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Decoração, Mi Casa Su Casa
10 fev 2019, 7 comentários

Mi departamento, su departamento – Reunião de condomínio.(Não foge!)

Fufulândia! Tudo certo por aí?

Ainda que existam reuniões também em condomínios horizontais, achei que brincar com o título do Mi Casa seria uma bromita bem engraçadita.

Como você sabe, o que acontece na minha vida profissional e pessoal acaba rendendo alguns posts aqui e esse caso não é diferente. Minha mãe tem tanto medo do que eu posso falar pros vizinhos que eu sou solenemente proibido de entrar no grupo de uatizápi ou de participar das reuniões de condomínio. Que são aqueles eventos sociais lindos:

Cobri o cofrinho do moço com amor porque quero respeitar as pessoas que podem estar lendo essa matéria enquanto fazem um lanchinho.

Porém, aqui no condomínio está rolando uma treta feia sobre alteração em uma unidade, e eu achei relevante comentar sobre isso.

Contextualizando: Os prédios aqui, contruídos na década de 90 foram eregidos em um sistema construtivo de “Blocos estruturais” ou, comumente chamado de “Alvenaria estrutural” onde todas as paredes tem a função de suportar o peso de tudo que vem por cima delas.

Visualmente, são aqueles prédios ou casas que você vê sendo construídos inteiramente de bloquinhos cinza. Diz a lenda que eles não tem colunas e vigas, mas na prática a cada tanto espaço existem blocos que são “recheados” com ferragem e concreto, igualzinho uma coluna, e também temos as canaletas (abaixo tem imagem) sobre todas as paredes, que recebem ferragem e concreto, gerando viginhas. Claro que essas duas coisas são “reforços” não estrutura propriamente dita.

O modo mais utilizado em Terra Brasilis, é a “alvenaria convencional”, onde vemos antes aquele “esqueletinho” com colunas e vigas cinza, e aqueles cabelinhos de ferros espetados pra cima na obra… e que depois são fechados com tijolinhos laranja… as cores porem variar, é só para você terem uma visão global do que estou dizendo.

Em tempos de estrutura em aço e paredes de drywall, falar disso pode parecer meio “atrasado” mas a verdade é que aquele apartamento incrível, com uma cozinha de tamanho decente, numa localização especial que você tanto deseja pode ter sido construído assim e vai melar a sua chance de fazer dele um apartamento modernão, é bom perguntar antes de comprar.

O sistema de blocos estruturais é mais rápido, cerca de 15% mais barato gera de 20 a 30% menos de entulho e ainda é amplamente utilizado, especialmente em cidades mais do interior. Ele tem limitações, pois não permite grandes portas e janelas e muito menos aquelas fachadas inteiriças em vidro de prédios – geralmente comerciais. E as medidas deles são regradas pelo tamanho dos blocos:

Os blocos de vedação são como os tijolinhos laranja, só servem para ” fechar” a parede, não para segurar o peso do que está acima. Nenhum destes blocos deve ser cortado, por isso os formatos dos ambientes são bem limitados.

Voltando para a realidade: Eis que um vizinho quer reformar a unidade dele e modernizar o local. Super concordo! Afinal se a construção é dos 90 o projeto é anterior e desde 1985 o comportamento das pessoas mudou e a forma que vivemos e interagimos definitivamente é outra. Temos paredes enormes aqui onde não tem nenhuma tomada. NENHUMA! Nem do outro lado para poder puxar.

Eu mesmo, quando adquiri esse imóvel, contratei um arquiteto que veio aqui e me mostrou onde e quanto eu poderia abrir numa parede entre a cozinha e a sala. Estamos falando de 2001, quando eu era um feto que estudava Letras Português / Inglês e Literaturas. Depois de uns 3 ou 4 anos uma síndica pediu um laudo, eu tava paupérrimo na época e não pude fazer, então fechei o burakin e depois quando comecei arquitetura falei com um engenheiro e ele liberou a abertura novamente. Meu erro foi não registrar isso no órgão devido lá em 2005/2006.

O vizinho contratou um escritório de arquitetura que sugeriu retirar 4 paredes completamente no apartamento. Então quando eu soube, perguntei: OK, como está o laudo do engenheiro?

Pois é, não tinha laudo. E a convivência virou um circo. O condomínio que proibir a obra, o menino quer o apto renovado, meu buraco (da cozinha) virou pauta, descobrimos uma outra unidade que retirou uma parede praticamente inteira sem autorização, sem laudo, só no amor do coração do pedreiro mesmo… e o pior, o antigo morador revendeu o apartamento e o atual morador nem sabia do problema todo no qual estava enfiado.

O fato é que vivendo em um condomínio, estamos fadados a algumas regras. E algumas eu gostaria de deixar expressas aqui:

1º Nenhuma convenção de condomínio se sobrepões a leis municipais, estaduais ou federais. Por exemplo: Proibir animais. Não existe isso. Dentro do seu apartamento, ou do seu pátio, se você tiver espaço, autorização do Ibama e manter tudo limpo você pode ter um zoológico inteiro.

2º Você tem SIM que notificar seu síndico previamente de alterações que serão feitas no seu imóvel, e caso ele pedir, liberar a entrada para fiscalização.

3º Os condônimos não tem direito de votar “sim ou não” ou proibir alterações dentro da sua unidade, desde que esteja amparado por um projeto registrado nos devido órgãos públicos competentes. Contudo podem pedir uma análise de um outro técnico.

4º Não pode haver mudanças que afetem a parte externa de um prédio.

Digo isso porque tiveram algumas pessoas insolentes que sugeriram que invés de fazer a obra, o rapaz mudasse de prédio. Até onde eu lembro, o ditado diz “os incomodados que se retirarem.”

Teve gente que foi além e disse que não entendia porque fazer a reforma, porque o projeto nem ficou bonito.

Não, um imóvel não necessariamente precisa se manter pela eternidade exatamente como foi concebido. Entretanto precisamos nos atentar a segurança de todos. Por isso alterações precisam se notificadas. Lembram de um prédio de alto padrão que desabou tempos atrás? (não estou falando do incêndio de 2018) o laudo final foi que houveram TANTAS mudanças internas que a estrutura “colapsou”. Adoro esse termo muito de engenheiro para um bom e verdadeiro: foi pra chóm!

Então mesmo que seja uma mudancinha, o síndico precisa receber um laudo e todas as alterações precisam ser levadas em consideração na hora de uma nova mudança. O último andar é sempre o que menos influencia na estrutura, especialmente ao retirar paredes, contudo, ainda assim precisa de um laudo.

O mundo vai ser bem mais fácil quando aprendermos a seguir os caminhos corretos. Eu incluso, já peguei os projetos estruturais – ainda desenhados a mão, tudo escritinho em caligrafia técnica, uma fotura. E pedi para o engenheiro que trabalha com a gente na Nest preparar meu laudo. E oremos para o engenheiro prévio estar certo.

Caso haja alguma intervenção no edificio que você mora, fiquem atentos a pequenas trincas, rachaduras e etc. Pois são sintomas de que algo está errado. Aqui nunca aconteceu nada.

Em 2018 fizemos várias obras em prédios, novos e antigos e aprendi muito sobre os percalços de fazer mudanças. Teve cliente que quis banheira onde não havia. Teve uma porta que pedimos para arrastar 40 centímetros que atrasou a obra 50 dias por causa do laudo.

Tem um prédio aqui que fez um estudo com engenheiro e tem locais específicos por onde a tubulação de ar split pode passar. Nicho para Shampoo no banheiro? De jeito nenhum.

Sabe aquelas facilidades de usar “piso sobre piso”? Pode afetar muito a quantia de peso sobre uma estrutura. Então #vemkotio e fiquem de olho nas movimentações nos prédios de vocês.

Super beijo, #Bença!

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Decoração, Mi Casa Su Casa
27 jan 2019, 20 comentários

Mi casa, su casa – Poltrona do Papai

NHAE leitoras and leitores! tutupom?

Esse post foi uma sugestão da Fany, leitora que me acompanha aqui desde o comecinho.

Obrigado por ler a gente! <3

Sei que no post anterior eu falei sobre encolher os espaços e desfazer-se de ambientes que não tem uso. E neste eu chego promovendo um móvel que nem todo mundo acha importante. Vejam bem, o Downsizing, não é meramente metragem, é cortar excessos inúteis. Se você tem e usa uma biblioteca, um escritório em casa, não é para mudar para um lugar onde você não tenha esse espaço. Desfaça-se do quarto extra que ninguém usa, ou da piscina que era só para as crianças… coisas que perderam o sentido.

E algo que para mim, tem sentido (mesmo não sendo pai) é uma “poltrona do papai” então #vemkotio falar disso:

Se você procurar esse termo no gúgôw, acabará encontrando uma infinidade de cadeiras demoníacas de feias que vão traumatizar seus olhos e a farão correr de braços abertos feito a noviça rebelde gritando: “Me leva Jesus!”

Então vamos manter a moral, os bons costumes e desmembrar essa busca de uma forma que a aquisição dessa peça não culmine em um provável e legitimado divórcio.

O grande trunfo destes assentos é que ele eleva as patinhas do usuário, trazendo um conforto “incomum” principalmente aos homens. Aí o que era horroroso, ainda consegue piorar:

Caso você tenha um espaço como um home theater, uma biblioteca ou no próprio dormitório, onde você possa colocar esse modelo, ele pode não ser tão desastroso. Contudo se o jeito é colocá-lo na sala, aí precisamos por a mão no coração e escolher um modelo esteticamente melhor. Nenhuma decoração que não seja uma ode aos anos 80 consegue ter essa coisa no meio e parecer legal. Dá até pra ouvir ao fundo: “Xu-xu-xu, xa-xa-xáááá, é um jeito novo de se dançar…”

Lembre-se o principal é que ela seja confortável, e para isso precisamos que – seja lá qual for sua opção – o modelo escolhido preencha 3 requisitos:

  1. Apoio de cabeça. Ninguém relaxa sem ter onde recostar o cabeção;
  2. Pés elevados. Deixar os pés levemente elevados faz com que a circulação flua melhor e o corpo descanse melhor. Não necessariamente esse apoio precisa estar integrado na peça principal;
  3. Tronco reclinado. Assim como os chulés para o alto o tronco delicadamente inclinado trazem conforto extra.

Facilitei? Acho que sim. Fiz uma seleção de modelos para mostrar aqui. E vou falar um pouco sobre eles.

Vou começar com os itens que seriam legais para quem quer usar essa poltrona na sala principal de casa.

Esse modelo, clássico, chic-vovô apesar de não ser muito alto, você pode escorregar o corpinho e apoiar a cabeça também, permite ter uma peça de conforto e bonita em qualquer sala. Pode despirocar no tecido e fazer ela combinar com basicamente qualquer sala de estar. O pufe também pode servir como assento extra em dias de confraternização e até ser um modelo que esconde um bauzinho, onde eu guardaria aquela mantinha gostosa para me cobrir no inverno.

Agora umas peças contemporâneas:

A principal característica dessa “contemporaneidade” são as linhas mais limpas, retiramos aqueles calombos todos das opções mais comuns no mercado. De novo, elas permitem ser estofadas em vários tecidos diferentes e se adaptar ao estilo que você preferir.

Alguns designs consagrados também podem ser usados com essa finalidade, como a Eames Chair:

Desde que esse desenho caiu em domínio público, surgiram peças com valores atrativos, mas os originais seguem custando muito dinheiro. Apenas, por favor, não cometam o sacrilégio de usar as versões Frankenstein desses produtos. Eu vejo arquitetos colocando esse modelo de cadeira para uso em mesa de trabalho. Para isso, colocaram rodinhas na poltrona, estreitaram a largura, ergueram a altura do assento – que era para relaxar, não para alcançar a mesa – olha, a sorte é que eu não sou ninguém na fila do pão, porque se eu tivesse alguma voz no mundo da arquitetura e design, eu revogava os registros profissionais e fechava as fábricas que tivessem produzindo essas monstruosidades. Se você tiver estômago forte poder vislumbrar essa desgraça clicando AQUI.

Um ponto a levar em consideração é que pessoas altas podem ficar com a cabeça pendurada nesse modelo, e aí não seria tão relaxante usar uma dessa. Entretanto sempre vale o truque de dar uma escorregada para baixo e apoiar o cabeção.

Peças únicas, porque nem todo mundo quer ter a poltrona separada do pufe:

Essa chaise em couro acima é uma releitura da “La Chaise” que (adivinhem) também é um desenho de Charles e Ray Eames e acaba de amolecer meu coração. Meu coração já batia feliz ao ver a original, que sempre esteve na minha lista de desejos:

Outra opção, que inclusive é um clássico de Le Corbusier, é a Chaise LC4 lançada em 1928 e que tem um desenho que segue as curvas dos corpos ergonomicamente deixando a gente em estado de pura paz:

Eu tive o prazer de experimentar uma original dessas e eu juro pela minha mãe: Tem camas que não são tão convidativas e confortáveis quanto essa chaise. Também é um design que já caiu em domínio público então não é necessário desembolsar 35 ou 40 mil reais pela original. É possível encontrar boas opções na faixa de 3 mil tirinhos. A única coisa que eu vou pedir aqui: Se for comprar uma dessas, ou é couro de verdade, ou é tecido, combinado? Nada de plástico imitando couro.

No mercado Brasileiro, uma marca se destaca e eu não deveria divulgá-la aqui porque ela não nos paga.  Porém é impossível falar desse assunto sem comentar sobre a Re-Vive, da italianíssima Natuzzi.

Sim, é a mesma lá de cima, com a mocinha ilustrando o reclinamento do produto. Ainda que seja uma das melhores poltronas onde esse meu bumbum celulitoso já foi recostado, ainda que o couro seja dos deuses e que ele não requeira nenhum tipo de manutenção eu não vejo o motivo dessa peça ultrapassar o valor de R$ 20.000,00.

Então estamos exibindo ela aqui sim, porque existe pessoas com poder aquisitivo para comprá-las, amém, me contratem, MAS ela está fora da realidade da maior parcela da população mundial. Um cliente meu comprou em troca de showrrom, com 60% OFF e aí até que ficou razoável. Aproveitando, vamos rir das propagandas insolentes desse produto:

Contem pra mim: Seu homi chega em casa cansado do trabalho e se joga assim na-tu-ral-men-te na cadeira com a camisa e o blaser impecavelmente passados? E com o sapato assim estéril de tão limpo?

Não se preocupe, a produção de marketing da Natuzzi pode aprimorar as definições de confoto e espontaneidade para propagandas:

Quem nunca tirou uma soneca e cabeça para baixo, né gente? Batman que o diga.

Seguimos que o post tá longo.

Tem poucas coisas que eu posso ser exibido, então gostaria de pedir licença para a Fufulândia, porque eu tenho uma cadeira de papito, e não adianta:

NÃO TEM NO BRASIL MENINAS! HAHAHAHAHHAHAH

É uma Setu Lounge Chair, da Herman Miller. Aproveitand0, caso more fora do país, ou queira importar um móvel desses, eu sugiro buscar como “lounge chair with ottoman”

Ela é super clean, tem um sistema de reclinamento insspirado nas vertebras humanas, produzida com material reciclado e 98% reciclável, levíssima graças ao estofamento em tela tensionada. Outro pró da tela é que ela ventila super bem então em regiões quentes é super agradável passar muito tempo sobre a coitadinha. É um produto que tem valor elevado, porém de grande durabilidade, só de garantia estamos falando de 12 anos. E que eu só pude adquirir pois trabalhei com o importador direto no Paraguai e aproveitei a oportunidade de pagar muito, muito, muito menos até do que o preço que ela é divulgada hoje em dia em sites americanos.
Agora quero mostrar umas opções motorizadas, que fazem massagem mas que eu indico para quem tem um segundo ambiente para colocar uma peça dessas.

Somos matéria e perecemos, então vai que no futuro, ou mesmo atualmente, alguém da sua família precisa se algum tipo de estímulo. Ou então algum atleta, são muitas as possibilidades de se precisar recorrer a um assento que te estimule. As cadeiras com massageadores poder ser até indicações de ortopedistas e elas foram criadas como evolução da cadeira do papai:

Só queria que eles se preocupassem também com a estética desses produtos. Ajuda a gente vai!

Obrigado por quem acompanhou esse post imenso! E desculpe também por tomar tanto tempo, mas vejam que eu divaguei o mínimo possível.

Comentem o que vocês acharam.

#Bença!

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Bem Estar, Decoração, Mi Casa Su Casa
13 jan 2019, 57 comentários

Mi casa, Su casa – Downsizing, Uma tendência a copiar?

Fufus do meu corazón, tudo bem com vocês?

O assunto de hoje é controverso para os parâmetros de sucesso e de “plano evolutivo” que costumamos ser seguir aqui em Terra Brasilis.

Porém desde 2012 eu comecei a ouvir/ler mundo afora o termo “downsizing” que ao pé da letra seria “diminuindo o tamanho” porém o sentido dele aplicado aos imóveis seria mais correto traduzir como “enxugando espaço”.

Essa vertente é muito mais forte dentre casais ou pessoas que já tem filhos adultos e que já saíram de casa, mas eu acredito que possa ajudar até mesmo quem mora de aluguel.

Esse movimento comum em países com custo de vida alto  (Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos por exemplo) inicialmente era tido como uma forma de economia. Entretanto, esse novo estilo de vida mostrou-se eficiente em mais perspectivas da vida do que apenas a monetária.

Então vamos falar das vantagens de se diminuir o imóvel:

Aumento de fluxo de dinheiro: Diminuindo o valor do aluguel, ou do financiamento e de contas  como luz, água, manutenção, limpeza que são proporcionais a metragem.

Mais tempo livre: Diminuindo os afazeres domésticos, sobra mais tempo para cuidar de si.

Redução de consumo: menos espaço para coisas, menos coisas para entulhar energias, menos lixo e consumo.

Redução do stress: se você tem menos coisas para se preocupar ou tomar conta, o nível de preocupação e stress também diminui.

Como vocês vão perceber, o “Downsizing” está intimamente ligado a qualidade de vida, não apenas com sair de uma casa de 800 metros para uma de 200. Ou de um apartamento de 150 para um de 60m2. Não simplesmente tamanho, é uma mudança de comportamento.

O que se busca nesse movimento, especialmente quando falamos de pessoas que já estejam na faixa de 55 anos para cima é viver em um lugar onde não hajam escadas, desníveis ou outros desafios de acessibilidade.

Imóveis que estejam próximos a locais que você gosta e de necessidade, como família, lojas, restaurantes, farmácias, hospitais, bancos… Eliminando trabalhos diretamente ligados a grandes imóveis, como calçadas, jardins, ambientes com pouco uso.

Viver em uma casa onde você passa a chave e Tchau!

Pode ser um apartamento, pode ser um condomínio fechado, uma sobre loja. O importante é que seu endereço te deixe tranquilo caso decida fazer uma viagem seja ela longa ou um convite de última hora para um feriado curtinho.

Outro fator que em todos os sites que eu pesquisei para falar aqui com fufulândia repetem é:

Não faça uma mudança para um espaço menor sem programação. Pense a longo prazo.

Se você já formou suas crianças e está numa época da vida mais madura, verifique se você realmente precisa continuar onde está.

Precisa mesmo de sala disso e daquilo, escritório, 2 ou 3 quartos a mais que são ocupados quase nunca?

Se você ainda está no aluguel, será que dar uma enxugada no espaço, ou morar 10 minutos mais afastado não vai gerar uma economia grande de dinheiro?

Tudo tem que ser muito bem programado.

Me perdoe quem vive numa casa com 3 ou mais suítes, mas se elas todas não estão ocupadas, grande parte da sua vida e dinheiro está sendo desperdiçada.

Atualmente ninguém mais precisa de uma sala de estar, uma sala de TV, um escritório e um quarto de hóspedes. Tudo isso pode ser um único ambiente e não se perde conforto, beleza ou status por isso.

Garagem para 3 carros, em uma casa para duas pessoas?

Claro que existem desvantagens, e eu não vou fazer a Kátia Cega e pular esses pontos, vamos falar disso também.

Menos coisas: Se não tem espaço para guardar, vai ser necessário se desfazer de algumas coisas.

Sem quarto de hóspedes: Receber uma galera para uma fsta pode ser um desafio.

Restrições de privacidade: Sabe aquela hora que tudo que você precisa é chegar em casa, se jogar no sofá e ligar a tv no teu programa preferido para ficar em paz? Em um espaço menor, provavelmente mais integrado, você provavelmente terá que interagir com quem estiver na cozinha.

Menor prestígio: Brasileiro adora uma aparência, uma fofoca e mesmo que a maioria viva um estilo que vida que não condiz com seus rendimentos, ir para uma casa menor vai passar impressão de que você “regrediu” aos olhos de quem não entende uma vida mais concisa. Tá preparado para isso?

Eu não estou falando para vender tudo e morar num studio de 30 m2 com seu mozão, 3 gatos, 2 cachorros e 2 filhos. Estou incitando a conversa sobre ter menos espaço, menos coisas e, consequentemente, mais tempo, mais recursos e maior qualidade de vida.

Um casal que os filhos já sairam de casa, podem viver perfeitamente bem em um espaço com uma suíte e um quarto extra por exemplo.

 

Ou um casal com dois filhos pode viver sem medo de ser feliz em uma casa com uma suite e dois dormitórios.

O movimento busca cortar excessos, e evitar gastos de energia desnecessários. Ou seja, nada de lugar para a sogra.

Nada de churrasqueira completa gigante + cozinha completa cheia de equipamentos.

Nada de sala de tv + escritório + dormitório de hóspedes todos separadinhos…

Já tinha ouvido falar dessa vertente?

Conta para mim nos comentários.

#Bença!