Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
13 jun 2019, 43 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos de Chora?

Chora 01 – Marta

“Oi Cony! Acompanho seu trabalho a uns 3 anos já, gosto bastante.

Meu chora é algo mais incomum, é sobre saúde… Já li algo parecido em seu blog, mas nada igual a minha situação.

Tenho 34 anos e perdi minha virgindade numa idade que é considerada tarde… aos 24. Sempre fui gordinha, e nunca chamei atenção da maioria dos caras. Sabe aquela história de esperar o cara ideal? Então, ele nunca apareceu, então resolvi transar com um amigo colorido.

O problema é que todas as vezes que tentamos (mais duas depois da primeira vez), nunca chegamos aos finalmente, porque foi uma tortura pra mim.

Achei que era um problema mental, que não estava relaxada o suficiente, essas coisas. O problema é que essa tortura persiste nas coisas mais simples até hoje. Sabe exame preventivo e ultra transvaginal? Sim, eu sei que é desconfortável pra muitas mulhere, mas no meu caso é o mesmo que estar sendo torturada… é uma mistura de ardor com dor horríveis, e é sempre humilhante pra mim, porque as ginecologistas (já fui a algumas diferentes) e as pessoas que fazem os exames sempre acham que é porque eu não relaxo. O que é frustrante, porque mesmo as médicas acham que é só um problema psicologico… mas sei o que sinto, e não é.

Em um dos ultrasons que fiz, descobri que tenho útero retrovertido, que poderia ser isso… mas não pode ser só isso, porque outras colegas que tem esse problema não sofrem tanto quanto eu.

Por esse motivo, acabei isolando minha vida amorosa… fico só nos beijos mesmo… imagina ficar com o cara e dizer a ele que ele não pode me penetrar porque não aguento a dor? não tem como né?

Gostaria de saber se alguma de suas leitoras sabem sobre o assunto/ja passaram por isso. Se existe algum profissional especialista nisso, porque as que procurei, como já disse, sempre falam: é psicológico.

Beijo pra todas.”

 

Vou deixar para as meninas que passam por alguma situação parecida ou que conhecem alguém que passe para te responder. Lembro de um Chora que publiquei há um tempo que era de uma moça que sentia MUITA dor na penetração e nem conseguia concluir a relação, e ela tinha vaginismo. Não sei te dar maiores explicações sobre isso, por isso deixo para que nos comentários possam te ajudar! Boa sorte.

 

 

Não sei se é seu caso, mas achei as queixas parecidas…

 

Chora 02 – Formiga

 

“Cony, preciso muito que alguém seja sincera comigo… estou junto com meu namorido, agora “marido” desde 2005… no começo, tudo era muito bom, depois, pirei com muitos ciúmes… comecei a fazer psicanálise e consegui ficar bem… pelo menos por um tempo… aconteceu que o namorido resolveu dar um tempo do trabalho estudando, para algo melhor… saiu do emprego fixo que tinha, com meu apoio, pois ele disse que conseguia manter nossas contas e nosso plano de saúde com a bolsa dos estudos… porém, as contas estavam feitas erradas e a verdade é que estou sustentando a casa desde então… no começo não me incomodou, mas qdo tive que deixar de fazer minhas coisas, isso começou a me irritar… o pior é que me endividei com essa situação, pois sou funcionária pública e não tive reajuste nem décimo terceiro, e não suporto deixar de comprar… estou cada vez mais cheia de coisas p pagar e não recebo quase nada dele, pq ele ajuda sempre com o mesmo valor, mas gasta muito mais… alem disso, estamos sem plano de saude e me sinto negligenciada neste aspecto pq sempre fui cuidadosa… não sei mais o que fazer… já tentei conversar, mas às vezes, ele age como adolescente, me tratando mal ou como idiota, igual faz com a mãe dele… me dê uma dica, Cony… amo ele e achei que essa seria uma etapa de vida a ser vivida e vencida juntos, como um comum acordo, mas agora, não paro de pensar que estou sustentando um homem que quer viver como adolescente e não tem nem vai ter responsabilidade com dinheiro nunca… essa parte do dinheiro me incomoda pq detesto gastar com o que não é meu, sempre fui controlada e pude me dar ao luxo das minhas compras pessoais… e agora, me sinto mal vestida e fazendo restrições que não gostaria… isso pesa, pq qq briguinha me faz pensar em como seria se eu estivesse com outra pessoa independente ou com a qual eu não precisasse sustentar… espero que tenha deixado claro, eu aceitei um período de restrição com os estudos dele… mas não esperava o endividamento dele que acarretaria no meu… o que devo fazer? O que vc faria no meu lugar? As vezes fico pensando se fui uma boba, se estou sendo usada e enganada… tenho mais de 30 anos e não quero viver como adolescente de novo… tenho medo de estar perdendo oportunidades… esse medo vem  na minha cabeça qdo penso na situação toda, de que posso estar fazendo papel de trouxa … por favor, me ajude!”

 

Me conta duas coisas antes… Antes dele largar o trabalho dele, como era? Ele bancava a parte dele, era presente “financeiramente” nas contas da casa? E outra coisa, ele realmente largou o trabalho para estudar? Ele estuda? Ou era uma desculpa para ficar em casa sem fazer nada? Situação complicada, EU no seu lugar, teria deixado bem claro que isso teria um prazo, tipo 1 ou 2 anos mantendo a casa mas depois não mais. O lance de não pagar nem plano de saúde é tenso! Isso é prioridade! Já falou pra ele que você esta deixando de fazer suas coisas e que isso tá te chateando muito? Não dá para dar muito pitaco porque não sei se o cara tá realmente se esforçando e estudando pra valer ou se vagabundou na vida, você também não contou a quanto tempo ele tá parado. Se vagabundou, fia, pula fora. Agora, se ele ta focado nos estudos, conversa com ele e põe prazo, ou entrem num acordo de cada um dar X por mês para as contas da casa, e nada além disso. Se você colocar, sei lá, tô chutando, R$ 2000 e ele R$ 2000, vão ter que se virar com isso. Pelo menos você não vai achar que tá pagando muito mais e abrindo mão de suas coisas. Eu super entendo e não julgo sua vontade de ter seu dinheiro para pagar suas coisas, seus caprichos, suas vontades. A gente trabalha pra isso também! 

 

 

Chora 03 – Cristiane

 

“Olá Constanza, primeiramente gostaria de te parabenizar pelo blog, sempre leio, mas nunca escrevi, mas espero obter uma resposta!
Bom, tenho 27 anos, sou divorciada. Isso ainda é um peso pra mim, estou exercitando para falar isso com mais naturalidade. Me separei há 2 anos e meio, tive um relacionamento que seguiu todo o “padrão”, namoro, noivado, casamento. Inclusive perdi a virgindade com o ex. Algo que tinha ou ainda tem muito valor pra mim.
Quando nos separamos eu estudava para concursos, era totalmente dependente do meu ex, financeira e emocionalmente. Já perdi o meu pai quando tinha 15 anos, mas a separação foi como se fosse a pior dor da minha vida.
Acontece que além do sofrimento pela separação, eu estava desempregada, sou advogada, mas não tinha experiência, porque assim que peguei minha OAB em 2015, fui estudar para concursos e no final de 2016 nos separamos, então fui a luta atrás de um emprego e trabalhei como auxiliar jurídico em uma empresa ganhando R$1.000,00 e fazendo um bico ou outro, fiquei 1 ano e meio lá, detestava o trabalho, mas queria uma renda e um trabalho, não conseguia mais ficar por conta de estudar, moro atualmente com minhas tias (são um casal).
Neste ano finalmente consegui um trabalho em um escritório, estou advogando, ganho um pouco mais do que ganhava nesta empresa, estou concluindo uma pós graduação e tentando voltar a estudar para os concursos. Ainda me sinto insatisfeita com a minha remuneração.
Aí, fiquei solteira durante esse período, mas nunca conheci alguém que houvesse reciprocidade. Me apaixonei por um cara, mas ele não queria nada sério e acabamos rompendo o lance “casual”. Nesse tempo de solteira, isso aconteceu umas 3x.
Hoje meu ex já possui uma família, a mulher inclusive está grávida. Soube notícias através de uma sem noção que veio querer saber como estava a minha vida e acabou me contando sobre a dele.
Talvez as coisas que eu tenha dito acima não tenham muita concordância, mas o que eu quero dizer é que ainda me sinto frustrada. Tenho receio de não conseguir encontrar alguém bacana.
Vejo sempre as pessoas dizendo que devemos nos amar pra ter alguém, amar nossa própria companhia. Mas eu queria saber, como faz isso? Eu sei que me amo e me respeito, afinal eu não aceito muita coisa, não que eu saia por aí exigindo demais, mas é que quando gosto, não consigo ter um relacionamento casual, quando vejo que a pessoa não sente o mesmo e também não consigo ter que ficar me esforçando pra gostar de alguém, mas quando gosto de maneira natural, a pessoa não gosta de volta, e aí, cá estou. =/
Acho que é isso.”

 

Não preocupa em encontrar alguém não! É a verdade mais verdadeira que existe! Quanto mais você procura, mais encrenca acha. Aprenda a curtir sua companhia, ir ao cinema sozinha, viajar sozinha (é a melhor coisa do mundo), se gostar, se cuidar, viver para você! Se olhe no espelho com carinho, repare bem em você, no que você mais gosta em você, se trate com amor, se namore! Eu fiz um post que chama Conversinha Sobre o Fim onde falo muito sobre isso. O segredo da felicidade não esta no outro, tá na gente. E a gente só vai ser feliz com alguém quando souber ser feliz sozinha. É um aprendizado, às vezes longo, às vezes doído, mas é tão bom… tente, certeza que você vera a diferença dos relacionamentos antigos com os novos.

 

 

  • Choras ainda fechados!
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06 jun 2019, 26 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos de Chora?

Chora 01 – Luana

“Namoro há dois anos com um cara ótimo: trabalha, tem um bom salário, carro, não passa dificuldades. Lutou muito para chegar onte está e cada gota de suor se transformou em sucesso na vida dele.

Me trata como uma princesa, quer casar comigo, quer ter filhos. Tudo ótimo até então.

O problema é a família. A mãe que não quer trabalhar, mas reclama que não tem dinheiro. O pai que vive no mundo da lua e o irmão que não quer estudar, entrou em depressão e ninguém sabe como ajudar.

A família mora em outra cidade e vira e mexe eles passam aperto por causa de grana. Fruto da falta de atitude da minha sogra que não quer trabalhar nem puxar a vida deles adiante e do meu sogro que se conforma com o que ganha e não luta para melhorar.

Vejo que o namorado sofre e muito com essa realidade. Sempre reclama deles e quer que eu seja o ombro amigo, a pessoa que está ao lado. Não conseguimos ajudar a família porque eles não querem. Ele ofereceu para pagar aluguel (temporariamente) para eles se mudarem para um lugar melhor e a mãe não quer.

Como proceder, Cony? Amo meu namorado, acho uma pessoa honesta, inteligente e que me ama. Mas os problemas da família aparentemente nunca irão melhorar.

Eu desisto por causa dessa família? Eu insisto e aprendo a lidar com pessoas completamente diferentes de mim? É exigir demais querer não me envolver com estes problemas que não são meus?”

 

Miga, TOOOODOOOO mundo tem problemas e o seu não é dos piores. Valorize e apoie seu namorado mas não deixe os problemas da família dele interferir na vida de vocês. Ele está fazendo o que pode, está sendo um bom filho, um bom irmão e namorado, então fique do lado dele e seja a parte “tranquila e feliz” da vida dele. Nada de desistir dele e você NÃO precisa se envolver nos problemas deles, o seu foco é seu namorado, e além dele não é da sua “alçada”.

 

 

Chora 02 – Ludmilla

“Olá Constanza, sou de Portugal e descobri o seu blog recentemente,  que me apaixonou pela espontaneidade e sinceridade.

É a primeira vez que escrevo para um blog e também é a primeira vez que partilho as minhas emoções, na esperança de que, como aconteceu noutros casos, os seus conselhos me façam tomar uma atitude e sair de vez desta confusão de sentimentos em que me encontro.
Tenho 24 anos e a o facto de ir fazer 25 este ano fez aparecer muitas questões mas a principal: O que estou a fazer com a minha vida? Estou numa fase em que sinto que nada corre como tinha planeado e o mais importante, nada me faz feliz.
Sou nutricionista mas não gosto do que faço, o emprego em que estou não me satisfaz mas não consigo ter forças para procurar outras opções e acredito que seja culpa da minha falta de amor próprio. Já pensei em estudar fora, tirar um mestrado no Reino Unido, mas nunca consigo ir em frente porque o pensamento é sempre que não vou ser capaz.
Para além disto o meu sonho sempre foi outro, ser professora do ensino básico mas o emprego em Portugal é precário e toda a gente me aconselhou a não seguir esses estudos. Já pensei tornar a estudar e seguir este meu sonho mas de alguma forma sinto que estou a deitar fora toda a minha licenciatura anterior e a desrespeitar o esforço que os meus pais fizeram para a conseguir ter.
Da minha vida pessoal não há muito para dizer porque é quase inexistente, dedico muito tempo ao trabalho e nestes últimos anos não tenho conhecido pessoas ou novos amigos o que me deixa bastante triste. Adoro os amigos que tenho mas sinto que nada evolui na minha vida e esta é só mais uma dessas situações.
Obrigada por permitir estes desabafos, um grande beijo”

 

Gata, a felicidade e a plenitude tem que partir de você! Você tem um sonho, tem uma vontade, mas não fique esperando as coisas acontecerem na sua por obra divina. A porta pode estar fechada, mas se você não se levantar para abrir a porta e sair, ela não vai abrir pela força do pensamento! Crie forças, crie vontades, crie energia! Você é super nova, mora na Europa, tem facilidade de ir e vir para outros países, conhecer gente nova, se permita fazer o que te traz leveza e alegria! E não se preocupe em tomar um rumo diferente do que os seus pais planejaram ou pagaram para você, tenha certeza que te ver feliz e realizada vale muito mais para eles. Se permita, a sua vida somente vai começar a acontecer quando você sair da sua zona de conforto.

 

 

Chora 03 – Anita

 

“Cony, acho seu blog e este quadro incríveis! O meu chora é praticamente um caso de família. Tenho 23 anos, sou formada, trabalho na minha área (não ganho como esperado, mas como gosto do que faço, seguimos) e há cerca de dois anos, tenho enfrentado uma situação muito difícil. Meus pais, casados a mais de 20 anos, começaram a se separar. Há um ano e meio mais ou menos meu pai saiu de casa e eu que fui passar uns dias com ele, acabei ficando. Meu irmão ficou com a minha mãe. Durante um tempo, eles tentaram uma amizade, até saíram algumas vezes juntos, mas minha mãe começou a se relacionar com outra pessoa e eles voltaram a brigar.  O fato é que durante todo esse tempo, quem segura tudo sou eu. Eu escuto reclamações de ambas as partes, quando minha mãe quer mandar recado pro meu pai, é comigo que ela fala, e mais reclamações e reclamações. Tanto meu pai, quanto minha mãe são pessoas MUITO difíceis de lidar, e como meu irmão quer se manter fora dessa situação, sempre sobra pra mim.
Eu e minha mãe sempre fomos muito amigas, mas agora ela acha que eu tenho um lado, que eu sempre favoreço o meu pai e o defendo, principalmente pelo fato de morar com ele, mas eu moro com ele pra ajudá-lo porque ele ficou muito mal com a separação. Eu tento ser o mais imparcial possível e em tudo que meu pai está errado, eu falo pra ele e defendo minha mãe, coisa que ela não aceita muito. O fato é que eu não aguento mais essa situação, essa briga deles, porque além disso, tem as pessoas em volta que conversam com um e outro e ficam de leva e traz. E eu não aguento mais estar no meio disso tudo. Por mais que digam que não querem me envolver, me envolvem, pq até judicialmente eu fui envolvida! Já tive que presenciar uma briga deles! Não vou negar que as vezes eu penso em sumir, em mudar de cidade, ir morar sozinha, mas eu não tenho condições, parece que esse inferno não acaba nunca e tudo tá piorando, eu sinceramente não sei mais o que fazer. Tudo isso tem afetado minha vida de diversas formas, eu mal saio, eu que nunca fui de ter muitos amigos, tenho menos ainda, fiquei muito mais estressada, terminei meu relacionamento, vejo fotos minhas de um tempo atrás e de agora, e parece outra pessoa! Sou uma pessoa muito fechada, não fico abrindo pras pessoas o que passo e não fico tendo pena de mim, busco forças de onde não tenho pra encarar um novo dia, mas parece que quando as coisas começam a melhorar, vem uma coisa nova e me desestabiliza novamente. Já decidi que direi a ambos que não quero saber de mais nada relacionado a eles porque sou filha e nada tenho a ver com o relacionamento deles, mas gostaria que tudo não me afetasse tanto. Desculpa o texto enorme, já tem meses que penso se deveria mandar esse chora ou não, se não quiser publicar, tudo bem, eu só gostaria de ser ouvida.”

 

Ô lindeza fica assim não, você não precisa ser forte o tempo todo não! Ninguém é e até é pior tentar manter tudo sob controle e absorver os problemas alheios! Você esta mais do que certa, seus pais não estão olhando pra você, estão apenas se preocupando com a briga deles e esqueceram que você é uma pessoa que sente muito pelo que esta acontecendo. Acho uma ótima ideia uma reunião com os dois, você e eles apenas, e falar NÃO TENHO NADA A VER COM A BRIGA DE VOCES, NÃO QUERO SER ESPONJA, NÃO QUERO SER LEVA E TRAZ E QUERO PAZ PRA MINHA VIDA, VOCES ESTAO ME PREJUDICANDO! Fala a real, abre o jogo, mas para os dois juntos! Puxa a orelha mesmo! Diga que ama os dois incondicionalmente mas que os problemas deles, sao problemas DELES e que você precisa de serenidade para dar um rumo na sua vida! Boa sorte, estou torcendo por você!

 

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Chora Que Eu Te Escuto
30 maio 2019, 65 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos Chorarrrr!

Chora 01 – Blanka

“Oi Cony, amo seus chora, vamos ao meu, espero de todo coração que consiga ser publicad.

Tive um relacionamento de muito tempo, 12 anos no total. Desse relacionamento um filho de 05 anos. A decisão de sair de sair de casa foi dele, já vai fazer 02 anos que estamos separados e que eu já superei essa separação pois desejei morrer na época, foi um período muito difícil pra mim. Nunca fui atrás, nunca fiz barraco mesmo gostando dele naquele momento. Digamos que sou a ex mulher que todo homem gostaria de ter.

Temos guarda compartilhada e já está tudo definido pela justiça, não temos um relacionamento amigável mas em prol do nosso filho poderia dizer que nos esforçamos na medida do possível.

Hoje tenho um outro relacionamento e ele é estrangeiro, já temos planos de ficar juntos e seria mais viável que eu fosse pro país dele o problema é que me ex não autorizou nem eu tirar o passaporte do meu filho pra que ele fosse 15 dias de férias, imagina concordar em ele ir de vez?!

Meu Namo é um homem incrível, nós construímos o relacionamento dia a dia com muito respeito, confiança, segurança e amor. Eu já fui pra lá a passeio ele já veio 02 vezes, nos falamos todos os dias o dia todo e é assim que lidamos com a distancia e a saudade.

Entrei com um processo pra conseguir a guarda da viagem e pretendo conversar com meu ex sobre a possibilidade de eu e meu filho irmos de vez, mesmo achando que ele vai negar. Posteriormente a essa conversa,  entrarei com o pedido de guarda definitiva pra irmos morar. Sei que é um processo longo e demorado, conheço pessoas que levaram mais de 04 anos pra conseguir e é aí que estão meus questionamentos:  Já pensei em ir na frente  pra ver se dará certo e deixar meu filho com o pai/ avó paterna enquanto o processo estará correndo. Já pensei em esperar , até porque ele vai crescer e poder escolher com quem quer viver.  já pensei em desistir do namoro e viver minha vida aqui pro meu filho entende?!! mas também não sei se deixar de viver a minha vida seria a solução, uma vez que filhos crescem e depois vão embora…

Eu tenho consciência que se ele for comigo poderá crescer e vir embora morar com o pai da mesma forma que ele poderá ficar com o pai eu ir embora pra refazer minha vida e ele escolher morar lá comigo…   Meu namo é muito sensato , quer que estejamos todos juntos pois ele acha que se eu for não irei aguentar ficar longe.

De fato não sei o que fazer e o pior a justiça é lenta. Me ajudem aí please!!!!”

 

Olha só, vou dar minha opinião de fora, de quem vê de longe tá? Mas espero que as meninas ajudem com mais opiniões! Eu acho que se você largar seu filho aqui enquanto rola o processo, pode pegar mal, sei lá se juiz vê isso, mas acho que seria melhor você ficar ao lado do seu filho durante todo o processo e não se ausentar por muito tempo pra não dar asa do jogo virar contra você. Não acho que você deva terminar seu namoro de jeito nenhum, se é um cara bacana e que vale a pena, continue! Uma hora vai dar certo. Acho super válido você sentar com seu ex e conversar de coração aberto o que está acontecendo e dizer que você merece ser feliz ao lado de alguém legal. E deixar bem claro que o filho sempre será dos dois e sempre terá a liberdade de vê-lo quando quiser. Boa sorte viu, espero que tudo de certo e você e seu filho consigam ir pra gringa (e que pro seu filho também será maravilhoso, afinal as coisas por aqui não estão nada boas…)

 

 

Chora 02 – Chun Li

“Oi Cony!! Tudo bem? Sou leitora dinossaura do Fufu, seguindo o blog diariamente há quase dez anos já! Adoro você e o blog!
Bom, venho com um assunto que diz respeito à todas as pessoas, mas de uma forma que ainda não foi tratada aqui: sexo.
Pelo o que me lembro, já foi tratada a questão de libido (já surgiu várias vezes), a questão de falta de interesse do companheiro, orgasmos. Até mesmo vaginismo. Mas creio que meu ponto ainda não foi tratado: o fato de eu não sentir nada na hora do sexo.
É um assunto difícil de abordar, vez que todos os materiais, em geral, tratam sobre orgasmos ou libido. Mas meu ponto é: você tem a vontade e começa a relação. O que acontece entre o começo da relação até o orgasmo? É disso que estou falando (e não orgasmo). No meu caso: nada.
Vou tentar resumir minha história.
Com 17 para 18 anos, tive minhas primeira experiências sexuais, com preliminares, mãozinhas, etc. Sem a penetração com o pênis (ou seja, ainda era virgem). Eu sentia um tesão louco e muitoooooo prazer! Muito mesmo. Vaginal, inclusive. Quando perdi minha virgindade, foi como se uma luz apagasse. No momento em que houve a penetração, eu não senti nada. Achei bom na hora. Todo mundo fala que a primeira vez dói. Ocorre que não fui sentindo nada. De não sentir nada, comecei a sentir dor. E de sentir dor, parei de ter vontade.
Fui à sexólogo, que me encaminhou para terapia. A terapeuta me estimulou a me masturbar. Isso, realmente, ajudou muito (apesar que fui bem relutante no começo). Além disso, ela me encaminhou para uma fisioterapeuta pélvica (que foi a melhor coisa). Eu tinha vaginismo e me tratei (a vagina é um músculo e, como tal, tem nódulos e tensão). Nem exame de ginecologista eu conseguia fazer e, com a fisioterapia, melhorei muito a questão física.
Nesse período todo, tive dois namorados que me apoiavam muito. Mas depois de muito tempo sem resultados, a relação começa a degringolar  e acabamos terminando (não só por esse motivo, mas era um peso grande).
A vida foi caminhando. Continuei na terapia também. E eu, que era super conservadora, comecei a fazer sexo sem compromisso algumas vezes. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Comecei a me soltar mais, descobrir coisas novas. Ser uma mulher mesmo. Aceitar mais o sexo como um direito meu, algo normal.
Em resumo: já melhorei muito. Não sinto mais dor e consigo fazer. Ocorre que ainda não é bom.
Estou namorando e transar com meu namorado é difícil para mim. Estou cansada de não sentir nada. Aí acabo ficando desanimada de fazer, com preguiça.
Aprendi a estimular meu clitóris durante a relação. Mas, mesmo assim, não é grandes coisas. Queria sentir o prazer que eu já senti. De paralisar meu corpo, me dar até formigamento nas pernas.
No momento, eu e meu namorado suspendemos a penetração e estamos nos descobrindo. Curtindo mais o toque, os beijos, eu faço preliminares nele. E isso tá sendo ótimo! Desde que suspendemos a penetração, minha vontade aumentou demais. Descobri que estou com fobia de penetração e comecei a tratar na terapia como uma fobia.
Em resumo: já fiz (e ainda faço) terapia, fisioterapia, me masturbo, leio livros sobre, escuto podcasts, vejo programas. Já trabalhei a questão da repressão familiar e da religião. Já tentei coisas diferentes. O que mais posso fazer? O que mais posso abordar? Já parei com anticoncepcional também e não deu diferença nenhuma. Ressalto que não tenho problemas com lubrificação. No momento, tenho vontade. Mas não sinto nada e aí, ao ver que tem a possibilidade de começar a relação, a vontade passa e “broxo” total.
Não consigo me abrir disso com minhas amigas e pessoas próximas. Por isso decidi mandar um chora. Então, gostaria de saber: o que vocês sentem na hora do sexo? E não estou falando de orgasmos. Qual o tipo de prazer? Sentem prazer vaginal? Alguém mais passa por isso, de não sentir nada? Como vocês encaram essa situação? Encontrei o cara da minha vida e não quero perdê-lo. Além disso, não aguento mais viver assim.
Me ajudem! Acho que ver que não estou sozinha pode me ajudar.”

 

Menina achei beeeeem confusa sua pergunta. Você não sente nada durante a pegação pré penetração? É isso? Porque uma hora você fala que broxa antes mesmo de começar e depois pergunta o que se sente na hora do sexo. Diz que tem vontade mas não sente nada. Orgasmo é orgasmo ué, prazer é a relação toda gostosa. Começa nas carícias, preliminares, penetração, orgasmo e depois moleza. É isso não é? E tudo é bom. Sei lá. Não sei responder porque não entendi direito. Passo a bola pra universitárias.

 

 

Chora 03 – Guile

“Cony, amo seu blog e todo conteúdo! Já escrevei anteriormente para o “Chora” e tive meu problema publicado e fui ajudada por você e por todas leitoras queridas e atenciosas.

Agora venho contar meu novo dilema. Estou solteira há dois anos mas sempre com um rolo aqui e outro acolá até que de repente conheci um cara bem legal. Conversamos por pouco tempo e saímos para jantar, eu achei que seria um simples jantar mas percebi que ele gostou de mim, notei que ele estava com a autoestima bem baixa, desanimado com a vida e até com a aparência um pouco desleixada mas gostei do jeito que ele me tratava e achei ele um cara interessante.
Em menos de uma semana ele me pediu em namoro e eu em um rompante aceitei. Começamos a namorar porém aí que vem o problema, ele estava passando por um divórcio. Ele tinha se separado há poucos meses e o processo rolando. No começo achei que entre eu e ele não seria nada sério então não levei isso em conta até porque sempre tive um preconceito com pessoas divorciadas com filhos pequenos. Sim, ele tem um filho de 03 anos. Digo preconceito pois achava uma bagagem muito pesada e que eu nunca aguentaria carregar mas ele era tão carinhoso, atencioso, dedicado e levava o relacionamento tão a sério que decidi enfrentar tudo por ele.
Moro sozinha e quando percebi ele estava praticamente morando comigo, eu preparava jantar, café da manhã, cuidava dele, dava colo, carinho, atenção, escutava as reclamações e lamúrias da ex, do divórcio, eu estava ali o tempo todo, comecei a viver aquele problema como se fosse meu. Ele dizia que se sentia em paz na minha casa, que eu o acolhia muito bem.
A ex não dava paz e ele dava satisfação sempre alegando que era por conta do filho. Nós viajamos algumas vezes, foi uma delícia mas a ex sempre no pé e ele mentindo dizendo que estava trabalhando. Aquela situação começou a me incomodar pois parecia que eu estava fazendo algo errado e eu não pude apresentá-lo para minha família pois seria muito complicado explicar a situação e ele se preocupava o tempo todo se minha família, principalmente meu pai aceitaria ele.
Sonhei muito com ele, planejávamos muitas coisas, ele falava em morarmos juntos e em dois anos casarmos, que finalmente ele teria a família que sonhou, ele estava muito empolgado e eu também, me envolvi demais, nossa como estava feliz!
Mas quanto mais eu me envolvia mais ele se afastava, começava a arrumar desculpas para não me ver, dizia que estava muito ocupado, trabalhando demais, ora ia passar o final de semana com o filho, ora trabalhando e foi se afastando, não me ligava mais, quase não mandava mensagens. Eu entendia toda a situação dele, tudo que ele estava passando, imaginava a confusão na cabeça dele mas me sentia abandonada.
Aquela situação me angustiava, me deixava triste, perdi o sono, o apetite, fiquei péssima e decidi dar um ponto final pois nosso relacionamento só piorava cada vez mais. Mas agora sinto muito a falta dele, toda vez que chego em casa lembro dos momentos que passamos juntos, lembro da nossa rotina, lembro dele, sinto uma falta enorme. Até hoje não sei se era sentimento por ele ou pura carência minha.
Sinto que ele se aproveitou de mim, se fui uma muleta para os momentos difíceis e conforme ele foi se fortalecendo fui perdendo minha função.
O que faço Cony?o que faço leitoras? Beijo enorme!”

 

Caso típico do cara recém separado mas que está acostumado a ter uma mulher do lado e procura outra para tampar o buraco durante um tempo. Sim, você caiu nessa e foi muleta. Agora é bola pra frente, não tem muito o que fazer não. Logo logo aparece outro e SEMPRE leia os sinais.

 

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