08
May 2015
Chora Que Eu Te Escuto
Chora Que Eu Te Escuto

Hoje acordei conselheira, quem me ajuda?

Caso 1 – Vanessa

¨Oi Cony! Antes de mais nada, o seu blog é sem dúvidas o melhor e mais completo ever. Agora, posso chorar? rs

Namorei por 4 anos com Fábio, tudo sempre foi incrível até que no ano passado passamos por uma crise, sem brigas, mas ficamos distantes. Eu conversei com ele diversas vezes dizendo que me sentia sozinha e carente e ele não levou muito a sério. Infelizmente me envolvi com um rapaz do trabalho, que me prometia mundos e fundos e me ouvia como se fosse a pessoa mais atenciosa do planeta. Doce ilusão. Me arrependo amargamente disso ter acontecido.. Me afastei do rapaz e no carnaval tive uma conversa importante com Fábio onde decidimos que lutaríamos pelo nosso amor, independente do que acontecesse.1 mês depois da nossa conversa ele descobriu tudo o que tinha acontecido.. E ficou arrasado, claro. Com toda a razão. Fiz uma coisa terrível e me arrependo a cada segundo por isso, não fujo da minha culpa e estou arcando com as conseqüências.Mas tá doendo! Depois disso tudo eu percebi o quanto amei o Fábio, o quanto foi importante e o quanto a saudade me dói.Ele pediu que eu me afastasse pois quer seguir sua vida, e eu fiquei desesperada. Fui atrás, chorei, falei, mas nada adiantou. Ele me trata friamente e já está seguindo como disse que faria. A culpa é toda minha e isso piora ainda mais o meu estado emocional. Eu não consigo aceitar o fim. Parece que a dor não vai passar nunca!E pra piorar.. eu perdi todos os amigos que tínhamos em comum, minhas amigas namoram ou são casadas, minha mãe falecida. Eu queria um colo sabe? Eu não sou um monstro… Apesar de todos os julgamentos que fizeram. Eu cometi um erro terrível, mas isso não me torna uma pessoa ruim. E o amor que eu sinto não acabou.

Eu sei que muitas meninas vão julgar e dizer que se eu amasse não teria feito isso, mas o amor é complicado. Só quem está dentro da situação pode dizer e saber o que sente. Eu escrevi porque estou perdida, sozinha e achei que talvez pudesse ser um exemplo do que NÃO fazer. 🙁 Beijo!!¨

Ô minha linda… imagino seu sofrimento. E não, você não é um monstro. Às vezes a gente faz umas burradas na vida, mas senti que você se arrependeu e aprendeu desse erro. É diferente quando uma pessoa sabe que está fazendo algo errado, que está fazendo mal para alguém, mas continua por vaidade e ego. Você estava num momento de fraqueza, carente, e achou alguém que naquele momento te dava o que você estava precisando. Infelizmente não temos como entrar na cabeça das pessoas que amamos e passar um borracha na burrada que fizemos, porque é isso que dá vontade de fazer né? Não dá para ¨zerar¨ a mágoa do outro e continuar a felicidade de onde achamos que nos convém e será bom. Você não pode fazer mais nada. O que tinha que ser feito, você já fez. Já mostrou seu arrependimento, sua dor, seu amor… Deixe-o ir. Dói, mas se for pra ser seu, será. Frase mega clichê mas é isso mesmo. Talvez ele não volte, mas você aprendeu. Seja sempre pura e transparente nos seus sentimentos e não se preocupe com o julgamento alheio. Ninguém sabe o que realmente acontece na sua vida. Se você já foi atrás, chorou e pediu desculpas, agora resta a ele pensar. Não pressione mais, deixe livre, e você… reflita muito e cuidado com suas ações. Tente encontrar ¨paz¨ no seu dia a dia e alivie seu coração. Fica bem tá?

 

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Caso 2 – Giovana

¨Oi, Cony! Minha história é a seguinte. Me chamo Giovana. Eu me casei em Outubro de 2013. Quando meu (na época noivo) atual marido, me pediu em casamento, fiquei nas nuvens – claro. Sendo assim, liguei imediatamente para minha melhor amiga. Aquela amiga de infância, que você conta para todas as horas, mas que já te deu vários motivos que nem é tanto sua amiga assim. Parece que é mais amiga de festa do que amiga de vida.
Logo que chamei essa minha amiga para ser madrinha começaram a aparecer alguns problemas. Ela não demonstrava interesse algum no meu casamento. Eu não fui uma daquelas noivas neuróticas, que só tem um assunto. Mas eu gostaria, SIM, que ela tivesse perguntado algumas vezes como estavam os preparativos para o grande dia. Só que isso NUNCA ocorreu. Fiz dois jantares em minha casa para conversarmos dos preparativos, e ela ficava no “whatsapp” enquanto eu falava sozinha. Me martirizava por dentro, e alugava meu marido para falar o quão triste eu havia ficado com aquela situação.
Eu tinha mais 5 madrinhas, e só essa madrinha morava em minha Cidade. As outras 4 moravam na Cidade dos meus Pais, BH. E eu casei em Poa-RS. Então, eu não tinha como contar com elas. Meu noivo mora em outra Cidade também, e era só eu e minha mãe para organizarmos tudo.  Gostaria muito que essa minha madrinha tivesse tirado um dia de sua agenda para sair comigo e me ajudar nos preparativos, mas isso nunca ocorreu. Três dias antes do casamento ela perguntou se eu precisava de alguma ajuda, sendo que eu já havia resolvido tudo, afinal, foram 10 meses de correria.
Bom, essa minha amiga vive finaceiramente muito bem, é médico, tem sua própria clinica. E como mora com os pais não tem quase nenhuma despesa.
O momento final foi quando eu convidei toda a família dela; Os tios, avós, pais, cerca de 25 pessoas na festa. E simplesmente ninguém me deu nada, quando digo nada é nada mesmo. Ela ensaiou me presentear com um liquidificador. Disse no dia do meu casamento que ia comprar um para mim, pois sabia que eu ainda não tinha, mas simplesmente não disse mais nada depois.
Eu não quero parecer mesquinha. Eu tive uma madrinha que tem dois filhos para criar e no momento encontra-se sem emprego, e é uma das pessoas que mais amo na vida. Então, se ela me desse algo, se fizesse algum esforço, eu ficaria até triste por saber que ela estava gastando em um momento difícil. Mas ela se fez presente mesmo morando em outro país, sempre mostrava interesse.
O problema não é o presente em si, e sim o fato de você saber que a pessoa não faz esforço para te agradar. Continuo sendo amiga dela, mas algo não me deixa mais tão à vontade, sabe?
O que você acha disso, acha que devo ignorar esse fato, deixar para lá, já que isso tudo passou?  Será que é exagero meu ter ficado magoada?
Obrigada por ler meu relato, Cony.¨

Deixa eu ver se entendi direito… você chamou para ser sua madrinha de casamento, uma amiga que você mesmo disse que nem era tão amiga assim e já tinha provado isso antes? Pediu pra apanhar né fia? Outra coisa, porque não conversou com ela sobre essa falta de interesse dela NA ÉPOCA DO CASAMENTO? Deveria ter chegado na lata: ¨amiga¨ noto que você não está muito interessada e eu gostaria da sua ajuda. Você prefere que eu chame outra pessoa em seu lugar? Pronto, isso já seria o suficiente! Se a gente não expor os problemas e por pra fora, as vezes o outro nem entende que ESTÁ TENDO um problema sabe? Outra coisinha… a pessoa não te ajudou nem um pouco e você convidou 25 pessoas da família dela? Ok, você deve ser muito educada e tal, mas pera lá né… acho que para tudo tem limites e se ela já não estava merecendo muita coisa, você ainda a premiou com uma festa quase que exclusiva para a família dela (exagerei, mas o recado é perto disso). Sobre os presentes, não esperava nada diferente, tá bem claro que ela não está nem aí pra você. O que me surpreende é você ter engolido isso tudo a seco, ainda ser amiga da mulé e ficar remoendo isso. Já perdeu o timing de ter feito o ¨barraco¨ necessário. Agora já era, mas eu, no seu lugar, nem consideraria mais essa pessoa como amiga e muito menos a incluiria em qualquer atividade da vida atual. E nem tente endenter o que se passa/passou pela cabeça dela. É fácil falar que é inveja, mas as vezes essa pessoa nem te considera amiga mesmo e você não tem importância nenhuma pra ela (eu fico com essa última opção). Não se contente com migalhas. Amizade a gente escolhe e não implora por ela.

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Caso 03 – Katia

¨Cony, depois de ler o post da Carol, achei que era hora certa de te mandar esse “Sorria”. Minha história começa quando eu tinha 21 anos (hoje tenho 28) e conheci meu ex nos EUA. Era tudo lindo, flores, até eu ter que voltar as pressas para o Brasil por meu avô estar com câncer terminal. Foram 4 meses juntos.

Depois de eu chegar no Brasil, ele enlouqueceu e disse que viria morar comigo em Lima, Peru (ele é peruano). Eu no auge do meu amor topei e arrumei trabalho antes de ir, cheguei la com tudo certinho, casa, emprego, din din.

Lá que as coisas desandaram de vez, ele tinha problema com drogas e normalmente saia sexta para “comprar comida” e voltava somente no domingo, sem dar nenhuma explicação. Quando descobri o problema da droga, eu me ofereci para ajudar, ele disse que ia mudar que iria fazer o que fosse preciso. Depois de 1 ano morando com ele desse jeito, desisti e voltei ao Brasil. Deixei ele com uma simples frase: Quando tu amadurecer, me procura. (idiota eu, depois de tudo ainda apaixonada).

No Brasil, eu já com minha vida de volta aos eixos (depois de muito sofrimento, chorando até dormir por 2 meses), ele coloca fotos que eu tinha feito “especialmente para ele” em perfil fake do Face, Twitter, Gmail, e mandou e-mail para todos meus amigos com as fotos e um texto me chamando de tudo o que era possível.

Eu liguei para todas redes sociais possíveis dizendo que não era nos perfis, consegui tirar 90% da net em 1 dia, o resto ele mesmo tirou 3 dias depois e pediu mil desculpas, dizendo que estava medicado com remédios fortes e não era ele no momento que fez aquilo.

Depois desse episodio ele veio para o Brasil atrás de mim, porém não conseguiu contato comigo. Ele ficou morando na mesma cidade que eu por 4 anos, fiquei sabendo no dia que ele me convidou p sair (depois de 4 anos) e a burra aqui aceitou.

Não gosto de guardar rancor de ninguém, perdoo muito fácil.

Depois de 4 anos sem nos falar, voltamos a sair juntos e dai eu pedi ele em namoro (isso mesmo, euzinha, a das fotos) UGRRRR comiga mesma. Namoramos por 5 meses quando ele começou a desaparecer de novo, dizia que ia em um churras de amigos e só voltava no outro dia, após o trabalho. Até hoje acho que tinham drogas na jogada de novo. Disse para ele que isso eu não iria aguentar de novo, ele prometeu mundos e fundos, mas não passou de mais 1 mês para eu tocar ele fora de casa. Fiquei arrasada, meu mundo desabou, e percebi que precisava de ajuda profissional, pois como poderia ainda gostar tanto de alguém que só me fez mal. Não conseguia me concentrar na faculdade, no trabalho, não tinha vontade de nada mais, pensei que seria mais fácil dormir e não acordar mais.

Fiz 2 meses de terapia (muito pouco) mas me ajudou muitooooo. Não continuei, pois agora meti a cara nos livros e me formo esse ano, estou fazendo todas cadeiras possíveis. E meu presente de formatura em 2016 será um mochilão pela Europa (isso se o euro ajudar né). E para 2017 vou para Austrália fazer um curso. Isso tudo solita, by myself!! 😀 Mal posso esperar para pegar meu diploma e sair por esse mundão a fora. Hoje estou muito bem comigo mesma, sei que tudo tem seu tempo, estou feliz por ter conseguido enxergar tudo o que passei e como ver isso como um aprendizado e não uma punição de alguém.

Meninas, hoje só posso dizer que sou uma versão muito melhor de mim, do que quando ainda “tentava”  dar certo. Hoje dá certo, pois aprendi a me aceitar e ver que tenho defeitos assim como todas as outras pessoas e que tudo nessa vida tem uma razão, nós só não sabemos qual é ainda. PS: Até hoje ainda tenho dívidas dele no meu cartão de crédito.¨

Em que plano espiritual mora uma pessoa que o namorado/marido some na sexta e aparece na segunda, ou ainda, some um dia e aparece no outro E AINDA CONTINUA COM A PESSOA? Por God, na primeira ocorrência disso eu derrubava o prédio na porrada. Sim,não sou muito calma e nem evoluída espiritualmente. Mas olha só, após erro atrás de erro (o lance das fotos foi tenso e você namorar ele novamente depois disso é algo quase inexplicável. Fosse amiga minha eu mandava internar.) graças a Deus você abriu os olhinhos e se livrou dessa. Só me promete que nunca mais vai cair na graça dessa pessoa tá? E aproveite MUITO a Europa e a Austrália. Foco nisso, não desista!

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  • Por hoje é só! Três mocinhas que erraram nas suas escolhas, tanto na amizade quanto no amor. Mas se não fossem os erros, como aprenderíamos?
22
Apr 2015
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

E agora em diferentes versões! Bom para dar uma variada né? Vamos começar com o email da Márcia?

“Olá, Cony! (… tirei algumas partes do email)

Eu casei muito novinha. Porque quis mesmo. Fiquei casada cinco anos. Mas chegou um momento que aquela vida pacata estava me matando! Acordei e pensei “Que raios estou fazendo da minha vida???”- Me separei. rs
Mas, assim como casei novinha demais, me separei novinha demais também. Não tinha condições de me manter sem ajuda e acabei voltando para a casa dos meus pais. Ok, confesso que sou um tanto mimada pela minha família, o que possibilitou que eu voltasse. Acontece que hoje já estou com 33 anos, prestes a completar os 34. Minha condição financeira melhorou, me sinto profissionalmente estabilizada, claro que tenho objetivos a alcançar ainda, mas estou bem mais estabilizada profissionalmente. Aos 33 anos, não me sinto mais nem um pouco à vontade na casa dos meus pais e resolvi morar sozinha. Estou organizando as coisas para ir para meu apartamento no segundo semestre. Pronto! Isso já está mais que resolvido. rs

Acontece que, como mulher, tenho alguns medos.  Busquei em sites e em blogs mulheres que compartilhassem sua experiência em morar sozinhas, pois eu acho que existe uma certa diferença entre um homem morando sozinho e uma mulher. Quando vejo posts sobre o assunto, as preocupações sempre são: Quem vai limpar a casa, quem vai cuidar da roupa, quem vai fazer a comida, quem vai cuidar das despesas. Minha preocupação é outra, até porque fui casada e já fiz tudo isso. rs

Minha preocupação é com relação à segurança. Me preocupa o fato de eu ser uma mulher e estar sozinha em um apartamento, chegando sozinha à noite, essas coisas.

Ninguém nunca fala nesse aspecto. Então, isso tem me deixado insegura. Amedrontada, na verdade. rsGostaria saber de você e de suas leitoras, se vocês têm experiências desse tipo e se podem me ajudar com dicas ou experiências com relação à segurança, pois mulher sempre é mais frágil neste assunto. =/ Um grande abraço”

Muito boa sua dúvida Márcia! Eu vou contar o que eu geralmente faço, já que moro praticamente sozinha, às vezes conto com a visita de algum familiar, mas a maior parte do tempo, sou só eu mesma. Acho que a parte mais perigosa é voltar pra casa a noite. Se estou de carro, olho BEM o movimento, vejo se tem alguém estranho por perto. Se tiver, não paro o carro. Dou voltas no quarteirão até me sentir segura. Tento abrir o portão da garagem assim que avisto ele e não tem ninguém estranho por perto. E assim que o carro passa, fecho o portão. Claro que estou falando de portão automático, acho que nem cogito a possibilidade de descer do carro para abrir a garagem! Se no seu prédio não tiver isso, considere morar em outro lugar. Sério. Já se alguém estiver te levando em casa, peça para esperar até você entrar. Cortinas fechadas, os vizinhos podem ver sua rotina e saber que mora sozinha. Nunca conte que mora 100% sozinha, diga sempre que tem um amigo, irmão, ou qualquer pessoa em casa. Eu não atendo telefone fixo à noite. Pode ser cisma minha, mas se for alguém conhecido ou urgente, vai me ligar no celular. Deixe sempre uma cópia da chave com alguém de confiança: você pode esquecer uma janela aberta, algo no forno, perder a sua chave, passar mal a noite e ter que pedir ajuda, enfim, sempre é bom que alguém confiável tenha acesso à sua casa. Não dê o endereço da sua casa para estranhos. Use uma caixa postal ou dê o endereço de algum parente. Não poste seu dia a dia em redes sociais (nossa, faço tudo o que não deve ser feito rs), não conte que vai viajar, não fale que está fora de casa, se o fizer, deixe claro que tem alguém em casa. Trancas com segurança, olho mágico, alarme, tudo é válido. Se estiver cismada, não abra a porta em horários que considerar tarde ou quando não estiver esperando alguém. Pediu pizza? Pegue na portaria. Não deixe o motoboy subir. E pode parecer loucura, mas eu dormia com um taco de beisebol ao lado da cama rsrs. Quando mudei ele sumiu, mas era uma ótima arma. Ah, e outra loucura minha, fico imaginando rotas de fuga. Tipo, se entrar alguém em minha casa, penso em uma escapatória sem ser a porta principal. Já pulei a varanda na minha imaginação várias vezes kkkk. Eu faço assim, se alguém tiver mais dicas, será ótimo compartilhar!

 

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Agora a Nicole!

Olá Cony, frequento seu blog tem um tempo. Gosto muito do “Chora que eu te escuto”. Sempre pensei em escrever, mas faltava aquele empurrão sabe? Foi aí que eu li um em que você diz que todos os emails recebidos para essa coluna falaram sobre mulheres apaixonadas e na “sofrência”. Senti certa necessidade de te enviar algo. Adoro seus conselhos.

Bom, sou jovem, tenho 20 anos, mas me sinto muito mais adulta do que muitas mulheres que vejo por aí. Nunca tive um relacionamento sério, aqueles de levar em casa, apresentar aos pais e tal. Sempre tive meus “rolos” e nunca vi a necessidade de ter alguém sério.

Moro com meus pais, faço faculdade, trabalho, pago minhas contas. Sou até certo ponto independente. O que acontece é que de uns tempos pra cá, comecei a sentir uma certa pressão por parte da minha família e amigos. Dizem que to ficando velha, que preciso “desencalhar”. Acontece que eu não sinto essa necessidade, quero terminar minha faculdade e meu curso de inglês, viajar, estudar fora e depois me dedicar a encontrar alguém, pois como toda mulher sonho em casar, ter a minha família, meus filhos, porém, no momento me sinto completa e sinto que tenho muita vida pela frente e preciso cuidar de mim em primeiro lugar.

Queria saber de você e suas leitoras se eu estou (como muitas pessoas me falam) perdendo tempo, ou deixando de ser feliz com alguém. Só pra terminar, tenho 1,80, peso 60 kg, sou morena, cabelo liso hahaha adoro cuidar de mim e me sentir bonita. EU ME AMO e pretendo ser uma publicitária de muito sucesso. Adoro o fufu e me inspiro muito, amo uma oncinha e quando encontro uma onça rica enlouqueço! Beijinhos Ni.

Tá querendo confete né? hahaha. SÓ VOCÊ sabe a hora certa para as coisas acontecerem em sua vida. Se você não está a fim de namorar e tem outras prioridades no momento, pronto! Fazer o que os outros esperam de você, gera frustração e infelicidade. Quando alguém te falar algo, conte seus objetivos mesmo, fale que ainda não quer se prender num relacionamento pois tem outros objetivos.

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E para terminar, a Janaína.

O meu “chora” não é bem um “chora” porque não estou jogada na cama de tristeza pelos fatos, mas é uma situação um pouco chata.

Estudei muito para um estágio muito concorrido, fiz uma prova super difícil, e consegui ser aprovada. Fiquei muito feliz e estava super empolgada para começar. Soube por uma colega minha que antes de eu começar algumas pessoas estavam olhando minhas redes sociais e comentando que eu era bonita. Até aí, nada demais, fico muito lisonjeada.

Logo quando entrei fui muito bem recebida, por exceção de uma pessoa….minha sub-chefe. Desde o começo senti uma frieza da parte dela, mas imaginei que poderia ser apenas a personalidade dela, ter um jeito mais fechado, enfim….não imaginei que fosse pessoal. Mas com o passar do tempo comecei a perceber que ela conversava diversas vezes de maneira descontraída com outras pessoas, mas quando eu tecia algum comentário, ou fazia uma gentileza, ela simplesmente me ignorava ou respondia com indiferença.

Comecei a notar alguns olhares tortos para a forma como eu me visto. Não me visto mal, juro! até porque gosto de estar sempre arrumadinha, com uma roupa simples, mas que sempre tenha um detalhe diferente. Um pouquinho de blush, rímel e batom. Mas isso é algo da minha personalidade, eu sempre fui muito vaidosa. Cheguei ao ponto de ficar com vergonha de usar até vestidinhos bem comportados, com medo que gere algum tipo de comentário.

 Quando eu chego eu digo ” Bom dia” ou “Até amanhã” quando estou saindo, e em algumas vezes ela nem responde, em outras responde quase se arrastando, com má vontade. Eu tento entrar em alguma conversa descontraída com ela, mas geralmente quando eu puxo o assunto ela não dá muita trela ou ignora mesmo.

Nunca passei por uma situação dessas Cony, e de verdade, eu não acho  que ela seja má pessoa, mas também não entendo essa antipatia gratuita e acho a situação bem chata, porque fico muito insegura sobre como agir com ela. Fico sem graça até de tirar alguma dúvida profissional, pois não sinto abertura. Tenho medo que ela possa estar passando essa ideia errada sobre mim para outras pessoas, e que a longo prazo isso venha a afetar meu relacionamento com outras pessoas no estágio.

E aí? o que eu faço? Estou muito perdida sobre como agir nessa situação.

Mulher é um bicho complicaaaaado! Mas me conta, alguém mais já reparou esse tratamento diferente que a sua sub chefe tem com você? Será que não é coisa da sua cabeça? Se outras pessoas concordarem com você, há grandes chances de ser inveja (e como odeio chegar a essa conclusão…). Por isso disse que mulher é complicado. Já tive amigas que passaram por essa situação, inclusive mais grave, com difamação e tal. Tente conversar com ela, numa boa, fale que sente um clima estranho entre vocês duas, pergunte se fez algo errado, que gostaria de ser uma boa colega… enfim, bem humildezinha mesmo. Se isso não der abertura, releve. Mas se ela começar a te prejudicar (como aconteceu com uma amiga minha), fale com seu superior!

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  • Fica bacana assim, com assuntos diversos né? Claro que vez ou outra aparecerá algum caso cabeludo sobre relacionamentos por aqui, desde que não seja aquela historinha de sempre… No mais, to curiosa com as dicas de segurança para mulheres que moram sozinhas!
03
Apr 2015
Chora Que Eu Te Escuto O Caramba!
Chora Que Eu Te Escuto

Hoje voltei para a pilha de emails que ainda tenho sem resposta do Chora Que Eu Te Escuto. Li uma história, xinguei a menina mentalmente por ser tão acomodada e aceitar tantas sacanagens do namorado. Passei para o seguinte email, a mesma coisa… mais um cafa sem escrúpulos e a menina ainda falando: não sei o que fazer, amo tanto ele… Quis tentar outro email para ver se achava algo diferente e interessante, mas não, a mesma coisa, mais uma mulher choramingando por quem não vale a pena e sem coragem de tomar atitude.

MAS GENTE! CADÊ AMOR PRÓPRIO???

Todos, praticamente TODOS os emails que recebo no Chora são sobre o mesmo tema: mulherada ¨apaixonada¨ por um cara que não vale a pena. Homens que somem, que traem, que agridem psicologicamente, que pintam e bordam e as bonitas ficam lá: mas o que que eu fiz de errado? Será que a culpa é minha? Não consigo terminar… Sinto muito a falta dele…

Ainda assim tento ver a história pelos dois lados, afinal todo mundo tem sua razão, mas essa fragilidade, falta de coragem, de atitude e principalmente de amor próprio, está me chateando um montão. Não é o fim do mundo ficar sozinha, a gente não precisa de homem para ser feliz ou completa, o mundo faz sentido SIM sem ter namorado ou marido! Parem com isso de achar que o único objetivo da vida é encontrar alguém! É legal tem uma companhia? É sim, é ótimo. Mas ela tem que ser boa, tem que acrescentar, tem que te fazer feliz. Se não está indo por esse caminho, amiga, você está com a pessoa errada. E o mais velho dos ditados faz mais sentido do que nunca: antes só do que mal acompanhada.

E lendo os emails me deparei com um que falou tudo o que eu queria dizer, com todo tipo de conselho que sempre dou e que pareço papagaio de tanto repetir. Leiam e absorvam essas palavras, por favor.

¨Oi Cony! Sou sua fã e acho essa coluna genial. Esperei até o sinal verde pra poder enviar esse texto e fiquei bem feliz com o “Sorria“. Contudo ainda sou obrigada a dizer que está tudo errado! Nossa postura como mulher está errada!

E quem escreve não é uma mera fanfarrona (Cap. Nascimento feelings), mas alguém com conhecimento de causa. Alguém que já quiz morrer por não aguentar carregar tanta tristeza.

Pé na bunda todas nós levaremos, cedo ou tarde. Recomendo o quanto antes, de preferência ainda adolescente. A lição que se aprende é valiosa demais para querer passar incólume. Conselho as sofredoras: se está pesado é porque você não aprendeu a lição. Procure achar por entre a sua dor o caminho para sua reconstrução (soa como horóscopo mas é verdade).

E a lição é tão simples: amor e respeito. Sem esse duo não há relação! O cara sumiu e você está preocupada? Porfa! A menos que ele apresente um atestado de alguma clínica psiquiátrica onde esteve internado até então, é ele o canalha! Parem de assumir culpas (e neuras) que não te pertencem!

Fico com esse trecho de música na cabeça “as inimigas desejo vida longa…”. Que inimigas? Sou lá super herói por acaso??? Mas a mulher que “roubou” meu noivo é o que? Uma desclassificada… mas não a culpada. A culpa é dele que não soube ser homem o suficiente para assumir suas ações, para ter postura (e sem mimimi que ela seduziu e bla, bla, bla whiskas sache).

O meu ex sumiu. Sem qualquer explicação, após me arrastar por dois estados me apresentando à família como “a noiva”, sumiu, escafedeu-se. Eu fiquei lá, com desenhos de vestido e modelos de convite. Casa pronta… Descobri tempos depois que havia voltado pra ex (eu os vi no shopping e se não fosse minha mãe me dar forças acho que me enterraria ali mesmo). Eu o amava? Pensava que sim…

Beirando os 30 achei que era o fundo do poço. Depois disso desisti de qualquer ilusão. De princesa da Disney passei a cachorra. Minha carreira durou um baile. Não é pra mim, não foi minha criação.

Sofri, chorei… Se meu chefe não fosse tão bacana teria sido demitida na época. A única parte boa foi emagrecer! 10kg!!! Mas de forma nada saudável. Me arrastei por meses até que decidi sair dessa. Precisava me encontrar, juntar meus cacos, redescobrir meu valor.

Fui para Machu Picchu, fiz a trilha Inca. Quatro dias de caminhada insana, com uma mochila pesada e acampando sob o céu mais estrelado que já deitei os olhos, coisa que nunca tinha feito na vida! Chegar no topo da montanha sem sentir as pernas, dor ou outra coisa que não puro extase não tem descrição. Depois daquela montanha descobri que sou muito mais forte e melhor do que eu imaginava.

De volta ao mundo dos canalhas ouvi tanto bla, bla, bla de carinha que só queria uma foda e nada mais. E isso me dava (ainda dá) uma repulsa tão grande. Nojo desse tipo de gente (são pessoas ou vermes?). Mas se eles existem é porque nós permitimos!

No Peru encontrei minha alma gemea. Três anos depois, mais de 20 países no passaporte, um bebê a caminho e uma vida surreal eu afirmo com convicção: Somos todas princesas! Independentes, fortes e dignas de um amor honesto e justo.

Não aceite menos. Você não vai acabar sozinha (o mundo é tão grande!). Entenda que você atrai aquilo que almeja. Se mirar baixo só acertará o chão!

Tá na fossa? Faça coisas novas (eu entrei para equitação depois que psicólogo algum deu jeito na minha choradeira), frequente lugares novos, abra seu leque de opções, explore o mundo! Abra mente, olhos e coração. Descubra-se, valorize-se, desencane!

As coisas acontecem por uma razão e tudo traz algo a ser aprendido. Voltei do Peru e fui demitida! Horrível? Parecia que sim, mas foi o que me deu coragem de saltar no escuro rumo ao desconhecido.

Mudei para os EUA para morar com um quase estranho. Eu, que nem dormir fora de casa podia me vi no mundo. E nunca estive tão feliz! Abri minhas asas e conheci tanta gente, mas tanta, que me dá agonia essa falta de perspectiva de algumas meninas (amigas minhas inclusas).

Depois dos EUA mudamos para China e recentemente pro Oriente Médio. Toda minha sede por outras culturas tem sido preenchida da melhor maneira possível: vivendo. E é isso que eu desejo a todas em 2015. Coragem de perseguir seus sonhos (conhecer o mundo sempre foi o meu).

Fica a minha história! Beijo a todas! Carol 

PS: suas simpatias para sacudir a poeira foram exatamente iguais as minhas! Queimar as coisas ruins e escrever num papel a lista de desejos (eu a guardei num livro sagrado). Deu tudo certo! No creo en brujas, pero que las hay, las hay!¨

Estão vendo??? Quando a gente começa a olhar para nós mesmas, aí tudo muda. Quando a gente percebe que já somos completas e que alguém só complementaria, acaba a ansiedade por ter outra pessoa junto. Quando a gente aprende a ser feliz sozinha, para de jogar toda a responsabilidade em um amor! Amei seu email Carol, o único que me deu vontade de publicar!

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  • Continuo aceitando emails para o Chora Que Eu Te Escuto, mas com uma condição: se amem mais, se valorizem e tenham atitude. Com isso, acredito que 80% dos problemas estarão resolvidos. Mas continua aberto o espaço para quem quiser uma luz. Ou um tapa na cara rs.
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