17
May 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Vamos conversar um pouquinho???

Chora 01 – Michelle

Olá Cony, acompanho seu blog há muito tempo e adoro! Obrigada por continuar a fazer um trabalho de bom gosto, bem feito e ainda ser gente como a gente! rs

Bom, meu chora é o seguinte. Desde pequena meu sonho sempre foi ser bem sucedida na vida, independente, ter uma carreira de sucesso. Porém, depois que me casei (em 2012) meu pensamento começou a mudar um pouco, comecei a desejar ser mais família do que pensar em trabalho e o lado profissional.

Então, em fevereiro de 2016 nasceu meu filho! E desde então, a minha vontade de trabalhar fora e ter uma carreira de sucesso desapareceu. Tudo que eu quero é poder estar em casa para cuidar do meu filho e fazer parte de cada fase, cada conquista, cada crescimento.

Porém, se ficássemos somente com o salário do meu marido em casa, não teríamos condições de pagar todas as contas e viver dignamente. Precisamos do meu salário. Meu marido já me falou para eu ser paciente, que um dia vamos conseguir diminuir as dívidas e ele está batalhando por uma promoção e tudo mais, só que ultimamente está sendo muito sofrido ir trabalhar!

Eu sempre fui a funcionária exemplo em todos os meus empregos, sempre me destaquei pelo meu empenho e os resultados alcançados, e agora toda vez que sento pra conversar de algo com minha chefe ela faz a comparação de como eu era antes da licença maternidade e como sou hoje. Não consigo trabalhar direito, me focar nas coisas que preciso fazer, perco prazos, falho por falta de atenção. E acredite, não estou fazendo de propósito pra ser mandada embora, eu jamais faria isso e sei que preciso do emprego, mas está muito difícil!

Entrei para uma empresa de venda direta de cosméticos para ver se conseguia uma renda extra e talvez parar de trabalhar e só complementar a renda do meu marido com isso, porém como eu trabalho muito longe de casa, eu saio às 6h40 da manhã e chego às 20h00, acabo que não tenho tempo para me dedicar a isso. Pensei em sair do emprego e me dedicar a algo assim, que eu pudesse ter mais tempo livre, uma agenda mais flexível, mas morro de medo de passarmos necessidade e de estar sendo egoísta.

Não sou preguiçosa e nem estou querendo viver às custas do meu marido, eu só queria poder ter mais qualidade de vida e tempo com meu filho.

Esses dias meu marido até disse que estou colocando um fardo sobre ele com esse assunto.

Eu estou sendo egoísta? Seria muita loucura parar de trabalhar num emprego de carteira assinada para me dedicar a algo assim?

Sei que não sou a única mãe nesse mundo que precisa trabalhar fora e cuidar dos filhos, nunca nem me imaginava falando isso e tinha até preconceito quando eu ouvia mulheres falando que pararam de trabalhar por causa dos filhos, mas tá pesado, tá difícil, estou muito triste, tanto por não poder cuidar do meu filho, quanto por estar fazendo um mal trabalho. Não acho justo também com a empresa, mas estou sem forças para mudar, sem motivação.

Obrigada por abrir esse espaço, às vezes quem está de fora consegue enxergar melhor a situação e abrir nossos olhos pra uma solução que não estamos enxergando!

Um beijo.

Miga, acho que nao sou a pessoa mais apropriada para te aconselhar nesse caso… vou pedir ajuda das leitoras que são mamães! É uma situação que eu não compreendo muito porque não sou mãe e nunca quis ser, então poderia ser meio rude na resposta. Só acho que fazer as coisas mal feitas e contra vontade própria é um atraso de vida e que você deveria focar no que te dá paz e tranqüilidade! Espero que as meninas possam te ajudar contando experiências vividas por elas 🙂

 

Chora 02 – Marisa

Oi, Constanza! Tudo bem?
Acompanho seu blog há um bom tempo e agora que resolvi escrever meu chora.
 
Vou tentar ser bem resumida. Seguinte, me formei em Jornalismo no ano passado, fiz estágio em agências de comunicação, mas hoje estou desempregada. Isso porque estou me preparando para uma viagem de oito meses no exterior.
Por gostar de ler e escrever, passo um tempão acessando blogs, de todos os assuntos, e por isso sempre quis ter um também. Tinha algumas coisas em mente até acertar definitivamente essa viagem pra fora do país. Como é um período longo, precisa de uma papelada para o visto, que demora de um a três meses para uma resposta. Estou com a viagem marcada para levar os documentos. Então a intenção era relatar no blog todo o processo, informações conforme isso for desenrolando, as escolhas, falar sobre o país e a cidade, o dia a dia antes e estando lá, bem um diário mesmo. Mas, acho que por minha formação, fico pensando na utilidade do que vou escrever, se a informação de fato vai ser relevante, porque também quero falar de coisas que não necessariamente são tão importantes assim, mas que a gente gosta (tipo, compras kkk), o por quê de estar fazendo isso, já que existem tantos nesse mundão. Também fico pensando como ficarei vista no meio. Claro que ainda nem me conhecem e pode ser que eu volte com outras ideias e vontades, mas o meu medo é lembrarem de mim em caso de uma entrevista de emprego, por exemplo, e não gostarem por conta do perfil. Esse é o primeiro impasse.
Além disso, meu namorado é muito desconfiado. Tipo, ele redes sociais, se expor nesses meios e acha que se eu ficar publicando tudo antes de dar certo pode acumular muita energia negativa. Ele segue a risca aquela frase ‘quanto menos pessoas souberem, mais feliz você será’ ou ‘não conte seus planos antes que eles deem certo’. Eu acredito nisso de certa forma, mas vai totalmente ao contrário à ideia do que queria para o blog. Ah, só um adendo, nós vamos viajar juntos.
Então queria uma opinião sua sobre isso. Você, que tem uma experiência enorme na blogosfera, o que acha sobre conteúdo? E você acha que realmente é melhor esperar estar com tudo certo, até estar lá, de repente, pra depois fazer o blog?
 
Aguardo ansiosa a sua resposta.
Um beijo! E parabéns pelo seu trabalho!

 

De jeito nenhum! Se você quer ter um blog, tem que se entregar de corpo e alma. Ainda mais que será um blog pessoal, que é o mais legal de todos! As pessoas querem experiências reais, de alguém de carne e osso, que passa por perrengues, que acorda cedo pra conquistar as coisas, que se dá mal mas que também se dá bem! A opinião do seu namorado tá indo totalmente contra a ideia de um blog pessoal, e outra coisa, ao mesmo tempo que pode ter energia ruim, tem MUITA energia boa! Acho que até mais! Você sentir o carinho, a admiração e a torcida de pessoas que nem te conhecem te dão muito mais forças para seguir em frente e fazer tudo dar certo! A gente se esforça muito mais e fica positiva, pois sabe que tem alguém te acompanhando e se inspirando em você. E não queremos desapontar ninguém certo? E mais! Você diz que ter esse perfil pode atrapalhar num futuro emprego e tal… já pensou que pode ser TOTALMENTE o contrario? Que pode ser um baita diferencial, ainda mais se seu blog vingar??? Você está olhando tudo pelo lado ruim da coisa, comece a olhar pelo lado bom!!!

 

 

Chora 03 – Melania

Olá Cony! Pensei mil vezes antes de mandar esse chora, mas como nunca vi nenhum sobre esse tema, e é um problema que eu não sei mais o que fazer, resolvi mandar. Espero os seus conselhos e o das leitoras ajudem!

Sendo bem objetiva, o meu problema é conseguir atingir o orgasmo durante o sexo com um parceiro. Tenho 25 anos, sou saudável e não tenho nenhum tipo de problema que gere desconforto ou dores no sexo. Namorei 5 anos com um cara que eu amei bastante, mas nunca consegui com ele. O sexo era ótimo, a gente tinha muita química, ele se esforçava bastante e se focava em me satisfazer, mas simplesmente eu não conseguia. Eu ficava bem frustrada e ele também, inclusive ele começou a achar que o problema era ele. Só que, depois dele, tive outros rolos, mas, da mesma forma, nunca cheguei lá. Mesmo em transas incríveis, eu não consigo. No começo eu pensava: “ah, ainda falta prática, depois de um tempo eu vou me conhecer melhor e conseguir”. Mas passei anos praticando e continuo na mesma, já estou ficando preocupada rs
 
Sei que tem toda uma razão psicológica por trás, minha família era super conservadora, sempre aprendi que sexo fora do casamento é errado, é pecado, vai pro inferno, essas coisas. Por isso fiz anos de terapia, que, somada à minha entrada na universidade, abriram bastante a minha cabeça e hoje eu tenho uma visão totalmente diferente e tranquila.
 
Mas ainda assim, mesmo depois de todo o trabalho psicológico, eu não consigo ter um orgasmo no sexo. Sozinha para mim não é problema, mas quando estou com outra pessoa simplesmente não consigo, tento fazer as mesmas coisas que faço sozinha mas não funciona. Não sei se preciso treinar mais, aprender técnicas (hehehe), posições, procurar um sexólogo, tentar tantra, pompoarismo, fazer algum curso, não sei. Se vocês tiverem dicas por favor me ajudeeeem!

 

Hum, ia bem falar para você dar uma ajuda pessoal (se masturbar) enquanto transa mas pelo jeito nem assim né? Menina sei lá… você fica tensa? Ansiosa? Agora me diz, como que tem transas incríveis sem orgasmo nega??? Me explica isso kkkk Tô lendo e relendo seu texto para ver se acho alguma coisa que possa estar te bloqueando mas não acho… se a questão psicológica está resolvida, o que mais poderia ser? Acho bom procurar um sexólogo sim!!!

 

  • Choras fechados! Vamos responder alguns e depois abro o mail novamente ok?
02
May 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Que babado confusão e gritaria que foi o último chora hein? Até desisti de ler os comentários e aprovei tudo rs.

Gente, deixa eu falar uma coisa para vocês… quando alguém me manda um mail pedindo a MINHA opinião, eu dou. Opinião não tem certo ou errado, é opinião e se a gente não concorda, não bombardeia o outro, mas dá a sua e a defende ou fica calado e xinga mentalmente. Ponto. Sobre o fato de eu ter sido mais seca e direta… sou assim! Sempre respondo os choras pensando como responderia para uma amiga e não é isso que faz a diferença?? Se acho que precisa de chacoalhão, ele será dado. Se acho que precisa de um abraço e um beijo, também será dado. E só faço isso com quem me pede ajuda. Não passo mão na cabeça de ninguém se acho que não deve. Poderia ser mais meiga, suave, política? Poderia, mas não seria eu. Enfim, acho que as pessoas pedem opinião querendo ouvir as delas saindo da boca dos outros. Não é assim, só acho.

Vamos aos choras de hoje!

Chora 01 – Gucci

Olá Cony, tudo bem? Pensei muito antes de escrever para o Chora, porém acredito que alguém possa estar passando por uma situação similar e quem sabe me ajudar a clarear as ideias. Tentarei ser o mais breve possível.

Tenho 25 anos, sou formada em Direito, trabalho em uma repartição pública e ganho razoavelmente bem. Para entender o contexto, preciso voltar alguns anos. Sou a caçula, tenho dois irmãos bem mais velhos apenas por parte de mãe. Ambos sempre tiveram tudo, pois meus pais tinham uma condição financeira bem estável (aposentados, com casa própria): os melhores colégios, carros, apartamentos mobiliados, faculdade (que inclusive não terminaram não por falta de grana, mas por gastarem o dinheiro da mensalidade com festas, mulheres, roupas, etc.).

Até então, eu não era nascida. Após um tempo, ambos casaram e constituíram suas famílias. O mais velho levou um pé na bunda da ex esposa e perdeu tudo mas se virou bem sozinho e formou nova família.
O do meio foi praticamente a mesma coisa, entretanto envolvendo traição da ex esposa e a alienação parental, fazendo suas filhas não quererem mais o ver. Devido a tudo isso, minha mãe o acolheu em casa, mas como estava sensível e magoado, entrou para o mundo do álcool e dos jogos.

Um adendo importante: na época em que era casado, ele e minha mãe abriram um negócio em sociedade, então ela forneceu uma procuração com amplos poderes. Mesmo vendendo tal negócio, esta procuração nunca foi revogada.

Ele não tinha emprego e vivia as custas de nossa família. Um dia, recebemos uma intimação para desocuparmos a casa pois ela havia sido vendida. Nunca entendi direito essa história pois eu era uma criança entrando para a adolescência e sempre era poupada desses papos.

Anos depois, ainda morando conosco, mas em uma casa alugada, bem humilde, de madeira, pequena em que nem quarto eu tinha pois cedi a ele, descobri que ele havia apostado nossa casa em um jogo e perdido, podendo vender ela por causa daquela procuração.

Isso me revoltou de uma forma impressionante, pois tudo o que meus pais conquistaram foi perdido por irresponsabilidade dele!

Nossa vida até o presente momento era: minha mãe sem trabalhar e doente (depressão e problemas cardíacos), meu pai com quase 70 anos trabalhando no pesado (soldador de máquinas industriais), meu irmão vivendo de bicos e não ajudando nada em casa (gastava todo o dinheiro em bebidas, farras, jogos), eu como estagiária. Somado a isso, aluguel, contas básicas e minha faculdade.

Do nada, meu irmão arrumou um emprego, uma esposa e saiu de casa. Ficamos aliviados, de certa forma. Aliado a isso, meu pai foi demitido e era impossível pagar todas as despesas com a aposentadoria deles e meu salário de estágio. Quase tranquei a faculdade, pois ou era pagar o aluguel ou a faculdade, mas consequentemente perderia o estágio.

Por sorte, uma semana depois do meu pai ser mandado embora, fui efetivada a funcionária e com um salário que podia cobrir as despesas de casa. Para facilitar, fiz o FIES e concluí o curso.

Ao mesmo tempo de tudo isso, meu irmão comprou uma casa na praia e resolveu se mudar para lá. Nunca cogitou devolver o dinheiro a meus pais. Nunca ofereceu ajuda mesmo sabendo de toda a nossa situação difícil.

Eu e meus pais nos mudamos para outra casa, um pouco mais cara, porém com uma estrutura melhor e mais segura. Até conseguíamos nos manter no início, mas além das despesas aumentarem, principalmente com medicação para ambos, minha mãe fez alguns empréstimos para cobrir gastos e se atolou em contas.

Em meio a toda essa tempestade, conheci o meu atual marido, do qual não posso falar absolutamente nada. Sempre me apoia e me incentiva. Ele também passava por algumas dificuldades e então resolvemos que ele iria morar conosco, virando assim marido, rs e juntando nossas rendas. Melhorou razoavelmente nossa vida, mas aí chegaram alguns problemas a mais.

Meu irmão decidiu vender a tal casa na praia e voltar para a cidade, já que quando abriu um negócio lá, não deu certo, faliu e perdeu muito dinheiro. E ainda sim pedia ajuda para nós, mesmo tendo casa própria. Como disse, conseguimos nos virar, mas sempre temos que optar por quais contas pagar no mês.

Não que eu não ache justo ele reconstruir a vida dele, mas se estamos na merda hoje é por conta dos erros dele. Acredito que a lei do universo vai agir, aliás, já está agindo, mas ainda assim guardo uma mágoa absurda dele, o que me faz transparecer que sou fria e antipática. Convivemos bem nos almoços de domingo, mas nada me tira esse sentimento de raiva, indignação e impotência.

Além de tudo isso, vem o ponto principal do meu chora: me sinto estagnada na vida. Não posso fazer uma pós, cursos, nem ter minha própria casa pois sustento meus pais e não sobra dinheiro. Mesmo guardando, sempre aparece alguma emergência. Não reclamo disso, de os sustentar, mas tenho certeza que se eles ainda tivessem a casa própria, poderiam viver a velhice com tranquilidade e com suas aposentadorias. Fora que sou a única irmã que os ajuda. A única que “cumpre seu papel de filha”.

Como mencionei, minha mãe ficou doente por causa de toda essa história, então sempre estamos em um pé de guerra. Tento ser o mais calma possível, entendo que ela é uma pessoa doente, mas vivemos brigando por falta de dinheiro. Assumi algumas dívidas dela, acabei fazendo algumas e estou com parcelas de contas bem altas. Fiz uma projeção de gastos com meu marido e até dezembro desse ano quito algumas contas. Sobraria um dinheirinho.

A partir disso, contei para minha mãe meus planos de, a longo prazo, morar apenas com meu marido. Além de não compreender que é daqui 1 ano, 1 ano e meio, pois precisamos nos estabilizar e quero os ajudar financeiramente, ela enfiou na cabeça que eu quero me livrar dela e do meu pai, que eles são “um peso morto”, “inúteis”, “que eu os carrego nas costas”, e decidiu procurar uma casa para alugarem, que dariam um jeito e que era para eu viver minha vida com meu marido. O que me deixa de mãos atadas é que apenas com a aposentadoria dos dois, é impossível alugar uma casa (por menor que seja), pagar as despesas básicas, medicamentos, etc. e eu não posso ajudar em nada agora por falta de grana.
Ela é teimosa, afoita, dramática e ansiosa por causa da doença, então brigamos bem feio por causa dessa interpretação errada do que eu disse. A longo prazo para mim é a curto prazo para ela. E ainda ela insiste que quem deu a ideia de eu “os abandonar”  foi meu marido, o qual ela “acolheu como filho e o apunhalou pelas costas, que ele está comigo porque ganho mais e ele quer me usar para se acomodar e ser um sanguessuga” (palavras dela).

Consegui (não sei como) tirar da cabeça dela a ideia deles se mudarem, mas ainda sim ela olha meu marido com indiferença. O trata bem, com educação, mas o olha com um ar de julgamento e tem esse pensamento equivocado dele. Em tudo o que ele pode ele me ajuda, mesmo que ele precise deixar de pagar uma conta dele para me dar o dinheiro. Ele nunca me negou nada!

A convivência está complicada e pesada em casa. Não sei o que fazer. Não sei se realmente seria um “abandono” que eles seguissem a vida deles. Não sei se foi certo a fazer desistir de se mudar. Ao mesmo tempo que sinto que eles precisam de mim e que nunca eu os deixaria na mão, me sinto impotente e estagnada por não conseguir construir minha própria vida e ter que os ajudar sozinha, sem nenhum outro irmão se oferecer para nada.

Me sinto horrível, um monstro por cogitar dar um fim nisso tudo e cada um ir para um canto de uma vez. Não sei se eles passariam por dificuldades, mas me sinto presa. Pode soar egoísta, mas não consigo seguir minha vida por conta deles que estão pagando um preço alto por um erro do meu irmão.

O que eu posso fazer Cony e leitoras? Me ajudem, iluminem meu caminho.

Obrigada por lerem esse textão, mas como disse, fui o mais breve possível e cortei muitas coisas.

Li TUDO! É um caso e tanto e imagino sua angústia… Só me perdi em uma coisa, cadê seu irmão mais velho??? Ele também deveria ajudar e dividir as responsabilidades com você já que o do meio é um caso perdido. Não acho nada errado você seguir sua vida, ter suas coisas, formar sua família, ter sua casa, mas ao mesmo tempo imagino a situação da sua mãe que te vê como um porto seguro, já que foi você que sempre esteve por ele e aguentou todos os perrengues. Coloque na sua cabeça que você não vai abandonar seus pais e tente mostrar isso para ela. O fato de você sair de casa não significa que ele deixarão de existir para você. Muito pelo contrário, acho que te dará uma visão ainda melhor da situação e abrir sua cabeça para saber como agir e decidir. Também sei que pode soar egoísta mas o filho é DELES, ele que aprontou e você ajudou até onde conseguiu. Dói tomar uma atitude dessas? Dói, mas até quando você vai pagar pelos erros do seu irmão? Como te falei, você não vai abandonar seus pais, você vai é ter sua vida da mesma forma que cada um deles escolheu ter. Converse com sua mãe, uma vez, duas vezes, várias vezes. Aos poucos, demonstre com atitudes também que você sempre estará lá por eles, mas agora precisa de ter um respiro.

Chora 02 – Hermes

Namoro há 1 ano com um cara maravilhoso. Ele sempre diz que me ama, que é muito feliz, que eu faço muito bem a ele.. até aí tudo ótimo.
A questão é que, antes de namorarmos, ele ficou 8 anos com outra mulher. Chegou a ser noivo e tudo, ia casar no ano passado. Terminaram e depois de 5 meses nos conhecemos melhor e começamos a namorar.
Eu não sei por quais razões eles terminaram, só sei que ele não quer ter nenhum contato com ela ou a família dela.
Pois bem, nós moramos em bairros distantes e a ex mora perto dele. Esses dias, a irmã dela ligou pra ele para conversarem, e disse que ela terminou o namoro dela com um outro cara. Ele me disse que não teve nada demais, só conversaram sobre coisas da vida mesmo, e nem tocaram no assunto da ex (exceto por essa informação).
Mas aí isso ficou na minha cabeça… fui fuxicar nas redes sociais e vi que ela excluiu todas que tinha (facebook, instagram). Me bateu uma insegurança sabe… fiquei pensando que ela pode estar tentando entrar em contato com ele, tentar uma reaproximação, sei lá… eles moram perto, vai que ela o procura durante a semana? Já vi algumas mulheres doidas que não conseguem fazer a vida andar e vão atrás do ex, tentando alguma coisa.
Estou com tanto medo, tão insegura! Não sei  que eu faço, se falo com ele, se pergunto alguma coisa, se deixo pra lá… confio nele, mas to com a pulga atrás da orelha, só por causa dela. Tenho medo dele me deixar pra reatar com ela.
 
Me ajuda Cony!

Miga, não perca seu precioso tempo imaginando coisas. Ela pode estar indo atrás dele? Pode. Mas também pode ser que não. Confie em VOCÊ! Apenas isso. E por favor, não deixe transparecer a insegurança. Observe, fique de olho, mas não deixe que essa desconfiança altere seu comportamento com seu namorado. Ele está com você e é isso que importa. Agora me conta uma coisa… você estava junto quando a ex cunhada ligou pra ele? Ou ele que te contou??? Porque se foi ele que te contou, era uma informação desnecessária né? Pode estar querendo criar ciuminho em você. Seja mais do que isso, ignore e trate esse assunto como bobagem.

 

Chora 03 – Chanel

Oi, Cony! Acompanho o blog há anos e já li muitos conselhos sinceros seus e das outras leitoras no Chora, então quis mandar o meu dilema pra ver se alguém já passou por algo parecido e pode me ajudar.
Minha mãe é uma mulher bem tradicional, católica, mas é incrível, sempre fez de tudo pra mim e minhas irmãs, nunca nos faltou nada, tanto no aspecto financeiro quanto no emocional. De uns anos pra cá, porém, eu tenho mudado muito… Conheci o feminismo, entrei na faculdade, o que abriu muito minha cabeça pra realidades diferentes da minha (que sou bem privilegiada), comecei a questionar premissas que antes eu sequer enxergava, enfim, hoje em dia, com 22 anos, tenho formado opiniões próprias e tomado decisões que nem sempre agradam minha mãe.
Acontece que ela quer impor as crenças dela como verdades absolutas, e se eu opto por algo que não corresponde às expectativas dela (mesmo que não seja uma opção ruim, apenas não é o que ela esperava), ela fica duvidando que vai dar certo ou brigando comigo porque eu escolhi algo diferente do que ela escolheria, como se o fato de eu tomar uma decisão no que tange à minha vida fosse uma afronta a ela… Ela tenta controlar certos aspectos da minha vida que já não é mais possível ela intervir, como com quem eu devo me relacionar, qual âmbito da minha vida devo dar prioridade, mas o que mais me incomoda é que ela não apoia a opção que fiz pra minha carreira, que é ser defensora pública, porque ela acha um absurdo defender “bandido” e que eu não sei o que eu estou fazendo.
Eu entendo que boa parte disso é preocupação, mas ultimamente tem se tornado algo desproporcional, porque TODAS as minhas decisões são questionadas por ela, na visão dela, o meu jeito de fazer as coisas sempre vai dar errado e o dela sempre vai ser melhor, ela quer impor a decisões dela em tudo que eu faço, mesmo eu já tendo uma relativa independência financeira… Pra citar um exemplo, às vezes eu quero sair pra jantar com meus amigos depois de uma semana inteiro estudando, trabalhando, etc, e ela briga comigo por isso, querendo decidir por mim se eu estou cansada ou não, ou então falando que ela não quer que eu saia, simplesmente pra fazer “braço de ferro” e mostrar que é ela quem ainda manda em casa, porque sabe que eu não vou querer me indispor e vou acabar respeitando a imposição dela.
Isso está dificultando nossa relação e convivência, que antes era muito boa… Estou achando que ela ainda não conseguiu se adaptar ao fato das filhas terem crescido e que a opinião dela, apesar de ser muito importante pra nós, não é mais a palavra final para tomarmos uma decisão. Mas sempre que tento um diálogo, ela não quer escutar, diz que não vai mudar o jeito dela, que enquanto eu morar na casa dela eu vou ter que me conformar (e eu ainda não tenho condições de sair de casa e ir morar sozinha, então isso não é uma solução) e também fica dizendo que eu acho que ela é uma mãe ruim, sendo que eu nunca disse e nunca pensei isso.
Enfim, me ajudem a conseguir sair desse ciclo vicioso, que está me desgastando muito e me privando de ser quem eu sou.
Obrigada!

Antes de mais nada, mãe é sagrada. Certa, errada, chata, legal, bonita, feia, nova, velha, do jeito que for, mãe é mãe. Se sair de casa não é uma opção (dividir ou morar em república também não dá?) e conversar tá complicado, miga faz a egípcia, meditação e deixa entrar por um ouvido e sair pelo outro. Continue fazendo suas coisas, seguindo suas vontades, não bata boca, você mesma admite que mudou MUITO e obviamente isso acarreta uma reação da sua mãe. Toda história tem 3 lados: os das duas pessoas e a verdade. Ela não deve estar te reconhecendo e isso, claro, gera um stress na relação. Você mudou, ok, bacana, mas faça isso ser gradual e tente mostrar pra sua mãe que você está ciente e convicta da sua escolha mas que o amor de filha continua lá.

 

  • Fui bonitinha hoje? Cês gostam é do meeeeeel né? rsrsrs, mas eu sou bem tequila. Com limão e sal mesmo. Quer mandar seu Chora? Escreva para constanza@futilish.com, no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO e por favor, evitem assuntos já tratados a exaustão por aqui (caras sacanas, amores não correspondidos, etc)
11
Apr 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Quanto tempo sem choradeira? O que será que temos hoje?

Caso 01 – Flaminga

Vou direto ao assunto: como a gente lida com os agregados que vëm no pacote das pessoas que a gente ama? Tenho essa dificuldade com alguns namorados de amigas, cunhadas e amigos do namorado. Não sei lidar com carinho e alegria com pessoas muito diferentes de mim em questões essenciais como valores, posicionamento político e preconceitos. Minhas cunhadas são muito patricinhas, meio fúteis, aquele tipo de mulher que se acha a princesa a quem todos devem servir.  Os amigos do namorado são super coxinhas, só falam de dinheiro, fazem piadinha sobre gays (em 2017) e chegaram a achar graça de uma vem que fizemos uma viagem de önibus. Tem namorado de amiga que tem o Bolsonaro como ídolo e pra mim já pode parar por aí. Eu reconheço que eu não sou fácil, tenho poucos e os mesmos amigos desde sempre, tenho uma formação em humanas sempre muito politizada e militante e não dou conta de não me posicionar sobre o que eu escuto. Eu acredito que a gente  já é obrigado a fazer muita coisa na vida, tem que lidar com gente mala no trabalho, na família, seguir regras, pagar as contas então, na esfera do amor e das amizades, as escolhas devem ser mais livres . Esse é o meu ideal, mas eu sei que meu namorado e minhas amigas ficam chateados pelo meu desinteresse nas pessoas que eles gostam. Eu não sei fingir ou genuinamente despertar meu interesse pra gente que não me cativa, mas não quero magoar as pessoas que eu amo, como faz?

Menina você deve ser muito chata. Seja simpática! Se esforce! Não seja a dona da razão o tempo todo e nem queira convencer os outros sobre seus ideais. Cada um é cada um, ué! A mulher é patricinha? Deixa ela! O cara curte o Bolsonaro? Deixa ele! CADA UM COM SUAS ESCOLHAS. Pense numa coisa, quando o problema se repete nos outros, é BEM provável que o problema seja VOCÊ! E você sabe disso. Ter empatia é bom viu?

Caso 02 – Ema

Oi cony! Tudo bem? Este é o meu chora. Tenho 23 anos e moro com meus pais que são super tradicionais em alguns aspectos. Eles acreditam que uma moça deve casar virgem, só assim o casamento irá ser perfeito. Vivem fazendo piadinhas como “fulana foi pra lua de mel, mas o mel já foi embora há tempos”. Fico absurdada com tal tipo de pensamento, sempre lembro a minha mãe o quão machista isso é. Em outras esferas eles são pessoas maravilhosas, acreditam no meu sucesso profissional, acham que a mulher deve ser independente financeiramente, etc etc. Sou solteira e eles apoiam que eu saia, conheça pessoas, não me amarre ao primeiro homem que aparecer. Tudo isso chega a soar contraditório né? Pois bem. Agora vem o pior. Tive meu primeiro namorado aos 15 anos. Era muito apaixonada por ele, do tipo que chorava largada pelo sujeito kkkk não sei se foi por ver essa paixão toda, ou simplesmente por  querer se impôr mesmo, meu pai sempre me chamava pra conversar sobre o namoro. Nestas conversas (sempre com minha mãe junto); ele falava que era pra eu ficar só nos beijos, que se ele descobrisse que eu estava fazendo outro tipo de coisa(sexo) ele me colocaria para fora de casa; pois ele não sustentaria mulher de outro homem embaixo do teto dele. Que se eu me envolvesse com sexo, perderia as chances de sucesso profissional, pois uma menina nova não poderia pensar em sexo, apenas em estudo. Imagina ficar grávida? além de tudo, o “pior”: a vergonha de casar “sem o mel” (meu Deus que ódio dessa palavra kkkkk). Enfim, hoje eu sei o quanto isso era absurdo. Olho para trás e sinto pena daquela menininha ouvindo esse tipo de coisa(é claro que meu pai deveria ter conversado, mas precisava ser assim?). Mas, até hoje essas palavras ecoam na minha cabeça. Infelizmente somatizei isso da pior forma possível. Tive um medo terrível de sexo por muito tempo. Depois desse primeiro namorado (que não rolou sexo, obviamente); tive outro de dois anos e também não consegui fazer com ele. Fiquei solteira e assim estou até hoje. Fico com os caras e quando sinto que está na hora de avançar o sinal me dá uma coisa ruim, uma insegurança, um medo inexplicável. Minha primeira vez rolou ano passado aos 22; fui tomada do sentimento de ser a última virgem existente no mundo e precisava passar desta etapa. Não foi bom, muito pelo contrário. Foi muito doloroso (fisicamente falando) e o cara era um babaca, escolhi muito mal. Tudo isso somou para eu querer ficar mais longe ainda de sexo. Depois de 11 meses, achei que estava pronta e rolou de novo. Não gostei. O pior é que após o ato eu fico noiada pensando em riscos de gravidez(mesmo não havendo teoricamente risco algum) e em como o rapaz irá me olhar a partir disso. A inexperiência também me aterroriza.

Até outras coisas que não sejam a transa em si, mas oral e masturbação, eu tenho medo. É claro que tenho minhas necessidades e vontades, mas sempre me controlo ou no último dos casos me viro sozinha. É muito frustrante saber que aos 23 anos eu não tenha liberdade para viver o sexo com outra pessoa. Duas transas na vida. As pessoas nem imaginam isso, pois sou do tipo que sai, curto a noite; trabalho,  viajo, muitos amigos, etc. Como superar esse medo? Como esquecer coisas que ouvi há oito anos atrás? Como me soltar?

Por favor meninas, me deem conselhos! Outra coisa que me incomoda muito é não poder conversar sobre isso com minha mãe. (Mamães que estejam lendo o post, sejam amigas de suas filhas! Nós precisamos muito de vocês!)

Não sei te indicar mais nada além de terapia! Não será conversando com uma amiga, nem com sua mãe que as coisas que seu pai te disse irão se apagar da sua memória. Tem que tratar a cabeça mesmo…

 

Caso 03 – Garça

Você não imagina como eu queria que esse fosse um chora falando apenas de um termino, uma confissão de uma traição ou ate mesmo uma grande desilusão profissional.
Rescrevi esse texto várias vezes e acho que eu nunca fui tão sincera comigo mesma.
Vamos lá, tenho 24 anos, estudo engenharia numa conceituada escola do rio de janeiro, a melhor, já trabalhei como modelo, desde os meus 15 anos tive todos os caras que quis sem exceções. Posso dizer que ja fui realmente amada, via nos olhos deles (3 caras), trai todos , eles nunca souberam e eu não sei por que eu os trai , eram pessoas maravilhosas que trai com pessoas detestáveis, detestáveis mesmo, no sentido puro da palavra, pessoas que eu sabia que eu não queria para a minha vida.
Nesses últimos tempos eu consegui um intercâmbio ( O intercâmbio, era o que eu mais queria na vida, estudei muito, me esforcei, lutei com unhas e dentes… consegui) hoje estudo numa faculdade bem conceituada na frança , era o plano, fiz essa promessa pro meu pai, ele foi embora quando eu tinha 18 anos. Prometi que seria a melhor engenheira possível, na época nem engenharia eu cursava.
Já tive minha fase festeira, saia de casa na quinta e voltava na segunda, o telefone não parava, tinha vários « amigos » , conheci muita gente transitei por todos os meios sociais existentes. Sempre fui muito adaptável posso ser aquilo que quiser, entendo que a vida é uma grande atuação e somos nos que escolhemos nossos papeis. Na minha cabeça não existe isso de destino, a gente faz as coisas acontecerem.
Entretanto, eu nunca fui feliz, entenda, eu tenho a « vida perfeita », sou bonita, hoje em dia ninguém da minha família tem algum problema de saúde , temos uma condição financeira legal,eu viajo todo mes pra algum lugar diferente, estou na faculdade que eu « queria », tudo pra ser feliz ne ? Porem não sou, simples assim, me sinto sozinha, sem identidade, não sei do que eu realmente gosto ou o que eu estou apenas me adaptando (fingindo gostar) e isso me da uma agonia enorme. Meu namoro de 3 anos acabou tem um mes e ate agora eu não sei se eu estou triste ou não. Sabe eu o trai , eu tinha plena consciência que eu não era totalmente feliz com ele mas tem dias que eu chego em casa e choro choro choro que a única coisa que faz eu parar de chorar é me cortar, é isso mesmo que voce leu, eu me corto, tinha esse habito quando tinha 15 anos e agora ele voltou. Meninas, nunca façam isso, é uma droga de verdade, você pode viciar e não parar mais.
Concluindo, tenho tudo pra ser feliz, mas não sou , sou racional, digo pra mim mesma todos os dias, que eu não tenho o direito de ser triste, não tenho direito de me sentir assim mas eu me sinto. É um vazio enorme que nada nem ninguém preenche. Acho que eu deveria acrescentar que desde que eu me conheço por gente eu não queria estar aqui, é isso mesmo, eu sempre quis deixar de existir, ou simplesmente morrer. Esse um pensamento que eu posso tentar sufocar, enterrar , confrontar com a minha racionalidade mas ele não vai embora, não me larga. Sinceramente não sei mais o que fazer, fui em duas psicólogas mas não deu certo, não rolou. 

( Ps so pra geral aqui não achar que minha vida é uma mar de rosas e que eu estou de mimimi:
Aos 15 eu sofri abuso sexual do meu primeiro namorado, minha família numa soube, fui contar para a primeira pessoa 1ano depois;
Aos 18 eu perdi meu pai, nos éramos muito próximos ;
Aos 19 eu tive que remover um seio pois tinha 7 nódulos, eu ia perder o plano de saúde do meu pai e o medico me aconselhou a retirar por prevenção;
Minha mãe nunca tentou me entender nem nunca me deu muito carinho / atenção, ela diz não ter recebido na infância
Já tive problemas com antidepressivos era viciada, ja passei mais de 48h dormindo sem levantar da cama.)

Olha eu tentei resumir muito, de verdade, posso contar milhões de historias da minha vida mas não é esse o objetivo. No fundo eu só quero ser feliz, me sentir bem comigo mesma, com as minhas escolhas e ter paz. Por favor não me peça ir numa psicóloga , agora nem se eu tivesse dinheiro eu poderia( minha mae tem horror de psicólogas e não apoia, logo não paga), a não ser que vocês conheçam alguém que atenda por skype

Amiga, você está com depressão. Não racionalize isso, você precisa de ajuda SIM! Li um pouco sobre automutilação e ao se cortar, você não quer se matar, você está lidando com sua dor emocional, pois a dor física supera a dor da alma que tanto te machuca.

“O automutilador tende a ter grandes dificuldades para se expressar verbal ou emocionalmente, portanto, não consegue falar publicamente sobre suas angústias nem chorar diante de outras pessoas. Essa dificuldade de expressão acaba, em muitos casos, sendo um forte fator que desencadeia o comportamento automutilador. Alguns indivíduos afirmam que escrever (textos, poemas, contos, músicas, etc.) lhes parece de grande ajuda, como uma forma de expressar suas emoções, o que não conseguem fazer de outras formas. Desse modo, a necessidade de se automutilar diminui significativamente.”

Tente expressar suas emoções de outra maneira, tal como diz o texto acima. Já pensou em escrever um diário, ou um texto, cada vez que tiver vontade de se cortar? E por favor, procure ajuda médica sim… não falo de terapia, falo de psiquiatra mesmo. Você está precisando MUITO! Depois volta aqui e me conta como você está? De verdade, estou preocupada com você…

  • Choras abertos. Sem casos adolescentes de bofes que somem, que ficam com outras e depois querem voltar, de casos tipo “não sei de quem gosto, do fulano ou do beltrano”. Vamos falar sério agora. Email para constanza@futilish.com e no assunto favor colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO. 
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