08
Nov 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Não podia deixar a semana passar sem publicar esta tag. Fico meio desesperada querendo dar resposta logo, pois imagino como vários coraçõezinhos (é assim que escreve?) devem estar ansiosos esperando uma palavra amiga para um momento difícil.

Vamos com o pedido de ajuda da Adriana??

“Eu sou uma daquelas que já se beneficiou várias vezes com os posts do coração aqui do Fufu. Até pensei, ah…vou falar de novo sobre isso. Mas como a mãe de uma amiga disse: a gente fala do que o coração tá cheio.

Eu sofri um baque muito grande na vida, uma dor que não tem nome. Tive meu primeiro namorado, que foi meu primeiro em tudo, uma pessoa por quem eu movia o meu mundo, sabe? A gente ia casar, estavam faltando 6 meses pra tudo de consumar. Já tínhamos comprado casa, eu estava vendo tudo da festa, nossa, convite, doces, tudo, tudo. E esse tipo de coisa marca a gente de uma forma que é inexplicável. Principalmente depois de ter sido traída, e todo mundo ficar sabendo disso antes de mim. Ah, tá, você vai dizer, acontece com todo mundo uma vez na vida. Mas dentre o “todo mundo” que falei ali, estão os meus pais. Sim, eles viram pelo Facebook e me falaram. Imagina a humilhação. Fora as mais ou menos 600 pessoas que trabalhavam comigo, e como ele trabalhava no mesmo lugar, T-O-D-O mundo soube. Você não sabe o que são olhares de pena…são pequenos peixinhos minúsculos sob a sua pele, te comendo por dentro. Sério.

E depois de um mês, ele assume tudo no Facebook, coloca em letras garrafais que está vivendo o melhor momento da vida dele, e casa com a mulher. CASA. E depois de um tempo, tem um par de filhas com ela. Sim, gêmeas. Óbvio que ele estava com ela, e devia ser há muito tempo…já deviam estar rindo de mim, falando de mim, judiando dos meus sentimentos.

Olha, tem um tempão que isso aconteceu. Anos na verdade. E fico me perguntando por quê ainda não deixei isso pra trás. Não consigo me envolver com ninguém, tenho medo de tudo, e hoje, focada no meu trabalho e meus estudos, fico tão pouco à vontade pra olhar, paquerar, seduzir – tudo o que fazia antes de conhecer o maledeto. Tudo antes de me sentir preterida, humilhada, e dolorosamente olhar pra mim e minar minha auto estima com vários dizeres: “Ah, ela tem peitão e eu não tenho”, ou “Ah, ela tem um corpão e eu tô gordinha, por isso que aconteceu”, ou “Ela deve ser sinistrona na cama”, ou “Ela é loira e eu sou pretinha, claro que ele ia escolhê-la”, ou qualquer outra bomba atômica pra minha auto estima.

Eu tento pensar que talvez ele não estivesse feliz, e tudo bem, estamos fadados a isso. Pode acontecer! Não sou perfeita, e talvez não estivesse mesmo fazendo ele feliz. Ela certamente tem algo que eu não podia oferecer. E tudo bem. E certamente ele tinha que procurar a própria felicidade, mas precisava ser desse jeito, me humilhando tanto, a ponto de estragar o meu coração? Sinto isso mesmo. Algo estragado dentro de mim. E não consigo melhorar isso.

Fui tão honesta, tão puro e sincero o meu sentimento, que minha pergunta é: Por que isso aconteceu comigo? Por que tive que ver meus pais sofrerem tanto? Me pergunto o que fiz pra merecer isso, e na boa, sem querer me vitimizar na história (existe esse verbo?) mas fico vendo a vida passar, sem muita perspectiva, e minha cabeça sabe o que tenho que fazer. Sim, no meio desse turbilhão emotivo, me tornei uma pessoa crítica – principalmente sobre mim. Sei que tenho que me permitir, abrir meu coração, conhecer outras pessoas… como li uma vez num livro, onde um dos personagens fala que o outro precisa sair, e o outro diz que não e então ele fala: “Não são estranhos…são apenas amigos que você ainda não conheceu.”

Sei que tem alguém aí fora, mas não consigo me livrar dessa síndrome da princesa da Disney, esperando o cara que vai me fazer esquecer isso tudo. EU SEI que sou eu que tenho que esquecer antes, mas não sei como começar.

Por isso escrevi.

Porque quero começar. De verdade. Juro mesmo, do fundo do meu coração. Tô cansada de chorar por isso, de sentir medo e de não me permitir…mas não sei o que fazer.

Me ajuda?¨

Adriana, estou sem palavras. Estou triste com sua tristeza e sinceramente acho que um abraço seria mais eficaz do que qualquer coisa que eu conseguir falar aqui. Você precisa de carinho, de colo, de amigas, de elogios, de gente que te faça sorrir. Grandíssimo FDP esse cara e provavelmente um dia também decepcionará a outra mas sabe de uma coisa? Isso não te pertence mais. O que acontece na vida dele agora, é problema dele e de quem o cerca. Você tem uma ferida grande, uma tristeza, uma mágoa e precisa virar a página. Foi feio? Foi. Foi humilhante? Sim, foi… O pior para mim é o sofrimento causado aos seus pais, pois com nossos pais não se brinca. E sabe como você vai deixa-los felizes? Sendo feliz. Se realizando, se divertindo, aproveitando a vida. Você não fez nada para merecer isso, quem um dia sofrerá as conseqüências será ele, mas novamente, esse não é ponto. O foco é você, seu bem estar, sua volta por cima. Passe por cima dos seus medos, se desafie, veja que você consegue ir muito além do que pensa. Não espere nada de ninguém, não pense que o primeiro que aparecer será o homem da sua vida, apenas se divirta. As coisas acontecem aos poucos, e quando você menos esperar, estará inteira novamente mas VOCÊ TEM QUE SE PERMITIR! Pare de ficar se vitimizando. Passou, já tem anos, já está na hora de levantar essa cabeça e seguir em frente. Não se compare com ninguém, todos somos únicos e não é um par de peitos grandes ou kgs na balança que vão te fazer mais ou menos mulher que outras. Não espere o cara aparecer, nada cai do céu. Dê uma chance para sua vida e saia atrás do que acredita. Se precisar de terapia, faça. Mas faça já. Te vejo muuuuuuuito magoada e com uma tristeza enorme e isso pode afastar as pessoas. Não deixe isso te consumir!

boas-coisas-acontecem

Ufa… que dificil o caso da Adriana né?? Mas o da Janaína está tão punk quanto…

“Oi Conita! Esses dias estava passando por uma situação muito mal, então vi teu post e resolvi lhe escrever, deixa me apresentar então.

Meu nome é *Janaína, tenho 22 anos e moro com meus pais. Sou adotada e tenho uma irmã que é filha deles. Minha mãe não me trata como filha, dá tudo do bom e do melhor pra ela e pra mim nada. No momento sou estagiária e o dinheiro que eu ganho tenho que separar para passagem da faculdade, do trabalho (pois não dão vale transporte) e pago algumas contas. Resultado: sobra nenhuma agulha e as vezes que peço alguma coisa pra minha mãe ela fala que eu tenho dinheiro. Há muita distinção entre nós, a minha irmã ganha curso de inglês, viagens, cirurgia plástica, academia, aparelhos eletrônicos caros etc; e quando chega a minha vez minha mãe diz que não tem dinheiro. Estou precisando de um armário para colocar minhas roupas e ela simplesmente me deu um armário antigo do meu avô todo manchado e eu nada. Poxa sou uma filha ótima, dou ótimos rendimentos, trabalho, estudo à noite, nunca fiquei de gandaia e nem na rua altas horas com amigas ou garotos, não fumo, não bebo, não uso drogas. Enfim, quando falo para o meu pai ele não faz nada, minha irmã gasta uma nota no cartão dele e ele não fala nada, até meu namorado nota a diferença de como ela é tratada. Eu estou surrando Cony, me ajuda a superar isso, o que eu tenho que fazer para essa distinção acabar ou não rs. Desculpa pelo desabafo. E obrigada por tudo, sou fã do seu trabalho e adoro quando chega sexta pelo post dos achados das leitoras. Sou uma leitora assídua, porém não costumo comentar, agora já me conheces. Beijos Te Adoro e sucesso querida.”

Jana Jana, que situação complicada menina! Não entendo isso de pais adotarem e tratarem os filhos diferentes. Filho é filho, e acho até que deveria ter um cuidado especial com o filho adotado justamente para ele em NENHUM MOMENTO se sentir diferente dos outros, ou alguém fora da família. A única coisa que posso te aconselhar é que você chame seus pais para uma franca conversa e fale tudo o que está sentindo. Não sei se sempre foi assim ou se aconteceu algo para isso ocorrer mas tente conversar com eles. Seja clara em relação aos seus sentimentos, mas fale tudo com muita calma e tranquilidade. Boa sorte tá?

4a2b7fd92c3ac2c62dd7328cd814008a

Agora vamos para uma história feliz e de superação? Adorei o mail da Dani, acho que serve de incentivo para muitas mulheres!

“Oi Cony, boa tarde tudo bem?? Te adoro muito, seu blog e vc como pessoa!

O que vou contar hoje já é uma história do coração superada, mas se servir, ficarei feliz e pode divulgar meu nome, não tem problema.

Eu tenho 31 anos e duas filhas lindas que amo muito. Meu relacionamento acabou em 2011 e o Futilish e você me ajudaram muito. Fiquei anos em um uma relação e acabou e quando acabou me senti perdida, sem chão, sem saber como recomeçar, me sentindo mal, sofri horrores.

Mas com o tempo (o tempo ajuda muito), fui  me reerguendo, recomecei a sair, aos poucos, e com o querido tempo aprendi a me amar sozinha. Comecei a fazer programas sozinha, cinema, jantar, fui reencontrando amigas… Já gostava de treinar, mas intensifiquei ainda mais a malhação e aprendi a me amar, sem ser dependente de alguém. Curtia minha vida com minhas filhas etc…

Mas lá no fundinho da cabeça sempre batia aquele pensamento: um dia quero um namorado, quero curtir tudo que não curti nessa vida, porque até hoje só tinha cuidado de criança e casa kkkkk e pensava também: quem vai querer namorar uma mulher com 2 filhas?? Eu mesma tinha esse tipo de preconceito comigo mesma ainda mais pelo fato de morar numa cidade pequena e os homens ou melhor, moleques só se aproximavam sabe pra que né? Sei que sou grandona, chamo atenção e isso me entristecia muito. Mas como disse, aprendi ser feliz sozinha, comigo mesma, com meus programas e não admitiria ninguém mais me fazendo mal!

Porém, num lindo dia de verão, conheci meu atual namorado na academia, onde sempre treinei e nunca tive olhos pra ninguém. Entrou um aluno novo e desde o momento que o vi, sabia que era o amor da minha vida…

Sempre digo que já era feliz, pois tinha aprendido ser feliz sozinha, sem um companheiro, porém, hj sou mais feliz porque ele me complementa!!!

Hj sou mais madura, mulher, vivo feliz numa relação saudável e se hj sou o que sou, foi graças a esses dois anos sozinha, sem relacionamentos e em um auto conhecimento incrível! Sofrer é ruim demais, porém quando saímos disso… saímos fortes e com uma vontade imensa de ser feliz!! Meu conselho é: tentem fazer programas que gostem, coisas que nunca fizeram antes, cuidem da sua aparência e sejam felizes com vocês mesmas!! Tudo tem hora certa!! Creio muito nisso!! Bjoss”

Dani você não imagina como fico feliz ao ler casos como o seu! Eu também ficaria aterrorizada, ainda mais pelo fato de ter duas filhas, mas você foi sábia e paciente e está mais linda do que nunca. E sim pessoas, ela tem UM CORPÃO que pelamordedeus! Você está certíssima, a gente nunca pode se abandonar! Amor próprio é tudo, por isso bato tanto na tecla da vaidade. Gente, se amar e gostar do que a gente vê no espelho é maravilhoso e te dá força e segurança para peitar qualquer situação! Beijos e obrigada!

5511198fadfd17c790f724b684c767fe

  • Hoje o Chora que Eu Te Escuto está bem eclético: um caso de amor, um de família e uma linda história de superação. Falta pouco para eu liberar o segundo chamado para emails hein!!! 
  • Agora é com vocês! Como ajudariam a Adriana e a Janaína?
29
Oct 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

4.640 pessoas participaram da votação sobre o nome da tag e “Chora Que Eu Te Escuto” ficou em primeiro lugar com 27% dos votos! Disputa acirrada com “Entre Amigas” mas voto é voto e vocês sabem bem disso rs #indiretas.

Vamos começar com o feedback da Rafaela, o caso mais tenso do post passado. O que será que ela achou de todas as respostas??

“Meninas, primeiramente, tenho que agradecer demais a todas vocês. Li todos comentários, um por um (várias vezes, em vários dias) e vocês não tem noção do quanto me ajudaram. Meus amigos próximos não conseguiam detectar o óbvio.. Ou se detectaram, talvez não tenham tido coragem de falar.

Eu estava tão, mas tão fragilizada, que não via que simplesmente não existe justificativa plausível para um namorado ficar 10 dias em silêncio, apesar das minhas tentativas de contato. E, por ironia do destino, no dia que a Cony publicou meu desabafo, ele mandou uma mensagem com os seguintes dizeres:

“Rafaela. Não estou doente. Não fui demitido. Não estou punindo você. Talvez esteja punindo a mim mesmo. Quando uma das partes não está em sintonia, não tem como nada dar certo. Preciso estar só. Prefiro falar com você semana que vem.”

Pois então, nem consegui responder. Achei perverso, egoísta, tétrico, Ontem fez 2 meses que meu pai faleceu. O MÍNIMO que ele tinha a fazer era respeitar meu luto. Se quer ficar sozinho, se está afim de outra, não sei. Mas ele tinha a obrigação moral de me deixar em paz. Ele carregou o caixão do meu pai há um pouco mais de um mês e acompanhou meu sofrimento durante o estado terminal dele e sabe o quanto eu sofri (e continuo sofrendo). Não queria que ele ficasse comigo por pena, mas que tivesse a consideração de acabar comigo de uma maneira respeitosa, e não simplesmente deixando de falar comigo e sendo refratário..

Ainda estou arrasada, pois estou vivenciando também o luto da perda do meu pai, pois é bem recente. Não estou me vitimizando: voltei a correr, estou fazendo acupuntura com uma médica anestesista (para aliviar o sofrimento), estou indo em psiquiatra, tomando remédio para ajudar a dormir, fazendo terapia e vou nesse sábado num centro budista para aprender a meditar. A psiquiatra não quer me dar antidepressivos, pois disse que estou vivendo dois lutos (o do meu pai e o do meu relacionamento) e que isso é um processo a ser vivido, e que nem toda tristeza pode ser medicada. Que não pode me entupir de remédios para eu não sentir nada. Tenho me mantido ocupada com o inventário do meu pai e em cuidar da minha mãe, que está devastada (eles tiveram um casamento LINDO de 40 anos). Tive que assumir tudo de burocrático que uma morte provoca. Assumi a casa, estou organizando as coisas inacabadas que meu pai deixou (inclusive uma reforma) e estou cuidando também do meu irmão. Virei o “macho alfa” da família e, apesar de triste, aprendi que, graças a Deus, ninguém morre de amor.

Por último, ainda não sei o que faço com essa mensagem que recebi. Se vou atrás pra colocar um ponto final e dizer tudo que ficou entalado e pegar minhas coisas, ou se simplesmente deixo assim. Se puderem, gostaria de saber a opinião de vocês.

Quero agradecer especialmente à menina que indicou o livro “Ele não está afim de você”. Li em questão de um dia. Parece bobo, mas tudo é muito simples. A gente é que fica inventando justificativas para comportamentos estranhos.
Outro agradecimento especialíssimo à Cony, que é uma pessoa incrível. Não tenho nem palavras pelo colo que está me dando.
E, finalmente, à Pati, que mesmo à distância está ajudando a juntar meus cacos de uma maneira que nem sei explicar.

Vocês são INCRÍVEIS! Um beijo enorme”

Rafita, concordo DEMAIS com sua psiquiatra. Não tome remédios. Passe por isso com toda a coragem e força do mundo, luto não pode ser disfarçado, tem que ser vivenciado… Estou feliz que você não está deixando ser derrotada pela situação. Ocupe sua cabeça, tudo vai passar, te garanto! Beijos.

e5e94d1eedfa4a3f58aab5403e627617

Agora vamos com os novos casos!

Chora Manuela…

“Olá meninas! Estou feliz por poder desabafar!

Minha história é a seguinte: são 9 anos de relacionamento, sendo que 5 anos casada. Eu o conheci muito nova, foi meu primeiro namorado e o único homem de minha vida.

Nosso início foi difícil pq eu já estava bem apaixonada, mas ele não queria nada, só estava curtindo e, por isso, ele me magoou várias vezes. Contudo, com o tempo, ele foi se envolvendo mais e mais e hoje posso dizer que ele me ama de verdade. Ele é um cara super família, doido para ter filhos, trabalhador, sincero, me ajuda bastante com as coisas de casa, me apoiou muito nos meus estudos, minha família adora ele, pois ele os trata muito bem, exceto minha mãe, eles costumam ter uns conflitos, mas nada muito exagerado.

No entanto, apesar das qualidades, que sei que elas existem, temos enfrentado muitos problemas. O trabalho dele é aos finais de semana, e também exige que ele viaje regularmente, enquanto que eu trabalho durante a semana, logo, temos poucas oportunidades para curtimos sozinhos, com tranquilidade, exceto o período de férias. Isso resulta em várias situações que fico sozinha, como festas, reuniões de família, casamentos, encontro com os amigos, meu aniversário, até mesmo o casamento da minha irmã, que seríamos padrinhos, ele não pode ir, e mesmo assim ele não acha que precisa me compensar por conta disso, eu tenho que aceitar e ponto.

Além de tudo isso, ele não é uma pessoa carinhosa, nem romântica, é insensível e muito orgulhoso. Portanto, são raras as vezes em que há um pedido de desculpas.

Também há o fato que temos poucas coisas em comum, os gostos, o modo de pensar, o modo de viver, tudo é bem diferente. Esse detalhe, no início, pode parecer interessante, mas com o tempo começa a surgir o desejo de ter alguém que esteja na mesma vibe, que seja mais próximo do que somos.

Com o passar dos anos, nossas brigas aumentaram, normalmente brigamos por besteiras, mas que se tornam grandes, e com a quantidade de conflitos, a bola de neve vai aumentando e vai ficando difícil se entender e resolver essas questões. O problema é que por serem besteiras fica mais fácil vc deixar pra lá, a gente tenta superar, esquecer, e acaba que com a rotina aquele desentendimento fica para trás, no entanto, no fundo, ele ainda está ali, me incomodando e impedindo que eu fique 100% bem.

Claro que temos ótimos momentos juntos, eu não seria tão louca assim, mas a vontade de terminar o relacionamento tem aparecido constantemente, e eu não acho isso normal quando se ama alguém. Sou nova, penso em tudo que poderia estar vivendo, curtindo, me sentindo livre, mas ao mesmo tempo tenho medo de me arrepender, de ficar sozinha, de descobrir tarde demais que realmente era ele que eu queria para a vida toda.

Eu estou completamente em dúvida, mas não sei se essa dúvida é influenciada pelo tempo que temos juntos ou pela vontade que tenho de viver coisas novas. Sei que é um caso difícil. Só queria mesmo algumas opiniões. Tentei objetivar ao máximo nossa relação.

Obrigada!

Manuela, sinto um pouco de egoísmo da parte dele sim. Casamento da sua irmã e sendo padrinhos é motivo importantíssimo para conseguir uma folga no trabalho, ainda mais que isso é avisado com muita antecedência!!! Se encaixa naquela famosa frase: quem quer faz, quem não quer arruma desculpa. Não sei qual o trabalho dele, se é algo tão impossível assim de conseguir uma folguinha mas sei lá, isso me chocou um pouco. Outra coisa que percebi fortemente é sua insatisfação, suas dúvidas e seu constante pensamento em separar. Acredito que não seja falta de amor mas sim o fato de você ter casado muito nova, não ter se relacionado com mais ninguém e a vontade de viver coisas inéditas. Meu pai sempre me falou: aproveite muito a vida, conheça vários homens, se divirta! E olha que namorei 15 anos mas o ano que fiquei solteira, aprontei até dizer chega e foi ótimo! Quando resolvi namorar, vi que era uma pessoa que valia a pena e merecia minha dedicação. É péssimo eu te falar isso porque só vai te dar ainda mais vontade de conhecer o desconhecido mas sinceramente é o que eu acho. Sei que tem muitos casos de mulheres que se casaram com seus primeiros homens e são super felizes, mas em algum momento serão atormentadas pelo pensamento de “E se eu não tivesse casado tão cedo? E se eu tivesse mais experiência?”. E muito cuidado para não desgastar ainda mais sua relação ao brigar por bobagens… Vocês já não ficam muito tempo juntos, brigam por qualquer coisa, e você ainda querendo conhecer coisas novas… Cuidado! É uma situação MUITO complicada para dar qualquer tipo de opinião… EU optaria por viver o desconhecido, mas sua realidade pode ser bem diferente!

doubt

Agora é a vez da Milene chorar…

“Oi, Cony, tudo bem? 

Meu nome é Milene, e tenho 20 anos. Faço vestibular para Direito e enquanto não entro na faculdade, trabalho de recepcionista em uma multinacional.

Muita coincidência, estava há um tempo sem entrar no seu blog, e logo agora que terminei meu namoro, entro e vejo essa novidade.

Sempre tive um dedo podre pra escolher namorado. Até que há um ano, conheci o Bruno. Uma pessoa espiritualizada, de 30 anos, mas que ainda mora com os pais e vive um pouco no mundo da lua. Mesmo assim, fiquei apaixonada por ele. Finalmente tinha conhecido um cara legal e em quem eu podia confiar e com uma familia legal.

Depois de um ano, algumas coisas foram me incomodando, como o fato dele não ter um trabalho fixo. Não poderia ficar com uma pessoa que me desse conforto, mas que não tivesse planos de futuro, de formar uma familia e etc…

Mesmo com isso me incomodando, nunca me abri pra ele. Mas me abri pros meus amigos, e até mesmo para o meu ex namorado.

Até que um dia, o Bruno pegou meu celular e viu minhas conversas com esse meu ex. Falando tudo isso. De achar que o Bruno era acomodado, que vivia no mundo da lua, e que me dava conforto mas nao me oferecia futuro. Resumo: Bruno ficou triste, enciumado, terrminou comigo. Eu estou arrasada, arrependida, me sentindo uma monstra e mal consigo trabalhar. O que faço Cony? Estou me sentindo a pior pessoa do mundo. E quero ele de volta. Mas pelo o que ele disse, não tem volta de jeito nenhum. Estou tão mal. Só choro e choro e choro. 

Beijos, querida. E obrigada.”

Vish! Hoje só tem caso difícil! Essa dele ver a conversa no seu celular foi punk. Não tiro a razão dele em terminar, eu teria feito a mesma coisa. Poxa, se está tão insatisfeita assim, vai chorar as pitangas pro ex namorado e ainda detona o cara? Sim, foi pesado MAS há males que vem pra bem. O fato dele já ter 30, não ter emprego fixo e viver no mundo da lua me incomoda. E muito. Faltou conversa, você deveria ter exposto sua preocupação para ele! Você tem apenas 20 anos (10 a menos que ele) e já começou seu texto mostrando sua preocupação e investimento profissional, vai fazer Direito e enquanto isso trabalha numa multinacional. Madura hein? Agora me diz… você realmente quer ele de volta ou está se sentindo culpada pela mancada do celular? Você aceitaria viver angustiada com um homem que não te oferece futuro sendo que você já está batalhando para isso? Isso é muito importante, quando você tem um relacionamento sério com alguém a intenção é construir uma vida juntos, sólida, de união e se você está vendo isso loooonge, se o seu esforço é bem diferente do dele, melhor nem continuar mesmo. Pensa direito no que você quer e no que você merece! Errou no lance do celular? Sim, errou, mas talvez só adiantou uma situação que iria acontecer em breve.

as-vezes-voce-tem-que-esquecer-o-que-voce

  • Hoje está tenso! Conto com a ajuda de vocês, minhas sábias leitoras! Sabiam que também aprendo muito com vocês? Sempre falo que me orgulho de ter um dos públicos mais inteligentes e informados da blogsfera na categoria Moda e Beleza rs. Sério, tem cada comentário que me faz MORRER de orgulho de publicar aqui no Futilish. Mulher inteligente e vaidosa, temos aqui! Chega de babação, me ajudem com essas meninas!
  • Ah, ainda não mandem emails para esta tag. Aguardem segunda ordem rs.
25
Sep 2013
E Depois do Fim?
Cotidiano

Lembram daquele post que fiz sobre fim de namoro? Foi bonito. Bonito não pelo o que estava escrito mas sim pela troca de experiências e ver o quanto as meninas tiraram proveito dos conselhos e discutiram seus problemas. Acho que falta um lugar tranquilo e de confiança nesses momentos que a gente quer conversar, mas não quer mais incomodar aquela amiga querida, quer ser ouvida mas não quer falar, quer desabafar mas não quer que ninguém te veja chorando…

É punk. Não vou dizer que é fácil não. Tem momentos que a gente tá mega feliz e num segundo, cai tudo. Claro que com o tempo a gente aprende a lidar melhor com isso e acaba ignorando essas recaídas. Faço o “estapeamento mental” e acordo. Mas que dá vontade de ligar, de repensar tudo, de achar que ¨não era tão ruim assim¨, ô se dá.

41025046576870381_g2w447Bu_c_large

Mas se a gente ficar nessa pendenga de voltar atrás, nem que seja um segundo e na memória, a vida não flui. Não adianta. Surgirão comparações, lembranças de coisas pequenas que te faziam bem, aquele bar que vocês iam, aquela música que sempre tocava quando estavam juntos, aquele ator que ele ama e você passou a gostar também, aquelas manias idiotas que os casais acabam incorporando e que depois do término, permanecem.

Ai como dói. Mas a vida tem que continuar. E talvez a parte mais dolorosa de uma separação nem é o dia do término, mas sim o dia que você permite que a pessoa saia de vez da sua vida e que cada um siga seu caminho, livre, sem se importar com o destino mas sim com a felicidade do outro. Afinal todo aquele amor não acaba de um dia pro outro, talvez nunca acabe. Mas vai se transformar em bem querer, em desejar sucesso, felicidade, tranquilidade, paz, mesmo que isso signifique um caminho completamente oposto ao seu, onde você não vai poder se intrometer ou dar pitaco, e pode ser no meio de outras pessoas completamente diferentes de você. E vai ter que aceitar, desejar boa sorte e deixar ir. Essa sim vai doer mais, a tal fase da libertação.

Li um texto que me fez chorar, quando achei que nem choraria mais por isso. Reli e ¨rechorei¨. E toda vez que leio, meus olhos se enchem d’água. Porque podemos estar muito certas do que queremos e do que é melhor pra nós (e o quê realmente merecemos), mas assumir isso, aceitar e falar, “ok, chega, segue teu caminho, daqui pra frente é cada um por si e talvez eu nem veja seu rastro”, é forte e é a decisão de uma vida.

O texto é da Naiá Aiello, amiga que escolhi pra irmã e que conheci graças ao blog. Ela é jornalista e tem o dom da escrita. E traduziu exatamente como as coisas devem ser.

¨Às vezes a gente precisa deixá-lo ir. Mesmo quando dói o peito de uma forma que nem se consegue explicar. Quando a gente diz que esqueceu mas, no fundo, a lembrança se faz tão presente. Eu preciso te deixar ir, menino. Passou da hora. O relógio já girou tantas e tantas vezes que até perdi as contas. Fiquei olhando e me perdi nas minhas ideias. Eu sei o quanto machuca e você não precisa me dizer. Embora pareça que não sinto nada, embora eu tente – e tente tanto – fingir que isso não me incomoda, aqui dentro uma senhorita ferida ainda custa a cicatrizar. Não pense que não. Porque se pensar, chego a acreditar que você nem me conhecia direito e isso é ruim de imaginar. Principalmente por alguém que me conhece tão bem. Ou conhecia, sei lá o quanto mudei. Sei lá se mudei tanto assim, também. Eu só sei que é chegada a hora. Que passou da hora. E eu não posso mais te manter aqui no meu peito dessa maneira. Não é justo com ninguém e tampouco contigo, menino. Afogar você nos meus instintos tão avulsos. Por isso eu te deixo ir. Assim, lentamente, como quem se deixa levar numa maré calma e suave. Assistindo o balanço do mar numa tardezinha semi-ensolarada de outono. Por te querer tão bem eu te liberto, querido. Eu te deixo ir com a certeza de que você vai ser feliz, eu rezo, eu rezo pra que seja todas as noites e todos os dias, vai feliz, que eu olho daqui por ti.¨

Glup.

Mas porquê tô falando disso? Porque continuo recebendo e-mails de gente que está passando por um término e está perdida. O fim infelizmente não se resume a um dia, minha linda. Quem dera fosse assim. Mas a gente vai passando por fases até chegar na libertação, que é o verdadeiro fim. Fim é uma palavra muito forte, digamos melhor, o encerramento de um ciclo. No fim de um, começa outro e por aí vai. Mas ser forte, ser mulher o bastante para querer o bem de quem você tanto amou (mesmo que tenha te feito mal de alguma forma) é um ato nobre, digno e que traz paz. A alma agradece e aí sim, sua vida vai continuar e fluir de uma maneira que você nunca imaginou.

390385_182152288587638_8264264_n_large

  • Tô devendo a playlist da felicidade, I know. É que tem músicas novas… rsrsrs. PROMETO postar em breve. Me cobrem.
  • Tava pensando em fazer uma tag de conversinhas, pensamentos, o quê acham? 
  • AHH, a Naiá tem um blog onde ela escreve algumas coisas beeeem legais. Para quem gostou do texto, tem mais aqui.
Página 22 de 23« Primeira1920212223