08
Jul 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Antes de mais nada, MUITO OBRIGADA PELO CARINHO ONTEM! Tenho as leitoras mais especiais e carinhosas do mundo!

Hoje vamos de Chora? E no final… uma surpresinha pra vocês!

Caso 01 – Carrie

Meu grande problema está relacionado à minha profissão! É um pouco difícil de explicar, mas vou tentar… Sou formada em fisioterapia há 8 anos, desde a faculdade tinha certeza que era aquilo que queria pra mim. Com o passar dos anos de curso, estágios e especialização, simplesmente me apaixonei pela área hospitalar e principalmente pela pediatria e neonatologia. 

Parece tudo lindo, e realmente seria se não fosse por alguns poréns. Sei que sempre existem “poréns”, porém os relacionados ao meu trabalho me incomodam, e me incomodam a ponto de às vezes pensar em jogar tudo pro alto! Antes de falar dos contras, vale lembrar que amo o que faço e amo “meus pequenos”!!

Vamos ao pontos: infelizmente ser fisio e trabalhar em hospital significa má remuneração! Fiz uma faculdade de 4 anos integrais, mais uma especalização de 1 ano também integral. Foi um baita investimento dos meus pais. E hoje, se for comparar, o salario médio equivale ao de alguém de curso técnico. Não é desmerecendo nenhuma profissão, longe disso… mas a falta de reconhecimento e remuneração pelo meu trabalho me deixa extremamente chateada!

A falta de crescimento profissional é outro motivo. Eu não tenho para onde ir! Sou fisioterapeuta assistencial de uma UTI, e vou ser isso pro resto da vida! Queria ter plano de carreira (são pouquíssimos hospitais que oferecem isso), me sentir realizada profissionalmente! Até por essa falta de crescimento, sinto-me desmotivada para me especializar mais, voltar a estudar, etc.

Outro ponto é a falta de autonomia! Poxa, estudei pra caramba, pra muitas vezes não poder opinar  ou ter a conduta que quero, porque os médicos não deixam!! Principalmente na área em que atuo, tenho pouquíssima liberdade para algumas coisas, por falta de confiança da equipe médica no nosso trabalho (ou até mesmo por excesso de confiança deles no próprio trabalho!).

Pra vc ter uma ideia, o ponto que menos me incomoda é a rotina! Trabalho de segunda a segunda, em horários loucos! Fico às vezes mais de 24hs acordada, já estou acostumada a dormir 2 ou 3 horas (às vezes durante o dia, para trabalhar a noite). Mas sei que não vou poder levar essa vida para sempre. Hoje estou com 30 anos, mas até quando vou aguentar esse ritmo? E se emendo mais de 24hs de trabalho, é exatamente pelo primeiro problema que expus – a remuneração baixa! Quanto mais plantões eu faço, quanto mais hospitais eu trabalho, mais eu ganho! Mas até onde isso compensa?

E aí chegamos no ponto mais difícil que é o que fazer! Algumas vezes realmente pensei em simplesmente largar tudo! Trocar de profissão, mudar o rumo totalmente! Mas quando pendo nisso, não sei o que fazer! Não me vejo fora da área da saúde! E adoro a área hospitalar! 

Em alguns momentos, juro que pensei em voltar pra faculdade e fazer medicina (pelo menos resolveria o problema da remuneração e da autonomia de trabalho). Porém penso que pra fazer medicina, além de todo o trabalho de conseguir passar no vestibular (saí do ensino médio à 13 anos!), é uma faculdade extremamente cara e demorada! Já tenho 30 anos, se eu for pensar nos 6 anos de faculdade mais os 3 anos de especialização (em pediatria), vou me formar com praticamente 40. Fora que ainda não tenho filhos, se for trancar a universidade para ter, vai demorar ainda mais.

Enfim, to nesse impasse já há algum tempo e não sei o que fazer! Espero realmente que vc Cony, e as leitoras do Fufu possam me ajudar!!

Carrie, você está TOTALMENTE insatisfeita. Eu acho que você deveria peitar o curso de Medicina sim. Uma vez li que a gente não pode deixar de realizar os sonhos porque não tem tempo ou está tarde demais. O tempo vai passar de qualquer maneira. Se for pra começar, comece já. Agora me esclarece uma coisa… você TEM QUE trabalhar em hospital? Pergunto isso pois tenho algumas amigas fisioterapeutas que foram para outros lados da Fisioterapia e estão super bem! Já pensou em se especializar em outra coisa?

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Caso 02 – Samantha

Tô mandando para você porque sou bem reservada em relação a esse assunto, não converso sobre isso com ninguém. Tenho 25 anos e namoro há 6. Nosso relacionamento era bem fogoso. Não tinha hora e nem lugar para transarmos. Depois de uns 3 anos eu comecei a murchar, por um tempo eu coloquei a culpa nos anos e anos de uso de anticoncepcional. Mas também não fiz nada para mudar isso. Em janeiro de 2015 eu descobri que meu namorado tinha chamado uma mãe de aluno dele para sair.
Meu mundo caiu, ele nunca havia me dado motivos para nada. Sempre fui confiante e por isso não ficava (e continuo sem ficar) procurando por esse tipo de coisa.
Eu o confrontei, ele não negou mas disse que ficou só naquilo mesmo. Fui bem tranquila com ele, não dei escândalo e nem nada pois eu só pensava que ele queria conhecer outras pessoas pois, olhe a bomba, ele era virgem quando me conheceu. Ele é 4 anos mais velho que eu e, se ele foi sempre sincero comigo, eu fui a única mulher na vida dele.
Acabou que ele chorou, esperneou, pediu outra chance e eu dei. E nosso namoro nunca mais foi o mesmo no sentido sexo. Nossa parceria na vida é nota mil, mas o sexo é nota zero. Eu não tenho vontade nenhuma de transar e só o faço porque me sinto culpada de deixá-lo “na mão”. Em contrapartida, algumas vezes transei pensando em outros pra ver se eu conseguia. E me sinto ainda mais culpada. Eu sou muito certinha, nunca o traí e nem pretendo, mesmo tendo muita tentação por aí. Com isso, eu cheguei à conclusão que talvez o problema não seja só o anticoncepcional. Acho que sexo tem muito de admiração e confiança no parceiro, coisa que acho que não tenho mais nele. Eu mudei muitas coisas na minha vida desde a descoberta da traição. Sempre fui vaidosa, emagreci 12 kg, sempre fui bonita e as pessoas dizem que estou ainda mais. Ele retrocedeu. Nunca foi galã, mas parece que tá vendo o tempo passar e tá se “enfeiando” mais. Ele trabalha com esporte mas é completamente sedentário. Não faz nada para melhorar, nem na aparência e nem na vida profissional. Converso muito com ele sobre isso e ele simplesmente ignora. Enfim, esse assunto me tira o sono e eu preciso de uma luz pois não converso isso com ninguém.

Samantha, com certeza sua admiração foi água abaixo quando você se decepcionou com ele e isso afetou a vida sexual de vocês. Também não acho que seja o caso do anticoncepcional… E o fato de você estar se cuidando mais, estar mais bonita, achando ele feio e pouca coisa talvez seja seu subconsciente te avisando que você deseja coisa melhor e está se preparando para isso. Ninguém merece estar infeliz em uma relação, e o sexo tem que ser bom sim. Tem gente que diz que não é importante (o sexo) mas eu acho que é e MUITO. Como viver com alguém que você não tem desejo? Pense bem nisso, talvez seja o momento de pedir um tempo para refletir sozinha, sentir falta dele, e desencanar de vez desse namoro ou então reascender a paixão. Mas ó… cuidado… se você descobriu essa semi traição, podem existir outras… 

 

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Caso 03 – Miranda

Bem me apresento as leitoras amigas desse grupo, me chamo Miranda, tenho 30 anos, estudo faço MBA, trabalho há 6 anos em uma empresa de comunicação, sou independente, faço academia, amo viajar mas o que me incomoda então?  Fato é que já estou solteira há bastante tempo, bastante mesmo… Uns 7 anos já, e isso me incomoda demais, canceriana como vcs sabem, nasceram pra amar, e se sentir amadas. Eu comecei a namorar muito cedo, aos 15 anos e tive 2 relacionamentos meio frustrados um de 8 anos e outro de 2 anos.

Com essa carência que nesses anos fui desenvolvendo, não era nada difícil encontrar alguém e logo me apaixonar e é claro sofre muitooo depois isso aconteceu várias vezes… Pois sempre tive no fundo o real desejo de ter alguém.

Esse ano em uma noite em casa resolvi baixar o Tinder, já fiz isso algumas vezes conheci algumas pessoas legais, mais também escuto muito preconceito com relação ao aplicativo, que é apenas pra sexo fácil enfim as vezes fico com receio, acabo entrado fico um dia e saio fora, mas nessa noite encontrei alguém legal, conversamos muito durante umas 3 horas, e riamos tanto que parecia um show de comédia.

Ele tem 33 anos, um cara maduro, muito bonito mora aqui na minha cidade mesmo, bem sucedido, tb adora viajar, mas logo no primeiro dia me contou que ia viajar pro Japão pela empresa por 6 meses (vai em setembro volta em março), nem estava muito levando a sério nossa conversa sabe, mas por acaso do destino, encontrei ele na mesma balada naquele final de semana, a gente se conheceu pessoalmente e acabamos ficando.

Foi muito legal gostei muito dele, mas depois de tanto tempo sem me envolver com ninguém, nem sei mais como é. Esse negocio de joguinhos e não ligar não mandar mensagem aff não sei fazer isso mais…. Pra mim ou a pessoa quer ou não quer.

Conversamos algumas vezes e fui muito sincera com ele, queria até me afastar pois já estou envolvida e não sei se ele também está na mesma sintonia que eu de querer algo mais serio sabe? Ele me disse que gosta muito da minha companhia que me respeita muito e que também tem medo de sofrer por causa da viagem, e com isso ele fala sempre comigo quase todos os dias, mas nem sempre me chama pra sair, ele também não quer se apegar, está naquela de  não sabe se fica na vida ou se entrega sabe?

Detalhe: O Tinder dele ainda está ativo… é claro que não tenho nada com ele e não vou cobrar isso, mas também fico com a insegurança de ter outras pessoas também sabe?

É tudo muito recente faz um mês, mas to num medo danado de me machucar… Mas ao mesmo tempo já não sei se consigo me afastar…. Me da uma luz? Quem está de fora tem outra percepção da coisa, enquanto aqui dentro está tudo confuso.

Vamos ao sincericídio… Claro que ele tem outras pessoas do Tinder. Óbvio, e olha que sou completamente a favor desse aplicativo. Acho ótimo para conhecer pessoas, mas você tem que ter a consciência que ele deve conhecer MUITAS pessoas no mesmo esquema. Se ele realmente estivesse afim, essa viagem pro Japao seria apenas um intervalo. Ele te assumiria como namorada desde já e pronto. MAS sejamos realistas, se fosse o contrário, se fosse você a ficar fora por 6 meses, conhecesse um cara bacana meses antes, iria engatar um namoro pra depois viajar? Eu não. Iria ficar ficando, e na volta quem sabe, se ainda rolasse algo, aí sim procuraria algo mais sério. Se você realmente acha ele bacana e gostaria que esse relacionamento vingasse, seja bacana com ele, use todas suas armas de sedução, faça de você uma cia inesquecível, seja marcante, a ponto que quando ele viajar, ele se lembre de você e dos bons momentos que passaram juntos com saudade. Faça a diferença e deixe acontecer!

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Caso 04 – Charlotte

Oi Cony, tudo bem? Primeiramente gostaria de dizer obrigada por ter este blog, vc já me ajudou em muitas coisas sem saber, e agora venho “pessoalmente” te pedir ajuda numa coisa que considero realmente complicada. Sou a leitora que comentou que estava terminando de ler seu blog inteiro rs. Só pra contextualizar, tenho 22 anos, trabalho, estudo engenharia e há 2 namoro uma pessoa excepcional, que é da minha sala (isso não é um problema… Temos muita liberdade pra ter cada um seu momento). Não é um santo, tem seus defeitos como qqr um, mas não é qse nada perto do bem que me traz. Sei que algumas dirão que sou muito nova pra saber se alguém é o amor da minha vida, mas eu tenho essa certeza. Nós nos damos muito bem nos (infelizmente, poucos) momentos de paz… Me sinto feliz, amada, grata… Tenho comigo o melhor homem que já tive o prazer de conhecer, meu problema não é o namoro, mas o afeta diretamente, e é o seguinte: eu tenho total descontrole sobre meu ímpeto de brigar. Sim, eu acho que gosto de brigar. Eu já fui bem pior, de procurar motivos e picuinhas, mas mesmo hoje percebo que algo dentro de mim parece “precisar” de uma discussão, um drama. Isso é algo terrível de admitir. Faço tratamento com psicólogo há um tempo, mas mesmo assim sinto o peso da derrota sobre mim, a derrota de lutar contra um “vício” que não consigo domar. Quando entro em uma discussão com ele, não consigo ter a capacidade de pensar e agir assim: “bom, ele não quer falar agora, ele precisa desse espaço, e eu preciso ficar quieta pra deixar isso passar pq amanhã é outro dia”. Não. Fico pedindo a ele que converse comigo, fico tentando me explicar, choro, não quero deixá-lo ir embora… Cony, é uma cena deprimente, e algo que abala nossa convivência por dias. Cansa muito cair e ter que se reerguer tantas vezes .. Sabe, às vezes me sinto “possuída” por algum espírito de porco que só aquieta quando consegue uma discussão, quando consegue um rompante. É muito vergonhoso pra mim falar disso, pois a cada situação que isso acontece me sinto mais fraca, desmerecedora, descontrolada e derrotada por esse sentimento, pois isso não acontece fora da esfera de relacionamento amoroso (não é só com meu atual… Sempre fui assim). Estou mandando esse e-mail pq quero saber se sou a única (diferentona rsrs) que tem esse impulso, essa sede pelas discussões… Se sou a única que não consegue ser fria o suficiente pra deixar cada um no seu espaço, até a poeira baixar… A única que bate a cabeça mil e uma vezes e ainda assim não aprende. E, se for possível, encontrar uma solução pra essa doença que eu sei que vai me tirar essa pessoa, que não merece viver assim.
O que me dói mais é saber que a culpa é minha dessas coisas, Cony, realmente é um problema meu. Não digo isso assim “ai meu Deus sou uma merda de pessoa é tudo minha culpa”. Não, sei que sou uma boa namorada, mas apenas sei que é algo que não consigo resolver sozinha e isso me mata diariamente, pois está DENTRO de mim. É como alguém que fuma, mas o “meu cigarro” está permanentemente grudado na minha boca, e não sei como tirá-lo de lá. Como acabar com algo nosso, mas que nos destrói por dentro? Como obter auto-controle e parar de permitir que nosso maldito emocional tome conta das nossas atitudes justamente quando precisam ficar bem longe?

Charlotte querida, que maravilhoso que você tem essa consciência e sabe do seu problema. Sim, é um problema e muito grave pois ele pode afastar o amor da sua vida e todos os outros que possam vir. E o pior, quem mais vai sofrer com isso é VOCÊ! Muita terapia, mas muita mesmo e sempre pense que um relacionamento tem que ser bom, tem que trazer paz, tranquilidade, ser sereno. Quando esses pensamentos ruins aparecerem na sua cabeça e te façam querer brigar, conte até 1000 se for necessário e pense assim: HOJE NÃO VOU BRIGAR. SÓ HOJE, AMANHÃ EU BRIGO. No outro dia, repita a mesma coisa e faça disso um exercício diário. Outra coisa que acho que pode te ajudar é fazer meditação… yoga, coisas que te façam relaxar e esvaziar essa vontade de brigar que você tem. Quer brigar? Vai fazer boxe, muay thai, descarregue sua raiva em algo que não afete quem tem ama! Ele e ninguém merece viver uma vida turbulenta e cheia de altos e baixos. Já procurou um psiquiatra? Talvez seja até caso de algum tipo de medicação mais forte viu? 

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  • Notícia boa! ESTOU ACEITANDO CHORAS! Podem mandar suas angústias para constanza@futilish.com, no assunto colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO, textos não muito longos, assuntos diferentes e novos (leiam os antigos para não pedir conselhos para casos já comentados aqui) e aguardem publicação! Vale tudo: amor, família, trabalho… qualquer coisa que te aflija!
29
Jun 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Quais serão os dramas de hoje??

Caso 01 – Brenda

Tenho 20 anos, técnica em edificações, trabalho em uma empresa de renome a nível nacional, conquistei muitas coisas desde cedo, como o meu carro próprio, o que é muito para uma menina com uma família tão simples. Tenho minha independência financeira. Mas vim aqui pra falar sobre meu relacionamento passado. Eu e meu ex nos conhecemos desde crianças, crescemos juntos. Na adolescência nos aproximamos e nos tornamos amigos, inclusive até hoje fazemos parte do mesmo círculo de amizade. Depois de alguns anos de muita proximidade, ele começou a gostar de mim e eu só soube um ano depois, pois ele não queria atrapalhar nossa amizade. Mas só fomos namorar após 3 anos dele ter me contado, ou seja, ele esperou 4 anos por mim e nesse tempo todo não ficou com ninguém.

Sempre carinhoso, atencioso, presente, cuidadoso ao extremo e acima de tudo meu melhor amigo – sabia de exatamente tudo da minha vida e eu da sua-. Sobre o nosso namoro à única coisa que tenho a reclamar é que por ele trabalhar muito às vezes acabava não me dando a atenção necessária, mas ele conseguia suprir isso logo depois. Era um namorado incrível, fazia de tudo por mim.

Porém em uma discussão nossa, entrei no seu facebook. Tinha a senha dele, porém confiávamos muito um no outro então nunca tive a vontade desesperada de vasculhar suas conversas. Mas nesse dia não. Até que em uma das conversas, vi uma em que ele conversava com uma antiga conhecida que não via há anos, em que pedia uma chance, queria ficar com ela. Essa menina negou desde o principio, pois ele tinha namorada -EU – tanto que a conversa não se prolongou. Nesse mesmo dia nós estávamos fazendo 6 meses de namoro, saímos pra comemorar e tudo, fora um texto enorme que ele tinha me mandado sobre os seis meses. Mas eles não chegaram a ficar. Fiquei com ódio, louca com ele. Fiquei sabendo dessa conversa dois meses depois, ou seja, com quase 8 meses de namoro. E meninas como vemos até aqui nos choras mesmo, que algumas aguentam mil e umas traições, eu não suportei saber nem que ele já tinha pensado nessa possibilidade.

Terminei com ele nesse mesmo dia, pelo telefone. Ele ficou louco, não acreditava, implorava que não terminasse. Eu pude ver que ele já tinha se arrependido, porém não tinha me contado, pois nos dias que sucederam após a conversa nosso namoro que era ótimo melhorou 100%. Fora que ele tinha esperado 4 anos pra ficarmos juntos né. Mas não voltei e nem tive recaídas.

Já fazem 8 meses que terminamos e ele já fez o suficiente para provar que realmente se arrependeu e que me ama. E eu não tenho dúvidas que o amo também. Se eu deixar, todos os dias ele pede pra voltar. Manda mensagem, conversamos numa boa e como eu disse ainda fazemos parte do mesmo grupo de amigos, ou seja, estamos sempre nos vendo. Já mandou carta, já mandou rosas, e até uma aliança, liga pro meu trabalho, fica atrás de mim, fora todas as outras coisas que fez e ainda faz pra me provar que realmente me ama, todos os dias… Mas confiança ainda é algo muito difícil de ter. O amo muito, mas às vezes penso, que mesmo que ele não tenha ficado com a menina, será que isso não pode acontecer um dia? Isso martela demais em minha cabeça mas a saudade e a falta que um faz ao outro está enoooorme.

Tem outro porém… Como disse no começo tenho minha independência financeira, sempre lutei muito pelas minhas coisas e pela minha família, não é ganância, mas a vontade de vencer na vida. Estou cursando um curso que sei que futuramente me trará ainda mais estabilidade financeira. A questão é que ele não pensa assim. Por enquanto só trabalha, seis dias por semana, quer seguir uma carreira que eu sei que trará muito aperto futuramente. Mas nem a faculdade começou a cursar, sempre adiou. E isso sempre me deixava com um pé atrás, pois sempre quis alguém que caminhasse ao meu lado e não atrás de mim. Quando namorávamos sempre conversamos sobre isso, mas ele sempre pensou assim e eu não quero assumir um relacionamento em que ele dependa de mim futuramente, pois hoje no meu trabalho atual ganho mais do que ele ganha, e percebia que isso o frustrava às vezes. Meninas me deem um help, o amo muito, mas tem a desconfiança, quero voltar mas tem um futuro incerto financeiramente. O que fazer?

Já ouviu falar que quem procura, ACHA? Pois é, se eu procurar vou achar, se a leitora que está lendo agora procurar, vai achar, se a tiazinha da esquina procurar, também vai achar. Então o melhor é, NÃO PROCURAR. A gente faz muitas coisas por bobagem, às vezes estava num dia brigado, estava numa crise, por qualquer motivo ele pode ter procurado essa pessoa. Como também pode ser por pura safadeza ou por infantilidade, já que imagino que ele deve ter a mesma idade que você e convenhamos, homens são muito mais imaturos que as mulheres. Enfim, ele pisou na bola e você terminou. Se fosse SÓ por isso, eu te aconselharia a voltar, já que o menino tá mega arrependido e te provou isso durante esse tempo todo MAS vejo que você tem um outro motivo, esse sim bem mais concreto e sensato, que é essa incompatibilidade de futuros. Isso sim é bem mais sério e pode te trazer fortes frustrações. Acho melhor você tratar esse ponto com ele, e não o do quase-chifre. Talvez você não voltou pra ele até hoje mais por esse problema do que o fato que originou a separação. Aproveite que estão terminados e pense no relacionamento como um todo e racionalmente!

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Caso 02 – Kelly

Eu tenho 24 anos, sou solteira e me sinto extremamente sozinha, mas não do tipo sozinha que quer estar em um relacionamento ou algo assim, sozinha do tipo “sem amigos”. Na infância/adolescência fui muito retraída e tímida, então fazer amigos era sempre um desafio para mim. Mesmo assim, consegui encontrar algumas pessoas com afinidades em comum comigo, porém acabei me afastando dessas pessoas porque mudei para o interior de SP e perdi o contato com todas elas. Ao voltar a morar na capital, tentei retomar o contato com esses poucos amigos, porém tive a impressão de que as afinidades que tínhamos já não existiam mais. Eu mudei muito e meus amigos também enquanto estivemos longe e simplesmente não consigo me identificar com eles. Fiz alguns poucos amigos enquanto estive no interior também, mas eles continuam lá então não costumo vê-los com frequência. Enfim, me sinto “desenturmada” e isso faz com que eu me sinta muito sozinha. Por mais que saia sozinha sempre que tenho vontade de fazer algo, as vezes companhia faz falta. A questão é que me sinto perdida: como começar uma rede de amigos? O que fazer para que as amizades durem? Por favor me ajuda!

Você tem que parar para ver o porque não está fazendo amizades! Faça uma auto-análise, pois para mim está claro que o problema está em algum tipo de atitude sua. Não existe fórmula para ter amigos, a gente anda com quem se identifica e como toda relação, existe uma troca. Amigos são irmãos que a gente escolhe. A gente briga, faz as pazes, liga de madrugada, chama pra festa, chama pra ir na padaria, vai na casa do outro pra fazer nada, conversa bobagens, conta segredos, fica feliz com as conquistas deles, fica triste junto nos momentos de tristeza, ajuda na hora que precisa, na hora que não precisa também, leva lanche pra dois quando vai encontrar, manda mensagem só pra dizer oi, não precisa fazer cerimônia para contar algo, fala a verdade sempre, seja boa ou ruim… enfim… Amizade é algo gostoso, natural e simplesmente acontece. Se as suas não estão durando, é porque algo está errado. Você diz que fez amigos no interior mas eles continuam lá. Ok, existe telefone sabia? Você tinha amigos em SP e se afastou porque mudou de cidade. Quantas vezes foi visitar eles, quantas vezes chamou eles para te visitarem? Ligava com certa freqüência??? Pare, analise, e descubra o que pode ser! Amizade não se descarta por causa da distância, eu tenho verdadeiros AMIGOS IRMÃOS espalhados no mundo todo, e mesmo sem ver eles por anos, sempre mantenho contato… Pense…

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Caso 03 – Andrea

Namorei sério dos meus 21 aos 29 anos, foi um relacionamento de descoberta para os dois, primeiras vezes em quase tudo, novidades,  inexperiências, alegrias e tristezas.

No início, estava apaixonada e confesso que não via nada que me incomodasse nele, mas com o tempo conheci o boy profundamente  e vi que, como eu, ele era uma pessoa inexperiente, mas não tinha bom senso nas coisas mais bobas.

Eu terminei com ele diversas vezes, mas ele sempre pedia para voltar e os motivos pelos quais terminava (que eram sempre por atitudes que eu não aprovava nele), acaba voltando atrás e sempre chegávamos a um acordo, ele falava que ia mudar e que gostava muito de mim e reiniciávamos o namoro.

Bom, com o passar do tempo, tudo voltava a ser como antes, ele parecia ser bipolar, ora me tratava bem, ora era muito calado ou extremamente grosso, não tinha iniciativas que eu julgava serem necessárias, pois tudo eu tinha que tomar a frente, enfim, esperei mudança que não veio, guardei muita mágoa, o nosso relacionamento ficou tóxico e eu me conscientizei que não o amava mais e com ajuda de amigas e do seu blog(vi muitos exemplos de abusos bem parecidos com o meu caso), consegui tomar uma decisão definitiva e terminar com ele.

Como todo o fim, foi triste, mas também, novidade ser solteira novamente depois de quase 7 anos namorando…tenho bastante amigas solteiras também, então aproveitei para sair para onde quer que fosse convidada, fiz a minha primeira viagem internacional com uma amiga, desengavetei e coloquei em prática vários sonhos, fui fazer pós graduação, inglês, fiz novas amizades e claro, conheci novos boys(superei rápido até!). Rs

Fiquei 1 ano nessa vibe e curti muito sem foco nenhum, conheci vários caras de vários perfis. Confesso que fiquei chocada com tanta novidade, saí da bolha do namoro e me vi conhecendo homens muito diferentes, em estilo, tanto na forma de se vestir e estilo de vida mesmo, coisas que eu achei um pouco estranhas, por exemplo, homens que não sei se são gays, bi, afeminados ou são apenas estilosos.

Me pergunto cadê aqueles homens com H maiúsculo? O que aconteceu com os homens enquanto eu estava namorando?

Isso não se restringe apenas para a parte física, o fato é que eu fiquei muito exigente e vejo defeitos e diferenças que eu acho bastante insuportáveis, por exemplo, diferenças de ideias, culturais, religião, forma de encarar a vida…não quero repetir os erros do meu antigo relacionamento e embarcar em algo que está na cara que vai dar errado…

Sempre que saio com alguém e vejo um indício de algo que reprovo, já risco da lista e volto a estaca zero.

Tenho 30 anos, sinto falta de um novo relacionamento bacana, saudável, quero ter uma família, aprendi e superei muitas coisas, mas não consigo ir em frente, seguir para algo novo com alguém…não sei se é um bloqueio meu, ficar focando só nas diferenças ou se a coisa realmente está difícil no mundo dos solteiros…

Sindrome de Chandler Bing, aquela que se a pessoa tiver um dedinho do pé torto, já não serve mais. Tava até pra escrever sobre isso aqui no blog! A quantidade de mulheres e homens bacanas, bonitos, bem de vida que conheço e todos solteiros, é assustadora. Mas fazem exatamente o que você está fazendo. As pessoas estão procurando perfeição. Se tiver uma coisinha que não agrada, já descarta e parte pra outra e por aí vai. Acho que temos que focar no que gostamos das pessoas e não nos defeitos. Apenas levar os defeitos em conta se eles forem totalmente inadmissíveis, mas o resto… ah, o resto a gente trabalha com o tempo! É conversando, explanando, moldando e sendo moldados que os relacionamentos dão certos. Enquanto você ficar nessa de reparar mais nos defeitos e diferenças, ficará sozinha. Fato! Não te digo para aceitar qualquer coisa, mas quando encontrar alguém que tenha qualidades que você acha imprescindíveis e que os defeitinhos forem bobos, tente trabalhar isso. As coisas mudam, as pessoas mudam, a gente se acostuma, a gente aprende a conviver!

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  • Teremos mais uma semana de Chora e libero hein! Já podem começar a escrever 🙂
  • Alguém sacou de onde tirei os nomes desta vez??
08
Jun 2016
Chora Que Eu Te Escuto
Chora Que Eu Te Escuto

Hoje vamos falar de dramas profissionais…

Caso 01 – Eliana

Oi Fufu! (Intimas já rs). Não sei se o meu chora é digno de publicação, mas já que o choro está liberado, vamos lá começar pelo começo. Quando fui fazer vestibular, por causa de uma frase que meu professor disse, falei que queria prestar para engenharia civil, mas como eu era de cidade pequena e meus pais não tinham muitas condições financeiras então isso era quase impossível para mim. Já estava até acostumada que ia fazer direito em uma cidade próxima a minha, afinal minha nota do ENEM era boa e ia conseguir uma bolsa fácil pelo PROUNI e poderia ir todo o dia para a cidade vizinha e voltar para casa. Mas como a vontade era tanta decidi me inscrever para uma bolsa de eng. civil em uma cidade a uns 300 Km da minha e onde eu tinha umas tias. Resultado, como a minha primeira opção foi o curso que eu queria, ganhei a bolsa e perdi a bolsa de Direito perto da minha casa, ou seja, meu pai foi meio que obrigado a me deixar estudar fora. Com 17 anos sai de casa, enfrentei todas as dificuldades que apareceram e mesmo gostando de sair, era super responsável e não dava trabalho para os meus pais. Quando cheguei aos dois anos do meu curso resolvi me inscrever para uma bolsa em Uberlândia que fica a 700 km de casa. Ganhei a bolsa e resolvi de novo trilhar meu caminho. Minha vinda para cá foi muito boa, com menos de um mês consegui emprego na área, arrumei um namorado incrível, me sustento e cuido de mim, mas chegou a um momento da minha vida que eu simplesmente odeio o que eu faço! Hoje eu trabalho em uma parte da empresa que eu dou suporte para as obras, mas não trabalho na obra. E se estou lá é por que tenho um senso de responsabilidade muito grande, não quero deixar ninguém na mão, sei que eles precisam de mim e além disso eu preciso do dinheiro. Ai tem outro agravante, eu formo em junho e não sei o que eu vou fazer depois, com essa história de crise o setor que mais sofre é o da construção, ai junta ao fato de que não me sinto pronta para tocar uma obra e me sinto mais perdida do que cego em tiroteio. Já trabalho a 3 anos na área e sinto que ainda sou leiga. E tenho quase certeza que vou ser demitida depois que a obra acabar, afinal vamos ser realistas, não tem obra, não tem previsão muito menos orçamento, ninguém vai me pagar para ficar atoa. Não gosto de fazer projeto, gosto de gerenciar obra, de participar da construção e estamos com muitos profissionais e pouquíssimas vagas e eu não sou lá uma das melhores alunas. Pensei seriamente em fazer arquitetura, por que amo designer de interiores, amo planejar um ambiente, em pensar na funcionalidade, viajo vendo fotos e inspirações e acho que como engenheira tenho uma visão sistêmica da construção, mas ai vem as dificuldades de novo, o curso é em período integral, um semestre de manhã, um semestre a tarde e não tenho ninguém que me ajude financeiramente para completar mais uma faculdade, já pensei em escrever um blog, mas tenho medo do que as pessoas vão pensar, se vão me julgar, se não vão gostar, se vai dar dinheiro rs. Já passei 5 anos ralando, sempre imaginei que nessa altura estaria bem financeiramente e será vale a pena largar tudo e começar do zero? Quando comento isso com alguém fico parecendo uma pessoa pessimista que ama reclamar, mas não é bem assim, eu só quero um sentido, uma opinião que me ajude a pesar os pós e os contras, quero ser realista. Será que vale a pena seguir meu sonho (crio um blog, procuro algo paralelo para me manter, quem sabe um emprego de telemarketing quem sabe em uma loja de móveis) ou vou atrás de alguma coisa como engenheira? Nenhum dos os caminhos são fáceis. Me ajuda ae galera! Ufa! Acho que resumi! rs

Vou concordar que parece uma pessoa pessimista que não tá satisfeita com nada. Olha só, entendo COMPLETAMENTE seu medo. A crise tá PHUEDA e pra sua área então, melhor nem falar. Agora, você diz que quer seguir seu sonho mas TEM MEDO DO QUE AS PESSOAS VÃO FALAR??? Amiga, para. Antes de mais nada, blog não vai te dar dinheiro, não com esse imediatismo que você está querendo. Não pense que toda blogueira ganha bem porque ó… não ganha não. Algumas (muitas) nem ganham nada e para viver de blog tem que dedicar quase que exclusivamente e sem receber nada durante muito tempo. Então, quer ser blogueira? Seja, comece já MAS não espere retorno financeiro. Sonha com arquitetura? Pois vá atrás do seu sonho. Enquanto mais você pensa, mais o tempo passa e você continua na angústia. Arrume qualquer emprego, de qualquer coisa, fique de olho no mercado, mas tente fazer esse outro curso sim. Provavelmente quando a crise passar, você estará com duas faculdades e quiçá um blog bem sucedido. Serão tempos difíceis, mas quem disse que tudo tem que ser fácil?

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Caso 02 – Angelica

Ei Cony! Tudo bom? Amo vc, seu blog e suas leitoras! Meu chora é uma dúvida profissional!

Sou formada, pós graduada, falo inglês e espanhol. Tenho 28 anos e sou solteira, moro com meus pais e irmãos! Trabalho em um hotel que faz parte de uma grande rede mundial de hotéis! Tenho uma boa posição, lidero uma equipe de 16 pessoas, trabalho do lado de casa (10 min a pé), digamos que eu tenho uma vida confortável, pois não tenho gastos fixos! Tenho tudo para crescer na empresa, recebo feedbacks bem positivos dos meus gestores! Acontece, que para crescer na minha área eu tenho que desapegar e mudar de hotel (consequentemente mudar de estado, país)!
Fui convidada para participar de um processo seletivo tipo trainee, são alguns meses de seleção (bem difícil). Se eu passar, faço um curso na sede da empresa e ficarei por 30 dias em 3 hotéis diferentes aprendendo, aprendendo, aprendendo! Após esse período, serei “convidada” para algum hotel da América Latina, onde terei que me estabilizar pagando aluguel, contas, organizando casa, normalmente fica-se em um hotel por 3 anos mais ou menos, depois vc muda para outro e assim vai, abre mto hotel novo, é uma dança das cadeiras!
Só de pensar em me candidatar me dá vontade de vomitar! É um misto de sentimento, eu quero crescer, mas tenho muito medo do que vem pela frente! Sei que em 3 anos mais ou menos, meu salário pode até triplicar, eh bem interessante! Cony, preciso da sua expertise de quem mora fora da cidade natal, preciso do seu conselho, da sua dica! Quero ajuda das leitoras que tbm saíram de suas cidades, quais os prós e contras?
Só para situar, sou esse tipo de garota do seus choras que são solitárias/ auto suficientes rsrsrs tenho uma ótima relação com meus pais (São jovens e saudáveis), mas não tenho amigos! Mas sou bem resolvida com isso, curto ficar sozinha e minha família é bem presente! Um dos meus medos de encarar esse processo é justamente de me sentir sozinha longe da família, visto que não sou a melhor pessoa para cultivar amizades, sou meio superficial #meujeitinho
Quem me ajuda? Vale a pena abrir mão da zona de conforto em prol da carreira?!
Um grande beijo!

Amiga, VÁ!!!! Mas já, sem pensar, olha a sua oportunidade!! Lê o Chora da moça acima e veja o que você tem nas mãos! Não desperdice isso. Morar fora é MARAVILHOSO, é um crescimento que nenhuma outra experiência te dá, sua cabeça se abre para o mundo, você conhece novas culturas, é muito enriquecedor!!! E mais, passar por isso vai te forçar a socializar e fazer amizades. Ao meu ver, não existem contras. Só benefícios!

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Caso 03 – Ana Maria

Sou concurseira, casada há 5 anos com a pessoa que mais me apoia no mundo. Quando nos casamos eu era recém formada, ainda não tinha uma carreira, de modo que não tive o aspecto profissional pra deixar de lado. Nos casamos porque ele tinha passado em um concurso e sido nomeado há um ano. Foi exercer o seu cargo há mais de 1000km de distância. Então, fui morar feliz da vida com ele. Sem lenço, sem documento, sem profissão e sem dinheiro.
 
Minha profissão = concurseira (isso sempre foi motivo de crise quando eu era questionada…).
 
Enfim, foram dois anos inteiros de dedicação exclusiva aos concursos (“só” estudava por volta de 10 horas por dia), ao marido e à casa. Não trabalhava, então sequer tinha dinheiro pra comprar minhas calcinhas… Era o bophe quem pagava todas as minhas contas, inclusive inscrições de provas, materiais e cursinhos… Por diversas vezes entrei em crise, principalmente diante de resultados negativos em provas. Impossível não desanimar. Mas, como já dizia Willian Douglas (concurseiras entenderão), concurso não se faz para passar, mas até passar.
 
Eis que meu dia chegou (quando eu já estava quase desistindo).
 
Há pouco mais de três anos fui nomeada no meu primeiro cargo público (que também é meu primeiro emprego). O que posso dizer é que foi muito melhor do que eu planejava. Desde então, colho os frutos de um período intenso de dedicação e sofrimento, mas posso dizer que sim, vale muito a pena. Tanto vale que estou nessa vida de novo (reparem que disse que sou concurseira, apesar de concursada). Logo que assumi meu cargo, fiquei 1 ano de folga dos estudos. Depois, voltei com afinco e estudo pra me tornar juíza em breve. Aquele marido que me apoiou no início continua me apoiando. Hoje ele se diz dona de casa, já que ele que faz comida, mercado, cuida do cachorro… pra que eu possa estudar em todo o meu tempo livre.
 
Escrevi porque adoro ler histórias motivacionais. Além disso, é sempre bom ver que tem mais gente na mesma situação que a nossa. E que sim, só não passa quem desiste!!! Não desistam amigas leitoras concurseiras!!! Quem acredita sempre alcança (Renato Russo). Um beijo e boa sorte pra nós todas!
  •  Acredito que temos mais dois Choras e aí libero os emails de novo hein!!!! Fiquem a postos!
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