18
Sep 2017
A Mala do Atacama
Diario de Viagem, Dicas de Viagem

Agora sim, o post final da série ATACAMA. Muuuuuita gente perguntando sobre a mala, o que levar, o que usar, o que é dispensável, o que é obrigatório. Enfim, hoje vou contar aqui o que realmente faz diferença para passar alguns dias no deserto.

Vamos a algumas considerações:

  • A temperatura varia muito. Fomos no final de agosto e durante o dia pode chegar a 30ºC e a noite uns 5ºC. Em alguns passeios, pode até rolar uma temperatura negativa, tipo nos Géiseres Del Tatio, teve gente que falou em -12ºC! O que isso quer dizer? Tem que levar roupa de calor calor e de frio frio.
  • O tempo é seco, bem seco. E ainda por cima tem o fator altitude, o que dificulta a respiração. Tem considerar isso na hora de montar a necessaire.
  • Lá a gente anda muito e, claro, muita terra. Tudo suja rápido.
  • A franquia de bagagem pro Chile (Brasil – Chile) é de 23kg. Complicado né?

 

Agora vamos montar a mala?

  • Blusas térmicas: pode considerar uma por dia. E pelo menos uma extra… As minhas são da Uniqlo (comprei fora, em NY e em Tokyo, são as melhores do mundo!), mas a Decathlon aqui no Brasil também vende.
  • Calça térmica: eu fiquei 4 dias e meio e usei duas calças térmicas. Levei dois tipos: legging, e calça calça mesmo, de tactel por fora e térmica por dentro. Essa última foi bem útil quando os passeios eram para lugares muito frios.
  • Meia calça térmicas: super necessário. São ótimas porque você coloca a meia calça e uma legging por cima. Daí quando começa a fazer calor, tira a meia calça e guarda na mochila. São leves e não ocupam muito espaço.
  • Meia térmica: também bem necessária, mas não precisa uma por dia… acho que umas duas só, para quando for passeio de muito frio.
  • Luvas: as comuns mesmo.
  • Gorro: nem precisa ser térmico e se não tiver, pode comprar um de lã na feirinha de San Pedro. Bom que faz um estilo né?
  • Cachecol ou golas: cachecol (de lã, grossos, ou estilo pashmina). Golas também são bem vindas.
  • Fleece: ou aquele casaco/moletom de soft… Para por por baixo da jaqueta!
  • Short de corrida: daqueles levinhos, que dá para dobrar e ficar pequenininho sabe??? Tem que pensar em trocar de roupa durante o dia, talvez até durante um passeio e as coisas para levar na mochila não podem pesar ou fazer volume!
  • Legging: VÁRIAS! Todas as que você tiver no armário hahahaha. Eu pequei e levei só duas. Passei necessidade pois achei que duas estariam ok, afinal estava levando calça jeans também. Jeans é o que menos se usa lá! É ruim para fazer os passeios, incomoda, não é nada confortável. SE FOR LEVAR, leve apenas um. O mais básico de todos. Sobre as leggings, pode ser aquelas da Zara, mais grossinhas, ou de ginástica mesmo, até o pé, para cobrir com meia, com a botinha ou com polaina. Melhor não deixar o tornozelo livre por causa do frio ou para não se machucar nos passeios. Vi várias mulheres com calça de ginástica, eu nem tinha pensado nisso. E por que levar várias? Porque suja MUITO! Acho que dá para repetir um dia só, isso se não sujar muito… Mas ó, pra foto ficar bonita, melhor levar legging sem estampa e cor neutra. Tem que pensar no álbum da viagem né?
  • Camisetas: várias também. Básicas e lisas (ou listradinhas rs). Pode levar regatas de malha também.
  • Casacos de nylon fofinho: eu levei dois e usei os dois. Um mais comprido e arrumadinho, cobrindo o bumbum e um mais curto, desses esportivos mesmo. Dá para ser só um, o curto esportivo…
  • Polainas: nossa, usei demais. Dei sorte que minha mãe tinha várias e peguei emprestadas com ela. Mas aqui entra o fator blogueira preocupada com as fotos… como a maioria das minhas roupas eram pretas, para dar uma variada, eu trocava a polaina. Faz toda a diferença! Daí pode se jogar em cores, estampas, o que for.
  • Top de ginástica: mais confortável que sutiã. Pense em atividade esportiva, muita!
  • Tênis de ginástica: Eu praticamente só usei minha botinha, mas um tênis é bom levar. E um sem muito apego, pois tudo volta muito sujo e acabado.
  • Botinha de trekking: o item MAIS NECESSÁRIO para a mala do Atacama! Gente, não sei o que seria de mim sem essa botinha. Comprei um dia antes de ir e foi a coisa mais inteligente que fiz na vida. Dá firmeza, aguenta o tranco, é segura (para não torcer o pé) e é confortável. Comprei a minha na Centauro, por R$ 300 e alguma coisa, da marca Bull Terrier e amei!
  • Biquíni: ou maiô. Tem o passeio das termas que é uma delícia. Além disso, tem as lagoas escondidas (aquelas que tem mais sal que o Mar Morto) que TEM QUE ENTRAR. É algo único. Então roupa de banho é necessária sim!
  • Lingerie confortável: daquelas sem costura, sem nada que arranhe, machuque, irrite.
  • Chinelo: sempre né? De borracha, o mais básico  mesmo.
  • Óculos de sol: um só tá ok, eu levei um Ray Ban modelo Wayfarer.
  • Boné: bom também para proteger do sol durante os trekkings.
  • Protetor solar: litros, apenas litros rs. Ok, exagerei, mas tem que usar protetor solar todo santo dia, no rosto e corpo! O sol é forte, então tem que cuidar!
  • Protetor labial: o tempo seco pode ressecar os lábios. Também tem que andar sempre com um balm labial na mochila.
  • Descongestionante/Lubrificante nasal: para ajudar na respiração e o nariz também resseca muito!
  • Bota salto baixo: tipo motorcycle boot. Eu levei aquela minha que amo, da Santa Lolla. Tipo, se for sair um dia a noite em San Pedro, para jantar, ir num barzinho e não quiser ir de tênis ou botinha de trekking, que usou o dia todo sabe?
  • Mochila: Super master necessário também. Leve uma básica, leve, de tamanho ok (nem pequena nem muito grande). De preferencia com bolsinhos nas laterais para por a garrafa de água.
  • Garrafa de água: todo passeio é bom levar uma garrafa com água, mas Ó, encha com água mineral! Jamais com água da torneira,
  • Chocolates: para dar energia durante os passeios!
  • Câmera fotográfica: eu levei câmera, Go Pro e celular (tenho um iPhone) e fiz praticamente todas as fotos de celular! E ficaram lindas… mas é bom levar uma câmera sim…
  • Carregador de celular: daqueles portáteis sabe? Eu chegava no hotel a noite e já deixava carregando pro dia seguinte. Não dá para ficar sem bateria no deserto! Tem que registrar tudo.
  • Lanterna: uma mini lanterninha é bom ter na mochila. A noite é bem escuro (usam pouca luz para manter aquela visão maravilhosa do céu), então uma lanterna pode ser necessária em algum momento.

 

Mochila (a minha é mais causal, indico uma mais esportiva!), casaco fofinho da Olympikus, botinha de trekking da Bull Terrier, polaina preta e legging Zara.

Mudando o visual com uma polaina colorida!

Camisetas de malha, várias! Usei um top de tirinhas por baixo.

Colete fofinho também é bom… mas confesso que só usei um dia.

Esse é meu casaco matelassado mais comprido e acinturado. Minha mãe que comprou pra mim no Chile, em Falabella. Essa calça, mais larguinha, é da Uniqlo e comprei em Tokyo. Por fora é de tactel e por dentro de flanela.

Gola que serve como faixa pra cabeça e esquentador de orelha também rs. Comprei na feirinha artesanal de San Pedro, coisa de R$ 20.

Roupa de banho pras termas.

E essa foi a botinha salvadora! Comprei na Centauro, achei o preço bem bom e fez lindo na viagem. Sem ela eu nada seria rs. Essa é EXATAMENTE a minha! Ah, e comprei um número maior por causa das meias mais grossas (calço 37 e comprei 38). Mega confortável, não machucou nunca em nenhum segundo. Segue o LINK

  • Bom, e aqui acaba a saga do deserto. Uma viagem linda que acredito que todo mundo deveria fazer na vida!!!! Ah, uma dica importante, se quiser ver o céu mais estrelado do mundo, escolha ir em semana de lua nova. Se tiver lua cheia (ou algo de lua), nada de estrelas no céu!
11
Sep 2017
Diário de Viagem – Atacama Dia 5, O Último!
Diario de Viagem, Dicas de Viagem

Ahhhh, finalmente parei para escrever a última parte da minha saga pelo Deserto do Atacama! Achei que aconteceria a mesma coisa que fiz na minha viagem a Machu Picchu… escrevi sobre todos os dias, mas chegou no último e eu bodeei e nunca falei sobre Marais (que foi o último passeio e achei chato). Mas cá estou eu para encerrar essa aventura e ainda falta um post, mas de dicas do que levar para essa viagem!

Bom, o último dia, nosso quinto dia no deserto, não seria completo. Tínhamos até por volta de 16h para fazer algo e depois ir para o aeroporto. O vôo de Calama para Santiago era às 21h, tínhamos que estar às 19 no aeroporto e como de San Pedro até Calama é cerca de 1:45h, saímos quase as 17h da cidade.

Nesse dia, acordamos cedo, já tínhamos feito o check out e esperamos o Sebas, da Araya Atacama, buscar a gente para um dos passeios mais indicados: Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas.

O passeio é longe, a primeira parada é a 160km de San Pedro, então tem que madrugar! E como madrugar no deserto é frio, tem que ir beeeeem agasalhada. Outra coisa, essas lagoas ficam na Cordilheira dos Andes, então tem neve (bom, quando fomos tinha, e bastante), tem altitude, tem vento e tem a Argentina a 40km de distância rs. Mas não iremos pra Argentina, vamos ficar no Chile mesmo.

O caminho é lindo, como sai um pouco do deserto, existe alguma vida animal… vimos raposas, vizcachas (tipo um coelhinho), uns bambis…

Prazer, Vizcacha!

Depois de umas 2 horas de viagem, eis a lagoa altiplanica. E a Argentina logo ali!

No look, várias camadas de roupa térmica, polaina de lã, gola de lã, luvas, mochila… Enquanto o Sebas preparava nosso café da manhã (sim, teríamos desayuno com essa vista!), aproveitamos para caminhar um pouco e dar uma meditada. Que vista!!!

O azul da água é maravilhoso, tinha neve e ventava um pouco! O nome da lagoa é Laguna Tuyajto!

E o Sebastian queridão, firme e forte no nosso café da manhã, que teve até ovos mexidos e baguetes francesas! O pão é de uma padaria de um francês que foi visitar San Pedro e acabou ficando por lá. Esqueci o nome do lugar, mas quem for, acho que é só perguntar pela padaria do francês. Peça a baguete com azeitonas de azapa… delícia!

Olha nossa mesa e olha nossa vista…

Pensa bem gente! Olha que paisagem!!!! Olha a experiência de tomar café da manhã num lugar desses!

Selfie time! Comprei essa gola na feirinha de San Pedro. 4 mil pesos, uns 20 reais! E dá para usar na cabeça também, tipo faixa. Achei cool rs.

Logo depois, fomos para Piedras Rojas… e taca-lhe neve no caminho!

O lugar é surreal. Mais um lugar surreal né??? Parece cenário de filme de ficção científica!

Imaginem o contraste das cores… o vermelho das pedras, o azul do céu e o branco da neve. Azul, vermelho e branco… OPA, AS CORES DA BANDEIRA DO CHILE. Arrasei rsrsrs. Sério, passeio super ultra obrigatório para quem vai ao deserto! Não é toda agência que faz, então tenham certeza de incluir Piedras Rojas na agenda ok??? É o cenário mais impressionante da vida!

Depois, voltar para San Pedro… e no caminho, fazer uma foto assim. Dá uma sensação de liberdade né?

Almoçamos em San Pedro e pela primeira vez em cinco dias pude ver a cidade durante o dia. Só tinha passado a noite na Calle Caracoles (a principal de San Pedro) e queria ver como era. Bom… é isso da foto. Apenas isso, bem roots!

Vários cachorros pela rua (San Perro de Atacama rs) e…

Sim, mais perritos por lá.

Assim foi nossa viagem, assim foi nosso último dia. Intenso, agitado, com muita coisa para ver e principalmente, SENTIR. O deserto se vive, se respira, é algo difícil de explicar. Vai muito além da visão. É interno.

Eu e Joana, minha parceirona nessa aventura!

Vou linkar aqui todos os posts que fiz dessa viagem, e o próximo será da mala ok? Gente, o Atacama é logo ali e é uma experiência única. Conheçam. E obrigada a Araya Atacama pelos lindos passeios dos últimos dias!

  • Atacama Dia 1 – LINK
  • Atacama Dia 2 – LINK
  • Atacama Dia 3 – LINK
  • Atacama Dia 4, Parte 1 – LINK
  • Atacama Dia 4, Parte 2 – LINK
  • Atacama Dia 5 – Este post rs
31
Aug 2017
Diário de Viagem – Atacama Dia 4 Parte 2
Diario de Viagem, Dicas de Viagem

Saímos do hotel, o que nos levou para nosso segundo lar no deserto, um hostel bem roots que nem vou indicar rsrs. Os quartos eram praticamente iglus MEGA GELADOS. Quando eu vi, logo saquei que passaria frio e falei pra Joana… ela quase congelou durante a noite, mas eu, chileninha que sou, aguentei até bem.

Enfim, às 15h uma nova agência de turismo foi nos pegar para fazer um passeio que muita gente estava indicando: as lagoas escondidas.

Antes de falar como foi o passeio, deixa eu contar sobre a Araya e como chegamos nela… Na verdade, foi a Araya que chegou na gente, pois ela pertence a uma leitora minha, a Roberta! Posso contar uma história de amor? Seguinte, a Roberta foi pro Atacama acho que uns 2 anos atrás com umas amigas e lá conheceu um guia simpaticão, o Sebastian, ou Sebas. Os dois se apaixonaram, começaram a namorar e como casal inteligente que são, empreenderam juntos numa agência de turismo no Atacama que tem um atendimento completamente diferente das outras. Os passeios que eles fazem são personalizados, mais exclusivos e os lanches após os passeios (uma prática comum no deserto) são praticamente BANQUETES! Fiquei chocada com a qualidade e o capricho das mesas que eles montam… Bom, o Sebas fala português perfeitamente então eles cuidam mais do público brasileiro e ó… tá indo bem viu? Super simpático e solicito, foi um guia com bastante informação relevante e interessante.

Voltemos ao passeio: as lagoas escondidas.

Eu estava apenas esgotada pois lembrem-se, tinha acordado às 5:30 para ir aos Geisers del Tatio e dormi praticamente o caminho todo. Quando finalmente chegamos, só vi um vale seco e nada de lagoas. Mas claro né Constanza… qual o nome delas mesmo? Lagoas ESCONDIDAS. E é um passeio relativamente novo, já que tem apenas uns 4 anos que elas foram “liberadas” para turismo.

Caminhamos um pouco e chegamos na primeira lagoa. Ao total são sete, sendo que só se pode nadar na primeira e na última. O Sebas tem um timing excelente e nos levou lá antes que chegasse a enxurrada de turistas, e assim poder aproveitar mais tranquilamente. Como o solo tem alta concentração de sal, essas lagoas são super salgadas, tendo maior concentração de sal que o Mar Morto! E o que isso significa? Boiar e boiar na água. Impossível mergulhar lá, muito pelo contrário, é totalmente contraindicado! Imagina aquele monte de sal no olho? Pois é.

O passeio foi na parte da tarde e estava calor. É bom já ir de roupa de banho mas se não for, não se preocupe, tem um lugar lá para trocar. Nos pés, sapatos fechados pois rola uma caminhada no meio das pedras que se for de chinelo, pode machucar os pés.

As lagoas são de um azul absurdo e eu imaginei que era pelo mineral que poderia estar nelas mas não… são azuis porque refletem o céu! Algumas são mais rasas que as outras e quanto mais profunda, mais azul. Ah, uma dica, é bom levar aqueles shorts de corrida, levinhos, pois estava bem quente quando fomos e eu sofri com a calça jeans.

Chegamos na última lagoa que era a recomenda pelo Sebas para nadar. Por um momento amarelei e achei que não teria coragem de entrar na água que estava GELADA!!!! Mas como a Joana falou… quando que na vida teria outra oportunidade como essa? Bora lá, ficar de maiô e encarar aquele gelo!

Quando entrei, simplesmente não conseguia acreditar naquilo… eu boiava desesperadamente e contra minha vontade rs. É até ridículo tentar nadar, não dá mesmo! Uma loucura aquele lugar! Fiquei brincando um bom tempo, fizemos fotos lindas e foi a conta de chegar um monte de turistas. Mais uma vez, o Sebas tinha razão quanto ao horário de visitas.

Depois de me deliciar naquela lagoa gelada e altamente boiante, voltamos para onde estava o carro estacionado e lá nos esperava mais um banquete, com uma vista maravilhosa. Tinha comida japonesa, saladas, ceviche, vinho branco, espumante… nesse nível! Desse jeito vou ficar mal acostumada… ah! Tem duchas para tirar o sal ok? É mega importante e necessário uma ducha rapidinha para ficar mais confortável!

O cansaço tomou conta de mim e ainda tinha mais um passeio com a Araya… um tour astronômico com índios atacamenhos e explicação ancestral das estrelas!!!

Descansamos por alguns minutos e lá pelas 21:30 fomos para o refúgio indígena. Gente, deu medinho. Um caminho escuro de tudo e ainda ir pra um refúgio indígena que sabe lá o que teria. Fomos recebidos pelo casal Carlos e Sandra, super simpáticos e cheio das histórias, como que por exemplo, San Pedro de Atacama foi construída sobre um cemitério indígena. Ok, não me contem mais! hahahah

Esse tour é exclusividade da Araya e recomendo DEMAIS! É uma imersão na cultura do Atacama e “ler” e entender as estrelas pela visão dos índios é muito mais interessante. Além disso, o céu do deserto é o mais claro do mundo, onde dá pra ver TODAS as estrelas. A gente vê a Via Láctea desenhadinha! O céu é tão perfeito que lá no meio tem um território internacional que se chama ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um complexo rádio observatório constituído por 66 antenas, fruto de uma parceria de países da Europa, Ásia, America do Norte e claro, cooperação chilena. O Deserto do Atacama é um dos maiores sítios de observação astronômica do MUNDO!

Nesse passeio visitamos umas ruínas indígenas que estão entre as 3 mais antigas do mundo. Tudo isso no meio da escuridão, com direito a visita a uma réplica de casa indígena e caminhada pelo deserto. Em um determinado ponto, o Carlos estende uma pele no chão onde mostra o significado das estrelas. Coisa mais linda. E ainda vi 2 estrelas cadentes. Eu tava com muita dificuldade de ver, enquanto que todo mundo já tinha visto a sua estrela cadente, só eu que não. Daí o Carlos fez uma mini meditação comigo e disse que eu tinha que olhar para o céu como um todo e não apenas para um ponto. E vi a minha primeira estrela cadente no deserto. Levarei esse aprendizado pra vida. Olhar as coisas como um todo e não focar apenas em um ponto… daí a gente enxerga melhor e as coisas acontecem. Ah Atacama, até isso fez comigo!

Depois desse passeio, fomos tomar um chocolate quente e voltamos pro hostel. No dia seguinte, nosso último passeio…

  • Contato da Araya – www.arayaatacama.com e instagram @araya.atacama
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