01
Dec 2014
A Geração das Mulheres Que Não Querem Filhos
Cotidiano

Hoje o assunto é polêmico e complexo. Ou não.

2014 e cada vez mais me deparo com mulheres que não pensam em ter filhos. E eu acredito me incluir nessa categoria. Já tinha reparado em alguns comentários nos posts passados a quantidade de leitoras que falaram abertamente sobre essa decisão e, não me julguem, senti um certo alívio. Eu me encontro naquela faixa etária que é praticamente o divisor de águas entre ter ou não filhos e durante muito tempo me senti aterrorizada pela falta de vontade de ser mãe. Desde nova, desde sempre, jamais me imaginei mãe. Não tenho jeito com crianças e tenho uma vida tão corrida e agitada que não consigo imaginar a maternidade fazendo parte de minha vida. Nem o Nero consegui cuidar e como ele ficava muito tempo sozinho e em hotelzinho, os “avós” decidiram cuidar dele. Imagina uma criança? Sequer tenho tempo pra mim! O meu relógio biológico parece simplesmente não existir. E toda vez que me vi perto de ser mãe, me apavorei. Por sorte nunca fui pressionada pela minha família, muito pelo contrário, sempre tive o apoio deles em todas minhas escolhas. E atualmente me encontro em um relacionamento que me dá total liberdade de opção, o que me deixa muito tranquila.

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Anos atrás eu pensava: “e se lá na frente eu me arrepender?” Acho que esse “lá na frente” já chegou umas duas vezes e nada de eu querer filhos. Hoje em dia as mulheres optam cada vez mais por adiar a gravidez ao máximo e tudo isso por vários motivos: independência financeira, querem aproveitar o máximo da vida, querem viajar, não existe mais a “obrigação” de se manter em um casamento e criar família, a vida de solteira se estende por mais tempo, vida agitada e sem horários, maior dedicação profissional, a violência nas cidades, o medo de não conseguir dar do bom e do melhor… enfim, motivos não faltam. Se antigamente os filhos chegavam na casa dos 20 anos, hoje em dia é aos 30 (arrisco falar de 35 anos pra frente) e logo vejo um baby boom de mães de primeira viagem após os 40 anos. Eu tenho VÁRIAS amigas que, na mesma situação que eu, se perguntam: cadê a vontade de ser mãe? “Não dá tempo, não quero, estou bem assim.” Como li por aí, esse desejo tem que vir de dentro para fora e não mais por uma imposição da sociedade. Ainda bem.

Infelizmente essa decisão ainda é questionada por muita gente, afinal  a “mulher nasceu com o dom de procriar e não deveria desperdiçar essa dádiva!” Certo? Acho que não. Cada um sabe o que quer e como guiar sua vida. Cada um saber o que o faz feliz e se filhos não é um desses motivos, ninguém tem nada com isso. Sempre escuto a típica frase: “E quem vai cuidar de você quando ficar velha??” e acho isso tão egoísta como a decisão de querer uma vida sem filhos, obviamente, para quem possa chamar isso de egoísmo.

Mas enfim, a idade está chegando e a decisão ainda não está 100% tomada. E SE eu me arrepender? Nada nunca está perdido. Existe a adoção, o congelamento de óvulos… E novamente a natureza é cruel com a gente. Os homens produzem milhões de espermatozóides novos todos os dias, enquanto que as mulheres já nascem com o número exato de óvulos, que envelhecem junto com a gente. E pior, são mais velhos ainda, pois a idade deles (dos óvulos) começa a contar desde que estávamos dentro das barrigas de nossa mães. Ou seja, os óvulos de quem tem 30 anos, tem 30 anos e 6 meses (outros dizem que são 9 meses a mais). Independente da idade que você mestruou pela primeira vez, seu estoque de possíveis futuros bebês já veio contadinho.

Eu respeito e admiro infinitamente quem quer ser mãe (vejo mulheres tão “maternais” que me sinto uma ET perto delas rs) e compreendo que a maternidade possa transformar a mulher. Mas também entendo perfeitamente que escolhe não ter filhos (ou adiar ao máximo) e admiro a coragem de decidir algo que, até pouco tempo atrás, não era algo a ser sequer decidido, não era uma opção.

26
Nov 2014
Choooora Que Eu Te Escuto
Chora Que Eu Te Escuto

Infelizmente aconteceu algo que eu não queria que acontecesse: vou ter que selecionar os casos. Minha intenção era postar todos, considerando que se trata de um assunto quase que de resposta imediata afinal a pessoa fica esperando os conselhos ansiosamente, mas tenho recebido alguns desabafos muito parecidos e acho que vale a leitura dos comentários dos posts anteriores. Darei prioridade aos mais sérios e diferentes do que já passou por aqui tá?

 

Vamos com a Patrícia

 
“Olá Futilish, minha história começa quando eu era adolescente e fiz high school fora do Brasil. Nessa época peguei gosto por viagens e sempre quis morar fora. Depois da faculdade acabei morando em um outro país e já viajei muito pelo mundo. Tem aproximadamente um ano que estou tentando imigrar para o Canadá, estou apenas aguardando os papéis finalizados porém entrei num dilema familiar, minha mãe!
Deixa eu explicar,  desde a morte do meu pai (vai fazer 2 anos que meu pai faleceu prematuramente e de forma inesperada e desde então minha mãe ficou sozinha), eu me tornei a maior companheira da minha mãe! Tenho apenas uma irmã mais velha que também mora fora do Brasil e que já é casada com filhos. Eu moro próxima da minha mãe e a gente acaba viajando juntas, fazendo muitas coisas juntas! Eu amo muito ela, mas meu plano de ir embora do Brasil já vinha desde a época de high school, mas por diversas razões nunca deu certo.
O problema todo é que minha mãe não apóia! Ela vive me oferecendo ajuda financeira ou qualquer outro tipo de ajuda! (estou quase na casa dos 30 e ela acha que eu tenho que comprar uma casa, um carro novo…). Ela é o amor da minha vida! Me dou muito bem com ela, mas quero realizar meus sonhos e ela simplesmente não aceita. Já chegou a pedir que eu desistisse de ir para o Canadá para ficar perto dela e eu fico me sentindo a pior filha do mundo! Já falei que ela poderia ficar os 6 meses permitidos pelo visto de turista e quem sabe algum dia ela possa vir morar comigo, mas é claro que ela jamais aceitaria…
Não sei como lidar com a situação e gostaria de ouvir a sua opinião, uma vez que você também enfrenta a distância da sua mãe e a opinião das leitoras é claro!!! Um forte abraço e continue sendo essa pessoa simples e agradável!!!”

 

Ei Patrícia, imagino a confusão e os sentimentos encontrados que você lida. Eu tive a sorte de sempre ter sido incentivada pelos meus pais a sair pelo mundo. Tem um ditado que ouço desde criança: Ninguém é Rei na sua própria terra. Acho que por isso me dei bem aqui no Brasil rs. Tenho um irmão morando no Japão, eu já morei fora, minha família morava aqui e me largou (rsrs), meu outro irmão já morou nos USA e é doido pra voltar enfim, cada um num canto, mas sempre com o apoio dos pais. Minha mãe sofre mas ela quer os filhos realizados e muito se orgulha que cada um tenha conseguido traçar seu caminho num país distante. Porém, minha mãe tem a cia do meu pai, e na ausência dele (ele vem muito pro Brasil) ela tem as irmãs. Não sei como é o caso na sua família, se você tem tios e tias perto de vocês e se tiver seria bom pedir ajuda deles. Se não tiver, muita conversa com sua mãe. Pior que entendo o lado dela, está sozinha e você é o que ela tem de família porém você não pode sacrificar seus sonhos, que te acompanham a tanto tempo, para ser a cia da sua mãe. Friamente falando, eu te diria para ir atrás do que você quer mas sempre dando muita atenção para sua mãe. Acredito que depois da sua partida, talvez ela se anime a ir te visitar! Vai doer o coração e o sentimento de culpa é bem capaz de te acompanhar um tempo, mas é sua vida, você está nova e é algo que sempre almejou. Vá em frente.

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Chora Joana!

 
“Tenho uma amiga desde o ensino médio, nós duas nos encontramos e a amizade foi fluindo de forma inacreditável, vivíamos tudo juntas, se uma estava sofrendo por amor a outra também estava, se começava um namoro a outra também estava e assim nossa vida ia uma acompanhando a outra em tudo. O maior problema que nós tínhamos era a instabilidade emocional dela, ao mesmo tempo que estava tudo bem ela mudava, sumia e isso me irritava.
O tempo passou, saímos da escola e a amizade permaneceu mesmo com a distância e os problemas. Eu era apaixonada por uma pessoa desde que eu me lembro de conhecer esse sentimento e nesta fase da minha vida nos acertamos, eu e ele, e estava namorando. Ele era extremamente ciumento e acabou que fui perdendo todo o encantamento por ele e desistindo de nós. Ele e esta minha amiga estudavam juntos na mesma faculdade e as vezes comentavam que tinham encontrado lá. Um belo dia na tentativa de reconciliar, retomar a relação eu e ele saímos juntos e este ex namorado pediu que me afastasse dela porque não gostava dela e achava “safada” demais, eu rapidamente entendi que algo teria acontecido e perguntei se ele e ela tiveram algo e ele ficou em silêncio, eu fiquei apavorada nem sabia o que fazer só brigava e chorava sem parar. Me afastei dos dois, terminei de vez o namoro mas nunca comentei com ela sobre isso porque não tinha certeza e tive medo de ser injusta. Fiquei guardando por anos e com o tempo nossa amizade foi permanecendo, me casei, ela foi minha madrinha de casamento e eu ainda guardava essa dúvida até que um dia em uma crise dessas dela de sumiço acabei apelando para isso e falei  da pior forma possível, ofendi, duvidei e nem dei espaço para que ela falasse nada, fui despejando anos de dúvida em um momento de raiva e isso destruiu nossa amizade.
Hoje conversamos diversas vezes, me arrependi de como falei isso pra ela porque duvido que tenha acontecido de fato, acho que foi uma tentativa dele de me provocar ciumes em um momento que eu estava “abandonando o barco” da nossa relação. Deveria ter confiado mais e não ter tocado nesse assunto, mas como uma pessoa rancorosa guardei e joguei tudo em cima dela como uma tempestade. Sinto muita falta da nossa amizade porque sempre pudemos contar uma com a outra e não tive motivos para desconfiar dela durante todo esse tempo, hoje não tenho argumentos para tentar retomar, por mais que eu me desculpe acho que não é suficiente. Preciso de opiniões, de conselhos, será que alguém passou por algo parecido?”
 

O que passou, passou. Nem é questão de você pensar se ela ficou ou não com esse teu ex, pode até ter rolado mesmo mas você não ficou com ele, se casou com outro, ela ainda foi madrinha do seu casamento, tudo deveria ter parado por aí. O tal assunto nunca deveria ter voltado. Você pode sentir falta, mas ela deve estar tão magoada que infelizmente a amizade já era mesmo. Às vezes por raiva, com a cabeça quente, a gente fala muita bobagem e estraga relações, seja de namorado, casamento, amizade, família. Depois para reparar o erro é muito difícil. Fica a lição para cuidar do que falamos, contar até mil se for necessário e preservar as pessoas queridas. Não entendi se você já pediu desculpas ou não, se não o tiver feito, faça e fique com a consciência tranquila. Mas eu, na minha humilde opinião, acho que essa amizade nunca mais será a mesma.

 
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Agora a vez da Andreia:

“Oi Cony! Namoro há sete anos e sou noiva há dois. Sempre nos demos muito bem, mas, de uns tempos pra cá, as coisas andam beeeeem estranhas. Há pouco mais de um ano ele mudou de região para trabalhar em uma multinacional, agora nos vemos bem pouco, uma vez por mês, aproximadamente.
Já disse a ele mil vezes que estou disposta a mudar de cidade para ficar com ele, arrumar emprego lá, etc etc. Mas ele parece que se acomodou, sabe, Cony? Pra ele é muito cômodo eu viajar, passar o fim-de-semana com ele e só. Não toca em assunto de casamento, nada nadinha. Quando toco no assunto, ele foge. Fala pra eu ter paciência, pra esperar mais, que “ano que vem dá certo”. Aí eu digo “pois vamos estabelecer um prazo, até abril do ano que vem?” E ele “mas tá muito perto, pode ser no fim do ano!”.
Acabou que conheci um cara e acho que estou apaixonada por ele e vice-versa. O que me impede de fazer uma bobagem grande, é que ele mora a cinco mil quilomêtros daqui (mas já falou que se eu disser “VEM!”, ele vem na hora. Estou me contendo, mas a cada raiva que o Pedro me faz passar, vejo que esse relacionamento está fadado ao fracasso e que ele não merece tanta consideração de minha parte.Obrigada por me ler/ouvir.”
 

Não quero te deixar com a pulga atrás da orelha, mas namorado morando longe e se vendo apenas uma vez por mês, foge do assunto casamento sendo que são noivos… sei não viu… Fica esperta e preste atenção aos detalhes. E quem não dá assistência.. abre a concorrência! Eis você desejando outro carinha. Mas vejo outra ilusão: ele mora a 5.000 km de distância e se você falar para ele ir te encontrar ele vai? Jura? Homens falam muitas coisas para nos manter ativas na lista e não se empolgue com o que ele te falou! Pode até ir, mas acho improvável que isso se torne uma relação firme. Você vai cair no mesmo problema do seu atual além de estragar algo que tem há 7 anos. Sossega a periquita e resolva seu namoro/noivado primeiro. Conversa franca de ou vai ou racha. Depois se jogue em aventuras (dependendo do resultado da conversa, claro), mas SEMPRE com os pés no chão!

 
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E para finalizar, a dúvida da Tatiana!

“Oi Cony, adorei essa nova tag! Achei que não fosse nunca precisar dela, como já comentei por aqui, mas tem uma coisa que tem me incomodado muito recentemente… Namoro há quase um ano a pessoa que acredito ser o amor da minha vida. Estranho falar isso com tão pouco tempo de namoro, mas ele me faz muito bem e eu sinto muita segurança com o que ele sente por mim também! Acontece que ele é meu primeiro namorado – já namorei outra vez, mas menos tempo ainda e eu nem considero. Logo, sendo meu primeiro namorado, é/foi meu primeiro tudo… com ele descobri todas as coisas boas de um relacionamento e também a mágica do sexo! rs… 
Tenho 25 anos, e penso que posso ser um pouco inexperiente ainda, talvez por isso, nunca tive nenhum orgasmo (#quevergonha)…
Não acho que seja ‘culpa’ dele, porque ele me estimula muito, sinto um desejo enorme por ele, nos damos excelentemente bem na cama, aprendi inúmeras coisas e tudo é ótimo… acontece que o tal do clímax eu ainda não conheci. Às vezes penso que pode ser também por eu não fantasiar muito as coisas, pensar nisso toda hora, mas acho que homens são bem diferentes nesse ponto, né?
Queria uma opinião das meninas pra saber se isso é normal mesmo, porque acho que estamos no caminho certo, e até meu médico disse que essas coisas levam tempo… mas ele fica bem triste às vezes por eu não conseguir chegar lá!
 
Acho que o fato de eu ter começado tarde a minha vida sexual é crucial, e que tudo tende a se resolver com o passar do tempo!
Muitas meninas podem achar que ainda vou querer conhecer outros caras, experimentar novas coisas, mas eu o amo muito e nos damos MUITO bem, e acho que resolvendo esse ponto, chegamos no 100% da nossa relação! O que você acha Cony? Tudo dentro da normalidade ou sou a frígida? rs…” 
 

Já dizia Marta Suplicy, relaxa e goza! Pelo que entendi você fica muito tensa esperando chegar ao clímax e isso atrapalha tudo! Também não mencionou se dá uma ajudinha ao rapaz e acho que isso vale muuuuuuuuuuuuuito a pena. Não deixa todo o serviço na mão dele não! Além disso, existem brinquedinhos que podem te ajudar, pense nisso com carinho, conheço várias pessoas que usam.  Se solte, conheça bem seu corpo, não tenha vergonha de nada e não fique ansiosa demais 😉

 
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  • Quatro casos hoje! Família, amizade, namoro à distância e sexo. Ainda tem muitos emails para publicar, segurem as pontas aí que logo logo libero nova chamada!
19
Nov 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Dia de choradeira no Futilish!

Vamos com a Marina primeiro:

“Olá, Constanza e leitoras do Fufu! Meu problema não é amoroso, longe disso. Tenho 25 anos, casada e muito feliz no meu casamento. Mas tenho um histórico ruim com amizades, já me decepcionei muito nessa vida, mesmo sendo tão nova!

Há alguns anos, tinha uma “amiga” que mudou a minha vida e essa mudança reflete em mim até hoje, pois não consigo confiar em ninguém 100%. Quando a conheci eu já namorava meu marido… mas eu sempre percebi que ela não torcia por nós dois… ela ficava o tempo todo perguntando sobre ele, querendo saber das nossas intimidades, então eu já fui percebendo algo estranho!

Com o passar do tempo, outras coisas foram me incomodando, como o fato de TUDO o que eu comprava/usava, ela também comprava! Isso pode parecer bobo, até egoísta, mas quando acontece com frequência começa a incomodar… e foi incomodando! Chegou ao ponto de termos um desentendimento porque ela deu em cima do meu marido, então rompemos relações, nunca mais conversamos… Foi um rompimento abrupto, sem ao menos um pedido de desculpas da parte dela!

Acontece que não parou por aí. Passaram-se ANOS e ela continua me atormentando. Nós temos o mesmo círculo de amizade, então quando saímos e ela está presente ela fica me provocando, falando coisas, rindo alto para mostrar que está ótima, querendo me mostrar que é mais amiga dos meus amigos do que eu! Mas o que mais me incomoda: ela continua comprando e usando coisas que eu uso. Se eu estiver com uma roupa tal, na semana seguinte ela estará assim. Se eu comprar tal sapato, na semana seguinte ela vai comprar o mesmo! Eu não devia me irritar com isso, eu deveria simplesmente esquecer da existência dela, mas ela não deixa! E não vou me afastar dos meus amigos por causa dela! Tenho medo da inveja dela! De verdade! E não consigo superar esse passado. Olho pra ela e só tenho rancor…

Me ajudem, o que devo fazer pra esquecer o mal que essa pessoa já me fez e ainda me faz?”

Acho que você está dando muita importância pra essa pessoa. Sua vida depende em algo dela? Não, certo? Então porque deixar essa demônia te atormentar?? Energia ruim, gente pesada, inveja, credo, sai dessa Marina! Esquece que essa pessoa existe e se encontrar com ela por aí ignore profundamente! A gente só é atingida pelo que permitimos! Eu já tive “amigas” vampiras, que sugavam minha energia, criticavam tudo, zoavam, reclamavam de tudo e todos e eu simplesmente deleto da vida. Isso nem é amizade, é encosto. Deleta também, mas pra sempre. Temos que nos cercar de gente do bem, que acrescente, que queira nos ver felizes. É qualidade e não quantidade 😉

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Agora é a vez da Fernanda:

“Olá Cony, tudo bem? Não via a hora de você deixar enviar novos casos, vamos lá; 

Sou casada a 8 anos e tenho 2 filhos. Quando conheci meu marido, ele morava com outros amigos porque todos eram do interior e vieram morar em SP, e eu morava apenas com meu irmão, que em breve iria viajar e eu iria morar sozinha. Assim meu marido resolveu vir morar comigo, e casamos porque a família dele exigiu (minha primeira burrada), eu nem tinha certeza do que queria mas aceitei (sou pisciana), quando casei eu trabalhava, tinha meu carro e estudava (parei a faculdade por conta propria), logo em seguida do casamento fui mandada embora e ele não quis mais que eu trabalhasse fora. Ele tinha uma divida, vendeu o carro dele e ficamos somente com o meu, virei dona de casa… Fui aguentando, depois de 4 anos veio minha filha e Deus quis me dar mais um filho, agora tenho 2 filhos, não tenho trabalho, não tenho nenhum bem, moro de aluguel, meu marido não me ajuda em nada, nem com as crianças, quando está em casa fica no quarto assistindo filme com a porta trancada, como ele trabalha fora eu que me vire com TUDO! Eu não sei se amo ele ou estou com ele porque não terei condições de sustentar meus filhos sozinhas e pagar escola para eles, não tenho parentes próximos, então tenho que me virar sozinha. Ele trabalha um dia sim e outro não, e na folga de fim de semana ele sai e vira a noite fora de casa. Já tentei conversar e ele diz que eu não demostro que gosto dele, mas peraí! Ele não me ajuda em nada estou sempre exausta de ter que me virar sozinha, juro não sei o que fazer, não tenho para onde ir, tenho muita força de vontade, sei que vou vencer, porque depois que somos mãe nos tornamos guerreiras. Me ajude!”

Fernanda, que vida é essa??? Já começou tudo errado com um casamento por exigência de família e que você aceitou! Segunda burrada: seu marido te proibiu de trabalhar e você novamente aceitou! Terceira coisa que não me conformo: final de semana ele sai e vira a noite fora de casa, você com dois filhos e continua aceitando?????? Esse homem te anulou e você permitiu! Primeiro passo: arrume um emprego JÁ! Põe os filhos numa creche, ou pede pra sogra cuidar, não foi a família dele que exigiu que você casasse? Conquiste seu dinheiro e tenha uma reserva caso a coisa fique mais séria (se é que tem como ficar pior…). Isso se ainda você quiser manter o casamento, caso contrário, separa e pede pensão pra ele. Eu hein! Recupera sua vida moça! Você está muito passiva!

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Para terminar, vamos ao desabafo da Cristina:

“Namorei seis anos, casamos em 2004 muito novos. Eu com 25 e ele com 23. Sempre foi muito bom e sempre o amei muito, em dezembro de 2007 nosso filho nasceu e com isso veio uma depressão pós parto terrível e demorada a ser diagnosticada. Eu só cuidava do meu filho, perdi o interesse por tudo em volta…trabalho, casa, marido, eu mesma.

Quando fui diagnosticada e comecei os medicamentos e terapia, tudo foi voltando ao normal, só que eu percebi que meu marido estava muito diferente, as vezes parecia muito culpado e outras vezes com raiva de mim e do mundo. Ele achou que a depressão era pura e simplesmente falta de vontade minha.

E isso foi se arrastando, em 2010 recebo um telefonema de uma mulher de outra cidade que teve um caso com ele. Confrontei e ele negou, preferi acreditar nele. Porém com o passar do tempo isso foi me incomodando e eu quase como uma hacker comecei e controlar e-mail’s, ligações, mensagens e por meio disso descobri o que a tal mulher me falara era verdade. Meu mundo caiu…e caiu ainda mais quando eu descobri que ela não tinha sido a única como ele afirmou uma vez, que foi fraco e nos momentos que não dava atenção a ele, acabou cedendo as investidas dela. Chegou a me fazer acreditar que a culpa de tudo isso era minha.

E a cada dia descobria uma coisa nova…ele sempre me traiu. Só depois de dois anos e meio tive forças para me separar, foi a coisa mais difícil que fiz na minha vida. Ficamos separados dois anos, e ele sempre querendo voltar, dizendo que tinha mudado, que estava fazendo terapia…etc

Em julho deste ano cedi porque nunca deixei de amá-lo, saí com alguns caras, mas não conseguia me interessar profundamente por ninguém, tiveram dois que queriam namoro sério mas eu sentia calafrios só de falar em compromisso.

Então…estamos juntos, mas em casas separadas e ele me diz sempre que sofreu muito com a separação e também com a culpa que sentia por ter feito tudo aquilo comigo, mas tem aquela pulga que não sai de trás da minha orelha, fico com medo de passar por tudo aquilo de novo e fico sempre me contendo para não ficar fuçando em celular, facebook e tal e quando vou conversar com ele sobre isso que sinto, ele não quer falar, diz que passado é passado e já que eu concordei em voltar que não devemos mais tocar nesse assunto.

E então…o que você a suas leitoras me dizem disso? Obrigada.”

Ai ai… complicado isso de traição… Mas é basicamente o seguinte: ou você perdoa PRA VALER e nunca mais toca no assunto mesmo e dá um jeito de esquecer toda a situação e recomeçar, ou parte pra outra, doa o que doer, custe o que custar. Tem gente que consegue continuar um relacionamento após acontecer uma caca dessas (sim, é uma grande m%#@*) e ser feliz novamente. Tem gente que continua porém vive um inferno constante desconfiando de tudo e de todos. Tem gente que continua, mas o amor morre e é uma questão de tempo até separar definitivamente. Vaso quebrado, sempre estará quebrado. Você pode colar as partes de volta, mas a “rachadura” sempre estará lá. Você pode mudar o vaso de posição, deixar a parte quebrada virada para a parede para não ver o defeito, mas você sabe que está lá e que aquele vaso perdeu o encanto… Infelizmente é assim que eu penso. Para MIM é imperdoável, ainda mais se o sujeito quis te culpar por isso. Por outro lado, tenho amigas que perdoaram e continuam felizes da vida (na verdade é uma amiga só rs), mas ela é meio zen, espírita e se prende mais a coisas da alma… Eu não sou tão evoluída assim rs. Acho um grande falta de respeito! Uma pisada de bola fora, acho que a gente pode até pensar, avaliar, espiritualizar a coisa, afinal pode acontecer dos dois lados. Ainda assim acredito que quem trai, faz consciente. Ninguém vai pra rua e OPS peguei uma fulana sem querer, foi acidente (como foi o caso do Adnet esses dias rs) Acidente é cair de uma bicicleta, beijar e dormir com outra pessoa não é acidental. E pior, ato contínuo??? Acho que fala muito do caráter da pessoa e isso não muda. Tá na sua mão, continuar e fazer da relação um inferno ou zerar tudo e começar de novo na paz e boa vontade. Mas ao mínimo sinal de nova traição (o que infelizmente eu acho que vai acontecer devido ao histórico da pessoa), sai fora na hora!

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  • Um caso de amizade, uma mulher anulada e uma traição. Hoje tá bom hein? E NADA DE MANDAR CASOS AINDA, vamos com calma. 
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