02
May 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Que babado confusão e gritaria que foi o último chora hein? Até desisti de ler os comentários e aprovei tudo rs.

Gente, deixa eu falar uma coisa para vocês… quando alguém me manda um mail pedindo a MINHA opinião, eu dou. Opinião não tem certo ou errado, é opinião e se a gente não concorda, não bombardeia o outro, mas dá a sua e a defende ou fica calado e xinga mentalmente. Ponto. Sobre o fato de eu ter sido mais seca e direta… sou assim! Sempre respondo os choras pensando como responderia para uma amiga e não é isso que faz a diferença?? Se acho que precisa de chacoalhão, ele será dado. Se acho que precisa de um abraço e um beijo, também será dado. E só faço isso com quem me pede ajuda. Não passo mão na cabeça de ninguém se acho que não deve. Poderia ser mais meiga, suave, política? Poderia, mas não seria eu. Enfim, acho que as pessoas pedem opinião querendo ouvir as delas saindo da boca dos outros. Não é assim, só acho.

Vamos aos choras de hoje!

Chora 01 – Gucci

Olá Cony, tudo bem? Pensei muito antes de escrever para o Chora, porém acredito que alguém possa estar passando por uma situação similar e quem sabe me ajudar a clarear as ideias. Tentarei ser o mais breve possível.

Tenho 25 anos, sou formada em Direito, trabalho em uma repartição pública e ganho razoavelmente bem. Para entender o contexto, preciso voltar alguns anos. Sou a caçula, tenho dois irmãos bem mais velhos apenas por parte de mãe. Ambos sempre tiveram tudo, pois meus pais tinham uma condição financeira bem estável (aposentados, com casa própria): os melhores colégios, carros, apartamentos mobiliados, faculdade (que inclusive não terminaram não por falta de grana, mas por gastarem o dinheiro da mensalidade com festas, mulheres, roupas, etc.).

Até então, eu não era nascida. Após um tempo, ambos casaram e constituíram suas famílias. O mais velho levou um pé na bunda da ex esposa e perdeu tudo mas se virou bem sozinho e formou nova família.
O do meio foi praticamente a mesma coisa, entretanto envolvendo traição da ex esposa e a alienação parental, fazendo suas filhas não quererem mais o ver. Devido a tudo isso, minha mãe o acolheu em casa, mas como estava sensível e magoado, entrou para o mundo do álcool e dos jogos.

Um adendo importante: na época em que era casado, ele e minha mãe abriram um negócio em sociedade, então ela forneceu uma procuração com amplos poderes. Mesmo vendendo tal negócio, esta procuração nunca foi revogada.

Ele não tinha emprego e vivia as custas de nossa família. Um dia, recebemos uma intimação para desocuparmos a casa pois ela havia sido vendida. Nunca entendi direito essa história pois eu era uma criança entrando para a adolescência e sempre era poupada desses papos.

Anos depois, ainda morando conosco, mas em uma casa alugada, bem humilde, de madeira, pequena em que nem quarto eu tinha pois cedi a ele, descobri que ele havia apostado nossa casa em um jogo e perdido, podendo vender ela por causa daquela procuração.

Isso me revoltou de uma forma impressionante, pois tudo o que meus pais conquistaram foi perdido por irresponsabilidade dele!

Nossa vida até o presente momento era: minha mãe sem trabalhar e doente (depressão e problemas cardíacos), meu pai com quase 70 anos trabalhando no pesado (soldador de máquinas industriais), meu irmão vivendo de bicos e não ajudando nada em casa (gastava todo o dinheiro em bebidas, farras, jogos), eu como estagiária. Somado a isso, aluguel, contas básicas e minha faculdade.

Do nada, meu irmão arrumou um emprego, uma esposa e saiu de casa. Ficamos aliviados, de certa forma. Aliado a isso, meu pai foi demitido e era impossível pagar todas as despesas com a aposentadoria deles e meu salário de estágio. Quase tranquei a faculdade, pois ou era pagar o aluguel ou a faculdade, mas consequentemente perderia o estágio.

Por sorte, uma semana depois do meu pai ser mandado embora, fui efetivada a funcionária e com um salário que podia cobrir as despesas de casa. Para facilitar, fiz o FIES e concluí o curso.

Ao mesmo tempo de tudo isso, meu irmão comprou uma casa na praia e resolveu se mudar para lá. Nunca cogitou devolver o dinheiro a meus pais. Nunca ofereceu ajuda mesmo sabendo de toda a nossa situação difícil.

Eu e meus pais nos mudamos para outra casa, um pouco mais cara, porém com uma estrutura melhor e mais segura. Até conseguíamos nos manter no início, mas além das despesas aumentarem, principalmente com medicação para ambos, minha mãe fez alguns empréstimos para cobrir gastos e se atolou em contas.

Em meio a toda essa tempestade, conheci o meu atual marido, do qual não posso falar absolutamente nada. Sempre me apoia e me incentiva. Ele também passava por algumas dificuldades e então resolvemos que ele iria morar conosco, virando assim marido, rs e juntando nossas rendas. Melhorou razoavelmente nossa vida, mas aí chegaram alguns problemas a mais.

Meu irmão decidiu vender a tal casa na praia e voltar para a cidade, já que quando abriu um negócio lá, não deu certo, faliu e perdeu muito dinheiro. E ainda sim pedia ajuda para nós, mesmo tendo casa própria. Como disse, conseguimos nos virar, mas sempre temos que optar por quais contas pagar no mês.

Não que eu não ache justo ele reconstruir a vida dele, mas se estamos na merda hoje é por conta dos erros dele. Acredito que a lei do universo vai agir, aliás, já está agindo, mas ainda assim guardo uma mágoa absurda dele, o que me faz transparecer que sou fria e antipática. Convivemos bem nos almoços de domingo, mas nada me tira esse sentimento de raiva, indignação e impotência.

Além de tudo isso, vem o ponto principal do meu chora: me sinto estagnada na vida. Não posso fazer uma pós, cursos, nem ter minha própria casa pois sustento meus pais e não sobra dinheiro. Mesmo guardando, sempre aparece alguma emergência. Não reclamo disso, de os sustentar, mas tenho certeza que se eles ainda tivessem a casa própria, poderiam viver a velhice com tranquilidade e com suas aposentadorias. Fora que sou a única irmã que os ajuda. A única que “cumpre seu papel de filha”.

Como mencionei, minha mãe ficou doente por causa de toda essa história, então sempre estamos em um pé de guerra. Tento ser o mais calma possível, entendo que ela é uma pessoa doente, mas vivemos brigando por falta de dinheiro. Assumi algumas dívidas dela, acabei fazendo algumas e estou com parcelas de contas bem altas. Fiz uma projeção de gastos com meu marido e até dezembro desse ano quito algumas contas. Sobraria um dinheirinho.

A partir disso, contei para minha mãe meus planos de, a longo prazo, morar apenas com meu marido. Além de não compreender que é daqui 1 ano, 1 ano e meio, pois precisamos nos estabilizar e quero os ajudar financeiramente, ela enfiou na cabeça que eu quero me livrar dela e do meu pai, que eles são “um peso morto”, “inúteis”, “que eu os carrego nas costas”, e decidiu procurar uma casa para alugarem, que dariam um jeito e que era para eu viver minha vida com meu marido. O que me deixa de mãos atadas é que apenas com a aposentadoria dos dois, é impossível alugar uma casa (por menor que seja), pagar as despesas básicas, medicamentos, etc. e eu não posso ajudar em nada agora por falta de grana.
Ela é teimosa, afoita, dramática e ansiosa por causa da doença, então brigamos bem feio por causa dessa interpretação errada do que eu disse. A longo prazo para mim é a curto prazo para ela. E ainda ela insiste que quem deu a ideia de eu “os abandonar”  foi meu marido, o qual ela “acolheu como filho e o apunhalou pelas costas, que ele está comigo porque ganho mais e ele quer me usar para se acomodar e ser um sanguessuga” (palavras dela).

Consegui (não sei como) tirar da cabeça dela a ideia deles se mudarem, mas ainda sim ela olha meu marido com indiferença. O trata bem, com educação, mas o olha com um ar de julgamento e tem esse pensamento equivocado dele. Em tudo o que ele pode ele me ajuda, mesmo que ele precise deixar de pagar uma conta dele para me dar o dinheiro. Ele nunca me negou nada!

A convivência está complicada e pesada em casa. Não sei o que fazer. Não sei se realmente seria um “abandono” que eles seguissem a vida deles. Não sei se foi certo a fazer desistir de se mudar. Ao mesmo tempo que sinto que eles precisam de mim e que nunca eu os deixaria na mão, me sinto impotente e estagnada por não conseguir construir minha própria vida e ter que os ajudar sozinha, sem nenhum outro irmão se oferecer para nada.

Me sinto horrível, um monstro por cogitar dar um fim nisso tudo e cada um ir para um canto de uma vez. Não sei se eles passariam por dificuldades, mas me sinto presa. Pode soar egoísta, mas não consigo seguir minha vida por conta deles que estão pagando um preço alto por um erro do meu irmão.

O que eu posso fazer Cony e leitoras? Me ajudem, iluminem meu caminho.

Obrigada por lerem esse textão, mas como disse, fui o mais breve possível e cortei muitas coisas.

Li TUDO! É um caso e tanto e imagino sua angústia… Só me perdi em uma coisa, cadê seu irmão mais velho??? Ele também deveria ajudar e dividir as responsabilidades com você já que o do meio é um caso perdido. Não acho nada errado você seguir sua vida, ter suas coisas, formar sua família, ter sua casa, mas ao mesmo tempo imagino a situação da sua mãe que te vê como um porto seguro, já que foi você que sempre esteve por ele e aguentou todos os perrengues. Coloque na sua cabeça que você não vai abandonar seus pais e tente mostrar isso para ela. O fato de você sair de casa não significa que ele deixarão de existir para você. Muito pelo contrário, acho que te dará uma visão ainda melhor da situação e abrir sua cabeça para saber como agir e decidir. Também sei que pode soar egoísta mas o filho é DELES, ele que aprontou e você ajudou até onde conseguiu. Dói tomar uma atitude dessas? Dói, mas até quando você vai pagar pelos erros do seu irmão? Como te falei, você não vai abandonar seus pais, você vai é ter sua vida da mesma forma que cada um deles escolheu ter. Converse com sua mãe, uma vez, duas vezes, várias vezes. Aos poucos, demonstre com atitudes também que você sempre estará lá por eles, mas agora precisa de ter um respiro.

Chora 02 – Hermes

Namoro há 1 ano com um cara maravilhoso. Ele sempre diz que me ama, que é muito feliz, que eu faço muito bem a ele.. até aí tudo ótimo.
A questão é que, antes de namorarmos, ele ficou 8 anos com outra mulher. Chegou a ser noivo e tudo, ia casar no ano passado. Terminaram e depois de 5 meses nos conhecemos melhor e começamos a namorar.
Eu não sei por quais razões eles terminaram, só sei que ele não quer ter nenhum contato com ela ou a família dela.
Pois bem, nós moramos em bairros distantes e a ex mora perto dele. Esses dias, a irmã dela ligou pra ele para conversarem, e disse que ela terminou o namoro dela com um outro cara. Ele me disse que não teve nada demais, só conversaram sobre coisas da vida mesmo, e nem tocaram no assunto da ex (exceto por essa informação).
Mas aí isso ficou na minha cabeça… fui fuxicar nas redes sociais e vi que ela excluiu todas que tinha (facebook, instagram). Me bateu uma insegurança sabe… fiquei pensando que ela pode estar tentando entrar em contato com ele, tentar uma reaproximação, sei lá… eles moram perto, vai que ela o procura durante a semana? Já vi algumas mulheres doidas que não conseguem fazer a vida andar e vão atrás do ex, tentando alguma coisa.
Estou com tanto medo, tão insegura! Não sei  que eu faço, se falo com ele, se pergunto alguma coisa, se deixo pra lá… confio nele, mas to com a pulga atrás da orelha, só por causa dela. Tenho medo dele me deixar pra reatar com ela.
 
Me ajuda Cony!

Miga, não perca seu precioso tempo imaginando coisas. Ela pode estar indo atrás dele? Pode. Mas também pode ser que não. Confie em VOCÊ! Apenas isso. E por favor, não deixe transparecer a insegurança. Observe, fique de olho, mas não deixe que essa desconfiança altere seu comportamento com seu namorado. Ele está com você e é isso que importa. Agora me conta uma coisa… você estava junto quando a ex cunhada ligou pra ele? Ou ele que te contou??? Porque se foi ele que te contou, era uma informação desnecessária né? Pode estar querendo criar ciuminho em você. Seja mais do que isso, ignore e trate esse assunto como bobagem.

 

Chora 03 – Chanel

Oi, Cony! Acompanho o blog há anos e já li muitos conselhos sinceros seus e das outras leitoras no Chora, então quis mandar o meu dilema pra ver se alguém já passou por algo parecido e pode me ajudar.
Minha mãe é uma mulher bem tradicional, católica, mas é incrível, sempre fez de tudo pra mim e minhas irmãs, nunca nos faltou nada, tanto no aspecto financeiro quanto no emocional. De uns anos pra cá, porém, eu tenho mudado muito… Conheci o feminismo, entrei na faculdade, o que abriu muito minha cabeça pra realidades diferentes da minha (que sou bem privilegiada), comecei a questionar premissas que antes eu sequer enxergava, enfim, hoje em dia, com 22 anos, tenho formado opiniões próprias e tomado decisões que nem sempre agradam minha mãe.
Acontece que ela quer impor as crenças dela como verdades absolutas, e se eu opto por algo que não corresponde às expectativas dela (mesmo que não seja uma opção ruim, apenas não é o que ela esperava), ela fica duvidando que vai dar certo ou brigando comigo porque eu escolhi algo diferente do que ela escolheria, como se o fato de eu tomar uma decisão no que tange à minha vida fosse uma afronta a ela… Ela tenta controlar certos aspectos da minha vida que já não é mais possível ela intervir, como com quem eu devo me relacionar, qual âmbito da minha vida devo dar prioridade, mas o que mais me incomoda é que ela não apoia a opção que fiz pra minha carreira, que é ser defensora pública, porque ela acha um absurdo defender “bandido” e que eu não sei o que eu estou fazendo.
Eu entendo que boa parte disso é preocupação, mas ultimamente tem se tornado algo desproporcional, porque TODAS as minhas decisões são questionadas por ela, na visão dela, o meu jeito de fazer as coisas sempre vai dar errado e o dela sempre vai ser melhor, ela quer impor a decisões dela em tudo que eu faço, mesmo eu já tendo uma relativa independência financeira… Pra citar um exemplo, às vezes eu quero sair pra jantar com meus amigos depois de uma semana inteiro estudando, trabalhando, etc, e ela briga comigo por isso, querendo decidir por mim se eu estou cansada ou não, ou então falando que ela não quer que eu saia, simplesmente pra fazer “braço de ferro” e mostrar que é ela quem ainda manda em casa, porque sabe que eu não vou querer me indispor e vou acabar respeitando a imposição dela.
Isso está dificultando nossa relação e convivência, que antes era muito boa… Estou achando que ela ainda não conseguiu se adaptar ao fato das filhas terem crescido e que a opinião dela, apesar de ser muito importante pra nós, não é mais a palavra final para tomarmos uma decisão. Mas sempre que tento um diálogo, ela não quer escutar, diz que não vai mudar o jeito dela, que enquanto eu morar na casa dela eu vou ter que me conformar (e eu ainda não tenho condições de sair de casa e ir morar sozinha, então isso não é uma solução) e também fica dizendo que eu acho que ela é uma mãe ruim, sendo que eu nunca disse e nunca pensei isso.
Enfim, me ajudem a conseguir sair desse ciclo vicioso, que está me desgastando muito e me privando de ser quem eu sou.
Obrigada!

Antes de mais nada, mãe é sagrada. Certa, errada, chata, legal, bonita, feia, nova, velha, do jeito que for, mãe é mãe. Se sair de casa não é uma opção (dividir ou morar em república também não dá?) e conversar tá complicado, miga faz a egípcia, meditação e deixa entrar por um ouvido e sair pelo outro. Continue fazendo suas coisas, seguindo suas vontades, não bata boca, você mesma admite que mudou MUITO e obviamente isso acarreta uma reação da sua mãe. Toda história tem 3 lados: os das duas pessoas e a verdade. Ela não deve estar te reconhecendo e isso, claro, gera um stress na relação. Você mudou, ok, bacana, mas faça isso ser gradual e tente mostrar pra sua mãe que você está ciente e convicta da sua escolha mas que o amor de filha continua lá.

 

  • Fui bonitinha hoje? Cês gostam é do meeeeeel né? rsrsrs, mas eu sou bem tequila. Com limão e sal mesmo. Quer mandar seu Chora? Escreva para constanza@futilish.com, no assunto coloque CHORA QUE EU TE ESCUTO e por favor, evitem assuntos já tratados a exaustão por aqui (caras sacanas, amores não correspondidos, etc)
11
Apr 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Quanto tempo sem choradeira? O que será que temos hoje?

Caso 01 – Flaminga

Vou direto ao assunto: como a gente lida com os agregados que vëm no pacote das pessoas que a gente ama? Tenho essa dificuldade com alguns namorados de amigas, cunhadas e amigos do namorado. Não sei lidar com carinho e alegria com pessoas muito diferentes de mim em questões essenciais como valores, posicionamento político e preconceitos. Minhas cunhadas são muito patricinhas, meio fúteis, aquele tipo de mulher que se acha a princesa a quem todos devem servir.  Os amigos do namorado são super coxinhas, só falam de dinheiro, fazem piadinha sobre gays (em 2017) e chegaram a achar graça de uma vem que fizemos uma viagem de önibus. Tem namorado de amiga que tem o Bolsonaro como ídolo e pra mim já pode parar por aí. Eu reconheço que eu não sou fácil, tenho poucos e os mesmos amigos desde sempre, tenho uma formação em humanas sempre muito politizada e militante e não dou conta de não me posicionar sobre o que eu escuto. Eu acredito que a gente  já é obrigado a fazer muita coisa na vida, tem que lidar com gente mala no trabalho, na família, seguir regras, pagar as contas então, na esfera do amor e das amizades, as escolhas devem ser mais livres . Esse é o meu ideal, mas eu sei que meu namorado e minhas amigas ficam chateados pelo meu desinteresse nas pessoas que eles gostam. Eu não sei fingir ou genuinamente despertar meu interesse pra gente que não me cativa, mas não quero magoar as pessoas que eu amo, como faz?

Menina você deve ser muito chata. Seja simpática! Se esforce! Não seja a dona da razão o tempo todo e nem queira convencer os outros sobre seus ideais. Cada um é cada um, ué! A mulher é patricinha? Deixa ela! O cara curte o Bolsonaro? Deixa ele! CADA UM COM SUAS ESCOLHAS. Pense numa coisa, quando o problema se repete nos outros, é BEM provável que o problema seja VOCÊ! E você sabe disso. Ter empatia é bom viu?

Caso 02 – Ema

Oi cony! Tudo bem? Este é o meu chora. Tenho 23 anos e moro com meus pais que são super tradicionais em alguns aspectos. Eles acreditam que uma moça deve casar virgem, só assim o casamento irá ser perfeito. Vivem fazendo piadinhas como “fulana foi pra lua de mel, mas o mel já foi embora há tempos”. Fico absurdada com tal tipo de pensamento, sempre lembro a minha mãe o quão machista isso é. Em outras esferas eles são pessoas maravilhosas, acreditam no meu sucesso profissional, acham que a mulher deve ser independente financeiramente, etc etc. Sou solteira e eles apoiam que eu saia, conheça pessoas, não me amarre ao primeiro homem que aparecer. Tudo isso chega a soar contraditório né? Pois bem. Agora vem o pior. Tive meu primeiro namorado aos 15 anos. Era muito apaixonada por ele, do tipo que chorava largada pelo sujeito kkkk não sei se foi por ver essa paixão toda, ou simplesmente por  querer se impôr mesmo, meu pai sempre me chamava pra conversar sobre o namoro. Nestas conversas (sempre com minha mãe junto); ele falava que era pra eu ficar só nos beijos, que se ele descobrisse que eu estava fazendo outro tipo de coisa(sexo) ele me colocaria para fora de casa; pois ele não sustentaria mulher de outro homem embaixo do teto dele. Que se eu me envolvesse com sexo, perderia as chances de sucesso profissional, pois uma menina nova não poderia pensar em sexo, apenas em estudo. Imagina ficar grávida? além de tudo, o “pior”: a vergonha de casar “sem o mel” (meu Deus que ódio dessa palavra kkkkk). Enfim, hoje eu sei o quanto isso era absurdo. Olho para trás e sinto pena daquela menininha ouvindo esse tipo de coisa(é claro que meu pai deveria ter conversado, mas precisava ser assim?). Mas, até hoje essas palavras ecoam na minha cabeça. Infelizmente somatizei isso da pior forma possível. Tive um medo terrível de sexo por muito tempo. Depois desse primeiro namorado (que não rolou sexo, obviamente); tive outro de dois anos e também não consegui fazer com ele. Fiquei solteira e assim estou até hoje. Fico com os caras e quando sinto que está na hora de avançar o sinal me dá uma coisa ruim, uma insegurança, um medo inexplicável. Minha primeira vez rolou ano passado aos 22; fui tomada do sentimento de ser a última virgem existente no mundo e precisava passar desta etapa. Não foi bom, muito pelo contrário. Foi muito doloroso (fisicamente falando) e o cara era um babaca, escolhi muito mal. Tudo isso somou para eu querer ficar mais longe ainda de sexo. Depois de 11 meses, achei que estava pronta e rolou de novo. Não gostei. O pior é que após o ato eu fico noiada pensando em riscos de gravidez(mesmo não havendo teoricamente risco algum) e em como o rapaz irá me olhar a partir disso. A inexperiência também me aterroriza.

Até outras coisas que não sejam a transa em si, mas oral e masturbação, eu tenho medo. É claro que tenho minhas necessidades e vontades, mas sempre me controlo ou no último dos casos me viro sozinha. É muito frustrante saber que aos 23 anos eu não tenha liberdade para viver o sexo com outra pessoa. Duas transas na vida. As pessoas nem imaginam isso, pois sou do tipo que sai, curto a noite; trabalho,  viajo, muitos amigos, etc. Como superar esse medo? Como esquecer coisas que ouvi há oito anos atrás? Como me soltar?

Por favor meninas, me deem conselhos! Outra coisa que me incomoda muito é não poder conversar sobre isso com minha mãe. (Mamães que estejam lendo o post, sejam amigas de suas filhas! Nós precisamos muito de vocês!)

Não sei te indicar mais nada além de terapia! Não será conversando com uma amiga, nem com sua mãe que as coisas que seu pai te disse irão se apagar da sua memória. Tem que tratar a cabeça mesmo…

 

Caso 03 – Garça

Você não imagina como eu queria que esse fosse um chora falando apenas de um termino, uma confissão de uma traição ou ate mesmo uma grande desilusão profissional.
Rescrevi esse texto várias vezes e acho que eu nunca fui tão sincera comigo mesma.
Vamos lá, tenho 24 anos, estudo engenharia numa conceituada escola do rio de janeiro, a melhor, já trabalhei como modelo, desde os meus 15 anos tive todos os caras que quis sem exceções. Posso dizer que ja fui realmente amada, via nos olhos deles (3 caras), trai todos , eles nunca souberam e eu não sei por que eu os trai , eram pessoas maravilhosas que trai com pessoas detestáveis, detestáveis mesmo, no sentido puro da palavra, pessoas que eu sabia que eu não queria para a minha vida.
Nesses últimos tempos eu consegui um intercâmbio ( O intercâmbio, era o que eu mais queria na vida, estudei muito, me esforcei, lutei com unhas e dentes… consegui) hoje estudo numa faculdade bem conceituada na frança , era o plano, fiz essa promessa pro meu pai, ele foi embora quando eu tinha 18 anos. Prometi que seria a melhor engenheira possível, na época nem engenharia eu cursava.
Já tive minha fase festeira, saia de casa na quinta e voltava na segunda, o telefone não parava, tinha vários « amigos » , conheci muita gente transitei por todos os meios sociais existentes. Sempre fui muito adaptável posso ser aquilo que quiser, entendo que a vida é uma grande atuação e somos nos que escolhemos nossos papeis. Na minha cabeça não existe isso de destino, a gente faz as coisas acontecerem.
Entretanto, eu nunca fui feliz, entenda, eu tenho a « vida perfeita », sou bonita, hoje em dia ninguém da minha família tem algum problema de saúde , temos uma condição financeira legal,eu viajo todo mes pra algum lugar diferente, estou na faculdade que eu « queria », tudo pra ser feliz ne ? Porem não sou, simples assim, me sinto sozinha, sem identidade, não sei do que eu realmente gosto ou o que eu estou apenas me adaptando (fingindo gostar) e isso me da uma agonia enorme. Meu namoro de 3 anos acabou tem um mes e ate agora eu não sei se eu estou triste ou não. Sabe eu o trai , eu tinha plena consciência que eu não era totalmente feliz com ele mas tem dias que eu chego em casa e choro choro choro que a única coisa que faz eu parar de chorar é me cortar, é isso mesmo que voce leu, eu me corto, tinha esse habito quando tinha 15 anos e agora ele voltou. Meninas, nunca façam isso, é uma droga de verdade, você pode viciar e não parar mais.
Concluindo, tenho tudo pra ser feliz, mas não sou , sou racional, digo pra mim mesma todos os dias, que eu não tenho o direito de ser triste, não tenho direito de me sentir assim mas eu me sinto. É um vazio enorme que nada nem ninguém preenche. Acho que eu deveria acrescentar que desde que eu me conheço por gente eu não queria estar aqui, é isso mesmo, eu sempre quis deixar de existir, ou simplesmente morrer. Esse um pensamento que eu posso tentar sufocar, enterrar , confrontar com a minha racionalidade mas ele não vai embora, não me larga. Sinceramente não sei mais o que fazer, fui em duas psicólogas mas não deu certo, não rolou. 

( Ps so pra geral aqui não achar que minha vida é uma mar de rosas e que eu estou de mimimi:
Aos 15 eu sofri abuso sexual do meu primeiro namorado, minha família numa soube, fui contar para a primeira pessoa 1ano depois;
Aos 18 eu perdi meu pai, nos éramos muito próximos ;
Aos 19 eu tive que remover um seio pois tinha 7 nódulos, eu ia perder o plano de saúde do meu pai e o medico me aconselhou a retirar por prevenção;
Minha mãe nunca tentou me entender nem nunca me deu muito carinho / atenção, ela diz não ter recebido na infância
Já tive problemas com antidepressivos era viciada, ja passei mais de 48h dormindo sem levantar da cama.)

Olha eu tentei resumir muito, de verdade, posso contar milhões de historias da minha vida mas não é esse o objetivo. No fundo eu só quero ser feliz, me sentir bem comigo mesma, com as minhas escolhas e ter paz. Por favor não me peça ir numa psicóloga , agora nem se eu tivesse dinheiro eu poderia( minha mae tem horror de psicólogas e não apoia, logo não paga), a não ser que vocês conheçam alguém que atenda por skype

Amiga, você está com depressão. Não racionalize isso, você precisa de ajuda SIM! Li um pouco sobre automutilação e ao se cortar, você não quer se matar, você está lidando com sua dor emocional, pois a dor física supera a dor da alma que tanto te machuca.

“O automutilador tende a ter grandes dificuldades para se expressar verbal ou emocionalmente, portanto, não consegue falar publicamente sobre suas angústias nem chorar diante de outras pessoas. Essa dificuldade de expressão acaba, em muitos casos, sendo um forte fator que desencadeia o comportamento automutilador. Alguns indivíduos afirmam que escrever (textos, poemas, contos, músicas, etc.) lhes parece de grande ajuda, como uma forma de expressar suas emoções, o que não conseguem fazer de outras formas. Desse modo, a necessidade de se automutilar diminui significativamente.”

Tente expressar suas emoções de outra maneira, tal como diz o texto acima. Já pensou em escrever um diário, ou um texto, cada vez que tiver vontade de se cortar? E por favor, procure ajuda médica sim… não falo de terapia, falo de psiquiatra mesmo. Você está precisando MUITO! Depois volta aqui e me conta como você está? De verdade, estou preocupada com você…

  • Choras abertos. Sem casos adolescentes de bofes que somem, que ficam com outras e depois querem voltar, de casos tipo “não sei de quem gosto, do fulano ou do beltrano”. Vamos falar sério agora. Email para constanza@futilish.com e no assunto favor colocar CHORA QUE EU TE ESCUTO. 
04
Mar 2017
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Que tal um belo sábado de sol para um choradeira básica???

Chora 01 – Emma

Bora lá! Tenho 29 anos, sou casada desde os 19, e antes disso namorei 6 anos. Isso mesmo, tô com a mesma pessoa desde os 14 anos. Um bom marido, com o qual eu planejava filhos e uma casinha no sítio. Tudo bacana demais, da forma que eu imaginava que tinha que ser, Até eu encucar com o fato de não ter conhecido outras pessoas. Isso começou a me agoniar muito.

Sempre fui a bem resolvida das amigas a que dava o conselho pra sair fora quando não tivesse legal. E uma das amigas me relatou a situação dela com um rapaz, que estava angustiada pq ele não queria nada sério. E eu falei pra ela desencanar dessa pessoa.

Mas o mundo gira, e eu me esbarrei com o carinha. Imaginei na minha  cabeça, que poxa, só uma vez que mal faria, ele não era do tipo de se apegar, eu sabia o que queria, seria uma aventura.

Mas o mundo gira, e a amiga veio falar que o carinha tinha encerrado de vez com ela (eu não sabia que ainda continuavam) por que estava apaixonado, ela desesperada. Eu continuei dando conselhos, mas ela continuou correndo atras do rapaz, ele por sua vez disse que queria ficar comigo sério. Eu não aguentei e falei pra ela o que tinha acontecido, levei a maior esculhambação da vida. Agora sinto a necessidade de contar pro marido mesmo que isso acabe nosso casamento, fico angustiada de ele não saber.

Quanto a relação com o rapaz, me sinto muito atraída, mas queria ser livre. Meu chora é maluco demais? Fui muito mal caráter, tipo vilã de novela? Sou aquela pessoa que estraga os relacionamentos? Isso tem me perturbado muito.

Sim amiga, o mundo gira e vai girar pra você também! Lembre-se SEMPRE de uma coisa: nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Acho que só com essa frase já respondo a sua dúvida.

Chora 02 – Victoria

Namorei 6 anos… e faz 2 anos que casei. Nunca tive nenhum problema de relação com meu marido.. somos extremamente felizes.. brigamos pouco. Realmente é uma relação muito boa e sou muito feliz. Porque eu choro então?

Eu me casei e mudei para o exterior (moro em San Diego, na California.. e o dia que vc der uma chance ao lado oeste de NYC adoraria te conhecer!). Nos somos felizes aqui no exterior.. temos emprego e uma vida estável… e eu já estou com 33 anos. E ai a idade começa a pesar em relação a ter filhos. A mudança sempre foi pensando na qualidade de vida que nos e nossos futuros filhos poderiam ter. Só que eu ando me questionando muito se quero ter filhos.  Eu ando reparando que todos meus desejos e prioridades não tem NADA relacionando a ter filhos!

Meu marido diz q só teria filhos se eu quiser.. que ele me apoiaria incondicionalmente na decisão que eu tomar.

Fico pensando se vc ou e alguma leitora andam com esse mesmo dilema. Ter ou nao ter filhos? Fico pensando se seu tomar a decisão de não ter eu posso me arrepender no futuro e ser uma pessoa ou um casal muito sozinhos sem filhos, principalmente pois moramos em outro pais longe das nossas familias. Ao mesmo tempo não sei se eu gostaria de deixar meus sonhos de lado e ter filho. (filho exige uma dedicação, preparação e organização financeira gigante e hoje eu nao sei se eu quero ter essa preocupação… na realidade estou na fase de curtir a vida, ir em festivais, trabalhar muito, muito mesmo e aproveitar a vida).

Realmente, eu ando pensando muito nisso.. mas eu nao sei muito bem com quem falar. Meu marido não toma partido e acho que ter essa conversa com a minha mãe seria muito dificil.. porque ela espera netos! Ela e meu pai são completamente fissurados com crianças e contam os dias para ter netos. 

Será que vc consegue me dar uma luz no final desse túnel ensolarado? De qualquer maneira obrigada por toda a dedicação que vc tem ao blog… e obrigada em antecipação por me deixar escrever esse mail e ter a chance de vc ler! Obrigada  🙂 Beijos

Ter filhos é uma decisão totalmente da mulher!!!! E que SORTE que seu marido concorda com isso e te apoia! Eu nunca quis ter filhos e vim sem o tal do relógio biológico de mãe. Fiz um post bem bacana a um tempo atrás que acho que você deveria ler, inclusive os comentários! Pense bem e tome sua decisão! O link do post é este http://www.futilish.com/2014/12/a-geracao-das-mulheres-que-nao-querem-filhos/

Chora 03 – Geri

Olá, Cony!

Adoro seu blog e principalmente seu estilo. Me identifico muito! Bom, eu me formei em Moda e exerço a profissão de Estilista desde que me formei.
Me formei como uma das melhores da turma e consegui meu primeiro emprego em uma empresa bem estruturada e digamos de média a grande. Mas, como tudo não é perfeito, trabalhei muito sobre pressão e às vezes com grito. Isso era muito humilhante. Até que tirei minhas primeiras férias depois de 2 anos e resolvi pedir conta. Por uma sorte enorme me dispensaram 1 dia antes de voltar e o pior; foi por telefone. Me senti muito desnecessária e como se eu não tivesse nenhum vinculo com a empresa. Minhas coisas estavam ainda na minha mesa e mal queriam me deixar retirar. E com todas as pessoas que passaram por lá foi das mesmas maneira. Mas, Deus sempre nos reserva algumas surpresas. No mês seguinte me empreguei em uma outra empresa em outro seguimento e nela já estou a 4 anos.
O pessoal aqui gosta muito do meu trabalho. Dizem a todo momento, mas não ganho nada bem. E de se viver de palavras ninguém vive,né? A promessa era de aumentar meu salário gradativamente, e nunca recebi nenhum aumento que não fosse o reajuste anual. Eu entendo que a crise está terrível e que a empresa não está em um bom momento. Mas eu também não estou. Estou muito desgostosa da minha profissão. Já tentei mudar de emprego, mas na região que estou a crise fez com que muitas empresas fechassem. E como sou casada fica mais difícil mudar de cidade ou estado. Uma coisa que tenho comigo é que nasci para deixar as pessoas mais felizes e bonitas. Tanto que resolvi aprofundar meus conhecimentos na maquiagem com um curso profissionalizante. Estou adorando e está repercutindo muito! Meu marido me apoia integralmente e estamos pensando em montar um espaço em um quarto de nosso apartamento para fazer atendimento. Mas, a minha ansiedade é gigante. E a insegurança maior ainda. Já não durmo direito e tenho crises de ansiedade ! Tenho medo da mudança, de não dar certo! O primeiro passo eu já dei, mas é o primeiro de muitos outros planos que iniciei e que não consegui dar andamento. E isso está me tirando o sono! Se você e as leitoras tem algumas dicas para me dar neste inicio de nova carreira por favor me ajudem. Mais alguém é assim como eu, que quando as coisas não dão resultados imediatos desistem? Alguém superou isso? Acho que falta muito persistência em mim! Bom espero que você e outras fufus possam me ajudar!!! bjos e parabéns pelo seu trabalho que é maravilhoso!!!

 

Parece uma amiga minha falando… ela mal tenta, mal espera as coisas vingarem e já desiste. Fia, não é assim não! Tem que persistir!! Nada vem de graça, rápido e pagando bem. Se viesse, pode saber que era treta. Tem que construir, pedra por pedra, aprender, ajeitar as coisas, se aprimorar… Se desistir no início, de nada vai valer todo o esforço que fez! Pense nisso!! O primeiro passo você já deu, agora mantenha o foco e siga sempre em frente!

 

Chora 04 – Melanie

Oi Cony, Tudo bem? Então, gostaria de dizer primeiramente que amo seu blog e que te acho uma mulher incrível, moderna e forte! Keep going!
Meu chora não é exatamente um chora e sim uma mensagem de força e coragem tendo minha vida como exemplo.
Até 2 meses atrás eu morava no Brasil (amo meu país), mas estava completamente infeliz com minha vida. A faculdade me deixava triste, meu emprego – que era muito bom – me deprimia, meus amigos sempre faziam as mesmas coisas ou seja, não tava dando. Então decidi viajar, vim à Tailândia como turista e acabei me apaixonando pela ilha onde hoje estou morando. Larguei família, amigos, peguetes, faculdade, emprego, tudo pra viver este sonho que estou vivendo agora. Não sou rica, mas sou MUITO feliz. Então digo pras meninas que sempre estão desanimadas com o emprego e com a vida: SE JOGUEM NO MUNDO, não tenham medo de errar, nunca é tarde demais pra ser feliz! Não se prendam a uma vida tediosa por conta de um relacionamento ou de coisas que te fazem infelizes, apenas vivam! Beijos!

Vamos tatuar essa frase na testa? “Não se prendam a uma vida tediosa por conta de um relacionamento ou de coisas que te fazem infelizes, apenas vivam!” Parabéns pela decisão, pela coragem e principalmente por ter conquistado a maior riqueza do mundo, a FELICIDADE! Agora manda o endereço que eu vou aí te visitar hahahahahahahaha!

  • Choras ENCERRADOS! Recebi vários, vou responder os interessantes (os bofe que somem do nada não tá?). Quando liberar a caixa de mail aviso!
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