29
Oct 2014
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

4.640 pessoas participaram da votação sobre o nome da tag e “Chora Que Eu Te Escuto” ficou em primeiro lugar com 27% dos votos! Disputa acirrada com “Entre Amigas” mas voto é voto e vocês sabem bem disso rs #indiretas.

Vamos começar com o feedback da Rafaela, o caso mais tenso do post passado. O que será que ela achou de todas as respostas??

“Meninas, primeiramente, tenho que agradecer demais a todas vocês. Li todos comentários, um por um (várias vezes, em vários dias) e vocês não tem noção do quanto me ajudaram. Meus amigos próximos não conseguiam detectar o óbvio.. Ou se detectaram, talvez não tenham tido coragem de falar.

Eu estava tão, mas tão fragilizada, que não via que simplesmente não existe justificativa plausível para um namorado ficar 10 dias em silêncio, apesar das minhas tentativas de contato. E, por ironia do destino, no dia que a Cony publicou meu desabafo, ele mandou uma mensagem com os seguintes dizeres:

“Rafaela. Não estou doente. Não fui demitido. Não estou punindo você. Talvez esteja punindo a mim mesmo. Quando uma das partes não está em sintonia, não tem como nada dar certo. Preciso estar só. Prefiro falar com você semana que vem.”

Pois então, nem consegui responder. Achei perverso, egoísta, tétrico, Ontem fez 2 meses que meu pai faleceu. O MÍNIMO que ele tinha a fazer era respeitar meu luto. Se quer ficar sozinho, se está afim de outra, não sei. Mas ele tinha a obrigação moral de me deixar em paz. Ele carregou o caixão do meu pai há um pouco mais de um mês e acompanhou meu sofrimento durante o estado terminal dele e sabe o quanto eu sofri (e continuo sofrendo). Não queria que ele ficasse comigo por pena, mas que tivesse a consideração de acabar comigo de uma maneira respeitosa, e não simplesmente deixando de falar comigo e sendo refratário..

Ainda estou arrasada, pois estou vivenciando também o luto da perda do meu pai, pois é bem recente. Não estou me vitimizando: voltei a correr, estou fazendo acupuntura com uma médica anestesista (para aliviar o sofrimento), estou indo em psiquiatra, tomando remédio para ajudar a dormir, fazendo terapia e vou nesse sábado num centro budista para aprender a meditar. A psiquiatra não quer me dar antidepressivos, pois disse que estou vivendo dois lutos (o do meu pai e o do meu relacionamento) e que isso é um processo a ser vivido, e que nem toda tristeza pode ser medicada. Que não pode me entupir de remédios para eu não sentir nada. Tenho me mantido ocupada com o inventário do meu pai e em cuidar da minha mãe, que está devastada (eles tiveram um casamento LINDO de 40 anos). Tive que assumir tudo de burocrático que uma morte provoca. Assumi a casa, estou organizando as coisas inacabadas que meu pai deixou (inclusive uma reforma) e estou cuidando também do meu irmão. Virei o “macho alfa” da família e, apesar de triste, aprendi que, graças a Deus, ninguém morre de amor.

Por último, ainda não sei o que faço com essa mensagem que recebi. Se vou atrás pra colocar um ponto final e dizer tudo que ficou entalado e pegar minhas coisas, ou se simplesmente deixo assim. Se puderem, gostaria de saber a opinião de vocês.

Quero agradecer especialmente à menina que indicou o livro “Ele não está afim de você”. Li em questão de um dia. Parece bobo, mas tudo é muito simples. A gente é que fica inventando justificativas para comportamentos estranhos.
Outro agradecimento especialíssimo à Cony, que é uma pessoa incrível. Não tenho nem palavras pelo colo que está me dando.
E, finalmente, à Pati, que mesmo à distância está ajudando a juntar meus cacos de uma maneira que nem sei explicar.

Vocês são INCRÍVEIS! Um beijo enorme”

Rafita, concordo DEMAIS com sua psiquiatra. Não tome remédios. Passe por isso com toda a coragem e força do mundo, luto não pode ser disfarçado, tem que ser vivenciado… Estou feliz que você não está deixando ser derrotada pela situação. Ocupe sua cabeça, tudo vai passar, te garanto! Beijos.

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Agora vamos com os novos casos!

Chora Manuela…

“Olá meninas! Estou feliz por poder desabafar!

Minha história é a seguinte: são 9 anos de relacionamento, sendo que 5 anos casada. Eu o conheci muito nova, foi meu primeiro namorado e o único homem de minha vida.

Nosso início foi difícil pq eu já estava bem apaixonada, mas ele não queria nada, só estava curtindo e, por isso, ele me magoou várias vezes. Contudo, com o tempo, ele foi se envolvendo mais e mais e hoje posso dizer que ele me ama de verdade. Ele é um cara super família, doido para ter filhos, trabalhador, sincero, me ajuda bastante com as coisas de casa, me apoiou muito nos meus estudos, minha família adora ele, pois ele os trata muito bem, exceto minha mãe, eles costumam ter uns conflitos, mas nada muito exagerado.

No entanto, apesar das qualidades, que sei que elas existem, temos enfrentado muitos problemas. O trabalho dele é aos finais de semana, e também exige que ele viaje regularmente, enquanto que eu trabalho durante a semana, logo, temos poucas oportunidades para curtimos sozinhos, com tranquilidade, exceto o período de férias. Isso resulta em várias situações que fico sozinha, como festas, reuniões de família, casamentos, encontro com os amigos, meu aniversário, até mesmo o casamento da minha irmã, que seríamos padrinhos, ele não pode ir, e mesmo assim ele não acha que precisa me compensar por conta disso, eu tenho que aceitar e ponto.

Além de tudo isso, ele não é uma pessoa carinhosa, nem romântica, é insensível e muito orgulhoso. Portanto, são raras as vezes em que há um pedido de desculpas.

Também há o fato que temos poucas coisas em comum, os gostos, o modo de pensar, o modo de viver, tudo é bem diferente. Esse detalhe, no início, pode parecer interessante, mas com o tempo começa a surgir o desejo de ter alguém que esteja na mesma vibe, que seja mais próximo do que somos.

Com o passar dos anos, nossas brigas aumentaram, normalmente brigamos por besteiras, mas que se tornam grandes, e com a quantidade de conflitos, a bola de neve vai aumentando e vai ficando difícil se entender e resolver essas questões. O problema é que por serem besteiras fica mais fácil vc deixar pra lá, a gente tenta superar, esquecer, e acaba que com a rotina aquele desentendimento fica para trás, no entanto, no fundo, ele ainda está ali, me incomodando e impedindo que eu fique 100% bem.

Claro que temos ótimos momentos juntos, eu não seria tão louca assim, mas a vontade de terminar o relacionamento tem aparecido constantemente, e eu não acho isso normal quando se ama alguém. Sou nova, penso em tudo que poderia estar vivendo, curtindo, me sentindo livre, mas ao mesmo tempo tenho medo de me arrepender, de ficar sozinha, de descobrir tarde demais que realmente era ele que eu queria para a vida toda.

Eu estou completamente em dúvida, mas não sei se essa dúvida é influenciada pelo tempo que temos juntos ou pela vontade que tenho de viver coisas novas. Sei que é um caso difícil. Só queria mesmo algumas opiniões. Tentei objetivar ao máximo nossa relação.

Obrigada!

Manuela, sinto um pouco de egoísmo da parte dele sim. Casamento da sua irmã e sendo padrinhos é motivo importantíssimo para conseguir uma folga no trabalho, ainda mais que isso é avisado com muita antecedência!!! Se encaixa naquela famosa frase: quem quer faz, quem não quer arruma desculpa. Não sei qual o trabalho dele, se é algo tão impossível assim de conseguir uma folguinha mas sei lá, isso me chocou um pouco. Outra coisa que percebi fortemente é sua insatisfação, suas dúvidas e seu constante pensamento em separar. Acredito que não seja falta de amor mas sim o fato de você ter casado muito nova, não ter se relacionado com mais ninguém e a vontade de viver coisas inéditas. Meu pai sempre me falou: aproveite muito a vida, conheça vários homens, se divirta! E olha que namorei 15 anos mas o ano que fiquei solteira, aprontei até dizer chega e foi ótimo! Quando resolvi namorar, vi que era uma pessoa que valia a pena e merecia minha dedicação. É péssimo eu te falar isso porque só vai te dar ainda mais vontade de conhecer o desconhecido mas sinceramente é o que eu acho. Sei que tem muitos casos de mulheres que se casaram com seus primeiros homens e são super felizes, mas em algum momento serão atormentadas pelo pensamento de “E se eu não tivesse casado tão cedo? E se eu tivesse mais experiência?”. E muito cuidado para não desgastar ainda mais sua relação ao brigar por bobagens… Vocês já não ficam muito tempo juntos, brigam por qualquer coisa, e você ainda querendo conhecer coisas novas… Cuidado! É uma situação MUITO complicada para dar qualquer tipo de opinião… EU optaria por viver o desconhecido, mas sua realidade pode ser bem diferente!

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Agora é a vez da Milene chorar…

“Oi, Cony, tudo bem? 

Meu nome é Milene, e tenho 20 anos. Faço vestibular para Direito e enquanto não entro na faculdade, trabalho de recepcionista em uma multinacional.

Muita coincidência, estava há um tempo sem entrar no seu blog, e logo agora que terminei meu namoro, entro e vejo essa novidade.

Sempre tive um dedo podre pra escolher namorado. Até que há um ano, conheci o Bruno. Uma pessoa espiritualizada, de 30 anos, mas que ainda mora com os pais e vive um pouco no mundo da lua. Mesmo assim, fiquei apaixonada por ele. Finalmente tinha conhecido um cara legal e em quem eu podia confiar e com uma familia legal.

Depois de um ano, algumas coisas foram me incomodando, como o fato dele não ter um trabalho fixo. Não poderia ficar com uma pessoa que me desse conforto, mas que não tivesse planos de futuro, de formar uma familia e etc…

Mesmo com isso me incomodando, nunca me abri pra ele. Mas me abri pros meus amigos, e até mesmo para o meu ex namorado.

Até que um dia, o Bruno pegou meu celular e viu minhas conversas com esse meu ex. Falando tudo isso. De achar que o Bruno era acomodado, que vivia no mundo da lua, e que me dava conforto mas nao me oferecia futuro. Resumo: Bruno ficou triste, enciumado, terrminou comigo. Eu estou arrasada, arrependida, me sentindo uma monstra e mal consigo trabalhar. O que faço Cony? Estou me sentindo a pior pessoa do mundo. E quero ele de volta. Mas pelo o que ele disse, não tem volta de jeito nenhum. Estou tão mal. Só choro e choro e choro. 

Beijos, querida. E obrigada.”

Vish! Hoje só tem caso difícil! Essa dele ver a conversa no seu celular foi punk. Não tiro a razão dele em terminar, eu teria feito a mesma coisa. Poxa, se está tão insatisfeita assim, vai chorar as pitangas pro ex namorado e ainda detona o cara? Sim, foi pesado MAS há males que vem pra bem. O fato dele já ter 30, não ter emprego fixo e viver no mundo da lua me incomoda. E muito. Faltou conversa, você deveria ter exposto sua preocupação para ele! Você tem apenas 20 anos (10 a menos que ele) e já começou seu texto mostrando sua preocupação e investimento profissional, vai fazer Direito e enquanto isso trabalha numa multinacional. Madura hein? Agora me diz… você realmente quer ele de volta ou está se sentindo culpada pela mancada do celular? Você aceitaria viver angustiada com um homem que não te oferece futuro sendo que você já está batalhando para isso? Isso é muito importante, quando você tem um relacionamento sério com alguém a intenção é construir uma vida juntos, sólida, de união e se você está vendo isso loooonge, se o seu esforço é bem diferente do dele, melhor nem continuar mesmo. Pensa direito no que você quer e no que você merece! Errou no lance do celular? Sim, errou, mas talvez só adiantou uma situação que iria acontecer em breve.

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  • Hoje está tenso! Conto com a ajuda de vocês, minhas sábias leitoras! Sabiam que também aprendo muito com vocês? Sempre falo que me orgulho de ter um dos públicos mais inteligentes e informados da blogsfera na categoria Moda e Beleza rs. Sério, tem cada comentário que me faz MORRER de orgulho de publicar aqui no Futilish. Mulher inteligente e vaidosa, temos aqui! Chega de babação, me ajudem com essas meninas!
  • Ah, ainda não mandem emails para esta tag. Aguardem segunda ordem rs.
25
Sep 2013
E Depois do Fim?
Cotidiano

Lembram daquele post que fiz sobre fim de namoro? Foi bonito. Bonito não pelo o que estava escrito mas sim pela troca de experiências e ver o quanto as meninas tiraram proveito dos conselhos e discutiram seus problemas. Acho que falta um lugar tranquilo e de confiança nesses momentos que a gente quer conversar, mas não quer mais incomodar aquela amiga querida, quer ser ouvida mas não quer falar, quer desabafar mas não quer que ninguém te veja chorando…

É punk. Não vou dizer que é fácil não. Tem momentos que a gente tá mega feliz e num segundo, cai tudo. Claro que com o tempo a gente aprende a lidar melhor com isso e acaba ignorando essas recaídas. Faço o “estapeamento mental” e acordo. Mas que dá vontade de ligar, de repensar tudo, de achar que ¨não era tão ruim assim¨, ô se dá.

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Mas se a gente ficar nessa pendenga de voltar atrás, nem que seja um segundo e na memória, a vida não flui. Não adianta. Surgirão comparações, lembranças de coisas pequenas que te faziam bem, aquele bar que vocês iam, aquela música que sempre tocava quando estavam juntos, aquele ator que ele ama e você passou a gostar também, aquelas manias idiotas que os casais acabam incorporando e que depois do término, permanecem.

Ai como dói. Mas a vida tem que continuar. E talvez a parte mais dolorosa de uma separação nem é o dia do término, mas sim o dia que você permite que a pessoa saia de vez da sua vida e que cada um siga seu caminho, livre, sem se importar com o destino mas sim com a felicidade do outro. Afinal todo aquele amor não acaba de um dia pro outro, talvez nunca acabe. Mas vai se transformar em bem querer, em desejar sucesso, felicidade, tranquilidade, paz, mesmo que isso signifique um caminho completamente oposto ao seu, onde você não vai poder se intrometer ou dar pitaco, e pode ser no meio de outras pessoas completamente diferentes de você. E vai ter que aceitar, desejar boa sorte e deixar ir. Essa sim vai doer mais, a tal fase da libertação.

Li um texto que me fez chorar, quando achei que nem choraria mais por isso. Reli e ¨rechorei¨. E toda vez que leio, meus olhos se enchem d’água. Porque podemos estar muito certas do que queremos e do que é melhor pra nós (e o quê realmente merecemos), mas assumir isso, aceitar e falar, “ok, chega, segue teu caminho, daqui pra frente é cada um por si e talvez eu nem veja seu rastro”, é forte e é a decisão de uma vida.

O texto é da Naiá Aiello, amiga que escolhi pra irmã e que conheci graças ao blog. Ela é jornalista e tem o dom da escrita. E traduziu exatamente como as coisas devem ser.

¨Às vezes a gente precisa deixá-lo ir. Mesmo quando dói o peito de uma forma que nem se consegue explicar. Quando a gente diz que esqueceu mas, no fundo, a lembrança se faz tão presente. Eu preciso te deixar ir, menino. Passou da hora. O relógio já girou tantas e tantas vezes que até perdi as contas. Fiquei olhando e me perdi nas minhas ideias. Eu sei o quanto machuca e você não precisa me dizer. Embora pareça que não sinto nada, embora eu tente – e tente tanto – fingir que isso não me incomoda, aqui dentro uma senhorita ferida ainda custa a cicatrizar. Não pense que não. Porque se pensar, chego a acreditar que você nem me conhecia direito e isso é ruim de imaginar. Principalmente por alguém que me conhece tão bem. Ou conhecia, sei lá o quanto mudei. Sei lá se mudei tanto assim, também. Eu só sei que é chegada a hora. Que passou da hora. E eu não posso mais te manter aqui no meu peito dessa maneira. Não é justo com ninguém e tampouco contigo, menino. Afogar você nos meus instintos tão avulsos. Por isso eu te deixo ir. Assim, lentamente, como quem se deixa levar numa maré calma e suave. Assistindo o balanço do mar numa tardezinha semi-ensolarada de outono. Por te querer tão bem eu te liberto, querido. Eu te deixo ir com a certeza de que você vai ser feliz, eu rezo, eu rezo pra que seja todas as noites e todos os dias, vai feliz, que eu olho daqui por ti.¨

Glup.

Mas porquê tô falando disso? Porque continuo recebendo e-mails de gente que está passando por um término e está perdida. O fim infelizmente não se resume a um dia, minha linda. Quem dera fosse assim. Mas a gente vai passando por fases até chegar na libertação, que é o verdadeiro fim. Fim é uma palavra muito forte, digamos melhor, o encerramento de um ciclo. No fim de um, começa outro e por aí vai. Mas ser forte, ser mulher o bastante para querer o bem de quem você tanto amou (mesmo que tenha te feito mal de alguma forma) é um ato nobre, digno e que traz paz. A alma agradece e aí sim, sua vida vai continuar e fluir de uma maneira que você nunca imaginou.

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  • Tô devendo a playlist da felicidade, I know. É que tem músicas novas… rsrsrs. PROMETO postar em breve. Me cobrem.
  • Tava pensando em fazer uma tag de conversinhas, pensamentos, o quê acham? 
  • AHH, a Naiá tem um blog onde ela escreve algumas coisas beeeem legais. Para quem gostou do texto, tem mais aqui.
13
Jun 2013
Conversinha Sobre o Fim…
Constanza, Cotidiano

Acabou. Depois de alguns anos juntos, chegou a hora da separação.

NÃO É BLOG QUE TÁ ACABANDO NÃOOOOOOOO hahahaha. Peguei vocês heim??

Bom, deixa explicar direito este post… Ia postar ontem mas achei meio sem noção falar sobre isso justo no Dia dos Namorados.

Acho que quase todo mundo sabe que no final do ano passado passei um perrengue danado. Namorei 14 anos e meio e terminamos em setembro. Durante dois meses fiquei feliz, aliviada, cheia de vida e querendo aproveitar tudo, mas em dezembro meu mundo caiu. Tive o tal “choque de realidade” e foi aí que abri o jogo com vocês lá no Facebook (já me segue por lá também néam?) e contei o que estava acontecendo. Não sou muito de falar da minha vida pessoal, mas o negócio tava tão feio e como eu não conseguia postar nada achei que seria legal dar uma explicação do porquê da paradeza do Futilish. Cês não imaginam o quanto pensei antes de falar lá, mas minhas amigas (suas lindas, se não fosse por vocês não sei o que teria sido de mim) me apoiaram e deram a maior força. Gente, durante esses quase 4 anos de blog foi a coisa mais emocionante que já me aconteceu. Achei que iriam aparecem milhões de haters me chamando de várias coisas mas não… nunca recebi tanto apoio, tanta palavra boa, tanta energia positiva! Ó, cês podem até não saber, mas me ajudaram MUITO! Fora os comentários que recebi por lá, choveram emails de gente que passou ou estava passando pela mesma coisa. Eu tava perdidinha, afinal nunca tinha passado por nada daquilo (foi meu primeiro namorado “firme”). Meu sofrimento durou cerca de um mês, até achei pouco. Mas foi intenso.

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E eis que chego na finalidade deste post: até hoje recebo emails de meninas/mulheres que estão passando por isso e querem conversar, desabafar, pedir ajuda, me perguntam como fiz para superar o término. Porque dói, e não é pouco. É dor física. Você acha que vai morrer, que vai infartar, não consegue respirar direito, tudo fica cinza, a cabeça fica vaziiiiiiiia, a gente perde o sentido de tudo! Nada mais tem graça, qualquer música te faz chorar, qualquer casal na rua dá vontade de pular da ponte. Normal. E acredite, passa. Quando me falavam “Cony, isso vai passar” eu pensava: que passar o quê, cê não imagina como estou, isso não vai passar vou morrer a qualquer instante. Aff, tolinha. Um dia você acorda e… passou.

Mas ok. Sofrimento a parte, como superar um término de namoro? Não virei PhD no assunto e nem quero (kkkkk tá locka né?) mas aprendi algumas coisinhas que podem ajudar quem está passando por esse pesadelo.

  • A mais importante de TODAS. NUNCA, JAMAIS, EM NENHUMA HIPÓTESE DEIXE DE SE CUIDAR! Tirando o fato que homem nenhum merece acabar com a auto estima de uma mulher, o amor próprio sempre deve vir em primeiro lugar, em qualquer momento de sua vida! Principalmente quando a gente sai de um relacionamento e fica se achando a última mulher do mundo, não deixe esse pensamento se apoderar de você. Muito pelo contrário, se olhe no espelho e se ame loucamente. Veja que mulherão você é. Use roupas lindas, faça as unhas como sempre, cuide da pele, do cabelo, perfume-se, passe creme no corpo e fique toda macia, malhe muito (que além de deixar seu corpo mais bonito você ainda vai produzir serotonina, o hormônio da felicidade), permita se apaixonar por você mesma. Resultado: todo mundo vai te falar “nossa, você ficou mais bonita depois que terminou com fulano!” E é. Tiro e queda. E ouvir isso faz um bem danado viu?
  • Saia de casa. Por mais difícil que possa parecer, crie forças, se arrume e vá dar uma volta. Mesmo sozinha. Shopping, tomar um sorvete, ir ao cinema (não assista romances ou dramas, prefira filmes de ação ou de suspense rs), faça caminhadas. Se tiver alguma amiga para te acompanhar, ótimo! Mas se não tiver, se vire. Lembre-se que a sua vida está nas suas mãos e como você é uma pessoa que se ama muito vai fazer o impossível para ficar bem logo.
  • Não se afunde em comida, doces, álcool (se bem que um porre homérico é necessário, mas um só. Ok, uns dois). Eu sou meio radical nesse ponto. Além de engordar e ficar triste com os kg a mais, acho que tudo isso só vai mascarar um problema que tem que ser resolvido. Lembre-se que os problemas deixam de existir quando encaramos e resolvemos. Desviar deles só vai adiar e estender mais seu sofrimento.
  • Tente não tomar remédios. Eu fui em psicóloga, psiquiatra, gastei uma nota preta com remédios para dormir, para acordar, para me manter acordada, pra ficar feliz e sabe que só tomei uns 3 dias? Eu ficava tão, mas tão lerda, fazia tudo tão mecanicamente que preferi sofrer a rodo do que ficar naquele estado letárgico. Se achar que só eles te ajudam, tente não tomar por um período muito longo de tempo. Vai malhar que o efeito é bem melhor.
  • Chore, esperneie, xingue a vida, peça colo, ligue para as amigas, dramatize muito. Mas só enquanto realmente existir drama. Depois a gente fica meio mimada com tanto carinho e apoio que acaba abusando do povo rs. Mas é muito importante conversar com alguém e OUVIR conselhos. E quando te falarem que vai passar, acredite. Porque vai passar mesmo. (obrigada mais uma vez para minha turminha…)
  • Corra pro colo da mãe. Do pai. Da madrinha. Da irmã ou irmão. Família é TUDO. Eles são sua base e saiba que amor de família não acaba nunca, faça o que você fizer. Sempre estarão lá pra você e por você. Não precisa falar nada, nem contar muita coisa. Eles entenderão.
  • Escute músicas felizes, alegres, animadas. Fiz a melhor playlist da minha vida enquanto eu estava na deprê. Até hoje escuto quando tô mais desanimada e levanta até defunto!
  • FUJA de filmes melosos e românticos, durante um bom tempo.
  • Paquere. Ahhhhhhhhhh essa é batata. Por um momento você vai pensar que nunca mais vai ficar com ninguém, não vai beijar nem fazer outras cositas. Ledo engano ma friend. Permita-se paquerar, olhar rapazes bonitos, dê bola messsssmo, deixe que te paquerem e não crie uma redoma. No começo é difícil (imagina eu que fiquei quase 15 anos fora do mercado?), a gente fica sem graça, não sabe mais como reagir frente a um olhar 43, não sabe se o cara tá sendo só gente boa ou se tá interessado… enfim. O importante é deixar ser desejada e acreditar que se alguém está te cantando, é porquê você está despertando o interesse alheio SIM!
  • Não se apaixone pelo primeiro carinha que beijar após o término. Não é o momento de transferir o amor ou tentar achar um substituto rápido. Antes disso você tem que encontrar sua paz, esvaziar seu corpo e cabeça de todo e qualquer resquício do relacionamento anterior e aí sim estará pronta para outra relação. Não se preocupe com o tempo, em quantos meses já está solteira. Quando tiver que acontecer, acontecerá naturalmente. Não force a barra!
  • Cuidado com relacionamentos “rebound”. Esse foi conselho do meu sábio irmão. Um “rebound” é um namoro que acontece logo após o término de um relacionamento longo e significativo. Geralmente acontecem para preencher o vazio que o ex deixou. Você entra nele cheia de vícios, tenta manter a rotina que tinha (e não tem mais) e tende a transferir todos os problemas para o novo companheiro. Fora as situações constrangedoras que acontecem, como chamar o atual do nome do ex, continuar indo aos lugares que ia, trata o atual com uma intimidade que não existe, a relação “rebound” é apenas uma distração para fugir da solidão e só vai adiar o sofrimento que uma hora você terá que enfrentar. Não tem muito futuro então não gaste sua energia nisso. A pessoa pode até ser bacanérrima, mas a antiga relação não resolvida irá atrapalhar, e muito, o novo namoro. Novamente, não se cobre e deixe o tempo agir. Ah, e meninas que se apaixonaram por homens que acabaram de sair de um longo namoro, cuidado. Se realmente você achar que o carinha vale a pena, espere um tempo até ele se resolver, não tente forçar um namoro e muito menos ser o ombro amigo. Geralmente eles acabam procurando a ex depois de um tempo de “curtição”. Para o homem é mais difícil esquecer uma ex de longa data que para uma mulher. Believe me.
  • Faça coisas que não fazia enquanto estava no cárcere (kkkk). Viaje, saia com aquele amigo que seu ex morria de ciúmes, faça festa com as amigas, use decote, entre para um grupo de patinação, faça um curso de vinhos, ligue para os amigos que não vê faz tempo, crie turmas e amizades novas, faça um retiro espiritual, vá para uma balada gay (são as melhores músicas!), compre lingerie sexy para você mesma, vá no show daquela banda que você ama e seu ex odiava, faça um curso no exterior… Foque nas coisas que te dão prazer e que traduzem quem você realmente é!
  • Leia livros de auto ajuda engraçadinhos. Bom humor é muito importante nessa hora. Eu li um bacaninha, não tinha muuuita coisa interessante mas uma lição ele me ensinou e deu super certo: ficar 60 dias sem contato nenhum com o ex. Nem mensagem, nem email, nem telefonema. Fiz isso e foi ótimo! Achei que não conseguiria, mas quando vi que já tinham se passado os dois meses, não senti falta nem necessidade de entrar em contato. Ah, e depois dos 60 dias não significa que está liberada para procurar o dito cujo, mas é o tempo necessário para não sentir mais falta. Você simplesmente não terá vontade de saber nem notícia do ex. O livro se chama “Quando Termina É Porque Acabou”. Quem quiser uma distração, rir um pouco da desgraça alheia (é cheio de exemplos), ver que isso acontece com TODO mundo e aliviar um pouco o momento, vai gostar.
  • Cuidado com o Facebook, tente não postar a todo momento frases de Martha Medeiros, Caio Fernando de Abreu, Tati Bernardi. Muito menos mande indiretas pro ex, pros familiares etc. Dependendo do “gravidade” do término e dos motivos, acho válido deletar o ex.
  • Ria da situação! Faça piada da sua solteirice! Quando alguém vier com “peninha” mostre que você está bem resolvida e tranquila.
  • Não pense que todo mundo que está namorando ou casado está melhor que você. Posso te garantir que pelo menos 50% é só aparência. Nas redes sociais (e vida real) todo mundo é muito feliz, rico e bonito mas a realidade pode ser beeeeeeeeem diferente. Boa parte tem tantos ou mais problemas que você e pior, muita gente só está acompanhado porque não sabe ser feliz sozinho. Quer infelicidade maior que essa? Foque na SUA felicidade sem comparar com a dos outros. Cada um sabe onde o sapato aperta (que pode ser lindo e maravilhoso por fora mas péssimo de calçar).
  • E para finalizar (tô falando demais rs) tem uma frase Osho que acho perfeita e reforça o que falei acima:  ”Se você é capaz de ser feliz quando você está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz.” Se for para depender de alguém, que seja de você mesma! Não entregue a sua felicidade na mão de outra pessoa. Quem nasceu com você e estará com você até seu último dia mesmo??? E acredite, o melhor está por vir. Seja qual for a sua crença, pense que nada é por acaso e nunca recebemos um fardo maior do que podemos carregar. Vai passar e você será mais feliz do que imagina!

 

Só sei que foi assim. E tô bem, obrigada 😉

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