01
Mar 2018
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Era pra ter saído ontem mas não consegui postar! Hoje tá aqui, firme e forte! Chooooora povo!

Chora 01 – Sandra

Tenho 32 anos e sou virgem, quando adolescente tive um relacionamento onde tivemos relação, mas não sei se por causa da idade do menino (14 anos) meu hímen não rompeu e só fui descobrir que ainda era virgem com 25 anos após ir na ginecologista (como não tinha relação não achava necessários ir na ginecologista). Tive mais 3 namorados além desse da adolescência e por vergonha e medo da dor optei por não ter relação com eles. O ano passado conheci um rapaz mais novo (ele tem 27 anos agora)  e estamos ficando a um tempo, por não saber como falar e em qual momento falar não contei pra ele que era virgem, nos marcamos de sair e depois ir no motel (também nunca tinha ido no motel KKK), as coisas estavam rolando quando ele disse que eu era bem apertadinha kkk, foi quando eu disse pra ele que eu era virgem, na hora ele ficou meio em choque e perguntou se queria fazer aquilo mesmo e pq ele, disse que estava afim por isso queria fazer, mas não rolou, ele até tentou,  mas ficou com medo de me machucar e disse que era a primeira vez dele também (com alguém virgem), achei estranho que mesmo tentando ele por cima ou por baixo parecia que eu não tinha um buraquinho, até brinquei que eu era operada kkkk. Apesar de não ter rolado, achei legal da parte dele a preocupação e o cuidado, ele disse que vai pesquisar a respeito. Gostaria de saber de vocês se a primeira vez é difícil mesmo? Estou ficando com ele mas não é algo do tipo to apaixonada, não queria mesmo que tivesse essa paixão toda, tô numa fase que não quero me apaixonar, não sei se isso tem a ver como o fato de não estar apaixonada, ele comentou que eu teria que estar mais lubrificada.

Miga tem tanto tempo que nem lembro. Mas se tem neuras com certeza isso vai afetar na sua desenvoltura sexual. Tem que relaxar, curtir, ficar a vontade sabe? E não precisa estar apaixonada para transar não, tem que ter tesão, só isso já basta. Boa sorte!

Chora 2 – Regina

Oi Cony! Sou leitora há tempos, adoro os conselhos do Chora, e nunca vi nenhum parecido com esse que vou mandar, queria saber se a galera passa ou passou por isso tb, conselhos, enfim…

Ah, antes de começar, preciso dizer que moro em uma cidade pequena, BEM pequena, o que dificulta bastante achar novos amigos, ainda mais qdo a maioria da minha idade já é casada e algumas já são até avós. (Tenho 33 anos)

Namorei por 5 anos, depois fiquei solteira e aproveitei mto essa fase por uns 3 anos, fiquei com vários carinhas, saí mto com minhas amigas que tb estavam solteiras na época, viajei, enfim.. curti. Mas do ano passado pra cá duas das minhas melhores amigas casaram, mal fazemos encontrinhos de sair pra comer alguma coisa, e outras duas deixaram de sair pq preferem ficar em app de namoro .
Sou daquelas que ama sair, sou parceira tanto pra barzinho de rock, que eu amo, como pra balada eletrônica, que amo tb hehehe, como pra sair pra pagode, ou sertanejo, enfim, vou pela amizade, cia, diversão, curtir, se ficar com alguém ótimo, mas se não tb não é problema. Mas sem amigas fica dificil sair né… gostaria de saber com as leitoras se tb já passaram por isso.
Simplesmente minhas amigas solteiras preferem não sair mais pra curtir, conhecer carinhas ao vivo e tal, pra ficar sábado a noite, e até mesmo dia de semana, em bate papo de tinder, hapn, com carinhas de longe, que talvez nem vão se encontrar.. parece que o olho a olho ficou sem graça, que é melhor gastar tempo ficando online do que gastar dinheiro e tempo pra sair e se divertir “na vida real”, os amigos são deixados de lado pra ficarem somente no celular falando com gente q talvez nunca irão conhecer…
Já tentei conhecer gente por app tb, mas desisti pois caí em cada roubada que pelo amor, e tb cada carinha que vem que é melhor ficar sozinha mesmo, e com minhas amigas não é diferente, mas mesmo assim elas insistem. Sinto que fiquei de lado, não tenho mais cia pra nada pq estão sempre lá madrugada toda nos tais app que tb não gera nada com nada. Já chamei pra sair várias vezes, peguei no pé, mas cada vez dão uma desculpa diferente, e tb chegou uma hora que cansei de tanto fora.

Não sei se consegui passar bem minha dúvida, mas é isso… leitoras amigas, já aconteceu de vcs perderem amizade, ou distanciar bastante a ponto de não saírem mais, não se verem, por conta das amigas agora só estarem interessadas em aplicativos de date e sem vida social?

Ahh, sou bem comunicativa, puxo papo mesmo, na academia, em cursos, tal, mas no caso mesmo é que pra fazer amizades novas tá difícil já que a maioria do povo aqui já é casado e não mto de sair. Estou bem triste mesmo por viver essa situação com amigas/apps

bjão Cony e parabéns pelo blog!!

Troque de amigas! Essas não estão com nada… não entendo ficar dentro de casa usando app e evitando o contato físico. E outra coisa, não é porque as amigas casaram que elas morreram, saia com eles, de casal mesmo, segure vela, numa dessas você conhece gente na mesma situação que você! Não se limite, diga SIM para tudo. Ah e leia este post.

Chora 03 – Rita

Oi Cony, tudo bem? Me chamo XXXX e tenho 17 anos, sei que o “Chora que eu te escuto” é um post fixo do teu blog onde tu ajuda tuas seguidoras, dá conselhos, etc, e eu gostaria muito de ouvir teus conselhos. A situação é a seguinte: Eu estou com 17 anos,como já mencionei ali em cima, e para mim, acredito que seja partes da fase “descubra-se”, e desde 2016 foi o que aconteceu. Primeiro, eu me apaixonei pela minha melhor amiga, não ficamos, não por falta de vontade, mas depois de um tempo percebi que eu amava tanto a nossa amizade e para mim ela era como se fosse irmã, acho que por isso acabamos bloqueando o sentimento,e seguindo com nossa amizade, e foi a melhor coisa que nos aconteceu. Só que em 2017, passei a conversar mais com uma amiga que eu e ela tínhamos em comum, e eu me apaixonei novamente, só que desta vez foi diferente, eu gostava dela de verdade, e acabei, acredito eu, me precipitando e contando imediatamente para os meus pais, meus pais não foram contra, mas também não reagiram muito bem, por conta disso, eu e ela decidimos que seria melhor terminar o nosso namoro e ficar somente na amizade, eu gosto bastante dela ainda, e não sei bem como lidar com isso, sabe? Estamos de bem, assim como estamos, e eu não quero me afastar dela, não quero que nossa amizade termine porque ela me faz bem independente de como ela está em minha vida, sendo namorada ou amiga, sabe? Acha que é necessário me afastar por conta dos meus pais? Acha que eu estou errada em querer manter a amizade com ela mesmo após ela ter sido minha namorada?

Moça seus pais aceitaram, você disse que eles não foram contra, então qual o problema? Obvio que a reação deles não seria a coisa mais natural do mundo do tipo “oh filha, imagina, que bobagem isso. Vem jantar”, mas pelo o que você conta em nenhum momento eles te proibiram de ver sua namorada. E outra, você já contou que gosta de meninas, já contou que tem namorada, não vai fazer NENHUMA DIFERENÇA PARA ELES, saber que você agora é só amiga dela. O recado já foi dado, e com certeza eles vão ficar desconfiados que aí não é só amizade. Agora me conta, o que te aflige? A reação dos seus pais ou manter a amizade com a menina? Pra mim tá tudo certo, é só dar um tempo para as coisas se ajeitarem 🙂

  • Choras abertos! Quer desabafar? Contar seu caso? Pedir ajuda, socorro, conselhos? Mande para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO. Seu anonimato será garantido!
21
Feb 2018
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Temos Choradeira! Vamo que vamo que agora ninguém mais tem que esperar nada pro ano começar de vez.

Chora 01 – Gucci

Ei Constanza , sempre quis escrever para você, realmente adoro o seu blog e considero o Chora como uma terapia em grupo.

La vamos pro meu caso… Namoro ha 8 anos, foi meu primeiro e único namorado, mas nunca deixei de fazer coisas enquanto estava com ele. Fiz intercâmbio ,viagens inclusive sem ele, alguns momentos um pouco de egoísmo meu porque ele não tinha condições mas eu também não podia me privar Ne ?!

Nesses 8 anos tivemos vários desentendimentos , mas o principal dele sempre foi a bebida, ele quando bebe perde o controle e trata bem mal as pessoas que estão ao redor dele, apenas agressão verbal, isso deve acontecer umas 3 vezes ao ano, mas sempre estou apreensiva quando ele esta bebendo porque nunca sei como a noite ira terminar.

No ultimo ano ele passou por uma situação financeira bem complicada , perdeu o emprego, não tinha como pagar o carro , eu ajudava como podia. Ganhei uma promoção no trabalho e viajo muito  o que era mais um motivo para as nossas brigas.

Ele teve problema para conseguir o seguro desemprego , mas sempre cobrei ele muito para não ficar parado procurar outras coisas , que pelo menos estudasse para concurso, atualizasse o linked in ., no final parecia a mae chata que não parava de cobrar e ele de fato não fazia e todo mês eu tinha que dar um dinheiro pra ele, mas pra beber com os amigos sempre tinha, mentia pra mim que não estava bebendo etc.. e quando eu terminei ele pegou o seguro desemprego. Nessas bebedeiras ele ja bateu o carro 2 vezes e eu paguei boa parte dos consertos.

HA 2 meses estava em mais uma viagem a trabalho quando  ele mais uma vez bebeu e me xingou de todos os nomes no telefone, no outro dia pediu desculpas e etc.. mas eu realmente cansei. Voltei uma semana depois desse episódio e já não quis ficar com ele.

Agora estou sentindo muita falta dele, amigos já viram ele com outra e ele ainda pede pra voltar .

Claro que nem tudo era ruim , ele era de fato 8 ou 80 , ou muito carinhoso ou muito grosso, sempre fez minhas vontades, mas me incomoda muito o fato da inércia dele , eu trabalhando e ele acordando meio dia e ainda com ciúmes de quando eu fico fora.

Estou bem mal com a situação porque realmente gosto dele, o conheço e sei que ele e muito mais que isso , paguei psicólogo pra ele foi umas 5 vezes e depois disse q não precisava mais.

Realmente não sei o que fazer se devo priorizar o meu amor próprio , ou ir na dele onde ele afirma que apesar das coisas ruins sempre tiveram coisas boas e que eu deveria dar ainda mais chances. Cansei de tentar dar certo, ele tenta mudar quando brigamos mas logo esquece.Fico me perguntando ate quando isso ira acontecer e se casarmos, 8 anos temos que começar a pensar ne ?!

Desculpe os erros de português, meu teclado e em inglês. Muito obrigada !

Miga, pra ele começar a te agredir fisicamente não custa nada viu? A frase “apesar das coisas ruins tivemos bons momentos” NÃO COLA. Só de ler isso já detectamos abuso psicológico. Não deve existir essa desculpa! Outra frase chocante:  “todo mês eu tinha que dar um dinheiro pra ele”, oi? Era ajuda momentânea ou obrigação? Mas dinheiro para beber ele tem né??? Mais uma “Nessas bebedeiras ele ja bateu o carro 2 vezes e eu paguei boa parte dos consertos.” OIIII? Fia, namora comigo! “paguei psicólogo pra ele, foi umas 5 vezes” Tô chocada. “Agora estou sentindo muita falta dele, amigos já viram ele com outra e ele ainda pede pra voltar .” OBVIO QUE ELE VAI QUERER VOLTAR, afinal, você é o potinho de ouro! Relação abusiva do início ao fim e você ainda pensa em voltar pra esse encosto? O cara não se esforça, dorme até meio dia, bebe SEU dinheiro, você paga as contas dele, me conta uma coisa… você realmente acha que ele te ama? Eu acho que ele só quer o bem bom que você dá pra ele, só quer beneficio proprio e você ainda pergunta se deve priorizar o SEU amor proprio??? Tudo errado e não ache bonitinho você cuidar dele como se fosse a mãe. Relacionamento NÃO É ISSO, saia já desse atraso de vida. Se valoriza mulher!

Chora 02 – Prada

Oi Cony, tudo bem? Nem sei se os choras estão abertos, mas acabei de ver um post seu no Instagran que me fez chorar. Então, resolvi te escrever para desabafar e quem sabe você consegue me dá uma luz.

Vamos lá: Sou publicitária, tenho mais de 10 anos de experiência atuando no departamento de marketing, principalmente com ações de eventos e comunicação. Falo inglês e espanhol e possuo MBA em Marketing. No fim de 2016 eu fui demitida da empresa que eu trabalhei por quase 13 anos. Lá eu ocupava o cargo de coordenadora de comunicação e eventos. Um belo dia, era aniversário do meu marido e por isso a data não sai da minha cabeça, fui trabalhar toda feliz e contente com mil planos para a nossa comemoração que aconteceria logo mais. Repentinamente fui chamada para uma reunião, não agendada, antes das 09:00 da manhã e sem pauta. Quando entrei na sala pensei: “ vou rodar agora” Muito tempo de empresa, salário alto, departamento enxuto, crise econômica no país e redução de gastos da empresa. Não precisava ser um gênio da lâmpada para saber. Pois bem, rodei. Só que até hoje eu não consegui me recolocar no mercado de trabalho. Não sei mais o que fazer. Já contratei uma assessoria, que só levou o meu dinheiro e não ajudou em nada. Já acionei meus contatos. Já revisei meu CV mil vezes. Meu problema não é financeiro, pois Graças a Deus tenho boas reservas, mas estou ficando louca e com depressão pois não consigo um trabalho. Eu realmente amo trabalhar com comunicação e eventos e não me vejo em outra área. Todo mundo que converso me fala, pq vc não vai ter filho? Pq vc não abre um negócio? De fato eu só queria trabalhar duro na minha área. Bem, só foi um desabafo. Nem precisa publicar. Foi a emoção de ver o quote que falava: Trabalhe duro e seja honesto, o resto é consequência…. Bjus

Menina tenta empreender! Você deve ser fera em sua carreira, ama o que faz, vire chefe de você mesma!! Comece pequeno, você deve ter muitos contatos, muitas “contas”, acione todos eles e conte que está novamente na área mas dessa vez em carreira solo. Já pensou nisso? Não tenha medo! Se tem amor pelo que faz, faça, por você mesma, aos poucos e não dependa de ninguém.

 

Chora 03 – Valentina

Oi Cony, relutei um pouco em escrever por aqui mas sei que seu blog e essa tag ajuda muitas pessoas. Principalmente depois do último Sorria publicado, que me ajudou muito, resolvi compartilhar um pouquinho do que estou vivendo. Há 8 meses, conheci uma pessoa, vivemos um relacionamento super intenso, de forma que em poucos meses já estávamos morando juntos e planejando um futuro. Nessa de morar juntos várias brigas apareceram. Nas brigas sempre havia exaltação, começou com gritos, depois aumentou para xingamentos até me agarrar pelo braço a ponto de deixar marcada. Em todas essas vezes ele pedia milhões de desculpas, falava que não se repetiria e continuávamos juntos.

A historia continuou até que no dia do meu aniversário tivemos mais uma briga séria e a agressão tomou um nível físico. Fiquei com galo na testa, olho roxo (Poderia ter sido bem pior, devido ao nível da violência). Tive que trocar a fechadura de casa, andava com medo de tudo, mas consegui dar um ponto final naquele relacionamento puramente abusivo. Agora estou me reerguendo, o apoio dos amigos e da minha família foi fundamental. Estou indo à psicologa, voltei a correr e focar no trabalho. Não vou negar ainda sofro, mas sei que me amo antes de tudo. Não podemos aceitar nada menos que tudo nessa vida, qualquer um que te ofereça menos que isso não é a pessoa certa.

(Vou frisar uma coisa aqui que acho bem importante. Sou advogada então estudei e já vivenciei abusos domésticos e sempre tive o discurso de que jamais aceitaria qualquer relacionamento abusivo, que seria absurdo a pessoa aceitar isso etc etc. Acontece que quando é na sua vida, quando você está emocionalmente envolvido a história é bem diferente. Eu não conseguia ou não queria perceber no que meu relacionamento estava se transformando. Então, minha dica pra quem conhece alguém passando por esse problema é: primeiro de tudo, não julgue, a pessoa já está sofrendo o suficiente, e segundo, tente mostrar a ela que o mundo não acaba ali, que é uma situação horrível mas que passará) Obrigada por tudo Cony!

Super te entendo Valentina. Conheço pessoas que já passaram por situação parecida a sua e eu via tudo tão claro, achava tão absurdo elas permitirem ser tratadas assim, apanhar, ser humilhadas, mas não adianta falar, querer se meter. Quem tá de fora vê, enxerga, tenta ajudar, avisar, mas não dá para entrar na vida da pessoa e puxar ela pela mão, tirar ela de casa. Resta apenas dizer: estou aqui, você não esta sozinha. Quem tá dentro tem que ser MUITO forte para conseguir sair de uma relação dessas, tem que ter a cabeça clara e consciência do que esta passando e muitas, MUITAS mulheres, não conseguem ver a gravidade da situação ou pior, acham que é normal, temporário e vai passar. Não vai passar. Vai piorar. É triste e assustador ao mesmo tempo, saber que neste exato momento tem leitoras lendo isto e pensando “isso acontece comigo e eu não consigo sair dessa”. Só nos resta dizer: FORÇA, não é sua culpa e você não merece isso.

  • Que pesado. Que triste. E que comum… Meninas, Choras abertos. Mandem mail para constanza@futilish.com e no assunto coloquem CHORA QUE EU TE ESCUTO
16
Feb 2018
Chora Que Eu Te Escuto – Versão Aniston
Chora Que Eu Te Escuto

Uma moça chamada Jennifer Aniston, que concordou em ter seu nome publicado, me mandou um chora. Que na verdade não sei se é chora ou sorria. Na verdade, li a historia dela, e optei por relatar em duas partes. Um Chora e um Sorria, vocês escolhem qual comentar.

Chora – Jennifer

Olá Cony, tudo bem? Adoro o Futilish e te sigo desde o Comprey no Ebay. Vou te contar o que acontece comigo e queria sua opinião e das meninas. Me chamo Jennifer, tenho 49 anos mas não aparento a idade. Sou bem conservada! Gosto de me cuidar muito, faço yoga, tenho alimentação saudável, cuido bem da minha pele. Tenho algumas amigas, todas muito divertidas e bem sucedidas. Você já deve ter ouvido falar sobre a Sheryl (Crow), a Courtney (Cox) e a Chelsea né? São mulheres fortes e empoderadas. Eu também sou bem sucedida… tenho uma carreira de sucesso, reconhecida, apesar de as vezes sentir que fiquei presa no tempo por causa de um trabalho que fiz anos atrás e que todo mundo gostava. Mas tudo bem, foi esse trabalho que me impulsionou a ser tão reconhecida. Não posso reclamar. As vezes penso em voltar a fazer o mesmo job, mas não sei se seria legal. As pessoas que trabalhavam comigo também tem essa dúvida. Claro que alguns estão bem melhores que os outros, mas é complicado juntar todo mundo né? Enfim, esse é assunto para outro chora, o de hoje tem a ver com minha atual situação sentimental.

Vou voltar um pouco no tempo. Em 2000 me casei com um cara que eu amava muito. Ele era lindo (ainda é, mas digamos que o tempo passa para todos né? rs), cobiçado, famoso, divertido. Ele estava no auge da fama, beleza, juventude e eu também. Éramos o par perfeito. Todos nos viam como o casal dos sonhos. Jovens, lindos, com dinheiro. Sim, essa era nossa vida. Eu sentia que aquele amor seria eterno, apesar de termos alguns objetivos diferentes mas enfim, com o tempo eu achei que tudo se ajeitaria e o que tínhamos era mais forte que qualquer diferença de opinião.

Um belo dia ele foi convidado para fazer um trabalho. Nisso tínhamos cerca de 4 anos de casamento. O trabalho dele era ok, apenas mais um, mas algo me dizia que eu tinha que abrir os olhos. Tinha uma moça que a principio eu não ligava muito mas começou a me incomodar. Ela é muito bonita e tinha uma fama, digamos, bem liberal quanto aos seus relacionamentos. Tudo bem, eu confiava no meu marido mas algumas coisas não estavam bem claras. Começamos a ter problemas até que um ano depois nos separamos. E adivinha??? Pouco tempo depois ele começou a namorar com a moça do trabalho.

Meu mundo caiu. Fiquei muito triste e tive que lidar com as pessoas tendo pena de mim pois afinal eu aparecia como a mulher traída e que foi trocada por outra, talvez mais bonita, mais sexy, mas isso não me importava. Também começaram a falar muito de mim, que eu era a chata, que eu não queria ter filhos e que ele queria e por isso procurou outra. Enfim, sofri muito e me senti muito mal em ver o meu relacionamento na boca de todo mundo e cheio de especulações.

Tentei namorar outros caras, alguns bem interessantes mas nada ia pra frente até encontrar meu último namorado, uns 6 anos depois da minha separação, e acabei me casando com ele. Um cara bacana, também do meu meio profissional, muito bonito, educado, centrado. Enquanto isso, tive que lidar com o ex, que casou com a colega de trabalho e teve 6 filhos! Sim, 6 filhos! Claro que isso me incomodava um pouco, ainda mais porque as pessoas continuaram associando minha imagem a dele. Meu segundo casamento foi bom, tivemos momentos muito felizes, compramos uma casa linda, decoramos ela toda, éramos felizes nós dois e nosso cachorro, mas infelizmente, esse casamento também não deu certo, viramos amigos e não existia mais a relação homem/mulher. Nos separamos no final do ano passado porém desta vez sem muito alarde nem especulações. Continuamos amigos mas confesso que estou triste. O que será que acontece comigo? Por que não consigo alguém para a “vida toda”? Agora, depois que me separei, muita gente quer que eu volte com meu primeiro marido, acham que somos o casal perfeito, ele até me pediu desculpas pelo que me fez passar mas não consigo pensar nisso ainda.  Soube que ele estava bebendo muito, tem a ex mulher, os 6 filhos e sabe como é né… a confiança acabou. Estou cansada de ser a coitadinha, a que não consegue um amor firme, a problemática, a “tão bonita e rica mas tão azarada no amor”. Não sei como sair dessa situação e nem sei porque minha vida sentimental dá tão errado, me ajuda por favor.

Sorria – Jennifer

Olá Cony, tudo bem? Adoro o Futilish e te sigo desde o Comprey no Ebay. Vou te contar o que acontece comigo e queria sua opinião e das meninas. Me chamo Jennifer, tenho 49 anos mas não aparento a idade. Sou bem conservada! Gosto de me cuidar muito, faço yoga, tenho alimentação saudável, cuido bem da minha pele. Tenho algumas amigas, todas muito divertidas e bem sucedidas. Você já deve ter ouvido falar sobre a Sheryl (Crow), a Courtney (Cox) e a Chelsea né? São mulheres fortes e empoderadas. Eu também sou bem sucedida… tenho uma carreira de sucesso, reconhecida, apesar de as vezes sentir que fiquei presa no tempo por causa de um trabalho que fiz anos atrás e que todo mundo gostava. Mas tudo bem, foi esse trabalho que me impulsionou a ser tão reconhecida. Não posso reclamar. As vezes penso em voltar a fazer o mesmo job, mas não sei se seria legal. As pessoas que trabalhavam comigo também tem essa dúvida. Claro que alguns estão bem melhores que os outros, mas é complicado juntar todo mundo né? Confesso que tenho sérias dúvidas de voltar a esse job. Passado é passado e fiquei tão marcada por isso que prefiro deixar pra trás mesmo.

Bom deixa te contar o que aconteceu. No ano 2000 me casei com um cara que eu amava muito. Ele era lindo (ainda é, mas digamos que o tempo passa para todos né? Inclusive tenho achado ele bem acabadinho ultimamente), cobiçado, famoso, divertido. Ele estava no auge da fama, beleza, juventude e eu também. Éramos o par perfeito. Todos nos viam como o casal dos sonhos. Jovens, lindos, com dinheiro. Sim, essa era nossa vida. Eu sentia que aquele amor seria eterno, apesar de termos alguns objetivos diferentes mas enfim, com o tempo eu achei que tudo se ajeitaria e o que tínhamos era mais forte que qualquer diferença de opinião.

Um belo dia ele foi convidado para fazer um trabalho. Nisso tínhamos cerca de 4 anos de casamento. O trabalho dele era ok, apenas mais um, mas algo me dizia que eu tinha que ficar esperta. Tinha uma mulher, que a principio eu não ligava muito, que começou a me incomodar. Ela é muito bonita e tinha uma fama, digamos, bem liberal quanto aos seus relacionamentos. Fiquei sabendo que ela até teve relações com o irmão dela, nesse nível! Mas vai saber se é verdade né? Tudo bem, eu confiava no meu marido mas algumas coisas não estavam claras. Começamos a ter problemas até que um ano depois nos separamos. E adivinha??? Pouco tempo depois ele começou a namorar a dito cuja!!!

Fiquei com ódio, sabia que ali tinha treta mas deixei a conta com o destino. Eu sabia que aquilo seria um carma para eles e eu não precisaria me preocupar. Fui viver minha vida. Trabalhei mais do que nunca, namorei MUITO! Conheci um monte de caras bacanas, lindos, e aproveitei cada um deles. Como TODO MUNDO fica sabendo o que eu faço (e isso é um saco), a cada término o povo achava que eu estava sofrendo, que eu era uma coitada. Ah deixei eles falarem o tanto que queriam, mal sabem que eu faço degustação e por isso não me prendo a ninguém que eu não ache 100% legal pra mim! Pra que me stressar? Tenho trabalho, condições, amigos maravilhosos, não tenho pressa com nada, apenas quero ser feliz e estar em paz comigo mesma. Até me questionavam pelo fato de eu não ter filhos ainda e achavam que isso era um peso para mim. Não posso engordar um pouco que já começam a falar que tô grávida. Acredita que tive que fazer uma carta falando sobre minha opção pra ver se o povo me deixa em paz? Vou mandar pra você o que escrevi.

Enfim, achei um cara bacana, namoramos um tempo, até casamos, mas a relação foi esfriando e viramos amigos, quase irmãos. Não é isso que quero, não estava feliz e resolvemos nos separar, numa boa. Gosto muito dele e continuamos amigos. Só que lá vem a galera de novo falando que sou azarada, coitada, que não dou certo com ninguém. Gente, dou certo sim! Tive dois casamentos e vários namoros, deu certo enquanto durou ué! E ainda ficam falando que eu deveria voltar pro meu ex, até ele veio falar comigo e pedir desculpas acredita?? Não quero nem saber, o tempo dele já foi, não me interessa mais. Até escuto o que ele fala, mas entra por um ouvido e sai pelo outro. Estou livre novamente, continuo linda, continuo boa no meu trabalho, cheia de amigos e não vou deixar me abalar por um casamento que não deu certo muito menos voltar pro embuste do meu ex.

Ah, deixa te mostrar a carta que escrevi quando me cobravam por não ser mãe.

“Vou começar dizendo que responder a fofocas é uma coisa que nunca fiz. Não gosto de alimentar esse negócio movido a mentiras, mas resolvi tomar parte em uma discussão mais ampla que já começou e precisa continuar. Como não estou nas redes sociais, decidi registrar meus pensamentos aqui por escrito.

Para que fique bem claro: não estou grávida. O que estou é de saco cheio. Estou de saco cheio da fiscalização de corpos e humilhação de pessoas que acontecem diariamente disfarçadas de “jornalismo”, “liberdade de expressão” e “notícias sobre celebridades”.

Todo dia meu marido e eu somos assediados por dezenas de fotógrafos agressivos que ficam postados diante de nossa casa e se prestam às façanhas mais chocantes para obter qualquer tipo de foto, mesmo que isso implique em nos colocar em perigo ou arriscar a segurança dos transeuntes azarados que porventura estejam por perto. Mas, deixando de lado o aspecto da segurança pública, quero falar da questão mais ampla do que esse ritual insano dos tabloides representa para todos nós.

Se para algumas pessoas aí fora eu sou algum tipo de símbolo, está claro que sou um exemplo da lente pela qual nós, como sociedade, enxergamos nossas mães, filhas, irmãs, esposas, amigas e colegas. A objetificação e a atenção minuciosa à qual submetemos as mulheres é absurda e perturbadora. O modo como sou retratada pela mídia é um simples reflexo de como enxergamos e retratamos as mulheres em geral, avaliando-as em comparação com algum padrão deturpado de beleza. Às vezes os padrões culturais só precisam de uma perspectiva diferente para que possamos identificá-los como o que realmente são: uma aceitação coletiva; uma concordância subconsciente. Somos nós que mandamos em nossa concordância. As garotinhas em toda parte absorvem nossa concordância com esses padrões, quer seja passiva ou não. E esse processo começa muito cedo. A mensagem é que as meninas não são bonitinhas a não ser que sejam magérrimas, que elas não são merecedoras de nossa atenção se não tiverem cara de supermodelo ou de uma atriz de capa de revista, e isso é algo que todos nós estamos reforçando conscientemente. Esse condicionamento é uma coisa que as meninas então levam para a idade adulta. Usamos as “notícias” sobre celebridades para perpetuar essa visão desumanizadora das mulheres, uma visão focada unicamente na aparência física, uma coisa que os tabloides convertem em um placar esportivo feito de especulações. Será que ela está grávida? Será que anda comendo demais? Ela ficou desleixada, deixou de se cuidar? Será que o casamento dela anda mal, já que a câmera detectou alguma “imperfeição” física?

Antigamente eu dizia que os tabloides são como gibis, algo que não é para ser levado a sério, tipo uma novela que as pessoas acompanham quando precisam de uma distração. Mas não posso mais pensar assim, porque a realidade é que a perseguição e objetificação que eu venho sofrendo em primeira mão há décadas refletem o cálculo deturpado que fazemos do valor de uma mulher.

Este último mês, em especial, deixou muito claro para mim até que ponto definimos o valor de uma mulher a partir de seu status conjugal e maternal. O dinheiro e os recursos que estão sendo gastos pela imprensa simplesmente para tentar descobrir se estou ou não grávida (pela enésima vez… mas que diferença faz?) mostram como está sendo perpetuada essa ideia de que as mulheres são de alguma maneira incompletas, mal sucedidas ou infelizes se não forem casadas e não tiverem filhos. Durante este último ciclo entediante de notícias sobre minha vida pessoal ocorreram chacinas, incêndios florestais, decisões importantíssimas da Suprema Corte, uma campanha eleitoral presidencial e um sem-número de questões muito mais dignas de virar notícias, coisas com os quais os supostos “jornalistas” poderiam se ocupar.

O que penso sobre esse assunto é o seguinte: somos completas com ou sem parceiro, com ou sem filhos. Quando se trata de nossos corpos, nós, mulheres, podemos decidir por nós mesmas o que é belo ou não. Essa decisão cabe a nós e a mais ninguém. Vamos tomar essa decisão por nós mesmas e pelo bem das mulheres jovens deste mundo que nos têm como exemplos. Vamos tomar essa decisão de modo consciente, longe do barulho dos tabloides. Não precisamos ser casadas para sermos completas. Somos nós que temos que determinar nosso próprio “felizes para sempre”.

Já me cansei de fazer parte desta narrativa. Sim, pode ser que eu vire mãe algum dia, e, já que não estou escondendo nada, se isso acontecer, serei a primeira a contar a vocês todos. Mas não estou me esforçando para virar mãe porque eu me sinta incompleta de alguma maneira, como nossa cultura de notícias sobre celebridades quer fazer todo o mundo pensar. Fico revoltada quando tentam me fazer sentir que estou “valendo menos” porque meu corpo está mudando e/ou porque comi um hambúrguer no almoço e fui fotografada de um ângulo ruim e por isso alguém achou que eu estou grávida ou estou gorda. Sem falar no constrangimento de ser parabenizada por amigos, colegas de trabalho e desconhecidos por minha gravidez fictícia (às vezes dez vezes num único dia).

Com meus anos de experiência, já aprendi que as práticas dos tabloides não vão mudar, por perigosas sejam, pelo menos não no futuro próximo. O que pode, sim, mudar, é nossa consciência das mensagens nocivas ocultas dentro dessas reportagens aparentemente inofensivas que nos são apresentadas como sendo verdades e que moldam nossa visão de quem somos. Somos nós que temos que decidir até que ponto acreditamos no que nos é mostrado. Quem sabe algum dia os tabloides sejam obrigados a enxergar o mundo por uma ótica diferente, mais humanizada, porque os consumidores terão cansado de acreditar nas mentiras.”

  • Gente, não usei drogas e nem bebi. São apenas devaneios de uma mente criativa. E fã da Jen.
  • Chora fictício, elaborado com informações coletadas na midia,  porém a carta aberta foi realmente escrita por Jennifer Aniston. E ela arrasou nas palavras né?
  • AHHHH, CHORAS ABERTOS. Mandem seus casos. Reais por favor. 
Página 4 de 36« Primeira23456Última »