09
Sep 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Abri a sessão do Chora e já vou fechar de novo! Recebi MUITOS emails e farei o possível para publicar todos ok?

Caso 01 – She-Ra

Oi Cony, tenho 30 anos e estou hj na minha terceira graduação que é medicina. No primeiros curso que fiz atuei na área mas era muito mal remunerada e sempre tive vontade de fazer medicina mas na minha cidade não tinha e eu nunca quis sair de casa pra estudar, foi então que minha mãe faleceu e eu me vendo sozinha (sou filha única de pais separados) saí pra capital e fiz cursinho e passei. Hj estou na metade do curso e amo muito. Enfim, tenho um namorado de 5 anos q faz tudo por mim, tbm faz medicina em outra cidade (350 km). Mesmo não sendo tão longe não nos vemos muito pois nenhum de nós tem tanta grana pra bancar as viagens. De uns tempos pra cá estou me sentindo atraída por um amigo da faculdade que é ex namorado de uma grande amiga. A uns 2 anos atrás rolou um beijo entre nós. Nada além disso. Estavamos bebados e acabou rolando. Nós nunca falamos sobre isso pois ele sabe q tenho namorado e a ex dele é minha amiga. Além dele ser super tímido. Só q às vezes essa paixão q tenho por ele aflora, outras vezes mantenho ela quetinha. Nós somos muito próximos. Não sei se minha paixonite por ele é apenas carência ou se é de verdade. Volta e meia alguém pergunta se somos namorados na rua (restaurante, os pacientes) pois andamos juntos o tempo todo. Sinto muita vontade de ficar com meu amigo mas nem sei se ele sente o mesmo por mim, e também tem meu namorado, que apesar de ter dado um beijo nesse amigo, foi a única vez que o traí. Cony e leitoras, me ajudem. O que fazer?

Carência purinha. Eu acho! Você mesma disse que seu namorado faz tudo por você, e porque você faz isso com ele? Se não está resolvida nos seus sentimentos, termine o namoro e se organize sentimentalmente. Mas no fundo acho que é só carência mesmo… A distância, você morar sozinha, não ter ninguém perto… Pense um pouquinho e veja se está sendo legal com seu namorado e se realmente o ama.

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Caso 02 – Storm

Oi Cony! Sou tua leitora antiga e fanzona dessa tag, obrigada! É o seguinte, estou num dilema sobre mudar de país ou não. Tenho 33 anos, trabalho em uma indústria Química onde atuo como química (me formei em 2013). Estou feliz com o meu trabalho, amo o que eu faço, ganho bem, tenho casa própria (quer dizer, financiada..rsrs) Mas eu e meu marido temos um grande sonho de ir morar fora, mais precisamente na Alemanha. E é daqueles sonhos que te faz acordar pensando nele e dormir pensando nele também. O que me tira o sono é que me parece que deixamos pra correr atrás desse sonho meio tarde. Somos casados há 11 anos, não temos pressa para filhos e penso que agora que meu marido perdeu o emprego com 38 anos seria mais um empurrão pra buscar esse sonho. Eu tenho terceiro grau e falo inglês mas não com fluência e meu marido não tem terceiro grau completo e é fluente em inglês. Preciso da tua ajuda e das meninas Cony! Será que estamos pensando besteira?  Dá tempo de eu tentar alguma coisa? Qualquer emprego, mestrado? Se não conseguirmos pra Alemanha nossa segunda opção é Portugal. Meninas mais experientes, eu não sei nem por onde começar, sempre fui verde nesse aspecto. Existe algum escritório daqueles que tu paga um assessoria pra te incluir no mercado de trabalho em outro país? Tenho mandado meu CV para as vagas que aparecem através do linkedIn mas tá difícil. Nos dêem uma luz, nos dêem um norte! Sinto que to perdendo um tempo muito valioso em ficar pensando o que fazer e não fazer nada. Eu e o meu marido agradecemos! Bjs

Gente, toda vez que vejo alguém em dúvida sobre ir embora ou não, me dá siricutico de COMASSIMMMM? Amiga, ALEMANHAAAA, primeiro mundo, Europa! E é um sonho de voces!!!! Você mesma diz que dormem e acordam pensando nisso, não tem filhos ainda, ele desempregado… Eu sei que pesa o fato de você ter um emprego bom e que paga bem mas sei lá… Eu iria! Mais pelo sonho e por não se arrepender futuramente. Eu sou daquelas que diz que é melhor se arrepender do que foi feito do que não ter feito nada. Vá! faz um pé de meia bom aqui e se manda! Só tenha a cabeça preparada para trabalhar de QUALQUER coisa. Qualquer emprego será um começo e não necessariamente será assim pra sempre. Não pense que vai chegar com um alto cargo ou coisa assim, vá na humildade e aproveite! O que vier é lucro.

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Caso 03 – Jem

Cony, tenho 38 anos, e entre namoro e casamento tenho 15 anos com meu marido e um filho lindo. Nos damos bem, claro que já tivemos altos e baixos afinal são 18 anos de relacionamento. Isso foi só a introdução mas o chora não é sobre meu marido e sim sobre um “amigo” (vc entenderá as aspas mais adiante)
Esse meu “amigo¨ eu conheci aos 15 anos. Eu tinha 15, ele 17. Estudávamos no mesmo colégio e me apaixonei platonicamente por ele. Ele nunca me deu bola, sabia que eu era interessada nele mas gostava de me pisar e me esnobar vez ou outra. Fui uma adolecente meio feiosa, sem vaidades sabe?
Dois anos depois ele teve um câncer, fez quatro cirurgias, quimio e eu estive presente o tempo todo. Nesse período fiquei muito amiga da mãe dele também. Ela sempre foi muito ligada a ele e o chão caiu para ela quando descobriu a doença do filho. Conversamos muito, sempre dei força a ele, colocava ele para cima nos momentos difíceis da doença e graças a Deus ele se curou!
Passado o sufoco, sempre me disse que eu fui muito importante na vida dele, que muita gente se afastou dele na época da doença e eu sempre estive do lado dele. Só como amiga, nunca tivemos nada. O tempo passou, ele mudou de estado pq passou em um concurso, casou, teve filho, eu também casei e vez ou outra nos aniversários, natais, nos falávamos por e-mail ou por telefone. Sempre iniciativa minha manter o contato.
Quando casei liguei para ele para contar, quando tive filho também mas ele nunca me falava nada da vida dele, sempre sabia através da mãe dele (fiquei amiga dela independente da amizade que tinha com ele).
Um longo tempo passou, ele voltou a morar na mesma cidade que eu e separou da mulher porque descobriu uma traição e no dia que estava separando por acaso nos encontramos. Percebi algo estranho nele, senti que ele não estava bem mas fiquei na minha. No dia seguinte ele me ligou, me contou da separação e perguntou se podíamos marcar para almoçar. Fomos almoçar,ele me contou tudo sobre a separação (ele ficou bem mal) e eu, mais uma vez, estava lá, ouvindo, consolando. Deste dia em diante me ligava com frequência, conversava muito comigo, me dava atenção. Não tivemos nada mas lá no fundo eu gostava da atenção porque a pessoa que tanto me esnobou na adolescência estava me dando atenção. Não dava em cima de mim, nunca me faltou com respeito mas dizia que eu estava bonita (e eu realmente estava porque passei a me cuidar, ter vaidades, cuidar de mim, do meu corpo, coisa que não estava nem aí quando adolescente) e nos aproximamos muito nesse período, saíamos para almoçar, conversávamos por telefone, ele era muito atencioso comigo. Nunca traí meu marido, nunca! Mas não nego que mexeu comigo a situação
Em seguida a ex mulher levou o filho para morar em outro estado e ele desabou. Mais uma vez eu estava perto consolando, ajudando, ouvindo. Em seguida um acidente de carro e eu ajudando, consolando, ouvindo. Por várias vezes ele me falou que jamais casaria de novo e eu sempre falando que ele não pensasse desta forma, que ele estava magoado, que sim ele encontraria alguém. Sempre ajudando, consolando, ouvindo…
Passado o tempo, percebi que ele começou a se afastar de mim. Não me ligava mais, não passava mais mensagem. Resolvi passar um whats app para ele, perguntando como ele estava  ele me respondeu da maneira mais seca possível. E assim foi.
Um belo dia em que a mãe dele me ligou me perguntou “Sabia que seu amigo está namorando” e eu falei que não, que ele não tinha me falado. Assim foi e ele ficou noivo, casou (já tem um ano de casado). Tudo isso soube pela mãe dele. Nesse tempo, falou comigo algumas poucas vezes (aniversário, natal) e nunca, nunca mencionou o namoro, o noivado, o casamento… Que decepção Cony!!! Uma pessoa que por tantas vezes eu motivei, coloquei para frente, escutei tantas coisas difíceis sobre a vida e num momento de alegria, é incapaz de me contar. Simplesmente me excluí da vida dele, simplesmente finge que eu não existo. Tem horas que eu paro e penso e semplesmente não acredito! Posso até estar sendo dramática demais mas me doeu tanto. Que amizade é essa? Que pessoa ingrata é essa? Quanta falta de reconhecimento é essa?
Um dia desses conversando com a mãe dele não aguentei e falei tudo isso que estava sentindo, falei que estava muito magoada e ela me disse que eu deveria considerar o quanto deveria ser difícil para ele contar para mim que estava namorando, que tinha casado… Ou seja, na hora do aperto é fácil me procurar, ter uma pessoa disposta a ouvir, a consolar e na hora que algo bom acontece ele simplesmente me excluí da vida dele?
Muitas mágoas sabe? De um amor não correspondido na adolescência (me esnobando muitas vezes) a uma amizade não correspondida depois de tudo o que eu fiz por ele.
Já pensei em procurá-lo e falar tudo o que eu sinto pq estou com isso engasgado sabe? Mas não sei se vale a pena 🙁 O que vc faria no meu lugar? HELP!

Já reparou que é SÓ VOCÊ que vai atrás dele? Ele não te dá satisfação de nada, não quer saber da sua vida, não te conta da dele e você está lá, ligando, mandando mensagem, sempre procurando uma forma de se aproximar e ele, que não é bobo, só quer sua cia quando está com problemas. Olhe de fora… tá vendo o que eu tô vendo? Você criou uma relação que não existe, ou melhor, existe só pra você. E seu marido nisso tudo? Você é casada, lembre-se disso! Cada escolha, uma renúncia! Já pensou se ele tivesse uma amiga assim, e estivesse chateado porque a amiga sumiu? Uma mulher que ele sempre vai atrás e quer saber o que ela está fazendo? Você iria gostar disso? Não confunda as coisas, amigos a gente trata como amigo e existe reciprocidade, se quiser algo a mais, se resolva e tome uma atitude madura e responsável! Não crie contos na sua cabeça… Ele está vivendo a vida dele como sempre e parece estar super bem sem você… Deixa isso pra lá e vá cuidar do SEU jardim, não do dos outros.

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  • Não mandem mais Choras por enquanto, vamos acabar com essa leva!
01
Sep 2016
Chora Que Eu Te Escuto!!!!
Chora Que Eu Te Escuto

Minha choradeira foi na terça, hoje é a vez de vocês!

Caso 01 – Debbie

Tenho 23 anos e estou vivendo um momento decisivo na minha vida.Estou em um relacionamento a (longa) distancia há apenas 1 ano, e já sinto a maior pressão para me mudar de país e ir viver com o meu namorado nos US. Ao longo desse ano ele veio me visitar  praticamente de 2 em 2 meses, entre férias e viagens surpresas. Nos conhecemos em uma viagem que eu fiz para lá, um mini intercâmbio. Ele é brasileiro de nascimento, porém, foi embora bebê.

Ele é muito atencioso e apaixonado. Fala em “futuro” comigo o tempo todo, quer realizar planos e faz questão de se fazer presente mesmo longe. Quando não chega de surpresa, me manda lembranças, massagens.. Faz tudo para me agradar, sempre se preocupa com o que estou precisando, com meus problemas e etc. Só acredito que ele é assim sempre porque faz o mesmo com a mãe dele até hoje. Minhas amigas o chamam de “príncipe” e todos, familiares, meus pais, pais dele, amigos… todos perguntam quando vou embora, é o único assunto que têm comigo.

Mas eu não sou de esconder a parte ruim (pelo contrário). Somos os dois nervosos, de paciência curta, grosseiros.. As nossas discussões que começam por bobagens tomam proporções absurdas. Quando vem uma discussãozinha parece que vamos nos matar (a ponto de nosso pais terem que pegar o telefone e entrar no meio). Nosso relacionamento as vezes é uma palhaçada, em quase toda briga pensamos em terminar (da boca pra fora, que é pior ainda). Todos culpam a distancia e a idade, já que quando estamos juntos tudo flui muito bem. Mas não sei, sou muito desconfiada… Levanto a bandeira de respeito e amor próprio acima de tudo, e sim, falta muito respeito nas nossas brigas. Eu definitivamente não estou acostumada. Tive um relacionamento anterior longuíssimo, com uma pessoa calma até demais, onde não existia brigas, ciumes, stress (e como minha mãe completa a frase.. nem amor!).

Tenho uma vida confortável devido aos meus pais. Sou formada em uma área nada promissora por aqui e no momento estou acomodada em um emprego onde ganho pouco, me estresso muito e não tenho oportunidade nenhuma de crescer. Porém, o  que eu ganho é meu, não preciso ajudar em casa com nada, tenho meu carro, e sou levemente mimada pelos meus pais, que, apesar de esperarem o momento em que vou “dar um impulso na minha vida profissional” não me cobram quase nunca. Essa situação me permite usar um segundo motivo para a mudança, para não dizer que penso em ir embora só “por amor”. Lá eu posso tentar novas oportunidades profissionais depois que eu me estabelecer. Estudar lá é caro, mas depois de um tempo posso fazer cursos, um mestrado, pós, validar meu diploma lá, ou mesmo mudar de área.

A questão aqui é a duvida, falta de coragem… Sou muito racional e pessimista em tudo. Tenho medo, insegurança, fico calculando tudo que pode dar errado. Mas quase nunca o quanto eu posso ser feliz e realizada. Penso nas dificuldades de um “casamento” entre duas pessoas que nunca conviveram no dia-a-dia, penso no abandono do meu lar, na distancia dos meus pais, penso na pouca idade (e imaturidade natural) dele, ops, nossa. Tenho medo de demorar para arrumar um emprego e acabar dependendo financeiramente dele, medo do que a família poderia falar de mim. Medo de me resumir a esposa, mãe e dona de casa tão cedo. Medo inclusive de atrapalhar ele nos estudos (além de trabalhar ele ainda faz faculdade), sabe quando falam “tinha um futuro brilhante mas foi inventar de casar, ter filhos…”, não quero ser um peso na vida dele.

Todos os motivos acima são defendidos por mim. Ele é super otimista, implora pra que eu resolva minha vida o mais rápido possível e vá morar com ele logo. Ele diz que sabe das responsabilidades que vai ter, da vida de jovem solteiro que vai abrir mão. Já veio até a minha casa falar sério com os meus pais para “pedir” que eu fosse embora morar com ele. O fato é que se eu não for logo a gente não vai conseguir manter esse namoro a distancia.

Minha mãe fala que vou acabar ficando sozinha se eu pensar demais, e olha que ela já chora de pensar em eu ir embora, mas é a pessoa que mais me apoia nisso, ela acredita em nós dois, diz que nunca (como se eu fosse velha e não tivesse mais tempo) me viu gostar de alguém assim, nem ser tratada tão bem. Ele se dá muito bem com toda minha família, graças a Deus. Todos sabem das nossas brigas mas minha mãe diz “Ele quer você pra vida dele, isso que importa, a maturidade vai vir, com ela a serenidade, não meta os pés pelas mãos, não desista…” 

O que fazer? Se um relacionamento já é um furacão a distancia, a tendência não é piorar pessoalmente? Assim que eu penso. Tenho vontade de ir, gosto dele, mas hoje em dia não estamos dispostas a aguentar problemas de relacionamentos, se doar, amadurecer com a pessoa. Se não der certo, troca, arruma um que não dê dor de cabeça. Mas e se eu não for e tiver essa dúvida pra sempre dentro de mim “e se eu tivesse ido? arriscado…”. Será que esse amor vale a pena? ou estou fechando meus olhos para os nossos problemas e entrando em um relacionamento abusivo? E se eu for e der errado posso voltar, certo? E aí? Vou ou não?… 

Nao vá. Surpresa com a resposta né??? Pois bem… é isso mesmo… Eu não iria querer uma pessoa pessimista desse jeito ao meu lado. Você nem foi e já está colocando milhões de obstáculos no caminho. Ele está sendo super bacana com você, TODO MUNDO vê isso, todo mundo vê essa super oportunidade mas ou você quer se fazer se rogada ou simplesmente não quer ir. Seja qual for o real significado desse monte de poréns que você citou no seu relato, melhor não ir e não digo por você… Digo por ele. Porque a qualquer briguinha, a qualquer discussão, você vai jogar um monte de coisas na cara dele (que saiu da casa dos pais, que estava bem aqui etc e tal) e será péssimo pros dois. Primeiro vamos amadurecer, peitar as decisões, pensar positivo, querer dar certo para dar um passo importante desse. E tenha cuidado, pois essa oportunidade pode não acontecer novamente no futuro, mas será consequencia dos seus atos. Pense com carinho e quando tomar a decisão, que seja de coração aberto.

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Caso 02 – Joan

Oi Cony e gurias do Futilish, escrevo pois me sinto MUITO perdida em relação as decisões que preciso tomar. Sou formada e estou terminando minha pós-graduação. Há cerca de 1 ano conheci um cara super gente boa e possui qualidades que qualquer mulher gostaria em um homem. Ficamos algumas vezes e optamos por não assumir um namoro inicialmente pois ele mora em uma cidade a 800 km da minha. Agora que estou terminando minha pós, estou sem emprego (tá muito ruim para a minha área) e estou estudando para concurso, já obtive boas colocações e tenho a esperança de que minha aprovação não irá demorar! Ele me dá total apoio e acredita na minha capacidade. Me convidou para ir morar na cidade dele, em um apartamento próprio que está vazio. Eu iria morar sozinha e ele continuará morando com os pais por motivos familiares. Ou seja, vai me dar total infraestrutura para eu continuar estudando tranquilamente. Até aí tudo bem né? A questão é que eu sei que NÃO O AMO. Adoro sua companhia, seu jeito e espontaneidade, mas não é amor. O coração não bate mais forte, não fico ansiosa para poder ir vê-lo. Ele é o homem mais gentil que já conheci, mas NÃO CONSIGO AMÁ-LO. Penso que ir morar na cidade dele seria ótimo do ponto de vista do estudo, mas estou com muito receio. Poderia ir morar com meus pais, mas lá não é um ambiente adequado para estudos. Eu não sei o que fazer, é uma oportunidade maravilhosa, mas tenho medo de brincar com os sentimento dele e depois quando eu passar e ter que me mudar vou dizer o que? “Muito obrigada por tudo, tchau!”. Ele já falou em assumirmos o namoro agora, mas deixou claro que isso não é pré-requisito para que eu vá morar no apartamento dele e receba seu apoio. Eu gostaria muito de aceitar, mas algo me puxa pra trás. Talvez o medo de magoá-lo, de me sentir uma interesseira (isso me aflige muito) ou mesmo de me enganar e assumir uma relação com uma pessoa que eu não amo.

Você sabe que o amor a gente constrói né? O amor não nasce da noite pro dia, isso se chama paixão mas o AMOR MESMO é aos poucos, no dia a dia… Apesar disso, concordo com com você e entendo sua aflição. Sinceramente? Não vá… Ou abra o jogo pra ele. Tudo isso que você está contando pra gente, fale pra ele, de uma forma mais branda obviamente. Você pode perder o pretendente, mas poderá ganhar um amigo maravilhoso. Ou perder o amigo e o futuro namorado também, nunca se sabe… mas seja sempre verdadeira com seus sentimentos e principalmente com o dos outros.

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Caso 03 – Patti

Olá, meu nome é Patti e tenho 22 anos, não sei nem como começar justamente por ser um problema, e ter dificuldade em assumir tantos problemas em mim, fiz acompanhamento com psicologo, mas não resolveu em nada, o problema está em mim. Minha autoestima é ZERO, zero mesmo, extremamente insegura, infeliz com a vida, infeliz por ser eu. Soa tão horrível lê isso, dá até vergonha, sei que devemos ser gratas, devemos nos amar, na teoria, até tento, até que volto a estaca zero, onde continuo tendo a mesma sensação, sem sonhos, sem perspectiva,  odiando tudo. Pessoas mais intimas falam pra mim, que sou muito insegura, negativa e tenho que trabalhar meu emocional, MAS COMO FAZ ISSO? As vezes tenho medo de passar a vida inteira com essa sensação de não me aceitar, não me amar e isso reflete em todos os aspectos da minha vida, e fico sendo a emburrada, a negativa pra todo mundo que me conhece, e as pessoas normalmente até se afastam de mim.

Não consigo me olhar no espelho e me agradar com o que vejo, não consigo me agradar com o rumo da minha vida, não consigo me agradar com nada, porque, esperava está bem diferente, ser bem sucedida, ter meu apartamento, ter sido aprovada num concurso publico, ganhar bem, terminar meus cursos(sim, faco duas faculdades) enfim, casar, ter filhos, e me sentir plena. Só que, sinto que falta tanta coisa, que perco a esperança em mim e na vida. 

Terapia amiga. Só ela vai te dar as respostas que você procura e te ajudar a entender porque você se trata assim? Será que foi algum trauma? Alguma coisa na sua criação? A forma que seus pais te trataram quando criança? Com certeza aconteceu algo que levou sua auto estima embora e talvez você até saiba o motivo. Se souber, tente lidar com isso, entender isso. Pense que uma pessoa negativa, que anda com aquela nuvem cinza em cima da cabeça o tempo todo, emburrada, não vai atrair coisas boas e aí que sua vida não vai desenrolar mesmo. Negatividade atrai negatividade, então vamos mudar o foco!!! Já pensou em fazer trabalho voluntário? Ajudar em asilos, creches, hospitais… ver como tem pessoas que com BEM menos que você tem forças e vontade de seguir adiante???? Vamos pensar com carinho em tudo o que temos e valorizar isso. Você faz duas faculdades, não se martirize por isso, mas lembre-se sempre que seu sucesso só depende de você!

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Caso 04 – Carol

Eu entrei no grupo do WhatsApp Fufusfitness, que foi criado a partir do grupo de Whars para organizar o último encontrinho do Fufu, lá tive acesso a muitos desabafos de histórias tristemente parecidas. Esse desabafos me fizeram refletir muito sobre mim, sobre minha vida e sobre o que as mulheres enfrentam de modo geral. Os dramas divididos ali foram muito parecidos e se repetem muito afora: mulheres infelizes com o espelho, com estima abalada, e sem forçara para alcançarem as mudanças que gostariam. Essa vida exige demais de nós! Demais mesmo! E muitas vezes nós nem nos damos conta disso. Ao contrário, no sentimos culpadas e fracassadas por não darmos conta de tudo. Para começar, o corpo feminino é muito complexo, passar por um turbilhão de influências hormonais que são capazes de nos levar do céu ao inferno em poucos dias ou até horas!  E ainda somos pressionadas as lidar bem com isso, a sermos inteligentes (“mulher burra ninguém merece”), a sermos bem sucedidas profissionalmente, a termos um companheiro (“mulher sozinha é considerada mal amada”), a termos filhos lindo, inteligentes e espertos, a sermos boas donas de casa (lavar, passar, cozinhar), sermos educadas, delicadas (“é da essência feminina) e ainda sermos lindas, saradas e estarmos sempre de bom humor!! Que coisa não? Super fácil isso! E a maioria dos homens ainda se acha super bacana por “ajudarem” a cuidar da casa e dos filhos, como se a responsabilidade fosse exclusiva feminina. Oi??? Eu já passei por momentos super difíceis de expresse nas alturas porque me desdobrava em muitas tarefas: trabalho, estudo para concurso de domingo a domingo, namorado, família, e no final das contas ainda ficava me sentindo péssima porque não encontrava tempo nem forças para cuidar de mim mesma. Me sentia feia, mal amada e com auto estima no chão. Com muito custo consegui me organizar e voltar a fazer atividade física depois de anos parada e alguns quilos a mais, que não eram muitos mas alteraram bastante minha composição corporal. Eu era falsa magra. Pesava pouco, mas estava com barriga, coisa que jamais tinha tido, sem bumbum e com pernas e braços finos. Estava terrível! Não me reconhecia mais no espelho. Na época o único horário que dispunha era o do almoço, porque trabalhava o dia todo e estudava a noite, e assim segui durante 3 anos. Hoje tenho as noites livres, mas optei por correr para a academias às 7h antes do trabalho o que faz meu dia começar com muito mais disposição. Quando recomecei a treinar contratei um personal e passei a ler tudo que encontrei pela frente sobre nutrição e atividade física. Com o tempo fui me dedicando cada vez mais. Meu corpo melhorou muito, e minha qualidade de vida ainda mais! Fiquei livre da depressão que me acompanhou por boa parte da vida e me rendeu anos de terapia e anti depressivos. Ajustei outros mal estares tratando a tireóide que demorei a descobrir que também não andava bem. Enfim, aprendi a me amar. Mas se me perguntam se essa melhora toda foi por conta um corpo mais bonito, de quilos a menos de gordura e alguns músculos a mais, eu respondo com absoluta convicção que NÃO! Absolutamente não! Não vou negar que sou muito mais satisfeita com meu corpo hoje, e que faria tudo de novo e ainda melhor, e que a cada dia que acordo tenho ainda mais vontade de me cuidar, de treinar e comer certinho… Mas o determinante para a felicidade que sinto hoje e para minha auto estima em dia é que esse cuidado diário que tenho tido comigo foi a forma que encontrei de fortalecer a relação de amor comigo mesma. Meu corpo é meu tempo, meu habitat, e minha mente não está fora dele. Ao contrário, está integrada a ela. Quando mais eu me cuido, treino, me alimento bem, durmo bem, mais eu me amo, me valorizo, fico mais equilibrada e mais satisfeita com essa relação de amor comigo mesma. E ainda aprendi a ficar mais exigente em relação ao tipo de amor que recebo dos outros. Aprendo que quanto nos valorizamos e nos cuidamos de verdade não aceitamos qualquer coisa, não aceitamos migalhas travestidas de amor. Quando aprendemos a nos respeitar, a nos valorizar e a nos amar de verdade, estamos prontas para receber valor, respeito e amor de verdade!

Espero de coração que essa mensagem consiga incentivar algumas de vocês a começar hoje mesmo a fortalecer a relação de amor consigo mesmas. Nos amemos mais, meninas!! Somos todas são lindas, poderosas e maravilhosas por natureza e só podemos merecer o melhor de nós mesmas e dos outros!!

Se eu consegui vocês também conseguem!

Olha o tapa na caaaaaara!!!!! Nossa, é isso mesmo!!!! Parabéns por tudo, te admiro e me espelharei em você!

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  •  Gente, vamos jogar esse pessimismo no lixo??? Tem que pensar positivo SEMPRE! Mesmo quando meu dia tá todo errado, eu penso ¨no final tudo dá certo¨ e dá mesmo! Então vamos trabalhar essas cabecinhas para só deixar coisas lindas nos pensamentos e bloquear tudo de ruim tá?
  • NOVIDADE! CHORAS ABERTOS! Podem mandar seus casos, suas angústias, suas aflições, seus problemas que a gente ajuda a clarear as coisas. E se tem um caso feliz, de superação, também manda que a gente AMA ler histórias felizes! Mandem para constanza@futilish.com e no assunto coloquem CHORA QUE EU TE ESCUTO! 
30
Aug 2016
Como Você Se Cuida???
Constanza, Cotidiano

Hoje acordei pensativa e resolvi colocar no papel meus pensamentos… ops, no computador rs.

Seguinte… já tem um tempo que sinto muitas dores nas costas. Primeiro começou no joelho, como vocês sabem, tenho condromalácia meio avançada e é bem chato porque não consigo fazer exercícios com impacto (minha cartilagem está desgastada). Ou seja, nada de correr, pular, esportes onde tenha que ¨freiar¨ bruscamente. Sinto dores muito fortes nos joelhos e dependendo, mal consigo caminhar. ¨Ah mas não tem tratamento?¨ Tem sim, tomar colágeno tipo II, fazer aplicações de ácido hialurônico e fortalecer os músculos das pernas, ou seja, fazer musculação. ¨Ah que ótimo Constanza, então você já está bem né?¨. Não. Porque não faço nada disso. Comprei o colágeno mas esqueço de tomar, a aplicação de ácido hialuronico é bem cara (uns R$ 1500 por joelho, 2 vezes por ano) mas pra comprar roupa o dinheiro não falta, e musculação… não gosto e não tenho tempo.

As minhas desculpas eternas. Sim, estou fazendo um ¨mea culpa¨.

Daí que parei de malhar já tem alguns meses pois como minha rotina é bem maluca, não tenho freqüência para ir à academia e não gosto de malhar sozinha. Além de precisar de um acompanhamento profissional (o joelho estragado pede exercícios específicos) eu simplesmente perdi a vontade de treinar devido a tantas limitações e vou praticamente arrastada. Tem que ter alguém me esperando e obrigando a malhar. Saudades do tempo que fazia muay thai e depois corria pra aula de spinning e depois ainda puxava ferro. Não mais…

Tudo desculpa…

Só que as coisas pioraram. Como deixei os exercícios de lado, meus músculos enfraqueceram ainda mais e se o joelho já não se sustentava direito, agora a coluna que pede socorro. Sinto dores o dia inteiro nas costas, de tanto digitar, de tanto mexer no celular (já perceberam a posição que a gente fica? Tensiona o pescoço e trava os braços), de tanto andar na correria e não relaxar um segundo, e de não cuidar da postura diariamente. Sabe aquela que deita toda torta na cama, põe o lap top no colo e vai trabalhar? Sou eu. Teve um dia que fui ao shopping (pra ir ao shopping tem tempo né?) e quando fui descer as escadas, travei. Sério, fiquei igual velha me segurando no corrimão para descer os degraus. Quase chorei e pensei que não poderia estar assim na minha idade, meus pais tem mais mobilidade do que eu! Comecei a me preocupar seriamente, imaginei doença degenerativa, um monte de coisas mas… ficou na mesma, nada mudou, não fiz nada para isso.

Até que fui num médico no Chile (que curou o joelho da minha mãe) pra ver se ele achava o motivo das minhas dores. Obviamente me arrumei bonitinha para ir na consulta, expliquei com o que trabalhava e minhas dores. Ele me avaliou e soltou a bomba: você se preocupou em ser bonita mas não cuidou do seu corpo.

PÁH na minha cara.

A partir desse dia comecei a pensar ainda mais. Realmente eu me deixei de lado. Me alimento de qualquer jeito, como qualquer coisa na rua, a hora que dá, quando dá. Ando de salto mesmo com o pé doendo. Continuo mexendo no celular mesmo com as costas gritando. Durmo pouco mesmo sabendo que o próximo dia será cheio e precisarei de energia. Não me exercito porque tudo dói e a pior desculpa de todas… porque não tenho tempo.

E esse médico ainda me disse: o exercício é o melhor analgésico.

Fiquei muito triste comigo mesma e ainda estou. Do que adianta cuidar da aparência externa se a interna está pedindo socorro? O dia tem 24 horas, será que 1 hora por dia para cuidar de mim fará falta? Essa hora que a gente perde olhando Facebook, Instagram, stalkeando, será que não poderia ser gasta com a nossa saúde? Quanto dias já passei sem beber água, ou porque estou viajando, ou porque, de novo, não tive tempo… Gente, água! Todo lugar tem água!

E o que a gente come? (Agora vou dar uma generalizada, porque não quero levar a culpa sozinha rs) Paramos para pensar o que está entrando no corpo? E eu amo comer. Sinto um prazer inenarrável ao satisfazer meu paladar mas preciso ser menos permissiva… E como isso é difícil…

Daí que a pessoa não emagrece, fica flácida, cheia de celulite, o cabelo caindo, dores por tudo o que é lado, não consegue se concentrar, esquece as coisas e NÃO FAZ NADA PARA REVERTER ESSE QUADRO e ainda se pergunta porque está assim.

Essa mania de consertar as coisas quando já estão estragadas não vale para nada no mundo: não vale para bens materiais, não vale para relacionamentos, não vale para o trabalho, porque deveríamos considerar isso para NOSSO CORPO?

Pois é, acordei com vontade de puxar a minha própria orelha e se não colocasse isso público, talvez ficaria só pra mim mesmo. Mas fica o alerta e o exemplo do que não fazer: não se deixar pra depois. Não se acomodar e sempre fazer a manutenção do corpo, em todos os sentidos. Quantas mulheres deixam de se cuidar depois começam a namorar, depois de casar, de ter filhos… Sei que a vida é puxada, cada uma tem sua desculpa, mas nada mais certo do que ¨nosso corpo é nosso templo¨. Que seja lindo por fora e funcione perfeitamente por dentro. Tempo pra isso a gente tem sim, e se não tem, a gente cria.

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  • Agora vou correr e me esconder debaixo da cama. Depois volto pra ler os comentários me xingando rsrsrs.
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