12
Jul 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Choras antigos, mas eu fui relapsa e deixei a tag um pouco de lado. Às vezes pesa, mas voltamos!

Chora 01 – Kate

Olá Cony,
Meu nome é Kate, tenho 25 anos, sou bonita (se eu não achar que vai me achar não é mesmo? rs), sou gerente de uma loja, ganho suficientemente bem pra viajar, ter meu carrinho, me vestir bem e ser uma parceira “colaborativa” rs
Meu chora é o seguinte: Nunca namorei! Mas o que pega não é nem o fato de eu nunca ter namorado, e sim pq eu nunca dei certo por mto tempo nem ficando com alguém! Eu sou tipo de pessoa que divide a conta, topa uma cervejinha durante a semana, não sou encanada com nada e aceito as pessoas como elas são! E TODOS os caras que eu saí simplesmente me largaram sem motivo aparente, de mtos deles eu não ouvi um simples tchau! Mtos não queriam namorar, me largavam e TCHÁ: 1 mês depois estavam namorando outra! Juro que ja pensei que esse meu jeito de querer dividir a conta, buscar o boy em casa caso ele não tenha carro e outras regalias mais me atrapalhassem de verdade! Mas poxa, é meu jeito, me sinto meio sanguessuga de sair montada na carteira do cara…
Já ouvi conselhos de amigas pra eu parar de ser trouxa, que o cara tem que bancar tudo mesmo pra se sentirem dominadores!
Eu sei que a culpa não é minha e alguém vai me aceitar do jeito que eu sou… mas é que ja fora taaantos acontecimentos como esse que as vezes bate uma deprê e aquela sensação de que vou ficar sozinha pra sempre! Me ajuda Cony, o problema está em mim ou é meu dedo podre que é vitalício?

Me identifiquei um pouco com você pois meus amigos também me acham meio “trouxa” em relacionamentos amorosos. Também sou dessas que sou super boazinha, tento agradar, topo programas que as vezes nem tô querendo só pra acompanhar, faço todos os favores que me pedem, enfim… Não sei se isso é bem um defeito mas uma amiga uma vez me disse: “homem gosta de ser o provedor, ou pelo menos pensar que é. A mulher tem que deixar ele achar que ele manda e que tem o controle da situação. Temos que ser inteligentes e seguir o jogo.” Bom, eu não sei jogar e me ferro algumas vezes rs. É coisa de essência e sei como é difícil mudar isso, falta esperteza e maldade na arte de se relacionar mas juro que tenho preguiça de tentar mudar isso e aposto que você também. Mas uma coisa é certa, quanto mais a gente se importa, menos eles valorizam, pelo menos no início! Ah outro conselho, agora da minha mãe: “com os homens, tem que ser indiferente“. Tomara que os crushs não me leiam hahahaha

Chora 02 – Tory

Oi Cony, tudo bem? Vamos então ao que interessa: Meu marido é muito frio comigo e isso me incomoda e causa brigas monstras a cada dois ou três meses, a partir das quais eu só pioro da depressão e muitas vezes me corto, o que faz ele brigar mais comigo e dizer que eu sou uma burra, uma criança, etc. A gente mora junto há 4 anos e casamos na igreja recentemente. Ele sempre foi mais sério na profissão e eu sempre entendi isso porque a profissao exige, mas na vida pessoal ele também tem muita dificuldade pra ser carinhoso e me dar atenção, acho que é porque ele é órfão de pai e mãe, mora sozinho desde os 13 anos e ficou 5 anos preso injustamente. Ele demonstra o amor dele limpando a casa no fim de semana, pedindo comida gostosa pra nós comermos junto, cozinhando pra nós, me incentivando a estudar pra ser juíza, me levando de carro pra todo lado que eu preciso por que eu não dirijo, me ajudando com minhas dietas loucas, me obrigando a ir no médico quando não quero, etc. Ocorre que isso na maior parte do tempo me basta, mas volta e meia me faz muita falta umas palavras carinhosas, uma flor, uma surpresa, um bilhetinho, uma mensagem no meio do dia, sabe coisinhas pra cultivar o relacionamento? Eu sempre fiz tudo isso, mas ultimamente não tenho feito mais, por que tudo sempre vinha só da minha parte, ele nada e eu estou cansada de ficar no vácuo. Quando eu vou tentar conversar sobre isso com ele está feita a briga, porque ele já fala que eu não reconheço nda que ele faz pra mim, que ele tá sempre errado, que eu nunca estou contente com ele, resumindo, dá um pití e não conseguimos conversar sem brigar e eu acabar chorando. Alguns dias antes do casamento quase fui embora de casa por causa de uma briga dessas.Tudo sempre acaba comigo chorando, ele se sentindo culpado e falando que ele é desse jeito e que ele faz tanto por mim, mas eu insisto em querer que ele escreva cartas e essas coisas que ele não faz. Eu amo ele, não quero deixar ele nunca, nos damos muito bem, temos os mesmos objetivos e visão de mundo, mas ele ser tão frio me incomoda muito, poxa, será que é muito pedir um carinho? Eu tenho depressão e faço acompanhamento com psiquiatra, tento ver o lado positivo das coisas e me contentar, mas é difícil. Também não quero mais ser a empática, a maleável, a que cede todas as vezes. Eu mudei muita coisa pra me adaptar a ele, dentre elas controlar meus rompantes de falta de raiva (por conta da depressão com espectro de bipolaridade) e minha mania de querer estar sempre certa. Por que ele não pode fazer o mesmo?  Agora estamos bem, mas sei que ainda virão muitas brigas sobre isso e não quero me separar por isso, mas também não aguento mais essa situação. O que eu faço? Me ajuda!

Menina, pesado isso. Dos dois lados, mas deixa eu te falar uma coisinha… nem sempre dá pra ter tudo na vida. E pelo que você nos contou, o comportamento do seu marido é completamente compreensível por tudo o que ele passou. Tenta ser compreensiva também… tudo o que ele faz para e por você é uma forma de demonstração de carinho, é a maneira que ele sabe mostrar que se importa com você. Não force as coisas, deixa acontecer naturalmente, e pensa um pouco no lado dele também… é difícil conviver com alguém com depressão, ainda mais da forma que você contou que é… Você também não deve ser fácil miga… seja leve, seja companheira. E será que você realmente resolveu sua mania de estar sempre certa e os rompantes de raiva? Pense com carinho, olhe para dentro de si mesma antes de cobrar algo dos outros.

Chora 03 – Diane

Olá Cony, nem preciso falar o quanto gosto do seu blog. Mas lá vai meu chora!
Minha mãe engravidou cedo (pra mim é muito cedo), ela tinha 19 anos e cabeça de 14. Ela namorava há 5 anos, estava apaixonada e eles “resolveram” ter um filho juntos, meu avô que tem a mente do tamanho de um amendoim fez eles casarem, não queria um filho sem pai dentro de casa. Pois bem, casaram e ficaram: 20 DIAS CASADOS! Pasmem!!! Ela quis voltar pra casa mas meu avô não deixou, então foi morar com a minha avó (meus avós eram separados).
Minha mãe ficou péssima, sofreu durante toda a gravidez, ficou frágil e “sozinha”. Nessa época ela trabalhava numa empresa e tinha um colega de trabalho legal e que gostava dela. Ela o chamou pra ser meu padrinho e começaram um relacionamento, ele me assumiu como filha, mas eu já era registrada no nome do “pai” biológico. Ele e toda família dele sempre me amaram e me deram tudo que sempre pude querer, boas escolas, plano de saúde, brinquedos, cursos, viagens, uma boa casa e amor, meu avô então… Nem posso dizer, ele morreu quando ainda era criança, mas era um amor incondicional por mim, que nem neta de “verdade” era.
Um pouco depois eles tiveram meu irmão e mesmo assim sempre tivemos tratamento igual, meu pai nunca tratou meu irmão melhor por ele ser filho biológico. Nós tínhamos tudo que o dinheiro podia comprar, mas no fundo, desde criança, sempre soube que minha mãe não era feliz, nunca foi. Ela sempre foi apaixonada pelo meu pai biológico, eles me contaram a verdade quando tinha 7 anos, mas sempre senti que já sabia disso, no começo minha mãe me “culpava” por ele não ter voltado pra ela e ela tinha um ciúme doentio por ele, quando soube que ele tinha casado de novo ela ficou louca. Eu só o vi uma vez em toda a minha vida e não lembro rosto dele, mas lembro de cada detalhe daquele dia, mesmo eu sendo muito pequena, minha mãe me levou e ele foi com a esposa. Lembro que no fim do encontro, quando estávamos indo pra casa, minha mãe brigou muito comigo, ela gritava, andava na frente na rua e eu pequena ainda, chorava copiosamente enquanto ela dizia pra eu parar, porque meu pai não ia me perguntar o motivo do choro. Durante muitos anos pensei em todas as palavras duras ditas por ela em relação a ele, em compensação, ela sempre deixava claro que eu podia procurá-lo se quisesse (muito contraditório, né?!).
Depois de adulta entendi minha mãe e a vida que ela teve, não a culpo por nada e sei todos os sacrifícios que ela fez por mim, ela ficou mais de 20 anos num casamento infeliz para que eu tivesse uma boa vida.
Hoje tenho 26 anos e meu pai biológico NUNCA me procurou, nem em aniversário, Natal, nem nada. Soube que ele tem mais duas filhas, são crianças ainda e sinceramente nunca senti vontade de ir atras dele, sempre tive pai e ele foi/é muito bom pra mim. Mas ultimamente essa curiosidade cresceu dentro de mim, eu nem sei como é o rosto dele, não tenho ou vi na vida uma foto dele, se encontrei com ele na rua, não soube quem era. Algumas pessoas, inclusive minha mãe dizem que eu pareço com ele, mas eu não sei!
Nos últimos meses me peguei procurando redes sociais e informações sobre ele, achei o facebook, mas não tem fotos e sempre penso se devo adicionar e dizer: oi, sou eu, sua filha! Gostaria de saber porque ele não me quis, porque ele gosta de ser pai das outras filhas, mas não quis ser o meu.
Do outro lado penso nos meus pais, no quanto posso magoá-los com essa atitude, será que devo ir atras desse homem? Devo mexer nessa história adormecida? Ou devo apenas agradecer por tudo que tive e seguir meu caminho?
Alguém já passou por isso?
Obrigada!

Lembro de um caso parecido aqui no Chora… Acho assim… curiosidade, claro que você deve ter. Eu também teria. MAS não faria nada por “baixo dos panos” sabe? Justamente para não magoar seu pai e sua mãe. Se realmente quiser encontrar com seu pai biológico, antes de mais nada, muita conversa em casa para explicar o porque dessa vontade. E outra coisa, não acho que você deva confrontar seu pai biológico e querer saber porque ele não te quis. Eram dois jovens, pelo visto, inconsequentes, sabe-se lá o que aconteceu e passou na cabeça dele também. As vezes ele também quer te conhecer mas pode ter culpa, vergonha, a mulher atual pode proibir, enfim… muita coisa pode estar acontecendo do lado de lá também. Se você pensa nisso todo santo dia e te perturba, vá atrás, pessoalmente (nada por redes sociais) mas sem cobranças nem nada, apenas para conhecer e ver o rosto dele. “Me falaram que eu parecia com você, queria saber se era verdade.” Assim. Leve, tranquila, em paz. 

 

  • Ai que eu tava com saudade do Chora também! Vou responder mais alguns e abro novamente para emails ok?
24
May 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Vejamos as aflições de hoje:

Caso 01 – Corona

Meu marido e eu nos relacionamos há quase 11 anos, 5 de casamento. Acontece que desde sempre meu cunhado que é 10 anos mais novo que ele (hoje ele tem 28 e meu esposo 38)  nunca me engoliu por puro ciúmes e também acredito ter um pouco de inveja envolvida. Eu já tentei por inúmeras vezes mostrar que não havia motivos. Parece-me que ele tenta o tempo todo competir comigo, e eu sempre tolerando e relevando. Enfim, pra chegar no ponto onde minha paciência acabou preciso contar que há 1 ano e meio meu marido foi diagnosticado com depressão e síndrome do pânico. Ele trabalha numa instituição financeira onde as cobranças por resultados são desumanos, e como se isso já não bastasse, há tempos atrás ele sofreu um assalto dentro do trabalho e logo depois na troca do gerente geral começou a sofrer assédio moral e perseguição. Reuni a família e pedi que tivessem paciência, e tentassem não trazer mais problemas. Numa dessas conversas até liguei para o meu cunhado solicitando que o mesmo se reunisse com o meu marido para uma tarde de lazer, pois ambos estavam precisando e o meu cunhado havia recentemente terminado o relacionamento. Mas ele não perde oportunidades de tentar me atacar mesmo com todo esse meu esforço, até que um belo dia eu não aguentei mais fazer a egípcia e disse umas verdades à ele. Verdades essa que o fizeram me bloquear, ou seja, ele nem com um “bom dia” se dirige mais à minha pessoa. Isso pq ele sempre frequentou a minha casa e até passava alguns fds lá. Acontece que além de todo o transtorno na minha vida que o fato do meu marido estar com depressão me trouxe (ele se tornou agressivo, relapso, não tem mais interesse sexual, TOC’s entre outros) preciso aturar a família toda dele dando pitacos, que mesmo com a intenção de ajudar mais atrapalham que ajudam. Meu marido já tentou neutralizá-lo como pode mas não foi suficiente, acho que falta mais atitude dele, mas não me sinto confortável  e nem posso fazê-lo escolher entre a família e eu, mas por outro lado já não consigo lidar com toda a situação, ela tem sido maior que todo o lado bom que ainda existe. Já dei vários toques pra ele, e ele sempre acaba explodindo comigo. Estamos em crise, já mencionando por diversas vezes a separação. Eu ainda o amo, mas estou ficando doente. Ele só começou a frequentar terapia há 1 mês, até então estava se tratando com um neurologista, e a psicóloga só entrou quando eu dei o aviso  que nós terminaríamos de vez se ele não buscasse ajuda. Muita informação pra ele digerir, eu sei, mas por outro lado eu preciso me amar, me sentir amada e desejada e não ter que “disputar” ele com ninguém. Já não sei mais como proceder.

Menina que situaçãaaaao! Bom, se terapia ele já está fazendo, acho que você só tem que fazer a egípcia mesmo e esperar as coisas se ajeitarem. Cara, não é o cunhado que vai atrapalhar seu casamento! E outra coisa, toda historia tem 3 lados né? Como é que você está abordando a família do seu marido? Com que tom você se dirige ao seu cunhado? Tem que olhar suas atitudes também, as vezes você pode estar sendo arrogante com eles e cria essa situação. Observe!

Chora 02 – Sol

Namorei seis anos, éramos super felizes, porém no último ano deu uma esfriada, acredito que por culpa dos dois, até que há cinco meses atrás descobri umas mensagens suspeitas e terminei meu namoro. Não sei se ele me traiu, porém acredito que as coisas caminhavam para isso. Foi a primeira vez que tive uma desconfiança desse tipo. Nesse meio tempo conheci outraaaa pessoa. Um cara super legal, carinhoso. estamos juntos há quatro meses e há três meses namorando. E é aí que começam os problemas… Ele quer mostrar pra todo mundo que está comigo (fotos, festa em família, facebook…) porém, sinceramente, eu tenho um pouco de vergonha dele (sei que estou errada e me sinto péssima por isso), ele tem um coração enorme, porém tem um português ruim, não tem muitos modos sabe, ele é uma pessoa simples e minha família não…  Seria um choque para minha família e meus amigos…. Eu sei que de certa forma dei esperanças… Mas me entendam, eu namorei seis anos!!! Acabei dando corda sem querer, alimentando esperanças… Ele faz o tipo safadinho, nunca imaginei que ele estivesse a fim de namorar… Quando estou com ele me sinto muito bem, muito bem de verdade, mas ao mesmo tempo tenho vergonha de apresentá-lo. Somos muito diferentes, se namorarmos de verdade sei que vou ter que abrir mão de muitas coisas (baladas mais chiques, restaurantes melhores…) Sei que o certo seria terminar, mas não consigo por que gosto dele…. Aí isso me deixa mal… Me sinto horrível por sentir vergonha dele, ainda mais por que ele faz de tudo para me agradar… Me sinto um lixo na verdade… Mas não sei se gosto dele o suficiente para enfrentar o “preconceito” da minha família e abrir mão de fazer várias coisas que eu gosto (por que ele realmente não tem muitas condições…). Ao mesmo tempo meu ex quer voltar comigo e eu fico super balançada quando estou ele… Sinto muita falta, muita falta de verdade. Sinto falta da vida que eu tinha, de tudo que fazíamos. Mas também não consigo terminar com esse cara e voltar com meu ex… Meu dilema é esse: Volto com meu ex? Eu relamente gosto desse cara ou só estou ocupando minha cabeça? Por que eu sinto vergonha? Já fizemos várias coisas juntos, como terminar tudo sem magóa-lo? Parece que minha cabeça vai explodir… Se alguém puder me ajudar…  Nunca me senti tão mal (me sinto enganando todo mundo)…

Fia, você namorou 6 anos e emendou um namoro no outro. Você está super confusa. De verdade, acho que você deveria ficar um tempo sozinha, para saber o que realmente quer. Pode ser que não seja nenhum dos dois! E outra coisa… diferença social pesa SIM, uma hora você vai ter que lidar com isso, vai cobrar coisas deles, ficará insatisfeita. Eu sei que muitas vezes a gente tem que deixar a razão de lado e seguir o coração, mas quando as “estradas” são muito diferentes, ir pela razão é sempre a melhor escolha.

 

Chora 03 – Cristal

Tenho 50 anos e sou casada há 25, e tenho um filho adulto que já mora sozinho. Meu casamento foi muito bom no início, mas com o tempo deixou de ser um mar de rosas. Desde o namoro, meu marido me deu vários sinais que de seria machista e possessivo. Mas, você sabe, o amor nos cega, e sempre, sempre achamos que o tempo muda tudo para melhor. Só que não. O tempo, esse indecifrável tempo, muitas vezes, muda para pior. E, além disso, as pessoas mudam também. E, se não mudarem juntas, para a mesma direção, ferrou … Tive várias oportunidades para me separar. Umas histórias mal contadas aqui, uma falta de apoio e estímulo ali, umas grosserias acolá, enfim … Ainda estou aqui, antigamente por causa do filho pequeno, ele é um ÓTIMO pai. As vezes por causa da família, tanto a dele quanto a minha, ele gosta e trata muito bem a minha família. Mas, há pouco tempo, ele trouxe a mãe dele, idosa, para morar conosco, daí PQP … tudo piorou. E não é por causa dela, pois afinal deixamos de ter a liberdade que um casa, sem filhos em casa, tem. Mas, porque ELE se irrita muito com ela e, claro, com a vida limitada que passamos a ter. E desconta em quem ???  E eu, quando sou boa, eu sou boa, mas quando eu sou ruim, eu sou ótima, excelente. E eu, simplesmente cansei, não quero mais desculpas, nem promessas e nem espero que ele, afinal, mude. Não ligo mais pra ele, ignoro. Já disse que quero me separar, mas tenho pena da mãe dele. Pois, os dois, sozinhos, vão se matar ou enlouquecer um ao outro. E, eu não quero ser feliz às custas da infelicidade de outra pessoa. Eu não seria feliz plenamente, entende ? Eu sei que todas as nossas escolhas tem um preço, mas, eu não me vejo pagando tão caro. O que acham ?

Você já decidiu né? Só falta a coragem de tomar a atitude. Preste atenção nas suas palavras… você teve a chance de separar várias vezes e nunca o fez SOMENTE POR CAUSA DOS OUTROS! Ou pelo filho, ou pela família, agora pela mãe dele. Você não está pensando em você hora nenhuma! Até quando será assim? E outra coisa, sua felicidade não vai causar infelicidade dos outros, cada um é responsável pela sua própria felicidade. Pare de pensar no outros e comece a pensar em você! Tá nova, tá em tempo de retomar a vida e começar a ser feliz de verdade!

 

  • Choras fechados ok? Quando liberar eu aviso aqui!
17
May 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Vamos conversar um pouquinho???

Chora 01 – Michelle

Olá Cony, acompanho seu blog há muito tempo e adoro! Obrigada por continuar a fazer um trabalho de bom gosto, bem feito e ainda ser gente como a gente! rs

Bom, meu chora é o seguinte. Desde pequena meu sonho sempre foi ser bem sucedida na vida, independente, ter uma carreira de sucesso. Porém, depois que me casei (em 2012) meu pensamento começou a mudar um pouco, comecei a desejar ser mais família do que pensar em trabalho e o lado profissional.

Então, em fevereiro de 2016 nasceu meu filho! E desde então, a minha vontade de trabalhar fora e ter uma carreira de sucesso desapareceu. Tudo que eu quero é poder estar em casa para cuidar do meu filho e fazer parte de cada fase, cada conquista, cada crescimento.

Porém, se ficássemos somente com o salário do meu marido em casa, não teríamos condições de pagar todas as contas e viver dignamente. Precisamos do meu salário. Meu marido já me falou para eu ser paciente, que um dia vamos conseguir diminuir as dívidas e ele está batalhando por uma promoção e tudo mais, só que ultimamente está sendo muito sofrido ir trabalhar!

Eu sempre fui a funcionária exemplo em todos os meus empregos, sempre me destaquei pelo meu empenho e os resultados alcançados, e agora toda vez que sento pra conversar de algo com minha chefe ela faz a comparação de como eu era antes da licença maternidade e como sou hoje. Não consigo trabalhar direito, me focar nas coisas que preciso fazer, perco prazos, falho por falta de atenção. E acredite, não estou fazendo de propósito pra ser mandada embora, eu jamais faria isso e sei que preciso do emprego, mas está muito difícil!

Entrei para uma empresa de venda direta de cosméticos para ver se conseguia uma renda extra e talvez parar de trabalhar e só complementar a renda do meu marido com isso, porém como eu trabalho muito longe de casa, eu saio às 6h40 da manhã e chego às 20h00, acabo que não tenho tempo para me dedicar a isso. Pensei em sair do emprego e me dedicar a algo assim, que eu pudesse ter mais tempo livre, uma agenda mais flexível, mas morro de medo de passarmos necessidade e de estar sendo egoísta.

Não sou preguiçosa e nem estou querendo viver às custas do meu marido, eu só queria poder ter mais qualidade de vida e tempo com meu filho.

Esses dias meu marido até disse que estou colocando um fardo sobre ele com esse assunto.

Eu estou sendo egoísta? Seria muita loucura parar de trabalhar num emprego de carteira assinada para me dedicar a algo assim?

Sei que não sou a única mãe nesse mundo que precisa trabalhar fora e cuidar dos filhos, nunca nem me imaginava falando isso e tinha até preconceito quando eu ouvia mulheres falando que pararam de trabalhar por causa dos filhos, mas tá pesado, tá difícil, estou muito triste, tanto por não poder cuidar do meu filho, quanto por estar fazendo um mal trabalho. Não acho justo também com a empresa, mas estou sem forças para mudar, sem motivação.

Obrigada por abrir esse espaço, às vezes quem está de fora consegue enxergar melhor a situação e abrir nossos olhos pra uma solução que não estamos enxergando!

Um beijo.

Miga, acho que nao sou a pessoa mais apropriada para te aconselhar nesse caso… vou pedir ajuda das leitoras que são mamães! É uma situação que eu não compreendo muito porque não sou mãe e nunca quis ser, então poderia ser meio rude na resposta. Só acho que fazer as coisas mal feitas e contra vontade própria é um atraso de vida e que você deveria focar no que te dá paz e tranqüilidade! Espero que as meninas possam te ajudar contando experiências vividas por elas 🙂

 

Chora 02 – Marisa

Oi, Constanza! Tudo bem?
Acompanho seu blog há um bom tempo e agora que resolvi escrever meu chora.
 
Vou tentar ser bem resumida. Seguinte, me formei em Jornalismo no ano passado, fiz estágio em agências de comunicação, mas hoje estou desempregada. Isso porque estou me preparando para uma viagem de oito meses no exterior.
Por gostar de ler e escrever, passo um tempão acessando blogs, de todos os assuntos, e por isso sempre quis ter um também. Tinha algumas coisas em mente até acertar definitivamente essa viagem pra fora do país. Como é um período longo, precisa de uma papelada para o visto, que demora de um a três meses para uma resposta. Estou com a viagem marcada para levar os documentos. Então a intenção era relatar no blog todo o processo, informações conforme isso for desenrolando, as escolhas, falar sobre o país e a cidade, o dia a dia antes e estando lá, bem um diário mesmo. Mas, acho que por minha formação, fico pensando na utilidade do que vou escrever, se a informação de fato vai ser relevante, porque também quero falar de coisas que não necessariamente são tão importantes assim, mas que a gente gosta (tipo, compras kkk), o por quê de estar fazendo isso, já que existem tantos nesse mundão. Também fico pensando como ficarei vista no meio. Claro que ainda nem me conhecem e pode ser que eu volte com outras ideias e vontades, mas o meu medo é lembrarem de mim em caso de uma entrevista de emprego, por exemplo, e não gostarem por conta do perfil. Esse é o primeiro impasse.
Além disso, meu namorado é muito desconfiado. Tipo, ele redes sociais, se expor nesses meios e acha que se eu ficar publicando tudo antes de dar certo pode acumular muita energia negativa. Ele segue a risca aquela frase ‘quanto menos pessoas souberem, mais feliz você será’ ou ‘não conte seus planos antes que eles deem certo’. Eu acredito nisso de certa forma, mas vai totalmente ao contrário à ideia do que queria para o blog. Ah, só um adendo, nós vamos viajar juntos.
Então queria uma opinião sua sobre isso. Você, que tem uma experiência enorme na blogosfera, o que acha sobre conteúdo? E você acha que realmente é melhor esperar estar com tudo certo, até estar lá, de repente, pra depois fazer o blog?
 
Aguardo ansiosa a sua resposta.
Um beijo! E parabéns pelo seu trabalho!

 

De jeito nenhum! Se você quer ter um blog, tem que se entregar de corpo e alma. Ainda mais que será um blog pessoal, que é o mais legal de todos! As pessoas querem experiências reais, de alguém de carne e osso, que passa por perrengues, que acorda cedo pra conquistar as coisas, que se dá mal mas que também se dá bem! A opinião do seu namorado tá indo totalmente contra a ideia de um blog pessoal, e outra coisa, ao mesmo tempo que pode ter energia ruim, tem MUITA energia boa! Acho que até mais! Você sentir o carinho, a admiração e a torcida de pessoas que nem te conhecem te dão muito mais forças para seguir em frente e fazer tudo dar certo! A gente se esforça muito mais e fica positiva, pois sabe que tem alguém te acompanhando e se inspirando em você. E não queremos desapontar ninguém certo? E mais! Você diz que ter esse perfil pode atrapalhar num futuro emprego e tal… já pensou que pode ser TOTALMENTE o contrario? Que pode ser um baita diferencial, ainda mais se seu blog vingar??? Você está olhando tudo pelo lado ruim da coisa, comece a olhar pelo lado bom!!!

 

 

Chora 03 – Melania

Olá Cony! Pensei mil vezes antes de mandar esse chora, mas como nunca vi nenhum sobre esse tema, e é um problema que eu não sei mais o que fazer, resolvi mandar. Espero os seus conselhos e o das leitoras ajudem!

Sendo bem objetiva, o meu problema é conseguir atingir o orgasmo durante o sexo com um parceiro. Tenho 25 anos, sou saudável e não tenho nenhum tipo de problema que gere desconforto ou dores no sexo. Namorei 5 anos com um cara que eu amei bastante, mas nunca consegui com ele. O sexo era ótimo, a gente tinha muita química, ele se esforçava bastante e se focava em me satisfazer, mas simplesmente eu não conseguia. Eu ficava bem frustrada e ele também, inclusive ele começou a achar que o problema era ele. Só que, depois dele, tive outros rolos, mas, da mesma forma, nunca cheguei lá. Mesmo em transas incríveis, eu não consigo. No começo eu pensava: “ah, ainda falta prática, depois de um tempo eu vou me conhecer melhor e conseguir”. Mas passei anos praticando e continuo na mesma, já estou ficando preocupada rs
 
Sei que tem toda uma razão psicológica por trás, minha família era super conservadora, sempre aprendi que sexo fora do casamento é errado, é pecado, vai pro inferno, essas coisas. Por isso fiz anos de terapia, que, somada à minha entrada na universidade, abriram bastante a minha cabeça e hoje eu tenho uma visão totalmente diferente e tranquila.
 
Mas ainda assim, mesmo depois de todo o trabalho psicológico, eu não consigo ter um orgasmo no sexo. Sozinha para mim não é problema, mas quando estou com outra pessoa simplesmente não consigo, tento fazer as mesmas coisas que faço sozinha mas não funciona. Não sei se preciso treinar mais, aprender técnicas (hehehe), posições, procurar um sexólogo, tentar tantra, pompoarismo, fazer algum curso, não sei. Se vocês tiverem dicas por favor me ajudeeeem!

 

Hum, ia bem falar para você dar uma ajuda pessoal (se masturbar) enquanto transa mas pelo jeito nem assim né? Menina sei lá… você fica tensa? Ansiosa? Agora me diz, como que tem transas incríveis sem orgasmo nega??? Me explica isso kkkk Tô lendo e relendo seu texto para ver se acho alguma coisa que possa estar te bloqueando mas não acho… se a questão psicológica está resolvida, o que mais poderia ser? Acho bom procurar um sexólogo sim!!!

 

  • Choras fechados! Vamos responder alguns e depois abro o mail novamente ok?
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