05
Sep 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Choronas! Temos casos novos!

Chora 01 – Fanta

Boa noite Constanza! Estou sofrendo porque levei um fora, ou seria melhor dizer dois foras?! rss  Achei seu blog quado procurava algo sobre como lidar com a indiferença do segundo fora…kkkkk

Deixa eu te explicar melhor:

Eu estava em um relacionamento há 10 anos com uma pessoa maravilhosa, mas muito diferente de mim, e eu faz tempo que venho num processo de mudança pra melhorar minha vida e situação financeira, pois bem, pra ele o importante é cumprir seu horário de trabalho e ter dinheiro pra tomar umas no fim de semana…às vezes, ou melhor, sempre, sentia falta de uma palavras gentis, umas surpresas, sabe, pra esquentar o romance e tals, mas não acontecia…

O relacionamento estava morno, estávamos mais para irmãos vivendo na mesma casa…rs

Acontece que, despretensiosamente, comecei uma conversa no whatsapp com uma pessoa que presta serviços aqui no meu trabalho, pra falar a verdade eu nem gostava dele, achava ele um “entrão”…rs

No começo falávamos apenas assuntos relacionados a trabalho, mas daí ele começou a me elogiar e tal…Falar coisas do tipo: “Porque você é assim desse jeito?” Perguntei: Que jeito?! Ele respondeu: “Eficiente, educada, despachada, inteligente (vou parar agora senão paro de trabalhar)” E como estava em um relacionamento morno, achei legal receber elogios de outra pessoa, me senti viva, pensei assim: “Opa, nem tudo está perdido, alguém ainda repara em mim…rs” Então, a coisa foi fluindo e melhorou até o meu relacionamento em casa… Só um parênteses aqui: ele também é casado e está junto da pessoa há, mais ou menos, uns 14 anos entre namoro, noivado e casamento…

Mas, como nunca fiz esse tipo de coisa (traição e conversas picantes no zap!), o meu marido desconfiou e, novamente como nunca fiz esse tipo de coisas, não tinha senha no celular, nem no zap e não apagava mensagens, portanto você deve imaginar o que aconteceu…ele descobriu tudooooooooooo…e me esculachou, terminou comigo e foi embora…fiquei arrasada…

Como o outro relacionamento extra já estava ficando bem sério, achei, iludidamente, que teria o apoio do cidadão em questão, pois o que ele falava da mulher e como estava o relacionamento deles e que me amava, enfim… Moral da história: Ele contou pra esposa e a esposa perdoou; ele disse que ama as duas, pode um negócio desse?! Depois desse “livro” eu só queria ter perguntar o que eu faço, pois me apaixonei pelos segundo cara, ou será apenas carência?

Amiga, pede “altas” e dá um tempo. E seja mais esperta… homem quando quer algo, ele fala que ama, que não vive sem, que é a mulher da vida, isso até conseguir o que quer e depois some. Bom, não vou generalizar, mas é bom sempre estar preparada para essa opção ainda mais quando aparece assim do nada e a gente está fragilizada por algum motivo. Infelizmente você caiu no conto do rapazinho sedutor e por estar em dúvida com seu casamento, deu muita corda e acabou se ferrando duplamente. Que vire experiência tá? Reseta a vida amorosa, refresca a cabeça e comece uma nova história.

 

 

Chora 02 – Coca

Oi Cony! Acho esse espaço aqui sensacional no seu blog e pra mim é um dos diferenciais.

Acho que nunca vi um chora parecido como o meu e tô precisando muito de ajuda…
Tenho 30 anos e namoro há 15. Pois é. Foi o primeiro homem da minha vida, nunca terminamos, nos damos muito bem. O grande problema é que ele nunca falou sobre casamento, nunca vi essa vontade nele.  Acontece que eu não aguento mais. Nós 2 somos servidores públicos, ganhamos bem, temos uma vida em comum, não existe nenhum motivo para não casarmos.
Todas as minhas amigas casadas, tendo filhos e eu, que fui a primeira a começar a namorar, estou exatamente no mesmo lugar.
 
Como eu percebi que casamento (igreja, festa, papel passado) é um assunto muito delicado pra ele (apesar de ser o meu sonho). Eu tentei outra coisa: morar juntos.
2 meses atrás eu dei um ultimato. Disse que ou a gente morava junto ou terminava o relacionamento. Ele me pediu um tempo pra pensar. Pois é. 15 anos juntos e ele me pede um tempo. Eu dei o tempo e viajei pra fora. Voltei 1 mês depois, fomos conversar e ele disse que ainda não sabia, que tem medo, mas que entre tentar e não tentar, é melhor tentar…Mesmo assim, quem está procurando apartamento sou eu, quem tá correndo atrás de tudo sou eu.
 
E eu não sei o que fazer. Às vezes fico pensando se apareceu outra pessoa, porque já percebi algumas reações diferentes nele de uns anos pra cá. Eu o amo muito, mas chega a ser vergonhoso saber que meu namorado está fazendo terapia pra ver se decide se casar comigo…
 
Alguém pode me ajudar?

 

Bruaaaaaca (chamo minhas amigas assim tá?) mas tá tudo errado. 15 ANOS E A PESSOA NÃO FALA EM CASAR? OS DOIS COM EMPREGOS ESTÁVEIS E GANHANDO BEM????? CASAR É SEU SONHO E VOCÊ ATÉ ABRIU MÃO DISSO POR CAUSA DA INATIVIDADE DO SEU NAMORADO????????? VOCÊ QUER MORAR JUNTO E ELE QUER PENSAR? E ELE FAZ TERAPIA PARA SABER SE CASA OU NÃO?

Pare, não me conte mais que estou ficando revoltada! Que múmia é essa??? Amiga, você não precisa mendigar isso dele não! Caramba, que cara mais inseguro, mais medroso, chamo até de covarde. Não é HOMEM não fia!!!! Desculpa se estou sendo rude, que ele possa ter os motivos dele e bla bla bla, mas com tudo o que você contou, não me resta outra a não ser achar ele um moleque mesmo. Nem vou gastar saliva falando para você ser paciente e esperar a terapia fazer efeito porque acho que depois de 15 anos, sem impedimentos e ele não toma atitude, é porque não vai tomar mesmo. E olha que humilhante… o cara fazer terapia para ver se te quer como esposa ou não!!! Ou seja, se ele resolver casar, nem vai ser por vontade própria! Jura que você precisa disso? Dá um susto nele, mas se prepare pro pior. Eu pararia de procurar apto (que folgado!!! É do interesse dele também, ou pelo menos deveria ser!), cruzaria os braços, não falaria mais no assunto e viveria uma vida de solteira. Sério. Tô muito revoltada.

 

 

Chora 03 – Sprite

Oi Cony, meu chora é sobre futuro/carreira/escolhas. Espero que vcs possam me dar uma luz!

Eu sempre soube que queria fazer uma faculdade, sempre gostei de estudar, e meu plano era: entrar com 17 anos, me formar com 21 ( já muito bem empregada) e no máximo até uns 25 eu estaria ganhando bem o suficiente pra ser independente.

SONHO MEU – e de todo mundo hahaha.

Desde o primeiro ano no ensino médio, eu vinha estudando pro vestibular sem nem saber o curso que eu queria fazer ( e isso só foi ser decidido perto da inscrição 3 anos depois), sabia que eu queria trabalhar com algo que impactasse as pessoas positivamente de algum jeito, e então no ápice as politicas socias implementadas pelo governo do PT, me inscrevi no curso de Gestão de Políticas Públicas, achando que era a profissão do futuro.

No 5º semestre, eu vi que aquilo não era bem o que eu imaginava, não tinha conseguido nenhum estágio na área ( afinal ninguém nem sabia que o meu curso existia, sou da 2º turma) havia trabalhado em um escritório de direito, e depois fui pro banco.

Tentei dar uma chance, larguei o emprego no banco, e fui pra área de acadêmica- que é pra onde a maioria dos meus colegas foi-  trabalhar mais diretamente com o que eu estudava, e fui selecionada pra atuar em um grupo de pesquisa. Foi uma experiência incrível, aprendi muito, mas ainda assim vi que não era pra mim. Admiro MUITO todo o trabalho que é produzido pelos pesquisadores, mas eu simplesmente não consigo.

Nessa altura, faltava 1 ano pra me formar e não ia largar o curso pq afinal de contas – eu nem sabia o que eu queria fazer, em qual curso ia entrar.

Desde pequena, fui criada ouvindo meus pais dizendo que eu venceria na vida se passasse em um concurso público e nunca mais precisasse me preocupar com ser demitida. Mas não concordo com isso.

Me formei em 4 anos de curso, me mudei pro Rio, pois vi que lá tinham ONGs, empresas, e mais oportunidades do que na minha cidade. Mas não rolou nada, e acabei indo trabalhar com vendas em uma start up.

E hoje, com quase 24 anos, geminiana com força, sem emprego, sem perspectiva, com uma faculdade que atualmente não me leva a lugar nenhum, sem saber que rumo tomar, sem saber que curso fazer em uma nova graduação, ou uma pós, sem ter grana pra viajar por 6 meses e dar um tempo, to me achando uma falida, fracassada, burra por ter desperdiçado 4 anos da minha vida, sem dons, e tudo de ruim.

Isso ta prejudicando meu namoro, minha auto estima, e a forma como eu ando enxergando a vida.

Gosto de fazer várias coisas, mas nada que me faça conseguir algum emprego com elas. Mando currículo pra mil lugares diferentes, já me inscrevi em programas de Trainee, to tentando não me acomodar, mas é muito difícil quando tu não está motivada.

A sensação que eu tenho é que todas as pessoas ao meu redor são bem resolvidas, felizes, bem sucedidas no trabalho e tudo é tranquilo.

Eu sempre quis ser independente, ganhar o suficiente pra ter a minhas coisas, viajar de vez em quando, e ter uma vida tranquila, sem muitas extravagâncias, e achei com 24 anos já estaria vivendo isso.

Todo mundo diz que eu sou nova e tenho muito pela frente, mas é muito difícil me enxergar desse jeito.

Não sei se alguém já passou por isso, mas espero que alguém possa me dar uma ajudinha!

 

Olha, antes de mais nada, essa sua percepção de que o mundo ao seu redor está bem resolvido, ganhando bem e feliz, não é verdade. TODO MUNDO tem problemas, e outra coisa, nunca se baseie na vida alheia. Isso só vai te deprimir ainda mais! Acho que o ideal seria procurar um coach para te orientar, mas isso custa dinheiro e acho que no momento não é viável… Mas assim que puder, faça. Realmente você é muito nova e ainda tem muita coisa para acontecer na sua vida. Não se desespere, tudo acontece na hora certa e no momento certo. E o seu tempo não é igual ao dos outros. Apenas fique atenta as possibilidades que aparecem para você, tente olhar as coisas como um todo, não fixe seu objetivo num ponto muito específico e esteja aberta para o que vier.

 

 

  • Tá aflita? Coraçãozinho apertado querendo um conselho? Não tem com quem desabafar? NÃO TINHA! Estamos todas aqui para escutar os Choras e tentar aliviar as angústias. Mande seu caso para constanza@futilish.com e no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO.  As meninas aqui são sábias nos conselhos!
10
Aug 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Gente, acho que não temos mais um dia fixo pro Chora né? Mas reparei uma coisa… quando tinha dia fixo, eu tinha que postar sim ou sim e as vezes EU não estava em um dia bom para aconselhar e os conselhos saiam meio tortos, secos, vazios… Percebi que para ajudar as pessoas, a gente tem que estar em um dia bom, com a sensibilidade aflorada, tranqüila. Hoje estou assim. Sentei para postar sobre moda mas me deu vontade de ler e ajudar alguns choras. Hoje é dia! Então vamos lá!

Chora 01 – Ilhabela

“Oi, Cony!

No comecinho do ano eu enviei um chora pra você (você postou como Ilhabela! rs). E hoje eu vim não pra um chora, mas pra agradecer (enviei um dm no insta há algum tempo, mas acredito que tenha muitas mensagens e não viu! Sem problemas, mando por aqui). 

Bom, não quero entrar em detalhes da cafajestagem que meu ex fez que me deixou em depressão duas vezes e piorou minha ansiedade, do momento mais difícil que passei na vida. Isso passou, isso é passado! 

Desde janeiro, muita coisa aconteceu: comprei meu carro, viajei com as amigas (e já vou fazer outras, uma delas pra sua terrinha natal!), fiz novas amizades, tô saindo horrores (e adoro), fiz sexo casual (santo tinder), arrumei um PA, estou saindo com uma pessoa super especial, mas o mais importante: estou cuidando e pensando SÓ em mim. Somente. Fiz a cirurgia íntima que queria (um alívio!) e neste exato momento estou te mandando este e-mail do hospital, pois hoje fiz minha mastopexia com silica (mais um super alívio! – lembra que falei do meu excesso de pele?). E eu não poderia estar mais contente e feliz comigo mesma! Tô leve, tô irradiante. Não curto espalhar felicidade por aí, a inveja é dominante, mas queria te passar esse feedback pois achei necessário. Eu cheguei a estar abaixo do fundo do poço, e quando tava me reerguendo (mas ainda com muitas cicatrizes das situações que ocorreram anteriormente), resolvi mandar aquele chora. O espaço que você deixa no seu blog é mara. E como você é uma pessoa do bem, aparecem só leitoras maras e do bem também! Li os comentários de coração aberto e bati o martelo de vez: esse ano eu vou pensar em mim e vou fazer sim, tudo por mim. E tá sendo assim. 

As cirurgias não são só estéticas: é a minha estima, minha insegurança, minha felicidade que estavam conectadas à elas. E isso mudou demais. 

As saídas, os boys, são por mim, fui podada por mais de uma década, me descobri como pessoa agora (e mais ainda, uma pessoa adulta e solteira! rs). A terapia é minha melhor amiga e não pretendo deixar mais. Os remédios que o psiquiatra passou já estão sendo cortados e eu estou por mim mesma. 

Enfim, espero que todas as pessoas que já mandaram o chora por aqui tenham absorvido os comentários da melhor maneira, de mente e coração abertos pra poder realmente receber a “ajuda” necessária e tentar mudar o que incomodava. 

Obrigada, Cony. Obrigada leitoras. 

Beijo grande e com muito carinho”

MEU DEUS QUE COISA MAIS LINDA! Ilhabela minha linda, vem cá me dar aqueeeeele abraço! Meu olhos encheram d’agua aqui de saber o quão bem você está e mais ainda saber nós tivemos uma parte na sua felicidade! Menina, é isso mesmo, seja você por você, faça o que te faz bem, não se culpe por dizer não a algo que não te agrada, viva a vida em sua plenitude, os anos passam tão rápido e depois não tem volta. Seja livre, seja gata, seja gostosa, seja leve, feliz, tudo isso para VOCÊ! Temos que pensar que somos nossa melhor companhia e ninguém quer alguém triste ao lado né? Fico muito, mas MUITO feliz por você, e espero de coração que sua recuperação, seja física e de alma, se concretize rapidinho. Obrigada por voltar e nos contar sua reviravolta. Somos donos da nossa vida e é maravilhoso quando resolvemos tomar as rédeas e seguir pelo melhor caminho. PARABÉNS! (O Chora da Ilhabela foi publicado no começo do ano, segue o LINK para quem quiser ler!)

 

 

Chora 02 – Jeri

Então, eu namorava um carinha e fiquei a fim de outro na faculdade.. Terminei com o boy e fiquei com o outro, mas logo o antigo namorado pediu para voltar e eu aceitei. Uns dois anos se passaram e voltei a me aproximar do cara da faculdade. Terminei novamente o namoro que na verdade já tinha se acabado há tempos e comecei a namorar com o menino que era da minha sala. Passei um ano “namorando escondida”, não apresentei ele aos meus pais porque sempre dava a desculpa que ainda era cedo, já que tinha acabado de sair de um relacionamento. No início do namoro eu era muito imatura, fazia questão de brigar por qualquer coisa, etc. Com o passar do tempo (para ser mais exata, com 2 anos de namoro), coloquei na minha cabeça que era a hora de casar. Fiz do nosso relacionamento um inferno insistindo com ele que deveríamos dar esse passo adiante, ele sempre me “prometia” para o ano seguinte mas nunca cumpria. Com isso várias brigas aconteceram, por minha culpa, eu sei. Hoje enxergo que eu agi errado e fiz pressão em algo que realmente era muito cedo. Só que esse assunto acabou se tornando um tabu entre nós. Hoje já temos 5 anos de namoro e nada desse papo entre nós. Não fazemos planos, ele não fala nada e nem eu, porque sei que errei lá atrás. Apesar disso, tenho uma enorme vontade de casar, construir uma família e tudo mais, porém as vezes fico com medo de imaginar quanto tempo mais essa espera vai durar. Hoje tenho 25 anos, sou formada, tenho um trabalho legal, ganho bem e ele também. Temos condições financeiras suficientes para dar início a essa nova fase da vida e pais que nos ajudariam ($$) no que fosse preciso. Como se não bastasse isso, ao mesmo tempo que morro de vontade de casar, fico imaginando como será a vida dos meus pais. Sou filha única e meus pais são aquele tipo de casal que só está junto por conveniência. Não saem, não namoram, não se curtem, ou seja, não se amam. Meu pai sempre foi um ogro, ignorante e agressivo (só de palavras, nunca chegou a agredir) com a minha mãe mas ela sempre se sujeitou a isso. Fico pensando como será a vida deles quando eu sair de casa, imaginando o tédio que será e o quanto vai ser dolorido para  a minha mãe passar a viver sozinha com ele. 

O que eu faço, Cony? Converso com o boy sobre casamento? Será que assustei tanto o rapaz a ponto dele nunca querer se casar comigo? E quando eu tiver que sair de casa, o que faço com meus pais? Só de pensar nisso já fico com o coração partido. Um lado meu morre de vontade de construir minha própria família, já o outro não querer largar os pais (principalmente minha mãe) de jeito nenhum. Até mesmo as vezes quando saio ou viajo, fico triste por ter que ficar longe da minha mãe, sinto como se eu fosse o alicerce dela. 

To confusa, me ajuda!

Você está totalmente sofrendo por antecipação! Primeiro que não tem casamento a vista, isso é só na sua cabeça. Segundo que está IMAGINANDO como seria quando sair da casa dos seus pais. Nenhuma das duas situações são reais, concretas ou em vias de acontecer. Acho que antes de mais nada, você deveria relaxar quanto ao assunto casamento. Isso tem que ser algo natural! Tudo o que é forçado, não é herdeiro. Você tem que observar sim, se ele tem esse objetivo também, se ele tem essa vontade. Se achar que ele tem e é questão de tempo, e você o ama o suficiente para esperar, espere. Mas se ele fala que não quer casar, fala contra o casamento dos outros, se mostra numa posição contraria, melhor repensar o namoro pois os dois estariam olhando para caminhos diferentes e ninguém está para perder tempo. Sobre seus pais, os filhos crescem e saem de casa. É o rumo natural das coisas, eles fizeram isso com os pais dele. Você tem que pensar em sua vida, nas suas vontades. Você casar não significa que seus pais deixarao de existir para você ou que você vai desaparecer da vida deles, é apenas um momento de ajuste. MAS, como nenhuma dessas preocupações são concretas, relaxa… aproveite o namoro e o colo dos pais enquanto pode.

 

Chora 03 – Pipa

Estou precisando muito debater um assunto (que nunca foi tratado aqui), que está me deixando bem indecisa.

O assunto é: mudar o nome para acrescentar o sobrenome do marido no casamento.

Vou me casar no final do ano e não gostaria de mudar meu nome. No entanto, meu noivo gostaria MUITO que eu mudasse e fica extremamente chateado/contrariado por eu não querer mudar. Já tivemos várias discussões nesse sentido e nunca conseguimos convencer um ao outro. Nas discussões, sempre concluímos que: de uma forma ou de outra, um dos dois vai ficar muito contrariado e vai “engolir” essa chateação. Eu sei que o nome é meu e a decisão é minha, mas eu não queria que meu casamento começasse com essa desavença. Gostaria de ter uma forma mais amigável de solucionar essa impasse, sem que seja uma simples imposição minha de que “não mudo e pronto”. O argumento do meu noivo é que a família precisa ter um nome e que fica estranho e “desconectado” o casal com sobrenomes diferentes. E que eu acrescentar o nome dele não representa submissão. Por outro lado, eu não quero justamente por achar que é um representação da sociedade machista. Além de gostar do nome que tenho desde que nasci, sem contar o trabalho que dá para alterar os documentos.

Enfim, esse tema já deu muito pano para manga entre nós e não conseguimos nos acertar. Fico aflita de pensar que está chegando a hora de marcar o civil, quando vou ter que tomar a decisão de uma vez. Por favor, gostaria muito de saber a sua opinião e das leitoras, e ver se alguém já passou por situação semelhante.

Obrigada! Amo muito o blog e a interação que temos por aqui. 🙂

Menina, acho que aqui vou pedir ajuda das leitoras porque meu conselho seria meio vazio por falta de conhecimento ou experiência. Nunca casei, já fui noiva duas vezes mas nunca pensei sobre esse assunto. A única coisa que penso é na trabalheira de mudar os documentos e depois se separar, mudar tudo de novo. Eu não mudaria meu nome somente por causa disso. Quanto ao lance da submissão ou machismo, nem vejo assim… até concordo com seu noivo sobre a família ter uma conexão pelo nome, mas sinceramente, jamais pensei por esse lado… Acho que hoje em dia até ele pode pegar seu nome não??? O que vocês acham leitorinhas lindas?

 

  • Tá angustiada, aflita, coraçãozinho apertado com alguma situação? Manda pra gente que faremos uma terapia em grupo! Mande seu caso para constanza@futilish.com, no assunto colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO, e tente ser resumida na história tá?
12
Jul 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Choras antigos, mas eu fui relapsa e deixei a tag um pouco de lado. Às vezes pesa, mas voltamos!

Chora 01 – Kate

Olá Cony,
Meu nome é Kate, tenho 25 anos, sou bonita (se eu não achar que vai me achar não é mesmo? rs), sou gerente de uma loja, ganho suficientemente bem pra viajar, ter meu carrinho, me vestir bem e ser uma parceira “colaborativa” rs
Meu chora é o seguinte: Nunca namorei! Mas o que pega não é nem o fato de eu nunca ter namorado, e sim pq eu nunca dei certo por mto tempo nem ficando com alguém! Eu sou tipo de pessoa que divide a conta, topa uma cervejinha durante a semana, não sou encanada com nada e aceito as pessoas como elas são! E TODOS os caras que eu saí simplesmente me largaram sem motivo aparente, de mtos deles eu não ouvi um simples tchau! Mtos não queriam namorar, me largavam e TCHÁ: 1 mês depois estavam namorando outra! Juro que ja pensei que esse meu jeito de querer dividir a conta, buscar o boy em casa caso ele não tenha carro e outras regalias mais me atrapalhassem de verdade! Mas poxa, é meu jeito, me sinto meio sanguessuga de sair montada na carteira do cara…
Já ouvi conselhos de amigas pra eu parar de ser trouxa, que o cara tem que bancar tudo mesmo pra se sentirem dominadores!
Eu sei que a culpa não é minha e alguém vai me aceitar do jeito que eu sou… mas é que ja fora taaantos acontecimentos como esse que as vezes bate uma deprê e aquela sensação de que vou ficar sozinha pra sempre! Me ajuda Cony, o problema está em mim ou é meu dedo podre que é vitalício?

Me identifiquei um pouco com você pois meus amigos também me acham meio “trouxa” em relacionamentos amorosos. Também sou dessas que sou super boazinha, tento agradar, topo programas que as vezes nem tô querendo só pra acompanhar, faço todos os favores que me pedem, enfim… Não sei se isso é bem um defeito mas uma amiga uma vez me disse: “homem gosta de ser o provedor, ou pelo menos pensar que é. A mulher tem que deixar ele achar que ele manda e que tem o controle da situação. Temos que ser inteligentes e seguir o jogo.” Bom, eu não sei jogar e me ferro algumas vezes rs. É coisa de essência e sei como é difícil mudar isso, falta esperteza e maldade na arte de se relacionar mas juro que tenho preguiça de tentar mudar isso e aposto que você também. Mas uma coisa é certa, quanto mais a gente se importa, menos eles valorizam, pelo menos no início! Ah outro conselho, agora da minha mãe: “com os homens, tem que ser indiferente“. Tomara que os crushs não me leiam hahahaha

Chora 02 – Tory

Oi Cony, tudo bem? Vamos então ao que interessa: Meu marido é muito frio comigo e isso me incomoda e causa brigas monstras a cada dois ou três meses, a partir das quais eu só pioro da depressão e muitas vezes me corto, o que faz ele brigar mais comigo e dizer que eu sou uma burra, uma criança, etc. A gente mora junto há 4 anos e casamos na igreja recentemente. Ele sempre foi mais sério na profissão e eu sempre entendi isso porque a profissao exige, mas na vida pessoal ele também tem muita dificuldade pra ser carinhoso e me dar atenção, acho que é porque ele é órfão de pai e mãe, mora sozinho desde os 13 anos e ficou 5 anos preso injustamente. Ele demonstra o amor dele limpando a casa no fim de semana, pedindo comida gostosa pra nós comermos junto, cozinhando pra nós, me incentivando a estudar pra ser juíza, me levando de carro pra todo lado que eu preciso por que eu não dirijo, me ajudando com minhas dietas loucas, me obrigando a ir no médico quando não quero, etc. Ocorre que isso na maior parte do tempo me basta, mas volta e meia me faz muita falta umas palavras carinhosas, uma flor, uma surpresa, um bilhetinho, uma mensagem no meio do dia, sabe coisinhas pra cultivar o relacionamento? Eu sempre fiz tudo isso, mas ultimamente não tenho feito mais, por que tudo sempre vinha só da minha parte, ele nada e eu estou cansada de ficar no vácuo. Quando eu vou tentar conversar sobre isso com ele está feita a briga, porque ele já fala que eu não reconheço nda que ele faz pra mim, que ele tá sempre errado, que eu nunca estou contente com ele, resumindo, dá um pití e não conseguimos conversar sem brigar e eu acabar chorando. Alguns dias antes do casamento quase fui embora de casa por causa de uma briga dessas.Tudo sempre acaba comigo chorando, ele se sentindo culpado e falando que ele é desse jeito e que ele faz tanto por mim, mas eu insisto em querer que ele escreva cartas e essas coisas que ele não faz. Eu amo ele, não quero deixar ele nunca, nos damos muito bem, temos os mesmos objetivos e visão de mundo, mas ele ser tão frio me incomoda muito, poxa, será que é muito pedir um carinho? Eu tenho depressão e faço acompanhamento com psiquiatra, tento ver o lado positivo das coisas e me contentar, mas é difícil. Também não quero mais ser a empática, a maleável, a que cede todas as vezes. Eu mudei muita coisa pra me adaptar a ele, dentre elas controlar meus rompantes de falta de raiva (por conta da depressão com espectro de bipolaridade) e minha mania de querer estar sempre certa. Por que ele não pode fazer o mesmo?  Agora estamos bem, mas sei que ainda virão muitas brigas sobre isso e não quero me separar por isso, mas também não aguento mais essa situação. O que eu faço? Me ajuda!

Menina, pesado isso. Dos dois lados, mas deixa eu te falar uma coisinha… nem sempre dá pra ter tudo na vida. E pelo que você nos contou, o comportamento do seu marido é completamente compreensível por tudo o que ele passou. Tenta ser compreensiva também… tudo o que ele faz para e por você é uma forma de demonstração de carinho, é a maneira que ele sabe mostrar que se importa com você. Não force as coisas, deixa acontecer naturalmente, e pensa um pouco no lado dele também… é difícil conviver com alguém com depressão, ainda mais da forma que você contou que é… Você também não deve ser fácil miga… seja leve, seja companheira. E será que você realmente resolveu sua mania de estar sempre certa e os rompantes de raiva? Pense com carinho, olhe para dentro de si mesma antes de cobrar algo dos outros.

Chora 03 – Diane

Olá Cony, nem preciso falar o quanto gosto do seu blog. Mas lá vai meu chora!
Minha mãe engravidou cedo (pra mim é muito cedo), ela tinha 19 anos e cabeça de 14. Ela namorava há 5 anos, estava apaixonada e eles “resolveram” ter um filho juntos, meu avô que tem a mente do tamanho de um amendoim fez eles casarem, não queria um filho sem pai dentro de casa. Pois bem, casaram e ficaram: 20 DIAS CASADOS! Pasmem!!! Ela quis voltar pra casa mas meu avô não deixou, então foi morar com a minha avó (meus avós eram separados).
Minha mãe ficou péssima, sofreu durante toda a gravidez, ficou frágil e “sozinha”. Nessa época ela trabalhava numa empresa e tinha um colega de trabalho legal e que gostava dela. Ela o chamou pra ser meu padrinho e começaram um relacionamento, ele me assumiu como filha, mas eu já era registrada no nome do “pai” biológico. Ele e toda família dele sempre me amaram e me deram tudo que sempre pude querer, boas escolas, plano de saúde, brinquedos, cursos, viagens, uma boa casa e amor, meu avô então… Nem posso dizer, ele morreu quando ainda era criança, mas era um amor incondicional por mim, que nem neta de “verdade” era.
Um pouco depois eles tiveram meu irmão e mesmo assim sempre tivemos tratamento igual, meu pai nunca tratou meu irmão melhor por ele ser filho biológico. Nós tínhamos tudo que o dinheiro podia comprar, mas no fundo, desde criança, sempre soube que minha mãe não era feliz, nunca foi. Ela sempre foi apaixonada pelo meu pai biológico, eles me contaram a verdade quando tinha 7 anos, mas sempre senti que já sabia disso, no começo minha mãe me “culpava” por ele não ter voltado pra ela e ela tinha um ciúme doentio por ele, quando soube que ele tinha casado de novo ela ficou louca. Eu só o vi uma vez em toda a minha vida e não lembro rosto dele, mas lembro de cada detalhe daquele dia, mesmo eu sendo muito pequena, minha mãe me levou e ele foi com a esposa. Lembro que no fim do encontro, quando estávamos indo pra casa, minha mãe brigou muito comigo, ela gritava, andava na frente na rua e eu pequena ainda, chorava copiosamente enquanto ela dizia pra eu parar, porque meu pai não ia me perguntar o motivo do choro. Durante muitos anos pensei em todas as palavras duras ditas por ela em relação a ele, em compensação, ela sempre deixava claro que eu podia procurá-lo se quisesse (muito contraditório, né?!).
Depois de adulta entendi minha mãe e a vida que ela teve, não a culpo por nada e sei todos os sacrifícios que ela fez por mim, ela ficou mais de 20 anos num casamento infeliz para que eu tivesse uma boa vida.
Hoje tenho 26 anos e meu pai biológico NUNCA me procurou, nem em aniversário, Natal, nem nada. Soube que ele tem mais duas filhas, são crianças ainda e sinceramente nunca senti vontade de ir atras dele, sempre tive pai e ele foi/é muito bom pra mim. Mas ultimamente essa curiosidade cresceu dentro de mim, eu nem sei como é o rosto dele, não tenho ou vi na vida uma foto dele, se encontrei com ele na rua, não soube quem era. Algumas pessoas, inclusive minha mãe dizem que eu pareço com ele, mas eu não sei!
Nos últimos meses me peguei procurando redes sociais e informações sobre ele, achei o facebook, mas não tem fotos e sempre penso se devo adicionar e dizer: oi, sou eu, sua filha! Gostaria de saber porque ele não me quis, porque ele gosta de ser pai das outras filhas, mas não quis ser o meu.
Do outro lado penso nos meus pais, no quanto posso magoá-los com essa atitude, será que devo ir atras desse homem? Devo mexer nessa história adormecida? Ou devo apenas agradecer por tudo que tive e seguir meu caminho?
Alguém já passou por isso?
Obrigada!

Lembro de um caso parecido aqui no Chora… Acho assim… curiosidade, claro que você deve ter. Eu também teria. MAS não faria nada por “baixo dos panos” sabe? Justamente para não magoar seu pai e sua mãe. Se realmente quiser encontrar com seu pai biológico, antes de mais nada, muita conversa em casa para explicar o porque dessa vontade. E outra coisa, não acho que você deva confrontar seu pai biológico e querer saber porque ele não te quis. Eram dois jovens, pelo visto, inconsequentes, sabe-se lá o que aconteceu e passou na cabeça dele também. As vezes ele também quer te conhecer mas pode ter culpa, vergonha, a mulher atual pode proibir, enfim… muita coisa pode estar acontecendo do lado de lá também. Se você pensa nisso todo santo dia e te perturba, vá atrás, pessoalmente (nada por redes sociais) mas sem cobranças nem nada, apenas para conhecer e ver o rosto dele. “Me falaram que eu parecia com você, queria saber se era verdade.” Assim. Leve, tranquila, em paz. 

 

  • Ai que eu tava com saudade do Chora também! Vou responder mais alguns e abro novamente para emails ok?
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