03
Apr 2015
Chora Que Eu Te Escuto O Caramba!
Chora Que Eu Te Escuto

Hoje voltei para a pilha de emails que ainda tenho sem resposta do Chora Que Eu Te Escuto. Li uma história, xinguei a menina mentalmente por ser tão acomodada e aceitar tantas sacanagens do namorado. Passei para o seguinte email, a mesma coisa… mais um cafa sem escrúpulos e a menina ainda falando: não sei o que fazer, amo tanto ele… Quis tentar outro email para ver se achava algo diferente e interessante, mas não, a mesma coisa, mais uma mulher choramingando por quem não vale a pena e sem coragem de tomar atitude.

MAS GENTE! CADÊ AMOR PRÓPRIO???

Todos, praticamente TODOS os emails que recebo no Chora são sobre o mesmo tema: mulherada ¨apaixonada¨ por um cara que não vale a pena. Homens que somem, que traem, que agridem psicologicamente, que pintam e bordam e as bonitas ficam lá: mas o que que eu fiz de errado? Será que a culpa é minha? Não consigo terminar… Sinto muito a falta dele…

Ainda assim tento ver a história pelos dois lados, afinal todo mundo tem sua razão, mas essa fragilidade, falta de coragem, de atitude e principalmente de amor próprio, está me chateando um montão. Não é o fim do mundo ficar sozinha, a gente não precisa de homem para ser feliz ou completa, o mundo faz sentido SIM sem ter namorado ou marido! Parem com isso de achar que o único objetivo da vida é encontrar alguém! É legal tem uma companhia? É sim, é ótimo. Mas ela tem que ser boa, tem que acrescentar, tem que te fazer feliz. Se não está indo por esse caminho, amiga, você está com a pessoa errada. E o mais velho dos ditados faz mais sentido do que nunca: antes só do que mal acompanhada.

E lendo os emails me deparei com um que falou tudo o que eu queria dizer, com todo tipo de conselho que sempre dou e que pareço papagaio de tanto repetir. Leiam e absorvam essas palavras, por favor.

¨Oi Cony! Sou sua fã e acho essa coluna genial. Esperei até o sinal verde pra poder enviar esse texto e fiquei bem feliz com o “Sorria“. Contudo ainda sou obrigada a dizer que está tudo errado! Nossa postura como mulher está errada!

E quem escreve não é uma mera fanfarrona (Cap. Nascimento feelings), mas alguém com conhecimento de causa. Alguém que já quiz morrer por não aguentar carregar tanta tristeza.

Pé na bunda todas nós levaremos, cedo ou tarde. Recomendo o quanto antes, de preferência ainda adolescente. A lição que se aprende é valiosa demais para querer passar incólume. Conselho as sofredoras: se está pesado é porque você não aprendeu a lição. Procure achar por entre a sua dor o caminho para sua reconstrução (soa como horóscopo mas é verdade).

E a lição é tão simples: amor e respeito. Sem esse duo não há relação! O cara sumiu e você está preocupada? Porfa! A menos que ele apresente um atestado de alguma clínica psiquiátrica onde esteve internado até então, é ele o canalha! Parem de assumir culpas (e neuras) que não te pertencem!

Fico com esse trecho de música na cabeça “as inimigas desejo vida longa…”. Que inimigas? Sou lá super herói por acaso??? Mas a mulher que “roubou” meu noivo é o que? Uma desclassificada… mas não a culpada. A culpa é dele que não soube ser homem o suficiente para assumir suas ações, para ter postura (e sem mimimi que ela seduziu e bla, bla, bla whiskas sache).

O meu ex sumiu. Sem qualquer explicação, após me arrastar por dois estados me apresentando à família como “a noiva”, sumiu, escafedeu-se. Eu fiquei lá, com desenhos de vestido e modelos de convite. Casa pronta… Descobri tempos depois que havia voltado pra ex (eu os vi no shopping e se não fosse minha mãe me dar forças acho que me enterraria ali mesmo). Eu o amava? Pensava que sim…

Beirando os 30 achei que era o fundo do poço. Depois disso desisti de qualquer ilusão. De princesa da Disney passei a cachorra. Minha carreira durou um baile. Não é pra mim, não foi minha criação.

Sofri, chorei… Se meu chefe não fosse tão bacana teria sido demitida na época. A única parte boa foi emagrecer! 10kg!!! Mas de forma nada saudável. Me arrastei por meses até que decidi sair dessa. Precisava me encontrar, juntar meus cacos, redescobrir meu valor.

Fui para Machu Picchu, fiz a trilha Inca. Quatro dias de caminhada insana, com uma mochila pesada e acampando sob o céu mais estrelado que já deitei os olhos, coisa que nunca tinha feito na vida! Chegar no topo da montanha sem sentir as pernas, dor ou outra coisa que não puro extase não tem descrição. Depois daquela montanha descobri que sou muito mais forte e melhor do que eu imaginava.

De volta ao mundo dos canalhas ouvi tanto bla, bla, bla de carinha que só queria uma foda e nada mais. E isso me dava (ainda dá) uma repulsa tão grande. Nojo desse tipo de gente (são pessoas ou vermes?). Mas se eles existem é porque nós permitimos!

No Peru encontrei minha alma gemea. Três anos depois, mais de 20 países no passaporte, um bebê a caminho e uma vida surreal eu afirmo com convicção: Somos todas princesas! Independentes, fortes e dignas de um amor honesto e justo.

Não aceite menos. Você não vai acabar sozinha (o mundo é tão grande!). Entenda que você atrai aquilo que almeja. Se mirar baixo só acertará o chão!

Tá na fossa? Faça coisas novas (eu entrei para equitação depois que psicólogo algum deu jeito na minha choradeira), frequente lugares novos, abra seu leque de opções, explore o mundo! Abra mente, olhos e coração. Descubra-se, valorize-se, desencane!

As coisas acontecem por uma razão e tudo traz algo a ser aprendido. Voltei do Peru e fui demitida! Horrível? Parecia que sim, mas foi o que me deu coragem de saltar no escuro rumo ao desconhecido.

Mudei para os EUA para morar com um quase estranho. Eu, que nem dormir fora de casa podia me vi no mundo. E nunca estive tão feliz! Abri minhas asas e conheci tanta gente, mas tanta, que me dá agonia essa falta de perspectiva de algumas meninas (amigas minhas inclusas).

Depois dos EUA mudamos para China e recentemente pro Oriente Médio. Toda minha sede por outras culturas tem sido preenchida da melhor maneira possível: vivendo. E é isso que eu desejo a todas em 2015. Coragem de perseguir seus sonhos (conhecer o mundo sempre foi o meu).

Fica a minha história! Beijo a todas! Carol 

PS: suas simpatias para sacudir a poeira foram exatamente iguais as minhas! Queimar as coisas ruins e escrever num papel a lista de desejos (eu a guardei num livro sagrado). Deu tudo certo! No creo en brujas, pero que las hay, las hay!¨

Estão vendo??? Quando a gente começa a olhar para nós mesmas, aí tudo muda. Quando a gente percebe que já somos completas e que alguém só complementaria, acaba a ansiedade por ter outra pessoa junto. Quando a gente aprende a ser feliz sozinha, para de jogar toda a responsabilidade em um amor! Amei seu email Carol, o único que me deu vontade de publicar!

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  • Continuo aceitando emails para o Chora Que Eu Te Escuto, mas com uma condição: se amem mais, se valorizem e tenham atitude. Com isso, acredito que 80% dos problemas estarão resolvidos. Mas continua aberto o espaço para quem quiser uma luz. Ou um tapa na cara rs.
03
Mar 2015
Chora Que Eu Te Escuto
Chora Que Eu Te Escuto

Semaninha eclética esta hein? Comecei falando de cachorro, depois de moda, agora comportamento… provavelmente o próximo post será sobe maquiagem rs.

Vamos lá com a choradeira do dia:

01 – Monica

Em 2013, fui passar o ano novo na praia com meus amigos. Minha amiga e o namorado dela me chamaram, e chamaram mais dois amigos deles também. Eu não conhecia estes dois meninos, e minha amiga estava super na expectativa que nos dessemos bem e que um possível amor de verão subisse a serra! Pois bem, para irmos, fomos em dois carros, sendo que eu fui com um dos dois meninos (que nunca tinha visto na frente, fui conhecê-lo quando ele chegou ao meu condomínio)!

À primeira vista, ele era ok. Quando entrei no carro dele, vi que ele escutava os mesmos tipos de música que eu e nos demos bem, batemos um papo – até porque seriam mais de duas horas de viagem – e foi tudo bem. Ele é bem blasé, mais observa do que fala, mas eu gostei muito dele. O que mais me chamou atenção foi o charme dele. Mesmo ele sendo inegavelmente bonito, ele tem algo a mais.
 
Então, com o passar dos dias fomos conversando mais, dando risada, falando bobagens ou coisas sérias, dividindo todas as refeições (pois íamos sempre em restaurantes com aqueles pratos enoooormes e sempre dividíamos), enfim, tudo muito legal, muito bacana. Ah, esqueci de contar, eu dividia o quarto com os dois meninos, pois a casa só tinha dois quartos, e o casal estava no outro.
 
Até que veio a noite de ano novo! Jantamos, bebemos muito espumante e fomos pra praia pular ondinhas e beber o champagne nosso de cada ano novo. Voltamos todos pra casa, felizes, animados e, meu Deus, como eu tava feliz! Então, eu e ele, inventamos de tomar tequila. Como já estávamos mais pra lá do que pra cá, o casal foi dormir, o outro menino também (ele estava deprê por causa da ex) e nós ficamos tomando tequila. Meia garrafa. Pura. Ele, então, sugeriu de irmos à praia – já passava das duas da manhã! E lá fomos. E aconteceu. Ficamos. E rolou. Começou lá, na areia mesmo, e terminou em casa. Não me arrependo por nenhum segundo: foi maravilhoso, eu me diverti, fiz o que eu queria fazer e foi o melhor ano novo!
 
Voltamos pra casa e dormimos. Nem preciso falar que a ressaca do outro dia parecia incurável: eu nunca achei que passaria tão mal em toda minha vida, parecia que não tinha cura, mas depois de muito remédio e hidratação, nos recuperamos para o outro dia. Mas, depois disso, naturalmente, ficou um clima meio estranho entre nós, sabe? Com aquela vergonha por como aconteceu, mas não pelo o que aconteceu. Passamos mais uns dias na praia e voltamos pra casa, sem ter conversado sobre o ocorrido.
 
Voltamos juntos e não conversamos muito. Ele me deixou em casa e naquele mesmo dia me mandou uma mensagem dizendo que o que havia acontecido tinha sido muito legal e que foi uma das melhores maneiras que ele já tinha começado um ano – eba! -, mas que ele estava envolvido com alguém e tudo mais 🙁
 
Fiquei meio chateada, poque tinha gostado dele, mas entendi e tentei tocar o barco. Até que então umas duas semanas depois, ele me mandou uma mensagem puxando um assunto. Conversa vai e vem, me chamou pra ir na casa dele – que mora sozinho. Eu fui. Foi super divertido, conversamos muito e rolou.
 
E por mais um tempo ele me mandava mensagens, a gente conversava, saíamos algumas vezes e só. E aos poucos fomos nos falando cada vez menos. Ele está na fase de curtir, sair, fazer o que quiser. Não é mais menino – tem 29 bons vividos anos, e tá curtindo a solteirice. Neste meio tempo, eu fiquei com outro garoto e fiquei muito a fim dele e começamos a namorar. Eu já não falava mais com o outro menino, até que veio minha formatura e nos encontramos. E foi quando ele soube que eu estava namorando, ficou surpreso e nunca mais nos falamos.
 
O meu namoro ia muitíssimo bem! Eu estava completamente feliz, o cara é um fofo, legal e muito inteligente também. E lá fomos nós para a mesma praia, com o mesmo casal de amigos, passar o ano novo – nós quatro. Durante a passagem do ano, ali na praia mesmo, na areia, com fogos estourando, meu namorado fechou a cara. Sentou, virou de costas para o casal, não falou mais com ninguém e ficou meio emburrado, dizendo que estava pensando no ano que tinha passado. Todos nós ficamos super sem entender o que estava acontecendo, se ele estava chateado com alguma coisa… Eu fiquei triste, porque eu espero que meu namorado – seja quem for – se dê bem com os meus amigos, ou pelo menos se esforce. Isso me incomodou bastante, mas ok.
 
No outro dia, qual não foi a minha surpresa ao receber uma mensagem do menino do ano passado: ele estava na Europa, com os amigos dele. A mensagem era de feliz ano novo, e dizia que ele estava lá, lembrando de como havia começado 2014. Eu perguntei onde ele estava, ele disse que estava na Áustria – ali, do outro lado do mundo, e pensou em mim!!! – mas que trocaria para estar de volta comigo na praia. Fiquei sem chão. Imagine você: um cara que super – e sempre – mexeu com você, que você realmente gostou, te manda uma mensagem do outro lado do oceano te dizendo isso!? Mexe sim, garanto.
 
Voltamos e eu fiquei pensando nisso, muito. Não paro de pensar nem por um segundo nele. Veio meu aniversário e ele me mandou uma mensagem; nada de mais, mas mandou. Enquanto isso, eu e meu namorado não fazemos sexo há dois meses, pois ele teve uma infecção, e sei lá, ainda tô mexida. Meu namorado é um cara ótimo, daquelas pessoas que têm um coração bom, sabe? Mas ele também tem atitudes que têm me desmotivado, me desanimado – não tá correndo atrás de uma vida melhor, de um trabalho melhor… tá ali, bem acomodadinho, e isso tá me irritando (já conversamos, mas tá difícil). E eu tô assim, desanimada, sem aquele brilho no olhar de quem tá estasiada de tanta felicidade, como era antes.
 
Não sei o que fazer, Cony. Minhas amigas falam: você gosta do outro, né?! E eu não admito, mas eu acho que sim. Ele me encanta. E meu namorado não tanto quanto antes. Não sei o que fazer. Não sei mesmo, do fundo do coração. Alguém me ajuda, me dá um conselho, por favor. Eu não quero jamais magoar meu namorado, mesmo. Ele não merece mesmo. Mas eu não sei o que fazer. Minha amiga (que tem muito contato com o outro por causa do namorado dela) vive dizendo que ele está na fase cafajeste, e que não acha que vai acabar tão cedo. E eu acho que se talvez ele quisesse ter tido algo mais sério, talvez ele tivesse se mexido mais na época. Eu não sei. Mas ele ter lembrado de mim lá longe me abalou – e meu deu esperança, não nego.

Preciso de conselhos. Tô perdida.

Nossa fiquei sufocada com sua história. Sufocada e confusa só de ler, imagino na sua cabeça. A primeira coisa que sinto é que você precisa de um tempo sozinha para se organizar internamente e desembolar todos esses “fios” de sentimentos. Pode ser que o carinha do reveillón só queira você como lanchinho, pode ser que não. O seu namorado pode ser um cara bem bacana e você não enxergar por causa do fantasma do carinha da praia. Eu acho assim, quando a gente assume um relacionamento amoroso, zera todos os outros. Imagina comprar uma blusa e ficar olhando outras na vitrine e achando tudo melhor que a que comprou? Dessa maneira nunca estará satisfeita e não aproveitará bem o que tem em mãos. Pense nisso.

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2 – Vitoria

Enfim, deve ter muita mulher na mesma situação que eu, mas às vezes me sinto tão perdida e sozinha, que não sei por onde começar, e fico apenas remoendo as situações e problemas, me dando “chicotadas”, como seu eu precisasse de castigo, sabe?

Tenho 39 anos (muita gente acha q pareço mais nova faço 40 em agosto), sou arquiteta, trabalho (e gosto do que faço), ganho o meu dinheiro. Tive um casamento ruim, que durou pouco, mas que  terminou há uns 6 anos e do qual me curei completamente. Depois de mais de 1 ano e meio sozinha, comecei a namorar o cara que achei que era o HOMEM da minha vida. Engraçado, simpático, espirituoso, com uma vida estabilizada de grana, os mesmos gosots musicais….. Seria o pai dos mues filhos. Só que depois de mais de 1 ano de namoro (isso foi em 2012), ele terminou comigo. Disse que nós não éramos mais crianças, que sabia que eu queria uma família, e que ele não era a pessoa certa para estar comigo. Que eu era carinhosa demais, chique demais, que eu tinha ideias de viagens nas quais ele jamais pensaria (sempre quis ir a Costa Amalfitana, por exemplo, e para ele viajar para Roma já está de bom tamanho) e que nós não daríamos certo juntos. E que como eu já tinha quase 36 anos, eu deveria procurar alguém que pudesse estar ao meu lado para isso. Meu mundo caiu. Entrei em uma depressão que me fez perder 12kg em 2 meses (hj eu peso cerca de 56kg, na época estava mais gordinha mesmo). Virei um cadáver ambulante. Isso para descobrir depois de 3 meses que na verdade ele terminou comigo para ficar com outra mulher, acredito que “mais adequada” ao que ele esperava de alguém para casar.

Fiz tudo o que estava ao meu alcance para ficar bem, melhorar. Terapia, fui ao psquiatra para tomar remédio corretamente, cortei o cabelo, comprei roupa….. Mas nada conseguia fazer com que a dor do vazio e da solidão saíssem de mim. Mas fazendo um grande esforço na vida, comecei a sair com um grupo de amigos, liderado por uma amiga também divorciada, mas cujo pique e estilo de vida não são muito os meus. Mas se você não pode contra eles, junte-se a eles, não? Acontece que nesse grupo, há cerca de uns 4 meses atrás, um dos caras que saem conosco demonstrou algum interesse em mim. Não dei muita trela, são muitas pessoas juntas, e não queria meu nome em fofoca. Ele pegou meu telefone com uma amiga em comum, pois na época eu não saí tanto com essa turma.  E na época ele pareceu ser um cara tão legal, tão tranquilo. Mais novo que eu (tem 31 anos), mas maduro de cabeça, voltado para o trabalho, para viajar, ficou me contando de uma viagem que tinha feito ao Japão, que nesse ano iria para Londres pois o melhor amigo se casa lá e ele seria o padrinho. Acabou que “fiquei” com ele por 3 vezes. Nada demais, apenas beijinhos e ok. Mas ele ficou mandando mensagens, querendo marcar um outro jantar. Enfim concordei e no dia, ele desmarcou em cima da hora alegando estar muito cansado pois tinha voltado de trabalho em São Paulo. E como nós todos iríamos numa festa de um amigo em comum no dia seguinte, nos veríamos lá. E eu me arrumei lindamente pra tal da festa, e cheguei lá e ele ficou com outra garota na minha frente. Fiquei com tanta raiva, dele, da mulher, de mim, por ter acreditado que dessa vez seria diferente, que eu poderia confiar em outro cara de novo, pois ele parecia tão legal……… Fiz um escândalo na festa (eu tinha bebido muito), uma atitude completamente ignorante da minha parte. Ele me pediu desculpas depois, alegou que tinha sido a bebida e que não queria me magoar, esperando que nós pudéssemos ser amigos. Na época eu disse apenas que ok, que estava tudo certo, e também pedi desculpas a ele por ter agido com tal comportamento. Ele veio com o papo masculino normal de que estava passando por uma fase difícil, etc…….. Fiquei um bom tempo sem conversar com ele, mesmo quando todos estavam em grupo saindo,  me limitando a cumprimentos e palavras bobas até passar a raiva.

O problema é que não consigo tirar esse cara da cabeça. E como estamos todos num mesmo grupo, incluindo no whatsapp, volta e meia ele manda mensagens no grupo tipo “hj não posso sair pq tô pegado”. No Carnaval agora foi um inferno. Mensagens do tipo “nem sei q lugar eu estou, será que acordo a bela adormecida aqui, ou saio de fininho?” foram algumas das barbaridades que ele postou. E sempre que leio isso, fico extremamente magoada. Como alguém pode mudar de comportamento assim? Quero dizer, toda a raça masculina, tirando os que estão num relacionamento, os padres e os eunucos, estão fadados a serem babacas com letras maiúsculas? Como eu, uma mulher de 39 anos, com um ex-marido, independente, inteligente, que sei falar de tudo (inclusive de futebol) posso continuar com a mente fixada num idiota como esses?

Não sou uma mulher espirituosa. Não sou uma piadista nata. Não sei ser engraçada ou agregadora. Na verdade sou muito tímida e quieta, avessa à multidão, prefiro ir ao cinema e comer uma pizza a sair para festas. E sinto muita falta de alguém do meu lado para fazer isso comigo. Volta e meia convido alguma amiga para sair, e ela : 1 – está ocupada; 2- arrumou um bofe novo e vai sair com ele; 3 – quer ir pra farra; 4 – só responde depois de 2 dias a mensagem. /tabém não posso contar com minha irmã, ela nunca abre mão de nada do que está fazendo para ficar um pouco do meu lado…….. Achei que tinha superado a tremenda solidão em que me sinto e o vazio em que a minha vida se transformou, mas vi que na verdade nada disso aconteceu. Mesmo estando num grupo, me sinto só e perdida. Daria qualquer coisa na vida para conseguir ter o que vejo alguns amigos, que são casados, com filhos tem. O que os meus pais tem (43 anos de casamento em 46 de relacionamento). o que eu faço? Como tirar essa dor de dentro? Como me sentir viva de novo?

Hum… para você apenas uma frase: a gente só é feliz quando aprende a ser feliz sozinha. Sinto um desespero em encontrar alguém e quando aparece, a expectativa é tão grande que se não der certo, a decepção é gigantesca. Outra frase: no expectations, no disappointments. Você mal ficou com o cara e já deu show porque ele ficou com outra. Entenda que vocês não tem nenhum relacionamento e ele pode fazer e falar o que quiser. Fia, você tem 39 anos… resolvida financeiramente, tem carreira, tem assunto, é inteligente, já pensou em se apaixonar por você mesma? Foca essa energia, esse amor, essa carência em você mesma! Vai viajar, SOZINHA, vai se conhecer, curtir as coisas que gosta. Homem gosta é de mulher independente, resolvida, prática! Vai ficar de mimimi por um carinha que não tá nem aí pra você? Parte pra outra logo e posta no grupo do Whatsapp os lugares que está visitando, as pessoas que está conhecendo, foto de uma taça de vinho num restaurante bacana… Aposto que o carinha vai te achar interessante novamente e ir pra cima de você. Mas CLARO que você não vai querer ele nunca mais né?

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3 – Alexia

Eu sou uma namoradeira assumida… Não sei ser solteira, definitivamente, não que eu não goste de mim o suficiente para ficar sozinha, pois tenho uma ótima auto-estima. Mas sim porque não gosto dessa fase de paquerinhas, para mim é a fase da instabilidade, pois fico ansiosa, não consigo definir se devo demonstrar o que sinto, se posso ligar ou devo dar uma sumidinha… Chego a ter dor no estômago e emagreço mais que no fim dos namoros. Definitivamente sou uma garota da estabilidade!

Eu namorei por quase 4 anos por duas vezes, um foi um namoro de adolescência, bobo e turbulento, que hoje olho para tras e parece que nem vivi isso tudo. O outro foi mais sério, chegamos a noivar, e um mes depois terminar porque ele se sentiu pressionado. Detalhe que quem inventou de noivar foi ele (se pressionou sozinho). Enfim, depois disso, terminamos, ficamos um mes separados, e ele foi atras de mim para voltar, mas voltei como namorada, não queria ser noiva mais. Ficamos mais quase dois anos juntos, porem voltei diferente, morava perto da casa dele e não gostava de ficar lá, preferia ficar em casa fazendo minhas coisas de menininha, e quando ia para la era aquela rotina chata, esperava a hora de pedir para ele me levar embora. Até que um dia ele cismou que precisávamos dar um passo adiante e começar a pensar em algo mais serio, comprar apartamento e morar juntos (logo pensei com meus botões: lá vem ele de novo, depois fala que se sentiu pressionado). Um dia me buscou de carro com a mãe dele para ver apartamento. Nesse dia eu que surtei, me senti pressionada, pensei que não queria passar o resto da minha vida com ele, que estava muito nova para casar, queria dar um rumo na vida profissional primeira. Depois disso o namoro ficou pior ainda, até que as vesperas do carnaval, uma semana antes ele me fala por internet que queria um tempo para pensar, que deveríamos passar o carnaval separados. Alô, quem pensa no carnaval? Feriado de pensar é Natal, Pascoa, ação de graças…. Logo acendeu meu sensor de namorada esperta! E não é que estava certa! Fucei até descobrir, que ele viajou com outra! Aí sim, xinguei, briguei… E paramos de nos falar! Depois conversamos com mais calma, mas enfim… Não dava mais.
Também tive um luto de um mês, emagreci… Depois entrei na fase de fazer qualquer coisa menos ficar em casa pensando no que me deixava triste, topava qualquer evento, chato ou legal, desde que me distraísse. Os dias, semanas, meses foram passando, até que ficar sozinha em casa no fds não era mais triste, não pensava mais no fim, e sim prazeroso, queria descansar da vida agitada, um tempo para mim.
Também comecei a fazer murais com tudo aquilo que queria para o meu futuro, pessoal, profissional, financeiro, até na minha aparência. E hoje, me sinto realizada. Conheci o amor da minha vida, cresci profissionalmente, melhorei a forma de me vestir, conquistei o corpo que queria.
Conheci meu atual noivo numa daqueles eventos que aparecem de surpresa, que você esperando não conhecer ninguém interessante. Ficamos, duas semanas depois começamos a namorar, passamos por um periodo turbulento de inicio de namoro (definitivamente odeio essa instabilidade) e foi ficando serio, estamos juntos há tres anos e meio. E o melhor de tudo, ele é exatamente tudo que coloquei no meu mural. É lindo, bem humorado, mais família, animado e principalmente, gosta das mesmas coisas que eu, combinamos demais. Nem preciso dizer que é o contrario do ex né? Mas sabe de uma coisa? A raiva passou, hoje em dia a existência dele e da nossa historia é indiferente. Compreendi que foi preciso passar por tudo isso para me tornar a namorada que sou hoje e principalmente, dar valor em pequenas coisas que sentia falta na relação anterior, que talvez não prestasse atenção se não tivesse vivenciado o oposto. Se tivesse que dizer algo ele hoje, diria apenas obrigado! Pois sem ter passado por tudo isso, não estaria vivendo toda esta felicidade hoje!
Aprendi duas coisas: Nunca questione Deus por um sofrimento, pois ele pode estar te preparando para algo melhor; e que pensamento positivo atrai coisas boas, devemos olhar o lado bom de tudo e focar nos nossos sonhos!

EXATO! Pensamento positivo atrai coisas boas, sempre! Adorei sua história, Alexia!

  • E continuo batendo na mesma tecla: mulheres, amem-se mais. Ao mínimo sinal que o carinha tá zoando com você, te enrolando, cheio de gracinha, fique alerta e se prepare para pular fora. Mulher precisa de HOMEM não de moleque. 
  • O envio de emails continua suspenso… ainda tem MUITO chora guardado…
21
Feb 2015
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

E aí meninas? Aproveitaram muito o carnaval? Deixaram os bofes de molho, foram juntos, não foram, bofes novos, antigos que reapareceram? Eu fiquei quietinha no recanto do meu lar, junto ao meu amor. Bem sussa. Bom, hoje temos mais alguns casos de nossa querida coluna do coração, sendo dois choras e um sorria.

Choro 1 – Ana

¨Meu nome é Ana, tenho 24 anos. Há 3 semanas terminei um namoro de 5 anos.
Ele fez faculdade comigo, não éramos amigos desde o começo do curso, mas nos aproximamos com o tempo. Ele sempre fez o tipo fechado, poucos amigos, falava pouco sobre ele mesmo. Ficamos a primeira vez em uma festa, continuamos ficando com frequência. A proximidade fez meu interesse aumentar e fiquei em cima até ele namorar, ele tinha dúvidas no começo. Não era o tipo baladeiro, mas tinha lá seus casinhos. Eu mesma coisa.
Começamos a namorar bem novos, eu com 19 e ele com 22. Mas parecia a coisa certa desde o começo. Vivemos uma “lua de mel” por 3 anos, a gente se entendia, se amava e não se desgrudava um segundo.
No 3o ano de namoro, sem nenhum porquê, ele resolveu que queria um tempo. Eu sofri bastante, não queria de jeito nenhum. Ficamos separados por 1 mês mais ou menos. Nesse tempo ele ficou com uma menina numa festa, amiga de um amigo, mas não me contou (disse que não tinha ficado com ninguém).
Voltamos depois desse mês e lá se foi mais um ano juntos. Um ano bem mais ou menos pra falar a verdade, estávamos passando por uma fase complicada da faculdade, eu tava com a auto-estima lá embaixo, brigávamos por qualquer besteira. A situação era bem insustentável e eu sabia que o fim estava próximo se não sentássemos e tivéssemos uma conversa. Essa conversa acabou nunca acontecendo, porque uma noite passando fotos do computador dele pro meu pendrive eu vi uma conversa dele no facebook com uma menina do nosso ambiente de estágio. Não tinha nenhum indício que eles ficaram na conversa, mas era uma conversa íntima demais pra alguém que eu nem conhecia e nem sabia que ele tinha contato. Ele negou que tinha qualquer coisa com a menina, disse que era uma amiga. Não tirei isso da cabeça. Uma semana depois ele esqueceu o celular na faculdade e me entregaram pra eu devolver pra ele. Não tive dúvidas, revirei o celular (coisa que nunca fiz). Todas as mensagens apagadas, mas tinha uma ligação pra tal menina do facebook um dia que ele tinha saído a noite com os amigos. Fui atrás dele e terminei na hora. Não queria nem ouvir explicações.
Depois de um tempo ele pediu pra conversar e me contou que durante o nosso “tempo” ele tinha ficado com essa menina e que tinha reencontrado ela recentemente e que ela tinha ido atrás dele e começaram a conversar. Disse que realmente houve uma intenção dela de ficar com ele, mas que nunca aconteceu nada enquanto estávamos juntos. Não acreditei a princípio, mas tudo levava a crer que ele estava mesmo falando a verdade. A menina era daquele tipo “destruidora de lares” mesmo, tanto que enquanto ele tentava voltar pra mim, ela já estava atrás de outro cara com namorada.
Enfim, ele pediu uma chance, disse que tinha sido imaturo nessa situação e eu acabei aceitando. Também tive um rolinho com outro cara nesse tempo que estávamos separados, mas nada importante pra mim. Eu estava de mudança marcada para outra cidade, sabia que pelo menos se não desse certo, seria um pouco mais fácil.
Acontece que deu muito certo, desde o começo deu pra perceber o esforço que ele estava fazendo para que o namoro desse certo, vinha me ver todos os finais de semana. Mesmo quando eu tinha que trabalhar de final de semana, ele ficava na minha casa pra gente se ver pelo menos antes de dormir. Começamos a falar de planos pro futuro, de casamento, de morar juntos. Tudo estava perfeito, nunca tinha sido tão feliz. Ele, que sempre tinha sido mais fechado, estava conseguindo falar dos seus sentimentos. Ele também ia se mudar para uma cidade mais longe, mas eu já confiava 100% nele, nada me abalava mais. As desconfianças tinham mesmo ficado no passado.
Até que há 3 semanas recebi uma ligação de uma amiga. Dizendo que no casamento de um amigo em comum (que não pude ir por causa do trabalho), há 2 meses atrás, ele tinha ficado com uma menina e que ela tinha ido embora junto com ele. Meu mundo caiu. Essa amiga disse que não tinha falado antes porque até achava que ele tinha me contado e que eu tinha perdoado. Mas resolveu falar naquele momento.
Conversei com ele, ele não negou. Disse que tinha bebido muito, que não sabia nem como explicar o que aconteceu. Disse que realmente levou a menina embora, mas “só” se beijaram. Disse que não lembrava nem o nome dela. Chorou muito, disse que sabia que eu nunca mais ia confiar nele, que eu era tudo na vida dele, que ele tinha estragado tudo, que nunca ia se perdoar. Falou que pensou em me contar, mas teve medo. Em nenhum momento ele deu qualquer sinal de que algo estava errado antes de eu saber.
Minha vida parou nessa hora aí. Estou parada no tempo.
Não consegui desapegar, hoje é o primeiro dia que não falei com ele desde então. Ele é meu melhor amigo, daqueles de adivinhar pensamento.
Sempre soube que ele é muito fraco para bebida, que realmente perde o senso da realidade, fala muita besteira, se acha “O” cara, mas não achei que isso fosse acontecer. Ainda mais num casamento cheio de conhecidos.
Eu e todos que nos conhecem realmente achamos que ele me ama. Que o sentimento é sincero. Da minha parte, nem preciso dizer.
Mas eu não sei como lidar com essa situação. Por ele sempre ter sido essa pessoa super fechada, tenho dúvidas até da minha sombra agora. Quero acreditar que essa foi a única vez que realmente aconteceu alguma coisa física, mas também sei muito bem o antecedente dele com aquela outra menina lá atrás.
Eu sofro pelas coisas que passamos, pelas que não vamos passar e até por ver ele sofrendo também.
E ele vai embora em 2 semanas, pra essa cidade a 700 km de mim. A chance de a gente não se ver mais é enorme. Tenho certeza que ele é do tipo que some, desaparece.
Não sei o que eu faço.
Eu sei que eventualmente vai passar, vai parar de doer (li todos os seus textos), sei o curso natural das coisas.
Mas eu acho que não quero deixar passar, entendeu?
Será possível viver com esse cara que eu não consigo saber o que pensa? Que mesmo eu sendo a pessoa que conhece melhor ele, ainda tenho dúvidas do que se passa dentro dele?

Sei que ficou super extenso, me desculpa. Acho que foi mais pra mim do que pra você. De qualquer forma, se um dia você ler e tiver disposição pra responder, eu agradeço! Mas entendo se não der também. Obrigada pelo blog! Beijos enormes!!!¨

Ana, se você levantar mais um “tiquinho” essa pedra, tenho certeza de que vai achar mais “amiguinhas” dele por aí. Que santo que ele é né? Uma hora a desculpa é a garota que não sai do pé dele, outra é a bebida e você ali, dando voto de confiança um atrás do outro. Já vi muito homem canalha chorando e ameaçando se matar por “amor”, mas é só tudo entrar nos eixos que aprontam de novo. E pare de dar desculpas para minimizar as safadezas dele e amenizar a situação. Ele te ama? Sim, é bem provável. Mas não te respeita. Pensa bem nesse homem morando longe… Foi capaz de te trair numa festa cheia de conhecidos! E quando dizem que só rolou beijo, pode saber que as chances de ter tido sexo são beeeeem grandes. A gente tem mania de acreditar nas palavras lindas, no amor que dizem sentir, se comove por meia dúzia de lágrimas mas um relacionamento vai MUITO além disso. Atitudes valem muito mais que palavras e ele não foi muito legal com você. Meu conselho? Dê um tempo, mas de VERDADE. Tipo término mesmo, não dê tempo pensando na volta, mas sim em se fortalecer, ver tudo com mais clareza e deixar o sentimento um pouco de lado e analisar tudo friamente. Só você sabe o quanto isso tudo te machucou, o que você tolera e o que não. Deixa ele sentir sua falta , sentir que perdeu, que você não é mais uma menininha que vai acreditar em qualquer história dele. Seja forte, se afaste e coloque todos os prós e contras numa balança. Homem bom ta cheio por aí e acho que você precisa de mais experiências na sua vida para saber o que realmente te faz feliz. Beijos!

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Choro 2 – Fabiola

¨Em 2011 me separei e iniciei um relacionamento que dura até hoje. Tivemos um filho, que hoje está com 2 anos.

Ele é alcoólatra desde os 13 anos, quando perdeu o pai, saiu de casa, teve vários relacionamentos, teve um filho, com 17 anos. Um dos namoros durou mais: 4 anos. Ele tinha 32, ela tinha 17, mas acabou, segundo ele, depois que descobriu que ela havia abortado. Seus sonhos eram: morar na praia, ter uma filha e ser empresário. Suas mágoas são: não ter contato com o filho e não ter tido uma filha.

De minha parte, posso dizer que me apaixonei por ele. Porém, desde que nos conhecemos, não passo 15 dias sem uma notícia desagradável: alcoolismo somado à falta de trabalho ou mensagens e ligações de ex-namoradas, Skype. Apoiei ele no tratamento do alcoolismo, na falta de dinheiro, por não encontrar trabalho, perdoei traições virtuais e o ajudei quando trouxe um irmão para morar aqui.

Em 5 de dezembro aconteceu algo muito ruim: ele havia bebido e queria sair de carro. Eu (idiota) guardei a chave do carro e não dei a ele. Então, ele começou a destruir o quarto. Eu estava dando banho no bebê e ele foi agressivo comigo, gritando, atirando as coisas e móveis, o reboco de uma parede foi parcialmente destruído. Meu bebê chorava e ele dizia: “a culpa é toda sua, você não sabe nem proteger o seu filho”. Gritei por socorro e ninguém apareceu. Peguei meu filho e corri, entrei em um ônibus, 40 minutos depois cheguei a um supermercado e lá ficamos.

Umas 22h regressamos.  O silêncio imperava, subi as escadas e lá estava ele, deitado na cama, conversando. Assustou-se com a minha presença e perguntei com quem falava. Ele perguntou várias vezes porque levei o filho dele, e disse que falava com sua irmã. Depois corrigiu e disse que era com a mãe do filho dele. No dia seguinte descobri que ele falava com outra pessoa e que havia 98 ligações trocadas entre eles.

Perguntei claramente: quem é ela? O que está acontecendo? Ele me disse que era uma conhecida, que ligou uma vez porque não sabia o que fazer, que só queria conversar.

Em 24 de dezembro outro incidente. Estávamos organizando uma janta de natal e ele saiu para beber. Quando voltou perguntou se eu não iria passar o natal com meus pais e eu disse que gostaria de ficar em casa. Após um tempo, comecei a chorar, lembrando dos últimos acontecimentos e ele achou que eu chorava porque queria ir na casa de meus pais. Iniciou uma enxurrada de xingamentos e terminou me dizendo que eu era uma patricinha do caralho, que tudo o que acontecia comigo meus pais me respaldavam, enfim.

Desde então minha autoestima está abalada, não tenho apetite, meu cabelo está caindo, sinto-me humilhada, desrespeitada, infeliz. Meu bebê o rejeita, não quer colo dele, chora. Pedi a separação, mas ele não aceita. Diz que isso vai passar e que nunca me traiu e que sem mim não sabe o que fazer, que me ama, que sou a mãe do filho dele, que quer só cuidar da família dele, quer minha ajuda para parar de beber.¨

Gente, pára o mundo que eu quero descer. AGORA. Tenho medo de soltar os cachorros nele e alguém vir falar ¨ah, mas ele é alcoólatra, precisa de ajuda¨. Ok, precisa, isso não nego, mas você Fabiola, não precisa de JEITO NENHUM se submeter as agressões psicológicas e físicas (por que ele vai acabar te batendo, só acho) dessa pessoa que está destruindo a vida dele e a sua! E até seu filho, sendo bebê, o rejeita! Quer mais sinais do que isso para você tomar atitude e dar rumo na sua vida? É isso o que você sonhou para você? É esse o casamento que você quer? É esse carinho de homem que você precisa? Um cara que te trata mal na noite de natal e fica de telefonema com outra? Isso não é amor, mas sim falta de amor, amor próprio! Não fique esperando ele aceitar a separação, ele não vai fazer isso nunca. E me conta, jura que você acredita que ele nunca te traiu? Trocando 98 telefonemas com outra mulher?? Meu conselho: separe, vá morar em outro canto, longe dele, pela sua sanidade mental e segurança física, porém ajude-o a superar o vício. Você não precisa estar na mesma casa que ele para ajudar. Pense no seu filho, em você. Assim tudo ficará mais claro e fácil de ser resolvido. E não caia em chantagens emocionais de uma pessoa totalmente desequilibrada pela bebida.

Sorria!!! Vamos sorrir com a Amanda!

¨Oi, Cony, tudo bem? Então, menina. Ensaiei bastante pra mandar esse email pra você! Quero muito que minha história possa ser publicada, para inspirar algumas garotas a não desistirem dos seus objetivos e também para que possam perceber que depois de uma tempestade, sempre aparece um arco íris de babar! Parece brega, mas é a mais pura realidade, rs. Na verdade tudo é um misto de chora com sorria que te escuto.
Tudo começa há quase dois anos, em janeiro de 2013 (ui, como o tempo passa rápido!)
Eu fiz odontologia e trabalhava em Betim, estava no começo de um namoro que eu julgava super legal, morava com duas amigas e colegas de profissão e pensava que era feliz.
A odontologia nunca satisfez minhas expectativas como profissão. Escolhi o curso no susto porque, quando tentei o vestibular na PUC, lá ainda não tinha medicina. Meu sonho sempre foi ser médica, eu sempre soube que tinha nascido para aquilo, mas depois de três anos de cursinho estava cansada de tudo. A minha vontade sempre esteve lá, guardadinha, sempre me lembrando que eu precisava ser médica, rs.
Daí que no começo de 2013 eu resolvi diminuir minha carga de trabalho e começar a estudar para tentar um novo vestibular, estava super animada. Para completar minha certeza de estar fazendo a coisa certa conheci um cara legal, bem sucedido e inteligente, e ele ainda queria ser meu namorado! Tudo estava indo muito bem, até que um dia, 28 de maio, ele resolveu, depois de uma discussão idiota, terminar nosso namoro pelo chat do facebook, eu no meu horário de almoço e ele num congresso láááá na Bélgica.
Fiquei devastada, sofri, chorei, tomei um porre, beijei um monte de caras nada a ver, mas não desisti do meu objetivo principal, daquela que seria minha “namorada” para o resto da vida: a medicina.
Eis que no meio do ano passei no vestibular, e como se não bastasse, passei em três ótimas escolas de medicina, podia até escolher onde estudar. Foi então que, sofrendo, fui morar em outra cidade, porque era a mais conceituada das três faculdades.
No início não foi fácil conhecer gente nova, sofrer de saudades dos amigos e da família e, muito menos, parar de lembrar, de cinco em cinco minutos, do ex.
Eis que passou um semestre, vieram as férias de final de ano, me diverti horrores e voltei para a faculdade revigorada, mas ainda lembrando do ex de vez em quando.
E eis que no começo de fevereiro conheci uma pessoa super legal, que achava o máximo eu ter a coragem de começar tudo de novo (o ex não era muito a favor de eu largar tudo e começar outra faculdade), que me achava e ainda acha linda do jeito que eu sou, que adora dormir até tarde no domingo, compartilhar as minhas leituras e entender minhas crises. Então, no dia 28 de fevereiro, demos nosso primeiro beijo e não nos desgrudamos mais. Brinco que, neste dia, nove meses depois do término com o ex, eu pari meu sofrimento, que durou exatamente o tempo de uma gestação.
Consideramos que nosso namoro começou nesse dia 28, já vamos fazer um ano de namoro e nunca brigamos (parece até mentira, porque eu não sou fácil de aguentar!). Claro que discutimos às vezes, mas mais por motivos bobos como escolher o sabor da pizza ou o fato de ele demorar demais no banho.
Só sei que estou feliz demais! E que, tanto ele como eu, estamos contando os dias para chegar minha formatura e podermos realizar o maior sonho que temos juntos: nos casar e ter filhos!
Pra mim, minha história, que até parece ser boba, é bem inspiradora, pois aprendi que são nos momentos difíceis, quando precisamos tomar as decisões mais sérias, coisas ruins até podem acontecer, mas vem sucedidas de coisas maiores, que estão guardadinhas para você só esperando para te fazer feliz!
Cony, espero mesmo que vc goste da história, eu precisava compartilhar isso, pois adoro a coluna te escuto no seu blog! Acho que não vejo mais nenhum outro blog discutir coisas assim, tão reais, ficam sempre naquela: viagens, roupas, maquiagem. Você arrasou! Beijos, Amanda
  • Cada vez mais acho que as mulheres estão se submetendo a barbaridades e humilhações com tal de acreditar que o dito cujo da vez é o príncipe encantado. Acreditam em tudo e não enxergam a realidade. Para a maioria é só ler o próprio email/desabafo que já terá a resposta… Meninas, fiquem espertas. Se um homem te faz mal, não aceite, não mascare a situação, não tente defendê-lo apenas para se sentir menos humilhada. Existem milhares de caras bacanas por aí, não se contentem com migalhas!
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