30
Apr 2017
Mi casa, su casa – Iluminação pro teu ninho.
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá  Fufu-delícias!

Chegou aquela época do ano que eu sofro, com temperaturas entre 5 e 15ºC aqui no Sul.

Inverno e inferno não são tão parecidos assim por acaso.

Titio aqui já desmistificou o LED pra vocês nesse post AQUI. E sempre nos comentários recebo pedidos pra falar sobre iluminação. É um assunto complexo, que tem um monte de regras, leis, contas, variantes… então hoje arrumando minha estante eu encontrei um livro muito bom que eu comprei pra ler nas férias de…

2009/2010… Sim, eu sou desse tipo de gente que vai pra Buenos Aires e o livro de cabeceira do hostel (porque eu sou desses terráqueos muquirana) é sobre trabalho. Desculpe-me, mas eu amo meu trabalho. O livro é esse aqui:

Nele o autor, Mauri, usa uma linguagem bem simples. E se você está estudando arquitetura, engenharia ou design de interiores, é uma aquisição ótima, pois vez ou outra é necessário consultá-lo. Não é um livro caro, mas com certeza a biblioteca da sua instituição tem ele disponível para consullta, então você pode conhecê-lo antes de adquirir.

No post anterior falamos de temperatura de cor, de quantidade de iluminação para cada tipo de ambiente e hoje eu vou falar de alguns (os principais) efeitos de luz e onde eu gosto de empregar esses efeitos.

Então pega uma vela e #Vemkotio!

Vamos falar de tipo de luz antes. Basicamente, existem:

Luz Direta: Uma luz não muito brilhante, mas que ilumina de forma efetiva tudo que está no ambiente. Como os Plafons:

Luz Indireta: Uma luz direcionada que bate em uma superfície e então é refletida e ilumina o local de maneira suave. Como as sancas em gesso:

Luz Difusa: Uma luz que atravessa algum material (tecido, vidro, acrílico) e que por isso de distribui sem incomodar os olhos. Como lustres com cúpulas:

Luz Focal: Se projeta em pontos específicos, como quadros, esculturas, bancadas, mesas, como as luminárias direcionáveis:

Para se fazer um projeto de iluminação eficiente, é necessário que se saiba onde estarão os móveis. Mesmo que  você não tenha comprado o mobiliário ainda, é preciso conhecer a posição onde eles vão ficar, para podermos adequar os pontos de luz de forma correta. Nada de facho de luz sobre a cabeça das pessoas na sala de jantar, ou batendo no topo da estante alta.

Agora vamos começar a falar de efeitos.

Todo e qualquer ambiente, pra mim, tem que ter o que chamo de luz plena (tbm conhecida como luz geral). E pra vocês entenderem essa iluminação eu sempre digo que essa é a luz da faxina. É aquela que você ligaria pra limpar a casa a noite, que ilumina tudo de forma uniforme. Quando você precisar arrumar uma mala, ou pregar um botão numa camisa você vai agradecer a mim por ter essa luz.

Ela pode ser um ponto central (funciona bem em ambientes menores):

Ou vários pontos distribuídos (para ambientes amplos):

O importante é enxergar tudo que tem no seu cômodo, compreendido?

Aí vamos para os efeitos com viadagem. Pode ser pra enfatizar um revestimento bonito, um papel de parede, molduras… aí um dos mais comuns é o efeito “washing wall“. Que eu vou me dar o direito de modificar e aportuguesar como “cachoeira”, ninguém merece lavar parede.

Esse efeito vem geralmente do teto e “escorre” pela parede:

Eu adoro de usar esse efeito em Hall de entrada, em corredores, em salas de TV e em banheiros de medidas generosas, afinal porque não?

Aí temos o DownLight, que é a uma luz de cima pra baixo (parece óbvio, mas güenta ae) e que não de distribui muito para os lados, ela fica focada no ponto pra onde é direcionada. Para isso é necessário que tenha uma abertura de facho de luz específica – atualmente tem umas controláveis – e a altura do pé direito também é importante, pois se for muito alto, pode acontecer de se perder o efeito no meio do caminho.

Esse tipo de iluminação cria “bolas” onde ela incide:

Acho muito legal esse tipo de luz em bancadas de cozinha, mesas de refeições e estudo.

Aí vamos pegar a contramão e falar do UpLight. Eu disse que parecia óbvio, mas existe a luz de baixo pra cima também. É um recurso que é comum em paisagismo:

Mas que usamos dentro de casa porque cria a Luz Indireta que a gente ama por ser confortável demais:

Esse efeito pra cima me agrada em quartos, salas de tv e espaços de jantar.

Em questão de efeitos, é quase que essencialmente isso que existe. Podem ser aplicadas de formas diferentes, como uma “cachoeira” de baixo pra cima, ou lateralmente.

Em breve (me cobrem) falaremos de quais luminárias/lâmpadas são usadas para atingir esses efeitos, combinado?

Beijo grande do tio!

Não esqueçam de procurar eu e patroa diva no Instagram: Futilish e Tiolelofoz, e eu também estou no Sanpchat com o mesmo nome de usuário.

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As fotos utilizadas nos posts são coletadas na internet, e só apareceram aqui porque eu gostei, então, parabéns pra você que fez. Respeito muito seu trabalho e os créditos são seus. Se te incomodar a divulgação aqui, mande um email e eu substituo. BêXos.

22
Jan 2017
Mi casa, su casa – Engessados!
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá Fufuzêra!

Nas últimas duas semanas eu estive em alpha, beta e ômega, terminando o trabalho da minha pós.

Semana passada eu não tive forças ou neurônios para escrever. Sério, o sébro-tarra-derretidin.

Eu fiz para a apresentação final uma loja de sapatos, e foi um desafio fazer algo tão “simples” e “sofisticado” conforme era a minha escolha para o estilo. O final foi um ambiente inspirado numa grande sala ou closet, de uma mansão neo-clássica:

E o grande na cara da sociedade, foi o efeito do gesso super ryco e pomposo. Ele é enfatizado por uma “cinta” de espelhos com 70 cm, que dá a volta na parte superior de toda na loja e, a partir do ponto de vista dos humanos multiplica a profundidade da sala comercial.

E isso me fez lembrar que vocês me pedem MUITO pra falar de gesso.

Tetos, estantes, paredes, molduras e outros detalhes decorativos são recursos muito comuns aplicados por designers e arquitetos, para criar elementos, beleza e funcionalidade em imóveis variados.

A “leveza”, rapidez, mobilidade e valor “acessível” o tornam muito atraente.

Existe o gesso tradicional, que é comercializado por metro quadrado e vem em placas de tamanhos padronizados – pode ser 40×40, 50×50 ou 60×60… A espessura costuma ter 4cm.

Uma coisa que as pessoas nem sempre sabem, é que o gesso é “amarrado” na estrutura da casa, por parafusos e araminhos:

Depois de tudo nivelado, as placas são “unidas” por uma massinha de gesso e pintadas.

O guesso tradicional custa em média R$ 30,00 o metro quadrado na minha região. Dae tem as boiolagens decorações detalhadas, que são cobradas linearmente, uma média de R$ 52,00 o metro linear. O gesso da loja que eu projetei por exemplo, ficou R$ 9.145,32 finalizado com pintura. (São 62 m2).

Existe também o gesso acartonado, que é ainda mais rápido de se instalar. ele também fica pendurado por parafusos e arames, porém essa gambiarra hereditária não segura o gesso diretamente, ele segura uma estrutura metálica, na qual grandes chapas ( tem até de 180x250cm) são aparafusadas. 

A chapa de gesso acartonado é bem mais fina, tem aproximadamente 2cm o que torta o peso significativamente menor. ele é muito comumente chamado de Dry Wall, pois no Brasil até recentemente ele tinha função básica de divisão de ambientes.

O gesso acartonado é uma camada de gesso entre duas placas de “papel cartão” o que o deixa muito resistente. Também existem as chapas verdes e vermelhas que permitem aplicações em áreas molhadas e em áreas que precisam de resistência ao calor e fogo.

Por seu formato de sanduíche a liberdade de detalhes no acartonado é prejudicada. Então a aplicação do acartonado é mais usada para teto quando ele não terá muita firula.

Esse produto ajuda a criar virtualmente infinitas opções de decoração em qualquer estilo e é um item importante num projeto lumínico de causar tontura na sogra.

Vamos dar uma olhadinha em efeitos que o titio gosta?

Pontos de luz com fibra ótica:

Essa foto não faz jus a belezura do efeito. Tanto para quarto de bebês, quanto em home-titis eu gosto muito de fazer uso deles.

Já rasgos de gessos com spots, molduras, sancas pra cortinas são coisas que amamos nesse maravilhoso produtinho:

Rebaixo:

Rasgo:

Sanca:

Spots direcionáveis: ( projeto incrível:)

Cuidados pra aplicar gesso:

O gesso como vocês viram, fica penduradinho, e geralmente ele baixa o teto entre 12 e 20 centímetros, e como a gente quer o pé direito mais alto possível, não aplique gesso que não for sobrar pelo menos 250cm de pé direito (medida do chão ao teto).

Existe o “gesso cola” que como o próprio nome sugere, fica colado na laje. Ele ajuda muito quem tem pé direito baixo mas precisa mudar um ponto de um lustre por exemplo. Modificações assim mais leves.

Algo que eu uso pouco, porque o romantismo não está lá muito em alta, são as rosetas:

Deixem mais perguntas, porque o gesso é um assunto complexo e eu respondo nos comentários.

Obrigado pelo carinho de sempre, e por seguir a patroa mais espetacular no hemisfério sul no instagram e no snapchat.  A Cony é @Futilish nas redes.

Eu estou por lá como TioleloFoz.

Aguardo a participação do público mais delícia da NETsphera brasileira!

As fotos utilizadas nos posts são coletadas na internet, e só apareceram aqui porque eu gostei, então, parabéns pra você que fez. Respeito muito seu trabalho e os créditos são seus. Se te incomodar a divulgação aqui, mande um email e eu substituo. BêXos.

 

 

23
Oct 2016
Mi casa, su casa – Pendura aí e pronto.
Decoração, Mi Casa Su Casa

NHAEEEEEE bwnytas??? Tudo bom?

E os mano? Beleza parça?

Vishe. Tô bipolar.

Bora começar num café para calibrar esse domingo chatinho:

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Enfim por motivos de cansaço, preguiçinha leve e um acontecimento não vai ser #TJD hoje.

Cansaço e preguiçinha vocês tem condições cognitivas de compreender, já o acontecimento eu vou estar explicando – não desligue, vou estar verificando sua solicitação.

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Estava eu aqui assistindo uma das minha séries preferidas (The Block Australia) quando a dupla de duas moças teve uma discussão histérica por causa da sala de jantar.

Explicando brevemente a série: 5 duplas competem construindo e entregando um (ou mais ) ambientes por semana, até finalizar um imóvel vender e ficar com a diferença do $$$ … a dupla que ganhar mais $$$ ainda ganha mais 100 mil dinheiros e o título do programa.

A lôra queria medir o cômodo. E ir descontando o espaço pra um buffet, as cadeiras e chegar no tamanho da mesa. Só isso.

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A morena tava louca da pepeka aos berros dizendo que a mesa  tinha obrigatoriamente que ficar no meio do ambiente porque o pendente ia ficar no meio da sala de jantar e a mesa tinha que estar alinhado com o lustre.

GENTE, nem teto elas tinham ainda!

Então juntei o fato de um dos temas mais pedidos aqui ser iluminação, o fato que eu já falei das lâmpadas e seus efeitos vamos aproveitar hoje e falar da disposição da loooooz na sala de jantar.

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Pra qualquer ambiente, precisamos estudar a luz natural, o quanto ela incide, pra ver se precisamos complementar durante o dia ou não. Em construções atuais dificilmente precisamos, mas fica a dica pra quem tem um imóvel mais antigo. Caso precise complementar a iluminação diurna eu indico colocar pontos de iluminação nas áreas de passagem, um pouco para trás das cadeiras, 4 ou 6 pontos mais difusos, ninguém quer ser ofuscado. Essa luz também servirá a noite, pra iluminar o ambiente como um todo, chamamos de luz plena.

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Esse ambiente acima mostra bem os 4 pontos circundando a mesa. É um exemplo num terraço, mas ilustrou bem o que eu quis dizer.

Depois podemos ter uma iluminação mais intimista, geralmente indireta (aconchegante) de uma forma geral ela é voltada para o teto ou paredes refletindo a luz mais suavemente.

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Nessa sala acima a iluminação embutida no gesso cria esse efeito de luz e inclusive delimita jantar e estar.

Também funciona com paredes com cor, como um cinza profundo:

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Todo meu amor ao cinza… Mas tem cinza demais aí em cima. HAHAHA

Bueno, já temos luz pra circular e deixar o local aconchegante, podemos ter também luz direcional, pra dar destaque a uma decoração, um móvel ou o-que-quer-que-seja-que-você-tenha-vontade-de-exibir:

MELBOURNE, AUSTRALIA - MAY 31ST 2014;Contestants of the Block 2014 reveal their seventh room (Living/Dining Room)  on the 31st of May 2014 in Melbourne Australia. (Photo by Martin Philbey) *** Local Caption ***The Block

Também podemos estar incluindo, incluir luzes de efeito dramático, como luminárias de coluna (ou de pé) e luminárias de mesa (vulgo abajour):

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Falando sobre a série, as moças estavam assim:

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Até que a morena resolveu abandonar tudo e largou a loura sozinha na obra, indefinidamente.

Mas ela voltou no dia da apresentação e ajudou a limpar tudo.

Depois disso tudo, finalmente chegamos ao uso – ou não – do Tarzã sobre a mesa.

Ainda que algumas pessoas simplifiquem dizendo:

Tem que ficar a 60-80cm do tampo da mesa.”

Ou ainda:

Tem que ficar 170cm do chão.”

Eu já vou adiantando: Depende.

Depende se é uma luminária MEGA pesada que vai interferir na visão do ambiente como um todo. Depende se ela é muito pequena e vai ficar parecendo pobrinha muito alta. Por exemplo, um pendente ou 2 sobre uma mesa, desde que menos volumosos, podem ficar mais próximos do tampo os tais 60-80cm.

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Eu não sou muito fã desses pendentes muito baixos (considerando 60 do tampo vai dar +- 134cm do chão) porque você nem pode variar o lugar de fazer um amor né?

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Já imaginou você joga a pessoa na mesa, dá uma cabeçada no lustre, ou enrosca uma perna num fio, toma um choque… cruuuuzes.

Então, lustres mais elaborados ou composições de luminárias – na minha opinião – devem ficar mais próximos ao teto. Quero frisar bem que o lustre é seu, se você quiser usar de cadeira e montar nele eu não tenho nada a ver com isso. Mas pela harmonia do todo eu prefiro que pecas mais encorpadas estejam mais altas:

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Brinque com as formas! Não é porque a mesa é retangular que TEM QUE usar uma retangular, ou redondo com redondo, quadrado com quadrado. #LetsPlay:

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E por último, mas não menos problemático, um lembrete: Esses lustres podem criar sombras no seu ambiente:

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Qual o problema das sombras? Nenhum. Desde que elas sejam previstas e não tenha, tipo assim, um papel de parede estampado junto. Imagine a confusão de informações!? The devil is in detail.

Agora sobre o ambiente pelo qual as moças que brigaram na série?

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Elas empataram em primeiro lugar e o Neil – um dos jurados, editor chefe da Vogue Living Australia – disse que é um ambiente digno de capa de revista:

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Agora uma KOOriosidade: Tirando a foto da sala de jantar do castelo de Versalhes e outras duas que eu não tenho absoluta certeza – todas as imagens de ambiente desse post foram tiradas da série. Está na 12ª temporada e eu assisto desde a 4ª .

Na questão de iluminação, a sala de jantar mais perfeita apresentada na série foi a 2015 do Blocktagon, que tinha lustre, luz plena e de destaque, e a moça (Shay) AHAZOU no styling:

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Sim, essa louca fez bolo em plena competição:

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E o que vocês acharam? Conta pra mim, vai?

Se quiser saber mais coisas maravilhosas da vida, segue a patroa maravilhosa no Insta e no Snap: @Futilish e se quiser me ver reclamando das coisas – geralmente no mercado – é TioLeloFoz no snap… para fotos de comida, @tiolelofoz no insta, HAHAHA

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Algumas das fotos utilizadas nos posts são coletadas na internet, e só apareceram aqui porque eu gostei, então, parabéns pra você que fez. Respeito muito seu trabalho e os créditos são seus. Se te incomodar a divulgação aqui, mande um email e eu substituo. BêXos.

Beijão!

 

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