07
Jul 2014
O Quê Que Eu Tô Fazendo Aqui?
Constanza, Cotidiano

Hoje quero falar, conversar, falar de mim! “Ai que egocêntrica” muitos devem estar pensando, mas hoje é o dia de sanar a dúvida geral e a curiosidade sobre minha vida kkkk.

Muita gente me pergunta como que vim parar no Brasil, que idioma falo com meus pais, por que sei falar português bem e sem sotaque, como é minha vida em geral, como foi a época que fui morar nos USA…

Ok, vocês venceram, vamos lá.

Nasci numa fria noite de Julho em Santiago do Chile. Era um dia 7, igual hoje (ops, acho que é meu aniversário então rsrsrs). O Chile estava entregue à ditadura do Pinochet (ele ficou 17 anos no poder!) e tinha toque de recolher, onde ninguém podia sair de casa depois de determinada hora. E adivinhem quem resolveu nascer bem na hora que não podia? Euzinha. Desde pequena dando trabalho e botando todo mundo pra correr rs. Meu pai conseguiu a muito custo uma ambulância, com bandeira branca e tudo para conseguir chegar ao hospital. Era noite, mas eu só resolvi dar as caras pro mundo no outro dia, às 14h. Acho que isso explica minha terrível ansiedade.

Morei pouco tempo no Chi Chi Chi Le Le Le, pois como a situação estava complicada por lá e o Pinochet privatizando tudo, fechando indústrias e tocando o terror, meu papi resolveu tentar melhor vida no Brasil, que estava no auge da sua industrialização. Foi a época que o Brasil se encheu de gringos, italianos, chilenos, argentinos, todos seduzidos pelo boom industrial. Deu tudo certo e cresci aqui em Minas Gerais. Logo depois, vieram mais 2 irmãos, mas minha mãe ia “ganhar” eles no Chile, com o mesmo médico de sempre. Ou seja, somos todos 100% chilenos. Aprendi a falar português e espanhol praticamente ao mesmo tempo e adotei o português como meu idioma oficial, tanto que em casa conversamos em português, eu e meus irmãos, e meus pais respondem em espanhol rsrs, uma confusão só!

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Nunca perdi o contato com o Chile, acho que só teve uma vez que fiquei mais de um ano sem ir lá. E já teve ano que fui 5 vezes! Apesar de ter crescido no meio da cultura brasileira, minha mãe sempre foi muito chilena nas suas coisas e em casa mantivemos nossos costumes, tanto em comidas, celebrações, etc. É engraçado falar isso, mas tem muita coisa do Brasil que não absorvi e muita gente acha estranho, por exemplo: comer arroz, feijão, carne. Isso nunca fez parte da minha rotina, tipo dia a dia mesmo. Couve? Comi pela primeira vez depois de velha. Tem várias outras coisas que nunca provei, vi ou vivi e me sinto uma verdadeira gringa kkkk. Em contrapartida, só como abacate com sal, tem o horário da “once” (chá da tarde, mas esse não cumpro muito), curvo os cílios com uma colher, meu cachorro quente tem que ter tomate abacate e maionese e ainda solto uns palavrões em espanhol. É uma divisão que existe em mim e acredito que jamais conseguirei soltar as minhas raízes. E não acho isso ruim, na verdade gosto desse vínculo com minha terra apesar de ser doído por várias vezes. Doí quando estou lá e tenho que voltar, apesar de amar voltar pra casa. Fico feliz quando o avião chega no Chile e vejo a bandeira, mas celebro em português e ligo na Globo quando chego em casa. Torço pro Chile ganhar no futebol, mas não quero que o Brasil perca. Dá pra entender a minha luta interior? Complicado rs

Formei em Administração, fiz pós graduação em Negócios Internacionais (acho que isso explica o eBay na minha vida kkkk), especializei em Comércio Exterior mas trabalhei pouco com isso. Foquei durante muito tempo em Gestão da Qualidade Total (aquela tal de ISO) e estava nisso quando o blog nasceu e cresceu. Tenho flexibilidade de horários na empresa o que me permite fazer as duas coisas, mas cada dia fica mais difícil. Essa é outra briga interna, me dedicar 100% ao blog ou tentar fazer as duas coisas? Uma me dá mais garantia de futuro, a outra me dá prazer. fácil não rsrsrs

Querem saber mais conflitos interiores? Devem estar pensando que sou louca mas sou não, só tenho vontade de provar tudo e viver intensamente o que a vida oferece.

Há alguns anos cismei que queria morar nos USA. Meu sonho era NY, afinal sou fã de Friends de carteirinha e queria provar algo naquele estilo. O destino me mandou pra Florida, mais especificamente para Boca Raton com uma turma de 30 brasileiros! Fui trabalhar naquele esquema de emprego temporário, por 6 meses, num clube de golf. Era pra ser hostess (recepcionista) mas acabei sendo Server Assistant. Sim, ajudante de garçom. Ganhava um salário de 8 dólares a hora se não me engano e torrava tuuuuuuuuuuuuuuuudo na TJ Maxx, na Ross e na Marshall’s ou quando ia passar meu dia livre no Sawgrass (um outlet gigante que tem por lá). No começo odiei meu trabalho semi escravo, limpar mesas, arrumar a mesa, lustrar taças, secar talheres, mas meu auge foi quando me mandaram para a cozinha do clube. Não faltava café fresco e nem bolinha de manteiga hahahaha. Foi uma experiência única, que me fez crescer absurdamente e me mostrou que o mundo não era cor de rosa. Cheguei a trabalhar 17 horas seguidas em um Reveillon, meus pés viviam permanentemente inchados e ganhei uma hérnia na cervical pelo peso das bandejas. Conheci gente da Holanda, Colômbia, Itália, Bulgária, Peru, Inglaterra, Coréia e era maravilhoso fazer parte desse grupo tão eclético. Inclusive hoje tenho grandes amigos que surgiram nessa época e que mantenho forte contato. Um em cada canto, mas tudo aqui juntinho de mim. Ah, e minha jornada nos USA terminou onde? Em NY! Fiquei pentelhando 3 amigas para irmos conhecer a Big Apple quando acabasse a temporada e foi FANTÁSTICO! Eu olhava tudo como se fosse uma criança sabe? E acabei de torrar todos meus dólares por lá rsrs. Depois disso peguei vício de NY e fui por 7 anos seguidos.

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Quem me achar finge que não viu tá?

Depois voltei ao Brasil mas eu já não era a mesma. A cabeça abriu um tanto e vi que o mundo era enoooooooooorme, muito divertido e capaz de ensinar muita coisa que “plantada” no mesmo lugar eu jamais aprenderia! Por isso sempre falo: se tiver a oportunidade de ir morar fora por um tempo, vá. Não se perde nada, só se ganha. É uma coisa que todo mundo deveria fazer na vida!!!!

O que mais posso contar??? Hum… bom, 5 anos atrás eu estava ociosa no Chile, fiquei lá um tempo por um motivo sério e foi uma época muito difícil (coisa de saúde, mas não precisamos entrar em detalhes, hoje graças a Deus está tudo perfeito). Como não tinha nada para fazer, estava viciada em maquiagem, tinha acabado de fazer um curso de Consultoria de Imagem e queria espalhar todas essas novidades, criei o Futilish.

Era meu quarto ou quinto blog, mas todos os outros não passavam de um post rsrsrs. Eram bem amadores e dessas vez queria fazer mais bonitinho, com um .com só meu. Lembro que meu irmão me pressionou quando pedi para ele montar o blog pra mim:

- Como vai chamar?

- O blog?

- É ué, tem que ver se tem o domínio disponível.

- Domínio?

- É… o endereço do site… o www

- Ah… não sei

- Você vai falar sobre o quê? Pinturitas (maquiagem rs), sapatos, esses trecos?

- Sim, coisa de mulher..

- Coisa fútil né (não briguem com ele, mas sim, era por aí mesmo)

Daí pensei: “fútil… como que fala fútil em inglês? Não, não vai ficar legal… Tem que ser algo tipo “afutilizado”… Hum… quando uma menina se veste como menino diz que é boyish, o tal do ish parece que determina um estado de algo… FutilISH… parece legal…”

- Fran, Futilish tá disponível?

Estava. E nasceu o Fufu. O resto vocês já conhecem.

Bom, acho que deu para vocês conhecerem um pouquinho mais de mim! Não sou muito de falar da vida pessoal porque acho uma exposição danada, mas sei que gera muita curiosidade. Um dia a gente senta pra um café e conto mais detalhes! (E isso é verdade, tenho um projeto bem legal  que vai deixar a gente mais perto ainda ;-) )

E parabéns pra mim e todas as cancerianas!

30
Jun 2014
O Dia Que Não Morri
Constanza, Cotidiano

Eu não estava nem aí pra Copa. Nunca gostei muito de futebol, não para acompanhar e ter time sabe? Eu simpatizo com o Cruzeiro (aqui de MG) mas sequer sei o nome de algum jogador.

Só que teve Copa, ainda tá “tendo” e o clima acabou me contagiando. A única vez que torço no futebol, é para o Chile e de 4 em 4 anos. E torço com medo, pois não temos muita tradição no futebol mas é impossível não se emocionar com as tímidas camisetas vermelhas, a torcida devota e o hino cantado com todo amor.

Ok, temos copa e eu não tinha ingresso. Aliás, só tinha um, para Inglaterra e Costa Rica apenas para falar que fui num jogo. O Chile tinha pegado uma chave super complicada e a chance de passar para as oitavas era mínima, para não falar nula, quando de repente, mandamos a Espanha de volta pra casa. Maravilha, só que não. Começava meu desespero. O próximo jogo seria Chile e Brasil, e o pior, no Mineirão, aqui do meu lado!!! Eu quis morrer várias vezes: de arrependimento por não ter comprado ingressos para BH, de ser uma experiência que não iria se repetir tão cedo, de não ter acreditado no meu país e claro, de pegar o Brasil, justo agora. Não podia ser mais pra frente não?

Fiquei BEM desesperada. Recorri a todo mundo que poderia me ajudar a conseguir um ingresso já que pelo site da Fifa estava praticamente impossível comprar. Os cambistas surtaram, pediam 2, 3 mil dólares por uma Categoria 4 (a mais barata e que custava 110 reais no site) e sério que pensei: até 1500 reais eu pago, mesmo correndo o risco de perder o dinheiro em um ingresso falsificado. Precisava ir.

Muita gente tentou me socorrer (e sou eterna agradecida): me mandaram contatos de pessoas que estavam vendendo, mail com dicas para comprar na Fifa, contatos de patrocinadores para eu tentar alguma parceria mas… nada. Nessas horas a gente tenta de tudo. Apesar de toda a ajuda de vocês e dos meus amigos, nenhuma esperança.

E aquele pensamento me atormentando: Brasil e Chile numa Copa do mundo, em Belo Horizonte. Quando isso vai acontecer novamente? Provavelmente em alguns séculos. E isso que começo do ano eu e meu namo brincamos com essa possibilidade, mas a resposta sempre era: Chile jamais vai ganhar da Espanha ou Holanda… Claro que não passa. E passou.

Entrei em vários grupos de ingressos para a Copa no Facebook e o desespero era geral. Tava ferrada, eu era mais uma entre milhares de pessoas com o mesmo desejo. Até que li o pessoal comentando (nos grupos) que o horário de ouro para tentar no site da Fifa era as 5 da manhã e atualizar o site de 5 em 5 segundos. Montamos vigília durante 3 dias, acordando de madrugada e sem desgrudar os olhos da tela do computador, até que na quinta feira, quando eu já estava desistindo e achando que jamais eu conseguiria, abriu uma venda de ingresso e não me perguntem como, mas cliquei o mais rápido que podia, digitei o tal código de letras embaralhadas (nem lembro dessa parte) e os ingressos foram para o carrinho! Tremi, mas tremi TANTO que no desespero não achava sequer meu cartão de crédito. Queria chorar, ligar pro namorado com medo de fazer algo errado, estava esperando a tela travar ou aparecer novamente a mensagem em vermelho falando que tinha dado um erro qualquer, mas não, a tela verde ainda estava lá esperando o pagamento. Consegui pagar e veio a confirmação da compra. SIM, EU IRIA VER UM CHILE E BRASIL NO MINEIRÃO NA COPA DO MUNDO!

Aquela vontade de gritar, ligar pra minha mãe se resumiu a um #chupacambista no Facebook tamanha minha revolta com os valores que estavam cobrando. E vários minutos comemorando incrédula madrugada afora. Era pra ser, eu TINHA que ir nesse jogo!

Depois foi só ansiedade, sentimentos encontrados e conflitos internos. Claro que torceria para meu país, não tem como não torcer, ainda mais com uma campanha tão linda que estavam fazendo. Mas ao mesmo tempo não queria que o Brasil perdesse, a Copa perderia toda a graça e sendo bem realista, o Brasil teria mais chances de chegar até a final. A única coisa que eu pedia era que o Chile não perdesse de goleada.

Vamos pro campo.

A emoção de ir a um jogo da Copa de dois países que “te pertencem” é a coisa mais difícil do mundo! Tocava sambinha, eu sambava, gritavam Chi Chi Chi, eu respondia Le Le Le. É festa, é jogo, é o mundo olhando pra gente!

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O hino do Chile estava na ponta da língua e foi muito emocionante esse momento, apesar de um barulhinho chato que alguns torcedores brasileiros fizeram, isso só me fez cantar ainda mais alto e nada tirou a beleza de ouvir um dos meus hinos na voz emocionada de tantas pessoas e com tanta paixão. Em seguida, me juntei aos brasileiros e também cantei o seu hino com toda vontade. Inteirinho e sem errar. Depois de tanto sufoco, persistência e vontade, eu tava lá no Mineirão vendo tudo de pertinho.

O jogo… bom, acho que nem preciso contar né? Foi teste para cardíaco (quase morri várias vezes) e disputa por pênaltis é a coisa mais sofrida, tensa e nervosa do mundo. Apesar do resultado desfavorável para nós chilenos, foi lindo. E me orgulho a cada instante de la Roja, pela força, garra e fé, fé que nem eu tinha neles e me calaram a boca. E mesmo usando azul, branco e vermelho no meio de uma torcida verde e amarela, bateram palmas para mim quando cantei meu hino e me abraçaram quando o jogo acabou. Tudo junto e misturado. É Copa. E eu estava lá.

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Não poderia ter sido mais perfeito e tive o resultado ideal: minha primeira casa mostrando que é forte e a segunda casa continuando com o show. Ninguém saiu por baixo, foi lindo do início ao fim.

Gracias, Chile. E continue Brasil!

21
Jun 2014
Look de Frio!
Constanza, Diário de Viagem, Looks

Vim passar o feriado em Campos do Jordão esperando um mega frio. Não está tãaaaao gelado assim, durante o dia tem um solzinho gostoso e dá para usar apenas camiseta e jaqueta ou moletom. Já a noite esfria um pouco mais, mas fica gostoso kkk. Ah, eu gosto de frio… prefiro muito mais do que calor!

Ontem fomos passear no Amantikir, um lugar cheio de jardins super lindos, reproduz o estilo de vários países e tem até um labirinto vivo! Escolhemos ir lá pois está no Tripadvisor como a atração número 1 aqui em Campos.

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Lindo né? A entrada custa R$ 25 por pessoa mas vários hotéis tem desconto e o preço cai para 10 reais ;-) Então chegando lá não se esqueça de falar onde está hospedada.

Agora vamos ao look?

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Já falei que vou mudar meu nome para ConstanZara? Pois é: jaqueta, calça e bolsa da Zarita, bota Arezzo, camiseta Track & Field, óculos RayBan.

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É muito amor por essa jaqueta viu? Comprei em Londres mas acho que já tem dela por aqui! É naquele azul light super trend neste inverno.

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ADORO essa botinha! O ruim é que a calça embola um bocado então dobrei a barra um pouquinho a ponto de não deixar a meia aparecer. Nem ficou tão ruim né? rs

  • Gostei da mistura de azul com marrom, nem tinha pensado nesse look, usei por acaso e funcionou. O que acharam?
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