14
Jul 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Recebi uma surra de emails pro Chora e novamente suspendo o recebimento de depoimentos até segunda ordem, ok? Na medida do possível publicarei 4 casos ao invés de 3 para andar mais rápido.

Vamos lá!

Caso 01 – Marcela

¨Cony, oi. Há algum tempo considerava escrever para a sessão do Chora mas nunca tinha tomado coragem até o momento. Meu problema são muitos e creio que tenha pouco a ver com o que geralmente leio na coluna. São quatros pontos cruciais que se encaixam para a minha situação atual e vão ser um tanto longos, por isto já me desculpo.

1. Tenho atualmente 21 anos e sou vestibulanda de Medicina há quatro anos. Sempre soube que era isto que queria e uma vez que me decidi pela carreira não larguei mais o osso. Eu estudo muito, praticamente minha vida é centrada ao redor disso. Até o momento presente nunca passei em nenhuma universidade pública (embora tenha passado em uma particular a qual não tenho condições de pagar e que não possui FIES). Como me dedico a passar em uma universidade pública, minha vida social é próxima de nula.

2. Tenho amigos, nunca foi um setor do qual eu pudesse reclamar. Amizades antigas que datam mais de 10 anos, amizades da época do colegial e amizades do próprio ambiente do cursinho. Meus pais moram juntos, apesar de erem um relacionamento complicado, e atualmente minha mãe está com câncer e meu pai desempregado. Meu irmão mais novo tem um espectro do autismo, a síndrome de Asperger por isso as coisas nunca foram exatamente fáceis.

3. Nunca estive em um relacionamento que durasse mais que um dia e sou virgem. Meu primeiro beijo foi tardio, aos 19 anos em uma balada com um cara que nunca mais vou ver na vida. Depois disso beijei apenas duas outras pessoas também em ocasiões similares. Sinto vergonha, apesar de estar ciente de que é uma besteira e não deveria, e por isto apenas minhas amigas mais antigas sabem disto. Todas as minha amigas namoram e frenquentemente eu me pergunto o que há de errado comigo.

4. Sou uma pessoa muito ansiosa e provavelmente devo ter algum grau de depressão. Tenho pensamentos suicidas frequentes mas devido a conjuntura atual da minha família eu sempre decido não perdurar muito em tais ideias (meaning que eu não seguiria em frente com nada). Já busquei tratamento psicológico mas nunca consigo me adaptar às terapeutas e atualmente com a situação econômica é virtualmente impossível procurar outro tratamento. Minha autoestima é próxima de não existente.

Reconheço que se trata de assuntos diferentes mas no fim eles trouxeram a mim à situação atual em que tudo que eu desejo é morrer. Não desejo falar nada aos meus pais pois os problemas deles já são muitos, meu irmão não possui a maturidade necessária para me ajudar, ajuda profissional, como mencionei, é inviável. Não quero incomodar meus amigos – qualquer que sejam eles – com meus problemas porque sinto que toda vez que é minha vez de falar eu só despejo o caos que é minha vida. Eu procuro permanecer o mais estável possível, continuo a estudar e a realizar simulados, estou à procura de emprego para auxiliar minha família. Participo, na medida do possível, da vida dos meus amigos, ajudando, rindo, estando presente. Procuro tentar “me colocar” engajando em conversas com um crush. E ao mesmo tempo eu acordo todos os dias e tudo que sinto é um vazio imenso e uma vontade de dormir, um sono sem sonhos, para sempre.

 Aceito qualquer tipo de conselhos que você ou qualquer uma das leitoras tenha a dar (exceto, talvez, o clássico “cada coisa tem sua hora e a sua vai chegar” que honestamente me faz querer chorar e gritar).¨

Uh, deixa eu respirar aqui. A cada parágrafo meu peito apertava mais um pouco. Menina, você está se mantendo forte demais e uma hora isso pode desmoronar. TODO MUNDO TEM PROBLEMAS, todo todo mundo. Acho que você deveria desabafar com seus amigos SIM, amigos são para isso e você está num momento que precisa falar falar falar e ouvir muitos conselhos ou pelo menos ter um ombro onde encostar e VOCÊ TEM! Vamos por partes:

1 – Uma hora você vai passar. Pode gritar e chorar mas é a verdade. Você vai passar e fará sua faculdade de Medicina. Não desista e sinto que não vai desistir mesmo, continue centrada É QUESTÃO DE TEMPO SIM POHAN. Não tem outra resposta.

2 – Você tem amigos, maravilhoso. Sua família está passando por momentos difíceis, seja PARCEIRA, e não o pilar da família. Você tem suas fraquezas também, não precisa ser a perfeita, estudiosa, ou o peso de seus pais. Seja leve em casa, motive seu pai, motive sua mãe que precisa MUITO de você e cuide seu irmão. Faça isso naturalmente, é a sua família! É o que a gente faz normalmente, faz no automático, não se exija quanto a isso, apenas pratique o amor dentro de casa.

3 – Você não namora, nunca namorou e tem 21 anos. Grandes bostas hahahahahaa. Sério mesmo, eu no seu lugar o que eu menos iria querer nesse momento é um namorado. Homem dá muita dor de cabeça e você não precisa de mais uma coisa para se preocupar. Relaxe, saia, se divirta como puder. Se rolar de ficar com alguém fique, mas no fundo no fundo, não faça disso uma prioridade em sua vida. Você tá muito nova e tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito o que viver ainda. Acredite, pode excluir esse ponto.

4 – Pensamentos suicidas. Bacana hein? Uma moça doida pra fazer Medicina, quase lá, cheia de amigos, com uma família que precisa de você, sua mãe lutando pra viver e você querendo desistir? SÉRIO ISSO? Páre JÁ de pensar bobagem! O fim da nossa vida não é a gente que decide não! Nem é algo a ser pensado! Pode estar difícil agora, pode não estar sendo do jeito que você sonhou, pode não ser uma vida cor de rosa, podem aparecer problemas novos todos os dias mas sabe o que isso significa? QUE VOCÊ ESTÁ VIVA, VIVENDO E APRENDENDO! Pode estar pesado, mas saiba, vai ficar leve! FATO! Tenha paciência, se ame, você é perfeita!!! Um dia você vai lembrar disso tudo e pensar: putz, como eu era boba…

Estamos conversadas? Ânimo, ame seus pais, seu irmão, cobre a amizade dos seus amigos (eles estão aí pra isso), estude estude estude, passe em Medicina e para cuidar de mim quando eu estiver velhinha. Combinadas?

 

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Ganhou 2 quotes!

Caso 02 – Alessandra

¨Tenho 29 anos, casada há 10. Meu marido é uma EXCELENTE pessoa, aquele típico marido que beija o chão onde eu piso, e não mede esforços pra me fazer feliz. Eu sempre fui feliz com ele, justamente porque ele sempre foi uma ótima pessoa, um grande amigo. Mas o olho nunca brilhou, e nunca tive borboletas no estômago. Até que, há cerca de 1 ano, comecei a perceber que estava tendo um crush num amigo. Sabe aquele tipo de pessoa que você pode conversar por horas a fio, que o assunto nunca acaba? Aquele tipo de pessoa que parece adivinhar seus pensamentos, e que combina com você em praticamente tudo? Pois é. O problema é que esse amigo é casado também. E eu também sou amiga da mulher dele, que também é amiga do meu marido. Ou seja, são dois casais amigos. Eles também são casados há um tempão, e tem uma relação que, à primeira vista, é perfeita. Sempre parecem felizes, amigos, companheiros. Justamente por isso, eu ficava aqui alimentando minha crush, mas sem nunca achar que teria a menor chance. Total amor platônico. Até eu descobrir que tinha chance sim. E que tudo que eu sentia pelo meu amigo era correspondido. Enfim, foi um choque para nós dois, ficamos sem saber o que fazer, totalmente perdidos. Nunca tivemos nada, nem um beijo, nada. Mas as conversas são totalmente explícitas, ele já disse com todas as letras que está apaixonado por mim. Mas, apesar disso, já concluímos que jamais teremos um caso, porque as outras duas pessoas envolvidas são especiais demais para serem sacaneadas desse jeito. Agora eu me encontro nessa situação horrível, porque não quero magoar meu marido, NUNCA, JAMAIS. Mas, ao mesmo tempo, o coração bate forte pelo amigo, o estômago fica cheio de borboletas voando pra tudo quanto é canto, os olhos brilham… Tenho considerado a possibilidade de me separar sim, afinal, claramente não amo meu marido. Mas tenho 99,99% de certeza de que meu amigo jamais se separará da mulher dele, porque ele é uma pessoa muito correta, que nunca teria a coragem de magoá-la. É uma relação de muitos anos também, eles são super amigos, enfim, não imagino eles separados. Então acabo ficando na dúvida… mesmo que meu amigo nunca se separe, seria justo eu continuar com meu marido, sabendo que não o amo? Não seria melhor recomeçar minha vida (afinal, sou nova ainda), se não com o amigo, com alguém que um dia possa aparecer? Ou seria melhor dar valor a uma pessoa que sempre foi muito boa pra mim, e sempre me fez “feliz”? Enfim, estou desesperada. Se alguém puder me ajudar, agradeço!¨

Separa. Você quer isso e essa vontade está em cada frase sua. Mas uma curiosidade: onde, como e quando você conversa intimidades com esse seu amigo? Cuidado pra não dar mierda grande hein… mas voltando aqui, miga, você não não sente nada pelo seu marido. Ele é bacana e tals, mas é isso? Viver no morninho te satisfaz? Se isso pra você está ok, continua… mas vai ser sempre aquela coisa sem graça, apenas pelo seu comodismo. Isso tudo baseada no que você contou ok? Quanto ao seu amigo, esquece ele. Separando ou não separando, corta isso já! Pode ser que você se separe e ele também, eu acho bem possível… se ele realmente está afim de você, acho muito mais digno isso acontecer quando nenhum dos dois tiver mais vínculos com os parceiros. Você não está FELIZ, você está ¨feliz¨. Isso te basta? Acha que pode se apaixonar novamente pelo seu marido? Acha que está pensando em separar só por causa do outro carinha ou isso é inerente ao crush? Pense nisso… mas a resposta acho que você já tem. Sei que vai ter gente falando para lutar pelo seu casamento, não deixar o amor acabar mas sinto um desânimo forte na sua fala… Sei não, eu tomaria outros rumos, outros ares. Ainda mais tendo apenas 29 anos.

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Caso 03 – Paula

¨Cony, sou seguidora assídua, dessas que entro quase todos os dias pra ler seu blog e tive que tomar muita coragem pra escrever e expor meu problema. Tenho 25 anos, sou formada e bem-sucedida. Namorei por 6 anos, fiquei noiva, e 6 meses antes de me casar conheci uma pessoa, me apaixonei e larguei tudo. Não por causa dessa pessoa, mas porque ela foi a personificação de um problema que existia. Nunca me arrependi por essa decisão, mesmo sendo vista como megera pelo meu ex, sua família e alguns amigos. Acontece que essa pessoa por quem me apaixonei, namorava há 10 anos. Ele também terminou pra ficar comigo, ficamos juntos por 4 meses e foi incrível. Mas a ex não sossegou até fazê-lo voltar. Não tiro a razão dela, 10 anos é muito tempo mesmo. Sofri muito, cheguei a esbarrar com eles algumas vezes e até passar mal. O grande problema não foi porque ele voltou o relacionamento, mas porque voltou e continuou me procurando, dizendo que estava sofrendo, que eu poderia ser o amor da vida dele. Foram 2 anos da minha vida assim, me sentindo sozinha, vendo minha autoestima indo pelo ralo…Ele me dizia que tava em um dilema, que era muito difícil, que me amava, mas aí eu entrava no instagram e tinha uma linda foto dos dois.

Até que eu conheci uma outra pessoa. E me permiti me envolver. Ele é incrível, somos formados na mesma área, temos sonhos parecidos, é lindo e me trata como uma princesa. Não estou apaixonada, não é um sentimento avassalador como foi com o outro, mas ele me traz paz, gosto demais dele e é a minha chance de esquecer toda a história que me fez tão mal. O problema é que o outro descobriu, surtou, terminou o namoro, disse que não quer me perder e me deu um prazo.
Uma parte de mim queria arriscar. Mas nossa história não vai começar do zero, tem uma bagagem muito grande e eu sempre vou me questionar por quê ele demorou tanto pra “descobrir” que era comigo que ele queria ficar. Ele já me machucou demais, mas ao mesmo tempo, não consigo me livrar desse sentimento.

Alguém já passou por algo parecido e poderia me ajudar?¨

AMIGA FUJA PARA AS MONTANHAS! E de preferencia, SOZINHA! Meu, só consigo ter muita pena da ex desse cara e achar ele um grande cachorrão! Pense que o que ele fez com ela, pode facilmente fazer com você! O cara voltou pra namorada, postando felicidade em rede social e te procurando ainda? Não vale NADA. Nada mais a dizer. Esquece ele, não vale a pena, vai te fazer sofrer e se for o caso, fique com o rapaz novo sim, nem que seja pra você esquecer um pouco o cachorrão. ¨Ah mas não quero magoar o rapaz…¨ Você pode até se apaixonar por ele sabia? Tente, de leve, aos poucos e se organize. É muita treta pra pouca pessoa. 

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Caso 04 – Monica

¨O título é chora, mas eu não vou chorar não.
Acompanho os “choras” desde o começo e queria aqui fazer o contrário. Sorrir! E sorrir junto é mais gostoso, não é?! Por isso vim dividir um pouco minha história.
Desde a adolescência sempre fui muito insegura. Achava que os meninos não gostavam de mim, que não tinha amigas, que não era suficientemente inteligente. Estava sempre me colocando para baixo e me comparando com as outras pessoas. Comecei a namorar super cedo, aos 16 anos, e esse namoro durou quase 11 anos. Foi uma história cheia de coisas bonitas, mas muito conturbada. As inseguranças sempre vinham à tona e o namoro acabou de uma forma muito feia, numa história cheia de traições e falta de sinceridade.
No meio disso tudo, existia uma angústia muito grande com relação à profissão. Eu nunca tive certeza do que queria. E mesmo quando descobri dentro da profissão uma área que eu gostasse, nunca consegui entrar no mercado de trabalho nessa área, o que só piorava o meu emocional.
O fato é que com o fim do namoro eu fui pro fundo do poço. Todas os sonhos que eu havia construído tinham virado fumaça. E eu não sabia o que era ser adulta sem ter um namorado do lado. Eu era co-dependente daquela relação. E agora? Eu não sabia quem eu era, do que eu gostava, quem eram meus amigos e que rumo seguir na profissão.
Foi duro, mas tive que aprender. Na marra! Tomei remédio e fiz acompanhamento psicológico, tudo para me colocar nos eixos novamente.
E eu encontrei sim meu eixo! A dor passou, o sorriso veio, e comecei a compreender o amor de uma forma diferente. Comecei a sentir o amor próprio! E com ele, acabei descobrindo a liberdade, a segurança, a força e a coragem. Agora eu sabia quem eu era e do que gostava. Eu era de novo a única responsável pelas minhas escolhas e minha felicidade.
Hoje, com 30 anos, posso dizer que nunca fui tão feliz na minha vida. Não porque algo me faz feliz, mas porque hoje eu SOU feliz. Descobri que a felicidade vem sim de dentro. Claro que algumas coisas me entristecem e enfurecem, mas os sentimentos ruins são passageiros, pois sou eu que escolho o que vou fazer com eles, se vou deixar eles me dominarem ou não.
Minha escolha hoje é ser feliz! então eu respiro fundo, e vivo um dia após o outro, sempre com pensamento positivo e alegria no olhar!

Sei que meu relato sai um pouco do contexto, mas espero com ele ajudar algumas meninas e enxergar que sempre há luz no fim do túnel! Nada nessa vida é para sempre. Lembrem-se: “não há mal que nunca acabe, não há bem que sempre dure”! Beijos no coração.¨

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  • Que lindo esse último caso hein? Fico feliz quando vejo a mulherada reconquistando o amor próprio! Gente, é SALVADOR! Resolve os problema tudo hahaha. Bom, como falei no início do post, NÃO ENVIEM MAIS CHORAS. Tenho material para uns 3 meses mas farei passar mais rápido, ok?
08
Jul 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Antes de mais nada, MUITO OBRIGADA PELO CARINHO ONTEM! Tenho as leitoras mais especiais e carinhosas do mundo!

Hoje vamos de Chora? E no final… uma surpresinha pra vocês!

Caso 01 – Carrie

Meu grande problema está relacionado à minha profissão! É um pouco difícil de explicar, mas vou tentar… Sou formada em fisioterapia há 8 anos, desde a faculdade tinha certeza que era aquilo que queria pra mim. Com o passar dos anos de curso, estágios e especialização, simplesmente me apaixonei pela área hospitalar e principalmente pela pediatria e neonatologia. 

Parece tudo lindo, e realmente seria se não fosse por alguns poréns. Sei que sempre existem “poréns”, porém os relacionados ao meu trabalho me incomodam, e me incomodam a ponto de às vezes pensar em jogar tudo pro alto! Antes de falar dos contras, vale lembrar que amo o que faço e amo “meus pequenos”!!

Vamos ao pontos: infelizmente ser fisio e trabalhar em hospital significa má remuneração! Fiz uma faculdade de 4 anos integrais, mais uma especalização de 1 ano também integral. Foi um baita investimento dos meus pais. E hoje, se for comparar, o salario médio equivale ao de alguém de curso técnico. Não é desmerecendo nenhuma profissão, longe disso… mas a falta de reconhecimento e remuneração pelo meu trabalho me deixa extremamente chateada!

A falta de crescimento profissional é outro motivo. Eu não tenho para onde ir! Sou fisioterapeuta assistencial de uma UTI, e vou ser isso pro resto da vida! Queria ter plano de carreira (são pouquíssimos hospitais que oferecem isso), me sentir realizada profissionalmente! Até por essa falta de crescimento, sinto-me desmotivada para me especializar mais, voltar a estudar, etc.

Outro ponto é a falta de autonomia! Poxa, estudei pra caramba, pra muitas vezes não poder opinar  ou ter a conduta que quero, porque os médicos não deixam!! Principalmente na área em que atuo, tenho pouquíssima liberdade para algumas coisas, por falta de confiança da equipe médica no nosso trabalho (ou até mesmo por excesso de confiança deles no próprio trabalho!).

Pra vc ter uma ideia, o ponto que menos me incomoda é a rotina! Trabalho de segunda a segunda, em horários loucos! Fico às vezes mais de 24hs acordada, já estou acostumada a dormir 2 ou 3 horas (às vezes durante o dia, para trabalhar a noite). Mas sei que não vou poder levar essa vida para sempre. Hoje estou com 30 anos, mas até quando vou aguentar esse ritmo? E se emendo mais de 24hs de trabalho, é exatamente pelo primeiro problema que expus – a remuneração baixa! Quanto mais plantões eu faço, quanto mais hospitais eu trabalho, mais eu ganho! Mas até onde isso compensa?

E aí chegamos no ponto mais difícil que é o que fazer! Algumas vezes realmente pensei em simplesmente largar tudo! Trocar de profissão, mudar o rumo totalmente! Mas quando pendo nisso, não sei o que fazer! Não me vejo fora da área da saúde! E adoro a área hospitalar! 

Em alguns momentos, juro que pensei em voltar pra faculdade e fazer medicina (pelo menos resolveria o problema da remuneração e da autonomia de trabalho). Porém penso que pra fazer medicina, além de todo o trabalho de conseguir passar no vestibular (saí do ensino médio à 13 anos!), é uma faculdade extremamente cara e demorada! Já tenho 30 anos, se eu for pensar nos 6 anos de faculdade mais os 3 anos de especialização (em pediatria), vou me formar com praticamente 40. Fora que ainda não tenho filhos, se for trancar a universidade para ter, vai demorar ainda mais.

Enfim, to nesse impasse já há algum tempo e não sei o que fazer! Espero realmente que vc Cony, e as leitoras do Fufu possam me ajudar!!

Carrie, você está TOTALMENTE insatisfeita. Eu acho que você deveria peitar o curso de Medicina sim. Uma vez li que a gente não pode deixar de realizar os sonhos porque não tem tempo ou está tarde demais. O tempo vai passar de qualquer maneira. Se for pra começar, comece já. Agora me esclarece uma coisa… você TEM QUE trabalhar em hospital? Pergunto isso pois tenho algumas amigas fisioterapeutas que foram para outros lados da Fisioterapia e estão super bem! Já pensou em se especializar em outra coisa?

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Caso 02 – Samantha

Tô mandando para você porque sou bem reservada em relação a esse assunto, não converso sobre isso com ninguém. Tenho 25 anos e namoro há 6. Nosso relacionamento era bem fogoso. Não tinha hora e nem lugar para transarmos. Depois de uns 3 anos eu comecei a murchar, por um tempo eu coloquei a culpa nos anos e anos de uso de anticoncepcional. Mas também não fiz nada para mudar isso. Em janeiro de 2015 eu descobri que meu namorado tinha chamado uma mãe de aluno dele para sair.
Meu mundo caiu, ele nunca havia me dado motivos para nada. Sempre fui confiante e por isso não ficava (e continuo sem ficar) procurando por esse tipo de coisa.
Eu o confrontei, ele não negou mas disse que ficou só naquilo mesmo. Fui bem tranquila com ele, não dei escândalo e nem nada pois eu só pensava que ele queria conhecer outras pessoas pois, olhe a bomba, ele era virgem quando me conheceu. Ele é 4 anos mais velho que eu e, se ele foi sempre sincero comigo, eu fui a única mulher na vida dele.
Acabou que ele chorou, esperneou, pediu outra chance e eu dei. E nosso namoro nunca mais foi o mesmo no sentido sexo. Nossa parceria na vida é nota mil, mas o sexo é nota zero. Eu não tenho vontade nenhuma de transar e só o faço porque me sinto culpada de deixá-lo “na mão”. Em contrapartida, algumas vezes transei pensando em outros pra ver se eu conseguia. E me sinto ainda mais culpada. Eu sou muito certinha, nunca o traí e nem pretendo, mesmo tendo muita tentação por aí. Com isso, eu cheguei à conclusão que talvez o problema não seja só o anticoncepcional. Acho que sexo tem muito de admiração e confiança no parceiro, coisa que acho que não tenho mais nele. Eu mudei muitas coisas na minha vida desde a descoberta da traição. Sempre fui vaidosa, emagreci 12 kg, sempre fui bonita e as pessoas dizem que estou ainda mais. Ele retrocedeu. Nunca foi galã, mas parece que tá vendo o tempo passar e tá se “enfeiando” mais. Ele trabalha com esporte mas é completamente sedentário. Não faz nada para melhorar, nem na aparência e nem na vida profissional. Converso muito com ele sobre isso e ele simplesmente ignora. Enfim, esse assunto me tira o sono e eu preciso de uma luz pois não converso isso com ninguém.

Samantha, com certeza sua admiração foi água abaixo quando você se decepcionou com ele e isso afetou a vida sexual de vocês. Também não acho que seja o caso do anticoncepcional… E o fato de você estar se cuidando mais, estar mais bonita, achando ele feio e pouca coisa talvez seja seu subconsciente te avisando que você deseja coisa melhor e está se preparando para isso. Ninguém merece estar infeliz em uma relação, e o sexo tem que ser bom sim. Tem gente que diz que não é importante (o sexo) mas eu acho que é e MUITO. Como viver com alguém que você não tem desejo? Pense bem nisso, talvez seja o momento de pedir um tempo para refletir sozinha, sentir falta dele, e desencanar de vez desse namoro ou então reascender a paixão. Mas ó… cuidado… se você descobriu essa semi traição, podem existir outras… 

 

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Caso 03 – Miranda

Bem me apresento as leitoras amigas desse grupo, me chamo Miranda, tenho 30 anos, estudo faço MBA, trabalho há 6 anos em uma empresa de comunicação, sou independente, faço academia, amo viajar mas o que me incomoda então?  Fato é que já estou solteira há bastante tempo, bastante mesmo… Uns 7 anos já, e isso me incomoda demais, canceriana como vcs sabem, nasceram pra amar, e se sentir amadas. Eu comecei a namorar muito cedo, aos 15 anos e tive 2 relacionamentos meio frustrados um de 8 anos e outro de 2 anos.

Com essa carência que nesses anos fui desenvolvendo, não era nada difícil encontrar alguém e logo me apaixonar e é claro sofre muitooo depois isso aconteceu várias vezes… Pois sempre tive no fundo o real desejo de ter alguém.

Esse ano em uma noite em casa resolvi baixar o Tinder, já fiz isso algumas vezes conheci algumas pessoas legais, mais também escuto muito preconceito com relação ao aplicativo, que é apenas pra sexo fácil enfim as vezes fico com receio, acabo entrado fico um dia e saio fora, mas nessa noite encontrei alguém legal, conversamos muito durante umas 3 horas, e riamos tanto que parecia um show de comédia.

Ele tem 33 anos, um cara maduro, muito bonito mora aqui na minha cidade mesmo, bem sucedido, tb adora viajar, mas logo no primeiro dia me contou que ia viajar pro Japão pela empresa por 6 meses (vai em setembro volta em março), nem estava muito levando a sério nossa conversa sabe, mas por acaso do destino, encontrei ele na mesma balada naquele final de semana, a gente se conheceu pessoalmente e acabamos ficando.

Foi muito legal gostei muito dele, mas depois de tanto tempo sem me envolver com ninguém, nem sei mais como é. Esse negocio de joguinhos e não ligar não mandar mensagem aff não sei fazer isso mais…. Pra mim ou a pessoa quer ou não quer.

Conversamos algumas vezes e fui muito sincera com ele, queria até me afastar pois já estou envolvida e não sei se ele também está na mesma sintonia que eu de querer algo mais serio sabe? Ele me disse que gosta muito da minha companhia que me respeita muito e que também tem medo de sofrer por causa da viagem, e com isso ele fala sempre comigo quase todos os dias, mas nem sempre me chama pra sair, ele também não quer se apegar, está naquela de  não sabe se fica na vida ou se entrega sabe?

Detalhe: O Tinder dele ainda está ativo… é claro que não tenho nada com ele e não vou cobrar isso, mas também fico com a insegurança de ter outras pessoas também sabe?

É tudo muito recente faz um mês, mas to num medo danado de me machucar… Mas ao mesmo tempo já não sei se consigo me afastar…. Me da uma luz? Quem está de fora tem outra percepção da coisa, enquanto aqui dentro está tudo confuso.

Vamos ao sincericídio… Claro que ele tem outras pessoas do Tinder. Óbvio, e olha que sou completamente a favor desse aplicativo. Acho ótimo para conhecer pessoas, mas você tem que ter a consciência que ele deve conhecer MUITAS pessoas no mesmo esquema. Se ele realmente estivesse afim, essa viagem pro Japao seria apenas um intervalo. Ele te assumiria como namorada desde já e pronto. MAS sejamos realistas, se fosse o contrário, se fosse você a ficar fora por 6 meses, conhecesse um cara bacana meses antes, iria engatar um namoro pra depois viajar? Eu não. Iria ficar ficando, e na volta quem sabe, se ainda rolasse algo, aí sim procuraria algo mais sério. Se você realmente acha ele bacana e gostaria que esse relacionamento vingasse, seja bacana com ele, use todas suas armas de sedução, faça de você uma cia inesquecível, seja marcante, a ponto que quando ele viajar, ele se lembre de você e dos bons momentos que passaram juntos com saudade. Faça a diferença e deixe acontecer!

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Caso 04 – Charlotte

Oi Cony, tudo bem? Primeiramente gostaria de dizer obrigada por ter este blog, vc já me ajudou em muitas coisas sem saber, e agora venho “pessoalmente” te pedir ajuda numa coisa que considero realmente complicada. Sou a leitora que comentou que estava terminando de ler seu blog inteiro rs. Só pra contextualizar, tenho 22 anos, trabalho, estudo engenharia e há 2 namoro uma pessoa excepcional, que é da minha sala (isso não é um problema… Temos muita liberdade pra ter cada um seu momento). Não é um santo, tem seus defeitos como qqr um, mas não é qse nada perto do bem que me traz. Sei que algumas dirão que sou muito nova pra saber se alguém é o amor da minha vida, mas eu tenho essa certeza. Nós nos damos muito bem nos (infelizmente, poucos) momentos de paz… Me sinto feliz, amada, grata… Tenho comigo o melhor homem que já tive o prazer de conhecer, meu problema não é o namoro, mas o afeta diretamente, e é o seguinte: eu tenho total descontrole sobre meu ímpeto de brigar. Sim, eu acho que gosto de brigar. Eu já fui bem pior, de procurar motivos e picuinhas, mas mesmo hoje percebo que algo dentro de mim parece “precisar” de uma discussão, um drama. Isso é algo terrível de admitir. Faço tratamento com psicólogo há um tempo, mas mesmo assim sinto o peso da derrota sobre mim, a derrota de lutar contra um “vício” que não consigo domar. Quando entro em uma discussão com ele, não consigo ter a capacidade de pensar e agir assim: “bom, ele não quer falar agora, ele precisa desse espaço, e eu preciso ficar quieta pra deixar isso passar pq amanhã é outro dia”. Não. Fico pedindo a ele que converse comigo, fico tentando me explicar, choro, não quero deixá-lo ir embora… Cony, é uma cena deprimente, e algo que abala nossa convivência por dias. Cansa muito cair e ter que se reerguer tantas vezes .. Sabe, às vezes me sinto “possuída” por algum espírito de porco que só aquieta quando consegue uma discussão, quando consegue um rompante. É muito vergonhoso pra mim falar disso, pois a cada situação que isso acontece me sinto mais fraca, desmerecedora, descontrolada e derrotada por esse sentimento, pois isso não acontece fora da esfera de relacionamento amoroso (não é só com meu atual… Sempre fui assim). Estou mandando esse e-mail pq quero saber se sou a única (diferentona rsrs) que tem esse impulso, essa sede pelas discussões… Se sou a única que não consegue ser fria o suficiente pra deixar cada um no seu espaço, até a poeira baixar… A única que bate a cabeça mil e uma vezes e ainda assim não aprende. E, se for possível, encontrar uma solução pra essa doença que eu sei que vai me tirar essa pessoa, que não merece viver assim.
O que me dói mais é saber que a culpa é minha dessas coisas, Cony, realmente é um problema meu. Não digo isso assim “ai meu Deus sou uma merda de pessoa é tudo minha culpa”. Não, sei que sou uma boa namorada, mas apenas sei que é algo que não consigo resolver sozinha e isso me mata diariamente, pois está DENTRO de mim. É como alguém que fuma, mas o “meu cigarro” está permanentemente grudado na minha boca, e não sei como tirá-lo de lá. Como acabar com algo nosso, mas que nos destrói por dentro? Como obter auto-controle e parar de permitir que nosso maldito emocional tome conta das nossas atitudes justamente quando precisam ficar bem longe?

Charlotte querida, que maravilhoso que você tem essa consciência e sabe do seu problema. Sim, é um problema e muito grave pois ele pode afastar o amor da sua vida e todos os outros que possam vir. E o pior, quem mais vai sofrer com isso é VOCÊ! Muita terapia, mas muita mesmo e sempre pense que um relacionamento tem que ser bom, tem que trazer paz, tranquilidade, ser sereno. Quando esses pensamentos ruins aparecerem na sua cabeça e te façam querer brigar, conte até 1000 se for necessário e pense assim: HOJE NÃO VOU BRIGAR. SÓ HOJE, AMANHÃ EU BRIGO. No outro dia, repita a mesma coisa e faça disso um exercício diário. Outra coisa que acho que pode te ajudar é fazer meditação… yoga, coisas que te façam relaxar e esvaziar essa vontade de brigar que você tem. Quer brigar? Vai fazer boxe, muay thai, descarregue sua raiva em algo que não afete quem tem ama! Ele e ninguém merece viver uma vida turbulenta e cheia de altos e baixos. Já procurou um psiquiatra? Talvez seja até caso de algum tipo de medicação mais forte viu? 

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  • Notícia boa! ESTOU ACEITANDO CHORAS! Podem mandar suas angústias para constanza@futilish.com, no assunto colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO, textos não muito longos, assuntos diferentes e novos (leiam os antigos para não pedir conselhos para casos já comentados aqui) e aguardem publicação! Vale tudo: amor, família, trabalho… qualquer coisa que te aflija!
29
Jun 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Quais serão os dramas de hoje??

Caso 01 – Brenda

Tenho 20 anos, técnica em edificações, trabalho em uma empresa de renome a nível nacional, conquistei muitas coisas desde cedo, como o meu carro próprio, o que é muito para uma menina com uma família tão simples. Tenho minha independência financeira. Mas vim aqui pra falar sobre meu relacionamento passado. Eu e meu ex nos conhecemos desde crianças, crescemos juntos. Na adolescência nos aproximamos e nos tornamos amigos, inclusive até hoje fazemos parte do mesmo círculo de amizade. Depois de alguns anos de muita proximidade, ele começou a gostar de mim e eu só soube um ano depois, pois ele não queria atrapalhar nossa amizade. Mas só fomos namorar após 3 anos dele ter me contado, ou seja, ele esperou 4 anos por mim e nesse tempo todo não ficou com ninguém.

Sempre carinhoso, atencioso, presente, cuidadoso ao extremo e acima de tudo meu melhor amigo – sabia de exatamente tudo da minha vida e eu da sua-. Sobre o nosso namoro à única coisa que tenho a reclamar é que por ele trabalhar muito às vezes acabava não me dando a atenção necessária, mas ele conseguia suprir isso logo depois. Era um namorado incrível, fazia de tudo por mim.

Porém em uma discussão nossa, entrei no seu facebook. Tinha a senha dele, porém confiávamos muito um no outro então nunca tive a vontade desesperada de vasculhar suas conversas. Mas nesse dia não. Até que em uma das conversas, vi uma em que ele conversava com uma antiga conhecida que não via há anos, em que pedia uma chance, queria ficar com ela. Essa menina negou desde o principio, pois ele tinha namorada -EU – tanto que a conversa não se prolongou. Nesse mesmo dia nós estávamos fazendo 6 meses de namoro, saímos pra comemorar e tudo, fora um texto enorme que ele tinha me mandado sobre os seis meses. Mas eles não chegaram a ficar. Fiquei com ódio, louca com ele. Fiquei sabendo dessa conversa dois meses depois, ou seja, com quase 8 meses de namoro. E meninas como vemos até aqui nos choras mesmo, que algumas aguentam mil e umas traições, eu não suportei saber nem que ele já tinha pensado nessa possibilidade.

Terminei com ele nesse mesmo dia, pelo telefone. Ele ficou louco, não acreditava, implorava que não terminasse. Eu pude ver que ele já tinha se arrependido, porém não tinha me contado, pois nos dias que sucederam após a conversa nosso namoro que era ótimo melhorou 100%. Fora que ele tinha esperado 4 anos pra ficarmos juntos né. Mas não voltei e nem tive recaídas.

Já fazem 8 meses que terminamos e ele já fez o suficiente para provar que realmente se arrependeu e que me ama. E eu não tenho dúvidas que o amo também. Se eu deixar, todos os dias ele pede pra voltar. Manda mensagem, conversamos numa boa e como eu disse ainda fazemos parte do mesmo grupo de amigos, ou seja, estamos sempre nos vendo. Já mandou carta, já mandou rosas, e até uma aliança, liga pro meu trabalho, fica atrás de mim, fora todas as outras coisas que fez e ainda faz pra me provar que realmente me ama, todos os dias… Mas confiança ainda é algo muito difícil de ter. O amo muito, mas às vezes penso, que mesmo que ele não tenha ficado com a menina, será que isso não pode acontecer um dia? Isso martela demais em minha cabeça mas a saudade e a falta que um faz ao outro está enoooorme.

Tem outro porém… Como disse no começo tenho minha independência financeira, sempre lutei muito pelas minhas coisas e pela minha família, não é ganância, mas a vontade de vencer na vida. Estou cursando um curso que sei que futuramente me trará ainda mais estabilidade financeira. A questão é que ele não pensa assim. Por enquanto só trabalha, seis dias por semana, quer seguir uma carreira que eu sei que trará muito aperto futuramente. Mas nem a faculdade começou a cursar, sempre adiou. E isso sempre me deixava com um pé atrás, pois sempre quis alguém que caminhasse ao meu lado e não atrás de mim. Quando namorávamos sempre conversamos sobre isso, mas ele sempre pensou assim e eu não quero assumir um relacionamento em que ele dependa de mim futuramente, pois hoje no meu trabalho atual ganho mais do que ele ganha, e percebia que isso o frustrava às vezes. Meninas me deem um help, o amo muito, mas tem a desconfiança, quero voltar mas tem um futuro incerto financeiramente. O que fazer?

Já ouviu falar que quem procura, ACHA? Pois é, se eu procurar vou achar, se a leitora que está lendo agora procurar, vai achar, se a tiazinha da esquina procurar, também vai achar. Então o melhor é, NÃO PROCURAR. A gente faz muitas coisas por bobagem, às vezes estava num dia brigado, estava numa crise, por qualquer motivo ele pode ter procurado essa pessoa. Como também pode ser por pura safadeza ou por infantilidade, já que imagino que ele deve ter a mesma idade que você e convenhamos, homens são muito mais imaturos que as mulheres. Enfim, ele pisou na bola e você terminou. Se fosse SÓ por isso, eu te aconselharia a voltar, já que o menino tá mega arrependido e te provou isso durante esse tempo todo MAS vejo que você tem um outro motivo, esse sim bem mais concreto e sensato, que é essa incompatibilidade de futuros. Isso sim é bem mais sério e pode te trazer fortes frustrações. Acho melhor você tratar esse ponto com ele, e não o do quase-chifre. Talvez você não voltou pra ele até hoje mais por esse problema do que o fato que originou a separação. Aproveite que estão terminados e pense no relacionamento como um todo e racionalmente!

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Caso 02 – Kelly

Eu tenho 24 anos, sou solteira e me sinto extremamente sozinha, mas não do tipo sozinha que quer estar em um relacionamento ou algo assim, sozinha do tipo “sem amigos”. Na infância/adolescência fui muito retraída e tímida, então fazer amigos era sempre um desafio para mim. Mesmo assim, consegui encontrar algumas pessoas com afinidades em comum comigo, porém acabei me afastando dessas pessoas porque mudei para o interior de SP e perdi o contato com todas elas. Ao voltar a morar na capital, tentei retomar o contato com esses poucos amigos, porém tive a impressão de que as afinidades que tínhamos já não existiam mais. Eu mudei muito e meus amigos também enquanto estivemos longe e simplesmente não consigo me identificar com eles. Fiz alguns poucos amigos enquanto estive no interior também, mas eles continuam lá então não costumo vê-los com frequência. Enfim, me sinto “desenturmada” e isso faz com que eu me sinta muito sozinha. Por mais que saia sozinha sempre que tenho vontade de fazer algo, as vezes companhia faz falta. A questão é que me sinto perdida: como começar uma rede de amigos? O que fazer para que as amizades durem? Por favor me ajuda!

Você tem que parar para ver o porque não está fazendo amizades! Faça uma auto-análise, pois para mim está claro que o problema está em algum tipo de atitude sua. Não existe fórmula para ter amigos, a gente anda com quem se identifica e como toda relação, existe uma troca. Amigos são irmãos que a gente escolhe. A gente briga, faz as pazes, liga de madrugada, chama pra festa, chama pra ir na padaria, vai na casa do outro pra fazer nada, conversa bobagens, conta segredos, fica feliz com as conquistas deles, fica triste junto nos momentos de tristeza, ajuda na hora que precisa, na hora que não precisa também, leva lanche pra dois quando vai encontrar, manda mensagem só pra dizer oi, não precisa fazer cerimônia para contar algo, fala a verdade sempre, seja boa ou ruim… enfim… Amizade é algo gostoso, natural e simplesmente acontece. Se as suas não estão durando, é porque algo está errado. Você diz que fez amigos no interior mas eles continuam lá. Ok, existe telefone sabia? Você tinha amigos em SP e se afastou porque mudou de cidade. Quantas vezes foi visitar eles, quantas vezes chamou eles para te visitarem? Ligava com certa freqüência??? Pare, analise, e descubra o que pode ser! Amizade não se descarta por causa da distância, eu tenho verdadeiros AMIGOS IRMÃOS espalhados no mundo todo, e mesmo sem ver eles por anos, sempre mantenho contato… Pense…

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Caso 03 – Andrea

Namorei sério dos meus 21 aos 29 anos, foi um relacionamento de descoberta para os dois, primeiras vezes em quase tudo, novidades,  inexperiências, alegrias e tristezas.

No início, estava apaixonada e confesso que não via nada que me incomodasse nele, mas com o tempo conheci o boy profundamente  e vi que, como eu, ele era uma pessoa inexperiente, mas não tinha bom senso nas coisas mais bobas.

Eu terminei com ele diversas vezes, mas ele sempre pedia para voltar e os motivos pelos quais terminava (que eram sempre por atitudes que eu não aprovava nele), acaba voltando atrás e sempre chegávamos a um acordo, ele falava que ia mudar e que gostava muito de mim e reiniciávamos o namoro.

Bom, com o passar do tempo, tudo voltava a ser como antes, ele parecia ser bipolar, ora me tratava bem, ora era muito calado ou extremamente grosso, não tinha iniciativas que eu julgava serem necessárias, pois tudo eu tinha que tomar a frente, enfim, esperei mudança que não veio, guardei muita mágoa, o nosso relacionamento ficou tóxico e eu me conscientizei que não o amava mais e com ajuda de amigas e do seu blog(vi muitos exemplos de abusos bem parecidos com o meu caso), consegui tomar uma decisão definitiva e terminar com ele.

Como todo o fim, foi triste, mas também, novidade ser solteira novamente depois de quase 7 anos namorando…tenho bastante amigas solteiras também, então aproveitei para sair para onde quer que fosse convidada, fiz a minha primeira viagem internacional com uma amiga, desengavetei e coloquei em prática vários sonhos, fui fazer pós graduação, inglês, fiz novas amizades e claro, conheci novos boys(superei rápido até!). Rs

Fiquei 1 ano nessa vibe e curti muito sem foco nenhum, conheci vários caras de vários perfis. Confesso que fiquei chocada com tanta novidade, saí da bolha do namoro e me vi conhecendo homens muito diferentes, em estilo, tanto na forma de se vestir e estilo de vida mesmo, coisas que eu achei um pouco estranhas, por exemplo, homens que não sei se são gays, bi, afeminados ou são apenas estilosos.

Me pergunto cadê aqueles homens com H maiúsculo? O que aconteceu com os homens enquanto eu estava namorando?

Isso não se restringe apenas para a parte física, o fato é que eu fiquei muito exigente e vejo defeitos e diferenças que eu acho bastante insuportáveis, por exemplo, diferenças de ideias, culturais, religião, forma de encarar a vida…não quero repetir os erros do meu antigo relacionamento e embarcar em algo que está na cara que vai dar errado…

Sempre que saio com alguém e vejo um indício de algo que reprovo, já risco da lista e volto a estaca zero.

Tenho 30 anos, sinto falta de um novo relacionamento bacana, saudável, quero ter uma família, aprendi e superei muitas coisas, mas não consigo ir em frente, seguir para algo novo com alguém…não sei se é um bloqueio meu, ficar focando só nas diferenças ou se a coisa realmente está difícil no mundo dos solteiros…

Sindrome de Chandler Bing, aquela que se a pessoa tiver um dedinho do pé torto, já não serve mais. Tava até pra escrever sobre isso aqui no blog! A quantidade de mulheres e homens bacanas, bonitos, bem de vida que conheço e todos solteiros, é assustadora. Mas fazem exatamente o que você está fazendo. As pessoas estão procurando perfeição. Se tiver uma coisinha que não agrada, já descarta e parte pra outra e por aí vai. Acho que temos que focar no que gostamos das pessoas e não nos defeitos. Apenas levar os defeitos em conta se eles forem totalmente inadmissíveis, mas o resto… ah, o resto a gente trabalha com o tempo! É conversando, explanando, moldando e sendo moldados que os relacionamentos dão certos. Enquanto você ficar nessa de reparar mais nos defeitos e diferenças, ficará sozinha. Fato! Não te digo para aceitar qualquer coisa, mas quando encontrar alguém que tenha qualidades que você acha imprescindíveis e que os defeitinhos forem bobos, tente trabalhar isso. As coisas mudam, as pessoas mudam, a gente se acostuma, a gente aprende a conviver!

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  • Teremos mais uma semana de Chora e libero hein! Já podem começar a escrever 🙂
  • Alguém sacou de onde tirei os nomes desta vez??
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