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Oct 2015
No Meio da Floresta – Parte II ¨O Hotel de Selva¨
Dicas de Viagem

Logo depois do casamento da Carol, já no dia seguinte, eu, Joana, Gabi e Elo com seu marido fomos passar uma noite num hotel de selva. O que é um hotel de selva? É um hotel que fica NO MEIO DA FLORESTA AMAZÔNICA! Nunca jamais na vida pensei em ir a um lugar desse, não que eu não quisesse, mas sabe o tipo de destino que nem passa pela mente? Mas estávamos em Manaus, ali do lado e com a gente é assim: work hard, play hard. Nada de mimimi, tá na chuva é pra se molhar e bora pro meio da jungla!

Fomos para o Ariau Towers, um complexo de ¨torres¨ de madeira que ficam cravados na floresta, no município de Iranduba, no meio no Rio Negro! São palafitas de madeira que ficam na altura das árvores e para chegar lá é uma semi aventura. Primeiro uma van pegou a gente no Hotel Tropical e seguimos por quase uma hora até uma cidadezinha onde um barco nos esperava. E nós de mala e cuia pois de lá voltariamos direto para o aeroporto então fomos com toda nossa bagagem de casamento, que no meu caso, ainda incluía uma viagem para Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, ou seja, uma mala considerável rs.

O tiozinho do barco pegou minha mala e colocou no teto do barco, por fora, para meu terror. Imagina, milhoes de looks aí e eu pensava: e se essa mala escorregar e for parar no fundo do rio? Mas fui tranquilizada por ele que me disse que era seguro que não iria cair não. Ok, play hard Constanza, nada de mimimi hahahaha.

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A viagem de barco durou cerca de uma hora também e o o nosso guia (Davi, um querido e super atencioso) já começou a nos contar um pouco sobre o que víamos no caminho como por exemplo uma casa (no meio do rio!) que a J. Lo ficou durante um mês enquanto filmava Anaconda ou uma árvore (que esqueci o nome) que os índios usavam para se comunicar. Como? Batendo nela e emitindo um som que era ouvido a uma certa distância!

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Assim é o Ariaú Towers, as torres palafitas no Rio Negro!

Quando chegamos no hotel fomos recebidas por uma índia que nos deu um colar de boas vindas. É… começou a aventura!

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 Vários bichinhos soltos e felizes circulam pelas dependências do hotel!

O primeiro passeio era uma volta de canoa pelo rio para conhecer o lugar, mas antes fui deixar minha bagagem no quarto.

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As torres são todas de madeira e tem até um aviso pedindo para os hóspedes não fazer muito barulho, pois todo mundo escuta. O quarto me surpreendeu: grande (o meu tinha 3 camas sendo uma de casal), com frigobar, ar condicionado, cofre, chuveiro com água quente e claro, todo telado, para nenhum bicho entrar, afinal estávamos no meio da selva.

Fomos passear. Gente, o rio é um mar. É uma coisa gigantesca que eu não tinha noção da grandiosidade. Vimos um belo pôr do sol e fomos avisadas da nossa agenda para o restante do dia: jantar e logo depois, focagem de jacarés. A noite e no meio do rio. De canoa. Jacarés. Na selva amazônica. Play hard e nada de mimimi Constanza.

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O jantar é servido no restaurante do Ariaú e tem uma grande variedade de pratos típicos. As mesas são grandes, para o grupo todo, tem o nome do seu guia numa plaquinha e ele sempre acompanha em todas as atividades. Tinha uma turma enooooorme de senhores e senhoras (3ª idade mesmo) da Venezuela! Muito peixe (tambaqui, quem come não sai mais daqui hahaha), frutas e sucos. Bem servido!

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 Baré! O Guaraná da selva! Dooooooce, mas gostoso. A Jô viciou nele.

Logo após o jantar, chegou o momento da primeira grande emoção do dia: encarar o Rio Negro de noite e ainda por cima procurar jacarés. Fomos com nosso guia e com o Indiana Jones Brasileiro, Seu Amadeu! Ele que guiava a canoa e nos pediu silêncio, nada de lanternas ou qualquer tipo de barulho para não afugentar os bichos.

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Foi uma bela aventura… Aquele silêncio todo, uma canoa no meio do Rio Negro, a noite e com aquela escuridão assustadora do meio da floresta. Mas tem uma coisa mais assustadora: ouvir a selva. É uma mistura de sons, animais, ecos, sons que eu tentava decifrar mas não conseguia. Um espetáculo da natureza! A focagem de jacaré consiste em jogar luz com uma big lanterna nas plantinhas que bordeiam o rio e quando tem jacaré, aparecem os dois olhinhos vermelhos. Silêncio total. Nos aproximamos e de repente Seu Amadeu pula no rio e SOME! Juro por Deus que pensei: Amadeu morreu. Mas ele surgiu todo triunfante e com um jacaré nas mãos! Claro que era um pequeno, mas mesmo assim né gente, era um jacaré. O nosso guia Davi nos deu uma explicação sobre o animal (por exemplo, apesar de ser pequeno, era um jacaré de uns 8 meses e que ficaria gigante lá pelos 4 anos. Nessa idade eles não ficam dando sopa pro Seu Amadeu não. Ficam mais pra dentro da floresta, afinal, já sacaram bem o que rola a noite quando miram pras lanternas rs), pose para a foto e pronto, o bichinho é devolvido pro rio. Aposto que ele saiu correndo contar pros amigos: o Amadeu me achou, foi minha vez hoje. Tinha um monte de mulher querendo me pegar. hahahaha

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Depois voltamos para o hotel, e direto para a cama, pois no outro dia a agenda prometia. Primeiro acordar às 4:30 da matina para pegar a canoa às 5 e ver o nascer do sol. Em seguida voltar para o café da manhã e sair de novo (de canoa) para visitar uma aldeia indígena, dar um rolezinho a pé no meio da floresta e por último, nadar com os botos!

O nascer do sol é a coisa mais maravilhosa do mundo. Conseguiu ser mais belo que o por do sol e passa uma paz sem fim. Fora o show de cores que ilumina o céu da floresta.

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O passeio na aldeia indígena é super interessante, onde uma moradora da comunidade nos explicou coisas sobre como fazer a farinha por exemplo além de mostrar algumas plantas medicinais. manaus20 manaus21 manaus22 manaus23

Caju. Odeio caju, não suporto nem sentir o cheiro do suco dele. Mas tava bonito pra foto rs.

O rolézinho pela selva… minha amiga, que MEDO! A inteligente aqui não levou tênis e foi de alpargata e shortinho desbravar a selva. Obviamente passei um litro de repelente (dica, mantenha o repelente dentro da bolsa o tempo todo. Ele é super necessário!) e caminhei durante uma hora olhando pro céu (ou melhor, árvores) e ver onde pisava ou encostava, afinal, o lugar é cheio de cobras e outros animaiszinhos simpáticos que estão no seu ambiente onde a estranha era eu.

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 O jeito foi me misturar com a selva e viramos plantas. Pra confundir os animais. Somos tão inteligentes né? hahaha

Mas o que mais curti desse passeio foi nadar com os botos. Depois da visita à comunidade indígena e do passeio pela floresta, fomos nos refrescar no Rio Negro. Sim, naquele rio de águas escuras e misteriosas. Em um determinado ponto no meio do rio, tem uma casinha, de palafitas, onde paramos e descemos. É como um píer no meio do rio, se é que posso chamar assim. Lá ficamos de biquíni, colocamos as bóias, e esperamos o menino com o balde de peixes começar a atrair os botos. As indicações são simples: não fazer movimentos bruscos e nem levantar os braços pois os botos podem pensar que estamos dando comida e saem para te ¨bicar¨. Gente, o bicho é enoooooooormeeeeeeeee e pesaaaaaadoooooo! Quando ele passava pela gente e esbarrava nas pernas, era um baita empurrão! Ah! Também não pode colocar a mão ou o dedo num furinho que eles tem na testa (ou alto da cabeça, não sei boto tem testa hahaha) pois é por esse furinho que ele respira e pode ficar desesperado e agressivo se algo tampar a entrada de ar. Boto, eu te entendo. Odeio nariz entupido.

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 Momento corajosa, boiando no Rio Negro. Eu fui.

Eles são uns amores. Nadam tranquilamente entre a gente, pegam o peixinho deles e somem. E falando em botos, vamos falar de uma coisa séria? Não sei se vocês sabem, mas o boto vermelho (que na verdade achei meio cinza, a cor da água do Rio Negro que deixa ele rosa, mas enfim, vai que é rosa mesmo? rs) está em perigo. Ele é muito utilizado como isca de um peixão chamado piracatinga, ou douradinha. Por ano são mortos, cruelmente, entre 2.500 a 4.000 botos nas regiões amazônicas! E sabem quanto custa um boto morto? 100 reais. Por 100 reais estão matando esse peixe tão emblemático da floresta amazônica, responsável por tantas lendas, e que ainda mais é uma espécie de topo de cadeia, que controla o equilíbrio da fauna aquática. E daí que existe uma organização que luta contra a pesca do boto, a www.alertavermelho.org.br que cria campanhas e petições para proteger o boto vermelho. Vale a conferida e a conscientização sobre esse problema!

Bom, ao acabar a brincadeira com nossos amigos botos (sdds boto), chegou a hora de voltar pro hotel, comer algo e ir para o aeroporto. Nossa incrível experiência no meio da floresta amazônica estava chegando ao fim.

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Se ficou com vontade de ir, segue uma lista com itens bem necessários para tornar seu passeio mais agradável e seguro. Afinal, a gente sabe fazer mala pra um monte de canto, mas e pra selva?

  • Casaco para chuva
  • Chapéu ou boné para sol
  • Óculos escuro
  • Binóculos
  • Roupa de banho
  • Repelente contra insetos (muito e de todos os tipos rs. Eu gosto muito do Off Cosmetics, tem cheirinho bom e é absorvido rapidamente pela pele, tipo hidratante)
  • Camisa de manga comprida de cores claras
  • Camisa de manga curta ou camiseta
  • Calça comprida (nada de jeans, prefira as de tactel)
  • Bermudas
  • Sandálias (taca-lhe havaianas!)
  • Tênis de caminhada (dica anotada hahahaha)
  • Lanterna
  • Bloqueador solar (litros)
  • Um bom livro ou revista (melhor que laptop, apesar de ter internet e com sinal bem bom).

Gostou? Quer ir? Olha que dá tempo até de passar o reveillon lá! Já pensou? A virada do ano no meio da natureza em sua forma mais intocável e selvagem? Olha o pacote que eles tem para essa data:

¨O “Ariaú Novo”, pacote especial criado para ocasião, vai do dia 31 de dezembro à 3 de janeiro de 2016. São três noites de hospedagem com uma linda festa com ceia abundante, champagne e queima de fogos na praia do hotel.

Hospedagem em suíte com ar condicionado e frigobar, pensão completa (café, almoço e jantar), caminhadas, pescaria de piranha, focagem de jacaré, passeios de canoa nos igapós do rio Ariaú, visita às casas de nativos e traslados estão incluídos neste pacote para o casal. O valor é R$4.500 e pode ser dividido em até 3 vezes nos cartões de crédito. 

O Ariaú Towers também oferece passeios extras, como mergulho com botos (R$120), encontro das águas (R$250), ritual indígena (R$300) e visita à tribo indígena (R$250).¨

  • Acho diferente, acho exclusivo, acho história pra vida toda! Eu já tenho meus casos pra contar, daquela vez que fui pro meio da selva…
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Oct 2015
No Meio da Floresta – Manaus Parte I
Dicas de Viagem

Antes tarde do que nunca, hoje quero contar para vocês sobre minha experiência – fantástica por sinal – em Manaus.

Foi assim (senta que lá vem história)

A Carol, minha amiga loira gata modela do blog Toque de Neon e que mora em Manaus, casou e convidou a blogueirada toda. Fomos eu, Joana e Carla do Futilidades, Gabi do Starving, Mica Kodama e várias outras meninas, era uma turma gigante! Ficamos no Hotel Tropical, acho que um dos mais tradicionais da cidade. Ele é enorme mas está um pouco cadinho… Nada que me atrapalhasse, mas sabe hotel que teve seus dias de glória, que foi o mais top e ainda respira? É ele. Paguei super barato, pois teve promoção no Groupon e ficou algo em torno de R$ 500 por 3 noites.

Mas antes disso, ou melhor, antes de chegar no hotel, cheguei em Manaus, claro, depois de quase 4 horas de vôo partindo de BH. Logo que pisei no aeroporto, chequei no Waze qual a distância do Hotel Tropical para não cair na pegadinha dos taxistas, sempre faço isso. Dava uns 10 minutos. Perguntei o valor e quase caí pra trás… 75 reais! Como assim moço, o hotel fica a 10 minutos daqui! Me falaram que era tabelado e realmente, todos cobravam o mesmo valor. Pechinchei o que pude e consegui a corrida por R$ 60, ainda assim, achando muito caro pela distância, mas ok. Fazer o quê.

Logo no primeiro dia (mentira, no primeiro eu perdi um passeio de barco chiquérrimo que elas fizeram e a visita ao restaurante Banzeiro, que dizem ser o mais top de Manaus ), no segundo dia, fomos passear pelo Rio Negro e era um trajeto bem grande, que incluía conhecer o encontro das águas, ver bicho preguiça, cobra, jacaré, visitar comunidades ribeirinhas, um ponto onde tem vitórias regia e os maravilhosos igapós, uma mistura de floresta e rio que me deixou perplexa de tanta beleza! Para isso alugamos um barco que ficou cerca de R$ 1200, e como a turma era grande, deu uns R$ 100 para cada um. O valor é por aí mesmo por isso é bom juntar várias pessoas para dividir o valor e ficar mais em conta.

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Gente, é MUITO legal! Com emoção, adrenalina e uma paisagem completamente diferente do que estamos acostumados a ver! É Brasil!

O encontro das águas é fantástico, parece coisa que a gente só escuta falar mas que acha que não existe sabe? Trata-se do encontro do Rio Solimões com o Rio Negro, onde um vem da Colombia (o Rio Negro) e o outro do Peru. Acontece que os dois NÃO SE MISTURAM! E é de verdade! Uma água não se mistura com a outra!! Mas como isso pode acontecer? Seguinte, a diferença de temperatura (um é mais frio do que o outro e dá pra sentir direitinho essa diferença quando o barco passa pelo encontro e a gente fica com a mão na água), a densidade e a velocidade diferente não permite que exista uma ¨fusão¨ entre as águas. É incrível MESMO!

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Nesse passeio também paramos num lugar a beira do rio onde tem uma casinha e algumas pessoas domesticam bichos silvestres. Não sei se achei isso legal… a princípio não queria descer, achei judiação mas sabe quando todo mundo vai? E fiquei pensando que podia passar um pouco de carinho pros bichos sei lá… Lá tinha um bicho preguiça que todo mundo pegava e ele se agarrava no pescoço das pessoas. Juro que quando foi minha vez, queria sair correndo com ele… Também peguei numa sucuri enorme e pesada e só depois, quando vi a foto é que pensei no quão louca sou. Mas é o tipo de coisa que você tem que aproveitar no momento, sabe-se lá quando irei pra lá novamente e como já falei inúmeras vezes, tudo é experiência. Também tinha um jacaré, pequeno, e que também peguei… Queria por a mão em tudo hahahaha

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Coisinha mais linda do mundo…

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As vitórias regia estavam em falta, tinha mas acabou rs. Só esse pouquinho que apareceu por lá, foi algo devido a cheia do rio…  Não sei explicar, só sei que foi assim.

Durante o passeio pelos igapós, no meio do ¨caminho¨, apareciam uns barcos com crianças oferecendo os bichos para fotografar, tudo por um trocado. É algo meio fora do que a gente está acostumado a ver, mas interessante de qualquer maneira. É algo tão regional e característico que fica difícil julgar.

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Mas que fico com dó, fico sim. Não vou negar.

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Olha essa paisagem gente… é algo que não dá pra contar, tem que ver ao vivo!

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Depois desse passeio, que durou até o horário do almoço mais ou menos (saímos por volta das 9 da manhã), começaram os preparativos para o casório então a mulherada foi arrumar cabelo, maquiagem, roupa… O casamento foi lindo, Carol arrasou na festa, foi tudo perfeito! E a turma? Ah, turma boa…

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No outro dia a maioria voltou para suas cidades, mas eu, Joana, Gabi e Elô ainda teríamos mais um pouquinho do Amazonas para contar…

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Pôr do sol no Rio Negro, de tirar o fôlego!

  • Curti DEMAIS Manaus e os passeios que fiz! Parte ruim: os R$ 75 do taxi cobrados assim que cheguei na cidade se repetiram várias vezes, para não dizer TODAS as vezes que pegamos taxi. Do hotel ao shopping (que é praticamente do lado, com boa vontade dava para ir a pé), o valor também era 75 reais. Até vi um gringo reclamando no hotel que não entendia porque cobravam tão caro para trajetos tão curtos. Tava nervoso ele, e com razão! 
  • E obviamente minha aventura na floresta não termina aqui… A parte II tem como cenário um hotel de selva, tipo NO MEIO DA FLORESTA PRA VALER. Vocês não tem noção do que isso significa… Em breve, e com muitas e muitas fotos, aqui no Fufu!