30
Mar 2016
Chora Que Eu Te Escuto!!
Beleza, Chora Que Eu Te Escuto

É quarta (ainda) e tem choradeira no ar!

01 – Odete

Olá Cony, como todas suas leitoras amo o fufu e é incrível o quanto você cativa as pessoas, acredito ser sua linguagem, que nos deixa muito próximas, tipo amigas mesmo, é raro ver um blog assim, cheio de comentários e interações!

Vamos ao relato!

Tenho 26 anos, sou formada em engenharia, mas sempre soube que iria trabalhar com meus pais, pois eles tem uma empresa de médio porte, e enfim, aos 16 anos já tive que começar a trabalhar ou teria que me virar fora de casa (meu pai é uma pessoa difícil). Assim como eu todos meus irmãos (são três: 25 anos,  31 anos e 35  anos) e minha mãe trabalham na mesma empresa – ou seja – brigas e discussões constantes.

A questão é,  meu pai é alcoolatra não assumido e tem muitos problemas emocionais, e crescemos nesse meio, de brigas, estresse, bebidas.. enfim!

Todos os meus irmãos, e eu inclusive, crescemos com limitações, não fazíamos nada de “errado”, para não provocar mais brigas em casa, só que isso, no meu ver, nos limitou a ter uma vida diferente, do que talvez teríamos, cada passo era medido, e isso nos causa frustrações.. Mesmo todos, TODOS, graduados, com suas casas próprias, dando o sangue pela empresa, nosso pai ainda nos destrata, diz que somos uns nadas, que não sabemos o que é trabalhar de verdade, pois só trabalhamos para ele…  Nunca tivemos reconhecimento profissional, sendo que alavancamos a empresa, e hoje ela segue muito bem somente com nosso trabalho.. Me lembro de ele me chamar de vagabunda, pelo fato de querer passar um fim de semana em uma pousada com a família do meu namorado.. ?????? minha vontade na época era fazer jus as palavras dele, para ele ter a noção do que seria, mas não valia a pena. Já fui ofendida na frente de funcionários…. uma longa lista de descontroles….. (Talvez se perguntem porque eu ainda trabalho aqui, eu creio que dei meu sangue e isso também é meu, e não quero largar, a maioria do tempo é bom, porém existem esses surtos do meu pai que desmorona tudo.)

Até a minha escolha, de namorar ser uma menina mais certinha… enfim, claro que amo hoje meu marido, mas tinha um inconsciente de “vc tem que casar logo, sair daqui, ser feliz” e assim foi, casei a um ano, estou muito feliz, realizada, amor meu maridón, estou muito leve, fora da casa de meus pais…. hoje meu pai me trata bem, como se fosse uma visita, ganho até beijos e abraços, que eram raros…

A questão é que minha mãe sofre sozinha, com todas as loucuras dele, ela não quer se separar, e entendo que ela tem essa escolha, mas mãe é mãe , e eu sofro junto… e pior, ele esquece de tudo no dia seguinte, e acha que está tudo bem.

Como meus irmãos também já saíram da casa dos nossos pais, cada um vai se livrando mais da “responsabilidade”, quando nosso pai pira, se afastam e ponto. Porém não consigo deixar minha mãe “sozinha nessa”….

Gostaria de opiniões, alguém ja passou por isso? 

 

Odete, sei bem o que você está contando, em suas devidas proporções. Também trabalhei 10 anos em empresa de família (do meu pai mesmo) e ele sempre foi muito duro e sistemático. Vivíamos brigando e tudo melhorou quando saí da empresa e comecei a trabalhar por ¨conta¨.  Acontece que nossos pais se esforçaram MUITO para conseguir o que conseguiram, e ver os filhos ter tudo de mão beijada é quase uma afronta para eles. Eu entendo sabia? Claro que não apoio ele te desqualificar na frente dos outros, isso realmente é cruel mas se formos pensar pelo lado dele, imagina tudo o que ele passou para conseguir montar uma empresa e te dar uma vida boa? Eles se tornam exigentes, acho que no subconsciente o que eles querem é que o filhos sintam um pouco do quão difícil foi sustentar uma família, cheia de filhos e montar uma empresa de sucesso. No seu caso tem o agravante da bebida e dos problemas emocionais, o que realmente precisa de uma atenção extra. Não sei se conversar vai resolvee e acho que ele não irá topar terapia… Meu conselho? Releve. Seu pai te ama e não faz por mal. Sobre o sofrimento da sua mãe, converse com ela e veja qual a real, como ela se sente frente a isso. Tem ¨veio¨ carrancudo que muitas mães toleram… a gente, por ser de outra geração, acha absurdo mas pra eles nem é. Converse com ela… veja se ela realmente está nesse sofrimento que você imagina. Às vezes ela já sabe como lidar com isso… Cuide do seu papi, com carinho. Às vezes ele tá pedindo ajuda da forma errada…

 

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02 – Flora

Oi Cony!! Adoro o blog, parabéns pelo sucesso! Quero mandar o meu chora… Escolhe um nome bem legal pra mim! kkk. Decidi escrever esse chora após uma situação que vivi com meu marido esses dias: mais uma relação sexual bem frustrada… Não tô chorando ainda, mas é uma situação que, presumo, vai se transformar numa choradeira logo logo. Estou com 30 anos e estou com meu marido há quase seis anos, dois de casada. Amo amo amo meu bofe de paixão, ele é perfeito. Ocorre que o desejo sexual tem simplesmente desaparecido. Não é que nos tornamos só amigos, nem estamos distantes, nada disso. Tem carinho, tem cumplicidade, abraço, desejo de ficar junto, planos… mas simplesmente eu não tenho estado com interesse sexual nenhum e isso já faz um tempo. O problema não é com ele, porque não sinto tesão sozinha, nem pensando em outros homens, quase nunca gente… desespero… No começo ele fazia mais questão, mas com o tempo foi ficando meio desinteressado também. Um dia temos muito trabalho, no outro ficamos vendo filme, no outro saímos com amigos, curso, academia, cansaço e a coisa vai passando. Nossa frequência tem sido quase que uma vez por mês! O problema maior é que não é só quantidade, é qualidade também… quando a coisa rola, não é tão gostosa… Eu não sinto desejo, meu corpo não responde, não lubrifica… e as consultas ginecológicas todas em dia, nenhum problema físico. Juro que não sou o tipo puritana, nem aquela que não se conhece, que tem vergonha do corpo, não tive nenhum trauma, nada disso, mas… uso o famigerado anticoncepcional faz mais de 10 anos. Tenho uma suspeita muito forte que essa seja a causa. Parei de tomar por um tempo, mas o maridon não adaptou com a camisinha, não consegue… digamos… manter a bandeira hasteada ou não consegue concluir a partida! Nesse período era ele que se desinteressava e ficava elas por elas. Já cogitei todos os métodos… sem a pílula fico menstruada muuuuuuito tempo e com o DIU de cobre imagino que seria pior. Já vi que no exterior vendem esses aparelhinhos que, pela temperatura, preveem a ovulação, mas tenho medo porque não quero engravidar, enfim… Meu desejo é saber de vocês como vocês têm lidado com essa coisa da contracepção, só eu me sinto assim (diferentona)? Será que é por causa do anticoncepcional? Alguém usa esse método da temperatura? O DIU aumenta muito o fluxo? Existe remédio eficiente pra diminuir? Vale a pena insistir com a camisinha (eu também não gosto, pra ser honesta)? Tenho medo de perder meu marido e também não quero uma vida sem sexo, mas, nesse momento, me sinto totalmente apática!! HELP!

 

Más OBVIOOOOO QUE É O ANTICONCEPCIONAL! Menina, os hormônios da pílula acabam com toda e qualquer libido! Eu estou usando DIU de cobre e já falei aqui no blog sobre minha experiência (dá um search) e te garanto: dá até para subir pelas paredes kkkk Pensa com carinho nisso… O sexo é muito importante numa relação sim.

 

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03 – Carminha

Olá Cony, tudo bem? Primeiro, quero te dizer que adoro seu blog e acompanho diariamente, sou uma grande fã sua! Mas vim aqui, na verdade, pra pedir um conselho. Estou passando por uma situação complicada e já não sei mais o que fazer.

Tenho 25 anos, e em 2011 comecei o meu primeiro namoro. Foi algo que nunca tinha vivenciado. No momento em que conheci ele já senti que nós tínhamos um futuro pela frente. Acontece que desde que começamos a namorar ele terminou comigo pelo menos uma vez por ano. A maioria das vezes por briguinhas bobas, infantilidades nossa, mas que acabam desgastando o relacionamento. O término durava poucas semanas e logo ele me procurava para reatar, e eu concordava. Assim como nos outros anos, em julho do ano passado foi a mesma coisa. De uma hora para a outra ele começou a ficar estranho e um certo dia decidiu que queria terminar comigo. Não me explicou os motivos direito, mas dois dias depois descobri que ele tinha ficado com uma colega de aula. No início fiquei com raiva, chorei, mas acabei me dando por conta que a nossa relação já não estava legal há tempos. Então decidi tocar minha vida, acabei saindo com um outro menino, e nesse mesmo dia meu ex reapareceu, arrependido, querendo voltar. Isso mexeu muito comigo, confesso que não sabia mais o que fazer, e não levava muita fé mais no nosso relacionamento. A gente se viu, saiu, conversou, ele disse que não tinha mais nada com a guria, implorou para voltar. Eu resolvi dar mais uma chance e recomeçamos. Depois de um tempo voltamos a nos estranhar, e no meio de tanta coisa, me senti obrigada a falar pra ele que um ano atrás, numa festa da faculdade, eu tinha ficado com um menino. Deixei claro que foi a maior burrada que eu fiz na vida, que foi uma mescla de inocência com bebedeira, que não tinha havido sentimento nenhum, e que me arrependia muito. De inicio ele ficou chateado, brabo, mas parecia ter relevado depois de alguns dias, afinal ele já tinha feito o mesmo também. E o pior começa aqui… Quando achei que as coisas tinham sido resolvidas entre nós, descubro que ele continuava falando com aquela menina com quem tinha ficado em julho, que andava saindo escondido com ela alguns finais de semana (uma vez enquanto eu estava num chá de panela de uma amiga e na outra em uma aula da pós-graduação) e ai eu surtei! Terminei tudo com ele no inicio de dezembro, e disse pra ele me esquecer de vez. Não sei tudo o que viveram nesse meio tempo, só sei que passaram natal e ano novo um na casa do outro, fizeram programas nas férias. Algumas vezes, não aguentando ver fotos deles no snapchat e facebook, fui falar com ele e ele dizia simplesmente que eram só ficantes e que não tinham nada sério… Mas enfim, final de dezembro resolvi seguir minha vida, definitivamente. Voltei a sair, conhecer pessoas novas.. Mas e ai, o que me aparece metade de janeiro? Siiim, ele novamente! Querendo conversar comigo. Mesmo com duvidas se era certo, eu aceitei. Então nos vimos, ele me disse que o que ele fez com a guria foi pra se “vingar” de mim por eu ter ficado com aquele menino naquela festa, que ela tinha sido infantil, que eles tinham terminado e estava aliviado com isso. E então me propôs tentar recomeçar a nossa vida a dois (ele disse que não ia pedir pra voltar, pq sabia que não tínhamos clima, mas queria recomeçar, como se a gente tivesse acabado de se conhecer). E cá estou eu. Sem saber o que fazer. Sei que não devo fazer isso, que tenho que me valorizar, que quem vê de fora deve achar que eu sou burra ou sei lá! Eu realmente gosto dele, acho que podemos construir um futuro lindo juntos, mas esse não é o momento certo. Ele é mais novo que eu (tem 23 anos), está bastante preocupado com o futuro profissional, assim como eu. E eu acho que é tudo muito recente, temos muito ainda pra digerir depois de tanta coisa vivida, e que se tentarmos algo agora, não vai ser bom. O problema é que ele não entende isso. E eu ainda fico me perguntando se um relacionamento que já terminou umas 6 vezes em 5 anos pode dar certo algum dia. O que você acha Cony? Será que um dia isso pode realmente dar certo? Sei que agora não é o momento, já expliquei isso para ele, mas ele não admite. Só acha que eu quero curti a vida, fazer festa, conhecer com outros caras, pra depois voltar pra ele.

Ele, um moleque. Você, bobinha que aceita tudo. Desculpa falar assim, mas é o que percebo. Imaturidade dos dois lados e você zero amor próprio. Até quando vai ficar perdendo tempo com um cara que te tem a hora que ELE quer?? Tá disponível assim? E esse círculo vicioso nunca terá fim, pois ele sabe que pode aprontar o que for, que você vai continuar dando asa pra ele. Deixa ele pensar o que quiser, se joga na vida, ache alguém que te valorize e manda um fueda se bem gigante pra ele. Se ame, se respeite para que os outros também te respeitem.

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  • Recadinho: NÃO MANDEM MAIS CHORAS! Caixa de email LOTADA. Só gzuis pra saber quando acaba essa leva. E não, não farei mais de um por semana. Irei por importância e urgência (real) dos casos!
18
Mar 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Dois dias sem post pois eu estava na Argentina falando sobre blogs e tendências em espanhol! Ui ui que internacional!! hahahah depois conto os detalhes. Vamos por a casa em ordem, hoje com choradeira?

01 – Martina

Bom, meu “chora” é sobre relacionamentos, com as pessoas…Eu sei que quem me vê de fora, talvez tenha outra impressão de mim, mas eu vou contar o que eu acho a meu respeito e o que pessoas próximas dizem, e talvez você e suas leitoras possam me ajudar.

Meu problema é: eu não tenho amigos. Eu tenho alguns colegas, mas amigos.. não.

Desde que eu me lembro, na pré-escola, eu nunca fui boa com amizades…Eu até chego a entrar em algum grupo de pessoas, mas nunca dura muito tempo..Eu não me considero uma pessoa chata, e as pessoas que convivem comigo, e os “colegas” também não fazem esse tipo de menção. Eu converso sobre tudo, mesmo coisas que eu não sei, eu faço questão de tentar aprender com as outras pessoas. Digamos que eu não seja simpática demais, porque eu sou um pouco tímida, então você nunca vai me ver chegando em um lugar e escancarando um “BOOOOM DIA”. No máximo, eu digo um “Oi” e dou um sorriso. Continuo a conversa, se a pessoa continuar…Daí você vai perguntar, poxa.. como assim você não consegue fazer amigos?

 É, isso mesmo, eu não consigo! E eu até tento..por exemplo, eu ainda estou na faculdade (meu curso é longo, 6 anos), e não fiz uma amiga até hoje. Daí vocês vão dizer: amizade é você quem faz!!. Manda msg, mostra interesse!!…

Vou dar exemplo do meu curso (já que minha vida se resume a ele, nos ultimos cinco anos): normalmente, em uma sala de aula, sempre há os grupinhos que mais se identificam.. Digamos q eu não estou em um no qual me identifico, estou nele apenas por uma pessoa que eu considero e parece me considerar. Daí eu tento ter um laço mais profundo com a pessoa, eu mando msg p.ex, mas aí, se a pessoa responde monossilabicamente ou não dá continuidade no assunto, eu já desisto.. pois acho que isso é um sinal de que estou incomodando.E isso, é com qualquer pessoa.. eu já desisto de cara. E mesmo essa pessoa que eu digo considerar, quando estamos fora do contexto universitario, é como se não tivéssemos muita amizade, já que ela se identifica com as outras pessoas do grupo também.

Eu já li até alguns livros que tentam ensinar como fazer amizades e tal.. Mas não adiantou, eu não consigo ser “pop”. Durante todos esses anos de curso, as pessoas que se aproximaram de mim o fizeram apenas interessados em notas e nos beneficios que eu ia proporcionar com minha dedicação no curso.

Ah… as pessoas também nunca me convidam pra sair ou coisa do gênero, nesses cinco anos de faculdade, recebi poucos convites, e todos próximos a provas (é tipo barganha, a pessoa te convida, é legal com você.. e logo depois, pede os seus relatórios e resumos.. e passada a prova, não fala com você mais).

Quer ver uma coisa triste? Meu aniversario… todo mundo do grupo em que eu estou na faculdade, sabia disso… Mas sabe quantos me deram parabéns? Uma só…..(foi a pessoa que eu disse considerar,  mas ela nem lembrou, só veio falar, pois uma das pessoas viu no facebook e avisou). A maioria dos votos de felicidades que recebi, foram de sites na internet…..

Isso nunca me fez falta, mas agora começou a me incomodar.. eu me sinto um E.T, por não ter uma “amiga confidente”… parece q todos têm isso e eu não.. Até pessoas consideradas chatíssimas no meu círculo social tem os seus “apoios” e eu não…

Detalhe: eu namoro, e poderia até achar que as pessoas me esquecem um pouco, por acharem q eu já tenho alguém com o qual fazer as coisas… Mas como, mesmo antes de namorar eu já tenho esse histórico de não saber manter amizades… Não acho que o problema seja esse.

Eu sou uma pessoa que gosto de estar arrumada sempre. Eu me maquio todo dia, coloco uma boa roupa, porque eu acho que mostrar zelo com si próprio é importante.. Mas eu não sou exagerada…Só que sempre ouço comentarios do tipo: nossa, como você consegue todo dia de manhã fazer isso? Eu prefiro dormir…(e eu faço coisas básicas, do tipo delineador e batom)

Então eu nao sei se as pessoas enxergam em mim uma competição, ou se eu apenas nao consigo gerar empatia mesmo…

Como eu já disse, nunca me incomodou essa ausência de amigos na minha vida.. porque desde muito pequena, eu faço tudo sozinha.. Meus pais saíam para trabalhar e eu mesma cuidava de mim.. preparava minha comida, arrumava meu cabelo, meu quarto, etc..Só que, parece que a sociedade não está muito preparada, para os solitários.. Dia desses fui almoçar sozinha em um restaurante e eu parecia um alien…as pessoas me olhavam e ficavam comentando..Não foi impressão minha, porque o garçom veio perguntar duas vezes se eu estava bem e ia ter companhia………E já que falei da minha familia: somos um pequeno grupo, de três pessoas, já me contando. E nunca tivemos uma relação de família calorosa.. e isso é normal pra mim.

Eu também lido com muitas pessoas que se encontram no final da vida, e se tem uma coisa que me entristeceu muito, foi ver pessoas sem nenhuma companhia, durante um momento como esse.

Bom, é isso… Obrigada por ler o meu desabafo Cony!

Martina, li seu relato e no final mudei meu pensamento… Ia te sugerir ser mais expansiva, puxar papo e tal mas acho que não é por aí… Por algum motivo, senti que as pessoas tem ¨medo¨ ou ¨receio¨ de chegar em você. No decorrer da história você dá pistas sobre isso: se diz auto suficiente, vem de uma família ¨fria¨… E pense bem, quando uma situação se repete muito, é bem provável que o problema não esteja na situação e sim em você. De alguma forma você está bloqueando as pessoas, já parou pra analisar sua postura? Ninguém te deu os parabéns, mas se ninguém sabia, como iriam te parabenizar? Será que você não se blindou na sua solidão e não deixa ninguém chegar perto? Mesmo sendo auto suficiente, mostre algum tipo de dependência das pessoas, as pessoas gostam de serem úteis para os outros, gostam de ser necessárias e importantes, e se você acha (ou demonstra) que não precisa de ninguém, porque elas vão querer ficar perto de você? Você demonstra interesse nas pessoas que te cercam?Pense nisso…

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02 – Steffi

Depois de muito pensar, resolvi escrever sobre minha história, eu tenho 23 anos e estudo engenharia numa faculdade federal, inclusive voltei há pouco tempo de um intercâmbio que me fez crescer muito. Bom, eu nasci prematura de 7 meses e como consequência tive/tenho problemas motores, uma desordem neurológica chamada distonia, ela faz com que eu tenha movimentos involuntários no meu braço esquerdo, mas isso é controlado com o uso de botox que paralisa o músculo por alguns meses. Eu já estou acostumada a viver assim, afinal essa é a vida que conheço, e sou totalmente independente. Entretanto algumas coisas ainda me incomodam muito, o fato de meu pais serem super protetores comigo, já tentei conversar e mesmo depois de morar mais de 1 ano fora ainda sinto o controle que eles têm sobre mim e não sei como resolver isso, já tentei conversar, mas não deu muito certo. A outra coisa é o preconceito por ser diferente do padrão, isso faz eu tentar parecer “normal” e esconder minha deficiência, mas mesmo assim tenho que encarar as pessoas me encarando como se eu fosse de outro planeta, gente pensando que eu não sou capaz de fazer nada ou viver uma relação, já recebi até foras de alguns caras por causa de minha desabilidade, uns deixaram subentendido e outro deixou bem claro que o único motivo foi esse. Isso tudo tem me deixado muito pra baixo ultimamente, quando eu morava fora eu me sentia “mais eu” e mais independente sabe? Viajei pra vários lugares sozinha, conheci novas pessoas e culturas, aproveitei minha vida de solteira e também namorei por um tempo lá, mas eu queria mesmo era que as pessoas entendessem que é normal ser diferente e mesmo com algumas limitações, a vida é muito maior do que a gente pensa ou tá acostumado. Mas com tudo que tá acontecendo, eu to me sentindo deslocada, presa, triste e sozinha.

Ai Steffi, nem sei o que te falar… Isso é cultural, infelizmente. Você não tem que esconder nada, entendo que deve causar estranhamento em algumas pessoas, mas o problema está nelas e não em você. E acredito que seja justamente por isso que seus pais tanto te protegem e super entendo o lado deles. Eles não querem que você sofra, que você se sinta diferente, não querem que te tratem mal. Agora me responda uma coisa: quando você morava fora, seu comportamento era outro certo? Já pensou em repetir esse comportamento aqui? Não sei se você faz terapia, mas talvez seja uma boa. Seu desabafo é complicado pois não depende de você, e sim dos outros, o que é muito difícil de mudar. Tente mudar sua visão, amenizar as coisas na sua cabeça, não pensar tanto nisso… Boa sorte.

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03 – Serena

Olá Cony, em primeiro lugar quero lhe desejar cada vez mais sucesso ao blog, que acompanho já à alguns anos e adoro. É a primeira vez que escrevo ou faço qualquer comentário, não sou muito ativa no mundo da internet, costumo só observar. Rsrs. E te digo, que escrevo hoje por motivos de desespero.

Eu me chamo Serena, tenho 22 anos, e namoro há quase 6 anos (meu primeiro e único namorado) o rapaz X, que é um amor de pessoa, esforçado, certinho, estudioso, responsável, companheiro, fiel (Sim, praticamente todas as qualidades que se deseja em um homem). O problema nisso tudo sou eu, eu o amo não tenho dúvidas, mas não sei em que transformei os meus sentimentos por ele, horas acho que só o vejo como amigo. Tenho um carinho enorme e o quero bem e feliz, mas não o amo e desejo mais como o amor da minha vida. A gente quase não briga mais, aprendemos a conviver, ao longo de 6 anos passamos por muitos problemas, ele já duvidou dos sentimentos dele e eu segurei as pontas, eu já duvidei dos meus sentimentos e ele também segurou as pontas. Terminamos uma vez, por 1 semana, mas vi que o amava me arrependi e voltamos as boas. Eu ainda gosto da companhia dele, me preocupo, quero o bem dele acima do meu próprio bem, mas não sinto mais frio na barriga, não sinto mais ansiedade, não tenho mais vontade de fazer tantos planos juntos como tinha à algum tempo atrás. Eu me distanciei, eu esfriei os meus sentimentos por dentro, e hoje eu digo com culpa e tristeza que ele me ama mais. Algo que um dia tive tanta certeza que eu seria sempre a pessoa que amaria e dependeria mais. Hoje vejo que ele precisa mais de mim emocionalmente, que sem mim o mundo dele desabaria. O pior de tudo nessa situação, que faz com que eu me odeie e me culpe ainda mais, é o fato de que eu estou criando  sentimentos por um dos melhores amigos dele. Eu sei que sou uma vaca por isso, eu concordo plenamente.

Vou explicar melhor a situação, temos um grupo de amigos, os mais chegados são hoje uma turma de 10, que são amigos do X desde os tempos de escola. Esse amigo dele que falei, vou chama-lo de Y, nem sempre andou com a turma, ele morou fora do país um tempo, até que voltou pra cidade por motivos pessoais, e desde então enturmou e começou a andar com frequência com a gente, já que ele conhece a maioria das pessoas, que como eu disse são amigos desde a escola. Quando comecei a namorar o X, via o Y não com muita frequência, ele não se mostrava muito simpático e inicialmente eu nem ia muito com a cara dele, pois ele sempre foi muito tímido. Desde que ele voltou, fizemos amizade e descobri que ele também é um cara incrível, desse tipo raro sabe, e apesar de tudo nunca deu muita sorte com mulher, ele é bem solitário, e se entristece as vezes por esse motivo. Acho que ele nunca me olhou de outra maneira, ele e o X são amigos antigos, e ele não me faz o tipo que perderia amizade por causa de mulher. Mas eu não quero estragar tudo, temos uma ótima amizade, eu não quero ser a vaca que vai destruir isso. Eu já pensei que vai passar, já pensei ser só atração física, mas já fazem 6 meses que penso no Y dia e noite, e ele não é do tipo “homão atraente”, o interesse que tenho por ele é muito mais do que físico, eu me preocupo com ele mais do que devia, eu penso e anseio em encontra-lo mais do que se anseia em ver um simples amigo. Eu tenho noção da dimensão disso tudo, mas tão grande quanto isso é a perturbação que sinto no peito, não tenho paz. Eu já pensei em sentar com o Y, e contar tudo pra ele, pedir pra ele dizer que eu estou louca e que preciso voltar a minha sã consciência e ver o quão improvável é isso tudo, mas eu não sei a reação dele, acho que ele se afastaria do grupo e de mim pra evitar constrangimentos, e isso seria um horror, pois fazemos tudo juntos, viajamos juntos, nos vemos todos os finais de semana e as vezes até durante a semana.

Eu só quero um conselho de como esquecer o Y, só quero enxergar o tamanho da merda que minha cabeça me faz imaginar, e eu não tenho o direito de estragar a vida de ninguém por conta dos meus sentimentos.

Esse é um desabafo desesperado, de alguém que não aguenta mais guardar para si todo esse caos.

Serena, Serena, guarda esse fogo menina… Cuidado para não trocar o certo pelo duvidoso… Mas ó, sendo bem sincera, acho que você não deve terminar com seu namorado por esse outro rapaz, e muito menos tentar algo com o amigo do namorado MAS em algum momento, por algum outro motivo, sinto que você vai sair desse relacionamento. Você é muito nova, está há muito tempo com o mesmo homem e o seu PRIMEIRO homem. Já mostra sinais de insatisfação, de comodismo e acho que um dia isso vai ficar insustentável. Esse sentimento pelo amigo do namorado só surgiu porque você está com essa insatisfação. A gente nunca sabe o que vai acontecer, pode ser que você termine por um tempo mas depois volte e seja feliz para sempre com seu namorado, mas também pode cair na vida, pegar gosto e se divertir por um tempo. Nunca se sabe, só sei que o foco  NÃO é o amigo do bofe e sim o seu sentimento no namoro atual. Pensa direito, mas com calma e sem pegar o amigo do namorado.

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  • SINAL VERDE NO CHORAAAA! Podem mandar seus desabafos, de amores, amizades, família, trabalho, o que quer que esteja de afligindo! Mandem para constanza@futilish.com, no assunto coloquem CHORA QUE TE ESCUTO e tentem ser resumidas ok?
10
Mar 2016
Chora Que Nóix Te Escuta!
Chora Que Eu Te Escuto

Choradeira de quintaaaa feiraaaaa! Tô meio embolada com os dias das postagens, só pra variar. Pensa numa pessoa com desorganização mental? Ah, falando nisso, quero TANTO conversar aqui sobre falta de concentração, de foco, DDA e afins…

Bom, deixa minha choradeira pra outro dia, agora é com a:

01 – Kim

Oi Cony, adoro seu blog, seu estilo e o seu jeito de ser! Te escrevo porque tô passando um dilema e preciso ouvir uma opinião de alguém que não está próximo. Não precisa publicar se não quiser ok? Thanks! Bjos

Conheci meu marido no início de 2013, me casei no ano passado (2015) e vim morar numa cidade pequena do interior de MG, vim para esta cidade porque meu marido que é veterinário conseguiu um bom emprego. Confesso que foi um ato não muito bem pensado, agi mais com a emoção do que com a razão, pois, já tinha 8 meses que a gente estava namorando a distância.

Sou nascida e criada em Belo Horizonte, então, imagina como foi difícil desapegar de tudo, família, amigos, emprego, shoppings…rsrsrs. Mas vim porque não tinha jeito de ficarmos namorando a distância e por isso decidimos casar. No ano passado quando cheguei a essa cidade consegui um emprego nas escolas aqui, mesmo não sendo exatamente a minha formação, pois dava aulas de física. Apesar de toda dificuldade da adaptação as coisas iam bem…Porém no meio do ano perdi parte das aulas que eu dava e acredite o que eu estava ganhando não pagava nem as passagens de ônibus pra ir ver meus pais em BH. Eu literalmente surtei, pois trabalho desde os meus 16 anos de idade e estou acostumada a ser independente. Por mais que ele cubra as despesas da casa eu não me sinto bem dependo do dinheiro dele.

Estava ficando a maior parte do tempo em casa e com isso a cabeça a mil, pois não sou do tipo que se contenta em ficar em casa, gosto de sair para trabalhar, de me sentir útil. Foi aí que tive a ideia de tentar mestrado e como aqui não tem universidade, faculdade nem nada disso, conversei com ele e fui pra BH em setembro me preparar para o mestrado, pois coloquei em minha cabeça que precisava fazer algo pela minha profissão, e sempre quis fazer um mestrado, para que num futuro eu pudesse dar aulas em faculdade, pois amo lecionar. E aí me bateu aquelas neuras de: tenho 27 anos e não tenho estabilidade financeira, daqui um tempo vou querer ter filho e se eu não fizer isso agora? Quando vou fazer?

Então eu fui pra BH e fiquei na casa dos meus pais, cheguei a passar em 3 etapas de seleção de mestrado, mas infelizmente por falta de experiência não consegui a vaga. Porém, meu casamento sofreu demais com isso tudo, passamos a brigar muito, até viajamos para tentar melhorar, mas não adiantou muita coisa. Vejo-me sempre abrindo mão das coisas por esse relacionamento, enquanto ele nunca abre mão de nada, eu queria ter feito uma cerimônia de casamento e não fizemos por questões pessoais da família dele, sem contar que ele é super pão duro! Não gosta de gastar com nada, nem uma viagem para comemorar o nosso casamento a gente fez, (na nossa “ lua-de-mel” tivemos que ir buscar a filha dele em outra cidade pq tinha 2 meses q não via a criança), na verdade nesses 3 anos juntos nunca tínhamos viajado pra lugar nenhum só nós dois, nem as coisas pra casa ele quer comprar, a maioria dos moveis que temos nos foram dados de “segunda mão” e outros com dinheiro que meus pais e parentes dele nos deram de presente. Não viajávamos antes por questões financeiras, pois ele era estudante e não tinha dinheiro e agora pq o dinheiro dele é todo investido em pecuária e pensão de filha. Foi um custo viajar no começo desse ano, só pq pechinchei muito é que fomos. A viagem foi boa, mas sabe quando tá aquele clima ruim?

Eu passei a não ter certeza se queria voltar para essa cidade porque infelizmente aqui não tem emprego pra mim, não tem como eu estudar, não tem lazer…Mas acabei voltando porque amo ele, porém, continuo insatisfeita e triste, vejo minha vida profissional parada, sempre sonhei em fazer um mestrado e agora estou aqui desempregada e sem poder estudar, literalmente me tornei dona de casa, o mais irônico é que isso é o que eu nunca quis ser.

Desculpa o textão, mas é isso…As vezes fico achando que é melhorar divorciar e voltar pra BH. O que vc acha? Tô muito confusa.

Kim Kim… lendo seu relato te percebi tão triste, cabisbaixa e ao mesmo tempo TÃO GRANDE! Mulher, tive a impressão de você estar toda amarrada, encolhida e doida para se soltar. Sua vontade de crescimento é enorme, acho MARAVILHOSO você querer focar em sua carreira, fazer seu mestrado. Você contou que ama lecionar, ou seja, ama a profissão que escolheu, tá no caminho certo e ter que abdicar disso por amor é muito cruel! Sim, cruel! Achei o tom do seu mail muito sensato, já teve exatamente essa conversa com ele? Com essas palavras, com esses argumentos? Ele seria muito egoísta se não te compreendesse! Se essa conversa já aconteceu e ainda assim não rolou um entendimento, voa passarinha. Vai crescer, vai cuidar de você, da sua carreira, conquiste o que é seu. Se ele te amar mesmo, ele vai dar um jeito de ficar com você. O que não é justo é você morar num lugar que não te agrada, sem emprego, sem amigos, sem lazer. Sem vida, na verdade. Boa sorte.

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02 – Khloe

¨Olá. Meu desabafo não tem nada de relacionamento, só preciso do conselho das pessoas mais experientes e que já sentiram o que estou sentindo. Eu não sei o que fazer profissionalmente. Moro na casa dos meus pais, aliás tenho 22 anos, estou no último ano de uma faculdade que detesto (direito) mas e ai? Quando pegar o diploma não saberei o que fazer haha. Quando estava na escola sabia que no ano seguinte teria outra série, ou que logo após teria a faculdade. Enfim, você deve estar se perguntando porque não sigo alguma carreira na área do direito. Gosto de estudar, mas honestamente eu não quero estudar 3/6/8 anos para um concurso público (hoje em dia para ganhar 2 salários tem que gabaritar as provas) e ficar fazendo trabalho de robô como fazia no estagio, também não vou advogar pois não gosto de falar em público e não me imagino naquela confusão autor/réu na audiência. Eu não curti, só valeria a pena pelo dinheiro e só vou me formar porque já cheguei até aqui. Tenho vontade de fazer gastronomia, mas é complicado. É um trabalho serviçal, mal remunerado em que pouquíssimos se tornam um Alex Atala. Como faço para realizar-se profissionalmente com o mínimo de dignidade financeira? Ou será que amar o seu trabalho é uma ilusão? Obrigada.¨

Tá toda errada né fia. Vai formar num curso que detesta (e você foi bem clara, enfática e ainda citou vários motivos para não gostar do que estuda) e o pior, o curso que quer fazer você já sente uma derrotada sem ao menos ter tentado. Nada vem rápido, nem dinheiro, nem sucesso, nem reconhecimento. E outra, porque se tornar uma Alex Atala? Quanto mais alto a gente mira, mais difícil é alvo! Vai subindo aos pouquinhos, sempre pensando em melhorar, um dia de cada vez e outra, MUITAS coisas podem acontecer no caminho. Só não arruine sua vida profissional com escolhas erradas e MUITO MENOS desista antes de tentar.

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03 – Kourtney

¨Oi Cony, segue um chora feliz:

Quando eu tinha 17 anos, passei no vestibular para Biologia e no primeiro churrasco fiquei com um veterano que seria meu namorado pelos próximos 3 anos. Hoje eu já me perdoei por ter “gasto” tanto tempo da minha vida com aquele babaca, não vou me alongar muito dizendo como ele me tratava, vou dar apenas dar um exemplo: do tipo de homem que força sua cabeça para baixo para fazer sexo oral. Traí ele! Contei que traí e foi assim que terminamos, com ele me chamando de todos os adjetivos possíveis para a faculdade inteira, contando todos os meus podres e os das minhas irmãs para os meus pais e ameaçando se matar. Nunca mais o vi. Apesar do total abuso que ele fazia comigo, me sentia culpada por ter traído, sabe?! devendo pro universo? 

Seis meses depois conheci quem seria meu próximo namorado. Vivi um ano de intensa alegria, aprendendo como um menino pode ser querido, companheiro e ainda ser perfeito na cama. Levei um pé na bunda DO NADA, sem explicação… fui pro chão. Emagreci 8 kg em uma semana, chorei, esperneei, mas ainda sim, aprendi a me amar na marra, nas indas e vindas com ele que me judiavam demais. Na minha formatura, ele foi com meus ingressos, não cumprimentou minha família e ficou com a única pessoa que eu já tive ciúmes na vida NA MINHA FRENTE (tínhamos ficado uns dias antes da festa, achei maldade demais e dei FIM nisso. Embora já fizesse mais de um ano que eu não era mais namorada dele oficialmente, isso não se faz).

Mas sabe aquela sensação de alívio? Me senti 0 a 0 com o universo! Magoei, fui magoada, aprendi a me amar, aprendi o que era relacionamento abusivo, aprendi a ser feliz comigo mesma e que a pessoa que eu mais amo sou eu. Amadureci demais, nessa altura já estava para começar o meu mestrado e sempre me interessando por assuntos relacionados à mulher.

20 dias depois foi meu aniversário, fui em um bar de rock que amo e dei mole no carão para o carinha dos drinks, temos vários amigos em comum e sempre achei ele um gato. Ficamos trocando mensagens a noite inteira e combinamos de sair depois do expediente. Fui embora para a casa de uma amiga, pulei na piscina, caí um tombo, me ralei toda. Quando estava quase pegando no sono toda molhada (tinha esquecido dele) meu celular toca. ERA ELE. Fui correndo para o bar (bebada, molhada, ralada kkkk) e levei ele para a minha casa. Não consigo esquecer até hoje a coisa mais engraçada que já me aconteceu: fui de saia longa no bar pq estava com a perna peluda e acaba a noite com ele fazendo curativo NA PERNA PELUDA kkkkkkkk. D O R M I. Não fizemos nada… no dia seguinte acordo e vejo um rapaz dormindo no chão do meu quarto… pensei comigo mesma: NUNCA vou conseguir dar uns beijinhos nesse gato depois desse vexame e dessa perna kkkkkkkk. Fiz um macarrão odioso para almoçarmos, um papo torto, levei ele para casa. O que aconteceu? ELE ME LIGOU (fiquei pensando qual era o problema dele kkkkkkkkk) e a partir daí estou vivendo um sonho REAL nos últimos 4 anos, três de casados… já tivemos nossos problemas, ele foi por um tempo muito acomodado e folgado em casa e eu pisciana e feminista – folgado e feminista não cabem na mesma casa. Mas depois de muito amor, conversas, estatísticas e textos, sempre que alguém pergunta se ele ajuda em casa ele responde: Eu não AJUDO em casa, eu faço a minha parte.

Estamos crescendo, ele é engenheiro ambiental, mudamos de cidade para eu fazer meu doutorado e ele arranjou um emprego em uma empresa e está se destacando muito, ele é realmente uma das pessoas mais brilhantes que conheço e a qualquer momento vai arrasar em algum concurso por aí… E também do tipo de homem que chega meia hora adiantado no trabalho para arrumar a mesa, sabe? Peça rara! Sou peça rara também!! Estou fazendo meu doutorado e sei que tudo de bom que acontece comigo  é fruto do meu esforço e da energia positiva que espalho por aí, tenho um exercício diário de tentar não julgar as pessoas e sempre elogiar muito e de coração, o que eu tenho de negativo tento guardar pra mim… Somos duas pessoas do bem, é importante em um relacionamento ter paciência para APRENDER a ser o par “perfeito” um do outro (QUANDO VALE A PENA, TÁ, MENINAS?)

Estou convencida que não devemos nos enganar por fogo de início e procurar compatibilidade, sou feliz pois sinto no meu companheiro sintonia total nos nossos planos e objetivos.

Ah, antes que eu me esqueça… Sabe o segundo namorado? Ano passado ele me chamou para tomar um café e pedir desculpas, eu fui (com o marido sabendo tá) e o perdoei de coração, somos bons amigos! Ele levou um pé do mesmo jeito que me deu um tempo depois – CARMA. Por isso, me considero um chora duplamente feliz, pois nada melhor do que PERDOAR.

Beijos Cony, você e tuas leitoras são seres de luz, MUITA gratidão por esse blog que rendeu muito mais do que um amor intenso por blusas listradas :*

Ps: curiosa para saber meu nome fictício hahahahahah¨

QUE LINDA LINDA! Que relato leve, cheio de otimismo, de recados do bem!!! Temos muito que aprender com você: elogiar sempre, reclamar menos, ter paciência, energia positiva SEMPRE (tão importante isso… coisa boa atrai coisa boa!) e o principal, aprender a ser feliz com o que conquistamos. Não dá para ter tudo, mas saber aproveitar o que temos e ser agradecidas por isso faz a vida valer a pena e vira FELICIDADE E PLENITUDE.

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  • Só lembrando que NÃO estou recebendo mais emails do Chora ok? Vamos terminar essa leva e quando liberar eu aviso aqui!
  • E sem mimimi pela escolha dos nomes viu? Fui de Kardashians em homenagem a Kim que ontem entrou no Snapchat! Minha piriguete preferida 🙂
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