ComportamentoEditorial
Chora Que Eu Te Escuto
19 set 2018, 43 comentários

Chora Que Eu Te Escuto

É quarta feira que fala? Então CHORA!

Chora 01 – Debora

“Oi Cony! Meu chora pode ser algo simples, mas que me desestabiliza completamente. Vou tentar resumir um pouco.

Saí de casa aos 18 anos pra fazer faculdade, numa cidade a 200km de distância da casa dos meus pais. Hoje tenho 25 anos, formada há pouco tempo, porém nunca consegui uma vaga na minha área. Namoro há 7 anos com alguém que tenho certeza que é com quem quero passar o resto dos meus dias. Nos completamos muito bem. Meus pais sempre o adoraram. Desses 7 anos, 6 anos e meio namoramos a distância (aproximadamente 600km). Há 6 meses, depois que me formei, resolvi vir morar junto.  Ele ainda está terminando a faculdade, e por enquanto ainda moramos com a mãe dele. Já que, comigo desempregada, e os gastos da faculdade dele, nao conseguiríamos nos manter pagando aluguel.

O meu problema, na verdade, é com a minha família, que ficou na minha cidade. Sou filha única, de pais com valores “tradicionais”. Meu relacionamento, principalmente com a minha mãe sempre foi um tanto conturbado. Sempre nos amamos incondicionalmente, não me resta dúvidas, mas temos gênios muito parecidos e ideais muito distintos. Quando decidi me mudar, houve toda uma pressão psicológica (pq eu não estava casando, pq estava “abandonando” eles. O problema nunca foi meu namorado, e sim a distância.), chegou ao ponto dela me dizer que eu estava acabando com a vida dela, que não eram os sonhos que ela sonhou pra mim. Mesmo assim vim. Pois eu tinha meus próprios sonhos, além de ter planos profissionais (na minha cidade não há perspectiva nenhuma de emprego na minha área), ainda tinha o lado amoroso que pesava. Mas meus pais nunca desistiram de tentar me fazer voltar, e sempre que podem deixam isso claro.

Há dois meses voltei em minha cidade, pra passar 1 mês com eles. Minha mãe começou a ter umas crises de dor na coluna. Todos os dias chamava ela pra ir ao médico, e ela sempre arrumava desculpas financeiras pra adiar. Passava dia e noite tentando ajudar o máximo possível, mas nunca recebi um “obrigada”, sabe? Ela dizia que eu não estava fazendo mais que minha obrigação. Eu sei, entendo que estava mesmo, mas acho que não custava agradecer. Foi meio que um retrato de todo o tempo que vivi com eles. Meus pais sempre fizeram de tudo por mim, mas meio que sempre buscavam oportunidades de jogarem na minha cara isso.

Hoje ela me ligou, dizendo que precisa que eu volte pra casa, pois não está dando conta de fazer nada sozinha. Me fez uma pressão grande, que não consegue levantar, que dirá dar conta da casa. No fundo eu sei que ela está usando isso pra me fazer voltar.

O que acontece é que neste momento eu não tenho condições de ir, e me sinto culpada Cony, afinal de contas, é minha mãe. Mas eu nao quero que todo o estresse emocional que eu sempre passo lá se repita.

Eu não sei se esse é um chora digno de conselho, mas eu agradeço demais você abrir esse espaço, pq eu acho que só de escrever o que sinto (mesmo que nao explique nem 10% do nosso relacionamento) já ajuda bastante, só botar pra fora! Obrigada mesmo!”

Complicado, mas realmente parece que sua mãe está te manipulando. Porém, VAI QUE ela tá sentido dor mesmo e precisa de você? Bom, falo isso com base apenas no seu relato, você é que vai saber quão verdadeira é a queixa dela. Entendo que você se sinta culpada, mas uma coisa é ter o sentimento, a sensação de culpa, outra é ter CERTEZA que não tem culpa. Não sei bem o que te aconselhar… talvez respirar fundo, ir lá, passar um tempo com ela e segurar todo o stress. Engolir o sapo. E depois voltar pra casa da sua sogra. Não sei se você já tentou conversar com seus pais sobre isso, exatamente da forma que está contando pra gente… Do tanto que te deixa mal, do tanto que você fica triste, do tanto que você quer que eles fiquem bem enquanto você constrói sua vida. E não espere que seus pais te agradeçam o esforço, não mesmo. Se ficar esperando esse feedback deles, isso pode te frustrar ainda mais. Não espere nada em troca (isso é pra vida), faça seu melhor e confie que você está fazendo o certo e que não está prejudicando ninguém.

Chora 02 – Carla

“Cony, eu adoro seu blog, é o único que continuo lendo, você é ótima! Meu problema é o seguinte: Procrastinação! Culpas e Julgamentos alheios.

Terminar meu doutorado significa mais do que um aumento de salário substancial para mim, significa a possibilidade de dar uma vida melhor para minha filha, significa ser uma melhor profissional, será uma realização pessoal, uma afirmação da minha capacidade de fazer uma tese, escrever um artigo, manusear um software, organizar meus dados, organizar meus dias, meus esforços, mais do que qualquer coisa é uma afirmação que eu preciso dar para minha auto-estima.

Meu marido, minha mãe, pai, orientadora, terapeuta, amigos, todos estão me apoiando para que eu consiga. Mas não estou conseguindo fazer, estou travada, estou empacada, estou postergando essa atividade, estou resistindo demais em fazer, preciso me esforçar demais para fazer, não é algo que está sendo natural.

Fico colocando outras coisas na minha cabeça para me dispersar do meu objetivo principal, por exemplo, fico pensando se devo fazer uma plástica no nariz ou não, se eu devo me separar do meu marido ou não, se devo fazer tratamentos estéticos ou não, se devo ir no dentista ou não, fico arranjando culpas para carregar que não são minhas, arranjando desculpas para não fazer.

Vou trabalhar, deixo minha filha com a babá e com meu marido que está trabalhando em casa ou com a minha mãe. E no fim do dia, depois de todo esse esforço mental e essa briga interna que travo para conseguir trabalhar um pouquinho que seja, muitas vezes chego em casa com dor de cabeça e gosto de ouvir música para relaxar,  na verdade eu deveria trabalhar também quando chego em casa, seria o certo, pois o tempo está curto e a produtividade quase nula. Mas a verdade é que chego e as vezes vou ouvir música e meu marido reclama que não fico o tempo todo com a minha filha, diz que eu devia dar atenção total a ela já que passo o dia na rua, ela tem 2 anos.

Eu sei que não sou uma mãe negligente, sei que dou atenção a minha filha, mas também quero ter um momento meu, está sendo muito difícil essa situação. Minha questão é: Eu preciso ser julgada pelo meu marido? Eu preciso ouvir dele que estou negligenciando minha filha? Preciso disso? Não tenho direito de ficar chateada com isso? A culpa é uma questão grande que eu tenho, carregava uma culpa que não era minha, tinha culpa por estar viva (longa história de família que já estou trabalhando em terapia), e já me sinto culpada por deixar minha filha em casa para trabalhar e não preciso de uma pessoa que aumente a minha culpa.

Nem falo para meu marido sobre essa questão da procrastinação para fazer a minha tese pois sei que ele iria me julgar muito como já julgou, então não posso dividir essas angústias com ele. Enfim, não sei mais o que fazer para sair dessa situação o tempo está passando e não consigo terminar, está pesado. Sinto que estou travada, parece que não acredito na minha capacidade de fazer isso, não fazer já se tornou uma obsessão. Preciso de uma força. Agradeço desde já! Abraços!”

Você está confusa. Seu texto está confuso. Uma hora reclama da procrastinação, outra hora muda o foco e reclama do marido que reclama de você. Realmente, pelo seu próprio texto deu pra ver que você não consegue focar nas coisas e manter uma linha de raciocínio. Vi que faz terapia por outros motivos, e acho que no fundo tudo é um motivão só. Não sou médico nem nada para dar opinião nesse sentido, mas me parece uma depressão… a falta de vontade de finalizar as coisas, a atitude de confrontar seu marido, de se incomodar com pequenas cobranças… será que ele não tem razão? Sua filha tem 2 aninhos só, você fica o dia todo na rua e quando volta prefere ouvir musica… Não sei… baixa a guarda um pouco, tente olhar suas atitudes de fora, ver o porque disso. Tente se organizar internamente e ter clareza para avaliar sua atual situação. E faça muita terapia, não só pra longa historia da sua família, mas pro seu momento atual também.

 

 

Chora 03 – Sheila

“Oi, Cony! Sou leitora fantasminha do Blog mas sempre estou aqui acompanhando tudo… Sempre me julguei a bem resolvida mas às vezes a vida nos coloca em situações em que ficamos meios perdidas e sem saber como agir ou não agir… A história é a seguinte: Eu namoro há 3 anos. Meu namorado é ótimo para mim: companheiro, atencioso, preocupado, não é machista e super paciente, Veio sob encomenda. Somos muito felizes juntos. No entanto nós temos uma diferença: eu tenho 28 anos e ele 20. Isso nunca foi problema no nosso relacionamento pois ele sempre foi maduro porquê começou a trabalhar muito cedo,etc… Há 5 meses abrimos uma empresa juntos e estamos batalhando pelo nosso lugar ao mundo. Ele vem de uma família que sempre foi empreendedora e eu que amo isso, abracei a oportunidade. Nossa empresa ainda é um bebê mas tenho certeza que dará certo pois estou lutando dia e noite por isso. Enfim, além dele trabalhar aqui, ele também trabalha na empresa do pai dele porquê você deve imaginar como é uma empresa nos seus primeiros meses de vida. Ele precisa de outra fonte de renda porquê faz faculdade então aceitou trabalhar também na empresa do pai dele. Fazíamos planos juntos para deixar nossa empresa estável para investirmos ainda mais em outros negócios. Porém ele decidiu que quer mudar de cidade para trabalhar lá, disse que a vivência e experiência que eu tenho ele não tem, que trabalhar na empresa do pai dele não vai fazer ele ir pra frente, etc… Que eu ficaria tomando conta da nossa empresa sozinha e que ele estudaria e trabalharia na outra cidade (120 km daqui) e que todo final de semana a gente estaria juntos. Isso me deixou sem chão pois a gente fazia planos juntos e do nada ele veio com isso. Fico pensando será que ele me ama mesmo? Devo apoiá-lo nessa decisão ou ele está sendo egoísta? Um dos motivos que decidi abrir nossa empresa foi por nós 2, pensei que lutaríamos juntos por algo nosso. Fico me questionando se ele me ama mesmo ou se é somente grato por tudo que fiz por ele (eu o incentivo a ser um homem e pessoa cada dia melhor, a evoluir etc porque acredito que estamos aqui para isso). Mas agora estou perdida… Termino e cada um segue sua vida ou apoio ele na decisão e seja o que Deus quiser? To muito perdida, com medo de colocar muita expectativa da minha vida em cima de uma só pessoa. Voltarei a estudar para concursos mas to tão sei lá… Isso me deixou sem chão. Preciso do seu help tão sincero! Gratidão por esse espaço, Cony!”

Antes de mais nada, quando vocês começaram a namorar você tinha 25 e ele 17???? Eita… tipo, não sou contra diferença de idade, mas em alguns casos a diferença não é no número mas na cabeça e não consigo pensar num boy com 17 anos com boa cabeça para namorar uma mulher de 25. Ainda mais porque nós mulheres amadurecemos antes dos homens. Fiquei até curiosa de saber como tudo começou. Mas enfim, continuemos. Então o caso é que vocês abriram uma empresa juntos e agora ele quer aprendizado profissional longe de você e do pai. Será que ele não tá com muita pressão na cabeça não? O pai de um lado, você do outro… Eu acredito que aconteceu alguma coisa para ele tomar essa decisão e foi pensada, não foi de uma hora para outra como você pensa não. Às vezes você tá tão focada em empreender, em crescer profissionalmente, em trabalhar que não viu algo que está incomodando ele. Se ele está sendo egoísta? Sim, pode ser. Mas isso não é errado, muito pelo contrário, ele tá sendo sincero com ele mesmo, com a vontade dele. Analise bem o relacionamento de vocês, o que aconteceu, como as coisas REALMENTE estão. E se ele quer ir, deixe ir. Ele não disse que ia terminar, as vezes tá precisando por ordem nos pensamentos. Deixa ir… Dê tempo ao tempo e não tome nenhuma decisão precipitada.

 

 

  • Tá chorosa? Quer conversar? Desabafar? Mande sua angústia para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO. Seremos fofas ou não… mas sinceras sempre. 
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12 set 2018, 77 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Essa tag ainda vai virar um livro… me escutem…

Chora 01 – Cecília

“Querida Cony,

Tentando resumir: eu sempre tive namoros longos e intensos. Meu primeiro namoro durou 10 anos, sendo que 4 anos moramos juntos. Quando terminamos, demorou 6 meses e muita terapia para dar o ponto final. Mas consegui terminar e foi a melhor decisão que tomei. Passei 6 meses solteira, aproveitando tudo e todos. Dai engatei num outro relacionamento bem furado, que durou quase 2 anos. Ele era otimo mas sem perspectiva nenhuma, com filho etc. Por força do destino, ele terminou comigo. (eu mudei de pais) E fiquei bem mal, pois ainda gostava dele. A carência me pegou e por conta de todas as mudanças da minha vida, comecei a namorar um mês e meio depois que cheguei no lugar novo.Um parenteses: Ja tive meu caso com o gringo publicado aqui no chora.  Infelizmente ele terminou comigo tem 6 semanas, e eu estou tentando trabalhar em mim para melhorar. So que não esta sendo nada facil. Além do coração partido, estou me sentindo pressionada, solitaria e esta duro trabalhar na auto estima.

Elaborando melhor: eu tenho 32 anos, quase 33 e eu sou uma pessoa que sonha em achar o grande amor, casar, ter filhos…o pacote completo. Sinto que estou ficando velha para isso e esta cada vez mais dificil encontrar alguém com quem possa formar uma familia. Eu realmente achava que meu ultimo namoro iria dar certo. Que ele era o cara da minha vida. Enfim, nao foi o que aconteceu . Para conhecer pessoas novas, estou usando aplicativos de relacionamento pois aqui é muito dificil paquerar numa balada ou bares. Ja sai com algumas pessoas, mas ainda com a cabeça no meu ex. Eu sei que faz pouco tempo e blablabla, mas não quero ficar perdendo meu tempo chorando por uma pessoa que terminou comigo por mensagem de texto.

Sei que o tempo é o melhor aliado e que apesar de clichê, é verdade. Mas ja sinto na pele o peso da idade, muito preconceito por eu ja ter 32, os caras mais velhos, procuram mulheres bem mais jovens, mesmo eu sendo mais jovem que muitos deles. É dificil também encontrar um cara normal, sempre tem algum problema (filhos, problemas com compromissos, homens recém separados que so estão querendo pegar geral, os losers com empregos de subsistencia, sem nenhum objetivo na vida… a lista é infinita). E isso tem acabado com minha auto estima.  Cada vez que saio com um loser desses, tenho vontade de sair correndo e me sinto como se não fosse uma pessoa que merecesse ser amada. Tento atribuir esses encontros furados a minha falta de sorte. São varios questionamentos na minha cabeça. Gostaria de ajuda com conselhos de como viver bem sozinha? Como parar de me pressionar por conta da idade? Como superar um coração partido e recuperar a auto estima? Espero daqui alguns meses postar um sorria e seguir todos os conselhos maravilhosos que recebemos aqui!”

Enquanto você procurar, você NÃO VAI ACHAR! Deixa a vida rolar, para de pensar em arrumar homem, se preocupe com você, em estar linda, feliz, realizada com VOCÊ. E que neura é essa de idade… você mesma está se excluindo de ser “escolhida” quando seria VOCÊ que tem que escolher e isso independe de idade. Não procure um perfil perfeito, isso não existe. E sentir o peso da idade, aos TRINTA E DOIS ANOS, é muito vitimismo e desistência para uma pessoa. Se você acha que os caras que procuram mulheres mais novas são bacanas, já tá “escolhendo” errado. Os que se deixam levar pela idade ou aparência física são os mais furados da vida. Mude o foco, acabe com os preconceitos. Tá parecendo aquele povo que para na frente de loja chique mas não entra porque “ai tô mal vestida, sou pobre, tenho vergonha”. Enquanto você não se valorizar, ninguém vai te valorizar.

Chora 02 – Tati

“Oi, Cony! Ok, agora vai. Já rascunhei outro chora antes, mas acabei não enviando. Estava em um relacionamento abusivo, mas consegui me livrar! Acordei pra vida e terminei tudo uma semana antes do casamento! rsrs O Assunto agora é outro. Agora em julho fui viajar pela primeira vez na vida, teria sido a viagem de lua de mel, já havia pagado por tudo mesmo, fui sozinha para Buenos Aires. Melhor coisa que fiz na vida! Me diverti muito, bati perna, conheci muita gente, bebi tequila pela primeira vez e amei, beijei um gatinho por lá! Enfim, depois de um tempo sofrendo naquele relacionamento ruim, lembrei de quem eu era e voltei a viver. De volta à minha cidade, um ex entrou em contato (não o do relacionamento abusivo, outro)… Terminamos pois ele ia para outro estado fazer mestrado e não queríamos um relacionamento à distância. O mestrado dele está no fim e no fim do ano ele volta e gostaria de “nos dar mais uma chance”. Eu gostava muito dele, se não fosse essa mudança dele talvez ainda estivéssemos juntos e eu nem teria conhecido o boy lixo… Só que eu conheci outras pessoas nessa viagem, tem um cara muito legal que está me convidando para ir à cidade dele passar o fim de ano e eu estou super a fim! Mas esse tal ex parece querer voltar e retomar o relacionamento de onde parou, sabe? Só que, peraê né? Muita coisa aconteceu, estou voltando a “viver” agora, não sei se tô a fim de me comprometer e nem sei se quero realmente voltar com ele. Eu gosto dele, mesmo. Mas o mundo é tão grande, tem tantas coisas que quero fazer. E uma vez ele me deixou para ir embora, agora eu vou me prender a ele e ficar aqui? Acham que eu estou desperdiçando uma chance com ele? Que só estou perdida com a liberdade depois de um relacionamento abusivo? Eu sinto que estou perdida…”

Fia, você não gosta dele. Se gostasse, não teria colocado tantos obstáculos. Vai viver, vai ver o mundo… Já teve uma pequena amostra disso e achou a melhor coisa da vida.  Depois, quando estiver satisfeita de ter vivido coisas novas, e se AINDA quiser o boy, procure-o. Se for pra ser, ele estará te esperando ainda. Pense em você… nada te prende a ninguém neste momento, se aproveite e se transborde de novidades.

 

 

Chora 03 – Cora

“Oi Cony, tudo bem? Espero que sim. Minha mãe acompanha seu blog e sempre diz pra eu escrever minha história pro Chora Que Eu Te Escuto, e hoje li muitos “choras” e amei seus conselhos..espero que você possa me ajudar.
Bom, em 2013 conheci uma parte da família do meu pai que eu nem sabia da existência. Muitos tios e primos distantes, e dentre os primos um que eu achei muito gatinho(na época eu tinha 15 anos, então achei ele gatinho e só). Em 2015 eu voltei a vê-lo. Logo que ele me viu, ficou me olhando de um jeito diferente. Passamos um final de semana inteiro juntos, com o resto da família, mas conversamos bastante, nos divertimos, dançamos. Eu vi que ele é um cara super atencioso, carinhoso, fiquei admirada com o carinho dele com a mãe (minha tia/prima).
Quando voltei pra casa, fiquei pensando nos olhares dele pra mim, senti saudade dele e acabamos trocando mensagens como primos.
Só voltamos a nos ver em maio de 2016, que foi meu aniversário de 18 anos. E nessa pausa entre 2015 e 2016 começaram a surgir sentimentos inexplicáveis por ele. Nós nos falamos pouco hoje em dia. Mas toda vez que ele curte algo meu ou vem falar comigo, meu coração dispara. Tenho muitos textos e poesias escritos pra ele, mas nunca enviados. Sinto muita saudade dele, vontade de conhecer ele por inteiro, e o sentimento doido e inexplicável ainda está em mim, mas tenho medo de falar por ele ser meu primo. Só que não aguento mais ficar com isso preso aqui dentro. Pode me ajudar?
P.s: ele está namorando no momento 🙁
P.s2: pode me responder por aqui, se achar melhor..tentei resumir, mas ficou um pouco confuso. A história tem muito mais coisas, por isso enviei um anexo com uma das poesias que escrevi ano passado. Beijos”

Ele está namorando no momento. Respeita as mina.

  • Se as pessoas (homens e mulheres) respeitassem os relacionamentos alheios, não teria tanto Chora na vida. Insistir em alguém que está se relacionando com outra pessoa, é um desrespeito sem tamanho. Um dia, você será essa pessoa desrespeitada. Vai gostar? Não né. Portanto não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. 
  • Choras ABERTOOOOOS! Mandem seus casos, suas angústias, suas dúvidas para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO. Vamos responder com todo carinho AND sinceridade necessária. 
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Chora Que Eu Te Escuto
05 set 2018, 74 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Mais uma quarta feira em nossas vidas. Quais serão os aprendizados de hoje?

Chora 01 – Norka

Oi Cony! Nem preciso dizer que AMO vc e seu blog de paixão, né?, e estou amando mais ainda essa fase da sua casa nova. Luxo puro!

Bom, meu Chora hj é um pedido de socorro de como lidar com boys que já foram casados e que têm filhos. Pois é!

Conheci meu atual numa festa de família e, bem, digamos que ele já foi me contando toda a vida e me pediu em namoro logo no primeiro dia que ficamos. Somos de estados diferentes, culturas diferentes tb, e namoramos a distância. Ele já foi casado, tem uma filha, e vamos dizer que seu papel de pai se resume a pagar despesas (já descontadas em folha de pagamento) e visitar a menina de 15 em 15 dias, algumas vezes fica mais tempo sem ver. O que me incomoda na relação? Ele não tem a liberdade de levar a menina onde bem entende, de ficar com ela o fds inteiro (o que inclui dormir), de viajar sozinho com ela.. simplesmente pq a menina foi criada desde pequena com a avó materna e não consegue se desgrudar dela. Digo que é uma relação de dependência mesmo, tanto da avó quanto da menina. Pensa na loucura: a menina dorme em cama de casal com a avó desde que nasceu. Sim, mesmo casado ele só convivia com a filha nos finais de semana pq durante a semana a ex mulher estudava e não queria acordar a menina cedo, então já deixava na casa da avó. E, bom, ele deixou que isso acontecesse. Cansado da situação, decidiu se divorciar e acabou cedendo a guarda para a ex, pelo fato de ele morar a 700 km de distância da filha e por trabalhar muito. Atualmente, como disse, qm cria a menina é a avó, que inclusive mora numa cidade diferente da mãe -a mãe visita a criança nos fds ou a avó leva até a cidade em que a mãe mora, tb nos fins de semana.  E eu agora me vejo nesse bololô.

Recentemente programamos uma viagem para a cidade onde a filha dele mora para que eu a conhecesse. Num dia ele me apresentou e no dia seguinte, pimba, recebeu uma ligação da ex pedindo que ele não saísse mais comigo e com a menina, pra não atormentar a cabeça da criança,  que eles ainda não haviam conversado sobre isso, etc etc etc. E ele? Cedeu e não saiu mais comigo e com a menina. Me pediu um tempo para as coisas se ajeitarem, que td ia se resolver, que era só uma questão de tempo. Nem preciso dizer que minha admiração e td aquela minha expectativa foi pro ralo, né? Quase voltei pra casa no dia seguinte, mas acabei optando por conversar e esperar um tempo até as coisas se ajustarem. E o pior, convivendo um pouco mais de perto pude perceber que, na realidade, ele e a ex mulher mantinham uma espécie de família imaginária para a menina. Explico: em datas comemorativas (aniversário dela, por exemplo, Natal, festas tradicionais da cidade) eles conviviam como uma família normal – aliás, pra menina sempre foi assim, né? Ele sempre trabalhou muito, a menina sempre morou com a avó, e só costuma ver os pais aos finais de semana e datas comemorativas. Até viagens juntos eles faziam e tinham outra programada para o próximo aniversário da menina.

Onde me encaixo nessa confusão toda? Estou de víbora na história. Desde a nossa cv ele se mostrou consciente de que a história não pode continuar assim e tem se empenhado em não conviver nessas circunstâncias com a filha, optando por passar menos tempo com ela, mas um tempo só deles, sabe? Sem conviver com a família da ex, como fazia antes. Ou seja, eu cheguei pra dar esse limite a ele. E tenho me sentido um pouco mal. Eu sei que é um limite necessário, do contrário não haveria relacionamento nosso, mas não estou sabendo lidar. Será que vale a pena insistir nessa relação? Não vejo nele um pulso firme frente às geniosidade da ex na criação da filha nem sei até quando vai perdurar a minha não convivência com a filha dele – o que acho mais do que importante, já que ela é peça fundamental na vida dele e é um vínculo eterno. Ele fala em casamento (e quer pra ontem), mas eu não consigo dar um passo assim tão no escuro. Como vai ser essa relação no futuro? Eu tb quero formar minha família, ter filhos, mas não quero um marido que de tempos em tempos tenha que largar a família pra visitar a filha ou cuja filha não possa conviver com os irmãos. Me dá uma luz? Adoro seus conselhos mais que sinceros. Beijos!

 

Sinceramente sendo bem sincerona? Achei ele um banana. E coitada dessa menina, que não sabe o que é ter mãe, pai e viver com a avó desde sempre. Quando a avó morrer, essa menina vai surtar, escreve o que tô te dizendo. Ou melhor, eu mesma já escrevi né? Bem fraquinho esse moço de deixar a ex fazer o que quiser, obedecer e ainda concordar com tamanha incompetência na educação da filha. Isso me lembrou muito o caso de uma amiga, que namorava um cara que tinha um filho com a ex e que agiam como se ainda estivessem casados. Festas juntos, final de ano juntos, na casa dele cheio de fotos dos 3, mas já estavam cada um com um novo par. E também tinha esse tipo de “regra”, de não apresentar ou de o filho não conviver com os atuais relacionamento. Muito sábia minha amiga, pulou fora. Quando as coisas estão bem resolvidas, a convivência é natural e tranquila. Mas aqui vejo um desequilibro por parte da ex e da avó, e dele, de permitir isso tudo. Acho uma treta bem complicada, mas também acho que você não deveria se meter demais. Ele me parece ser uma pessoa altamente dependente e submissa (fiquei cismada como fato dele te pedir em namoro na primeira ficada) e sem muita atitude. A relação dele com a mãe dele é boa? Observe mais, não case ainda e analise friamente. Se perceber que ele vai continuar abaixando a cabeça pra tudo o que a ex fala e que não toma as rédeas da paternidade, eu cairia fora. Atestado de bananice.

 

 

Chora 02 – Backer

Oi Cony. Queria saber se já teve algum Chora sobre fazer novos amigos na vida adulta. Mas caso não tenha, aí vai o meu…

Me separei recentemente, vivia um relacionamento abusivo e só percebi isso depois de ler vários choras sobre o assunto e pensar: opa isso acontece comigo, isso tbm, e de novo. E aí fui caindo na real e ficando incomodada e insatisfeita com minha relação até que resolvi me separar. Tenho certeza que foi a melhor decisão que podia tomar e você, o blog e as leitoras que escreveram contando suas histórias tem uma ENORME e fundamental participação nessa decisão. Acontece que durante esse relacionamento eu me distanciei de todas as minhas amigas antigas (pré relacionamento, rzs). Tínhamos um grande grupo de amigos, mas eram amigos do casal e depois da separação, eu não quis mais continuar nesse círculo de amizade e eles também não fizeram questão de me manter por perto, nunca nem perguntaram como fiquei ou qualquer outra coisa. E agora as poucas amigas antigas que tinha estão casadas, namorando ou se mudaram! Não tenho mais amigas pra sair, beber uns drinks, dançar e curtir minha solteirice. E não sei como fazer novos amigos na vida adulta.

Sou de BH e na real queria ser sua amiga, apesar de você também ter um boy maravilhoso agora e te desejo toda felicidade do mundo!

Caso não publique meu chora, obrigado por “ouvir” a mim e a tantas mulheres! Obrigado por ser essa mulher forte, emponderada e inspiradora!

Miga, entra agora no grupo Amigas do Futilish no Facebook (LINK). Eu criei esse grupo (não sou muito participativa lá, gostaria de ser mais mas é muita internet pra pouca Cony) justamente por causa de uma moça que não tinha amigas e queria conhecer gente. As meninas foram maravilhosas e saíram juntas e depois isso foi alastrando Brasil afora! Sei bem o que você está passando, também já passei por isso! Mas a regra é simples: ser leve e topar tudo. Não desanime porque suas amigas estão casadas, saia com os casais mesmo. Não fique triste se só tem convite para festa de criança, vá e se divirta. A vida é movimento e a gente tem que se movimentar para a vida acontecer! Por mais improvável ou chato que pareça um evento, é um evento, haverá pessoas, e se estiver ruim, você volta pra casa! Dizer mais sim do que não e abrir portas para pessoas entrarem e as coisas acontecerem. Fiz um post bem bacana que fala sobre isso, leia Desatando Nós. Aos poucos você vai conhecer pessoas e fazer parte de várias turmas diferentes. Ah, e se convide. Quando escutar pessoas combinando algo, peça pra ir também. Eu fazia muito isso hahahaha. E me dei super bem 🙂

Chora 03 – Wals

Oi Cony, tudo bem? Gosto demais do seu blog e como leitora, acho que temos uma sorte danada de ter uma blogueira que abra um espaço tão importante de troca entre nós mulheres. Obrigada!

Meu chora é o seguinte, sou casada há poucos anos, estou com pouco mais de 30 anos e tenho um casamento excelente, meu marido é ótimo, nos damos muito bem e somos bem parceiros. O problema é que há alguns anos descobri que tenho endometriose, fiz a cirurgia, botei o DIU e segui a vida. Até aí, tudo OK, mas nos últimos anos minha libido foi minguando até chegar a ZERO.

Zero mesmo, não sinto falta nenhuma de sexo.

Tentei duas vezes conversar com dois ginecologistas sobre isso, sem sucesso, não me deram muito ouvidos e jogaram uma de “crise no casamento” e que às vezes “casamento novo” tem dessas coisas. Mas eu sei que esse não é o problema, sabe? Eu amo meu marido, o admiro, acho ele lindo, não penso em mais ninguém, não sinto desejo por outra pessoa, não temos brigas, grandes problemas ou qualquer coisa. Nunca tive desejo por outra pessoa desde que estamos juntos.

O problema sou eu mesma e tenho a sensação que tenha algo relacionado a minha endometriose. Quando mais nova, eu era super sexual, amava sexo, me masturbava e etc, mas sequer consigo lembrar a ultima vez que me toquei ou senti desejo, sabe? Gostaria muito de saber se alguém já passou por isso… queria voltar a ser a mulher que eu era antes. Confesso que tenho me sentido menos “mulher” por causa disso sabe… quando lembro como eu era e como sou hoje, me sinto tão fria. Bem triste, mas é como me sinto…

Conversei com meu marido algumas vezes sobre isso, ele tem tentado me ajudar, mas confesso que estamos um pouco perdidos e gostaria muito de ouvir uma segunda opinião, talvez se alguém já passou por isso, também tenho dificuldade de conversar sobre com amigas então seria de grande ajuda “ouvir” a experiência de outras mulheres.

Obrigada mais uma vez!

 

Nem vem me falar que endometriose acaba com a libido que eu fico doida rs. Descobri há pouco que tenho e terei que operar… enfim, mas minha libido é ok! Sou zerada de hormônios (parei com a pílula há alguns anos) e a única coisa que às vezes tira meu interesse é stress e cansaço. Já fez o exame de testosterona? Veja isso, tente uma suplementação se for o caso. Assista alguns filmes de soft porn (uma vez, em um chora, as meninas indicaram alguns sites acho, mas não salvei e não lembro quais eram. Tem pornô pra mulheres, mais sensuais e tal e pode ajudar). Outra coisa, quanto mais a gente faz, mais vontade tem. Quanto menos faz, menos vontade tem. Eu acho. Então  se esforça um pouquinho, compra lingerie zekzy, leia alguns livros de poooootaaaria light hahahaha. São dicas práticas, mas a principio acho que rola um exame hormonal aí hein! Meninas, tem mais dicas???

 

 

  • Tô quaaaaase liberando o mail para mais Choras hein!! Já vai deixando o seu escrito!