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Fashion Emergency
13 fev 2018, 36 comentários

O Melhor e O Pior do… Carnaval 2018!

Eis aqui a pessoa ZERO carnaval dando pitaco nas fantasias alheias. Na verdade, até curto fantasia (vide meu amor pelo Halloween), o que não curto mesmo é multidão, suor, e gente me empurrando. Enfim, acompanhei o carnaval pelas redes sociais e vi rainhas sendos consagradas, outras surgindo e outra decepcionando um tico.

Post rápido, com o que achei de melhor e pior este ano e OBVIAMENTE não tem tooooooodo mundo aí, mas as que mais chamaram minha atenção mesmo.

Rainha. Apenas. Viviane Araujo é a dona do Carnaval e estava LINDÍSSIMA para o desfile da Mancha Verde!

Tão maravilhosa que fiquei analisando cada detalhe da fantasia e da maquiagem, perfeita, pelas mãos de Junior Mendes. ARRASOU!

MARAAAAAA!!!!!

Thaila Ayala, acho que tipo uma mulher maravilha, também linda linda. Na verdade, acho que esses cabelos longos, lisos e com franjinha, igual a Vivi, são bem lindos. Achei a Thaila a cara da Alessandra Negrini.

Sabrina Sato usou um monte de looks neste carnaval, claro, mas o que mais curti foi esse inspirado em Luma de Oliveira, quando ela usou a coleira com o nome do Eike. Achei legal, gostei.

Agora vamos para as revelações deste carnaval.

Fátima Bernardes, que rejuvenesceu uns 20 anos depois de separar do Bonner, com certeza foi um dos “destaques” deste Carnaval! Olha como tá gata! 

Tem dúvidas? Segura essa!

MAR GENTE!!!!!

Ah, e como tô feliz por essas meninas! MC Loma e as Gemeas Lacração! Quando vi o vídeo delas no Instagram, e tinha uns 40 mil seguidores só, logo pensei: elas vão viralizar. E assim foi! Em uma semana, elas já tem mais de um milhão de seguidores e até a Anitta cantou a música Envolvimento.

Esse hit igual chiclete na sua mente vai ficá, sentu sentu sentu sentu sentu e kiko devagar

A música não tem nada, mas viralizou. 

Agora as que nao foram muito felizes…

Cleo Pires fez uma parceria com a Lib (aqueles adesivos de segurar as peitcholas) e lançou esses em forma de coração. Obvio que no Carnaval ela quis mostrar seu novo produto mas achei NADA a ver essa calça (quente), essa blusa com mangas e os peitos de fora, num buraco na blusa. Acho que existiria outra maneira mais bonita de fazer isso. Tudo ruim, tudo feito, tudo nada a ver. Nada com nada. 

E continuou errando. Novamente um peito pra fora (porque não uma blusa bem transparente para mostrar o Lib?), uma legging de ginástica e botas. Tudo errado, again.

A polêmica do Carnaval. Bruna Marquezine foi super criticada pela “ausência” de peitos mas nem é isso que ficou esquisito, aliás, tamanho de peito, se é natural ou silicone, isso não interfere em nada. A roupa mesmo é que não ficou legal, achei desproporcional. A parte de cima não conversa com a de baixo sabe? 

  • Escolhi poucas, apenas os looks que mais chamaram minha atenção mesmo. E vocês, o que acharam deste Carnaval??? 
ModaGossipadas
Fashion Emergency
03 fev 2018, 112 comentários

Baile da Vogue 2018 – O Que Teve?

Teve delay meu na postagem, só pra variar. Mas cá estou eu, com UM monte de looks para vocês analisarem, avaliarem, se inspirarem e fofocarem com as migues. Teve uns 3 que eu AMEI e no final do post falarei quais foram!

Vem ver o que teve no Baile da Vogue 2018 que este ano teve como tema “Divino Maravilhoso“, homenageando as diferentes culturas do Brasil.

Caroline Ribeiro, Ô MULHER CHIQUE. Adoro ela e amei o figurino, by Morena Rosa, inspirado na flora brasileira.

Carol Trentini, de Le Lis Blanc, não sei se gostei. Achei a cabeça meio medieval e o vestido meio fada… aliás não captei a brasilidade nesse caso. Também não vi conexão com o tema no look de Celina Locks. Achei o look Fórum lindo, mas nada a ver com o baile… Ou tô doida?

Danielle Pontes, a pelada chique (mais tarde vocês entenderão). Vi uma onça e uma arara. Ok, Brasil. Ana Hickmann de borboleta by Leticia Manzan, linda… mas “apenas” uma borboleta…

Caroline Bittencourt por Martha Medeiros, não achei a info da inspiração da roupa dela, mas passou no teste. Achei bonita e posso pensar em flora… Já Fernanda Motta usou um clássico Dolce & Gabbana que de longe dá pra adivinhar a grife. Achei mais espanhola que brasileira…

AMAY Gianne Albertoni! Essa sim foi fundo na brasilidade e senti que realmente se importou com o tema do baile! Um vestido TODO de fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim que retrata maravilhosamente uma forte parte da cultura brasileira.. A Trinitá ARRASOU na elaboração da roupa. Acho que já temos meu preferido hein…

Olha minha musa eterna Isabella Fiorentino tambem de Dolce & Gabbana. Só porque amo muito ela e vi umas onças no vestido, achei temática. Isabeli Fontana, como pode ser tão linda né? De Morena Rosa, com um vestido inspirado nos vasos Marajoara. Tive que googlar para saber que vaso é… desculpem minha ignorância. Pra quem não sabe, é um artesanato típico do norte do Brasil, feito pelos índios da Ilha de Marajó. Fufu TAMBÉM é cultura! Olha o vaso AQUI. Forçando um tiquinho, parece o vestido da Isabeli sim.

Renata Kuerten foi de metalizado by Mob. Divina, maravilhosa, MAS, cadê cultura brazuca aí? Alguém sabe me dizer? Já Vivi Orth, de Vitor Zerbinato, também não explicou muito seu look não. E eu apenas não gostei de nada. 

Ah, se alguém reparou, eu falei primeiro das modelos. Agora vamos para as Misses!

Minha migue AND Fhits girl, Raissa Santana. Deusa master do universo amarelo, ela foi de Apartamento 03 e acredito que ela foi de sol. Não explicou a inspiração, mas eu explico: um SOL porque essa mulher ilumina tudo onde passa. Outra miss, Natalia Guimaraes, de Patricia Nascimento, duas mineiras no Baile da Vogue hein! Mas também não achei explicação pra roupa dela. Tem gente que vai de baile de carnaval mesmo e ignora o tema. 

Tipo Luiza Brunet e Vera Fischer. Um longo, uma cabeça e só.

Vamos falar de blogueiras? Camila Coutinho, adoro, mas não curti muito o look. Ela explicou como miscigenação cultural, diversidade religiosa, sagrado and profano para a roupa feita pela Bô.Bô. Se for olhar pela inspiração, tá bonito, mas ainda assim não me convenceu tanto como o look de Thassia Naves que a gente nem precisa pensar muito para ver uma cangaceira aí. QUE TIRO FOI ESSE MIGUE? Maria Bonita LINDA! Look perfeito da Le Lis Blanc por Helo Rocha. Arraso total, brasilidade TOTAL. Eis meu segundo look preferido!

Como a Alice fica bem de violeta hein? O cabelo pretinho (ai que saudade do meu) super contrasta com essa cor que adoro, num vestido de seda de Iorane, mais uma marca mineira presente no Baile! Já Sophia Alckmin, em uma versão doce de Carmen Miranda by Fatima Scofield. MAIS MINAS GERAIS NA VOGUE. Toma mundo.

Mariah de índia, by Ton Age me deixou um pouco de dúvidas… Só não tive dúvidas para o look MARAVILHOSO da Nicole Pinheiro! MULHER QUE LINDA VOCÊ DE BEIJA FLOR! Amei muito, eis meu terceiro look preferido, também Iorane.

(Nossa falta gente demais, deixa eu agilizar isso aqui)

Lu Tranchesi, LINDA de Jaci, deusa Lua com um tule todo bordado imitando uma pintura Tupi! ARRASOU! Eis meu look preferido numero 4! Ah sim, é de Sandro Barros. Já Marcela Tranchesi, também de Sandro Barros, usando um vestido que faz menção a Panapanã, revoada de borboletas… Nem sei bem que parte da cultura brasileira é isso, se alguém puder me adiantar já ajuda muito.

Helena Bordon, de arara azul, bem linda e mais uma de Le Lis Blanc. Pensei em escolher como o 5º look preferido mas desisti. Tá bonito, mas não amei. Carol Celico de D&G. Hum, cadê tema?

Lele Saddi, de Sandro Barros, não teve uma explicação para o look (tô olhando o insta de todas) mas achei bem brasileirinho o arranjo na cabeça, mesmo sendo lírios e que ela mesmo falou que não são daqui. O colorido tá bacana. E Leticia Bronstein se jogou no tema usando a camisa amarela da seleção brasileira de futebol!! Tem algo mais brasileiro que isso? Achei incrível AND ousada a ideia! Tá de parabéns.

Cris Tamer (amo de paixão) foi de Miss Brasil 2000, numa alusão a musica de Rita Lee. Até peruca ruiva teve! Mas… senti calor só de olhar e achei tudo um pouco confuso… Lala Rudge, de Rosa Chá, não quis saber de tema e foi coberta de cristais Swarovski. Ela explicou no Insta que o baile tem dois temas: black tie ou brasilidade e ela optou pelo primeiro. AH BOM EU NÃO SABIA DISSO. Desculpas a quem eu não consegui decifrar o tema. É black tie que chama né?

As moças da Vogue! Daniela Falcão, também toda no shine de Iorane e Donata Meirelles de Oxum por Le Lis Blanc! Curti a Oxum sabia?

Saí das modelos, das blogueiras, agora vamos para influenciadoras, apresentadoras e atrizes.

Paola Antonini, toda dourada de Hingrid Sathler e Julia Faria de… TIMBALADA! Quando vi a roupa dela, pensei: Mas cadê a brasilidad…. OPA OLHA A TIMBALADA AÍ GENTE! Claro! Tá na cara! Look by Patricia Bonaldi.

AI GZUIS ACABA POST!

Agora, Fabi Justus de Trinitá, remetendo aos trabalhos manuais e rústicos da cultura brasileira. A madrasta, Ana Paula Siebert, toda trabalhada no tropicalismo by Samuel Cirnasck. Gostei. Na verdade gostei mais do make que da roupa.

Rafa Brites de cangaceira. Opa já vimos isso por aqui e a Thassinha é imbatível. Agora me explica a Tici Pinheiro? Ela foi de cupcake? Depois de ir fuçar no Instagram dela, descobri que é um brigadeiro. Ok, realmente, agora vejo um brigadeiro. Mas não gostei MESMO! Tirasse essa saia dourada… sei lá!

Luciana Gimenez! Doida de tudo, adooooro! E amei a roupa dela! Tucano minha gente. Tucano RYCOH, mais uma pelada chique na festa! Calma que já explico. Ela se amou tanto que postou duas vezes a mesma foto no Instagram rs. Eis meu quinto look preferido (estamos no quinto mesmo?) Pessoas, e Paty Poeta? Como mudou, como tá linda! E esse corpo dourado? Vestido todo TRABALHADO NA BRASILIDADE SIM, por Leticia Bronstein. Vejo fauna e flora. E uma saboneteira que pelamor, onde compra? Ah, o cabelo também. Enfim. Tá linda!

As globais. Preguiça eterna dessa dupla, mas o povo ama né? Fazer o quê. Bruna Marquezine com o popozão de fora, também de Le Lis by Helo Rocha. Tu trabalhou nesse baile hein Helo? E Marina Ruy Barbosa, linda maravilhosa, de verdade, by Colcci. Amei o look dela, impecável essa bicha, do início ao fim. Vejo Brasil demais aí.

Dois looks que não gostei: Fiorella Mattheis de Rosa Chá… tem algo de Brasil achei pobrinho pro baile sabe? Faltou glamour. E Sophia Abrahao, com araras no blazer e uma melancia na mão. Tem brasilidade aí? Tem. Gostei? Não.

Mariana Goldfarb, de Lino Villaventura. Gostei, achei interessante, trocaria o cinto. Thaila Ayala, deixa eu ver o que ela escreveu no insta dela sobre essa roupa que eu não entendi nada. Peraí…

Achei, diz assim: MUTANTES. Ok, mais uma Rita Lee. Essa, de John John e mais moderninha.

Flavia Alessandra, brilhosa. Sem info. Giovana Antonelli, Le Lis Blanc. Mais uma. Só isso.

Preta Gil, Le Lis Blanc. Eta Helo Rocha!!! Gostei viu! E Elba Ramalho, nem precisava de look temático. Ela própria já é a brasilidade toda!

Paula Fernandes… Momentos de tensão… PASSOU! Ela foi bem bonita! UFA! Mas sabe o que descobri? Que a Chris Francini fez o styling dela. AH TAH. Entendi agora. E Luiza Possi, de Fabiana Milazzo toda farinha. Deve ser flora né?

Agora o bicho vai pegar. Sabrina Sato e Pabllo Vittar. Sabe que eu esperava mais de Sabrina? Tava linda de Miss Amazonas, mas ela poderia lacrar mais, como de costume. E Vittar, que justificou sua roupa como o fogo das fogueiras das festas juninas do Maranhão. Ah bom, é verdade. Podia ter uma cabeça de fogo também. Tô falando sério, faltou “coisa” para cima.

Jojo Todynho, que usou dois looks e eu amei o segundo mas não achei foto dele inteiro! Esse primeiro vestido foi inspirado no barroco brasileiro por Leticia Manzan. O segundo era um macacão TODO bordado do Amir Slama. Já Valesca Popozuda… de onça. Aliás, vocês já ouviram falar sobre a onça rica e a onça pobre? Pois é, entendedores entenderão.

Mirella Santos, com um vestido de Elisa Lima. Não entendi muito a inspiração (ou já estou vesga de tanto look), mas curti a beleza – cabelo e make dela. Viviane Araujo já tem cara de escola de samba né? Impossível olhar pra ela e não ouvir uma bateria acompanhando. Mais brasileiro que isso? Não existe. 

Agora a pelada que não é chique e de longe O PIOR look do baile. Que que isso miga? Pelada assim? Eva? Sério isso? Nada a ver com nada. Ah, é a Jessica Rodrigues, a mulher do Latino. E Ludmilla, numa overdose de texturas e materiais que não ficou nada legal. Gosto muito dela, mas essa roupa não rolou não.

  • AÊEEEEEE ACABOU!!! Ufa, mas também né, pra quê que fui escolher tanto look assim!!! E por que eu não fui? Com medo de aparecer no Futilish e ser julgada hahahaha. Mentira, não fui convidada, não fui atrás disso (na verdade nunca me lembro) e me recuso a tentar “invitation”. Um dia vou… mas aí vocês vão ter que me dar muito apoio moral com o look hein rsrsrs.
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Fashion Emergency
09 jan 2018, 29 comentários

AÊ MULHERADA!!!!

Mas que coisa mais emocionante essa mulherada super master poderosa se unindo domingo a noite para um protesto durante o Golden Globes! Todas vestindo preto, manifestando contra o assédio sexual e em favor da igualdade de gênero em Hollywood. Acho que teve duas furonas, mas não falaremos delas. E todo mundo tá sabendo das inúmeras acusações de estupro contra o produtor Harvey Weinstein né? Pois é, e ontem a homenageada foi tiro porrada e bomba, ninguém menos que Oprah Winfrey que fez um lindo discurso que colarei aqui no final do post. Não poderiam ter homenageado melhor pessoa para esse dia!!!

Bom, foi todo mundo de preto. E teve pretinho para todos os gostos. E também teve a prova que nem sempre um vestido preto é garantia de sucesso. Vem ver os modelitos que escolhi para comentar:

Vestido preto de alcinha. Acho lindo, acho delicado apesar de não ter me emocionado com nenhum.

Mas curti bem essa série de menos é mais. Vestidos pretos simples, sem detalhes e chiquérrimos. Muitas usaram preto com acessórios e jóias verdes, como a Zoe Kravitz, uma das premiadas da noite.

Preto com decotão, um clássico! Mas Chloe pisou na bola, essas fendas “casadas” não ficou bom. Talvez se fosse fenda lateral e com a parte de baixo fluida, o efeito seria outro. Uma das grávidas da noite foi Eva Longoria, primeiro baby aos 42 anos! Achei gata apesar do mesmo “defeito” de Chloe. Já Rumer sambou… aham, achei lindo, usaria super. Princesa dark, essa é das minhas!

Preto com transparência também é algo bem comum em tapete vermelho. O de Ali, simples. O de Cara, estranho. O de Hailey, confuso. Tô chata mas reparei numa coisa… a sandália delicada de 3 tiras foi a campeã da noite. Reparem nos outros looks.

Aqui curti todos, serião. Acho um ombro só super elegante. AMAY o paetê sexy de Arielle, o futurista de Saoirse e o Morticia Style de Taylor. Usaria os 3. 

Preto com renda. Shan confusa, muita informação. E tanto o de Hong quanto o de Michelle, sem graça.

Preto e branco, ou preto e off white. Gostei de Vanessa, mas talvez um pouco caricata. Tutti Chanel. AMAY Olivia. Chique. OPA, OLHA A SANDÁLIA DE NOVO. Diane foi atacada pelos gatos antes de sair de casa, vi alguém falando isso no Insatagram e morri de rir rs.

Vestido de diva para divas! Achei Eiza bem Hollywood anos 50 e Mariah… gosto tanto dela que nem vou comentar.

A turma do volume. Gente, Kate SEMPRE lacra. Aliás acho que toda Kate lacra. A Hudson é outra que sempre faz lindo. Adorei tudo da Beckinsale e arrisco dizer que foi a mais bela da noite, na minha opinião, claro. 

Também tivemos bolinhas brancas. Natalia e Mena curtiram um poá… eu já não curti tanto.

Dois tomaras que caia bem princesas. Sou muito fã da Sra. Timberlake e adorei o vestido que ela usou bem como o combo cabelo + make + acessórios. Kendall pode quase tudo né? Apesar de ser um vestido duvidoso, gostei do conjunto da obra.

AHÁAAAA, acharam que essas duas iriam passar batido né? DIZEM QUE, Aniston nem enfrentou o tapete vermelho para não dar de cara com Angelina. Será? A última vez que as duas respiraram o ar do mesmo lugar foi em 2015, e domingo a cena se repetiu. E tem mais! Quando Jennifer subiu ao palco, Angelina fez toda a cara de desinteresse e ignorou Jennoca. Sim, sou Team Aniston.

MORTA! HAHAHAHAHA

Ah e prometi o discurso da Oprah né?

“Obrigada, Reese [Witherspoon]. Em 1964, eu era uma garotinha sentada no chão de linóleo da casa da minha mãe em Milwaukee, assistindo Anne Bancroft apresentar o Oscar de melhor ator, na 36ª edição do prêmio. Ela abriu o envelope e disse cinco palavras que literalmente fizeram história: ‘O vencedor é Sidney Poitier’. O homem mais elegante que eu já vi subiu ao palco. Sua gravata era branca, sua pele era negra – e ele estava sendo celebrado. Nunca havia visto um homem negro ser celebrado dessa maneira.

Tentei muitas, muitas vezes explicar o que um momento como esse significa para uma garotinha, uma criança que olha a mãe passar pela porta, cansada até os ossos de limpar a casa de outras pessoas. Mas tudo o que posso fazer é citar aquela música que Sidney cantou em ‘Os lírios do campo’: ‘Amém, amém, amém, amém’.

Quero agradecer à Associação dos Correspondentes Estrangeiros. Sabemos que a imprensa está sob cerco nos dias de hoje. Nós também sabemos que é a dedicação insaciável para descobrir a verdade absoluta que nos impede de fechar os olhos para a corrupção e a injustiça – para tiranos e vítimas, e segredos e mentiras. Eu quero dizer que valorizo a imprensa mais do que nunca, enquanto tentamos navegar esses tempos complicados, o que me faz pensar nisso: o que eu sei, com certeza, é que falar sua verdade é a ferramenta mais poderosa que todos nós temos.

E eu estou especialmente orgulhosa e inspirada por todas as mulheres que se sentiram fortes o suficiente e empoderadas o suficiente para falar e compartilhar suas histórias pessoais. Cada um de nós nesta sala é celebrado por causa das histórias que contamos, e este ano nós nos tornamos a história. Mas essa não é uma história que afeta apenas a indústria do entretenimento. É uma história que transcende qualquer cultura, geografia, raça, religião, política ou local de trabalho.

Então, eu quero hoje a noite expressar gratidão a todas as mulheres que sofreram anos de abuso e agressão porque elas, como minha mãe, tiveram filhos para se alimentar e contas a pagar e sonhos para perseguir. São as mulheres cujos nomes nunca conheceremos. São trabalhadoras domésticas e trabalhadoras agrícolas. Elas estão trabalhando em fábricas, em restaurantes, estão nas universidades, engenharia, medicina e ciência. Elas fazem parte do mundo da tecnologia, da política e dos negócios. Elas são nossos atletas nas Olimpíadas e elas são nossas soldadas nas Forças Armadas.

E há outra pessoa, Recy Taylor, um nome que conheço e acho que vocês também deveriam conhecer. Em 1944, Recy Taylor era uma jovem esposa e mãe que caminhava para casa voltando da igreja que ela frequentava em Abbeville, no Alabama, quando foi raptada por seis homens brancos armados, estuprada e deixada com os olhos vendados ao lado da estrada. Indo para casa, depois da igreja.

Eles ameaçaram matá-la se ela alguma vez contasse a alguém, mas sua história foi relatada à Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, onde uma jovem trabalhadora chamada Rosa Parks se tornou a investigadora principal em seu caso e juntas buscaram justiça. Mas a Justiça não era uma opção na era de Jim Crow. Os homens que tentaram destruí-la nunca foram perseguidos. Recy Taylor morreu há dez dias, pouco antes de seu aniversário de 98 anos.

Ela viveu como todos nós vivemos, muitos anos em uma cultura destruída por homens brutalmente poderosos. Por muito tempo, não ouviam as mulheres, ou não acreditavam nelas quando ousavam falar a verdade sob o poder desses homens. Mas esse tempo acabou. Esse tempo acabou. Esse tempo acabou.

E eu só espero – eu só espero que Recy Taylor tenha morrido sabendo que sua verdade, como a verdade de tantas outras mulheres que foram atormentadas naqueles anos, e até agora atormentadas, segue adiante. Estava em algum lugar no coração de Rosa Parks, quase 11 anos depois, quando tomou a decisão de ficar sentada no ônibus em Montgomery, e está aqui com todas as mulheres que escolhem dizer: ‘Eu também’. E está em todo homem – todo homem que escolhe ouvir.

Na minha carreira, o que sempre tentei fazer de melhor, seja na televisão ou no cinema, é dizer algo sobre como homens e mulheres realmente se comportam. Para dizer como sentimos vergonha, como amamos e como nos enfurecemos, como falhamos, como recuamos, perseveramos e como superamos. Entrevistei e retratei pessoas que resistiram às coisas mais feias que a vida pode oferecer, mas uma qualidade que todos parecem compartilhar é a capacidade de manter a esperança para uma manhã mais clara, mesmo durante as noites mais sombrias.

Então, eu quero que todas as garotas assistindo aqui, agora, saibam que um novo dia está no horizonte! E quando esse novo dia finalmente amanhecer, será por causa de muitas mulheres magníficas, muitas das quais estão aqui neste auditório, esta noite e alguns homens fenomenais, lutando para garantir que se tornem os líderes que nos levam ao tempo em que ninguém nunca mais terá de dizer “Eu também”.”

  • E que tal? Um Golden Globes para ficar na história!