRE ATRÁS, É UM SINAL PARA CORRER PRA LONGE. Com essa frase respondi pelo menos uns 10 mails que recebi.

Vida que segue. Vamos ao que interessa.

Caso 01 – Miami

Tenho 28 anos, sou farmacêutica, trabalho há 4 anos na mesma empresa (consequentemente meu primeiro emprego), namoro também há 4 anos um cara maravilhoso (que amo de paixão).

Mas a 3 anos descobrimos que minha mãe estava com um câncer avançado de estomago, no qual os médicos lhe deram meses de vida e ela lutou bravamente por 3 anos. Minha mãe sempre foi tudo para mim, criou eu e meus irmãos sozinha (meus pais se divorciaram cedo e meu pai é ausente). Ela era uma mulher admirável, estilosa, chic, que cativava todos por onde passava. Passei os últimos 3 anos cuidando dela juntamente com meus irmãos e convivia com aquele medo de perder a pessoa mais importante da sua vida… Medo de como seria minha vida sem o verdadeiro amor da minha vida, sem minha amiga, onde iria morar (pois morávamos eu, minha irmã e ela), de como me sustentaria sem ela (tenho um bom salário comparado aos meus colegas de profissão, mas não é uma Brastemp). Além disso já estava em crise em relação a minha profissão, pois onde trabalho não vejo perspectivas de crescer e não amo o que faço no dia-a-dia.

Desde o inicio do ano eu e meu namorado já estávamos amadurecendo a ideia de morarmos juntos, nos damos bem e nos amamos muito, porém logo que começamos a olhar apartamento minha mãe foi internada novamente e faleceu… O que vivi neste ultimo mês de vida de minha mãe e como convivi com o sofrimento dela foi horrível, ninguém merece passar por isso… Mas ela me deixou o exemplo de ser forte e batalhadora, que é o que tem me dado forças para seguir em frente. Porém agora me encontro numa situação tao difícil, sem ver a luz no fim do túnel. Estou sozinha na minha casa, pois meu relacionamento com minha irmã é péssimo, ela foi a primeira a fugir de todos os problemas e não tem ajudado em nada nesse processo de Inventario. Além disso surgiram várias gastos inesperados que estão consumindo todas as economias que eu tinha.

Resumindo: perdi minha mãe, estou sozinha numa casa que tudo me faz lembrar ela, não sei se quero esse meu emprego (no qual a empresa está em uma séria crise financeira) mas preciso dele agora mais do que nunca e não consigo sair de casa pra morar com meu namorado pois não sei se terei dinheiro para bancar financiamento, despesas de casa e esses gastos com a morte da minha mãe. Estou confusa, sofrendo por não conseguir colocar um rumo em minha vida e com isso tudo não consigo nem viver o luto da minha mãe direito. Queria tomar as rédeas da minha vida e seguir em frente mas não consigo pois esse inventário e bens a serem divididos por 3 dificultam tudo (eu e meus irmãos estamos mais perdidos do que tudo, cada hora decidimos uma coisa diferente… meu irmão me ajuda mas minha irma só coloca empecilhos,foge da responsabilidade de fazer as coisas e não tem dinheiro para bancar os gastos). Meu namorado tem me apoiado ficando ao meu lado e me ajudando a seguir em frente, mas estou sofrendo tanto… Uma angústia, um vazio que nem sei explicar… Ele sempre diz que vamos resolver essa situação e cuidar da nossa vida, mas não consigo ver um fim nessa historia toda… Isso já está afetando a vida dele e me incomoda muito ele também estar travado nessa historia toda…

Queria uma luz de como conviverei com essa ausência da minha mãe? Onde irei morar? O que farei com minha vida profissional? Como conseguirei construir uma vida com meu namorado? E será que darei conta de me sustentar sozinha???

Ah minha amiga… perder uma mãe não deve ser nada fácil. Eu nem imagino essa situação e muito menos o tamanho do sofrimento. Mas a gente nasce e morre sozinha. Você está vivendo o luto, não tem jeito de fugir disso. Para não sobrecarregar seu namorado, tente procurar algo que te de algum tipo de paz, de serenidade… Religião, meditação… E outra coisa, você deve focar no seu trabalho e ser feliz nele pois será a única coisa que nunca se virará contra você e depende totalmente de você. Se não está legal no seu emprego, dê um jeito já de procurar algo que te satisfaça porque é aí que você vai por toda sua energia e foco. Além disso, será o que te trará condições financeiras de uma vida melhor. 

Caso 02 – Nova Iorque

Oi Cony, Relutei muito para escrever, mas preciso muito começar meu 2017 diferente, preciso fazer diferente, então decidi relatar meu chora pra ver se consegue me ajudar.

Tenho 26 anos, namoro desde os 20 com o mesmo cara (entre idas e vindas – o máximo de separação foi 1 mês ). Nos conhecemos no trabalho, começamos a namorar, fui para uma empresa melhor e levei ele comigo. O cara nem o ensino médio tinha, hoje ele conclui sua faculdade. No começo do namoro ele era perfeito, lindo, atencioso, amoroso, daqueles que larga tudo pra te ter por perto, mas também muito ciumento. Isso me sufocava mas sempre tentava contornar a situação, falando que ele precisava sair com os amigos, conhecer gente nova e etc. Me formei em 2015, desde então não trabalho só estudo pra concurso. E ele ta vivendo, sai depois da faculdade com os amigos, não me trata como antes, sempre seco e rude, e eu aqui louca, choro sempre, até quase entrei em depressão, emagreci 10kg em um mês, mas graças a minha família venho tentando dar a volta por cima. Não sei se essa minha obsessão é pelo fato deu não ter ninguém, amigas pra sair, lugares pra ir, conhecendo gente novas, não sei, sei que isso me mata. Não sei se ele tem outra se não esta mais interessado e cada duvida e pensamento é um luta pra controlar meu emocional. Eu sempre fui muito certa daquilo que queria, autentica, decidida, mas hoje eu não me sinto assim, tudo tenho vontade de chorar, meu estomago me sufoca (tenho gastrite emocional) nada melhora e o cara age como se pra ele esta tudo certo, normal.

Nossa ultima briga saímos praticamente nos tapas, um empurra empurra arranhei o braço dele, e estamos aonde eu nunca imaginei chegar. Eu o amo e isso não tenho duvidas, quero construir um vida com ele, mas não quero me perder assim, quero me amar acima de tudo. Realmente não sei o que faço, fiz um curso de controle emocional com um coaching 3 dias e parece que nada resolveu (tanto que meu pensamento era só nele), já tomei remédio pra ansiedade por conta própria mas nada resolveu. Me ajuda Cony por favor, não sei mais a quem recorrer, meu pais ficam num jogo cruzado pois gostam demais dele tratam como um filho mas eles sempre estiveram do meu lado. Eu sei que mereço ser feliz só não sei como dar esse pontapé.

Acho que você pode ter depressão ou o início de uma… E está muito sobrecarregada pelos estudos e pelas atitudes do seu namorado. Não se auto medique, vá num psiquiatra MESMO e tome a medicação indicada por um profissional! Isso é sério! É reação química errada na cabeça que tem que ser ajustada. O seu namoro, digo, a relação em si, é o de menos nesse caso. São suas atitudes as preocupantes, a falta de controle, se transformar em uma pessoa que você não é (a ponto de agredir fisicamente seu namorado). Procure um médico, coloque a cabeça no lugar e só aí analise calmamente o que está acontecendo na sua vida.

Caso 03 – Los Angeles

Constanza, amo o seu blog, e acho você uma pessoa sensacional ! Resolvi escrever para você, pois ando desiludida com a vida. E o pior, fui eu mesma que causei esta situação. Tenho 37 anos, as pessoas dizem que eu sou bonita, tenho graduação e pós graduação, falo 3 línguas, tenho apartamento próprio, carro, já viajei, enfim, levei uma vida normal, se não fosse por um problema: sou virgem! Sim, já sai com alguns caras, rolaram várias coisinhas (se é que me entende), mas a relação propriamente dita, ainda não. E tenho muita vergonha desta situação. Não sei como falar para um cara, hoje em dia , que sou virgem e com esta idade ! Fui uma pessoa, muito estudiosa, me relacionei com algumas pessoas, mais nada sério, e agora não sei o que o cara pode pensar, sei que posso ser julgada por esta situação, e fico com muita vergonha. Acho que o meu caso não tem solução. Muito obrigada por me escutar.

Tem solução sim e é facinho de resolver. Mulher, transe. Não entendi o motivo de não ter acontecido até hoje… você diz que tem vergonha da sua situação mas não o motivo de não ter feito sexo ainda. O que te trava? Não procure um príncipe encantado para sua primeira vez, não espere o momento perfeito, não tenha expectativas. A grosso modo, vá lá e dê. Ponto. Não pense no que o cara vai pensar! Pense em resolver sua “pendência” e pronto. Depois a gente preocupa com o restante, mas antes de mais nada você tem que quebrar essa barreira de qualquer jeito!

Caso 04 – Vegas

Meu chora é o seguinte… Namoro a 4 anos um moço bom, de família, dedicado e carinhoso. Nos damos bem, nos amamos e sempre estamos juntos. Porém, me sinto insegura com ele. Nesses 4 anos de namoro, NUNCA falamos sobre casamento, filhos, planos para o futuro… O máximo que planejamos é o que vamos fazer no final de semana. No começo ja cheguei a relar no assunto, mas vi que ele nunca deu continuidade. Tenho 25 anos e ele 27. Isso está me tornando uma pessoa ‘vazia’… Não tenho mais vontade de casar, mesmo que com outra pessoa, muito menos ter filhos. 

Outra coisa que me deixa super mal, é nossa vida sexual. Até os 7 meses de namoro foi ótima. Desde então está de mal a pior. Nossa frequencia sexual é 1x por mês e quando rola, parece que é meio forçado. Já cheguei a falar várias vezes com ele sobre isso, já falei em terminar e até a procurar ajuda médica. Ele sempre fala que não tem problema nenhum e que vai melhorar… Mas nunca melhora. Já cheguei a achar que o problema era eu, tive até que ir ao psicólogo de tanto que isso mexeu comigo. Mas hoje vejo que não sou eu o problema. Sou uma mulher bonita, ao ponto de as pessoas me pararem na rua para falar da minha beleza, de verdade, sem exageros Cony. 

Ele me trata bem, sinto que ele me ama e faz tudo por mim. Mas me vejo em um relacionamento sem futuro e sem sal. Sinto que estou perdendo meu tempo com ele, mas ao mesmo tempo, não consigo me desprender. O que você acha que estou fazendo de errado? 

Vamos por partes… Você diz assim: Nos damos bem, nos amamos e sempre estamos juntos. E logo depois reclama da freqüência sexual (uma vez por mês e meio forçado, aos 4 anos de namoro, imagina aos 10 anos? Quando casar? Tá certo não…). Outra, ele não fala em futuro. Programar apenas final de semana é para casinho, ficante, peguete, não para um namoro de 4 anos! Qual o rumo dessa relação? O que é tao bom assim que te prende nele? Não tem sexo nem tem planos. Ele é seu amigo. E outra coisa… você termina o texto dizendo que se vê em um relacionamento sem futuro e sem sal… E quando a gente começa a questionar se vale a pena, é porque já deixou de valer. Antes de tomar qualquer atitude, converse MUITO. Esgote todas as possibilidade e se nada mudar, vida pra frente nega! Você é muito nova e bonita!

  • Tem um Chora interessante? Diferente? Angustiante? Difícil de compreender? Que ninguém consegue te ajudar? Mande seu relato pra gente… constanza@futilish.com, seja direta e resumida, e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO. A gente te escuta. Mas ó… nada de bofes que somem e depois aparecem ou que não sabem o que querem da vida. Esses colocamos num potinho e jogamos no mar. 
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