Comportamento
Chora Que Eu Te Escuto
06 jun 2019, 27 comentários

Chora Que Eu Te Escuto!

Vamos de Chora?

Chora 01 – Luana

“Namoro há dois anos com um cara ótimo: trabalha, tem um bom salário, carro, não passa dificuldades. Lutou muito para chegar onte está e cada gota de suor se transformou em sucesso na vida dele.

Me trata como uma princesa, quer casar comigo, quer ter filhos. Tudo ótimo até então.

O problema é a família. A mãe que não quer trabalhar, mas reclama que não tem dinheiro. O pai que vive no mundo da lua e o irmão que não quer estudar, entrou em depressão e ninguém sabe como ajudar.

A família mora em outra cidade e vira e mexe eles passam aperto por causa de grana. Fruto da falta de atitude da minha sogra que não quer trabalhar nem puxar a vida deles adiante e do meu sogro que se conforma com o que ganha e não luta para melhorar.

Vejo que o namorado sofre e muito com essa realidade. Sempre reclama deles e quer que eu seja o ombro amigo, a pessoa que está ao lado. Não conseguimos ajudar a família porque eles não querem. Ele ofereceu para pagar aluguel (temporariamente) para eles se mudarem para um lugar melhor e a mãe não quer.

Como proceder, Cony? Amo meu namorado, acho uma pessoa honesta, inteligente e que me ama. Mas os problemas da família aparentemente nunca irão melhorar.

Eu desisto por causa dessa família? Eu insisto e aprendo a lidar com pessoas completamente diferentes de mim? É exigir demais querer não me envolver com estes problemas que não são meus?”

 

Miga, TOOOODOOOO mundo tem problemas e o seu não é dos piores. Valorize e apoie seu namorado mas não deixe os problemas da família dele interferir na vida de vocês. Ele está fazendo o que pode, está sendo um bom filho, um bom irmão e namorado, então fique do lado dele e seja a parte “tranquila e feliz” da vida dele. Nada de desistir dele e você NÃO precisa se envolver nos problemas deles, o seu foco é seu namorado, e além dele não é da sua “alçada”.

 

 

Chora 02 – Ludmilla

“Olá Constanza, sou de Portugal e descobri o seu blog recentemente,  que me apaixonou pela espontaneidade e sinceridade.

É a primeira vez que escrevo para um blog e também é a primeira vez que partilho as minhas emoções, na esperança de que, como aconteceu noutros casos, os seus conselhos me façam tomar uma atitude e sair de vez desta confusão de sentimentos em que me encontro.
Tenho 24 anos e a o facto de ir fazer 25 este ano fez aparecer muitas questões mas a principal: O que estou a fazer com a minha vida? Estou numa fase em que sinto que nada corre como tinha planeado e o mais importante, nada me faz feliz.
Sou nutricionista mas não gosto do que faço, o emprego em que estou não me satisfaz mas não consigo ter forças para procurar outras opções e acredito que seja culpa da minha falta de amor próprio. Já pensei em estudar fora, tirar um mestrado no Reino Unido, mas nunca consigo ir em frente porque o pensamento é sempre que não vou ser capaz.
Para além disto o meu sonho sempre foi outro, ser professora do ensino básico mas o emprego em Portugal é precário e toda a gente me aconselhou a não seguir esses estudos. Já pensei tornar a estudar e seguir este meu sonho mas de alguma forma sinto que estou a deitar fora toda a minha licenciatura anterior e a desrespeitar o esforço que os meus pais fizeram para a conseguir ter.
Da minha vida pessoal não há muito para dizer porque é quase inexistente, dedico muito tempo ao trabalho e nestes últimos anos não tenho conhecido pessoas ou novos amigos o que me deixa bastante triste. Adoro os amigos que tenho mas sinto que nada evolui na minha vida e esta é só mais uma dessas situações.
Obrigada por permitir estes desabafos, um grande beijo”

 

Gata, a felicidade e a plenitude tem que partir de você! Você tem um sonho, tem uma vontade, mas não fique esperando as coisas acontecerem na sua por obra divina. A porta pode estar fechada, mas se você não se levantar para abrir a porta e sair, ela não vai abrir pela força do pensamento! Crie forças, crie vontades, crie energia! Você é super nova, mora na Europa, tem facilidade de ir e vir para outros países, conhecer gente nova, se permita fazer o que te traz leveza e alegria! E não se preocupe em tomar um rumo diferente do que os seus pais planejaram ou pagaram para você, tenha certeza que te ver feliz e realizada vale muito mais para eles. Se permita, a sua vida somente vai começar a acontecer quando você sair da sua zona de conforto.

 

 

Chora 03 – Anita

 

“Cony, acho seu blog e este quadro incríveis! O meu chora é praticamente um caso de família. Tenho 23 anos, sou formada, trabalho na minha área (não ganho como esperado, mas como gosto do que faço, seguimos) e há cerca de dois anos, tenho enfrentado uma situação muito difícil. Meus pais, casados a mais de 20 anos, começaram a se separar. Há um ano e meio mais ou menos meu pai saiu de casa e eu que fui passar uns dias com ele, acabei ficando. Meu irmão ficou com a minha mãe. Durante um tempo, eles tentaram uma amizade, até saíram algumas vezes juntos, mas minha mãe começou a se relacionar com outra pessoa e eles voltaram a brigar.  O fato é que durante todo esse tempo, quem segura tudo sou eu. Eu escuto reclamações de ambas as partes, quando minha mãe quer mandar recado pro meu pai, é comigo que ela fala, e mais reclamações e reclamações. Tanto meu pai, quanto minha mãe são pessoas MUITO difíceis de lidar, e como meu irmão quer se manter fora dessa situação, sempre sobra pra mim.
Eu e minha mãe sempre fomos muito amigas, mas agora ela acha que eu tenho um lado, que eu sempre favoreço o meu pai e o defendo, principalmente pelo fato de morar com ele, mas eu moro com ele pra ajudá-lo porque ele ficou muito mal com a separação. Eu tento ser o mais imparcial possível e em tudo que meu pai está errado, eu falo pra ele e defendo minha mãe, coisa que ela não aceita muito. O fato é que eu não aguento mais essa situação, essa briga deles, porque além disso, tem as pessoas em volta que conversam com um e outro e ficam de leva e traz. E eu não aguento mais estar no meio disso tudo. Por mais que digam que não querem me envolver, me envolvem, pq até judicialmente eu fui envolvida! Já tive que presenciar uma briga deles! Não vou negar que as vezes eu penso em sumir, em mudar de cidade, ir morar sozinha, mas eu não tenho condições, parece que esse inferno não acaba nunca e tudo tá piorando, eu sinceramente não sei mais o que fazer. Tudo isso tem afetado minha vida de diversas formas, eu mal saio, eu que nunca fui de ter muitos amigos, tenho menos ainda, fiquei muito mais estressada, terminei meu relacionamento, vejo fotos minhas de um tempo atrás e de agora, e parece outra pessoa! Sou uma pessoa muito fechada, não fico abrindo pras pessoas o que passo e não fico tendo pena de mim, busco forças de onde não tenho pra encarar um novo dia, mas parece que quando as coisas começam a melhorar, vem uma coisa nova e me desestabiliza novamente. Já decidi que direi a ambos que não quero saber de mais nada relacionado a eles porque sou filha e nada tenho a ver com o relacionamento deles, mas gostaria que tudo não me afetasse tanto. Desculpa o texto enorme, já tem meses que penso se deveria mandar esse chora ou não, se não quiser publicar, tudo bem, eu só gostaria de ser ouvida.”

 

Ô lindeza fica assim não, você não precisa ser forte o tempo todo não! Ninguém é e até é pior tentar manter tudo sob controle e absorver os problemas alheios! Você esta mais do que certa, seus pais não estão olhando pra você, estão apenas se preocupando com a briga deles e esqueceram que você é uma pessoa que sente muito pelo que esta acontecendo. Acho uma ótima ideia uma reunião com os dois, você e eles apenas, e falar NÃO TENHO NADA A VER COM A BRIGA DE VOCES, NÃO QUERO SER ESPONJA, NÃO QUERO SER LEVA E TRAZ E QUERO PAZ PRA MINHA VIDA, VOCES ESTAO ME PREJUDICANDO! Fala a real, abre o jogo, mas para os dois juntos! Puxa a orelha mesmo! Diga que ama os dois incondicionalmente mas que os problemas deles, sao problemas DELES e que você precisa de serenidade para dar um rumo na sua vida! Boa sorte, estou torcendo por você!

 

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27 comentários em “Chora Que Eu Te Escuto!”
  1. Li06/06/19 • 18h32

    Oi, Cony! Adoro seu blog!! E essa semana tá fácil sacar os nomes!!

    Os choras de hoje poderiam ser escritos por mim, em diferentes fases da vida!
    Luana – Amiga, meu marido passa por algumas situações bem semelhantes com os pais, e, antes de isso começar a afetar a nossa vida, eu o incentivei a ir para a terapia! No caso dele, ele não enxergava o quanto a situação dos pais o abalava, mas eu percebia que comprar qualquer coisa pra gente, um simples jantar fora em dia de semana, gerava um desconforto enorme nele, pensando na situação financeira dos pais (que não é ruim, mas poderia ser melhor se eles fizessem escolhas mais sensatas). Aos poucos, ele está aprendendo a não se envolver, e que a nossa vida é nossa, a vida deles é deles. Incentive seu namorado a buscar terapia, é uma ajuda preciosa!

    Ludmila – Gata, você é super jovem, e nessa idade, a verdade é que ninguém tá bem. A gente olha pras pessoas e elas parecem resolvidas (não é só culpa do Instagram, na vida real a galera também acaba segurando a pose), mas por dentro, tá todo mundo perdido, sem saber direito como foi parar aqui. Bem vinda à vida adulta!!! Respira fundo, seja grata a tudo que te trouxe até aqui e corre atrás do que você quer. Corre atrás dos teus objetivos! Você só não é capaz de fazer aquilo que você decide que não é capaz de fazer!! Se seu sonho é trabalhar como professora de ensino básico, vai atrás. Você pode até não ficar rica com isso, mas vai ser mais realizada! E depois, as profissões estão mudando tão rápido… Você pode trabalhar como professora e dar consultorias, fazer um canal em mídias sociais sobre o assunto, várias coisas… Só não desista de ti!! E não se compare, porque na vida adulta, ninguém sabe direito o que está fazendo, e tá tudo bem!

    Anita – Eu passei pela MESMA coisa que você na separação dos meus pais… Te entendo! E vou dizer pela minha experiência: eles não vão mudar o jeito de conviver contigo se você não mudar a forma de se relacionar com eles!! Eu fui morar longe deles, em outro estado, e ainda assim era difícil. Foi só fazendo anos de terapia que eu consegui me desvencilhar da confusão e entender meu papel de filha nessa história (mas ainda não teria coragem de voltar pra perto deles, sendo bem sincera…). É isso: você é filha. Deixa eles com as confusões deles. Eu tenho certeza que existe um lugarzinho separado no inferno para cada pessoa que se ocupou com o leva-e-traz nas brigas dos meus pais, eu detesto até hoje essas pessoas (meus pais estão separados há 15 anos e a galera ainda não desistiu de espalhar o caos!!). Mas tô aqui, longe, vivendo a minha vida. Só consegui fazer isso assim: longe, e com muita terapia. Invista em ti. Seja egoísta (sim, me chamaram de egoísta quando eu parei de comprar as brigas). E deixa eles. Se aparecer uma oportunidade de mudar de cidade, vai sem olhar pra trás. Sugiro também que você busque a constelação sistêmica, vai te ajudar a entender a dinâmica da tua família e a separar teu papel de filha nessa situação. É uma situação bem difícil, mas se priorize. Se ninguém está cuidando de ti, então cuide de ti. Eles são adultos e vão dar conta!

    • Constanza07/06/19 • 12h49

      hahahaha so nos babados rsrsrs

  2. Patricia06/06/19 • 19h22

    1. Ele pediu para vc ser o ombro amigo e não a juíza. Seja o ombro amigo.

    2. Faca um Pinterest board para visualizar o q de verdade o q vc quer e gosta e crie um plano para conquista-lo.

    3. Desenhe um limite!
    Qdo uma das partes pedir para dar recado diga: não vou fazer.
    Qdo começarem a falar coisas deles diga eu não vou ouvir e se continuarem saia do recinto. Nem q tenha q ficar trancada no banheiro até eles se tocarem q ISSO NAO É ASSUNTO SEU.
    E dou o mesmo conselho para a anterior faça um pinterest board e foque em vc. No seu desenvolvo e na sua felicidade.

  3. Bia06/06/19 • 20h47

    Luana: se você não quiser se relacionar com alguém que tenha tretas de família, não vai sobrar quase ninguém. Só não se envolva nos problemas e imponha um limite se realmente começarem a interferir na sua vida. Eu tenho essa questão com a minha família, uma amiga minha com a família do marido, todos apoiamos, estabelecemos limites e seguimos em frente.

    Anita: passei exatamente por isso há não muito tempo e meus pais continuam nessa tentativa de me fazer de pombo correio e de fazer fofoquinha um do outro. A minha estratégia foi dar uma ignorada no assunto, não dar atenção, sabe? Senão a pessoa acha que você tá dando margem. Mas se tiver muito fora de controle, manda a real para eles… O que não dá é para ficar absorvendo, vai te deixar doente.

  4. Divana07/06/19 • 07h42

    Oi, Cony! Acredito que é a primeira vez que eu escrevo aqui! E estou bem feliz. O chora dessa semana se parece com coisas que eu tenho vivenciado e acredito que posso ajudar de alguma forma.

    Chora 1: eu sou um pouco parecida com o seu namorado pelo fato de morar sozinha hoje e longe da minha família, trabalhei pra estudar e me formei nesse ano, alugo um apartamento e tenho uma vida bem tranquila se comparada à da minha família. Eu sei que eles passam por dificuldades e não aceitam ajuda. O que resolveu pra mim é eu não desistir de puxar a orelha deles pedindo pra procurar emprego, buscar estudar mais, ajudando com o que posso quando vou visitá-los (como pagando dívidas pontuais e não dando $$). E hoje parece que deu certo. Não estou no seu lado da história, e sei que é ruim ver tudo acontecendo e não poder fazer nada. O segredo é ter paciência, principalmente com ele. Não é culpa dele essa situação toda. Fica com ele, do lado dele, o braço direito, como dizem.

    Chora 2: menina, eu estou numa área que eu gosto de trabalhar mas que não é A área que quero ficar. Estou estudando pra mudar isso, um dia. Não é algo de um dia pro outro, mas já comecei da maneira que posso. Vai firme, você tem literalmente um mundo na sua frente, por estar na Europa e poder se locomover com mais facilidade. Sei que é mais caro (pelo ponto de vista brasileiro), mas não desiste. Tenta algo à distância, se tiver. Depois se mude, se for o caso. Vai em frente!

    Chora 3: meus pais também são separados e quando era mais nova eu ia visitar meu pai de vez em quando, morava com minha mãe. Me lembro que quando ele ia falar algo dela pra mim eu só escutava e ignorava até onde eu sabia que não teria problema e virava o bicho se ele falava algo que era mentira. O mesmo caso com ela. Depois de um tempo passei a ignorar e eles perceberam isso. Hoje, é muito difícil ter um assunto que envolve os dois (até porque eles não saem mais, meu pai se casou, etc). Tenta começar a filtrar toda a situação. Seja o ombro do seu pai, da mesma forma que talvez seu irmão esteja sendo o da sua mãe, e ignore algumas coisas. É prática, mas vai te ajudar muito. E sim, manda a real pra eles! Você não é obrigada a estar no meio dessa situação.

    Beijos!!! <3

  5. Mari07/06/19 • 07h54

    Chora 3: Anitta te entendo bem. Por muito tempo fui esponja no término tóxico que meus pais tiveram. Por anos tentei fazer o meio de campo como vc, mas no final da história eu voltava pra minha casa (morava fora pra estudar quando eles se separaram) e muitas vezes meu pai ficava brigado comigo e de papinho com a minha mãe como se nada tivesse acontecido. O conselho que eu posso te dar é o mesmo que a Cony te deu, exponha para eles a situação, mostre o quanto vc é uma vítima de tudo que está acontecendo, que vc como filha não tem obrigação nenhuma de resolver os problemas que os dois tiveram e por sinal continuam tendo. E se nada disso funcionar, se afaste dessa situação. Nós como filhos amamos nossos pais, estaremos por perto sempre que eles precisarem, mas não precisamos sacrificar nossa vida tentando resolver os problemas que nem eles conseguem (ou querem) resolver. Ah e saia com amigos, vá se divertir, esteja aberta a encontrar alguém, vc merece ser feliz!

  6. Izabela07/06/19 • 09h07

    Chora 1: Miga, os problemas da família dele são problemas da família dele. Me pareceu que você ta procurando chifre em cabeça de cavalo, pq tem um cara bacana e ta caçando algum defeito que não existe. Não tem familia perfeita, nem relacionamento isento de problemas externos. Concordo com a Cony, seja apoio e vai ser feliz com o cara mara que você tem.

    Chora 2: Estou indo para Portugal em Outubro, bora tomar uma juntas?!? Mas até lá, sugiro vc procurar uma ajuda profissional se tiver condições… Essa falta de motivação para tudo que você descreveu pode ser indicativo de que você precisa de um empurrãozinho de um psicólogo. Pode também não ser, mas terapia não faz mal e pode te ajudar a encontrar o rumo da sua vida!

    Chora 3: Gostei da ideia da Cony, tente uma reunião e coloque cada um no seu lugar, diga que ama eles, mas que você é a filha, e não o contrário, quem tem que cuidar de você são eles, e não o contrário. E eu seguiria o exemplo do seu irmão, em prol de sua saúde mental. Sei que a gente quer ajudar, mas eu sairia fora de ficar no meio desse fogo cruzado. Parece que não, mas acho que ficando de fora você ajuda mais a todos os envolvidos do que sofrendo no meio!

  7. Shirley Santos07/06/19 • 09h26

    Opinião de mãe para Ludmilla :
    Olha só, eu e meu marido, proporcionamos para nosso filho estudo até a universidade e inglês. Nunca influenciamos na escolha do curso universitário. Quando começou a trabalhar tb descobriu q as atividades e remuneração não correspondiam às suas expectativas. Daí, começou a fazer novos cursos, presenciais e outros pela internet mesmo. Eu quis pagar uma pós pra ele, mas ele preferiu que eu pagasse um curso de francês, assim foi feito. Depois de 1 ano, ele foi pra Montreal, adorou e voltou dizendo que ia emigrar para lá. Mas, durante o tempo que esperava para fazer a documentação legal para emigração, surgiu uma proposta de trabalho para Berlim, Alemanha. Não pensou duas vezes e foi. Já fazem 2 dois anos.
    O que eu penso de tudo isso ? Dá saudade ? Dá. Sinto muita falta dele ? Sim. Mas nada é maior do que o orgulho que tenho de saber que ele é uma adulto feliz, realizado e responsável, e tem uma carreira a construir pela frente.
    Sabe o que os pais querem ? Querem que seus filhos sejam felizes, só isso. E, no máximo, que possam sobreviver e bem quando nós, os pais, não estivermos mais aqui.
    Aproveite o que seus pais já fizeram por você, e voe. Voe para a altura e/ou distância que você quiser.
    E, se der alguma coisa der errada, você ainda tem o ninho pra voltar, se fortalecer novamente, e voar de novo, e de novo, e de novo.
    O importante pra eles é que você seja forte e feliz. Acredite nisso.
    Bjos meninas.

    • Lore07/06/19 • 15h27

      Nossa, que lindas suas palavras…
      É exatamente como me sinto em relação aos meus pais e como quero que meus filhos se sintam quando eu os tiver.
      Num mundo em que nos sentimos pressionados por todos os lados, ler isso traz muita tranquilidade e segurança.
      Por mais mães como você!!!!

      • Shirley Santos10/06/19 • 09h56

        Obrigada Lore,
        Fico feliz por você achar isso e, principalmente, por sentir isso em relação a seus pais também.
        Tenha certeza que o seu colo, sempre estará lá. Em todo mundo precisa disso, né ?!?
        Na minha modesta opinião, o apoio dos pais é o primeiro passo para o sucesso dos filhos.
        Bjs querida !

    • Mariana07/06/19 • 15h55

      Shirley, que lindo seu depoimento como mãe! Eu me separei recentemente, voltei para casa da minha mãe, muita gente acaba julgando com algo como “nossa, casou, saiu de casa e agora voltou”, mas voltei sim e, além das questões financeiras, tenho exatamente esse sentimento. Essa sempre vai ser minha casa também afinal das contas, com todo o apoio necessário que eu precisar, para me recuperar e depois ganhar o mundo de novo, ou voar e voar e voar como você mesma disse 🙂

      • Shirley Santos10/06/19 • 09h48

        Foi muito bom também receber esse feedback de vocês.
        Pessoas pra julgar a vida do outro, sempre haverá.. Isso não deve nos afetar.
        Mas, nada como um dia atrás do outro, com uma noite no meio … hahahah…
        E, todos queremos deixar uma marca no mundo, não é ?
        Mas, nem todo mundo é gênio em alguma coisa ou celebridade artística, pra ser lembrado eternamente.
        Então, nós pessoas comuns, se deixarmos para alguém, um exemplo, um conselho útil, um apoio ou um carinho na alma, já tá bom demais.
        Muito obrigada !

  8. Natalie07/06/19 • 09h29

    Chora 01: Menina, se vc ver a família do meu boy, daí vc chora de verdade. Uma tia esquizofrênica, que é sócia dele, já aprontou até com a minha família, que não pode nem ver ela. Minha sogra que fica num separa, não separa com o marido, os quais eu aluguei meu apto, e pararam de pagar aluguel. Até de estupro a madrasta do meu boy acusou meu sogro. Isso que foi beeeem leve o que falei, e bem breve. Levanta as mãos pro céu, e não deixa ser afetada pelo problema dos outros.

    • Constanza07/06/19 • 12h48

      Cruzes!

  9. Jéssica07/06/19 • 10h15

    Chora 3 – Anita
    Já passei por isso e tinha 17 anos, tudo sempre sobrando pra mim, mas as brigas eram menores. A diferença é que percebi que estava servindo de pombo correio deles somente quando já tinha 29 anos. Eles enviavam recados através de mim, quando eu ia sair tinha que escolher quem convidar, meu aniversário tinha que escolher quem convidar, etc. Aos 29 percebi que o problema não era meu, que quem escolheu casar e constituir família foram eles e que eles são adultos e precisam se comportar como tal. Daí eu passei a deixar eles se virarem, quando eu ia passear, visitar meu irmão que mora longe, eu convidava os dois e ia quem quisesse… Assim a vida foi descomplicando.
    Boa sorte.
    Beijos.

  10. Marcella07/06/19 • 10h25

    Anita, sei bem como é o seu caso pois tenho uma mãe diagnosticada bipolar e perdi um irmão há cerca de 1 ano: minha família que já não era tão unida desabou de vez…
    Sempre fui a “forte” da família e como de costume, eu fui a que socorri a todos sem conseguir parar pra me olhar e ver o mal que estava ME fazendo por não me priorizar, então o conselho que dou é você cuidar de você antes de tudo! Cuide de sua saúde mental, cuide de seu corpo pois afinal é o que abriga sua alma. Cuide-se!
    Seja filtro, não seja esponja!

  11. Nanda07/06/19 • 11h16

    Para o caso 2- Ludmila:
    Tenho 26 anos tambem sou formada em instituições públicas, inclusive com um mestrado recem finalizado. Escolhi a graduação por intuição e adorei a área, fiz o mestrado em uma área correlata e tbm adorei, com o termino do mestrado percebi que não tenho muita chance de concursos, pq não segui por uma única área direta e adivinha tô muito tentada a encarar uma nova graduação de 5 anos para me adequar a área do mestrado. As vezes fico chateada e angustiada, mas a vida é assim. Nem todos seguem um caminho simples e óbvio. Temos que agradecer por termos a chance de abraçar as reviravoltas. Também estou muito insatisfeita com minha vida, mas acho que isso é o normal de nossa idade e de nossa condição de pessoas que teoricamente alcançaram o que era previsto, mas que perceberam que ainda falta algo. Só quria dizer que compartilho de suas angustias e espero que consigamos encontrar novos caminhos.

  12. Cecília07/06/19 • 11h17

    Queria ter ouvido o primeiro conselho 3 anos atrás…

  13. Lívia Nunes07/06/19 • 13h32

    chora 1: a família e o problema são dele, não seu. vc não tem que achar nada, opinar em nada. isso sequer impacta na sua vida, já que a sua parte é só escutar quando ele reclama. seu papel é só ser suporte e ouvidos quando ele precisar. segue a vida, família com problemas todo mundo tem. e se não for a família, é outra coisa. todo mundo tem problemas pra dividir com o parceiro.

    chora 2: se joga no mundo, vc é muito nova!! assino embaixo da constanza!

    chora 3: CONVERSA JÁ! seus pais são duas crianças! pior: são dois ADULTOS IRRESPONSÁVEIS QUE NÃO SABEM LIDAR COM OS PRÓPRIOS PROBLEMAS. Se for mt difícil encontrar, abre um grupo no whatsapp e fala: CHEGA. SEJAM ADULTOS. NÃO ME METAM NA MERDA DE VOCÊS, PRECISO VIVER MINHA VIDA, SE VIREM COM AS TRETAS DE VCS E PAREM DE ME ADOECER!!

    boa sorte a todas!

  14. Layse07/06/19 • 14h15

    Chora 3 – Te entendo perfeitamente, pois meus pais também se divorciaram após 20 e tantos anos de casados. É triste ver que eles, que tinham que ser maduros e pensar no seu bem antes do deles, não estão enxergando como isso te faz mal. Então nesse caso, vc precisa ser muito sincera com eles a respeito disso. Meu pai no início queria ficar se justificando pra mim sobre tudo que aconteceu e etc e eu logo cortei, ele entendeu e nunca mais fez isso. Minha mãe me usou de pombo correio algumas vezes até que um dia eu falei pra ela que os problemas deles eles tinham que resolver entre si e me deixar ser filha deles. Pronto! Eles viram que o melhor era me manter fora desses assuntos e manter o relacionamento saudável comigo. Seja sincera. Abre o coração pra eles. Eles querem o seu bem, só não devem estar enxergando que estão te fazendo mal.

  15. Gabriella07/06/19 • 14h34

    Para a menina do chora 2 – Assim que eu me formei fui assolada por um sentimento de que tudo foi em vão, de que eu era uma impostora e que eu não tinha aprendido nada, não era possível que eu era uma engenheira. Por coincidência, também cogitei fazer algo abaixo do que eu tinha estudado tanto para conseguir, também pensei em ser professora de ensino básico e cheguei até a pensar em fazer faxina. Enfrentei essa síndrome da impostora e consegui passar em um mestrado. Hoje estou fazendo doutorado e sou professora de uma universidade. Mas confesso que ainda sofro com essa síndrome muitas vezes. Avalie direito se você quer ser professora de ensino básico por vocação, por vontade, ou por achar que não é boa suficiente para atuar na área que você se formou. Se for o segundo caso, recomendo que busque ajuda, pois essa síndrome do impostor é muito comum e pode te impedir de viver o seu potencial.

  16. Tamara07/06/19 • 18h21

    Quem visitou ao menos um instagram de fofoca nos últimos 5 dias vai entender a referência dos nomes kkkkk

    • Constanza10/06/19 • 13h59

      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

  17. Lorena07/06/19 • 19h17

    Pra garota do chora 3: moça, já passei exatamente por isso. Meus pais se separaram quando eu tinha 14 anos, e abriga foi tão feia que nunca mais conversaram. Eu, como filha mais velha, acabei ficando nesse seu papel, de apagar fogo pra todo lado. Passei anos e anos dando um jeito em todas as demandas, evitando brigas, encontros, desconfortos… até o dia em que uma situação me forçou a sair do país, e percebi que não poderia mais resolver pra eles. Conversei e deixei claro que eu tinha um relacionamento com cada um deles, mas que não posso tentar ser a ponte entre o relacionamento dos dois. Descobri que eu também acabava querendo salvar o mundo, sabe? Mania de querer evitar confrontos e botar pano quente em tudo. Então fechei os olhos e achei que o mundo ia acabar em fogo e trevas a cada situação difícil, mas assim mesmo me forçava a deixar que eles resolvessem. E graças, eles encontraram uma forma de se virar sem mim. Depois que parou que fui perceber o quanto me afetava saber de coisas do casamento que nem eram da minha conta, afinal eu era filha e não marido ou esposa… o quanto ficava magoada e desgastada. Foi a melhor coisa ter jogado eles na fogueira. Eles precisavam disso pra amadurecer e se dar conta de que a situação estava insustentável. Então, vale muito o conselho da cony: sai do meio desse tiroteio! Eles que são pais e que tem que ser adultos o suficiente pra se resolver. Não importa que eles sejam pessoas difíceis! Eles precisam ter a chance de se resolver por si mesmos. A gente ama e quer proteger, quer ajudar, mas acaba levando bala no meio de tudo. Saia de cena e respire um pouco, vai dar tudo certo, mesmo que no começo pareça que não!

  18. Isabela07/06/19 • 22h54

    Luana, dê graças a Deus que seus sogros passam aperto mas se viram. Os meus acham que os filhos têm OBRIGAÇÃO de sustentar os luxos deles.

    • Cris10/06/19 • 17h06

      Pura verdade!

  19. Kesya14/07/19 • 18h28

    Se todos dizem que sou belíssima, então porque eu não consigo me olhar no espelho sem depois chorar? Eu me odeio e não sei como acaba com esse sentimento. As vezes eu só quero beber até ficar bebada o suficiente pra mandaresolver uma mensagem para Victor dizendo: Cara, eu ainda te amo! Mais como se eu ainda não me amo? Eu não quero morrer tampouco me suicida, eu só quero poder um dia, só um dia sequer poder me olhar e me achar tão bonita quanto dizem, pra logo depois mandar finamente um mensagem pra Victor dizendo que: mesmo depois de anos eu ainda amo meu primeiro namorado.