Futilish

Chora Que Eu Te Escuto!

Não podia deixar a semana passar sem publicar esta tag. Fico meio desesperada querendo dar resposta logo, pois imagino como vários coraçõezinhos (é assim que escreve?) devem estar ansiosos esperando uma palavra amiga para um momento difícil.

Vamos com o pedido de ajuda da Adriana??

“Eu sou uma daquelas que já se beneficiou várias vezes com os posts do coração aqui do Fufu. Até pensei, ah…vou falar de novo sobre isso. Mas como a mãe de uma amiga disse: a gente fala do que o coração tá cheio.

Eu sofri um baque muito grande na vida, uma dor que não tem nome. Tive meu primeiro namorado, que foi meu primeiro em tudo, uma pessoa por quem eu movia o meu mundo, sabe? A gente ia casar, estavam faltando 6 meses pra tudo de consumar. Já tínhamos comprado casa, eu estava vendo tudo da festa, nossa, convite, doces, tudo, tudo. E esse tipo de coisa marca a gente de uma forma que é inexplicável. Principalmente depois de ter sido traída, e todo mundo ficar sabendo disso antes de mim. Ah, tá, você vai dizer, acontece com todo mundo uma vez na vida. Mas dentre o “todo mundo” que falei ali, estão os meus pais. Sim, eles viram pelo Facebook e me falaram. Imagina a humilhação. Fora as mais ou menos 600 pessoas que trabalhavam comigo, e como ele trabalhava no mesmo lugar, T-O-D-O mundo soube. Você não sabe o que são olhares de pena…são pequenos peixinhos minúsculos sob a sua pele, te comendo por dentro. Sério.

E depois de um mês, ele assume tudo no Facebook, coloca em letras garrafais que está vivendo o melhor momento da vida dele, e casa com a mulher. CASA. E depois de um tempo, tem um par de filhas com ela. Sim, gêmeas. Óbvio que ele estava com ela, e devia ser há muito tempo…já deviam estar rindo de mim, falando de mim, judiando dos meus sentimentos.

Olha, tem um tempão que isso aconteceu. Anos na verdade. E fico me perguntando por quê ainda não deixei isso pra trás. Não consigo me envolver com ninguém, tenho medo de tudo, e hoje, focada no meu trabalho e meus estudos, fico tão pouco à vontade pra olhar, paquerar, seduzir – tudo o que fazia antes de conhecer o maledeto. Tudo antes de me sentir preterida, humilhada, e dolorosamente olhar pra mim e minar minha auto estima com vários dizeres: “Ah, ela tem peitão e eu não tenho”, ou “Ah, ela tem um corpão e eu tô gordinha, por isso que aconteceu”, ou “Ela deve ser sinistrona na cama”, ou “Ela é loira e eu sou pretinha, claro que ele ia escolhê-la”, ou qualquer outra bomba atômica pra minha auto estima.

Eu tento pensar que talvez ele não estivesse feliz, e tudo bem, estamos fadados a isso. Pode acontecer! Não sou perfeita, e talvez não estivesse mesmo fazendo ele feliz. Ela certamente tem algo que eu não podia oferecer. E tudo bem. E certamente ele tinha que procurar a própria felicidade, mas precisava ser desse jeito, me humilhando tanto, a ponto de estragar o meu coração? Sinto isso mesmo. Algo estragado dentro de mim. E não consigo melhorar isso.

Fui tão honesta, tão puro e sincero o meu sentimento, que minha pergunta é: Por que isso aconteceu comigo? Por que tive que ver meus pais sofrerem tanto? Me pergunto o que fiz pra merecer isso, e na boa, sem querer me vitimizar na história (existe esse verbo?) mas fico vendo a vida passar, sem muita perspectiva, e minha cabeça sabe o que tenho que fazer. Sim, no meio desse turbilhão emotivo, me tornei uma pessoa crítica – principalmente sobre mim. Sei que tenho que me permitir, abrir meu coração, conhecer outras pessoas… como li uma vez num livro, onde um dos personagens fala que o outro precisa sair, e o outro diz que não e então ele fala: “Não são estranhos…são apenas amigos que você ainda não conheceu.”

Sei que tem alguém aí fora, mas não consigo me livrar dessa síndrome da princesa da Disney, esperando o cara que vai me fazer esquecer isso tudo. EU SEI que sou eu que tenho que esquecer antes, mas não sei como começar.

Por isso escrevi.

Porque quero começar. De verdade. Juro mesmo, do fundo do meu coração. Tô cansada de chorar por isso, de sentir medo e de não me permitir…mas não sei o que fazer.

Me ajuda?¨

Adriana, estou sem palavras. Estou triste com sua tristeza e sinceramente acho que um abraço seria mais eficaz do que qualquer coisa que eu conseguir falar aqui. Você precisa de carinho, de colo, de amigas, de elogios, de gente que te faça sorrir. Grandíssimo FDP esse cara e provavelmente um dia também decepcionará a outra mas sabe de uma coisa? Isso não te pertence mais. O que acontece na vida dele agora, é problema dele e de quem o cerca. Você tem uma ferida grande, uma tristeza, uma mágoa e precisa virar a página. Foi feio? Foi. Foi humilhante? Sim, foi… O pior para mim é o sofrimento causado aos seus pais, pois com nossos pais não se brinca. E sabe como você vai deixa-los felizes? Sendo feliz. Se realizando, se divertindo, aproveitando a vida. Você não fez nada para merecer isso, quem um dia sofrerá as conseqüências será ele, mas novamente, esse não é ponto. O foco é você, seu bem estar, sua volta por cima. Passe por cima dos seus medos, se desafie, veja que você consegue ir muito além do que pensa. Não espere nada de ninguém, não pense que o primeiro que aparecer será o homem da sua vida, apenas se divirta. As coisas acontecem aos poucos, e quando você menos esperar, estará inteira novamente mas VOCÊ TEM QUE SE PERMITIR! Pare de ficar se vitimizando. Passou, já tem anos, já está na hora de levantar essa cabeça e seguir em frente. Não se compare com ninguém, todos somos únicos e não é um par de peitos grandes ou kgs na balança que vão te fazer mais ou menos mulher que outras. Não espere o cara aparecer, nada cai do céu. Dê uma chance para sua vida e saia atrás do que acredita. Se precisar de terapia, faça. Mas faça já. Te vejo muuuuuuuito magoada e com uma tristeza enorme e isso pode afastar as pessoas. Não deixe isso te consumir!

Ufa… que dificil o caso da Adriana né?? Mas o da Janaína está tão punk quanto…

“Oi Conita! Esses dias estava passando por uma situação muito mal, então vi teu post e resolvi lhe escrever, deixa me apresentar então.

Meu nome é *Janaína, tenho 22 anos e moro com meus pais. Sou adotada e tenho uma irmã que é filha deles. Minha mãe não me trata como filha, dá tudo do bom e do melhor pra ela e pra mim nada. No momento sou estagiária e o dinheiro que eu ganho tenho que separar para passagem da faculdade, do trabalho (pois não dão vale transporte) e pago algumas contas. Resultado: sobra nenhuma agulha e as vezes que peço alguma coisa pra minha mãe ela fala que eu tenho dinheiro. Há muita distinção entre nós, a minha irmã ganha curso de inglês, viagens, cirurgia plástica, academia, aparelhos eletrônicos caros etc; e quando chega a minha vez minha mãe diz que não tem dinheiro. Estou precisando de um armário para colocar minhas roupas e ela simplesmente me deu um armário antigo do meu avô todo manchado e eu nada. Poxa sou uma filha ótima, dou ótimos rendimentos, trabalho, estudo à noite, nunca fiquei de gandaia e nem na rua altas horas com amigas ou garotos, não fumo, não bebo, não uso drogas. Enfim, quando falo para o meu pai ele não faz nada, minha irmã gasta uma nota no cartão dele e ele não fala nada, até meu namorado nota a diferença de como ela é tratada. Eu estou surrando Cony, me ajuda a superar isso, o que eu tenho que fazer para essa distinção acabar ou não rs. Desculpa pelo desabafo. E obrigada por tudo, sou fã do seu trabalho e adoro quando chega sexta pelo post dos achados das leitoras. Sou uma leitora assídua, porém não costumo comentar, agora já me conheces. Beijos Te Adoro e sucesso querida.”

Jana Jana, que situação complicada menina! Não entendo isso de pais adotarem e tratarem os filhos diferentes. Filho é filho, e acho até que deveria ter um cuidado especial com o filho adotado justamente para ele em NENHUM MOMENTO se sentir diferente dos outros, ou alguém fora da família. A única coisa que posso te aconselhar é que você chame seus pais para uma franca conversa e fale tudo o que está sentindo. Não sei se sempre foi assim ou se aconteceu algo para isso ocorrer mas tente conversar com eles. Seja clara em relação aos seus sentimentos, mas fale tudo com muita calma e tranquilidade. Boa sorte tá?

Agora vamos para uma história feliz e de superação? Adorei o mail da Dani, acho que serve de incentivo para muitas mulheres!

“Oi Cony, boa tarde tudo bem?? Te adoro muito, seu blog e vc como pessoa!

O que vou contar hoje já é uma história do coração superada, mas se servir, ficarei feliz e pode divulgar meu nome, não tem problema.

Eu tenho 31 anos e duas filhas lindas que amo muito. Meu relacionamento acabou em 2011 e o Futilish e você me ajudaram muito. Fiquei anos em um uma relação e acabou e quando acabou me senti perdida, sem chão, sem saber como recomeçar, me sentindo mal, sofri horrores.

Mas com o tempo (o tempo ajuda muito), fui  me reerguendo, recomecei a sair, aos poucos, e com o querido tempo aprendi a me amar sozinha. Comecei a fazer programas sozinha, cinema, jantar, fui reencontrando amigas… Já gostava de treinar, mas intensifiquei ainda mais a malhação e aprendi a me amar, sem ser dependente de alguém. Curtia minha vida com minhas filhas etc…

Mas lá no fundinho da cabeça sempre batia aquele pensamento: um dia quero um namorado, quero curtir tudo que não curti nessa vida, porque até hoje só tinha cuidado de criança e casa kkkkk e pensava também: quem vai querer namorar uma mulher com 2 filhas?? Eu mesma tinha esse tipo de preconceito comigo mesma ainda mais pelo fato de morar numa cidade pequena e os homens ou melhor, moleques só se aproximavam sabe pra que né? Sei que sou grandona, chamo atenção e isso me entristecia muito. Mas como disse, aprendi ser feliz sozinha, comigo mesma, com meus programas e não admitiria ninguém mais me fazendo mal!

Porém, num lindo dia de verão, conheci meu atual namorado na academia, onde sempre treinei e nunca tive olhos pra ninguém. Entrou um aluno novo e desde o momento que o vi, sabia que era o amor da minha vida…

Sempre digo que já era feliz, pois tinha aprendido ser feliz sozinha, sem um companheiro, porém, hj sou mais feliz porque ele me complementa!!!

Hj sou mais madura, mulher, vivo feliz numa relação saudável e se hj sou o que sou, foi graças a esses dois anos sozinha, sem relacionamentos e em um auto conhecimento incrível! Sofrer é ruim demais, porém quando saímos disso… saímos fortes e com uma vontade imensa de ser feliz!! Meu conselho é: tentem fazer programas que gostem, coisas que nunca fizeram antes, cuidem da sua aparência e sejam felizes com vocês mesmas!! Tudo tem hora certa!! Creio muito nisso!! Bjoss”

Dani você não imagina como fico feliz ao ler casos como o seu! Eu também ficaria aterrorizada, ainda mais pelo fato de ter duas filhas, mas você foi sábia e paciente e está mais linda do que nunca. E sim pessoas, ela tem UM CORPÃO que pelamordedeus! Você está certíssima, a gente nunca pode se abandonar! Amor próprio é tudo, por isso bato tanto na tecla da vaidade. Gente, se amar e gostar do que a gente vê no espelho é maravilhoso e te dá força e segurança para peitar qualquer situação! Beijos e obrigada!

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