19
Jan 2016
Chooooora Que Eu Te Escuto
Chora Que Eu Te Escuto

Não, não é um revival desta polêmica tag que sumiu por motivos de: mimimi exagerado. Acho assim… se a pessoa me mandou um mail pedindo minha opinião para um determinado assunto, ela deve estar preparada para ouvir certo? Nem sempre vamos passar a mão na cabeça, pode ser que sim, mas pode ser que não também. Enfim, era tanta gente julgando tudo, tanto barraco nos comentários que resolvi dar um tempo.

Porém, esta semana, coincidentemente, recebi três emails pedindo ajuda, e todos me deixaram um pouco confusa quanto a resposta… Mesmo sem ter a chamada do Chora Que Eu Te Escuto em aberto, senti uma angústia muito grande nessas três mulheres e resolvi dar um espaço aqui para que elas leiam conselhos e opiniões. São dois casos bem diferentes, vejamos:

01 – Bruna

¨Olá Cony, tudo bem? Por favor me ajude, preciso de você. Acompanho o seu blog diariamente, e acho que você é a pessoa certa para me ouvir “Fala que eu te escuto”. Eu e o meu marido estamos juntos há 21 anos, e o meu sonho é casar no TAHITI, com uma cerimonia típica do país, já efetuei contato com o hotel, será no Hilton. A cerimônia será na praia, somente eu e o meu marido, gostaria da sua ajuda para o modelos de vestidos, aliás não tenho certeza se quero vestido, gostaria de algo diferente.

Mas agora me deparei com outro problema, avisei na empresa em que trabalho (chefes) sobre a minha saída (férias) para realizar o meu sonho, e o um dos chefes falou “você educadamente está nos excluindo do seu casamento, uma maneira de não convidar ninouém” .

Então, o meu maior problema é: aviso aos amigos que vou me casar? Ou aviso somente na volta do casamento? Faço convites informando do nosso casamento mas que infelizmente não temos como levá-los? Os nossos pais não irão, então é somente eu e ele. Acho que as pessoas não entenderão que nós não queremos festa, apenas a cerimônia íntima, não queremos gastar com igreja/decoração/jantar , etc e tal, nós queremos é ser feliz, porque o que importa é o amor.

Por favor me ajude, como informar aos amigos e família sobre a nossa escolha, convites e roupas…¨

Bruna, ZERO CONVITES! Eu acho! E quanto avisar que vai casar, sim avise! Ninguém tem NADA com a escolha de vocês de casar longe e sem convidados. Avise, tranquilamente e naturalmente: ¨Vamos no casar no Tahiti! Só nós dois, será super íntimo!¨ Na verdade, comunique a quem perguntar ou quem for realmente muito chegado de vocês. E sobre seu chefe, achei de uma falta de educação enorme o que ele falou. Já sobre a roupa, eu iria com um vestido branco esvoaçante e com rendas a la Martha Medeiros e um coroa de flores bem coloridas.

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02 – Fernanda

¨Cony (bancando a íntima já, haha),

Boa tarde, antes de começar meu (confuso e complicado) e-mail queria dizer que adoro seu blog, acompanho há 04 anos e sempre me deu muita inspiração, adoro o DDL, as tags relacionadas a roupas que as pessoas compram ou tem e não sabem como ou com o que utilizarem, e especialmente aquela onde nós leitoras fazemos nossos desabafos! É tão gratificante ler as opniões e até mesmos as situações de outras pessoas e saber que não estamos sozinhas, que para tudo tem uma solução, e que não se deve deixar abalar ou desistir!
Por isso começo a minha história assim..
Tenho 27 anos, sou filha única, moro em Florianópolis (nascida e criada), adoro morar aqui, amo meus amigos, minha família – meus pais são pessoas incríveis, me apoiaram em muitas coisas entre elas a escolha da profissão, morar sozinha em outra cidade, me ajudaram em muitos momentos (tanto emocionalmente quanto financeiramente) – e a eles sou muito grata por tudo, todos os dias! Sou formada há pouco mais de 03 anos, e nesse ano devo finalizar o Mestrado, realmente faço aquilo que adoro, que imaginei, e que já sabia desde os meus 11/12 anos de idade.
Agora falemos da questão do coração… Namoro há quase 04 anos, fomos morar juntos cedo, com uns 05 meses de namoro aproximadamente, ele é uma boa pessoa, trabalha, é super dedicado com o que faz, me trata bem, nunca me faltou com respeito, é companheiro, amigo, legal. Bom até ai você deve estar se perguntando do que eu posso reclamar né (haha)! Acontece que ele tem todas essas qualidadades e mais algumas, mas eu não me sinto feliz! Ano passado (2015) foi um ano muito complicado no nosso relacionamento, tivemos algumas discussões e até pensei em terminar, não conseguia mais imaginar o meu futuro com ele, na verdade não me imagino nem daqui há 05, 10, 15 anos. O que me falta é coragem sabe, ou até mesmo medo, medo de mudar, de decepcionar as pessoas ao redor, afinal toda a minha família adora ele, minha mãe então não pode ser mais puxa-saco do cara (hehe). Afinal quando voltei para morar em Floripa trouxe ele comigo e acabamos morando 01 ano com os meus pais, acho que isso foi o suficiente para que todos ficassem apegados a ele. O que acabei sentindo por ele foi carinho e amizade, é como se fossemos dois amigos morando juntos, dividindo um apartamento, as contas, os afazeres, porque é basicamente isso, mal ficamos juntos, mal nos beijamos, mal nos abraçamos, e sei que isso me faz mal! Eu tive alguns relacionamentos anterior a esse, e nunca tive problema com términos, quando estava insatisfeita e percebia que não iria melhorar, eu não hesitava em terminar, com esse é diferente, eu tenho receio das pessoas me julgarem por eu ser egoísta, por eu ser má, e por nunca conseguir levar um relacionamento a sério, além de todas as questões familiares, tem a família dele, desde o começo eu sinto um pouco de dificuldade de me relacionar com a mãe dele – o que você faria se no ínicio do relacionamento os pais do seu namorado falassem constantemente da ex dele? – bom isso me deixava extremamente irritada e minha mãe acha que era exagero , mas realmente tenho essa dificuldade de lidar com a família dele, a mãe é intrometida, gostar de dar opinião, e trata os filhos como se fosse um bebê. Outra questão que me faz sempre desistir é a irmã dele, ela está com um problema sério de saúde (câncer), está acamada, perdeu os movimentos, e depende da mãe e de uma cuidadora para lhe ajudar, com esse motivo eu me sinto mais cruel ainda, como eu iria terminar com ele sabendo de todo esse sofrimento, de tudo que eles estão passando, e sabendo que todo o processo será lento. Ás vezes eu até penso em esperar ela melhorar para poder terminar com ele, mas nessa espera já se passaram mais de 06 meses, e pode ser que leve mais algum tempo ou até anos! Já conversei com ele algumas vezes sobre a nossa situação, em um curto período de tempo tudo muda, mas em questão de dias volta a ser igual, aquele relacionamento frio, vazio, sem emoção, não tem mais aquele embrulho no estômago ao vê-lo – coisa de adolescente, onde o coração tinha mil batidas por segundo haha. Eu sou uma pessoa romântica, espotânea e super animada, e infelizmente às vezes não me reconheço mais, parece que perdi um pouco da minha essência, do meu brilho, acontece que fiquei presa nessa situação, não posso fazer nada, e já tentei de tantas formas melhorar, mas acho que eu não quero mais,que tudo ficou desgastado com o tempo, e com tantos outros fatores, o que acho é que sou nova ainda para ter que viver de um relacionamento de aparênicas, mas no fim das contas é o que faço todos os dias! Até pensei em conversar com meus pais, mas conhecendo bem eles, sei que seria muito ruim, minha mãe ficaria muito triste, iria chorar, e até mesmo ficar doente, meu pai brigaria muito comigo, para esse tipo de coisa ele é muito tradicional, e pelo fato de eu morar junto há tempos seria difícil mudar a cabeça dele, ele tem um temperamento forte!!
Essa minha situação é intensa, é cheia de dúvidas, de certezas – que quero ser feliz, quero conhecer outras pessoas, quero me sentir amada, mas ao mesmo tempo não quero ser a vilã ou má com as pessoas, e neste caso tudo acabou dependendo de mim, me sinto pressionada!
Escrevi esse e-mail em meio a lágrimas e soluços, porque jamais imaginava que iria passar por algo tão difícil! Desculpa pelo tamanho do e-mail, mas realmente precisava me abrir, desabafar, e contar isso para alguém.
Essa é parte da minha história…¨
 
Menina, só acho que você deveria pensar em você, na sua vida, na sua felicidade. Você claramente está muito insatisfeita e sempre colocando os outros a frente de sua felicidade. Ou é a sua mãe que vai sofrer, ou a cunhada doente, ou a sogra chata (achei uó isso de ficar falando da ex, eu, meiga do jeito que sou, iria falar na hora para parar com isso). Olha bem como você é feliz com suas escolhas pessoais: disse que é formada no que sempre desejou, desde criança, faz mestrado, super focada. Porque vai deixar que um namoro seja a pedra no seu sapato? A vida passa muito rápido, a gente tem que ser feliz enquanto dá! Sei também que não podemos ter tudo, mas o quadro que você mostrou pra gente é de desanimo e insatisfação GERAL no namoro. Sem beijos, sem carinhos, problemas com a família dele, e você sequer se vê dividindo sua vida com ele. Me conta… pra que esperar mais? Também está muito claro que você é um pessoa muito boa, de coração bom, se preocupa com o sofrimento e problemas alheios mas, e você? Até quando ficar fechando portas pra não ventar nos outros quando o que você quer é abrir a casa toda e deixar o sol entrar? Hein? A casa é sua. Sua vida. Quem cuida e sabe o que é melhor, é você. E JAMAIS, NUNCA, EVER, perca sua essência!
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03 – Gabriela

Oi Constanza, não vou ficar aqui falando que amo o seu blog, que acompanho ele todos os dias e que sou uma grande fã sua. Vou falar o meu problema, e queria muito de verdade uma ajuda. Sou uma pessoa muito solitária, me sinto sozinha e vazia.
No início do mês de dezembro, meu noivo resolveu por um fim em nosso relacionamento. Ele é evangélico e quis endireitar sua vida com Deus, já que não ficamos sem sexo quando estamos juntos e já tentamos várias vezes. No começo eu bati o pé não queria de jeito nenhum, afinal são 6 anos de relacionamento. Entrei na igreja fiquei firme, ia nos cultos estava sempre presente. Ia na casa dele, sentava no sofá e ele me esnobava. Aí surgiu uma amiga minha que ficava me chamando pra ir na casa dela, e eu nunca ia pois o primo dela morava lá e meu noivo não gostava dele. Até que no natal, eu estava sozinha em casa e resolvi passar a noite de natal na casa desta minha amiga. E o que que aconteceu? Fiquei com o primo dela. Mas foi aquela ficada sem sentimento, sem tesão, só beijo, eu estava muito carente, havia bebido, aí ele chegou com lábia e deu no que deu. Me arrependi muito. Me arrependo muito. De dezembro até hj emagreci 8 kg, estou mal, com diarréia, fraca e muitas dores de cabeça.
No dia 3 de janeiro, meu ex conversou com o pastor dele. Explicou o que estava querendo pra vida dele e que estava muito feliz que eu também estava indo pra igreja, mas não entendeu pq de uma hora pra outra eu sumi que eu só ficava na casa dessa minha amiga. Que ele queria voltar comigo, mas queria q eu estivesse firme na igreja também.
E tudo isso acontecia, mas nos falávamos pelo whatsapp todos os dias. No dia 4 de janeiro, convidei ele pra vir na minha casa e ele aceitou. Fiquei muito feliz dando pulos de alegria. Quando eu cheguei do meu trabalho liguei pra casa dele para avisar que ele já podia vir, pois eu estava em casa. e ele disse q já estava vindo. Passou uns 10 minutos ele me ligou. Me perguntou se eu tinha ficado com essa tal pessoa e  eu disse que não. Ele me perguntou de novo e eu continuei negando. Até q ele desligou o telefone e veio até minha casa. Ele estava irado, transtornado, confuso. Disse que alguém enviou uma conversa que eu tive com esse primo da minha amiga para ele.
Aí eu contei pra ele o que havia acontecido. Choramos e ficamos conversando e ele me contou o que ele havia conversado com o pastor, porque até então eu não sabia. E ali ele realmente colocou um fim no nosso relacionamento.

Foi tudo de forma amigável, nos falamos todos os dias, fiz uma viagem e ele me acompanhou por dois dias. Nos beijamos, transamos, tudo foi feito como se realmente estivéssemos juntos. Só que ele não quer voltar, disse q vai ficar com vergonha se alguém souber e perguntar pra ele. Vai ficar com vergonha de andar comigo na rua.

Só que meu coração se encheu de esperança, não quero desistir desse relacionamento. Eu amo ele. Mas será q eu amo? Será q é posse? Estou com tantos sentimentos dentro de mim. Será q se eu continuar insistindo vai dar tudo certo? Me ajuda Cony, não precisa publicar na sua página, mais me da um conselho de amiga, pq eu acho q foi essa minha amiga q mandou a conversa pro meu noivo.

Mil beijos, Me desculpa os erros de português, estou mandando do celular e é horrível de escrever.

Obrigada!

Gabriela, cuidado pois desconfio que você esteja cercada de COBRAS! Uma: não simpatizei com seu noivo, desculpe. Não me pareceu uma boa pessoa. Como assim teria VERGONHA de andar ao seu lado por você ter ficado com uma pessoa enquanto estavam terminados? OI????? Em que planeta ele vive? Outra… te obrigar a seguir a religião dele para que tudo fique lindo e florido? E outra, receber a conversa que você teve com o primo de sua amiga? HEIN? Muito confuso, muito babado, muito estranho. Eu se fosse você, me recolheria, aproveitaria para por a cabeça no lugar e pensar se isso não é carência e vontade de ter alguém por perto mesmo. Sinto que você está abrindo mão de muita coisa para ter alguém do lado. Sei lá… não tenho bons feelings, mas também sei que toda história tem 3 lados: o seu, o dele e a verdade.

  • Universitárias, me ajudem com esses casos.
17
Aug 2015
10 Dicas Para Mulheres Viajarem Sozinhas!
Dicas de Viagem

Ainda no papo da minha super euro trip, aquela que me deixou maravilhada e me ajudou um monte no redescobrimento pessoal, queria contar um pouco sobre como é viajar sozinha.

Bom… é ótimo rs. Sei que pode dar medo, insegurança, certo pânico, ainda mais quando o destino é um lugar que não se fala a língua local e não vai ter ninguém te esperando no aeroporto. Mas quer saber, isso de chegar no aero e não ter ninguém por sua conta é libertador. Mais louco ainda é quando você chega de madrugada e nem sabe como ir embora, adoro desafios desde a hora que piso em terras alheias! No final da viagem, quando você relembra tudo o que passou, fica um sentimento de poder e independência incrível.

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Mas conversando com as meninas que conheci na Europa (e que todas estavam por conta própria), consegui coletar algumas dicas valiosas para quem quer uma aventura solo pelo mundo. Vamos lá:

1 – Prefira hostel. Sim, em hostel o clima sempre é bom e você conhece muita gente (além de ser infinitamente mais barato que hotel)! Se achar ruim dividir quarto, pegue um só para você mas curta o momento do café com a galera, socialize e não fique trancada no quarto.

2 – Quer algo mais exclusivo? Que tal alugar um quarto num apartamento ou casa pelo AirBnb? TODO MUNDO USA ESSE SITE/APP! E confesso que eu ainda não usei mas depois de ver a experiência de várias amigas fiquei maluca. Cada apartamento fofo! Quero estudar mais essa forma de hospedagem e experimentar para um dia dar meu depoimento aqui. Você pode escolher alugar apenas um quarto ou então a casa toda.

3 – E mais uma dica, se for pegar a casa toda, escolha um bairro bem badalado, daqueles que se botar o pé na rua já está no meio da muvuca. Tudo isso para não ter preguicinha de sair!

4 – Use o Tinder! Calma, não tô falando para sair paquerando logo de cara. Ou também pode ser rs, mas saibam que muuuuita gente usa o Tinder no exterior para fazer amizades, pegar dicas e fazer turismo. Sério, não tô brincando. Eu mesma usei e a gente conhece pessoas bem bacanas e dispostas a ajudar. Soube de várias dicas de baladas, restaurantes, pontos legais para conhecer, dicas locais… tudo isso no Tinder e sem segundas intenções. CLARO QUE se você quiser algo mais, também tá valendo, mas os gringos, em sua maioria, são bem respeitosos e prestativos.

5 – Chegou num lugar, tem poucos dias e não sabe direito por onde começar? Sightseeing baby! Sightseeing são aqueles ônibus vermelhos, de dois andares e com a parte de cima aberta que te levam para fazer um tour pela cidade. É bacana fazer no primeiro dia, daí você já vê os pontos principais e os que mais te agradar você volta para conhecer com calma! Fiz isso em Barcelona, paguei 37 euros por dois dias e no primeiro dia fiz dois tour direto, sem descer do ônibus (quase 4 horas no total rs) e anotei os que mais curti. No segundo dia, peguei o Sightseeing de novo e desci onde queria conhecer melhor! Vale muito a pena! Hora de botar a playlist da felicidade no celular e ouvir musiquinhas lindas e apreciar a cidade!

6 – Não planeje muito. Lembre-se, você está sozinha e tem TODO o tempo do mundo! Saia pelas ruas, coma a hora que achar que deve comer, entre nas lojas que quiser, tenha o seu tempo. Se perca, é a melhor forma de conhecer uma cidade! Mas…

7 – Perca-se com precaução rs. Ande sempre com um celular carregado, chip ativo (informe-se assim que chegar qual a operadora com melhor internet) e mande brasa no Google Maps. Eu não vivia sem! E se quiser ter mais uma ajuda, carregue um mapa da cidade, mapa de papel mesmo, por via das dúvidas.

8 – Como falei acima, carregador extra SEMPRE carregado. Pode ser que sua câmera precise, seu telefone… Era a primeira coisa que eu ligava na tomada quando chegava em casa.

9 – Permita-se sentar num bar, sozinha, beber alguma coisa, e por favor, escolha o lugar onde está mais cheio hein! Nada de ir pro fundão do restaurante e se isolar. Eu falava toda orgulhosa quando perguntavam se estava esperando alguém: não, sou só eu mesmo. E até os garçons ficam mais simpáticos e conversam rs. Guarde o celular, seja simpática, converse com a mesa ao lado, puxe papo, sorria!

10 – Obviamente os cuidados de sempre: dinheiro somente o necessário, cartões somente os essenciais, anote em um papel o endereço de onde está ficando (vai que acaba a bateria o celular e você não sabe voltar pra casa?), leve apenas a cópia do passaporte, mapinha com a linha do metrô, dos ônibus (e preste atenção aos horários de funcionamento), e no mais, muita auto confiança!

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Quem nunca se aventurou sozinha pelo mundo, DEVERIA! Uma vez na vida pelo menos, tente! Eu sei que pra muita gente é difícil, que tem que pensar muito, mas o resultado é tão maravilhoso que vicia!

  • E se alguém tiver mais dicas para as viajantes solitárias, comente aqui!
28
Jul 2015
A Delícia do Auto Descobrimento
Comportamento

Hoje acordei querendo conversar e daqui a uns dias voltarei a falar sobre isso mas resolvi me adiantar um pouco. Para quem não sabe, estou na Europa, hoje precisamente em Barcelona e amanhã provavelmente em outro lugar.

Poxa, mas a Constanza ficou maluca? A viagem não era só pra Milão pra fazer o curso no Marangoni e depois voltar? Sim, era.

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Muita coisa aconteceu nos últimos meses (suas curiosas, sei que vão me perguntar com palavras claras: o namoro acabou repentinamente em meio a milhões de planos em conjunto, projetos de vida e sonhos por incompatibilidade de burros – porque se fosse de gênios teria dado pra resolver) e me vi prestes a embarcar para a Itália no meio de um caos emocional e também a ansiedade de realizar um sonho, que era fazer o curso. E eu não sou mulher de desistir dos meus sonhos, nunca fui e sempre fui atrás do que me faz FELIZ, independente do que se passa ao meu redor. Sou do tipo de pessoa que tem desejos cautelosos pois sei que eles podem se realizar a qualquer momento e assim foi como tudo sempre aconteceu pra mim. Não me conformo com pouco, com o morno, com o meio termo. Sou viva demais, intensa demais, de verdade demais para viver o ¨mais ou menos¨ ou apenas para o Facebook ver.

Enfim, mala pronta, Milão na mira e uma pessoa internamente “perdida”. Quando a gente se relaciona com alguem é normal deixar um pouco do que somos de lado e passar a ser um pouco do outro também. O problema aparece quando a gente começa a viver mais do outro do que da gente. E não só em relacionamentos amorosos, mas em amizades (quantas vezes vestimos o “uniforme” da galera e passamos a agir como eles para fazer parte da turma?), no trabalho (vivemos para trabalhar e largamos nossa vida de lado, deixamos que os problemas nos consumam) e até mesmo na família, quando nos tornamos o que eles querem que sejamos.

E assim me vi, uma Constanza pela metade que achava que não sabia mais caminhar com as próprias pernas, um bocado insegura e indecisa, afinal, eu já não era mais uma pessoa ¨única¨, era formada por duas pessoas e de repente uma parte me faltava. Dá aquela angústia e vazio de perder um bocado do chão, apesar de saber que ele sempre esteve lá e que antes eu sambava e dava piruetas sem medo. E do que eu precisava no momento? Voltar a minha essência.

Ah, fácil.

Não, não é fácil. É bem difícil pois o fantasminha da insegurança vai mapeando todos seus passos e por mais que a gente se segure e pise firme, ainda mantemos o costume de olhar pra trás e ver se estamos fazendo tudo certo, procurando um tipo de aprovação. E sabe o que gente precisa nesse momento? Coragem para se virar sozinha e assumir as consequências de nossas escolhas!

E uma das formas de procurar essa coragem é uma viagem sozinha, de preferência para bem longe, para um lugar que te desafie (seja pelo idioma, localização, cultura) onde você será sua companhia e a única responsável pelas suas decisões. É o momento de retomar a vida e voltar a andar com as próprias pernas.

Eu fui para a Itália, fiz meu curso e tudo conspirou de uma maneira que não poderia ser mais perfeita. Cheguei triste e fui tão bem recebida pelas meninas do apartamento que fiquei que não teve lugar nem tempo para fossa. Imagina, receber flores, um abraço coletivo e um ¨somos sua família aqui na Itália¨? Foram ANJOS que apareceram para mim! Foi nessa vibe que as coisas começaram a mudar na minha cabeça. E parou por aí? Não… A turma do curso era incrível e em pouquíssimo tempo estávamos super unidos. Não teve um dia sequer que ia pra casa direto após as aulas. Sempre, mas sempre íamos para um aperitivo, conversar, rir e claro, tomar muito Spritz. Só isso? Não… apareceram oportunidades de viagens e fiz amizades que me acompanharam na Toscana, Veneza, Lago di Como… Opa, mas eu não estava viajando sozinha? Sim, mas a vida coloca pessoas – chamo de anjos – em nosso caminho e cabe a nós abrir portas para permitir que elas façam parte da aventura e nos ensinem coisas diferente.

Acabou o curso, momento de voltar… Mas eu não estava pronta para o Brasil, já estava na Europa, nada me prendendo, ninguém me esperando, nada pendente. E convenhamos, viajar na Europa é muito barato. E quando você muda a vibração da sua vida e começa a aceitar novidades, elas aparecem. Recebi um convite para conhecer a Holanda, e lá fui eu. Fiquei na casa de uma moça que conheci num carnaval e que é de um coração tão bom, de uma energia tão pura que a sintonia foi imediata. Sou uma pessoa de SIM e quero provar tudo o que aparecer na frente. Ir para Amsterdam foi maravilhoso e queria ficar mais mas… um amigo que mora na Espanha me perguntou se não passaria na casa dele. Amigo esse que trabalhou comigo nos USA 10 anos atrás e que eu tinha como irmão mais novo. Logo pensei: porque não? A passagem é barata! E pronto, cá estou eu em Barcelona, na casa dele e como se nunca tivéssemos ficado tanto tempo sem nos ver. Eu cultivo amizades e sou sortuda por conhecer pessoas pelo mundo inteiro. Sou super fácil de lidar, odeio complicar as coisas e adoro boas cias. E quando a gente é assim, quando a gente emana coisas boas, é transparente, trata as pessoas com carinho, respeito, quando se é verdadeira e se comporta com bom senso, você sempre será bem vinda na vida e na casa dos amigos. E não vou contar mais porque teremos muita história ainda, mas o que queria dizer é que viajar sozinha, reencontrar pessoas queridas, fazer novas amizades, caminhar na rua sem pressa, sem destino e sem cobranças é o melhor caminho para a gente se reencontrar. E é nesse momento que estou, olhando pra mim e vendo como sou uma pessoa incrível, agradável, inteligente, como consigo me virar sozinha (porque os amigos trabalham e a gente fica por conta o dia todo), consigo me comunicar, falar de vários assuntos em vários países e em vários idiomas (ou mímica rs), consigo sentar sozinha numa mesa de bar e conversar com o pessoal da mesa ao lado, ser interessante para o carinha que também está viajando sozinho e quer jogar conversa fora sem compromisso, ser simpática com todo mundo, sorrir e dar bom dia para quem cruzar o caminho, pegar um ônibus qualquer e dar uma volta para conhecer a cidade, trocar olhares e paquerar e sair com aquele sorriso de satisfação… Tudo isso nos fortalece como pessoa e nos prepara para o mundo. Mas a melhor parte é retomar a sua essência, é te despir da alma velha, cansada, viciada e dependente e vestir uma nova. É como um banho interno, onde você consegue mandar pro ralo tudo aquilo que não era seu e agora sim conseguir se olhar no espelho e se amar pela pessoa que é. É acordar de manhã e pensar: tenho o dia cheio, mas cheio de mim mesma e vou fazer o que me der vontade. E isso minha amiga, te torna a mulher mais interessante do mundo. Não existe melhor coisa que conhecer uma pessoa e ela falar: Gostei da sua essência. Esse é o objetivo! Se você é interessante e admirada por você mesma, o mundo se rende à você e passa a te admirar também.

Tome seu tempo. Se está achando que está se perdendo, deixando sua essência de lado, pare um pouco e se analise. A pior coisa que pode acontecer na vida de uma mulher é ela deixar de ser quem é e perder o que a tornava interessante e viva. A vida dá rasteiras e numa dessas a gente cai, tenta levantar e vê que não sabe mais viver a própria vida. Se isso acontecer, força, coragem, atitude e braço forte para voltar a ser uma pessoa única. E acreditem, nada que uma viagem sozinha não resolva! ¨Se perder às vezes é se achar¨.

  • E quando acabar a viagem conto dos perrengues e das aventuras que passei. Ou quase todas rs.
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