29
Apr 2018
Mi Casa, Su Casa – Piti nos móveis.
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá Fufuterráquias/os!

Turupom cocêis? Eu estou absolutamente enfeitiçado pelo olhar de mi patrona, Constanza, mostrando uma das minhas cidades preferidas de Terra Brasilis no stories do Instagram @Futilish. Merece um post essa comparação cosmopolita que só nossa blogueira mozuda poderia fazer.

Apesar de eu procurar falar aqui de coisas corriqueiras na vida a Nest Interiores, escrevendo aqui sobre acontecimentos da minha semana, desta vez eu me inspirei num fato que aconteceu com mozão, mas que eu vivi muito nos meus quase 10 anos de vendedô de móvis.

Quem aqui já passou por alguém procedimento estético mais invasivo, ou uma cirurgia plástica, sabe que para ficar bom antes é necessário virar um Gremlin.

Então o pior pesadelo que a gente pode ter é: Cliente (de primeira obra) morando no local ou, cliente que vai na obra o tempo todo.

Tem momentos que você chega numa construção/reforma/montagem que parece que absolutamente tudo está errado/estragado.

Calma,

Calma,

Calma.

Segura na minha mão e tenha fé!

Minha experiência com móveis modulados, as coisas eram um pouco mais “organizadas” pois o mobiliário vem quase como um Lego da vida real, onde os montadores fazem apenas pequenos ajustes de vistas (um acabamento que fica entre o móvel e a parede) ou quando temos que embutir móvel onde existem colunas ou vigas.

Outro fato é a necessidade de fazer furos ou recortes para a passagem de canos ou de fios.

E de preferência é nesta hora em que tem serragem voando pelas janelas, toco de MDF e MDP sambando pela cozinha, marcas de lápis, giz, caneta por todas as paredes, pisos e móveis que o dono da casa aparece e, por não saber dos processos, tem um surto.

Aquele móvel magnífico, com o revestimento mais caro da loja, que você economizou uma bolsa de grife para comprar… também tem intestinos e a buchada dele não é, necessariamente, esplêndido como a parte de fora.

As portinhas que por opção sua, custaram de 25 até 30% a mais para não baterem… só vão fechar linda e silenciosamente, depois que TUDO for montado, limpo e regulado.

Claro que eu acho muito válido que sejam feita algumas visitas durante o período de montagem de mobiliário, especialmente se optarem por marcenaria, que tem muito mais cortes, recortes, montagens e parafusos…

Agora se você não quis, ou não pôde contratar um profissional para acompanhar/fiscalizar sua obra, eu vou deixar algumas dicas:

  • Compre um protetor de pisos. Tem de várias faixas de preço, e a mais comum/barata é o rolo de papelão ondulado, que é vendido por quilo e se encontra facilmente em lojas de embalagens.
  • Peça para a montagem iniciar pelos ambientes onde você precisará instalar granitos, assim quando a marmoraria entregar as pedras possivelmente os marceneiros ainda estão por lá para a última limpeza e regulagem.
  • Verifique se tem parafusos caídos pelo chão e ferramentas espalhadas pelo ambiente. Parafusos podem danificar seriamente qualquer tipo de piso (laminados, madeiras, porcelanatos, pedras) e ferramentes espalhadas mostram que o montador não tem experiência – ou que é porco mesmo.
  • Exija a limpeza final dos móveis antes da inspeção final. Nem risco de lápis, meleca de cola ou silicone devem ficar aparentes.
  • Peça um cronograma para o fornecedor, assim você tem controle de quantos dias serão necessários.
  • Fotografe pisos e paredes antes do início de montagem. Assim caso tenham batidas ou danos você pode pedir ressarcimento.

Você já passou por alguma reforma? Tem alguma outra dica? Conta pra gente nos comentários!

#Bença!

 

08
Apr 2018
Mi casa, Su casa- Pisos Internos Frios
Decoração, Mi Casa Su Casa

Fufuléts,

Estamos beirando 3 anos por aqui e hoje eu me dei conta que prometi (lá no comecinho) explicar melhor sobre os pisos, especialmente hoje, pisos internos frios.

Então pega sua ferramenta de limpeza (vassoura, rodo, mop, feiticeira ou aspirador de pó) e #vemkotio!

Eu PRE CI SA VA colocar uma foto da feiticeira aqui. Metade de vocês nunca deve ter ouvido falar dessa maravilha da vida doméstica. A outra metade, assim como eu, nos anos 80 ajudava a mãe com uma dessas pela casa, ouvindo Fagner no rádio. Essa semana eu achei pra comprar no site do Magazine Luiza.

Agora vamos todos pro chão! Começando por…

Produtos cerâmicos:

Os esse tipo de material é produzido a partir de uma combinação de argilas, prensado e queimado a 1.150ºC e geralmente tem o acabamento mais rústico. As bordas “simples” que são bem arredondadas ou “bold” que são um pouco mais uniformes, exigem uma linha de rejunte de 4 até 10mm de espessura. Cada produto tem na sua caixa a medida ideal desse acabamento, e eu indico seguir a instrução para evitar rachaduras. Cerâmicos são um pouco mais frágeis por possuírem uma absorção de água razoavelmente maior que os porcelanatos, e cada vez mais tem sido lançados produtos cerâmicos para parede e menos para pisos por causa disso.

Porcelanato:

O porcelanato é composto por uma mistura de materiais mais nobres e resistentes, prensado e curado a mais de 2.000ºC. Inicialmente eram indicados apenas para locais de alto tráfego, como aeroportos. Com a grande resistência e facilidade de manutenção (e também aumento de oferta) ele foi tomando a dianteira nas vendas e nos desejos dos brasileiros. Produtos polidos recebem ainda uma película protetora, contudo é importante lembrar que um porcelanato tem absorção igual ou menor a 0,1% e por isso ao ser usado em áreas molhadas (cozinha, lavanderia ou banheiros) o ideal é usar modelos antiderrapantes, nunca polidos ou você pode dar um triplo-twist-estendido diretamente pro chão.  As juntas de dilatação desse produto quando são do modelo retificado podem variar entre 1 e 3mm. O que deixa os ambientes mais elegantes e a manutenção mais fácil, afinal o que encarde e vira um karma é o rejunte.

Agora alguns cuidados para uma boa experiência com o cerâmico e o porcelanato.

  • O contrapiso deve estar nivelado ou com as caídas necessárias prontas antes da instalação. Para áreas molhadas, sugiro a impermeabilização do piso e mais 15cm das paredes. No caso de banheiros a área do box pode ser impermeabilizada completamente para evitar a fadiga. O impermeabilizante parece uma lama de cimento:

  • Compre pelo menos 10% mais de produto do que a área a ser revestida, isso supre perdas que acontecem na hora dos recortes e ainda o estoque de 1 caixa para reparos futuros. Lembrando que lotes diferentes podem ter mudança de tonalidades.
  • Escolher a argamassa correta para o tipo de instalação: AC-I para ambientes residenciais internos e banheiros de pequenas áreas; AC-II mais resistência a variação de temperatura, podendo ser usada em ambientes internos e externos com vãos de até 5 metros, piscinas de água fria e fachadas; ou AC-III de grande aderência pode ser usado em grandes espaços, piscinas aquecidas, saunas e para produtos com tamanho superior a 60×60. No escritório temos usado sempre a branca para evitar mudança nas tonalidades do revestimento.
  • Não economize nos espaçadores e niveladores de peças. Esses plastiquinhos e borrachinhas ajudam a evitar desastres. 
  • Esperar a argamassa “curar” antes de passar o rejunte. A maioria das argamassas leva 48 horas para que a água da massa se dissipe, e é imprescindível que se espera o tempo que o manual do fabricante diz pois se por feito o rejuntamento antes dela secar, ficará uma poça d´áhua debaixo do seu piso que pode manchar a peça ou até acabar fazendo com que ela se solte. Quem nunca pisou no chão e sentiu um “créck” ?

  • Rejunte serve para “vedar” a entrada de água, para nivelar as peças, para facilitar a troca de peças no futuro e para esteticamente ficar tudo mais uniforme. São três tipos de rejunte: Cimentício, mais barato, mais rugoso e rústico, é indicado para os produtos cerâmicos, com junta de 3 a 10mm; Acrílico, com resina acrílica, cimento e areia tem uma viscosidade menor e melhor acabamento, é indicado para juntas de 1 a 3mm; Epóxi é um rejunte bicomponente, com resina epóxi e um catalisador que faz a resina endurecer. É o de melhor acabamento, indicado para juntas de 3mm ou menos. Dica estética: Sempre da mesma cor que o produto escolhido ou mais claro. O rejunte escuro e as polainas ficaram lá nos anos 1990.
  • Nunca utilize revestimentos de parede no piso. Eles não tem resistência nem porosidade para esse fim, já o contrário (colocar o piso na parede) é permitido, mas isso não vai transformar você em uma lagartixa, não indico tentar andar pelas paredes.

Antes que alguém pergunte nos comentários, vamos falar da Junta seca. Esse tipo de instalação, onde as peças ficam completamente encostadas, sem rejunte nenhum só funciona em parede, em ambientes secos e com pouca variação climática. No caso as peças de porcelanato retificado que tenham a possibilidade de serem instaladas como junta seca, (Ceusa tem muitos modelos assim) procuramos usar para um detalhe, como um hall, uma parede de uma escadaria, um detalhe em um corredor, mas sempre com poucas peças porque no Brasil uma hora tá 30ºC e na outra tá 12ºC essa variação pode fazer com que as peças quebrem com a dilatação da parede.

O tal do Porcelanato líquido:

O porcelanato líquido não tem quase nada de líquido, e de porcelanato é que ele não tem nadinha da Silva. Esse produto é formado por resinas (epóxi ou poliuretano) e tem característica monolítica. O que isso quer dizer? que você vai criar um único pisão, bem grandão, do tamanho do seu… coração! Ele não tem rejunte nem ementas. Por isso tem sido usada amplamente em clínicas, hospitais e por tem grande resistência também em indústrias, concessionárias e outros locais que se precisa de um piso resistente.

A resina Epóxi pode sofrer rachaduras com variações climáticas, então é mais indicado para áreas pequenas e internas. A resina de Poliuretano é mais flexível então é indicada para grandes ambiente, tanto internos quanto externos.

As resinas podem ser monocolores, ter efeitos como marmorizado ou, caso a breguice habite dentro de você, é possível fazer a plotagem de uma imagem e usar a resina incolor por cima, causando uma catástrofe contra o bom gosto.

As resinas podem mudar de cor conforme incidência solar, sobretudo as mais claras, assim como podem riscar e trincar com as variações de temperatura.

A grande vantagem é que com uma espessura média de 3mm muitas vezes é possível instalar sobre o piso já existente, sem grandes obras.

Eu fiquei até sem palavras depois desse mar debaixo de um sofá. #depreshum

Em breve falamos dos vinílicos, os queridinhos do momento.

Contem pra mim se vocês tem mais dúvidas, se algo estranho aconteceu com você ou com alguém que estava reformando… Juntos aprendemos muito!

#Bença!

25
Mar 2018
Mi casa, su casa – Do you know Wabi Sabi?
Decoração, Mi Casa Su Casa

Olá Fufu! Tá todo mundo bão?

Hoje eu tava aqui, bem pensando em escrever para vocês sobre cozinhar com fogão de indução. Essa maravilha ainda pouco conhecida em Terra Brasillis.

MAS, eu ainda não me considero um expert, porque faz pouquíssimo tempo que adquiri o meu. Então vou fazer mais experiências antes de contar tudo pra Fufulândia.

Então eu saí lendo os blogs que eu mais gosto e pesquisando tendências e coisas assim. Foi quando me deparei com um termo que eu li uns dois ou três anos atrás: Wabi Sabi.

Eu ainda acho que mesmo com a globalização, com a velocidade das informações e o advento da internet a “fatia” que diz respeito a decoração chega no Brasil de caravela.

Voltemos ao tema. Wabi Sabi é uma estética tradicional japonesa que tem como premissa de que há beleza no imperfeito, no mutável e incompleto. Essa concepção é baseada no Budismo.

Eu não sei se é um estilo de vida, de decoração, se é uma tendência da vida moderna ou se é uma moda. O que importa é que é algo muito atual e que me fez refletir um pouco.

As características desta vertente incluem: Assimetria, rusticidade, simplicidade, economia, austeridade, modéstia, intimidade e apreciação do itens naturais.

Essa vertente tem a ver com uma forma mais simples de se viver, minimalista, em sintonia com a natureza e com aceitação do envelhecimento.

Inicialmente a primeira pergunta é: como “desentulhar” a casa e ter poucas coisas, ainda assim tendo todas as coisas necessárias e as coisas que tem valor sentimental, que vamos acumulando ao longo da vida?

O fato é que o Wabi Sabi é muito mais algo sentimental do que cheio de regras.

Se você gosta por exemplo, de ter livros, ou quadros, ou de guardar um jeans antigo para usar em casa no inverno, tá tudo tranquilo. Entretanto tem que existir um limite racional, não são 10 calças jeans que já não servem mais que você guardará.

Pode (e deve) guardar o primeiro sapatinho do seu bebê. Na realidade tudo que não causa caos ou stress na sua vida é perfeitamente aceito nessa forma de viver.

A verdade é que o que para o ocidente é inovador, para os japoneses não é novidade nenhuma, já que eles praticam isso há eras. Linhas retas, formas orgânicas e coisas “jogadas despretensiosamente” são os pontos chave.

Quero falar de alguns destes detalhes, e aí cada um aceita e adota o que achar que convém. Eu já faço algumas coisas mesmo antes de conhecer. Acredito que você vai se relacionar com algo também.

Assuma o tempo.

Não é obrigatório ter tudo impecavelmente novo. Deixe as coisas que você gosta exibirem as marcas do tempo. Deixe que pareça surrado e antigo. Não estou falando de comprar algo que parece velho. Deixe as coisas terem histórias próprias.

Materiais Naturais

Interagir e viver com materiais mais rústicos e orgânicos. Menos plástico e mais algodão, madeira, cerâmica, concreto, pedras…

Cores da Natureza.

Beges, cinzas, verdes e azuis. Sim, todas as cores podem ser encontradas na exuberância da natureza, especialmente pra nós em um país tropical. O que o Wabi Sabi quer é que você tenha uma base neutra para sua moradia.

Sem pressão.

Os lençóis não precisam estar impecavelmente passados, nem a toalha da mesa. Tudo bem de a almofada estiver um pouco puída. Contanto que a casa esteja limpa, relaxe e não se cobre tanto por que o sofá está bagunçado.

Natureza

Não precisa viver na selva. Um vasinho com galhos secos. Umas folhas displicentes dentro de um copo mesa, ou até algumas ervas na janela da cozinha. Vale até pinhas secas numa tigela. Mais uma vez, relaxe.

Luz

Natural! Muita luz, o máximo de luz que você puder trazer pra dentro de casa. Blackout só nos quartos, pro restante da casa, tecidos esvoaçantes e translúcidos. Acostume a fazer suas tarefas perto das janelas, apreciando a luz e a vista lá de fora. Janelas abertas e essa integração visual com o exterior ajuda até em casos de depressão, pois faz com que as pessoas se sintam menos isoladas.

Aromas

Use velas, aromatizadores, perfumes, chás, óleos essenciais. Abra a janela, renove o ar. Acenda um incenso. Faça tudo isso, ou escolha apenas um que te agrade. Permita-se ter um cheiro próprio no seu canto. Sem ideias? Ferve uma chaleira com algum chá/erva: anis, canela, louro, hortelã… a casa inteira agradece.

Equilibre: Funcional e bonito

Tenha itens que você aprecie, não apenas pelo uso. Compre a escova de dentes da sua cor favorita, ou uma inusitada.

Compre um dispenser/saboneteira lindo. Escolha coisas que te deixam feliz de olhar. Que agraciam seus olhos e que fazem você se sentir especial. Toalhas felpudas e potes de cozinha cheios de estilo.

Basicamente acredito que seja essa a essência do que os japoneses vivenciam. Já tinha ouvido falar disso? Conta pra mim nos comentários.

Ah, adorando que chegaram uns Tem Jeito Decor quentíssimos. Estou preparando para vocês.

Não esquece de seguir a minha patroa maravilhuda no Instagram @futilish e o titio aqui no Instagram e no Snapchat @Tiolelofoz em ambos.

#Bença!

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