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Como Usar, Fashion Emergency
15 maio 2019, 54 comentários

A Classificação Socioeconômica do Cinto!

AÊEEEEEEE, foi tanto que vocês pediram que cá estou eu montando este post para ensinar a escolher um cinto bonito e RYCOH! Lembrando sempre que a “riqueza” não tem nada a ver com preço, valor, marca, etc, mas sim com boa qualidade e bom gosto.  É uma forma que encontrei para desenvolver o bom gosto de vocês. E tem dado certo, minhas dinos (dinossauras, leitoras que me seguem há muitos anos) são muito elegantes e estilosas.

Vamos lá, como identificar um cinto rico de um pobre? O que tem que ser analisado?

A FIVELA.

Obviamente que o corpo inteiro do cinto muito interessa, bem como acabamento e tal, mas a fivela é que vai mandar na riqueza do cinto. Se o cinto for todo lindo mas a fivela feinha, já era.

Eu particularmente, acho muito mais lindo uma fivela forrada no mesmo material do cinto, muito mais elegante! E se for de metal, gosto de metal pesado, com corpo e dou preferencia para as diferentes. Fujam de fivelas “frágeis”, fininhas, dessas comuns. Também não gosto muito daquelas tachinhas que arrematam e seguram a fivela, prefiro bem mais quando essa voltinha é costurada e colada, mas nem sempre acharemos um cinto tão perfeito. O que não dá para errar MESMO é na escolha da fivela.

Vamos exemplificar:

 

Vamos começar pelo exemplo básico do cinto preto. Olha a diferença de um e outro! O primeiro é rycoh e o segundo pobrinho. O primeiro não tem costuras, o corte dele é perfeito e não tem a tal tachinha segurando a fivela. Acho mais clean, mais chique. Outra coisa, olha como a fivela forrada fica mais linda. Mais um detalhe que não sei como explicar: reparem como o primeiro cinto e firme e o segundo parece mais mole, como o primeiro é reto e o segundo meio torno. Tudo bem que o material é diferente, por isso indico couro de verdade. O sintético quebra e esfarela então é bom investir num cinto de qualidade.

De novo atenção para a fivela. Olha a primeira que maravilhosa, grossa, pesada, com presença, parece coisa boa, diferente. A segunda já é bebem comum, fosquinha, mas parece fosca de velha, e até achei a cara dela triste. 

Nem toda fivela forrada é rica, tem que prestar atenção às costuras, ao formato. A primeira fivela azul (ou roxa) tá linda. O posposto exatamente da cor do material do cinto, quase nem aparece. Além disso, essa fivela tem um voluminho o que impõe mais. A outra, a rosê, é forrada mas parece papelão forrado. Entendem essa diferença? E além disso, olha lá duas tachinhas segurando a fivela. Como falei, é bem mais difícil achar cintos com essa parte colada e costurada ou invés de usar a tachinha, mas é um detalhe que pode passar caso o restante todo do cinto estiver ok, ainda mais porque na hora de vestir, o cinto cobrirá essa ferragem.

Os dois de baixo são dois cintos mais finos com fivelas douradas mas separados pelo bom gosto. No primeiro, o preto, a fivela é chique, dourado bonito, o palitinho (sei lá como chama isso) tá reto, firme. Não tem as tachinhas segurando a fivela, o cinto não tem pesponto (prefiro), o material parece bom (parece couro de verdade mas se não for, tá muito bom). Já o segundo tá bem humildezinho, o básico do básico, parece que feito com os materiais mais baratos sabe? É aí que temos que treinar o olho. Pode ser feito com materiais mais simples sim, mas acabamento e modelagem é essencial! 

Olha que gritante a diferença de uma fivela rica com uma pobre. To morrendo de amores por esse cinto preto, achei a coisa mais chique do MUNDO! Ele é todo perfeito! As beiradas dele nem são retas, são curvas o que deixa ele mais rico ainda. A fivela enorme, dourada, mas numa chiqueza só! Olha o acabamento perfeito, nem uma linha torta ou fora do lugar! Já o segundo chega a doer os olhos. E o pior, eu já tive algo assim. Mas ainda bem que aprimoramos o gosto né?

Então eis os pontos de atenção:

  • fivela, sempre analisar em primeiro lugar
  • tachinhas segurando a fivela, melhor não ter, mas se tiver, o restante do cinto tem que ser nota mil
  • forro interno BEM colado. Forro descolando ou enrugando é horrível!
  • acabamento das costuras, tem que ser delicado, bem feito.
  • pespontos discretos (a não ser que seja um detalhe do cinto)
  • beiradas bem cortadas
  • prefiro de couro couro, porque os sintéticos “quebram” e fica horrível. Descascou ou quebrou, já joga fora e compra outro.

 

Enfim, acho que é isso. Vou até dar uma olhada nos meus cintos e ver se tá tudo ok por lá hahahaha. E vamos treinando o olho! 

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Fashion Emergency
26 jan 2015, 207 comentários

Classificação Sócio Econômica da: Rasteirinha!

Gente, baixou o Caco Antibes aqui… existe coisa mais pobre que rasteirinha??? hahaha Não me levem a mal hein! Quem acompanha o Futilish sabe bem que minhas classificações sócio econômica das coisas nada mais é do que uma maneira bem humorada de treinar o bom gosto!

Rasteirinha é algo muito complicado. Mostra muito o pé, os dedos, deixa o pé sujo rapidamente e se não for escolhida com muuuuuito carinho e cuidado, pode detonar o look. Pé já não é uma coisa muito bonita… poucas são as pessoas afortunadas com pés sem manchas, sem calos, com unhas bonitas, sem joanetes e dedinhos esticados. O meu é terrível, tenho joanete e calos (resultantes de uma vida inteira de salto alto), meu dedinho é um tatu bolinha e para amenizar isso cuido bem deles com esfoliações, produtos específicos (lembram do Footner? Esse é MARA para dar dignidade aos pés!) e unha sempre feita. Ainda assim, sempre que posso, evito rasteiras pois elas mostram TODOS os defeitos.

Enfim, em época de sol escaldante, por várias vezes, queremos dar um ar fresco para os dedinhos. E hoje vamos treinar o bom gosto para escolher rasteirinhas, usar as mais bonitinhas e chiques, afim de elevar o grau sócio econômico de um calçado tão traiçoeiro (tem coisa mais feia que um pé todo espalhado dentro uma rasteirinha, com dedos fugindo e encostando o chão??).

É MUITO difícil tentar explicar o que distancia uma coisa “rica” de uma “pobre”. Geralmente é qualidade, quantidade de informação, cores, acabamento, material utilizado. Mas tentaremos, vamos primeiro com a riqueza:

rasteirinhasricas

Como falei acima, quanto mais informação, maior o risco de tornar uma peça “pobrinha”. Fica parecendo que quer mostrar muito serviço, enfeitar demais e o resultado pode ser desastroso. Para evitar isso, é bom escolher uma cor única, de preferência neutra e um modelo sem muitas firulas. 

rasteirinhasricas3

Menos sempre é mais e permite pode ousar um pouco além na roupa. Fico tensa, muito tensa, com rasteirinhas de pedrarias. Aqui o cuidado deve ser redobrado! Reparar no formato da pedra, na composição da montagem, na cola (gente, já vi tanta pedra mal colada que é inacreditável que vendam produtos assim), na simetria, nas cores… Quanto menos mistura de cor, melhor ainda. Essa da foto acima achei bem bonita, harmoniosa, fiel a UM estilo e não tem aquele brilho ofuscante que deixa muitas rasteiras bregas. Ah isso, cuidado com o brilho das pedras. 

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Repararam como as mais simples são as mais chiques? Eu gosto MUITO dessas que só tem uma tirinha na frente, mas haja cuidado para manter o pé bonito viu? Comprei uma na Arezzo, preta, por 99 reais, bem chiquezinha mas ainda não me aventurei a usar rs. Preciso dar mais uma manuteção ao meu pézito

rasteirinhapobre1

A pobreza: muitos detalhes, lacinhos, aplicações. Reparem na mistureba de materiais! E essa rosa me incomoda muito pelos frufrus. Pra quê?

rasteirinhapobre2

Olhem que pedraria mais sem graça, parece que tinham as pedrinhas contadas e só deu para fazer esse detalhe xôxo. Melhor (bem melhor) sem elas. Essa última branca, é tudo de errado no mundo, nada combina com nada, parece que foi feita aproveitando restos de material.

rasteirinhapobre3

Vocês estão entendendo minha preocupação com pedrarias? E com a quantidade de detalhes?? Ou tem pedras bonitas, um desenho bem bolado e qualidade ou melhor nada! Ah, e solado de cortiça também é bem preocupante e fator de eliminação.

rasteirinha ricas

Exemplificando ainda mais o problema das pedrarias, essas que estão na montagem acima são bem aceitáveis.

  • É complicado né? Mas aos poucos a gente vai treinando o olhar e aprendendo a fazer boas escolhas na hora de comprar sapatos e roupas. A regra principal sempre será: menos é mais. Isso não nos impede de escolher algo mais elaborado, mas aí o cuidado será BEM maior.