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11 set 2018, 82 comentários

Papo Sério – Endometriose

No último Chora, uma moça reclamou da falta de libido e disse que poderia ser pela endometriose. Fiquei curiosa, pois eu sou super leiga sobre o assunto e há poucos dias soube que tenho um cisto no ovário, fruto de endometriose.

Nem liguei, afinal, se ouve tanto falar sobre endometriose que achei que era a coisa mais normal do mundo. Só que, nos comentários do Chora, VÁRIAS mulheres deram seus relatos sobre a doença (juro que nem achava que era doença, achei que era tipo uma inflamação que curava rápido) e aí caiu a ficha que é bem mais sério do que se imagina.

No meu caso, o que me chamou a atenção é que tenho zero sintomas e vi que existem vários. Eu não sinto dor pra nada, nada de cólicas no período menstrual, nada de dor na relação, sem dores para ir ao banheiro, nunca imaginaria que teria endometriose. O cisto apareceu num ultrassom de rotina e como estava grande e não sumiu, minha médica decidiu operar. Laparoscopia e anestesia geral. Quase caí pra trás: como assim anestesia geral? Mas não é um cisto só? Sim, é um cisto, mas a cirurgia é de endometriose e tem que “limpar” tudo. O que assimilei depois de pesquisar sobre a doença e que me identifiquei, é o aumento do fluxo menstrual. Eu fico MUITO menstruada, no primeiro dia nem consigo sair de casa com medo de acidentes. Aí sim, vi um sintoma de endometriose em mim. E isso que já tinha reclamado com meu ginecologista antigo e ele disse que era normal.

Daí me lembrei de uma amiga de infância, que ia parar no hospital toda vez que ficava menstruada de tanta cólica que sentia. Liguei pra ela e me confirmou: tinha endometriose e teve que operar, com anestesia geral mesmo.

E de todos os relatos que li, todos falam em dor, em inchaço e em tratamentos com altas doses de hormônios que… como sabemos (e eu sou super contra pílula anticoncepcional) abalam todo o corpo e muitas ficam sem libido.

Quis pesquisar mais sobre a tal endometriose, e me assustei. Mas vamos por partes, antes de mais nada, o que é o endométrio?

O endométrio é uma mucosa que reveste o interior do útero, que prepara a “casinha” do neném, caso a mulher engravide. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio se solta, provocando a menstruação.

Na endometriose, essa mucosa cresce para fora do órgão (no meu caso foi para um ovário, formando um cisto que se chama endometrioma) causando dor (as vezes muito intensas – como o caso da minha amiga – que até abalam o emocional) e inflamação. As dores podem aparecer ao fazer cocô, xixi, na relação sexual e até mesmo em outras partes do corpo que a gente nem imagina que seja por causa da endometriose. Além da dor, a endometriose pode causar infertilidade porém com o tratamento adequado, a fertilidade pode ser restaurada. Várias mulheres engravidam mesmo com a doença.

Ouvi dizer que gravidez “cura” a endometriose, mas isso parece não ser 100% certo, bem como a cirurgia, pois a endometriose pode voltar.

Achei um artigo bem interessante e informativo no site do Governo do Brasil. Acho que mais sério do que isso impossível né? Vou reproduzir aqui:

“Aumento do fluxo menstrual, cólicas mais fortes que pioram a cada mês, dor abdominal intensa, infertilidade e dor durante a relação sexual são alguns dos sintomas associados à endometriose.

É uma doença em que uma parte da menstruação, em vez de se exteriorizar pela vagina e sair no absorvente, se interioriza no corpo da mulher. A endometriose reveste o útero e passa pelas trompas. Então, o corpo da mulher reage com inchaço, dor crônica no período menstrual e aumento do fluxo menstrual”, explica o ginecologista e gerente de internação do Hospital Fêmina (RS), Sérgio Galbinski.

Confira a baixo os Mitos e Verdades sobre a endometriose:

É uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas (mito)

Cólica menstrual em graus variados, dificuldade para engravidar, alterações intestinais durante a época da menstruação, dor para evacuar e desconforto durante a relação sexual no fundo da vagina são sintomas da endometriose. Algumas mulheres relacionam as dores abdominais com simples cólicas. Em geral, essas mulheres podem apresentar quadros de ansiedade ou depressão, relacionados à intensidade dos sintomas.

Endometriose é uma doença causada apenas pelo aumento do fluxo menstrual (mito) 

Na verdade, a endometriose depende do hormônio feminino produzido pelo ovário, o estrógeno, para seu desenvolvimento. Esse mesmo hormônio é produzido pelo tecido gorduroso, mesmo sendo uma forma menos ativa, o que favorece uma piora da doença. Além disso, a doença está associada à predisposição genética, estilo de vida, queda do sistema imunológico e alterações no fluxo menstrual.

A endometriose está diretamente ligada ao desenvolvimento do câncer no ovário (mito) 

Não existe essa associação, embora a endometriose possa aumentar a chance de desenvolver um cisto pequeno, chamado de endometrioma, que pode ou não ser maligno. Não é comum um tratamento da endometriose para prevenir o câncer de ovário.

A endometriose se não tratada pode deixar a mulher infértil (verdade) 

A mulher precisa estar atenta à dor da cólica, aumento de fluxo menstrual e todos os outros sintomas que saiam do padrão do período menstrual. A cólica da endometriose não pode ser tratada com medicamento comum, principalmente nas mulheres mais jovens, que têm uma vida reprodutiva pela frente que pode ficar comprometida se a endometriose não for tratada adequadamente.

A falta de tratamento da endometriose pode fazer com que a doença atinja outros órgãos (verdade) 
É uma doença progressiva. Sem o tratamento adequado, vai gerar uma série de processos de aderências e infiltração dos focos da doença em órgãos vizinhos, podendo atingir o intestino, os ovários e a bexiga, por exemplo. Além disso, pode causar infertilidade e quadros de dores crônicas, que não melhoram com medicações analgésicas.

A endometriose não tem cura (verdade) 

Apesar de não ter cura definitiva, a endometriose possui uma série de opções de tratamento. Anticoncepcionais que controlam e param a menstruação, não deixando acumular sangue interno, ajudam a tratar a endometriose. Hoje em dia, há métodos contraceptivos em que a mulher fica até três anos sem menstruar, por exemplo. A escolha terapêutica mais adequada dependerá da severidade dos sintomas e do grau da doença instalada.

A cirurgia robótica é uma alternativa à laparoscopia convencional (verdade) 

Uma alternativa é a cirurgia laparoscópica convencional. Essa tecnologia tem uma atuação significativa em doenças ginecológicas benignas que, por vezes, comprometem a capacidade reprodutiva da mulher, por exemplo. Sua tecnologia permite uma visão mais precisa e detalhada da região a ser operada, garante melhor recuperação da paciente e um menor tempo de hospitalização. A cirurgia só é necessária se a endometriose estiver em fase avançada e já instalada profundamente na região do intestino ou bexiga, por exemplo.”

Essa ilustração, mostra bem como a doença ocorre:

Fonte: G1

No meio a tanta informação nova, li que algumas coisas ajudam a conviver com a endometriose: fazer exercícios (pois diminui a produção de estrogênio, hormônio que controla a menstruação), comer alimentos ricos em ômega 3, não usar absorvente interno (será??? caramba, eu SÓ uso Tampax), tomar remédios para cólica… Mas não sei se isso realmente funciona.

  • Vamos falar sobre o assunto? Quem mais tem endometriose? Como descobriu? Quais sintomas teve? Como trata?? 
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Bem Estar, Decoração, Mi Casa Su Casa
08 jul 2018, 25 comentários

Mi casa, su casa – Já pra cama!

E a semana maravilhosa de festas foi coroada com um evento belíssimo de nossa patroa.

Cony, muita saúde, muita paz, muito sucesso e amor sem fim pra você, ontem, hoje e sempre!

Durante as últimas semanas teve muita cama e cabeceira em discussão e escolhas no ninho, então vamos falar desse lugar pra onde a gente sempre tem vontade de voltar?

Atualmente, 95% das pessoas tem as famosas “cama box” que são um colchãozão gigante, ou camadas de caixas com um colchão superior.

Não vou entrar no mérito do tipo de colchão… da firmeza, de molas disso ou daquilo. Isso é absolutamente pessoal e cada corpo tem suas necessidades e gostos.

Vamos aos tamanhos padrão:

Solteiro: 88 x 188

Solteiro King: 98 x 198

Viúvo: 128 x 188

Casal: 138 x 188

Queen: 158 x 198

King: 193-198 x 198-203

Garanto que aí do outro lado tem Fufu pensando: Solteiro King?

Esse colchão surgiu porque o tamanho comum de 88 x 188 já não comporta nossos adolescentes. Como os humanos têm crescido em média de altura, começa a ser desconfortável um ser de 175 de altura dormir em 188 de comprimento de colchão.

A tal da cama de viúva/o que vira e mexe alguém sugere geralmente é vendida somente por pedido e eu evito ao máximo usar pois ela não comporta 2 pessoas com conforto e a indústria têxtil não produz nada com essa medida específica. Então fica aquela cama com um lençol frouxo, parecendo meia velha, terrível. Prefiro colocar como uma cama de 138 que é conhecida como “casal normal”.

Essa “casal normal” é minha cama preferida para dormitórios de crianças, adolescentes e hóspedes. Ela fica bonita quando arrumada, cabe em todos os dormitórios do Brasil – mesmo os mais apertadinhos – serve para quando você precisa acomodar mais uma pessoa pra dormir e, caso sua cria esteja precisando de cuidados você pode colocar para dormir juntinho na cama, Deus te livre que precise porém, se precisar, você pode até passar a noite ali.

Se o seu imóvel é pequeno, a cama de 138 também é uma aposta acertada  para o dormitório do casal. Apesar de que eu sempre prefiro a Queen, com 158 x 198, acho que ela  permite maior conforto tanto para dormir, quanto para ficar acordado.

Já a King… que varia entre 193×198 até 198×203 é válida se você tem bastante espaço. E por espaço eu tô falando em proporção. Para isso vamos entender um pouco de espaços para a circulação:

Um espaço mínimo nas laterais da cama é de 60cm, sendo que o IDEAL é 80cm, entretanto na vida real a gente vê clientes optando por ter 50cm de cada lado, para poder ter a cama de 158cm de largura. Acho sofrido, mas também é perfeitamente aceitável.

Agora, voltando para as King Size se você vai ter uma cama com 2 metros de largura, não me faça passar vergonha e tenha PELO MENOS um metro livre dos lados. Se é para ostentar com uma cama generosa, que se tenha também espaço para correr com as teta solta em volta gritando: “Você não me pega u-hulll”.

Ah, mas eu pre-ci-so de uma cama bem grande porque meu filho dorme com a gente.

Não pessoa, o que você precisa é salvar essa criança de uma vida comandada pelos pais e fazer ela dormir no lugar dela e aprender a ser independente. E ainda aproveite para transar muito (e sempre) e salvar o casamento do banho maria.

Qualquer que seja o tamanho da cama que você escolher, ela deve ser adequada ao espaço. Nem demais, nem de menos. E um item importantíssimo para o sucesso ou desastre total do quarto é a cabeceira.

E aí nós temos que fazer uma pergunta muito importante: Vamos verticalizar ou horizontalizar o sentido dessa peça?

Se o quarto é estreito, eu sugiro horizontalizar, ou seja, fazer uma cabeceira mais baixa, e mais larga (loooonga), assim damos a impressão de um espaço maior:

Já, para um espaço mais baixo, demarcar linhas verticais ajuda na sensação de um teto mais distante:

Se já se o espaço tem medidas proporcionais e agradáveis, a cabeceira pode ser em qualquer um dos sentidos, ou até mesmo  uma combinação dos dois:

Algo que tem aparecido muito ultimamente, são as cabeceiras sobrepostas. Sim, uma na frente da outra:

Muitas vezes são painéis de madeira ou estofados recobrindo toda ou grande parte da parede, e junto a este revestimento, a cabeceira propriamente dita.

Como eu sei que bastante gente aproveita as dicas de medidas, vamos a mais algumas:

As camas estão subindo freneticamente, já falei aqui antes. Contudo medidas para uma cabeceira baixa – para fazer mais larga e horizontalizar o quarto – seria entre 35 e 55cm acima do seu colchão.

Para uma cabeceira alta, o mínimo é ela acabar a 140cm do chão, daí pra cima vai depender de quão alto é o pé direito do seu quarto.

Sobre materiais, a moda de hoje praticamente te obriga a ter uma cabeceira estofada. O único cuidado que eu peço que se tenha é pensar na manutenção do tecido, pois a cabeceira pega pó e gordura corporal constantemente. Eu ando amando as estofadas mais lisas, adornadas com tachas. Os cuidados para uma cabeceira rica são:

Tachas bem juntinhas;

Desenho bem definido;

Tecido encorpado;

Espessura entre 7 e 12cm:

Caso você esteja se perguntando o por quê:

Tecidos muito molinhos deformam nas costuras e criam rugas, taxas muito espaçadas dão impressão de economia porca, e a cabeceira finiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha traz uma sentimento de falta de estrutura:

O que eu tenho gostado muito, é a combinação de um painel de madeira com uma cabeceira estofada na frente:

Aliás, meus parabéns para arquiteta Manoela Py (Não conheço, mas a foto veio com o crédito) por esse projeto onde ela resolveu o problema de ter ar condicionado na parede da cabeceira de uma forma magistral.

Evite sempre ar condicionado sobre a cama. Todos sabemos que eles entopem e cospem água e/ou gelo.

E você, em alguma preferência? Conta nos comentários.

#bença!

 

 

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Bem Estar, Decoração, Mi Casa Su Casa
13 maio 2018, 16 comentários

Mi casa, Su casa – Um quarto de rainha.

Fufús!

Feliz dia das mães. Seja você mãe de humanos, cães, gatos, passarinhos ou répteis.

Só não vale aranha. #fobia

Que tal a gente pensar no que faz um quarto de rainha? E não estou falando de estilo, mas dos itens que eu acredito que são os que transformam o espaço de dormir em um quarto de rainha. Então vamos aproveitar o tema das mamys pra pensar nisso.

Falando em rainha (segundo a internet) este é o quarto de HRH Queen Elizabeth II :

Euzinho, transtornado que sou, nem me importo da véia dormir no sofá (visto que não achei a cama na foto) só quero saber quenhé que vai trepá nesse lustre e desentortar essas velas que estão me consumindo.

Obviamente nós, os outros 97% da população mundial, não tem esse espaço todo para encher de carneirinhos imaginários quando estiver insone, mas podemos nos permitir certos luxos. Na Nest Interiores acreditamos que um espaço de dormir deve transmitir calma e ser rico em texturas. Para tanto não é necessário ser milionário, basta pensar em “camadas”.

As coisas que são “fixas”:  Piso, parede, teto. Temos uma riqueza de texturas aí? Exemplificando: um piso com textura de madeira, uma parede com uma tinta com acabamento toque de seda e um teto em gesso com uma pintura lisa já somam três texturas. Essa é sua base, e você vai seguir construindo a partir daí.

O que pode ser adicionado?

Tapetes, papel de parede e uma cabeceira estofada por exemplo:

Cortinas outros tecidos, como mantas, cobertores e almofadas decorativas:

Iluminação em vários pontos, como abajures e pendentes:

Se tiver, ou puder incluir, gesso e iluminações indiretas, trazem uma possibilidade maior de cenários aconchegantes:

Sobre o mobiliário, eu sou um ferrenho defensor da cama tamanho queen (158x198cm). Ela é confortável e espaçosa o suficiente para grandes aventuras assim como para dormir de conchinha com seu bem. Eu, particularmente gosto de dormir abraçadinho, então tenho uma cama de casal tradicional (138x188cm) porque prefiro um quarto com maior circulação do que com muita cama e o dedinho do pé batendo em tudo.

A cama tamanho king (198×198) e maiores são muito legais para quem tem espaços realmente amplos e que não precisam se preocupar com o preço dos lençóis. Mas eu ainda acho que se você gosta da pessoa com quem divide a cama, pode muito bem viver numa queen size. Se a desculpa é: minhas crianças/cachorro/gato… dormem junto comigo… não cabe a mim. Aproveite sua cama gigante.

Nestes últimos dois anos a altura das camas tem crescido. E tem crescido a centímetros bizarros. A altura ideal da cama é uma em que você possa sentar e alcançar os pés no chão confortavelmente. Sério gente, daqui a pouco vão inventar um banquinho paras pessoas subirem nas próprias camas, e o pior é que vai ter gente comprando.

When it comes to night stands temos duas dicas de ouro!

Opte por uma mesa de cabeceira que seja pelo menos 5 centímetros mais baixa que o nível do colchão, assim é menos provável que você bata a cabeça na quina deste pequeno.

Outro detalhe a se levar em consideração é que seu criado mudo esteja afastado da cama o suficiente para que a roupa de cama caia elegantemente entre eles.

Caso o espaço permita, sempre gostamos de propor um móvel ao pé da cama. Conhecido como recamier, existem diversos modelos, estilos, tamanhos e cores.

Eu opto muito pelos tipo baú e, especialmente se você aprecia uma cama com muitos travesseiros e almofadas, ele pode guardar todos estes itens durante a noite.

Esse móvel é legal para quando você precisa sentar para calçar um sapato, para receber uma amiga no quarto enquanto se arrumam e fofocam. Até para apoiar uma bandeja de café da manhã num dia especial.  Acredito que quando essa peça é ligeiramente mais estreita que a cama o resultado é mais phyno. Já a profundidade dela costuma ser pequena, bem como um banco mesmo, coisa de 40 até 55 cm é mais do que adequado.

Se o guarda roupas está no quarto, eu continuo defendendo que espelhos não devem refletir a área onde estão os travesseiros. Assim você evita de acordar e dar de cara com você mesmo te encarando.

Outro item que eu entendo ser dispensável é a TV no quarto, mas se para você é importante ou até obrigatório, lembre-se que a posição ideal é ao pé da cama, e que o centro da tela deve estar a 150cm do chão.

Agora me diz: Para você o que tem no seu quarto de rainha?

Acredita que esta semana completamos três anos de Mi casa, su casa? Ainda que as coisas tenham mudado um pouco, e me desculpem se eu não tenho conseguido escrever todas as semanas, mas esse cantinho junto de vocês é o melhor do mundo!

Obrigado Cony por me permitir ter contato com as suas Fufús e os senhores Fufús, todos tão especiais para mim.

#Bença!