11
Dec 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Hoje temos de tudo, de super heroínas a mocinhas confusas…

Primeiro a Juliana!

¨Olá! Me chamo Juliana e quero muito uma visão de fora de tudo que vou contar pra tentar achar soluções, porque não venho me saindo muito bem nessa tarefa. Tenho 19 anos e nasci numa família complexa… Quando meus pais se conheceram meu pai já tinha três filhos pequenos e cuidava deles sozinho, e ainda durante o namoro minha mãe começou a cuidar deles. Daí nessa confusão eu apareci! Por complicações no casamento, por ter ido morar longe da sua família e pelos encargos de madrasta, minha mãe ficou muito carente. Então mesmo pequena me tornei mãe da minha mãe. Do tipo ajuizada, que dá bronca, que dá colo, ou seja, assumi responsabilidades de adulto ao invés de ser criança. Eu sabia de todos os problemas da minha família, desde conjugais até financeiros, e pior, me culpava por eles.

Fui crescendo sempre tentando não ser mais um problema pros meus pais e me afoguei nos estudos. Com 11 anos decidi fazer faculdade em outra cidade só para tentar fugir dos problemas que eu não conseguia resolver, e que eu nem sabia que não eram meus. Tive sucesso no colégio, sempre tirava ótimas notas, mas ao mesmo tempo eu me fechava. Acabei ficando muito ansiosa, o que começou a atrapalhar nos resultados do colégio, que eu via como única fuga.

Já no 2º ano do ensino médio conheci meu melhor amigo e futuro namorado, super atensioso e carinhoso comigo, que virou minha rota de fuga express. Só do lado dele me permitia ser eu mesma, só no mundo dele existia uma Juliana de verdade, e ao mesmo tempo que me permitia ser feliz em tempos difíceis, eu criava uma dependência mesmo sem querer. Sim, a gente se completava em tudo, viramos inseparáveis, não existindo mais um sem o outro. Mas dá um desconto,  meu primeiro relacionamento sério, claro que eu ia cometer erros…

Lembra da ansiedade que eu falei, pois é, ela me deu uma bela gastrite nervosa depois que não consegui passar de primeira no vestibular. Eu ia parar todo dia na urgência do hospital morrendo de dor. Todo dia tomando fortes analgésicos, até que percebi que estava me viciando e resovi viajar, parar o cursinho e dar um tempo pra mim.

Quando voltei, tudo foi se encaixando, tentei um outro curso na faculdade e então descobri que estava  grávida. Isso, no pré-vestibular! E eu mal tinha perdido a virgindade… Sorte e despreparo de iniciante! Mesmo tendo apenas 17 anos, sempre tive um instinto maternal forte, então não foi muito complicado na minha cabeça,  eu só tinha que ser forte! Só…

Espera que é só o começo!

Fui refazer o Enem com 6 meses de gestação, mas tava lá,  firme e forte pelo sonho de fazer o curso que queria. E então passei em medicina na federal da minha cidade! Na mesma sala do meu namorado! Sim passamos juntos! O que facilitava a vida por um lado mas aumentava a dependência. Mas até aí eu não me importava, tinha certeza que ele era o homem da minha vida. Não por ser um príncipe encantado, mas porque queria construir uma relação, porque aceitei o desafio de reconquistá-lo a cada dia!

Só que situações “extremas” acabam intensificando conflitos. A loja dos meus pais acabou de ir a falência. Meus pais estão se separando. Estou amando meu curso, mas não consigo me dedicar a única coisa que ainda consigo fazer por mim. Não tenho tempo de me dedicar a maternidade; e como eu queria ficar com minha pequena! Não consigo mais cuidar de mim, me sinto fraca, sem tempo nem cabeça pra fazer algo ‘dispensável’.

Aí nessa confusão toda entra meu relacionamento. Sempre me dediquei muito. Ele representa um templo onde eu podia descansar da correria da minha vida. Claro que cometi erros, mas sempre percebia, me desculpava e tentava melhorar. Me sacrificava sem pensar duas vezes! Só que com o aumento de conflitos (convivência + paternidade + faculdade) ele foi se afastando. Sem ele perdi o chão e fiquei muito carente. Além disso a gente não fazia mais sexo. Ele dizia que não gostava (oi?) que preferiria ficar quieto. Mas aí descobri muuita pornografia nas coisas dele, principalmente das atrizes preferidas (oi?) dele.

Claro que imaginei que o problema estava em mim e não no sexo… Estou acima do peso, mas não tinha grandes problemas na minha auto estima até aí. Me achava bonita sem nóias, tenho o corpo grande e proporcional, coxão,  peitão… Mas nada perto das siliconadas que ele colecionava… Ele apagou tudo, mas continuava assistindo on line e me rejeitando, mesmo eu querendo agradá-lo.

E, depois dee terminar várias vezes comigo, agora ele terminou sério.

Mas aí tem outra coisa, eu não consigo estudar na minha casa (é dificil concentrar com uma pequenininha me me chamando o tempo todo, por mais que nossos pais nos ajude), então a casa dele era meu refúgio. Então das vezes que a gente terminou eu continuava estudando na casa dele, porque viro a noite estudando e ele me dava esse suporte. Com meus pais separados não tenho mais casa fixa, e preciso da ajuda dele mais do que nunca. Não tô conseguindo manter o ritmo da faculdade e com todo esse estressse as dores da gastrite estão voltando.

Tenho muito medo de tudo piorar ainda mais, não conseguir lidar nada bem nas últimas separações e o momento em que aconteceu essa última achei covardia… Ou devo achar bom por logo um ponto final nisso tudo?

Não sei como posso equilibrar tantas responsabilidades, cobranças familiares e ainda cuidar de mim… Tenho todo apoio quanto a minha filha, mas quase nenhum sobra pra mim. Não queria que ninguém criasse minha filha , eu quero com todas minhas forças ficar bem para educá-la e poder cuidar de mim também. Mas nem sei por onde recomeçar. Já pedi ajuda pros meus pais, mas por ter sido sempre tão independente eles não sabem lidar comigo direito. Me sinto como uma criança, que está perdida e sozinha. Mas quero me tornar finalmente uma mulher no comando da minha vida. O que faço?¨

Menina só sei de uma coisa… você com 19 anos e essa bagagem toda me fez sentir uma titica… Juro que fiquei cansada com sua história mas esse cansaço é de me imaginar em seu lugar. De onde arruma tanta força? Já te considero uma vencedora afinal amadureceu muito cedo, foi mãe muito nova e ainda faz uma ótima faculdade numa federal. Não tem como querer que tudo se encaixe nesse panorama. Seus pais tem os problemas dele e você os seus. Será que seu marido não ficou de lado nesse turbilhão de problemas? E você? Cadê você nisso tudo? E depois que formar será uma daquelas mulheres tão dedicada à carreira (a impressão que tive de você) que continuará sem tempo pra nada e nem pra ninguém. Pare um pouco, pense na sua vida, respire! Não carregue tantas responsabilidades que não são suas… Complicado viu?

14c045427c4ca667c037d716f057715cAgora vamos com a Isabela.

¨Sabe quando você esta pronta para dar um passo adiante na sua relação, mas a outra pessoa ainda não se sente preparada?

Tenho 28 anos e quando era criança sempre sonhei viver uma linda estória de amor daquelas de filme. O tempo foi passando, a maturidade foi chegando e eu encontrei meu namorado em abril de 2008 que definitivamente não é nenhum príncipe, mas me fez feliz ao longo desses 6 anos que passamos juntos.

Enfim, o problema é que eu não aguento mais morar com meus pais, mas não tenho grana suficiente para bancar um ap sozinha. Aliado a isso tem o meu sonho de casar, ter minha casinha, meu maridinho para mimar, filhos etc. ahhh como eu sonho com isso! Sonho demais!! Já meu namorado quer… trabalhar, construir carreira, se fortalecer na empresa e depois se sobrar tempo pensar em constituir família.

Casamento é uma palavra que ele não quer ouvir nem nos seus piores pesadelos e, sinceramente, já desisti de ter uma festa digna de princesa com ele. Nos últimos meses tenho me dedicado exclusivamente a convence-lo a alugar um apartamento para morarmos juntos pq sei que isso é o máximo que posso ter com ele em um curto/médio prazo, mas já estou exausta. Já perguntei para ele se ele quer isso mesmo e ele diz que tá afim, mas não embarca no projeto sabe? Eu tenho que ficar o tempo inteiro cobrando dele para fazer uma planilha de simulação de gastos, para olhar os imóveis que eu selecionei, tenho que cobrar insistentemente cada passo. Parece que ele só faz alguma coisa pq eu estou pedindo. Se depender da iniciativa dele pode esperar dormindo.

Eu tenho que ficar me rastejando, implorando. Queria estar fazendo isso junto com ele, queria que ele embarcasse na ideia, mas tudo isso só está servindo para eu pensar e repensar o nosso relacionamento.

Nós sempre fomos muito diferentes um do outro, mas sinto que a gente tem andado cada vez mais em compassos diferentes. Eu conheço cada defeito do meu namorado e eu o aceitei com cada um deles, eu me sacrifiquei muito por ele e pelo nosso relacionamento e não me arrependo pq vivemos momentos incríveis, mas gostaria que ele se sacrificasse um pouco por mim também para tentar me fazer feliz e fazer o nosso relacionamento dar certo, mas ele é um pouco egoísta e dentre todos os defeitos dele esse é o que mais me incomoda.

Quando estamos juntos é bom, adoro a companhia dele, mas basta ele me deixar em casa para minha cabeça começar a se questionar se vale a pena, não sei se eu estou disposta a continuar me dando tanto a uma pessoa que não retribui.  Eu ainda amo muito meu namorado, mas sinto que meu sentimento não é mais tão intenso quanto costumava ser. Tenho repensado tanto nossa relação e isso tem me angustiado muito e arrancado várias lagrimas dos meu olhinhos. Tenho medo de terminar com ele e depois me arrepender, tenho medo de ficar sozinha, tenho preguiça de recomeçar…¨

Isabela, desculpa, mas quem está sendo egoísta?? Ele quer focar na carreira dele e você quer casar. Por que ele teria que abrir mão dos desejos dele – tão plausíveis – em prol dos seus? E você ainda se humilha, implora pra formar um lar com ele mesmo sabendo da sua resistência? Será que você não está querendo fugir da casa dos pais e se amparar em outra pessoa? Já pensou em tentar ser sozinha, resolver o que te incomoda e não depender de ninguém??? Ou você corre atrás e dá um jeito de conseguir alugar um apto por conta própria ou ature seus pais por mais um tempo ou termine esse namoro e procure alguém com os mesmos desejos seus. Sonhos são lindos, mas nem sempre acontecem da forma que a gente quer. E sonho é individual, se não for o mesmo do seu parceiro, não o obrigue a nada. E pela sua última frase vejo uma mulher acomodada com a situação e esperando que alguém apareça para te salvar. E uma coisa te garanto, isso não vai acontecer. Então força na peruca, menos sonhos e mais realidade, a gente vai adaptando tudo.

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Para terminar, a Luana!

¨Olá Cony e Fufu People! Meu chororô é um clássico dilema amoroso. Sempre fui bastante calma, nunca tive relacionamentos longos.  Mas estou apaixonada!! O dilema entra ai.. rs . Estou apaixonada não por um, mais por dois ! Vou explicar!

Um deles é meu melhor amigo. Nossa história começou quando eu estava de mudança para fora do pais  e uma amiga querida em comum me passou o email dele para me ajudar nas coisas práticas, já que ela estaria ocupada. Passamos a nos falar com frequência e ele me ajudou em tudo que pode, até que finalmente quando cheguei nos conhecemos pessoalmente. Desde o inicio nos identificamos e ficamos amigos . A convivência foi crescendo e não passávamos um dia sem estar juntos ou ao menos sem se falar, tinhamos praticamente vida de namorados sem ser namorados. Até que um dia ele teve que voltar para o Brasil e eu fiquei. A despedida foi bem deprê rolou toda aquela cena e para minha surpresa um beijo de despedida.Desde então nunca mais tocamos no assunto. Curti uma boa fossa pós partida dele  …  até tentei conhecer outros caras em vão mas  na realidade nunca esqueci o dito cujo . Tem um ano que voltei para o Brasil mas moramos em estados diferentes, por isso fica complicado de ter o contato que gostaríamos . Confesso que já tentei falar com ele sobre nós mas me falta coragem e um medo enorme de levar um grande fora.

Paralelo a isso estava na festa de uma amiga e fui apresentada a um amigo dela . Ela inclusive já tinha falado dele para mim e vice versa mas confesso que nunca dei muita importância. Conversamos na festa depois nos adicionamos nas redes sociais, ele sempre muito simpático e cavalheiro. Até que, recentemente precisei de uma ajuda em um projeto de trabalho e então o nome dele veio em mente (gente juro! just Business). Por conta disso tivemos que nos falar com mais frequência, ele deixou o escritório dele um dia todo para ir até o meu e trabalharmos (achei fofo isso!) rs. No  final deu tudo certo com o projeto e passamos um dia super bacana trabalhando juntos. Quando ele foi embora me deu um vazio,uma sensação estranha de como a gente nunca mais fosse se encontrar, ou que aquele dia tinha sido tão especial que jamais iria se repetir! Nunca tinha encontrado alguém tão parecido comigo e com que rolasse uma química tão bacana!  Desde então não paro de pensar nele! Para completar tem mil meninas (ele só anda no meio de gente linda)  dando em cima e para completar uma ex  rondando. E tem eu! quietinha na minha” só observando” e vendo no que vai dar.  Confesso gente, fico insegura diante disso, achando que “ah, mas ele nunca vai me dar bola….”.  E essa é minha história. Duas pessoas muito queridas, importantes para mim mas tô perdidona! Cony, queria muito saber o que você e as meninas fariam no meu lugar!¨

Sinceramente? Eu daria uma acalmada (ia falar vergonha na cara mas achei que seria forte rs) e pensaria seriamente a respeito dessa “apaixonite¨ dupla. Será que ela existe mesmo? Será que voce realmente está apaixonada pelos dois ou só encantada porque foram gentis com você? Porque paixão, paixão mesmo, do jeito que eu conheço, não dá espaço pra dúvidas e nem dá pra dividir. Acredito que você só está empolgada e pior, se ficar com um vai ficar pensando no que seria com o outro. Organiza sua cabeça aí e veja realmente a intensidade e a realidade dos seus sentimentos.

  • E esses foram os choros de hoje! E NOVIDADE! ESTÁ ABERTA A TEMPORADA PARA NOVOS DESABAFOS! Envie seu problema, sua dúvida, sua questão e até mesmo algo que você superou e quer mostrar como exemplo (farei o Chora versão feliz de vez em quando) para constanza@futilish.com com o assunto COLUNA DO CORAÇÃO. E por favor, sejam resumidas e diretas ok?
04
Dec 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Antes de mais nada, ninguém me mandou esse Chora mas já vou adiantar porque fiquei um pouco surpresa com alguns comentários do post sobre a decisão de não ser mãe.

Seguinte: continuo batendo o pé na opinião que a mulher tem todo e TOTAL direito de decidir sua vida, o que fazer com seu corpo e seguir suas vontades independente de opinião alheia. Isso inclui opinião de amigas, sociedade, família e MARIDO, NOIVO E NAMORADO. Porém, filho se faz entre duas pessoas (ok que atualmente nem precisamos mais de um bigulim para procriar mas o ponto não é esse), e se você está em um relacionamento sério e seu parceiro pensa diferente a você quanto a ter filhos, melhor parar para conversar logo e resolver isso, caso contrário um dos dois sairá fortemente frustrado. É uma decisão muito forte e pra vida e se um tem o sonho de ter (ou não) crianças, deve ser resolvido entre o casal, o quanto antes! É fator determinante para a longevidade da relação. Não vejo um bom futuro para casais que tem opiniões diferente quanto à essa questão. Muita conversa e pensem bem os prós e contras, seja qual for a sua vontade.

Agora sim, voltemos a programação normal. A choradeira começa com a Ângela!

“Namoro há seis anos com um cara fantástico. Sim, ele é lindo, bonzinho, faz de tudo pra me agradar, sem frescuras, religioso como eu, boa família MAS, infelizmente sempre tem um porém…

Recentemente ele mudou de emprego está cuidando dos negócios da família, sendo um deles a venda de gado. Por esta razão, ele viaja com frequencia e por longos período para a fazenda, que fica 1.000 km de distância da cidade onde moramos.

Ele tem fazenda desde criança e lá todo mundo se conhece por ser cidade pequena. E mais, sei que ele já teve rolinhos por lá e lá é assim: só chegar os donos de fazenda que a cidade inteira ta sabendo e a mulherada se derrete toda pelos fazendeiros (aiii que ódioooo)!

O ano passado passei dia dos namorados sozinha, niver dele sozinha e quase que o meu tbm. Aí não teve como, tive que sentar e conversar. Por mim ele não iria mais pra fazenda, afinal de contas ele não vive disso (tem outras ocupações); mas não tem como, ele ama aquele lugar e acha que precisa ajudar, pois é patrimonio da familia, que um dia será dele, bla bla bla. Chegamos no seguinte consenso: 60 (sessenta) dias por ano é o limite pra mim, e ele topou. E sim, ele trabalha de verdade qdo está por lá, acorda 5:00, dá comida pros bichos, mexe com trator, faz cerca, um peãozinho de verdade!

Somos um grude, sou MEGA ciumenta e toda vez que ele está lá eu surto, surto, surto muito e isso está acabando com o nosso relacionamento, que sempre foi lindo!

Tudo eu fico desconfiada, encanada, e acabamos brigando.

São coisas bestas de tudo Cony, até se ele faz a barba eu fico meio assim… Afinaal, não precisa estar bonito pra ver boi!

Enfim, várias neuras… Até mesmo que ele ta sozinho e pode até estar com uma segunda namorada lá! (tá, eu sei que é absurdo, mas não impossível)

Ah, vale eu fazer a colocação de que ele nunca me deu motivo algum pra desconfiar, nem nada.  Nosso relacionamento é lindo… Mas sabe, eu sei de histórias terríveis, eu já fui solteira e o modo que o mundão está, ixiiii, se for parar pra pensar eu perco a paz! Até mesmo na página do Fufu, vc não vê as historias? Caras que estão pra casar e dão maior mancada… Oh my God! Táaaaa bom, eu sei que se for ficar pensando nisso eu não me envolvo mais com ninguém, mas vc entende meu contexto? Lá ele é “rei” e vai sempre e pra sempre!

Acredita que isso me deixa tão doida que eu chego a repensar meu namoro? Pq o fato é que ele não vai deixar de ir nunca e eu sofro com isso! Em contrapartida, ele tem tanta qualidade.

Queria opiniões sobre tudo isso… é normal minhas encanações? Aceito? Caio fora? Pode soltar o verbo! Tô precisando!”

 

Olha só, por tudo o que você falou, tá fazendo a louca mesmo. Se o cara é isso tudo, confia nele! E pelo jeito ele gosta do lance da fazenda MESMO e não acho certo você podar isso… Você não vai pra lá não? Vai de vez em quando acompanhar ele, marcar território, aparecer como a primeira dama da fazenda kkkk. Sério, não deixa esse ciúmes te consumir, se ele é realmente bacana, vale a pena ser mais confiante. Acho que ciúmes de uma amiga grudenta e sem noção, uma piriguete na balada, uma ex namorada que não sai do pé dele é até compreensível e normal, mas ciúmes de algo que ele curte fazer e não te prejudica, é bobagem. E que fazenda longe hein?

 

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Agora as coisas começam a se complicar, segue o caso da Fernanda

 

“Socorro Cony! Problemas na minha vida é o que não falta mas vamos tentar resumir.
Acho que estou passando pela crise dos vinte e poucos. Sou recém formada mas não consegui emprego fixo, tenho 22 anos e moro com meus pais. Fui criada pela minha vó por que eles sempre trabalharam fora (não somos pobres, mas já passamos algumas dificuldades). Quando eu tinha uns 13 anos minha vó morreu, desde então entrei numa depressão que nunca mais saí. As vezes estou melhor, mas já passei dias chorando no quarto sem ver a luz do sol, tomar banho ou comer e ninguém se importa, de verdade. Meus pais me rejeitam completamente (minha mãe principalmente, meu pai é pau-mandado dela, se faz de desentendido), meu caso é bem parecido com o da Janaína que apareceu aqui, com a diferença que eu sou filha única. Já conversei com eles, já fiz terapia com e sem minha mãe, não vejo mais solução. Tudo o que os médicos sabem fazer é me deixar dopada. Há sete anos eu namoro com um cara mais velho e ultimamente não sei mais o que dizer da nossa relação… Pra falar a verdade faz tempo que não transamos nem conversamos mais direito. Isso está me matando.
Resumindo, eu to com a faca e o queijo na mão mas não sei o que fazer! Queria muito sair daqui e morar sozinha mas antes preciso de um emprego fixo, o que está bem complicado na minha área. Às vezes penso em começar a vida fora do país (eu sempre quis morar fora), mas daí penso no meu namorado… Tanto tempo juntos… Eu amo ele mas to começando a duvidar do sentimento dele também. Eles me dizem que não sabem o que fazer para me ajudar, mas eu também não sei, só tenho vontade de chorar e não consigo pensar numa solução. Às vezes acho que to me fazendo de vítima e querendo que tudo se resolva de imediato, mas é assim que me sinto. NÃO AGUENTO MAIS ESTAR INFELIZ E CHORAR, minha auto-estima está um lixo, só queria me sentir amada por alguém. MENINAS ME AJUDEM!” 

 

Eu não sei opinar sobre depressão, pelo simples fato que eu nunca vivi isso. Esses dias uma moça comentou que estava deprimida, eu tentei ajudar da forma que pude e ainda me xingaram falando que não era assim que se fazia. E como não sei, passo a bola para quem sabe do assunto. Desculpe Fernanda, boa sorte.

 

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E a Regina hein?

 

“Bom, desde que vi sua “coluna do coração” pensei, pensei mais um pouco e decidi escrever depois que li o relato da Letícia, que achei um pouco semelhante ao meu. Tenho 30 anos e namoro há quase 8, porém já há algum tempo percebo que se tornou um relacionamento sem futuro. Meu namorado não faz planos para casar, e todas as vezes que tentei conversar sobre o assunto, ele agiu totalmente na defensiva, dizendo que nem sequer pensava nisso, pois não tem condições financeiras para casar.

Ele tem 29 anos,  duas graduações (jornalismo e publicidade), pós-graduação e cursos de fotografia, porém até hoje não conseguiu se firmar em nenhum emprego., trabalha como jornalista, mas tem uma péssima remuneração e não demonstra ambição de ir atrás de outras oportunidades, em outras palavras é bem acomodado, em todos os sentidos.

Meu salário é quase o triplo do dele, ainda moro com meus pais mas tenho independência financeira, portanto é normal que queira ter minha casa, faça planos para o futuro… porém sinto que são planos solitários, nunca sentamos para falar sobre casamento, uma vida a dois, como todo casal normal. Todas as minhas amigas já casaram, minha família faz cobranças, a família dele faz cobranças, eu mesma me cobro muito,  mas sei que se for bater de frente com ele sobre esse assunto iremos terminar, pois ele é absolutamente irredutível sobre isso.

A situação piorou quando a irmã dele anunciou casamento, ela é cinco anos mais nova e namora a menos de um ano, isso mexeu muito com a minha vaidade, pois passei a pensar que eu é que não sou digna de um homem querer casar comigo, que talvez eu não fui mulher o suficiente para que ele sentisse o desejo de ter planos comigo. Fora que agora todos os assuntos da família giram em torno do casamento, e me sinto péssima, pois quando chego perto os pais dele mudam de assunto, tentam esconder de mim qualquer coisa a respeito disso.

Sei que a resposta parece muito óbvia, que a única coisa a ser feita é terminar esse relacionamento sem futuro, porém gosto muito dele,  já passamos por muitas coisas que me convencem de que podemos ser felizes juntos,  porém essa falta de vontade em fazer planos, essa falta de ambição em  conquistar sua independência financeira são extremamente frustrantes para mim, além de saber que na minha idade, na cidade onde moro (interior) será impossível conhecer alguém interessante. Espero que consigam me ajudar, ouvir opiniões de pessoas de fora  irá abrir minha cabeça pra tentar solucionar esse entrave na minha vida. Beijos.”

Caramba, gelei quando você contou que sua cunhada com menos de um ano de namoro já vai casar e você há 8 anos de relacionamento não consegue nem conversar sobre isso com seu namorado. Que situação chata para a família hein? Difícil opinar mas acho que você talvez deva ser mais enérgica e sentar com ele e falar: AQUI MEU FILHO, JÁ TEM 8 ANOS QUE A GENTE TÁ JUNTO, TÁ NA HORA DE PELO MENOS A GENTE PLANEJAR NOSSO FUTURO. OU VOCÊ NÃO PENSAR EM FUTURO COMIGO? Deixe BEM claro que quer casar e passou da hora de falarem sobre isso. Se ele se negar a conversar, dá um susto nele. Pede um tempo e se afaste, diz que quer repensar a relação pois não está indo do jeito que você gostaria. Ou ele se toca e dá espaço para o assunto, ou pula fura e você vai parar de perder tempo com alguém que não tem os mesmos desejos de casal como você. Outra coisa, ele se nega a casar casar, ou morar junto também?

 

  • As inscrições continuam momentaneamente suspensas. Tem muito desabafo ainda pra resolver!
01
Dec 2014
A Geração das Mulheres Que Não Querem Filhos
Cotidiano

Hoje o assunto é polêmico e complexo. Ou não.

2014 e cada vez mais me deparo com mulheres que não pensam em ter filhos. E eu acredito me incluir nessa categoria. Já tinha reparado em alguns comentários nos posts passados a quantidade de leitoras que falaram abertamente sobre essa decisão e, não me julguem, senti um certo alívio. Eu me encontro naquela faixa etária que é praticamente o divisor de águas entre ter ou não filhos e durante muito tempo me senti aterrorizada pela falta de vontade de ser mãe. Desde nova, desde sempre, jamais me imaginei mãe. Não tenho jeito com crianças e tenho uma vida tão corrida e agitada que não consigo imaginar a maternidade fazendo parte de minha vida. Nem o Nero consegui cuidar e como ele ficava muito tempo sozinho e em hotelzinho, os “avós” decidiram cuidar dele. Imagina uma criança? Sequer tenho tempo pra mim! O meu relógio biológico parece simplesmente não existir. E toda vez que me vi perto de ser mãe, me apavorei. Por sorte nunca fui pressionada pela minha família, muito pelo contrário, sempre tive o apoio deles em todas minhas escolhas. E atualmente me encontro em um relacionamento que me dá total liberdade de opção, o que me deixa muito tranquila.

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Anos atrás eu pensava: “e se lá na frente eu me arrepender?” Acho que esse “lá na frente” já chegou umas duas vezes e nada de eu querer filhos. Hoje em dia as mulheres optam cada vez mais por adiar a gravidez ao máximo e tudo isso por vários motivos: independência financeira, querem aproveitar o máximo da vida, querem viajar, não existe mais a “obrigação” de se manter em um casamento e criar família, a vida de solteira se estende por mais tempo, vida agitada e sem horários, maior dedicação profissional, a violência nas cidades, o medo de não conseguir dar do bom e do melhor… enfim, motivos não faltam. Se antigamente os filhos chegavam na casa dos 20 anos, hoje em dia é aos 30 (arrisco falar de 35 anos pra frente) e logo vejo um baby boom de mães de primeira viagem após os 40 anos. Eu tenho VÁRIAS amigas que, na mesma situação que eu, se perguntam: cadê a vontade de ser mãe? “Não dá tempo, não quero, estou bem assim.” Como li por aí, esse desejo tem que vir de dentro para fora e não mais por uma imposição da sociedade. Ainda bem.

Infelizmente essa decisão ainda é questionada por muita gente, afinal  a “mulher nasceu com o dom de procriar e não deveria desperdiçar essa dádiva!” Certo? Acho que não. Cada um sabe o que quer e como guiar sua vida. Cada um saber o que o faz feliz e se filhos não é um desses motivos, ninguém tem nada com isso. Sempre escuto a típica frase: “E quem vai cuidar de você quando ficar velha??” e acho isso tão egoísta como a decisão de querer uma vida sem filhos, obviamente, para quem possa chamar isso de egoísmo.

Mas enfim, a idade está chegando e a decisão ainda não está 100% tomada. E SE eu me arrepender? Nada nunca está perdido. Existe a adoção, o congelamento de óvulos… E novamente a natureza é cruel com a gente. Os homens produzem milhões de espermatozóides novos todos os dias, enquanto que as mulheres já nascem com o número exato de óvulos, que envelhecem junto com a gente. E pior, são mais velhos ainda, pois a idade deles (dos óvulos) começa a contar desde que estávamos dentro das barrigas de nossa mães. Ou seja, os óvulos de quem tem 30 anos, tem 30 anos e 6 meses (outros dizem que são 9 meses a mais). Independente da idade que você mestruou pela primeira vez, seu estoque de possíveis futuros bebês já veio contadinho.

Eu respeito e admiro infinitamente quem quer ser mãe (vejo mulheres tão “maternais” que me sinto uma ET perto delas rs) e compreendo que a maternidade possa transformar a mulher. Mas também entendo perfeitamente que escolhe não ter filhos (ou adiar ao máximo) e admiro a coragem de decidir algo que, até pouco tempo atrás, não era algo a ser sequer decidido, não era uma opção.

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