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Bem Estar, Cotidiano
02 abr 2019, 141 comentários

Ansiedade

Como queria escrever sobre isto e conversar com vocês… Tenho visto tanta gente reclamando da mesma coisa até que percebi que eu era uma delas mas não “aceitava”.

Deixa contar um pouco sobre mim. Pra quem já me conhece há mais tempo, deve ter percebido que sou muito clara e objetiva em relação a tudo. Não sei explicar mas eu tenho uma visão muito límpida das coisas, costumo ser bem sensata e realista. Ok, não é 100% do tempo, mas na maioria das vezes consigo avaliar bem uma situação sem muitos ruídos. Acho que esse é um dos motivos que não faço terapia, porque sei exatamente tudo o que se passa comigo e de onde se origina. Apenas fiz terapia duas vezes na vida e durou coisa de 2 meses cada, que foi quando terminei um namoro de 15 anos e depois quando terminei outro relacionamento. E a terapia não foi para me fazer enxergar que não era o fim do mundo, ou que haveriam outros namorados com certeza, ou me reafirmar de alguma coisa. Acontece que eu fico TÃO chata quando termino namoro que acho que ninguém aguenta minha ladainha, por isso vou pra terapia para alguém ouvir as infinitas e intermináveis lamentações que ficamos viciadas em repetir quando levamos uma rasteira emocional.

Ok, mas não sou fodona assim. Eu tenho MUITOS defeitos, alguns bem chatos e tenho plena consciência deles. Tento trabalhar para melhorar, mas eu comigo mesma. Eu sei o que é, porque e quando acontece. E eis outro defeito meu, controle. Ou pelo menos, me preocupar apenas com o que posso controlar. E se eu sei que posso controlar, eu controlo. Se acho que não consigo, me afasto e deixo as coisas se resolverem por si só. E nesse cenário algumas coisas começaram a me atrapalhar, meu auto controle começou a sumir. Acredito que nossa mente comanda muita coisa na nossa vida e no nosso corpo, por exemplo, já tive MOMENTOS depressivos, mas aquela falta química que tem que ser remediada, nunca tive. E quando tive momentos de tristeza profunda, me permiti sofrer, mas sempre por um tempo curto e depois me forcei a sair disso. Até aí tudo bem.

Só que um dia comecei a não ter mais controle sobre mim. Comecei a ficar nervosa a toa, a ter palpitações no peito que não paravam nem com a “força do meu pensamento”. Comecei a sentir falta de ar, sentir a boca adormecendo, ficar tonta, mão gelada, achar que ia desmaiar e tudo isso sempre que estava “esperando” algo. E essa espera poderia ser uma fila de banco, um atendimento com senha, esperar alguém chegar, esperar minha vez de falar ou me apresentar em público. Coisas até então super rotineiras e comuns em minha vida.

Então tive que aceitar. Conheci a primeira “pessoa” que conseguiu tirar meu auto controle: a ansiedade.

Obviamente que as primeiras vezes que passei por isso, que tive esses sintomas, achei que era bobagem, que era por algum motivo pontual e que não aconteceria mais. Só que o negócio foi se repetindo, e cada vez, com uma novidade. Tipo, antes era só coração pulando pra fora do peito. Depois começou a ser o coração pulando e a boca adormecida. Depois o coração, a boca e a mão gelada. E por ai vai, adicionando sintomas até que teve um dia que eu achei que iria morrer. Estava em San Pedro de Atacama, acordamos bem cedo para fazer um passeio, tudo normal, como sempre. Quando entrei na van, comecei a ficar apavorada. Não conseguia respirar, minha vista embaçou, meu coração disparou. DO NADA! Fiquei realmente desesperada sem conseguir respirar, por mais que eu tentasse ritmar a respiração e enfiar na minha cabeça que não tinha nada de anormal ou diferente ali, eu não conseguia me livrar daquele pânico. Tive que descer da van, respirar fundo e me acalmar. Leo perguntou se eu queria cancelar o passeio mas eu não quis. Poxa, porque me deu aquilo??? Não sou disso! E só pensava numa coisa: será que isso é a tal síndrome do pânico? Porque o que eu senti, foi isso, pânico.

Me bateu um terror de acontecer a mesma coisa no avião ou nas viagens de ônibus que ainda tínhamos pela frente. Vocês não imaginam minha tensão cada vez que tinha que entrar em algum lugar fechado onde eu não poderia sair a hora que quisesse. Foi aí que a ficha caiu: isso é sério e tem que ser tratado.

Voltei de viagem, graças a Deus não tive mais episódios assim, achei que tinha sido esporádico, talvez não fosse tão grave, que sim teria que ir ao médico mas poderia esperar. Até o dia que fui buscar minha mãe no aeroporto em SP. Ela veio me visitar e eu fui até Guarulhos fazer uma surpresa pra ela. Enquanto esperava ela aparecer, juro que achei que iria ter um treco. TODOS os sintomas que mencionei acima, eu senti. TODOS, e até mais, vi bolas brancas flutuando. De novo, aquela aflição, aquele desespero, aquela sensação ruim e totalmente sem controle.

Não tem mais como negar né? Sofro de ansiedade. Qual delas, qual tipo, qual grau, não sei, porque até hoje não fui ao medico. Tenho muito medo de ter que usar remédios fortes e ficar lesada por isso estou tentando outras alternativas como por exemplo aromaterapia com óleos essenciais. Ganhei um colarzinho que é um difusor pessoal, super fofo, e pingo óleo nele todos os dias para ter um dia tranquilo e sem stress. Até hoje não tive mais crises, mas também não sei se é assim mesmo, se tem frequência, se de repente do nada vou passar por isso de novo. Também não provoquei situações estressantes, aliás, falei em publico esses dias, deu um nervoso mas passou. Consegui falar com coerência e passar o recado. Para mim, ansiedade era aquela preocupação pelo que não aconteceu ainda, aquela euforia pré viagem ou aquele frio na barriga de uma situação nova que está para acontecer, mas descobri o lado feio da ansiedade, o pânico, os sintomas físicos, a falta de auto controle. Enfim, tudo ainda é muito novo pra mim e confesso que a minha teimosia/controle ainda insiste em tentar me convencer que eu dou conta. Algumas leitoras já me alertaram que ansiedade não tratada vira síndrome do pânico e claro que não quero isso.

  • Quero saber de vocês. Experiências, tratamentos, cura… Quero saber onde estou me metendo, com o que estou lidando e como é essa tal de ansiedade. Conversa comigo??
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141 comentários em “Ansiedade”
  1. Carol02/04/19 • 16h06

    Cony, também sofro de ansiedade e tive ataques semelhantes ao que você relatou no post. É horrível, porque, realmente, não tem hora para acontecer e nem dá aviso. Já passei mal a ponto de ficar paralisada no sofá de casa, com falta de ar, coração quase saltando pela boca, tremedeira e suando frio. A sensação é estar tendo um treco. Depois desse episódio, criei coragem e fui procurar ajuda médica. Estou fazendo tratamento com medicação indicada por psiquiatra, que me diagnosticou com ansiedade. Diz ele que devo fazer tratamento contínuo por uns dois anos e que os sintomas devem desaparecer. Mas, sinceramente, não sei. Confesso que estou melhor com medicamento, mas não me sinto 100% segura também. Sempre rola aquela insegurança e pensamentos do tipo “e se eu tiver aquele troço de novo”? Enfim, comecei com a dosagem mínima de medicamento e ainda tinha crises uma vez ou outra. Estou há uns 3 meses com uma dose mais alta. Não sei se é coincidência, mas não tive mais nenhum episódio de crise. O lado ruim? O remédio me dá muito sono! =(

    • Constanza02/04/19 • 16h08

      Ain, não queria tomar remedio 🙁

      • Vanessa03/04/19 • 11h45

        Cony, existem alternativas! Meu filho tem ansiedade e não toma medicação, trata com terapia e acupuntura. Tem ajudado muito! Procuramos o tratamento logo nos primeiros sinais e acho que isso é parte do sucesso do tratamento. Fala com seu médico! 🙂

      • Sueli07/04/19 • 05h14

        Marque uma consulta com a Dra. Ana Beatriz Barbosa. Ela vai investigar a fundo e te orientar a melhor maneira de vc se tratar.

    • Carolina02/04/19 • 20h43

      A medicação é uma alternativa para conter os sintomas. Mas para obter uma teal melhora é necessário terapia pois ela te ajuda a lidar de fato com as situações, os momentos que nos tiram do “controle”. É como um pneu furado do carro… vc usa o estepe para poder se locomover mas o quanto antes precisa substituir esse estepe. Os remédios funcionam como um estepe: o uso deles não te “cura” mas permite que vc esteja melhor para lidar realmente com todas os tipos de situações e sentimentos que manifesta fisicamente.
      Aliado a isso é importante buscar qualidade de vida. Nossa vida se sustenta em 3 pilares: físico, emocional e espiritual. Se cuidamos desses pilares essa estrutura dificilmente irá ruir…

    • Aline03/04/19 • 11h15

      Ano passado fui diagnosticada com transtorno de ansiedade e depressão leve por um neurologista, ele me passou um remédio e disse: “não precisa fazer terapia, fica só com o remédio” . Tomei o remédio por menos de 1 mês, pois ele me dava muito sono, a ponto de dormir umas 14/16 horas por dia. Ignorando o conselho médico, fui sim buscar a terapia, larguei o remédio, pois de q

  2. MichelleZ02/04/19 • 16h08

    Cony, eu passei por isso há 8 anos atrás e também tive medo (ou preconceito? não sei) de tomar remédio controlado, por isso procurei uma homeopata com formação em psicologia, porque no fundo eu sabia que era de fundo mental/emocional. Naquela época, além das “gotinhas”, dar nome para o que eu estava sentindo (sentimentos “moralmente” feios no meu caso) e fazer algumas alterações na minha rotina, como deixar de conviver com algumas pessoas que eram tóxicas, foi o suficiente para me tirar daquele lugar. Ano passado eu me percebi caminhando para o mesmo lugar e fiz novas alterações, dessa vez em termos de estilo de vida. E faça terapia, a gente pensa que se conhece e você pode não acreditar, mas o ambiente em que circulamos exerce influência sobre nosso campo energético, ainda mais você que além de circular fisicamente o faz virtualmente, com pessoas de todo tipo. Na terapia, esmiuçando certas coisas, você percebe que nem sempre o “estado” foi criado por você.
    Um super beijo, orando por você aqui.

    • Constanza02/04/19 • 16h12

      Ei Michelle! Exatamente, por saber que é de fundo mental, acho que eu consigo lidar com isso. Mas será que é so mental mesmo? Pq depressão é distúrbio químico ne? Ah não sei… irei ao medico para entender melhor.

      • Carol02/04/19 • 16h42

        Cony, acho importante procurar ajuda psicológica, sabe? Terapia e medicamentos naturais podem ser uma boa também. Eu vou continuar com o remédio, mesmo me dando sono, porque me sinto mais segura com ele e não tive mais nenhum episódio. Estou torcendo muito por você, que é uma inspiração para todas nós! Um super beijo! <3

      • Nathalia02/04/19 • 19h03

        Conyy, seu médico pode pedir exames e ver se não é nenhum distúrbio causando isso. Sei que alteração na tireóide pode causar depressão.

      • Mari05/04/19 • 03h57

        Cony, mesmo você achando desnecessário, dê uma chance à terapia. O psicólogo é uma pessoa “de fora”, e que não fará nenhum julgamento. Ele vai conduzir o seu pensamento e te fazer enxergar coisas que não enxergava antes. Talvez a raiz dessa ansiedade seja mais profunda do que você imagina. E pode ser até que só a terapia seja o suficiente pra melhorar os sintomas!

  3. Louise02/04/19 • 16h10

    Oi Cony, tudo bem? Excelente assunto para ser tratado por aqui no seu canal com suas leitoras, afinal de contas sabemos que a ansiedade infelizmente é o mal do século. Bom vou contar minha experiência mais recente, tem aproximadamente 4 ou 5 meses que estou bem. Sempre fui ansiosa, por a vida adulta passou a elevar a ansiedade a um status “profissional”. Sou uma pessoa Adriana te tô controle de tudo, bastante metódica e apegada a rotina, porém apreciadora de uma boa aventura/novidade (sagitarianas me entenderão) haha. A gota d’agua foi a saída de um emprego ruim para um emprego péssimo; foram 5 longos meses de aflição diária, pois não me adaptei ao local, aos colegas e ao trabalho (sou uma pessoa bastante sociável e acessível). Trabalhar todos os dias era um sofrimento, que já começava no domingo a tarde. Resumo: comecei a desenvolver fobia social, intolerância a barulhos (carro de som, música alta, barulho de comércio de rua, de gente falando alto), coceiras nas pernas, diarreia, febre, mãos suadas e coração acelerado. Até que um mês antes de ser demitida adoeci uma semana inteira, ao ponto de não conseguir ir trabalhar. Saliento que faço terapia com psicóloga há dois anos, porém sem necessidade de medicamentos. Até que com a ocorrência dessa crise, fui encaminhada a uma psiquiatra, que me medicou de forma adequada e acompanhada. Comecei o tratamento com medicamentos, e logo em seguida fui demitida. Resultado: após a demissão tirei um tempo para me cuidar e fiquei com os medicamentos por apenas 3 meses, e hoje, apesar de estar sem trabalho desde aquela demissão, estou bem e conseguindo observar, tolerar e equilibrar minha ansiedade. E te digo mais: as vezes na vida estamos em situações, semelhantes á caixas que não nos cabem. (Cont.)

  4. Luiza02/04/19 • 16h11

    Coooony, sua linda, que coragem de expor aqui sua situação. Me lembrei de vários Choras em que vc recomendou TERAPIA!
    Como assim vc recomenda tanto e não se permite também ir por este caminho?
    Acho que o mais dificil vc ja fez, se reconheceu com um problema.
    Nos primeiros paragrafos vc me descreveu perfeitamente rsrs
    Tenho exatamente tudo isso q vc falou. A necessidade de controlar tudo e todos é algo muito sério e q faz mal a nós mesmas.
    Por favor, vá se cuidar, olhar pra vc. Volte para a atividade física. Cuide de sua alimentação, procure o prazer em fazer um prato de comida para vc, isso é um carinho para o corpo e a alma.
    Eu tb uso aromaterapia, pra mim super funciona. Mas aliado a isso, uso floral de Bah, faço terapia, fiz meu mapa astral outro dia… tudo na tentativa de me conhecer melhor e me cuidar.
    Depois de um tempo me cuidando e mudando hábitos, meu namorado disse q nem me reconhecia, hahaha.
    Tenho várias recaídas, vem a ansiedade, o controle… e começo a fazer os exercicios da Barra de access.
    Não tenha medo, todos os processos são dolorosos, exigem mudanças, mas os beneficios vem e vc se sentirá melhor!
    Ps.: sabe um jeito seu que sempre me identifiquei e na terapia tenho aprendido a mudar? “Não gosto disso, não faço”. Vejo vc dizendo “odeio carnaval, não vou” “quero emagrecer e não vou cozinhar pq eu não gosto” “esse é meu jeito, as pessoas já sabem”… São frase que por muito tempo se encaixaram perfeitamente na minha vida antes da terapia e hj aprendei o quanto faziam mal e mim e as pessoas ao meu redor…

    • Constanza02/04/19 • 16h20

      Isso é muito complexo, pq antes eu aceitava fazer coisas que eu não gostava para não desapontar quem tinha convidado sabe? Ou fazia coisas que todo mundo achava legal, menos eu, só pra enturmar. Com a maturidade aprendi a fazer o que realmente gosto e somente ir onde me sinto bem. Isso pra mim foi libertador porque aprendi a dizer NÃO para coisas sem me machucar e sem me sentir culpada! Se não quero, se não gosto, não vou me forçar. Isso é maravilhoso.

      • Luiza02/04/19 • 16h33

        Siiiim, te entendo e concordo plenamente. Tb me tornei assim com a maturidade, só q no meu caso ficou extremo, não cedia nunca!!! Quando comecei a namorar (há 3 anos), isso atrapalhou demais… e se espalhou para questões familiares e principalmente profissionais. E aí, que no meu caso, entrou a terapia. Estou aprendendo a encontrar o equilíbrio nestas situações. Eu inclusive contei para as pessoas que decidi me tratar: namorado, familiares, chefe e recebi muito apoio! Cuidar da minha saúde emocional surtiu efeito positivo com todos. Continuo fazendo o que gosto, não me culpo qd não gosto e não vou, mas estou mais aberta a experimentações…
        Ah, não precisei de remédio. Esqueci de falar q tb fiz 1 ano de acupuntura.
        Te desejo muita força e serenidade para este momento. Tenho certeza que encontrará o melhor caminho. E se tiver que usar medicamento, use. Não tenha medo, é para o seu bem!

    • Taina02/04/19 • 16h22

      Nunca tinha pensado nisso mas amei seu comentario sobre “nao gosto nao faco”. Sem pensar nisso tambem foi algo que mudei na época do meu tratamento e é a maior verdade!!!!

    • Izabela03/04/19 • 14h11

      Pensei a mesma coisa ! Venho enfatizar o coro pra Cony que terapia pode ajuda e muito nesse processo!

      Terapia não é só para ajudar a gente a resolver problemas, mas para buscar auto-conhecimento..e não importa quão madura estejamos no sentindo.. tem sempre aquela sujeirinha lá de baixo do tapete, que a gente acha que limpou mas mas que tá lá.. acredito que muitos desses distúrbios (essa palavra ta certa nesse contexto?) vem por conta dessas coisas que a gente nem sabe que tem lá no fundo da gente… que não são conscientes, e aí que a terapia entra, para nos ajudar a lidar com várias coisas inconscientes que movem nosso dia…

      E se precisar de remédio, é temporário, e é como tratar qualquer outra doença.. não precisa ter medo disso não… é melhor ficar um pouco “mal” uma fase se tratando, do que sempre mal por não se tratar corretamente! E se não for o caso, nem remédio vai ter! Boa sorte Cony

  5. Louise02/04/19 • 16h16

    Continuação. Porém, não enxergamos o quanto pode estar nos fazendo mal. Isso vale para trabalho, profissão, relacionamentos amorosos e familiares, dentre tantas outras coisas. A ‘sensação’ de que está tudo acomodado é a pior possível, e pode nos levar a extremos. Hoje estou me sentindo bem, apesar de saber que a ansiedade está sempre ali, do meu lado. Mas eu achei as ferramentas para me ajudar a domar essa fera (pode se ajuda profissional, exercícios físicos, um hobbies e até mesmo vc aprender a se aceitar e a se gostar com todas as suas características). Ainda digo mais, fazer e buscar e mudanças positivas é essencial para sair de um estado de ansiedade; no meu caso escolhi uma mudança de profissão, depois de trabalhar 9 anos em algo que não me motivava! É difícil, é doloroso, as pessoas vão falar (sempre), mas só nos é que somos responsáveis pela nossa felicidade!

  6. Taina02/04/19 • 16h19

    Nossa, ansiedade é basicamente a minha vida! E eu controlei com acumputura!

    Eu lido com transtorno de ansiedade ha uns 15 anos! Comecou comigo adolescente, eu sempre fui muito controladora em tudo, até hoje tu pergunta pras minhas amigas de infancia minha caracteristica mais forte e a resposta vai ser controladora.
    E em algum momento da minha adolescencia tudo comecou a demorar, sair dos eixos, nada muito serio, nada que fosse marcante, uma série de pequenas coisas. E é aí que mora o perigo porque um evento marcante é facil de ver e saber que precisa de terapia, mas quando sao pequenas coisas, até que ponto aguentamos sozinhos e a partir de que ponto precisamos de ajuda?
    Eu só fui pedir ajuda quando os sintomas fisicos estavam absurdos (constipacao e diarreia) e quando tive um episodio de sentar na porta de casa e comecar a chorar sem motivo nenhum.
    Ai minha mae, um anjo na terra, achou uma psicologa e acumputurista e me levou e eu fui diagnosticada com transtorno de ansiedade! A acumputura ajudou a sair daquele estado que nao consegue pensar direito, que tudo esta acelerado dentro da cabeça, e a terapia me fez ver até onde eu poderia controlar e como usar minha energia.
    Isso faz mais de 10 anos né, e depois?
    Depois eu tive varios episodios de ansiedade, mas com o tempo aprendi a me conhecer e saber como lidar melhor. Nao descarto voltar a acumputura no futuro, inclusive fiz meu marido fazer tambem quando ele precisou.

    O que eu quis dizer é: é possivel sim controlar sem remédios, nao tenha medo de buscar ajuda agora! E se uma primeira opiniao quiser te medicar, busca outras pessoas! Existem muitas coisas hoje em dia que ainda esta sendo estudado, entao eu nao vejo problemas de buscar varias opinioes ate achar uma pessoa com quem tu se sinta confortavel!

    • Constanza02/04/19 • 16h23

      Obrigada pelo comentário <3

      • Ana Banana03/04/19 • 10h02

        sem querer ser chata mas já sendo, só porque você repetiu muito essa palavra de forma errada… é ACUPUNTURA

  7. Ligia02/04/19 • 16h21

    Oi Cony! Tbm sofro de ansiedade e meu principal sintoma é a falta de ar. Antes de entender que se tratava de ansiedade fui diversas vezes ao pronto socorro achando que estava com algum problema respiratório, cheguei a fazer vários exames no cardiologista, no pneumologista, mas na verdade sempre foi a ansiedade. Também tenho esse problema de querer ter controle de tudo sempre….
    Fiz alguma sessões de terapia que me ajudaram um pouco, mas parei; também cheguei a tomar ansiolítico, mas me dava muito sono e não conseguia fazer minhas tarefas, só queria dormir, parei tbm. Fazer exercícios que eu gosto sempre me ajuda, porque naquele tempo que estou ali consigo esquecer um pouco “da vida lá fora” e, quando o coração começa a acelerar e percebo que estou começando a ter uma crise, faço um exercício de respiração que a psicóloga me ensinou: Inspira em 2 tempos, segura a respiração 4 segundos e expira em 2 tempos, faço isso 10 vezes, ajuda a me acalmar e a respiração vai voltando ao normal.
    Tenho 30 anos hj, mas lido com isso há muitos anos, sei o quanto é difícil.
    Beijos e se cuida!

    • Constanza02/04/19 • 16h22

      adorei a dica da respiração!

  8. Bárbara02/04/19 • 16h30

    Cony! Realmente esses sintomas da ansiedade assustam. Eu aconselho procurar a terapia, afinal muitas pessoas ainda possuem resistência para começar, mas depois amam o resultado! Existem várias abordagens diferentes, vários tipos de intervenção, e o foco é você. É um lugar seguro onde você pode expor tudo o que te atormenta sem julgamento, onde o que você falar vai ser devolvido para você com um novo sentido. Se você for a um médico, claro que sairá de lá com ansiolíticos e isso pode até resolver os sintomas, mas boa parte deles vem com um monte de efeito colateral que geralmente são controlados com outros remédios. Na terapia você entende que tudo está interligado, que aquele problema que você vê como algo isolado tem raízes e, uma vez que você chega nessas raízes, você consegue entender o motivo do sofrimento. Busque pesquisar sobre as diferentes abordagens terapêuticas da psicologia, com certeza você vai se identificar com alguma. Eu tinha medo de terapia, mas quando resolvi fazer, foi libertador. Identifiquei a fonte da minha ansiedade. Cheguei lá contando mil “choras” ao meu terapeuta e ao longo do processo descobri que todos aqueles problemas eram fruto de um problema maior chamado autoestima. É uma descoberta incrível a respeito de nós mesmas, e, por mais que acreditemos que nos conhecemos profundamente, acabamos esquecendo de muita coisa que acontece e passa batido – e essas coisas são as que geram a ansiedade mais profunda. Descobri recentemente que nossa memória emocional nos surpreende! Do nada eis que lembramos de algo que aconteceu há anos e que não imaginávamos que poderia causar tanto sofrimento anos depois. Seja como for, sei que irá resolver. Você é inspiradora, te acompanho desde de 2012 e vejo que sempre supera momentos difíceis da melhor forma. Desejo que encontre o melhor caminho para resolver esse problema! E, principalmente: não tenha pressa. Não queira resolver isso da forma mais rápida possível, porque vai gerar mais ansiedade. Se permita viver o processo de verdade, chegar até a raiz.

    • Constanza02/04/19 • 16h32

      Lindeza, obrigada pelo comentario <3

    • Eveny da Rocha Teixeira03/04/19 • 13h41

      A respiração descompassada é o grande disparador da crise de ansiedade. Manda mensagem pro cérebro e pro coração que a gente está em perigo, libera cortisol no sangue e a gente entra no modo “luta ou fuga”. O lance é aprender a respirar usando o diafragma, enchendo a barriguinha (e não o peito) de ar.

  9. Tayna02/04/19 • 16h38

    Cony, além de todas as dicas que as leitoras estão te dando, gostaria de dar uma que me ajudou muito. Eu compreendi que minha ansiedade vinha do meu temperamento, que é melancólico (não, não tem nada a ver com o sentido de melancolia tão falado atualmente). E esse temperamento é muito relacionado a rotina, controle, e quando qualquer coisa tira isso de mim, internamente já me desperta uma ansiedade, um caos.

    Foi lendo o livro do Dr. Ítalo Marsili “Os 4 temperamentos na educação dos filhos” (ele pode ser aplicado a qualquer relação, não apenas pais/filhos) que entendi um pouco mais sobre o meu temperamento (e das pessoas que convivem comigo). O bom é que além de entender que muita coisa que me afligia não era invenção minha, mas natural da minha estrutura mineral, ele fala sobre ações que é bom desenvolvermos para equilibrar as características.

    Desde então, tenho percebido que quando sinto aquela ansiedade surgir, de perder o controle com algo ou diante de uma situação, sei qual a origem da sensação…. foi um divisor de águas na minha vida.

    Um beijo!

  10. Marcela02/04/19 • 16h39

    Cony, parece até que vc estava me descrevendo. Sempre tinha muito controle sobre tudo mas chegou num ponto em que não consegui mais. Tive crises de achar que iria morrer algumas vezes. Resolvi procurar ajuda. Terapia não funcionou para mim, não tive grandes descobertas porque sempre tive muita consciência do que me acontecia. O que realmente funcionou no meu caso foi atividade física e medicamento. Isso mesmo, ansiolítico. Mas acho que vale muito a pena porque de forma alguma ele deixa a gente lesada (tb achava isso)! Ele na verdade retira esses sintomas físicos mas a nossa consciência permanece a mesma. Só que aí, sem o mal estar de palpitações, sensação de desmaio, etc, você sim terá condições de manter o controle. E pensa uma coisa: o medicamento pode ser por um período determinado de tempo. Só até vc se reequilibrar, não será para sempre. É como se vc engessasse o pé e precisasse de uma muleta. Quando se recuperar, joga a muleta fora.

    • Constanza02/04/19 • 16h58

      Então… isso da terapia é meio polemico, pq eu acho super valido quando a pessoa ta perdida, quando tá sem noção da realidade, quando não consegue se orientar e eu sempre fui MUITO consciente da minha vida, rumos e decisões. Tanto é que não tenho o que falar numa terapia. Minha família é ótima, meu relacionamento tb, minha vida profissional tá boa, faço o que quero… sei la. Não sei se seria super descobridor pra mim.

      • Carolina03/04/19 • 05h01

        Mas Cony, tenta! Vê no que dá, vc pode se surpreender!
        Se não te der os maravilhosos insights que vc tá esperando, pelo menos mal não fez 😉

      • Karina16/04/19 • 13h47

        Oi Cony. Eu sempre tive esse lance de ser super autoconsciente dos meus processos, das minhas realidades, saber de onde vêm os meus fantasmas e meus medos. Mesmo. Numa dessas a gente é parecida nesse sentido porque nasceu no mesmo dia 🙂 (7/7/78, certo?)

        No fim do ano passado, mais estimulada por uma depressão meio amorfa, sem ansiedade, procurei uma terapeuta. Ela é behaviorista, uma linha que achei que se adaptaria mais ao meu jeito, porque sou muito pragmática. Pelo menos foi o que concluí ao estudar os estilos de terapia.

        Olha, vou dar meu testemunho de fé. Embora eu soubesse de tudo que acontece comigo e de onde vem, é muito libertador poder verbalizar os seus pensamentos mais escondidos e menos nobres com alguém “neutro”. É um alívio expor sem medo o seu pior lado, o mais invejoso, fraco, egoísta, mentiroso, medroso… parece contraditório, mas isso me fortalece muito.

        Não se prive disso – seria o meu conselho se a gente fosse muito amiga. Faça um teste. Não vai te custar muito.

        Meus melhores desejos pra você, que admiro demais.

  11. Mel Viegas02/04/19 • 16h55

    Cony,
    Uma coisa que ajuda é meditação.
    Já recomendo o app Insight Timer.
    Bjks!
    Mel

  12. Andréa02/04/19 • 17h16

    Psicoterapia!
    Se você já tem autoconhecimento, ótimo. Mas a psicoterapia não é só isso. Ela pode ajudar te dando “ferramentas” para controlar ou evitar essa ansiedade toda. Inclusive eliminando/reduzindo a necessidade de medicação. Outras terapias (óleos, homeopatia…) tb são super válidas, principalmente se vierem em conjunto com a psicoterapia.
    Tente ler seu relato como se fosse um cqte. Será que você não daria como conselho o início de psicoterapia?
    Se cuide. Melhoras!!!!

  13. Laís02/04/19 • 17h17

    Cony, tema muito importante de ser abordado!
    Há alguns anos fui diagnosticada com transtorno de ansiedade. Sou muito controladora e perfeccionista e comecei a ter pressões extremas no trabalho por resultados que eram absurdos de ser alcançados e fui sufocando com isso, porque não conseguia dá o meu melhor. Até que chegou a um ponto que tive uma crise de choro incontrolável no meio do trabalho, por outro motivo bem besta e vi que alguma coisa estava errada. Comecei a chorar todas as noites sem motivo, achando que algo de ruim ia acontecer. E realmente vi que precisava de ajuda. Precisei logo de cara buscar um psiquiatra porque eu não estava conseguindo ir trabalhar e só um médico poderia me afastar, caso fosse necessário. Ele rapidamente me diagnosticou com transtorno de ansiedade e tomei remédio por 1 ano. Não tinha efeitos colaterais nenhum sobre mim, isso é importante, você pode junto com seu médico buscar o melhor remédio que se adapte a você. Em poucos meses eu fui melhorando e depois de 1 ano estava me sentindo muito bem e ele tirou os remédios. Na época também fiz terapia, o que me ajudou bastante.
    Hoje em dia, ainda sou ansiosa, mas em um nível controlável e sem precisar de remédios. Então eu acho que eles podem servir bem e de maneira temporária. Pensa nisso, caso você precise 🙂

  14. Nathalia Rampini de Queiroz02/04/19 • 17h25

    Cony, acho que o mais sensato é procurar um psiquiatra serio para pelo menos uma avaliação, ele/ela saberá te indicar o que for melhor, às vezes nem precisa de medicação. Infelizmente tem muita gente que se diz especialista sem realmente o ser. Segue link da sociedade brasileira de psiquiatria para procurar alguém capacitado de verdade para te ajudar na sua cidade (ou na cidade da leitora que desejar, é bem organizado esse link)
    https://www.abp.org.br/lista-de-psiquiatras

    Ah, esse tipo de pesquisa deveria ser feito para qqr especialidade. Pode ser pelos sites das sociedades ou pelo site do cfm. Lá, se o médico tiver alguma titulação, aparece quando você escreve o nome todo ou crm

  15. Tata02/04/19 • 17h29

    Faça yoga! Sei que parece chato, você pode pensar que é muito parado ou muito zen pra vocês, mas tente. Comecei há poucos meses e tem mudado a minha vida, a forma como encaro as coisas. Além disso, tem me ajudado muito em momentos que me sinto ansiosa, pois aprendi a controlar a respiração nas aulas de yoga.
    Mas também procure ajuda médica.

    • Constanza02/04/19 • 17h51

      Pensei nisso ESSES dias. Juro.

      • Kelly03/04/19 • 17h54

        Cony, faz uma aula experimental de yoga. As pessoas têm uma visão equivocada, pensam que vão lá só ficar meditando e respirando, e não é isso que ocorre. O Yoga tem várias linhas, algumas mais meditativas, outras mais intensas…lógico que sempre haverá o momento dá respiração e da meditação, mas não é só isso. Eu faço o Hatha Vinyasa, que associa a respiração aos movimentos, que me fazem transpirar mais do que os exercícios da academia!! Além do mais, no yoga você aprende que mais importante do que realizar a postura é a respiração, e no dia a dia acabamos não respirando direito, ou apenas superficialmente. Os benefícios da prática são maravilhosos, não pense “sou ansiosa, não é pra mim…”, apenas se permita conhecer e experimentar.
        A mesma coisa, com relação à terapia…experimente!
        Boa sorte nessa caminhada!

      • Maíra04/04/19 • 15h53

        Eu ia sugerir a mesma coisa: yoga. E meditação. Transformador!
        Se gosta de ler, sugiro dois livros de pessoas reais que passaram por processos parecidos de crise de ansiedade e encontraram na yoga e na meditação um caminho de melhora: Aprendizados (da Gisele maravilhosa) e 10% mais feliz (de um repórter americano que chegou a ter crise ao vivo apresentando o jornal!).
        Bjs

  16. Aline02/04/19 • 17h47

    Já passei por isso, em viagem TB. Perguntei um dia para a Psiquiatra pq eu passava mal qdo estava de férias, isso não entrava na minha cabeça qdo ela me disse: “vc estava trabalhando muito antes da viagem, fazendo hora extra e seu corpo pedindo socorro e vc não dando o socorro necessário. Qdo vc entrou de férias, vc relaxou e ouviu o pedido de socorro que seu corpo já emitia sinal…”

    • Constanza02/04/19 • 17h50

      cruzes! sera?

      • Aline02/04/19 • 20h39

        Esse pedido de socorro que ela cita, é apenas “desacelerar” e cuidar do corpo e mente. Pq eu estava cansando minha mente e meu corpo mais do que o necessário. Enquanto eu descansava, meu subconsciente continuava trabalhando para aquela ação que eu estava fazendo que era trabalhar demais para deixar tudo certinho para minhas férias.
        Dica para quem sofre de ansiedade é sempre válida e repasso uma que minha amiga me repassou: qdo vier o mal estar, feche os olhos e pense na cor branca e trabalhe a respiração. Só isso. Deu certo qdo estava para entrar na pânico.. percebi que pensar na cor branca nada mais era do que mudar o foco da minha atenção.

        Desejo que tudo se normalize rapidamente.

        Cuide da sua mente e alma, olhe para seu eu interior.

        Grande beijo

  17. Cris02/04/19 • 18h00

    Oi Cony, acho que vai chover comentários no seu post, porque me parece que quem está bem é exceção. Até pessoas muito fortes que conheço estão passando por problemas de ansiedade, depressão e pânico. Eu chutaria que isso tem muito a ver também com incertezas futuras, e excesso de exposição à internet. A gente é bombardeada todo dia com notícias ruins e ao mesmo tempo vidas perfeitas, viagens lindas, casa dos sonhos, corpos malhados etc. e então passamos a querer muito mais do que precisamos ou podemos, e a busca nunca termina, porque cada um tem as suas barreiras pessoais. No meu caso, tenho um problema crônico de saúde que me trouxe limitações de diversos tipos ao longo da vida. Achei muitas vezes que pudesse morrer por passar tão mal, me deprimi, tive muita ansiedade e pânico, descontei em compras muitas vezes por não poder ter a vida que queria. Fora as cobranças externas de sempre: “quando vai ter filhos?”, “por que engordou?”, “agora você está muito magra” etc., sendo que todos sabem dos meu problemas. Tentei tratar, e me senti pior com os medicamentos, não dão certo para todos. A médica me disse que há um teste genético para saber qual medicamento pode funcionar, mas são 2 mil reais que não quis gastar. Coisas que têm me ajudado: me distanciar de algumas redes, como o Facebook; me distanciar de pessoas tóxicas, mesmo da família; não brigar com as crises de ansiedade, tentar entender o porquê estão acontecendo e fazer algo para melhorá-las, tipo ouvir música, malhar, e respirar fundo várias vezes até me acalmar (ajuda MUITO, fiz yoga por anos, e isso realmente funciona nessas horas). No seu caso, seu trabalho exige que você se exponha muito, já vi casos de blogueiros passando por isso, e aí você deve ficar mais vulnerável a comentários ruins, tenho uma pessoa na família que é influenciador na internet, e acompanho de perto o que passam, não é fácil.
    Antes de partir para os ansiolíticos, você pode tentar os remédios não controlados, como Valeriana, Gaba, Passiflora, L-Theanina por exemplo, mas ainda com a ajuda de alguém que entenda deles para te recomendar o ideal, e na dose correta. Entendo você não querer fazer terapia, também não gosto… mas de repente ver profissionais da área falando a respeito pode ser útil. Alguns canais que sigo no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZGKD_HFC4H1WuPf0ZmWgOg https://www.youtube.com/channel/UCZrvYw-aW36ztpZcCZC-eoQ
    Desculpe o comentário enorme, mas acho que trocando experiências a gente se ajuda, e você já me ajudou muito com o seu trabalho ao longo dos anos. 🙂

    • Constanza02/04/19 • 18h03

      Muito obrigada pelo comentario, e sim, a exposição cobra muito! beijos!

  18. Paula02/04/19 • 18h11

    Cony, querida, se sinta abraçada. Somos muitas ansiosas por aqui, vivemos em tempos de informação rápida demais pra ser processada e expectativas altas demais para atingir e superar.
    Você é uma mulher incrível, bem resolvida, que sempre diz ter bons relacionamentos com família, com o Leo e as pessoas ao seu redor, é bem sucedida aqui no Futilish, na Rice and Beans e em tudo mais que faz… um verdadeiro norte e exemplo pra nós, suas leitoras!
    Apesar de tudo isso, saiba que você não precisa ser a Mulher Maravilha o tempo todo. Ninguém consegue resolver todos os problemas sozinha, nem você. Dar conta “de tudo” cobra um preço muito alto na vida da gente!
    Se você não quiser recorrer imediatamente aos fármacos, procure terapias alternativas. Acupuntura, microfisioterapia, yoga, meditação, etc. Se nada disso funcionar, será hora de deixar os preconceitos de lado e procurar um psiquiatra de confiança. Por favor, se cuide e não deixe seu quadro se agravar. Com saúde mental não se brinca, e quando a gente perde a saúde, não nos sobra nada.
    Como bem disse Saramago, “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. Se você não consegue olhar pra si e identificar e resolver sozinha o seu problema, talvez seja hora de admitir ajuda externa. <3
    Estou torcendo por você!

    • Constanza02/04/19 • 18h28

      Senti seu abraço, muito obrigada <3

  19. Taty02/04/19 • 18h36

    Cony, sou muito ansiosa. No trabalho, em casa, com os amigos…demorei a reconhecer que tenho esse problema…
    Hoje tenho enxaqueca, claustrofobia…e a origem está na ansiedade…meu neurologista disse que esses problemas começaram no passado porque não busquei ajuda psicológica. Agora, estou grávida e já tive episódios de falta de ar por causa dessa ansiedade que me persegue. Estou buscando relaxar com meditação, exercícios de respiração e massagem relaxante( de vez em quando). Eu deveria ter procurado um psiquiatra quando tive a primeira crise de enxaqueca provocada pela ansiedade. Mas…
    Minha profissão é estressante( professora) e ainda por cima trago trabalho pra casa. Agora, minha médica já me encaminhou pra terapia. Ela disse que o bebê sente tudo que a mãe sente. Se eu fico ansiosa, eu estresso, daí meu útero contrai, meu corpo libera cortisol e passa pro bebê. Quando estou com falta de ar, faço os exercícios de respiração.
    Meu Deus!
    Ansiedade é realmente o mal do século!
    Beijos!
    Taty

  20. Lari02/04/19 • 18h42

    Cony, hoje mesmo fui a uma consulta com um psiquiatra, pra justamente tratar a ansiedade. Também sempre adiei esse momento, pois achava que só a terapia, atividades físicas etc, ajudariam. No entanto, estou numa fase altamente estressante da minha vida, que eu sei que vai passar, mas até passar… Decidi buscar ajuda. No final das contas, diante do meu histórico e como já faço terapia, o remédio prescrito é bem tranquilo. Procura ajuda sim. Vai te fazer super bem! E olha, tudo o que você sentiu na sua viagem, senti na minha também. Você não está sozinha!! Força!!

  21. Jessica02/04/19 • 18h59

    Meu conselho: vai logo na psiquiatra e terapia cognitiva comportamental. Aliás Conselho de quem assim como vc achava que daria conta ate ir parar no hospital sem conseguir falar o próprio nome. Tive que aceitar que naquele momento precisava do remédio e que tudo bem precisar de remédio. O corpo sofre demais com as crises, tipo emagrecer 10k em 1 mês, Terapia me ajudou demais entender que não é o fim do mundo usar remédio e que se vc procura médico pq tá incomodada com uma mancha na pele,por exemplo, pq não procurar o psiquiatra qdo algo na sua mente tb está incomodado.

  22. Nathalia02/04/19 • 19h00

    Oi Cony! Meu namorado tem síndrome do pânico, a primejra crise foi em 2008 em uma viagem, ele voltou e ficou tudo bem. Ficou 4 anos sem crise, ate que em 2011 desandou tudo, depressão e a síndrome bem forte. Até hoje ele tem crises e toma remédio, com menos frequência que antes, mas crises ainda acontecem. Então, se posso te ajudar em algo por ser alguém que vive isso tão de perto e por tantos anos, vá ao médico o quanto antes!! Começa terapia sim, eu entendo você sobre isso, porque sou igual. Mas como você ja teve algumaa crises de ansiedade, acho necessário. Quanto antes você começar o tratamento mais rápido será e não chegará a ter a síndrome. As vezes nem precisa de remédio ainda 🙂 Torcerndo pela sua melhora rápida!!! Beijoss

  23. Gabriela Duarte02/04/19 • 19h20

    Cony,
    estou tratando a minha com acupuntura, floral e os óleos que vc já esta usando.
    Estou simplesmente AMANDO, desde que comecei já senti diferenças drásticas.
    Se precisar da indicação de quem faça a acupuntura me avisa.
    Ahhh eu sou a que “destruiu” o seu sonho de San Andrés rsrsrs

  24. Lucia02/04/19 • 19h41

    Ei Cony! Bem vinda ao clube dos ansiosos! Vou fazer o meu relato e te dar umas dicas de livros que curti. Sofro de ansiedade desde que me entendo por gente. Minha família tem desse tipo de ansiedade em que as pessoas ficam nervosas em determinadas situações e acabam bravas e brigando. Não sabia que esse nervosismo era sintoma típico da ansiedade. Há uns 15 anos, quando estava na faculdade, tive uma depressão seríssima e comecei um tratamento, que acabei suspendendo porque a medicação me deu gastrite. Depois disso, de tempos em tempos tive recaídas, procurei vários médicos, tomei vários remédios e nenhum foi tão eficaz quanto o primeiro medicamento que tomei. Nesses tantos anos de idas e vindas, li bastante coisa, procurei muita informação, conversei com muita gente e fui me conhecendo cada vez mais. Percebi que meus sintomas de ansiedade e depressão se manifestavam desde a adolescência, embora naquela época eu não relacionasse as crises com esse tipo de problema. Percebi eu sou uma pessoa medrosa. Tenho medo de tudo: julgamento dos outros, meus próprios julgamentos (que são muitos), minhas cobranças, cobranças externas, do futuro etc. E que esse medo (que nada mais é do que a ansiedade. Sim, ansiedade é medo) me impediu de crescer na vida, de ter relacionamentos, de ter uma carreira, enfim, várias coisas que não confiava que eu pudesse conquistar. Os meus principais sintomas, quando tenho crise são boca seca, vontade de urinar a cada 2 minutos e uma constipação que dura tantos dias, que uma hora o estômago começa a doer e eu preciso recorrer a laxante, pra aliviar. Nas piores crises, começo a chorar compulsivamente (acho que pra mim isso é o equivalente à falta de ar que a maioria das pessoas relata). Hoje estou medicada e desde que voltei pra medicação certa, sinto como se uma chave tivesse virado e eu tivesse imediatamente ganhado uma auto estima e segurança que nem parecem serem minhas. rs Se eu pudesse te dar um conselho, diria pra procurar um bom psiquiatra. Mas um bom mesmo, com indicação de alguém que se tratou, pq o que eu percebi é que o que mais tem nesse meio é picareta atendendo pelo plano de saúde. Já passei por médico que fez meu diagnóstico em 2′ de consulta, só olhando pra minha cara, juro! Sem contar que existem vários tipos de ansiedade e que ansiedade, depressão e outras doenças psiquiátricas tem sintomas muito parecidos, o que torna o diagnóstico mais difícil. Talvez vc não precise de medicação, mas é bom conversar com um profissional para entender melhor o seu problema. E procure informação. Indico um livro super sucinto e completinho que li. Chama Ansiedade ( Daniel Freeman, Jason Freeman, e outros). Não é auto ajuda barata e vai te ajudar a entender o que é a ansiedade, os diversos tipos desse transtorno e tratamentos. Tb indico o 10% mais feliz, do Dan Harris, que fala da crise de pânico que ele teve e como ele descobriu a meditação para aliviar. É muito divertido esse. Te desejo boa sorte no tratamento e volte aqui pra contar pra gente o que te ajudar nesse processo. Bjos.

  25. Janaína02/04/19 • 19h45

    Nossa Cony achei que era coisa da minha cabeça…mas aí percebi que tambem desenvolvi a ansiedade quando por conta de uma separação com filhos tive um ataque esporádico de pânico dentro do super mercado exatamente como vc relatou..achei que estava tendo um AVC com as mãos e boca dormente….fui parar no hospital…..daí médico falou pra eu procurar ajuda….estou neste processo de achar um bom profissional pra me acompanhar mas sei exatamente o que e isso. Forças …terapia e autoconhecer conhecimento e faz diferença sim.
    Amo vc desde quando vc trabalhava aqui em Betim. Te acompanho e já te vi diversas vezes na obra mas fiquei com vergonha de ir até vc bjs grandes Jana

  26. Luciana Soares02/04/19 • 19h53

    Oi Cony! Tenho esses sintomas há alguns anos. Houve uma época q vieram mais forte. Tive q tratar com medicamento, mas antes tentei todas as outras alternativas q não envolvessem antidepressivo, mas o copo de água estava transbordando e eu continuava colocando agua no copo, então os outros caminhos para melhorar desses sintomas q vc descreveu ajudaram, mas não curaram. E as crises ainda vinham, com menos frequencia, mas vinham. E comecei a ficar deprimida tb. Coisa q não é comum em mim. O meu psiquiatra diz q precisamos tratar a causa. Os remédios tratam os sintomas, mas a gente tem q consertar algo na nossa forma da gente de lidar com a vida, pra parar de continuar a encher o copo até ele transbordar. Eu sou muito exigente comigo mesma. E td é muito intenso em mim. Preciso desacelerar. Sei de td, mas daí a conseguir colocar td em prática é diferente. Tenho muita insônia e estou tratando a insônia pra tentar não entrar no antidepressivo de novo pra tratar a ansiedade. Tb faço aromaterapia, e terapia com psicólogo, e atividade física. Falta incluir o raio da meditação e meu momento de orações com mais disciplina. Estou sem antidepressivo tem mais de 1 ano. Mas hj passei mal de novo, no metrô, os mesmos sintomas q os seus praticamente. Achei q fosse morrer. Comecei a rezar. Me ajudou naquela hora. Mas não me garanto q ajuda sempre. O conselho q eu te dou, comece algo mais intenso pra combater isso. Aromaterapia ajuda, mas o q vai resolver essa questão será uma ação mais profunda. Ainda vou tentar mais um tempo sem antidepressivo, mas estou nessa empreitada junto com meu médico e minha psicóloga, não faço por conta própria. Não gosto de ficar agarrada em medicamento. Tenho fé em mim q vou conseguir deixar isso pra trás de vez. Qq coisa, Cony, estamos aí para trocar experiencias. Beijosss e gosto muito de vc!

  27. Adriana Rolim02/04/19 • 20h12

    Cony não tenha preconceito em ser tratada com medicamentos,essa é a melhor opção . Eu mesma tinha medo de tomar remédios controlados e ficar dependente. Optei pela terapia de regressão (Dra. Morgana Valente) que me ajudou muito,entendi o motivo das ansiedades e crises que eu vinha sentindo. Crises tão fortes a ponto de não querer mais viver . Foi aconselhado a introdução de remédios para controle dessa tal ansiedade que aparece qdo vc acha que está tudo bem e não está . Hj entendo que todos devem fazer terapia e não por frescura,mas pro bem da nossa saúde mental. Vivemos dias turbulentos e por mais que tentemos não temos controle o tempo todo.

  28. Ana Luiza02/04/19 • 20h19

    Cony tenho transtorno generalizado de ansiedade e às vezes crises de pânico. Isso me acompanha desde os meus 13 anos, hoje tenho 35. Minhas crises são inconstantes, podem ser uma vez ao mês ou uma vez ao ano. Porém, a ansiedade me acompanha sempre. Sou parecida com você, consigo me entender bem, já fiz diversas terapias e não adiantou. Tomei medicação uma vez, mas tive tantos efeitos colaterais que aguentei apenas por 2 meses. Moro em Portugal há 8 meses, e minhas crises estão vindo mais seguidas, por toda a transformação de minha vida. Quero tentar fazer meditação, pois ouvi maravilhas sobre ela para a ansiedade. Além disso, tenho um exercício bom caso te dê outra crise: pega um papel e caneta ou o bloco de notas do celular mesmo e na hora da crise começa a listar 5 coisas que tu vê e 5 coisas que tu consigas tocar naquele momento, junto a isso vai respirando profundamente. Água gelada também ajuda, pois diminui a velocidade dos batimentos. Eu uso um remédio homeopático que se chama Sedatif, foi a única homeopatia que resultou para mim, é carinha mas vale a pena. Os resultados surgem por volta de uma semana… todas as alternativas naturais eu tento, fujo de medicação. Beijos querida!

  29. Flavia02/04/19 • 20h32

    Você me descreveu, também achei q fosse passageira e que fosse dá conta, mas a ansiedade voltou, mais forte do que nunca, relutei por 1 ANO com sintomas diários, até procurar um médico, e começar com medicação, que hoje são modernas, sem efeitos colaterais e você consegue viver tranquilamente, SIM, eu voltei a viver tranquilamente! Obrigada Deus, por abençoar e inspirar pessoas que desenvolvem remédios que curam!
    Se eu pudesse dá um conselho à você e a todas as pessoas que estão passando por isso é , vão ao médico, procure ajuda especializada, não sofram sozinhos como um dia eu fiz.
    Moro em Nova Lima e posso te passar o contato do meu medico.
    Obrigada por abordar esse assunto de forma tão SINCERA! Tudo passa e isso também vai passar!!!

    • Kaa14/04/19 • 10h30

      Oi Flávia!
      Qual remédio você toma sem efeitos colaterais?
      Eu tomo fluoxetina que tbm não tem, mas estou tendo ansiedade mesmo com o medicamento. O que tomava antes me deixava sem libido algum.
      Pode falar tranquilamente porque todos tem venda controlada, né?!
      Obrigada! Bjos

  30. Alli02/04/19 • 20h38

    Cony, acho simceramente que vc deve procurar um psicologo. Foi assim queminha ansiedade foi diagnosticada. Deixa te contar minha historia brevemente:
    Com 30 anos em um periodo de mudanca de emprego, comecei com uma neura com a minha mae. Achava que ela tava doente o tempo todo e queria levar ela no medico por tudo, uma pinta na pele, uma tosse, tudo… até que um dia minha mae ficou apavorada comigo, pq eu enfiei ela a entrar no meu carro pra fazer um exame que ela ja tinha marcado mas ia demorar pra acontecer. Fui pra casa chorando nesse dia. Foi ai que vi que nao era normal o wue eu tava sentindo. Arranjei uma terapeuta maravilhosa que me falou da ansiedade. Fiz tratamento durante um tempo e melhorei. Nunca mais voltei na terapeuta. Dois anos depois qdo meu filho nasceu a ansiedade voltou contudo. Dessa vez minha preocupaçao era comigo e com meu filho. Na minha cabeça eu tive todas as doenças que existem no mundom todas. Até que comecei a ter simtomas fisicos das doenças. Voltei pra terapia mas ja era tarde. Minha psicologa me encaminhou pra um psiquiatra que me receitou um remedio. Chorei tanto, tanto, tanto pq sempre achei que quem tomava medicaçao era uma pessoa fraca. Tinha vergonha. Alias ate hj nao contri pra ninguem esses ep. Só meu marido que sabe de tudo. Tomo medicaçao ha 7 meses e um diabpretendo parar

  31. Alli02/04/19 • 20h43

    Cony, acho sinceramente que vc deve procurar um psicologo. Foi assim que minha ansiedade foi diagnosticada. Deixa te contar minha historia brevemente:
    Sempre fui aloica da doença. Sempre fui mega preocupada com qq sintoma que eu tinha. Com 30 anos em um periodo de mudanca de emprego, comecei com uma neura tbem com a minha mae. Achava que ela tava doente o tempo todo e queria levar ela no medico por tudo, uma pinta na pele, uma tosse, tudo… até que um dia minha mae ficou apavorada comigo, pq eu fiz ela a entrar no meu carro pra fazer um exame que ela ja tinha marcado mas ia demorar pra acontecer. Fui pra casa chorando nesse dia. Foi ai que vi que nao era normal o que eu tava sentindo. Arranjei uma terapeuta maravilhosa que me falou da ansiedade. Fiz tratamento durante um tempo e melhorei. Nunca mais voltei na terapeuta. Dois anos depois qdo meu filho nasceu a ansiedade voltou com tudo. Dessa vez minha preocupaçao era comigo e com meu filho. Na minha cabeça eu tive todas as doenças que existem no mundo, todas. Até que comecei a ter sintomas fisicos das doenças. Voltei pra terapia mas ja era tarde. Minha psicologa me encaminhou pra um psiquiatra que me receitou um remedio. Chorei tanto, tanto, tanto pq sempre achei que quem tomava medicaçao era uma pessoa fraca. Tinha vergonha. Alias ate hj nao contei pra ninguem esses ep. Só meu marido que sabe de tudo. Tomo medicaçao ha 7 meses e um dia pretendo parar. O medico diz que com um ano da pra tentar um desmame. Me sinto muito bem hj, ainda tenho preocupaçoes com doenças mas nao é irracional como era antes. Procure ajuda, se nao tratar só vai piorar. Boa sorte. Te adoro

  32. Jessica02/04/19 • 20h51

    Cony, passei mais de um ano para procurar atendimento depois de um episódio de pânico.
    Depois percebi que meu rendimento e estresse do dia dia era algo muito prejudicial inclusive nas minhas relações interpessoais, assim como vc, por ter uma vida muito ativa e que exige de nossa mente, decidi que não queria usar nenhuma medicação, e após alertas de terceiros entrei na terapia, até por levar em conta todos os caos do chora. ❤️
    Nesse meio tempo, além da terapia procurei mudar meu estilo de vida. Por exemplo, ter uma atividade física regrada ajudou a regular o apetite e o sono, além de ajudar a aliviar a tensão e melhorar um pouco a autoestima. Procurei evitar uso de bebida alcoólica pois a mesma alterava meu sono e minha produtividade no dia seguinte.
    Após um período de estresse repetitivo e sempre me controlando, cheguei no limite e aí fundar o evento estressante eu desabei e achei que tive uma crise de pânico, foi aí que procurei um psiquiatra.
    Não nego que com o antidepressivo tive efeitos colaterais como sonolência, fragilidade emocional, palpitação, enjoos. Mas dia após dia os efeitos negativos vão sumindo, e com ajuda do psiquiatra vamos tendo a certeza que tudo vai passar e vamos render melhor.
    O remédio vai nos tratar dos sintomas por um tempo, mas a mudança de vida e de pensamento NÓs vamos precisar correr atrás.
    Em um mês usando o escitalopram, já percebi grande melhora principalmente na memória e na minha concentração que estava muitíssimo prejudicada.
    Antes mesmo de usar medicação controlada, já havia usado florais fitoterápicos e realmente me ajudaram, mas na situacao limite eles não ajudaram.
    Reflita Cony, se vc está tendo crises de ansiedade não deixe passar, pesquise um bom profissional que não tenha “ fama de dopar “ os pacientes e entre na terapia e faça exercícios mulher!
    Estamos aqui pra te apoiar se vc precisar diminuir o ritmo

    • Flavia03/04/19 • 00h56

      Escitalopram me salvou ❤️

      • Marcia Aguiar04/04/19 • 01h00

        Escitalopram é vida! Tomei Lexapro durante muito tempo e já não tomo há mais de cinco anos. Não sofri com nenhum efeito colateral. Lexapro me trouxe a vida de volta.
        Há muito preconceito e má informação quanto a medicações para o tratamento de doenças psiquiátricas. O fundamental é ter um bom psiquiatra que encontrará o remédio ideal para você, na dosagem nescessária. Sou do time que também detesta fazer terapia, tentei duas ou três vezes, mas ficava ansiosa quando sabia que era dia de consulta, de tanto que detestava fazer aquilo. No entanto, adorava minha consulta mensal (às vezes quizenal) com minha psiquiatra durante os anos em que tomei medicação. Era uma hora de bate-papo, não era só pegar uma receita azul e pronto.
        Sou super a favor de tomar remédios quando se fazem necessários. A medicina moderna existe para nos ajudar, e os remédios hoje em dia são muito eficazes. Falo sobre hoje em dia, porque minha mãe tinha depressão e transtorno bipolar do humor. Sua primeira crise de depressão foi nos anos 70, quando nem se sabia o que era isso. Foram 10 anos de diagnósticos errados até chegar ao TBH e descobrir a falta de Lítio no sangue.

    • Danielle03/04/19 • 09h55

      Meninas, escitalopram também me salvou!
      Tinhas crises de choro, pânico, taquicardia.
      Comecei a terapia, que me ajudou muito, mas só com o medicamento voltei a ter controle sobre mim mesma.
      A gente fica com medo e preconceito de usar medicamento, mas graças a ele me reencontrei.
      No começo tive muito enjoo e tontura, mas hoje, com cinco meses de tratamento não tenho nenhum efeito colateral.
      Força a todas nós, inclusive para Cony! <3

  33. Dry02/04/19 • 20h54

    Cony, nem sei por onde começar. Primeiramente, já te disse isso e reforço: vc é a blogueira mais verdadeira e transparente com as leitoras que conheço. Sou leitora do blog há anos (desde esse relacionamento de 15 anos, se não me engano. Até trocamos e-mails na época). Obrigada por se abrir dessa forma pois isso é tão pessoal e íntimo! Eu ainda não procurei ajuda, mas estou com os sintomas que descreveu. Trabalhei 10 anos em uma empresa que me desgastou emocionalmente e saí em dezembro, estou desempregada e APAVORADA pois tenho algumas pessoas dependem financeiramente de mim e o fato de não conseguir emprego está me apavorando demais demais demais. Parei de malhar, engordei, chego a ficar o dia todo de pijama em casa, sem vontade de comer. Fico uma semana sem colocar os pés no portão de casa (e tendo essas crises – que vc teve -sozinha, as vezes, dentro de casa). Sou movida a trabalho mas preciso me realizar profissionalmente (e principalmente voltar a ganhar dinheiro pra cumprir meus compromissos). Ficar sem essa rotina, sem perspectiva, me consome!!!! Obrigada por abrir esse espaço, pois mais do que nunca sei que preciso de ajuda. P.S.: tenho crises desde que saí da empresa.

  34. Vivi02/04/19 • 20h59

    Cony, já passei por muitas crises de ansiedade, a primeira e mais perceptível foi háv8 anos, como na época eu estava grávida a obstetra me encaminhou para uma psiquiatra. Desde então eu tenho consciência da minha ansiedade, sei o que está acontecendo quando tenho uma crise, mas fiquei muito tempo protelando um tratamento e acabei desenvolvendo outros sintomas como insônia. Depois de muito resistir voltei a psiquiatra e estou há uns 9 meses tomando medicamento, o remédio me ajuda, mas ainda tenho crises esporádicas. O que tem me ajudado muito é prática de yoga, faz 6 meses que comecei as aulas e me sinto muito melhor e mais calma. Uma outra alternativa que busquei nesse meio tempo foi a microfisioterapia, ela foi fundamental para eu entender a origem da minha ansiedade, pois compreendi que sempre fui ansiosa, desde criança, mas acabou se tornando algo patológico. Eu entendo o que vc sente, sei o quanto é horrível, e estou torcendo muito por vc. Um forte abraço!

  35. Karen02/04/19 • 21h05

    Eu faço tratamento de Ansiedade/Síndrome do Pânico há 10 anos, mas acredito que a maioria das leitoras já te deu o caminho das pedras sobre os tratamentos. Deixo, então, 2 links que acredito que possam te ajudar. 🙂
    Boa sorte nessa jornada! Vai ficar tudo bem.

    https://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/27/sociedad/1403882804_124190.html

    https://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/05/ciencia/1417796395_262217.html?rel=mas

  36. Renata02/04/19 • 21h17

    Oi Cony, eu tive quando perdi um amigo em acidente. Por medo de acontecer de novo, ficava me pré-ocupando com algo que não estava sob meu controle, o que me ocasionou uma crise de pânico. Graças a Deus foi pontual e logo passou, mas foram dias, meses horríveis que não coseguia ficar sozinha, muito desespero, não sabia explicar!
    Ansiedade é muitas vezes excesso de futuro, é deixar de viver o hoje e agora! Talvez seja o caso de desacelerar um pouco, preste mais atenção nos seus sentimentos, nos acontecimentos do dia a dia e como se sente a eles. Talvez conscientemente está tudo ok, mas o inconsciente está enviando um alerta!
    Procure um médico, peça alternativas ao remedios!
    Só não deixe passar, pq pode melhorar e ficar pra lá e no futuro voltar pior!
    Se cuida tá!

  37. Ticiane02/04/19 • 21h30

    Oi Cony, há 5 anos comecei a ter sintomas (crise de choro, falta de ar, dor de cabeça) estava passando por uma fase ruim na vida pessoal, em relação à amizades e um amor não correspondido, levei meses pra procurar ajuda, fui fazer terapia e pra mim foi a melhor escolha que fiz até hoje, faço há mais de três anos mas depois os sintomas voltaram em forma de dor no peito, mais fortes, procurei um psiquiatra e fui diagnosticada com transtorno de ansiedade não especificada e há um ano estou tomando ansiolíticos! Meu arrependimento foi não ter começado a tomar antes, mesmo com a prescrição em mãos eu resisti bastante tempo! Tive alguns efeitos colaterais nos 2 primeiros dias mas desde então ele trata meus sintomas, não me deixou apática ou afetou minha rotina, mto pelo contrário, trouxe mais qualidade e junto com a terapia hoje estou muiiito melhor! Claro que mudei bastante meu comportamento mas sem o tratamento isso não seria possível! Minha médica me orientou a tomar o remédio por mais dois meses e assim farei, conforme for volt novamente! Espero ajudar outras pessoas que assim como eu eram resistentes com a terapia ou com medicação mas não há preço que pague nossa saúde mental em dia!

  38. Gabriela Araujo02/04/19 • 21h57

    Coni te respondi no inbox do Instagram, mas acho que vale falar aqui também.
    É triste ver que realmente essa é a doença do século. Eu também sou super controladora e ms vi se chão quando terminei um noivado e tive que voltar para a casa dos meus pais. Voltei correndo para a terapia e tenho certeza que se não fosse isso, teria desenvolvido também ansiedade, afinal cheguei a ter dias crises (“pequenas”, mas tive)
    Hoje eu vejo vários amigos meus com isso e TODOS negaram no começo o tratamento.. É ficaram pior.
    E o que falei para todos eles é “Se a gente tem uma dor de barriga, uma dor de estômago devemos tomar um remédio. Pq não devemos tomar também quando o nosso cérebro precisa? Quando tem um desalinhame químico? Qual é a diferença?”
    Vi a minha melhor amiga virar outra pessoa, com medo de ter crises, aí ela tinha uma crise e até mesmo nos momentos felizes, pq o medo era maior ainda de estragar aquilo, ai vinha outra crise. Aí sim vi ela se tornar outra pessoa, afinal ela não aceitava o tratamento, até que um dia ela viu que não tinha mais escolhas e está fazendo o tratamento. É voltou a ser a pessoa que ela sempre foi, incrível!
    O remédio não vai te deixar grogue, não vai te deixar outra pessoa.. só vai trazer quem vc é, afinal é um problema químico.
    Então minha dica é vai no médico, vai também na terapia pq ter controle de tudo também não é saudável. É importante vc descobrir seus gatilhos. E faça exercícios físicos, ela sentiu uma melhora muito grande só de fazer uma esteira todos os dias, mas é importante liberar essa energia acumulada.
    E tá tudo bem procurar ajuda, viu?! Vai antes que volte essas crises e cada tempo perdido, pode agravar mais o caso.

    • Luiza03/04/19 • 09h07

      Concordo muito com vc Gabriela, por mais que a gente queira, ter controle de tudo não é saudável e só entendemos isso qd relaxamos e entendemos que isso é o maior gatilho da ansiedade!

      • Danielle03/04/19 • 09h59

        Gabriela, você falou tudo!
        Eu também tive medo de me tornar outra pessoa com os medicamentos, apática, grogue… mas percebi que as crises tinha me transformado. Na verdade, foi o medicamento que fez com o que eu me reencontrasse…

  39. Melissa02/04/19 • 22h27

    Melhoras para ti , vai ficar bem. Mas não empurra com a barriga não. Procure um psiquiatra sério, com indicação, porque as vezes o remédio é só um paliativo, mas necessário. A psicoterapia é que funciona a longo prazo, experiência própria. Mas o médico ajuda a afastar outras causas de ansiedade ( eu tive hipertireoidismo e uma arritmia que pioravam as crises de ansiedade). E aposta na yoga e na meditação ( ajuda master delas, muita gratidão ao meu instrutor) e num esporte aeróbico ( eu não suporto academia, então fui escalar). E pensa que isso tem jeito! Sinta-se abraçada de coração. Da leitora que lê mas nunca comenta e te adora <3

  40. Uma filha cansada02/04/19 • 22h32

    Já comentei ali em cima de forma mais genérica, mas seu post mexeu muito comigo e vim aqui contar a minha história.
    Tenho 28 anos e, desde que me conheço por gente, minha mãe é depressiva. Aliás, já era antes de engravidar de mim e do meu irmão mais novo e teve duas depressões puerperais terríveis – acho que isso também piorou a situação.
    Conforme o tempo foi passando e a vida ficando mais difícil, minha mãe passou a negligenciar a saúde mental dela para se dedicar a todas as demais coisas da vida – cuidar da casa, do marido, de dois filhos, da mãe, das irmãs que vivem brigando entre elas, trabalhando DEMAIS fora de casa, etc, o que causava vários episódios de pânico e ansiedade. Essa sobrecarga mental e emocional foi se acumulando, até que, em 2014, ela teve um ataque muito intenso de pânico no trabalho e teve que ser internada na ala psiquiátrica por uns dias. Depois de liberada, ela ainda ficou mais um ano e meio afastada do trabalho se tratando.
    Esse período 2014/2016 foi MUITO pesado pra ela (que sofreu demais e engordou mais de 40 kg) e muito pesado também pra nós, familiares. Desgastante em todos os sentidos da palavra. Ter que mantê-la sob vigia, certificar de que ela estava indo às consultas, à terapia, tomando os remédios, evitando as tentativas de suicídio (sim, chegou a esse ponto). Ficamos “loucos” junto com ela.
    Hoje, graças a Deus, ela está em uma situação estável, e nós também. O estado de alerta nunca passa, mas já vivemos temos mais sombrios e de mais medo pela vida dela. Às vezes ela tem crises de pânico mais leves, mas agora já sabemos como lidar e como medicar na hora do surto.
    O casamento dela acabou. Ela e meu pai são bons amigos e “sócios”, moram juntos e não querem divorciar, mas aquela paixão que eles nutriam nitidamente se foi. Ela mesma tem consciência e afirma isso.
    Eu ainda vivo carregando a sensação de que cuidar dela é a minha prioridade nº 1, faço o que posso pra ajudar e facilitar a vida dela, pra evitar que ela se frustre, mas o mundo é esse lugar nem sempre bom que a gente conhece e não dá pra protegê-la de tudo.
    Meu irmão não conseguiu lidar com a turbulência na época e se afastou. Briguei com ele por anos por causa disso e estamos nos reaproximando agora.
    Então te digo, querida: se cuide. Procure um psiquiatra. Se não por você, pelas pessoas que você ama e que vão sofrer junto com você se o seu quadro piorar.
    Autocuidado também é cuidar de quem corre do seu lado.

  41. Juliana02/04/19 • 22h52

    Querida Cony, já sofri de ansiedade em dois períodos complexos da vida: quando estava cursando doutorado e sobrecarregada de trabalho; e, mais tarde, quando tive que retornar da licença maternidade. Nos dois períodos fiz tratamento com psiquiatra e fiz uso de medicamento (antidepressivo e ansiolitico) para controlar. Nunca gostei de usar os remédios, mas também sempre agradeço por eles existirem! Não tive problemas em usar, nunca escondi que usava e te digo: se não fosse por eles, tenho certeza que tudo teria sido muito mais difícil. Único senão do uso de antidepressivo (e isso depende muito do tipo de antidepressivo) é a dificuldade no momento deixar de usar. Rola uma síndrome de abstinência meio punk. Mas passa. Vou te dizer que a única coisa que sempre me incomodou em usar medicamento era o pensamento: e se eu estiver numa situação em que não tenha acesso a ele? O que acontece? E foi justamente por isso que cessei o uso nessa última vez em que tive que utilizar: tenho uma filha bebê e pretendo viajar no próximo ano. Me peguei pensando: e se eu por acaso perder o remédio na viagem, ou roubarem minha bagagem, sei lá, e eu ficar sem meu remédio? Minha filha não pode sofrer as consequências disso. Tomei coragem, parei a medicação, passei por momentos muito ruins (mesmo) de abstinência, mas hoje estou super bem! Claro, já fazia um ano que estava com as crises de ansiedade controladas e o medicamento foi um salvador no começo. Pra terminar esse mega comentário: te aconselho a procurar um psiquiatra. Se precisar tomar remédio, toma. Sem preconceitos. Vai te ajudar muito no começo. Assim que der, larga a medicação (mas seja grata por ela existir e ter te ajudado). Investe em atividades que te relaxem e te deixem tranquila. Volta pro pilates! Faz exercícios de respiração. Parece que não vai adiantar nada, mas funciona!!! Beijos e melhoras!

  42. Adriana02/04/19 • 23h04

    Cony, tenho síndrome do pânico causado pela ansiedade que nunca tratei. E tenho desde sempre, desde os dias de prova na escola. No meu caso, fui diagnosticado com fibromialgia, o que piora ainda mais minha situação. Faço tratamento médico e psicológico e tomo remédio controlado para me acalmar e para dormir. Antidepressivos mesmo. Mas estou na fase de diminuir a dosagem… Com isso, essa semana sinto que piorei com alguns eventos que se passaram em minha vida. Não estou conseguindo nem mesmo sair de casa. Meu coração esta explodindo, sensação de desmaio, falta de ar… Não sei o que fazer, se procuro uma emergência, meu médico ou se espero pelo dia da minha consulta com a psicóloga em maio!!!
    Mas o que quero te dizer é: procure ajuda. Os remédios não te deixaram passada. Eles te auxiliarão a sair das crises!!!!!

  43. Juliana02/04/19 • 23h11

    Querida Cony, já sofri de ansiedade em dois períodos da vida: quando estava cursando doutorado e assumindo muito mais trabalho do que poderia dar conta; e, depois, quando tive que retornar na licença maternidade. Nos dois períodos fiz uso de medicamentos (antidepressivo e ansiolitico). Nunca achei ótimo tomar os remédios, mas também nunca tive preconceitos, nunca escondi que usava. E vou te dizer: se não fosse por eles, tenho certeza que tudo teria sido muito mais difícil. Fiz terapia com psiquiatra na primeira vez e foi super importante. Na segunda, não senti necessidade e fiz apenas terapia medicamentosa. Além de alguns efeitos adversos, que variam muito dependendo do tipo de antidepressivo utilizado, mas que pra muitos são a perda da libido e pode haver ganho de peso, o que me incomodava era um pensamento: e se eu ficar sem remédio? O que acontece? E foi justamente por isso que parei a medicação nessa segunda época de ansiedade. Tenho uma filha pequena, pretendo viajar no próximo ano, e comecei a pensar: e se eu perco o remédio na viagem? Como vai ser? Minha filha não pode sofrer as consequências disso. Então criei coragem, cessei o uso do antidepressivo, passei por um período muito ruim de abstinência (ruim mesmo!), mas passou. Hoje estou ótima! Mas claro que já tinha um ano de controle das crises. Minha recomendação seria: procura um psiquiatra primeiro (e vai em vários se for necessário! Tens que te sentir a vontade nas consultas!), toma medicação se for necessário (sem preconceitos ou receios), larga a medicação assim que puder (mas agradece por ela existir!), faz exercicios de respiracao (parece que ñ vai adiantar, mas ajuda nas crises sim). Dedica um tempo no dia ou na semana pra atividades que te façam relaxar. Volta pro pilates! E o mais importante: não fica sofrendo! Ansiedade é tratável e a gente sobrevive . Beijos e melhoras!

  44. Patricia H02/04/19 • 23h24

    Cony, estou em tratamento com remédios (mas também fui diagnosticada com depressão) mas sinto que já estou melhorando. O que me ajudou bastante foi a meditação, alongamentos/yoga e leitura /videos sobre Autoconhecimento. Muitos indicam a direção mas percorrer o caminho é árduo, mas vale a pena.
    Melhoras, adoro você!

  45. Gisele202/04/19 • 23h27

    Respeito sua decisão de não querer tomar remédios nesse primeiro momento. Digo, por experiência própria, que depois eh difícil “desmamar”.
    Você eh uma mulher admirável. Te desejo boas melhoras!
    Coisas que funcionaram MUITO e que me ajudaram:
    1. Exercício físico;
    2. Yoga (divisor de águas);
    3. Acupuntura;
    4. Meditação;
    5. Animal de estimação;
    6. Ansiodoron (fitoterápico específico pra ansiedade da marca Weleda, vende na farmácia);
    7. Ler o livro da Gisele Bündchen! Se até ela que eh maravilhosa teve crise de pânico eu tbm posso ter rsrsrs.

    Bjos querida! Parabéns por abordar esse assunto aqui. Adoro seu blog! Sucesso!

  46. Thaíse M03/04/19 • 00h12

    Bom, Cony!
    Sou médica e (mto) ansiosa. Sofri por anos achando que isto era uma característica da minha personalidade e que existiam motivos para fazer tratamento.
    Usava os mesmos argumentos que você para justificar o fato de não buscar ajuda especializada: não quero ser dopada e não tenho “demanda” para terapia.
    O meu conselho? Procure um psiquiatra e faça o tratamento adequado, haverá uma melhora gigantesca na sua qualidade de vida!
    A medicação só é indicada quando necessário (nem sempre é) e existem uma infinidade de opções. Não deu certo, troca ou ajusta dose.
    Em relação a terapia, caso indicada pelo psiquiatra, existem varias vertentes. Eu fiz cognitiva-comportamental, o objetivo era identificar situações/comportamentos gatilhos da minha rotina que desencadeavam crises de ansiedade e me “reprogramar” para enfrentar de uma maneira melhie essas situações. Não teve isso de volta ao passado, relato de traumas e afins… Objetiva, prática e funcional. AMEI!
    Quanto a coisas naturais, não acredito. Mas, isso é opinião pessoal/profissional.
    Melhoras para você!
    Te adoro

  47. Tita03/04/19 • 00h13

    Cony, tenho certeza que constelação sistêmica pode te ajudar muito . Eu estáva vivendo uma esgotamento emocional por uma situação que já estava refletindo na minha saúde.
    Conheci uma perfil no Instagram de uma super profissional e comecei a seguir @ terapeutajosianekeylla e com ela realizei uma Constelacao via Skype , com total privacidade e no conforto meu lar .
    E foi a melhor coisa que me aconteceu, hoje no lugar do medos e angústia e das questões que me traziam sofrimento , deu lugar a uma vida mais leve e com paz . Algo surreal . Um bjo fica bem !! Vc é especial e só merece o melhor !

  48. Laís03/04/19 • 00h15

    Cony, tenho um SORRIA QUE EU TE ESCUTO sobre ansiedade (TAG) e gostaria de compartilhar!

    Bem eu comecei ter os primeiros sintomas de ansiedade aos 15 anos, hoje eu sei que já eram, mas na época nem passava pela minha cabeça. Nós sempre ouvimos, “ah o fulano é ansioso”, e isso é associado a pessoas agitadas, que gesticulam, que falam alto. E eu sou o oposto, sou calma, falo calmo, e até lenta algumas vezes rsrsr.

    Mas isso nada tem a ver com a ansiedade (pelo menos pra mim) ser calma não quer dizer pensamento calmo. Meus primeiros sintomas foram uma dor no centro do peito que me dava dificuldades pra respirar. Ela sempre vinha no domingo à noite, mas não me preocupava e eu achava que era coluna. Até que vieram as primeiras sofrências da vida e eu fui lá no fundo do poço. Namoro de 2 anos, namorado bem mais velho, tinha um caso com a melhor amiga. Fiquei sem chão, fui pra psicóloga e me reequilibrei, estava prestes a começar faculdade, tudo novo. Era o que eu precisava. Mas junto com esse sofrimento vieram uns medos irracionais e muita, muita culpa. Eu sempre achava que Deus estava me fazendo sofrer por algo que eu fiz muito ruim e que eu era muito errada (olha a Noia) aí quando eu estava bem esses pensamentos iam embora, mas depois vinha um medo irracional de estar fazendo tudo errado de novo.
    Os anos passaram, me formei, passei em concurso, sempre tive uma vida frenética a partir do 2º ano da faculdade, trabalhava, estudava, festava…não tinha muito tempo parada. Final da faculdade tive um relacionamento (achei que tinha achado um príncipe, tudo perfeito, redondinho) até que com o passar do tempo eu mais chorava do que fazia qualquer coisa, comecei a perceber que eu estava muito interessada em ler reportagens sobre relacionamentos abusivos (era meu inconsciente pedindo socorro) e li muitos e muitos Choras, aliviavam meus pensamentos (essa coluna é muito amor!) . Mas eu não cogitava terminar e não entendia muito bem o que estava acontecendo comigo.

    Resumo da ópera. Levei um pé na bunda, descobri que as coisas não eram nada como eu pensava e que o relacionamento que eu estava não era nem de longe bom. Na época eu estava trabalhando muito, 60 horas por semana, e logo depois do fim do namoro eu já me sentia liberta e sabia que não queria voltar. Mas como eu soube de muita coisa depois, acho que no fundo eu ficava esperando que ele levasse o troco pelas coisas que fez ou que me pedisse perdão (obviamente isso gerava ansiedade). Junto a isso, venceu meu contrato em um lugar que eu trabalhava 40 horas e eu fiquei trabalhando 20 porque no mesmo ano voltaria a trabalhar 40. Surtei! Quando meu cérebro ficou relax foi aí que a procrastinação veio. Não conseguia me concentrar, perdia prazos, não fazia nada, eu tinha o maior tempo do mundo e não conseguia fazer nada. A culpa veio muito forte, eu chorava o tempo todo. Minha família disse que achava não ser mais caso de ir “somente” ao psicólogo e que era melhor eu ir a um psiquiatra. A gente tem muito preconceito (mesmo sem maldade, pelo menos eu tinha) e eu só pensava: “Minha vida é ótima, tenho saúde, família, bom emprego, não é certo eu me sentir assim”. Isso só aumentava minha culpa. Aí meus sintomas se tornaram físicos, quanto mais levava a ansiedade (ainda não sabia que era isso) um sintoma novo aparecia. Coração acelerado, muita dor de cabeça, eu só queria dormir. No meio do dia ficava com a mão no peito porque tinha sensação que meu coração ia perder o compasso. Passei a ter dor de cabeça o tempo todo, abria o olho e a cabeça latejava. Dormia e parecia que a canseira não passava. Sem contar a quantidade de gases, eu achava que não iria conseguir nem segurar. Fui ao médico. Minha família me fez ir. Disse que seria só uma consulta. Quando cheguei, a desconstrução de tudo. Primeiro que ele me explicou que ansiedade tem um traço genético forte, e que provavelmente eu tinha familiares. Eu uso óculos, aí ele me disse: “Você nunca se questionou porque usa óculos né? Simplesmente foi lá, fez os óculos que precisava usar e usa até hoje, as pessoas também não te dizem, “ah, seja forte, deixe de usar óculos, uma hora vai passar!” As questões mentais também são assim, tá com problema, vai lá, vê a causa, trata e pode sarar! Se não sarar “pra sempre” (eu tinha muito medo de tomar remédio o resto da vida) será igual o seu óculos, você não é menos que ninguém por usá-lo. É complicado aceitarmos, uma problema na coluna vemos no raio x, o médico nos mostra, tomamos medicação, fazemos fisioterapia e pronto. As questões mentais sempre achamos que daremos um jeito.

    Fiz tratamento com medicação por 1 ano e meio, no começo muito sono, que depois foi passando e eu fiquei muito mais produtiva! Atividade física é essencial, tal como quem tem uma hérnia, tem que cuidar, o ansioso tem que se exercitar.
    Hoje eu sei que estou bem, (tive alta graças a Deus, estou sem remédio) mas fico de olho, evito gatilhos (ficar “matutando” alguma coisa, só que a diferença é que hoje eu consigo afugentar esses pensamentos, na época da crise não) que me deixariam ansiosa e o mais feliz de tudo! Sei que isso passa, que tem tratamento e que eu posso superar de novo! O que digo é, (meu médico que me disse) as chances da ansiedade se tornarem crônica são maiores a cada crise, e a cada crise um sintoma aumenta. Meu relato ficou enorme, mas gostaria muito que todos soubessem que podemos ter uma vida muito mais tranquila e saudável, que o tratamento não é sinal de fraqueza e falta de controlo da própria vida. Na verdade, se cuidar é demonstrar amor com o que temos de mais precioso: Nossa saúde! Grande beijo!

  49. Dai03/04/19 • 00h46

    Cony, me identifiquei com várias coisas que falou, como saber o porque das suas coisas, ser bem racional e ter o controle da situação. Qdo eu tive uma crise de claustrofobia era claramente por imaginar que a situação não estava no meu controle. Só que realmente senti agravamento de sintomas pq a gente sempre se sente capaz de fazer mais, não dormir direito ou se alimentar bem e que vai continuar tudo ok, afinal eu estou no controle… e aí que complica.
    Eu não tomei remédios, terapia com psicologo não vai ter prescrição de remédios, e a melhor definição pra eles a meu ver, e que me trouxe muita tranquilidade, é que eles são conselheiros, isso me deu muita leveza nas conversas.
    A outra coisa que foi muito boa foi ir na nutróloga, pq minhas taxas de várias vitaminas e nutrientes não estavam boas e esse equilíbrio também ajudou bastante.

  50. Amanda03/04/19 • 01h24

    Cony, sinta-se abraçada!
    Tenho síndrome do pânico há anos. Convivo com ansiedade diariamente.

    Por escolha própria, não faço uso de medicação. Já fiz, e foi horrível pra mim. Ganhei muito peso, não tinha libido, não conseguia fazer nada, ficava dopada. O pior: não tinha as crises, mas a ansiedade continuava em mim. Pedi ao médico que retirasse a medicação, o que foi gradativo. Quando fiquei sem, tive as piores crises da vida e demorou até que eu conseguisse me reequilibrar.

    Acho importante procurar um médico. Eu me trato com um médico homeopata. Meditação me ajuda muito em momentos de ansiedade extrema, e exercícios de respiração também.

    Não é fácil, mas é também uma busca por autoconhecimento. Em descobrir o que desencadeia as crises em você, saber reconhecer os sintomas para que suas crises não piorem, enfim.

    Fique bem!! ❤

  51. Michele03/04/19 • 03h18

    Conheci a ansiedade após o câncer e morte de minha avó. Engraçado que meu medo imediatamente após a morte dela era desenvolver depressão, pois a doença foi muito sofrida, mas não, eu controlei a situação. E foi exatamente aí que eu me perdi. Eu controlei o que eu conhecia: as tristezas profundas, a vontade de ficar prostrada em um sofá. Mas foi aparecendo sorrateiramente outras coisas, que eu associava ao estresse do dia a dia: uma batedeira no coração, uma incapacidade de concentração, uma respiração acelerada… E eu sempre encontrava justificativa para dizer que foi um episódio. O problema é que eu acabei perdendo prazer pelas coisas porque eu passei cada vez mais a não conseguir aproveitar os momentos, pois eu não concentrava ou eu estava mais preocupada em tentar controlar minha mente para não sentir aquele mal estar. Resumo: eu não vivi ( no sentido de desfrutar a vida) por mais de um ano. Eu adiava o psiquiatra porque de alguma forma, lá no meu subconsciente preconceituoso, eu ia assumir que não consigo controlar minha vida. Mas, desde que fui pela primeira vez no psiquiatra, no início de 2017, eu enxerguei que havia um desequilíbrio químico em meu cérebro e, assim como uma gastrite que você tem que tratar, eu tinha que tratar meu transtorno ansioso generalizado ( TAG). Nesses 2 anos de tratamento ( início com remédios e terapia e hoje só com terapia), eu passei a viver de novo e isso não tem preço

  52. Carolina03/04/19 • 05h35

    Cony, mto obrigada por trazer esse tópico pro blog.
    Eu também sou meio como vc, super racional, crítica, objetiva pra tentar melhorar as coisas, e me achava dotada de um auto-controle super eficiente, inclusive comentado pelas outras pessoas, que me enxergam como “forte”.
    Então veio o meu primeiro ataque de ansiedade, quase um ataque de pânico, em casa, supostamente tranquila e depois de chegar da academia. Os sintomas eram tão físicos que eu pensei que fosse um infarto. Formigamento, dor no peito, tontura, dificuldade pra respirar. Passado o susto, racional que sou, cogitei ser ansiedade, algo da minha cabeça que dava o start nos sintomas tão reais. Claro que nesse início passei pelo clichê “MAS LOGO EU?!”. Depois disso tive ainda outras crises menores e comecei a trabalhar a respiração e a desviar o meu pensamento pra outra coisa cada vez que via um “gatilho”. Também tenho receio de tomar medicação, então tenho tentado melhorar com suplementação vitamínica, academia, yoga, exercícios de respiração, tirar um tempo pra mim, mudança na alimentação, praticamente retirei o álcool, diminuí bastante festas ou situações socialmente muito exigentes.
    Muitas coisas também foram se abrindo pra mim, sobre o quanto eu sou exigente comigo mesma, sobre essa imagem estável que os outros têm de mim, coisas do passado também com a minha mãe, um mundo de subjetividades complexas! Esse tipo de problema (ansiedade) nunca vem do nada, é uma vida de coisas debaixo do nosso tapete. Ainda não comecei a terapia, mas sinto que me ajudaria muito também! Pelo menos eu não teria que fazer todas essas reflexões sozinha e teria uma segunda opinião, dessa vez profissional, além de dar um descanso ao meu marido kkkkk!
    Se por acaso, mesmo assim eu não der conta com as soluções alternativas, eu partirei sim pros remédios. Pelo menos tentar algo (tenho tentado não fechar a minha cabeça pra manter valores que supostamente estão associados à imagem que criei de mim, do tipo “não sou do tipo que toma remédio pra essas coisas”, ser mais aberta à ideia de pagar a língua, sabe como?). Mas por enquanto, estou bem assim.
    Enfim, no mais é muito bom poder conversar e ver os casos das meninas porque a gente não se sente mais sozinha, não pensa que tá doida, e dá aquele alívio de “tamos juntas, é assim mesmo”. 🙂

  53. Ana Flávia03/04/19 • 07h18

    Cony, faça acupuntura e meditação! São atividades ótimas! E leia o livro da Gisele! Ela comenta justamente sobre síndrome do pânico, sobre como não queria tomar remédios e o que fez para melhorar!

  54. Bia Coelho03/04/19 • 08h14

    Cony, já passei por isso. No meu caso evoluiu pra síndrome do pânico mesmo. Fazia terapia e quando comecei a perder peso visivelmente minha me encaminhou pra uma psiquiatra de confiança, porque eu precisava de medicação, mas existe remédio que não te deixa lesada ou dependente. Por uns meses aliei terapia e medicação até melhorar. Hoje continuo só na terapia, mas outros fatores mudaram e contribuíram pra minha melhora: mudei de país, me livrei de vários gatilhos que provocavam as crises (o principal era medo de violência, sou do RJ) e estou investindo mais em saúde física e qualidade de vida. Ainda derrapo muuuuito na alimentação, a parte mais difícil pra mim, mas aos poucos vou melhorando. Sou como vc, bem consciente do que acontece comigo, gosto de controle e tento melhorar sempre. A terapia é como uma academia pra mim, faço pra manter a mente saudável, não por um motivo em particular. Acho que ajuda muito a exercitar sempre e ficar fitness emocionalmente também.

  55. Grazi03/04/19 • 08h43

    Oi Cony, tomei remédios por muitos anos, mas não aconselho, a não ser em caso extremo, os remédios só ajudam nos sintomas, precisei aumentar as doses com o tempo e tive muitos efeitos colaterais, eu dormia muito bem no começo, mas com o tempo o sono foi perdendo a qualidade de novo, pra para de tomar precisei de tempo e trabalho, o que acabou me deixando mais ansiosa, eu caminhava duas horas e meia por dia pra conseguir relaxar e só parava quando estava estafada; hoje não tomo mais, continuo ansiosa, mas sem os “ataques”, mas o que me ajudou de verdade, além de terapia, foram as caminhadas.

  56. Carla Biazotto03/04/19 • 08h44

    Oi Cony.

    eu não era uma pessoa ansiosa, até que um dia passei muito mal, com dores fortes no peito, peito acelerado, achei que estava infartando…fui até ao hospital e fiz exames, o meu esposo estava comigo quando voltei na sala com os resultados dos exames (que saiu em pouquíssimo tempo) o médico perguntou ao meu esposo se eu era teimosa, ansiosa, estressada, muito ocupada, e meu esposo falou que eu era e eu logo disse em seguida não sou tanto rs…
    Meu esposo sempre falou para mim que eu era tudo isso mas nunca dei muita bola sabe, mas o médico falou que eu estava com crise de ansiedade, foi um baque sabe…agora tento me controlar ao máximo, mas tem dias que são bem difíceis, quando vejo que estou voltando a ter alguns sintomas já tento pensar em outra coisa.
    Mas não sei se é decorrente da ansiedade mas estou bem insegura nas coisas que vou fazer, estou insegura comigo mesmo, minha auto estima sabe…

  57. Maria Cláudia Giamatei Giolo03/04/19 • 09h16

    Cony minha amiga! Parece que vi o filme da minha vida no seu relato, tive minha primeira crise de pânico faz 12 anos. eu estava em casa, um dia normal qualquer e foi tão forte que parei no pronto socorro. Naquela época isso era novidade, pulei de médico em médico, ia ao pronto socorro e me davam Dramin na veia pra relaxar, cada um me falava uma coisa. Até que encontrei na internet o que era e levei meu diagnóstico pronto a um médico amigo da família (geriatra e especialista em depressão). Ele me receitou um antidepressivo e terapia (fiz por um ano), deu super certo e aos poucos fui deixando de ter as crises. Como você disse, o pânico é a ansiedade não tratada, sempre fui super ansiosa mas achava isso normal até o dia da primeira crise. Só que não adianta muito tomar medicamentos e fazer terapia se não mudar seu modo de vida e o modo de ver as coisas. No ano passado voltou tudo de novo (mesmo com o medicamento) e muito pior. Conclusão: o meu modo de vida e modo de enxergar as coisas piorou a situação, tudo eu colocava negativismo (copo meio vazio), não conseguia fazer as coisas direito no meu trabalho (procrastinação), parecia uma barata tonta tentando dar conta de tudo (casa, família, trabalho) e chegava na hora de dormir super acelerada e ainda pensando que não dei conta de fazer tudo o que deveria. Procurei ajuda novamente, voltei na terapia e comecei a fazer um coach pessoal que está me ajudando muito no modo de enxergar minha vida (meditação, exercícios de respiração, oração, agradecimento). Sinto que estou melhorando a cada dia e espero um dia ficar sem a medicação (que o médico aumentou a dose). Enfim, consegui entender que minha mente é poderosa, que preciso me conhecer melhor, que preciso cuidar do meu corpo e do meu psicológico, que preciso relaxar todo dia (pelo menos um pouco: tomar um chá, ler um trecho de livro, ver um episódio de alguma série que gosto, fazer uma caminhada ao ar livre) e que não sou a mulher maravilha que precisa dar conta de tudo. Espero ter ajudado você!

  58. Érika03/04/19 • 09h34

    Cony, eu também passo por isso. Tenho três filhos, sendo dois pequenos e em meados de final de 2017 estava passando por um processo que resultava em mudança de cidade. Comecei a ter falta de ar, sem parar. Fui no médico várias vezes, fiz vários exames no pulmão, e nada. A própria médica disse que era crise de ansiedade. Fui num psiquiatra pelo plano, somente para ter um remédio mesmo, pq não aguentava mais a falta de ar. O ano virou, nos mudamos e a crise passou. Porém não sumiu. Ultimamente venho sentindo enormes dores nas costas, provavelmente musculares devido à tensão. Comecei com a psicólogas mas não dei continuidade. Eu também não creio muito em psicologia, sou como você, muito pragmática. Mas não tem jeito e tenho medo de piorar. Acho que devemos buscar ajuda, é um saco mesmo, ainda mais eu que odeio ir em médico, mas acho que não tem jeito. Abraços.

  59. Bruna03/04/19 • 09h59

    Ano passado tive um ano extremamente estressante, muito atolada no trabalho, numa procrastinação sem fim onde tinha medo de quando o telefone tocava e seria alguém me cobrado algo q não havia feito, até q em janeiro tive um grande prejuízo financeiro q me desestabilizou por inteiro. Não dormia, muita dor nos ombros, fadiga, irritabilidade, vontade sumir,…fui na psicóloga e fui diagnosticada com ansiedade, há uns anos atrás ela havia chamado minha atenção pois estaria com nível alto de estress por causa do trabalho, mas ignorei até q janeiro foi a gota. Mas já me livrei na terapia, estou conseguindo me manter mais calma, mais focada, dormir, me cobrando menos, tomei florais de bach (agrimony) para ajudar também! É horrível e isso não passava pela minha cabeça, que seria ansiedade, mas pesquisei sobre e tenho passado bem melhor, não gosto de medicação. Procura um terapeuta holistico.

  60. Ana BAnana03/04/19 • 10h11

    Sugiro a leitura do livro “Curar – O Stress, a Ansiedade e a Depressão Sem Medicamento Nem Psicanálise” de um médico norte-americano (que infelizmente já faleceu) como um guia, uma forma de ter uma vida com mais qualidade

  61. TAYS03/04/19 • 10h19

    Cony, eu passei por isso no início do ano. Estava numa fase muito turbulenta na minha vida. Quando comecei a sentir os sintomas não sabia de fato o que estava se passando comigo. A sensação é exatamente de que algo MUITO ruim está prestes a acontecer. Eu já fazia acompanhamento psicológico na época e está sendo muito importante. Uma coisa que me ajudou bastante foi a mudança de hábitos. Antes eu acordava, pulava da cama e começava o meu dia. Olhar mais para mim, qual a minha necessidade, me permitir respirar 5 minutinhos, tentar esvaziar a mente faz TOTAL diferença. Fiz também algumas sessões de massagem relaxante com pedras e aromaterapia. A parte pior é que a gente passa a viver com medo de um novo período de crise..

  62. Michelle Martins03/04/19 • 11h26

    Cony, admito que nao sei nada sobre o assunto mas estou passando por aqui pra te desejar forca nesse momento! Vc ja e f*da so de ter nocao do q esta acontecendo c vc. Que seu “Chora” vire um “Sorria”. Beijos.

  63. Tuca03/04/19 • 11h29

    Cony, assim como o melasma, miopia, diabetes, só tem transtorno de ansiedade quem nasceu pra ter. Ter ansiedade está no seu DNA e a depender da forma como você se relaciona com o mundo mais cedo ou mais tarde (ou até nunca!) ela pode aparecer. Uma vez “aparecida”, a ansiedade patológica pode ser tratada e controlada. Não é sinal de força/fraqueza “mental” e também não dá pra comparar pessoas que passam por mil perrengues e estão lá bem tranquilonas com outras que estão com a vida zerada e tendo crises enormes; simplesmente, alguns nascem com potencial pra ser ansioso e outros não. Encare a ansiedade como o diabetes, por exemplo (nunca vi ninguém dizendo que fulano tem diabetes porque é fraco). Esse potencial é tipo uma sementinha que tá la dentro e o que vai determinar se vai desabrochar ou não são os eventos da sua vida e a forma como você se relaciona com eles. Ocorre um desequilíbrio neuroquímico sim, e as maneiras mais efetivas de controlar isso são terapia e/ou medicação, dependendo do caso. Atividades físicas, exercícios respiratórios, e mais um monte de outras dicas que as leitoras já passaram também ajudam muito. Parabéns pela iniciativa de compartilhar isso com o público, pode ajudar muita gente, e espero que você também encontre logo um encaminhamento pro seu caso, porque é muito sofrimento e ninguém merece ficar nessa sem um suporte.

  64. Lucia Lima03/04/19 • 11h47

    Olá! Procure ajuda. Tomo ansiolíticos e não fiquei lesada (acho). Um profissional sério vai prescrever um tratamento com competência e correção.
    Às vezes tenho recaídas, nada que não controlo.(rs). Não se envergonhe em pedir ajuda. Bj

  65. Natalia Ravanelli03/04/19 • 11h52

    Cony, não precisa ter medo da medicação. Eu tenho depressão e no começo tb tive medo, achei que ia ficar dopada, ou mudar a personalidade, mas nada disso aconteceu. Também não precisa ser pra vida toda, eu me trato a menos de um ano e deu tão certo que o psiquiatra já está começando a diminuir a dose. Vá em um médico, ou mais de um, converse bastante e decida depois. Mas não tenha medo nem se sinta fraca se precisar de medicamentos.

  66. Danielle03/04/19 • 12h00

    Cony, tenho Transtorno de Ansiedade Generalizada e Depressão. Percebi que era algo sério quando tive uma crise e achei que estava infartando, dor no peito, coração acelerado… Desenvolvi pressão alta e iniciei tratamento com cardiologista, mas nenhum remédio controlava minha pressão e ela detectou que o problema era emocional.
    Comecei a fazer terapia (TCC), as duas primeiras seções foram esquisitas mas aos poucos fui percebendo como aquilo me fazia bem. Infelizmente, apesar da melhora, continuei com muito sintomas físicos e a própria psicologa me encaminhou para uma psiquiatra. Tive medo de começar com o medicamento? Muito! Mas as crises de choro, de pânico, os tremores, me assustavam muito mais. Hoje, depois de 5 meses, continuo com a terapia e o medicamento, tenho qualidade de vida, me reencontrei e passei a controlar (e entender) minhas emoções.
    Experimente procurar uma psicóloga, pesquise por uma boa profissional no Doctoralia e dê uma chance a terapia, mesmo que você tenha uma visão clara dos seus pensamentos e comportamentos, acredite, a terapia com um bom profissional vai te ajudar nessas crises. E, se for o caso, não tenha medo de procurar um psiquiatra. Sofrer desse jeito não é normal, não é saudável e tem cura.
    Um forte abraço! Melhoras! <3

  67. Leitora do Fufu03/04/19 • 12h15

    Acho que nós temos um perfil parecido, eu consigo fazer analises bem precisas e realistas da minha vida e quem me conhece acha que eu sou super bem resolvida. Até sou, consigo manter muitas coisas sob controle.

    Uma vez tb fiz terapia, quando sai de um casamento abusivo. Fui lá uns 4 meses, nem isso, a terapeuta mesmo disse que eu era super bem resolvida e me deu alta.

    O problema Cony são as coisas que não dependem de mim, que preciso que outra pessoa se decida, se resolva e ai quando vejo que não está saindo como esperava (é errado, mas sim, eu crio muita expectativa) ou que está demorando eu começo ficar extremamente ansiosa.
    Ai eu começo ter taquicardia, falta de ar, dor de estômago, perco o apetite, os pensamentos ficam enlouquecidos e parece que a cabeça não desliga nunca. Então eu desanimo, começo perder o interesse por fazer qualquer coisa, mesmo coisas que eu gosto muito, meu rendimento cai mto pq não consigo me concentrar, daí começo ficar chorosa e pessimista… é ladeira abaixo. É horrivel!!!
    Ano passado eu sofri muito isso, tive episódios que foram muito sofridos mesmo e eu, que nunca cogitei tomar remédio pra isso (tenho pavor de remédios) fui na farmácia e comprei um desses mais leves, liberados de uma marca conhecida… Tomei uns dias e depois larguei. Funcionou um pouco e hoje apesar de nada ter sido resolvido ainda, estou me sentindo melhor. E juro pra vc que era tão ruim ficar daquele jeito que hoje antes de dormir eu agradeço muito por ter conseguido passar um dia bom.

  68. Rose Tabaldi03/04/19 • 12h55

    Como muitas já falaram, respirar é um santo remédio. E meditação Cony? Sei q vc acha chato, parado, mas melhor se esforçar pra fazer do que tomar remédio né!

  69. fatimaX03/04/19 • 13h00

    Oi, Cony
    Sofro também do mal de querer controlar tudo, de tentar resolver o problema de todos. Até que no ano passado, perdi minha irmã num acidente doméstico(ela tinha síndrome de dow) e um mês após esse episódio minha mãe também se foi. Foi um baque, logo pra mim que achava que estava tudo sob controle. Aí vieram esses sintomas que voce citou além das cãimbras. Primeiro fui à médicos procurar alguma causa física. Como não achei partir tratar do psicológico.
    Estou me tratando com terapia, aromaterapia e acupuntura auricular(com sementes de mostarda). Os tais sintomas diminuíram. Sinto que estou menos depressiva, mais confiante, delegando mais e me cobrando menos.
    Espero de coração que você se recupere e obrigada por tocar nesse assunto tão íntimo.
    bjos

  70. Eveny da Rocha Teixeira03/04/19 • 13h36

    Claro que converso contigo <3
    Sou psicóloga; conselho não é terapia, mas: é possível controlar a ansiedade sem remédios em vários casos, usando técnicas de relaxamento e controle da respiração. Em outros, não. Não custa tentar, já que você está resistente aos fármacos.
    Minhas favoritas:
    ACALME-SE – https://www.vix.com/pt/saude/550944/acalme-se-psicologa-indica-tecnica-que-controla-ansiedade-e-estresse
    Relaxamento muscular progressivo – https://pt.wikihow.com/Praticar-Relaxamento-Muscular-Progressivo
    Uma terceira, que é a que mais funciona comigo: contrair todos os músculos do corpo ao mesmo tempo (nádegas, mandíbula, dedos do pé, tudo que você puder comandar), pelo tempo que conseguir e soltar tudo de uma vez. Você "ensina" o corpo a diferença entre estar tenso e estar relaxado. Com o tempo, você passa a perceber melhor as situações que te deixam "travada" e lembra de soltar a musculatura. Ajuda pacas.

  71. Simone Dias dos Santos03/04/19 • 13h41

    Oi Cony, passei por isso ano passado.

    Bateram no meu carro, fiquei nervosa e semanas depois achei eu tava ok. Meses depois sofri assédio moral no trabalho, muito stress e tensão. Tempestade passou, achei que tinha ficado ok. Fui levando, até que um dia tive um ataque de pânico em casa, aparentemente por nada drástico ou explicável. Depois disso não consegui mais dormir direito, comecei a passar mal, tinha todos os sintomas. Não conseguia comer sem ficar enjoada, tinha muita sensibilidade a barulho e chorava sozinha em casa.

    Quando percebi que estava fora de mim, decidi consultar um médico. Foi a melhor coisa que eu fiz, porque retomei a possibilidade de voltar a ter qualidade de vida. Uma vida estressante e no limiar da ansiedade é angustiante demais. Fui diagnosticada com TAG, Transtorno de Ansiedade Generalizada. Comecei tomando remédio pra ansiedade e para dormir, e tbém fazer acompanhamento psicologico. Foi difícil voltar ao equilíbrio, porque foi só no consultorio que eu percebi o quão avançado estava o meu estado. Hoje só tomo o remédio pra ansiedade e já estou baixando a dosagem. O remédio não foi um sossega leão como eu imaginava e não me deixou lesada, mas tem seus efeitos colaterais como todos. Mas quando olho pra trás e percebo o quão mal estava, como sofria, não vou me importar se tiver que tomar esse remédio por mais tempo, se for a garantia de que vou ficar bem. Não tem pessoas que tomam remédio para a pressão ou tireóide a vida toda? Então, esse também é um remédio para uma doença. Me livrei desse preconceito, mas confesso que não conto para as pessoas que tomo remédio (principamente no trabalho) só pessoas próximas sabem.

    Espero que vc fique bem Cony. Super beijo

  72. Giorgia03/04/19 • 15h09

    Cony, vou ser bem direta como você é com as meninas do Chora: você enumerou vários motivos que demonstram o quão boa é a sua vida, o quanto você é grata a tudo e não vê motivos concretos para procurar ajuda médica/terapia e afins. Vou te dar alguns: como você acha que seus pais se sentem sabendo da sua situação? Eles moram longe, já tem uma certa idade mas a preocupação e o amor são os mesmos desde que você nasceu! Faça por eles! O Léo, parece ser o cara certo pra você, estão construindo uma vida juntos, sem rótulos do jeito que acharam ser o certo, faça isso por ele! Seu trabalho, que poderia se limitar a ensinar sobre “onça rica e onça pobre” ” a louca da listra” ou sobre como escolher “a melhor base pra quem tem melasma”, abriu um espaço pra tanta gente compartilhar suas dúvidas, problemas, sucessos e receber uma chuva de comentários sinceros de pessoas estranhas. Faça isso por nós, queremos te ver bem, sã e feliz! Faça isso por você, de coração aberto, você só tem a ganhar!

  73. Cristiane03/04/19 • 15h14

    Oi !!!!
    Convivo com as crises e os sintomas de ansiedade a 10 anos. Com a ansiedade em si desde que me entendo por gente.
    As crises são exatamente como vc descreve.
    As únicas vezes que tive crises de pânico… foram 2 e depois de tomar um medicamento errado… prescrito por um psiquiatra.
    Não aceitava que precisava de medicação e minha primeira experiência foi assim… horrorosa!
    Mas troquei de médico e de medicação.
    Passei 3 meses muito bem até que mesmo com o r emedio tive uma crise terrível!! Sabe aonde?? Na fila do caixa da CeA comprando calcinhaspara minha filha que estava saindo da fralda.
    Voltei pra casa e procurei um psicólogo.
    Comecei a terapia e seis meses depois parei o remédio por minha conta.
    Comecei a treinar numa academia e continuei com a terapia .
    Acho que foram 8 anos de terapia … 1 vez por semana.
    Parei a terapia por que não tinha mais o Que dizer.
    Continuei treinando …
    Ano passado tive outra crise e voltei a tomar remédios.
    Dessa vez não procurei um psiquiatra… procurei um NEUROLOGISTA. São muito melhor para medicar já que o que temos não me só emocional e sim químico.
    Nosso cérebro funciona de forma diferente … nossa química cerebral é meio bagunçada.
    Tomei por quase 1 ano a medicação…
    Parei novamente por minha conta a quase 2 meses.
    Estou bem!!!
    Treino 5 vezes por semana.
    Nem sempre muito animada mas vou por que sei que isso é importante.
    Ensaio a anos para tentar o yoga que todo mundo diz que é ótimo para nós ansiosas… Nao sei se vou dar muito certo na yoga não… kkkk.
    Mas pretendo tentar.
    A ansiedade vai aparecendo de formas diferentes… ela se reinventa.
    Quando vc pensa que já conhece todos os sintomas parecem outros novos que ela mesma cria. Aliás ela… ansiedade somos nós mesmas na verdade!!
    Faça terapia!! Mesmo que vc acha que não Tem nao temno que dizer … Vá!! Procure alguém de uma linha mais alternativa. Não procure um psicanalista.
    Eu sou PSICANALISTA… mas pra mim não funcionou.
    O pulo do gato é entender o que tem por trás dos seus medos e lidar com esses fantasmas que.as vezes estão superrrr bem escondidinhos!!
    Adoro te ouvir e acho vc uma mulher incrível!!
    É não vai ser o fato de estar lidando com a Ansiedade que vai te fazer deixar de ser.
    Muito ao contrário…
    Bjooo enorme pra vc!!!!!

  74. TATIANA03/04/19 • 16h03

    Cony, tenta meditar, sei que já falou que tem dificuldades… mas não precisa muito tempo, começa um pouquinho e vai evoluindo aos poucos, não se prende a tempo, a melhor técnica que funcionou para mim foi observar a respiração, observar o ar entrando e saindo e pensar coisas positivas, não tem necessariamente que esvaziar a cabeça isso é impossível, toda vez que se pegar pensando em algo para fazer, volta o foco para respiração e assim vai, isso é meditar, é assim mesmo, senta confortavelmente na sua varandinha, fecha os olhos e respira, não pira! Vc é forte, tem a mente forte, não vai precisar de medicamento! Se cuida! Bjs

  75. Mariana03/04/19 • 17h19

    Oi, Cony. No início de 2018 passei pelo mesmo, somente procurei ajuda médica quando tive uma crise da mesma extensão que essa que vc teve no Atacama. Minhas mãos e pés gelavam, tive dor de barriga, arrepios, por fim senti que ia morrer, pois ACHAVA que não conseguia respirar, nem engolir. Fui parar na emergência com a pressão alta e fiquei lá no oxigênio. No outro dia fui procurar um otorrino, ele só me olhou e falou que isso era ansiedade e que eu deveria procurar por um psiquiatra. Ele estava certo. Me consultei com um que não conversou comigo nem 20 minutos e me passou remédios, não senti confiança. Fui em outro que muitas pessoas me indicaram, fiquei lá 1:30 e ele me passou dois remédios (escitalopram, que trata da ansiedade), e rivotril para tomar a noite e um sublingual (0,5), para por em baixo da língua quando estivesse tendo crise, pois, segundo o mesmo, é o remédio que faz “passar” a ansiedade de forma mais rápida e de fato deu certo. Conversamos sobre psicóloga (pois com os remédios eu ia tratar os “sintomas”, a causa somente a psicóloga podia tratar) e também sobre estar mais perto de Deus (tratar o lado espiritual tbm). Depois de uns 02 meses não tive mais crises. Ele pediu que eu voltasse para irmos retirando os medicamentos, mas por falta de vergonha na cara ainda não fui. A psicóloga me ajudou muito tanto com relação a auto conhecimento e tratamentos das causas da minha ansiedade, como com técnicas para os momentos de crise. Me passou meditação guiada para me acalmar antes de dormir (só procurar no google por Louise Hay), me ensinou a mudar o foco, como por exemplo, quando vc estiver percebendo que está começando uma crise, comece a prestar atenção em outra coisa, como um pássaro, o comportamento das pessoas na rua e etc. Também comecei a fazer Yoga, que me ajudou muuuito a desacelerar (tbm me ajudou muito na respiração, tendo desvio de septo e respiro mal).
    Enfim, essas são minhas dicas. Por mais que vc se conheça, alguém que está vendo de fora pode te ajudar a descobrir o que vem te trazendo essas crises de ansiedade, ajuda nunca é demais. E sim, se não tratar evolui para síndrome do pânico :(. Espero que melhore!!

  76. 03/04/19 • 20h57

    Cony linda, não tenha medo de procurar um psiquiatra! As pessoas, no geral, ainda tem mto preconceito com Psiquiatria e medicação, mas pense, se vc tem uma dor na coluna, por exemplo, vc nao fica eSperando ela passar sozinha, certo? Ou vc não fica com medo de tomar a medicação q o médico indicou. Então, nao tem por que ter “medo”
    Do psiquiatra e da medicação. 🙂

    (Faço tratamento p ansiedade com medicação. As outras tencicas nao resolveram nada p mim! E olha só: nao tenho nenhum colateral! É bem tranquilo!)

    Espero q vc fique bem!

  77. Juliana03/04/19 • 21h17

    Cony, passo por algo parecido. Ao longo da vida tive alguns momentos de ansiedade com alguns sintomas parecidos, algumas vezes passava mal de achar que estava tendo algum problema. Mas sempre consegui contornar a situação. Uma vez um neurologista me diagnosticou com princípio de ansiedade, medicou, mas tinha o mesmo receio que você quanto a remédios e superei sem tomar. A vida ia bem, isso foi há muitos anos, até que engravidei e tive um parto bem complicado, com pré eclampsia e risco real de vida. Após esse episódio eu surtei um dia ainda no hospital e o baby blues veio pesado. Minha equipe de médicos receitou medicação e como era muito extremo e eu não conseguia controlar e tinha um bebê que dependia de mim, não exitei em tomar. Tudo ficou bem controlado até 4 meses do meu bebê. Eu estava na casa dos meus pais até então, mas moro em outra cidade e no começo do ano precisamos voltar. Atualmente moro em São Paulo e minha família em Brasília. Ao chegar aqui veio tudo à tona muito forte! A falta de rede de apoio, o medo do que não tinha acontecido, o medo de morrer, de algo acontecer comigo e não ter quem ajudásse com o bebê, enfim, tive sintomas parecidos com os seus. Minha salvação foi que tenho uma psicóloga que já tinha me atendido aqui e corri pra ela. Sempre me resolvi bem sozinha, mas dessa vez vi que não seria possível. Ela me encaminhou pra um homeopata da extrema confiança dela, que tem resultados muito bons. Foi a minha salvação. A terapia tem me ajudado muito e a medicação desse homeopata fez um efeito excelente. Hoje estou bem melhor. Me sinto mais confiante e segura. Provavelmente você tenha algum gatilho pras crises que não descobriu ainda. Se tem medo de remédio, a homeopatia pode ser uma boa solução, só precisa de alguém bom com indicação. Posso passar o contato desse que estou indo. E acho que a terapia vai ser fundamental nesse processo! Precisa cuidar, por mais resistência que tenha, a mente adoece e, como você mesma disse, ela comanda o corpo. Sei pelo que você passou, então desejo muita paz e que você consiga controlar tudo isso.

  78. Rosa03/04/19 • 21h29

    Cony, também já passei por isso! É difícil no começo pq realmente não queremos aceitar que é sério, mas é (não é frescura). E até agora vc não teve nenhuma crise em uma situação crítica, mas (bate na madeira) pode acontecer. O quanto antes resolver, melhor.
    Sugiro que vc passe no médico e se ele quiser te medicar (atualmente eu tomo medicação, mas estou em processo de “desmame” para parar), vc explique que não quer tomar remédio. Vocês podem conversar e ele pode te dar MUITAS alternativas (meditação, acupuntura, terapia, alimentação, exercícios, uma infinidade de coisas). Mas consulte um médico sim, tem vezes que a gente tem que dar o braço a torcer…
    Fica bem!
    Um beijo

  79. Ana03/04/19 • 21h36

    Cony, sofro de TAG, transtorno de ansiedade generalizada, está super controlar a faz tempo. Conheço meus gatilhos, geralmente são problemas profissionais que geram o estresse, a preocupação exacerbada e a ansiedade.
    Os sintomas são mais emocionais, como insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, até um frio na barriga constante e a sensação de que algo de muito ruim vai acontecer.
    Já o ataque de pânico… é exatamente como vc descreveu. São sintomas físicos, como se o estresse provocasse um curto circuito no seu organismo.
    Resumindo, de acordo com minha experiência e pesquisas que fiz ao longo de anos, vc teve ataques de pânico. Pânico é um dos segmentos da ansiedade, um nivel mais critico. Transtorno de ansiedade, por si só, é diferente…
    Não se prive do tratamento adequado, com medicamentos. Vc precisa deles para ajustar a química que desregulou, é normal. Não deixe que a situação se agrave.
    Torcendo muito por vc aqui. Abraços.

  80. Natalia03/04/19 • 21h59

    Cony, eu tenho ansiedade crônica desde pequena. Piorou no meu último emprego, que por sinal fui demitida há 1 mês. Sem justa causa, com muita perseguição e assédio.
    Com a ansiedade desenvolvi enxaqueca crônica.
    Comecei a tomar sertralina e lamotrigina. De vez em quando tomo Rivotril .
    Percebi após ser demitida que o pensamento acelerado piora tudo.
    Eu seguia uma rotina no trabalho que eu achava que estava normal. Mas tudo era uma auto cobrança.
    Toda a minha vida tem horários e eu penso em cada minuto do meu dia como tem que dar certo sem erros.
    Ao pensar que posso demorar anos para encontrar novo emprego, fico quase em pânico. A parte espiritual ajuda muito, aprendi a respirar melhor e a entender minha história.
    Por mais que achamos que está tudo bem, que temos o controle, não temos assim.
    Precisamos aceitar ajuda. Precisamos parar de preconceito com remédios.
    Eu também tenho medo de ficar “lesada” com os remédios. Mas ao contrário, me ajudou muito.
    Eu penso o seguinte, se eu ficar lesada com o remédio, imagina sem. Se não tratar vai te impedir de muito mais coisas.
    Os remédios podem ser ajustados, vc não precisa concordar com o primeiro psiquiatra que for.
    Precisa apenas procurar ajuda.
    As pessoas tem mania de achar que se for ao psiquiatra ou psicólogo serão taxados de fracos, quando na verdade, teríamos um mundo melhor se as pessoas se cuidassem.

  81. Cyntia03/04/19 • 22h22

    Cony, também sou do tipo que acha que pode resolver tudo sozinha, mas com saúde não devemos ter este tipo de pensamento. Os médicos estudam e se especializam muito. Lidam com essas situações o tempo todo e podem te ajudar a descobrir a motivação/gatilho para essas crises que você está tendo. Não deixe de buscar um bom profissional para te avaliar, pois deixar passar o tempo pode agravar os sintomas e você vir a desenvolver algum transtorno pior. Se você não quer tomar remédios, explique ao médico e tente outras alternativas naturais, mas não deixe de buscar uma avaliação. Eu já tive crises de ansiedades e acho que é multifatorial. A vida moderna é muito estressante. Estamos expostos constantemente a muitos estímulos e o tempo de repouso nunca é suficiente para o nosso corpo se recuperar. Não temos na vida moderna o luxo do ócio. Além disso, vivemos uma exposição excessiva e somos cobradas o tempo inteiro: precisamos ser bonitas, magras, inteligentes, bem sucedidas profissionalmente, ter marido ou namorado, temos que ser mães maravilhosas, esposas dedicadas e sensuais, temos que ser organizadas, temos que ter casas impecáveis, precisamos ser engajadas política e socialmente, viajadas, cultas. Ou seja, não paramos nunca!! Até nas férias não temos paz, pois são tantas fotos para as redes sociais, que temos que estar arrumadas e maquiadas também. Rsrsrs. A gente não percebe, mas criamos padrões quase inatingíveis e vivemos em alerta constante, cheias de horários, agendas e sempre perseguindo mais metas, sonhos e objetivos. Na minha opinião, é a forma como vivemos que nos adoecem. Impressionante a quantidade de pessoas com transtornos psicológicos, tomando remédios controlados. Acho que mesmo inconscientemente você pode estar sofrendo os efeitos disso tudo. Além disso, você lida com milhares de pessoas pelo seu trabalho nas redes sociais e as pessoas emanam energias boas e ruins. Eu acredito que essa energia também pode influenciar, mesmo a distância. Vou te dar conselhos de coisas que me ajudaram com ansiedade. Eu fiz tudo ao mesmo tempo: acupuntura, florais, atividade física e terapia. Já tomei passiflora também e me ajudou a relaxar. Além disso, ore e busque proteção espiritual também. Desejo que você fique boa logo. Não precisa ter vergonha se precisar de ajuda profissional. Seu trabalho é maravilhoso. Até quando você pede ajuda, nos ensina lições importantes. Beijos!!

  82. Bruna04/04/19 • 08h53

    Ei Cony! Aqui quem fala é a ansiedade em pessoa haha
    Sempre fui muito ansiosa e tenho muitos problemas por causa disso, que incluem enxaqueca cronica e problemas sexuais (vou mandar um Chora sobre isso, quando reabrir).

    A questão da ansiedade é: eu sou ansiosa. E sempre vou ser. Para o resto da vida.
    Você tem que aceitar isso.
    O que dá para fazer é diminuir o nível da ansiedade, conseguir controlar mais.
    Mas acabar? Sem chance.
    Aceitar isso é o primeiro passo.

    Outra coisa e que eu acho essencial: aprenda a identificar suas crises de ansiedade.
    Antes, eu tinha e entrava em pânico, pq não sabia o que estava acontecendo.
    Meus sintomas são falta de ar, boca seca, coração acelerado e um choro infinito.
    Hoje, eu aprendi a identificar a crise e sabe o que eu faço?
    Nada.
    Espero ela passar.

    Sério, é a melhor coisa.
    Antes, eu ficava ansiosa, pq queria que a crise de ansiedade passasse logo. E aí ficava mais ansiosa e a crise piorava.
    Hoje, eu as aceito e espero passar. Choro muitoooo. Fico respirando fundo. E espero.
    E ela passa. E a vida continua.

    Mas atenção: eu cheguei nesse ponto pq minhas crises diminuíram demais. Não acontecem com frequência.
    Não acho que isso basta se vc tem com frequência.

    E terapia, Cony. A gente acha que se conhece, mas não é bem assim.
    Faça. Se dê a oportunidade de se conhecer e outra pessoa se conhecer. Me ajudou DEMAIS a controlar a minha.
    Além de atividade física, comer bem, etc.

    E quanto a remédio: já tomei e não me adiantou nada.
    Acho que vc pode tentar coisas alternativas antes de partir para isso.
    Mas vá ao médico. Às vezes vc já está um pouco mais grave, caminhando para crises do pânico.
    O episódio no Atacama foi preocupante, já que vc estava curtindo e deveria estar relaxada.

    Mas não desista e não entre em pânico =)

  83. Maria Paula de Mattos Silva04/04/19 • 09h59

    Cony, EU poderia ter escrito esse texto! É tão bom saber que é mais comum do que a gente pensa… Ao contrário de você fui direto ao médico, para a emergência do hospital, fiz até um eletro porque tinha certeza de que estava tendo um infarto…. Estou fazendo terapia e acunpuntura e por enquanto não precisei dos remédios. Se cuida, vai atrás disso e não deixa ficar grande demais! #TMJ

  84. Jessica04/04/19 • 12h50

    Cony, voltei depois de uma pesquisa rápida.

    No canal da Fernanda Lima tem uns vídeos de uns 2 anos atrás ensinando técnicas de respiração : Pranayama!
    Tem outras técnicas de alongamento, meditação e yoga!
    Coloque em prática no seu dia, já tem me ajudado bastante.

  85. Lorena04/04/19 • 13h51

    Cony, já senti exatamente isso. Tudo igual. Não tratei, fui empurrando com a barriga, até que um dia eu acordei e comecei a chorar, sem querer sair do quarto. Virou depressão. Por isso, cuidado. Olha isso com carinho. Terapia ajuda muito. Por mais que saibamos a origem dos problemas, sempre tem algumas coisas lááá no subconsciente que não conseguimos enxergar e que precisa só de um empurrãozinho para ser ativado e virar nosso emocional de cabeça para baixo.

  86. Juliane Balduino04/04/19 • 16h51

    Cony sua linda, sofro de síndrome do pânico a anos por conta de um abuso sexual que sofri no emprego, já existia uma ansiedade antes e infelizmente virou para isso. Tem 5 anos que tomo remédio, que se chama CLO de 25Mc, só ele me acalma, todos esses sintomas não tratados virará com certeza o pânico, então antes que ocorra vá ao médico sim, precisamos de uma química para auxiliar, talvez eu possa estar com medo de parar de tomar e voltar os sintomas, mas o médico diz pra eu continuar, então tomo toda noite, e você não fica nada lesada, trabalho normalmente, tomo cerveja, vida normal. Não tenha medo, mas procure ajuda e rápido, porque a sensação da morte é pior…

  87. Júlia04/04/19 • 18h47

    Cony, as meninas aqui já falaram sobre a terapia, mas queria reforçar: eu pensava EXATAMENTE como você. Me conhecia muito bem, entendia de onde vinham meus medos, aceitava minhas culpas (e me culpava por elas também, claro), sabia quais eram os caminhos que devia seguir (mesmo não sabendo como seguir muitas vezes). Então, não enxergava como a terapia poderia me ajudar. Afinal, se era para “descobrir” o porquê e “encontrar” soluções, eu já fazia isso mentalmente. Mas estava me sentindo muito down e procurei uma psicóloga (que era psicanalista, na verdade). Falei isso para ela e ela me explicou que a função dela ali era jogar luz em lugares que eu não estava enxergando. Nas consultas eu contava o que sentia, meio que como um fluxo de pensamento, não importava fazer lógica. A partir daí, ela fazia conexões e associações de coisas diferentes que eu tinha dito que simplesmente mudaram COMPLETAMENTE a perspectiva que eu tinha daquilo. Foi um mergulho num auto-conhecimento que não imaginava. É o lance do controle: a gente acha que sabe de tudo, mas podem ter outros pontos de vistas que nem imaginamos. É um processo lento, nem toda consulta você sai de lá com uma explicação. Mas me trouxe muita paz de espírito, sabe? Boa sorte, Cony!

  88. Anna Eduarda04/04/19 • 21h25

    Como uma colega falou acima, terapia não é apenas lugar para auto conhecimento, mas também para o ensino de estratégias para lidar com certas situações. Outra leitora comentou sobre um exercício de respiração que é muito válido, é algo que os psicólogos costumam ensinar para ajudar a controlar os sintomas físicos das crises de ansiedade, mas existem 2372382 tipos de exercício de respirações diferentes e um terapeuta pode te ajudar a encontrar isso.

    Lembro até hoje de uma palestra que fui em um congresso de Medicina e Psicologia Comportamental (que é uma das abordagens terapêuticas que existem, e é nela que atuo) que me marcou: o paciente chega achando que é apenas químico, e tudo bem, porque sabemos que depressão e ansiedade mexem com nossa química cerebral mesmo. Mas aí eu pergunto: e PORQUE, essa química ficou alterada do nada? Se eu como muitos doces/carboidratos e tenho uma tendência genética, o que acontece? Eu desenvolvo diabetes. Se eu como muito sal, tenho muito sobrepeso e também tenho tendências genéticas, o que acontece? Eu desenvolvo uma hipertensão. Então porque, com os transtornos psicológicos, temos a tendência de sempre achar que desregulações físicas/químicas vem do nada?

    A ansiedade é um mecanismo químico que foi selecionado ao longo da evolução da nossa espécie. Porque? Porque pensem lá nos homens das cavernas. Um todo relaxadão, e outro que ouvia qualquer barulhinho e já ficava super atento, o coração já disparava. Qual deles sobreviviam a um animal feroz? Exatamente.

    Mas e hoje, desde quando ansiedade é coisa boa? É boa, quando você está em uma rua escura do seu bairro, ouve um barulho e acelera o passo, mesmo em cima daquele salto 10, tira forças sabe-se lá de onde (e te digo, tira forças do “mecanismo de ansiedade”, pois ele acelera todo o seu sistema nervoso e faz com que você fique mais ágil, sagaz, forte), ou quando um carro vai pra cima da calçada e em questão de segundos o seu coração dispara e você pula para o lado, sem nem ter visto direito o que estava acontecendo.

    O problema é que esse mecanismo as vezes fica desregulado e aparece em situações onde não tem nenhum perigo eminente, como numa apresentação, na entrevista de emprego, andando de carro. E quando digo mecanismo, é porque existe toda uma explicação física do que ocorre no nosso corpo. Tentando resumir pois já falei demais rs: interpretamos alguma situação de ‘perigo’ – respiração fica mais superficial – menos oxigênio entrando avisa nosso cérebro que temos que nos preparar para lutar ou fugir – cérebro começa a descarregar na corrente sanguínea adrenalina – sistema nervoso todo fica acelerado (coração, sistema gastro intestinal) – começam os sintomas físicos: sudorese, palpitação, dor de barriga, enjôo, tremedeira.

    Agora porque o seu corpo está interpretando situações cotidianas como perigosas? É nesse sentido que a terapia vai ajudar de descobrir e tratar. E Cony, ouço muuito isso de pessoas que chegam no consultório ainda um pouco relutantes e dizem “Nem sei se meu caso é para terapia porque eu me conheço muito bem; não vou ter nada para falar porque tudo anda bem” e isso é ótimo, mas ainda sim, você estará com um profissional que estudou anos para ir em raízes profundas, pois como disse outra leitora, as vezes são coisas muito maiores que não temos ideia e que não estão no nosso presente, mas sim no nosso passado. Não tem problema não saber o que falar, o profissional vai saber te conduzir para descobrir o que precisa. O fato de você ser uma pessoa que se conhece tão bem, só ajuda, só facilita, pois será uma paciente que vai levar as reflexões propostas em sessão para o dia a dia, pois vai saber identificar mais fácil quando o psicólogo for te conduzindo para descobrir certas questões.

    E desculpa o comentário enooorme, mas espero que possa ajudar você e outras meninas que estejam passando por isso! Força, meninas!!

  89. Mari05/04/19 • 03h32

    Cony, sei bem o que é isso. Acho que sofro de ansiedade desde a adolescência, mas não sabia. Sempre fui muito cobrada. Filha única, neta única, já viu né. Sempre tive insônia, às vezes falta de ar, palpitações e não sabia o que era. Daí na faculdade, estudando sobre (sou médica), me deu aquele estalo tipo, perai, isso acontece comigo! A sensação era de sempre estar a espera de alguma coisa que eu não sabia o que era. Comecei a tratar, e fiquei relativamente bem. Depois da faculdade, entrei na residência, que é a especialização, e a cobrança é o triplo.

  90. Mari05/04/19 • 03h52

    Cony, acho que sofro de ansiedade desde a adolescência, mas não sabia o que era. Sempre fui muito cobrada: filha única, única neta também, e minha família nunca teve dinheiro e morávamos em uma cidade pequena. Minha meta de vida sempre foi sair de lá, poder ter minhas coisas, enfim. Sempre tive que correr atrás para chegar em algum lugar. Tinha muuuuita insônia, e às vezes uma irritabilidade. Mas piorou quando entrei na faculdade. Mesmo realizando meu sonho de sair da minha cidade, estava (MUITO) longe dos meus pais, em um lugar que eu não conhecia ninguém. Só pensava em desgraça, não conseguia respirar, dormir, tinha crises de choro. E tudo isso piorou quando terminei um relacionamento. Comecei a beber pra me “acalmar” – detalhe, às vezes esse beber era meia garrafa de vodka no meio da semana. Da vodka fui para o Rivotril. Um belo dia, eu estudando sobre transtornos de ansiedade (sou médica), deu aquele estalo tipo, perai, é isso o que acontece comigo! E comecei a tratar. Fiquei bem, oscilava às vezes, mas na maior parte do tempo estava bem. Mas descompensei de novo agora, durante a minha especialização. O nível de cobrança é o triplo, e se eu quiser ter as minhas coisinhas preciso trabalhar no meu único dia de folga, já que a bolsa de auxílio que a gente ganha não dá pra nada – aliás, fica o recado aqui pra galerinha que faz medicina e acha que vai sair comprando um carrão zero :/ Ia para as minhas atividades, mas não conseguia sair do carro. Ficava literalmente sentada lá dentro, para minha mãe não descobrir que eu faltei. Meus pais, aliás, vieram para a minha casa para eu não ficar sozinha. Cheguei a pensar em suicídio, falar com amigas que não queria mais viver. E elas entraram em contato com eles. Foram anjos na minha vida, pois nunca tive coragem de falar sobre nada disso com eles, com medo de decepcioná-los. Agora, com a ajuda de todo mundo que me cerca, estou saindo de um período de 60 dias de afastamento do trabalho. Usei esse tempo para focar em mim, no meu desenvolvimento pessoal, fazer coisas que eu gostava e não fazia há tempos e, principalmente, me tratar. Então, meu conselho é esse: peça ajuda, antes que tudo fique pior. A terapia pode lhe parecer desnecessária, mas é crucial, pois o terapeuta é uma pessoa que tá de fora das situações e não tá ali pra te julgar. Isso te faz enxergar questões que nunca tinham passado pela sua cabeça. E não tenha medo do psiquiatra. Um bom médico saberá prescrever o tratamento que melhor se encaixa no seu caso, isso SE for necessário fazer uso de medicamentos. Enfim, minha amiga (sim, me sinto sua amiga ), um abraço virtual bem apertado para você. Não deixe a ansiedade consumir você. Quanto mais você pensa nela, mais ela te domina. E você é bem mais forte que ela! Um beijo!

  91. Claudinha05/04/19 • 07h37

    Oi Cony!
    Eu tenho ansiedade e já senti isso tudo que vc está sentindo. Piorou muito depois que meu ex me traiu e eu não conseguia ir trabalhar, pq trabalhávamos no mesmo lugar e a traição foi com uma menina de lá. Me sentia humilhada e era só chegar lá eu começava a sentir isso tudo aí é mais uma crise de choro que eu não conseguia controlar, me tremia dos pés à cabeça. Fui em uma psiquiatra, que me passou remédios, mas não quis tomar tb para não ficar lesada. Então, intensifiquei minha psicanálise (que já fazia há anos), ela me ensinou uma respiração e eu a faço toda vez que sinto que estou começando a sentir os sintomas, ajuda muito. Tenho tentado levar a vida mais leve, entender que nem tudo eu controlo, principalmente as pessoas, e tentado investir em mim, na minha autoconfiança. Beber mais água e fazer exercício físico que ajuda na liberação de bons hormônios no corpo. O que me ajudou muito também (não sei se acredita) foi fazer Reiki, acupuntura e tomar florais. A minha Naturóloga é fantástica! E acho que é isso, busquei meios alternativos, sem ter que me enfiar de remédios e ajudou muito! Tem um bom tempo que não tenho crises e tenho estado melhor que há anos atrás com relação a ansiedade.
    Espero, de coração, que você melhore, pq é horrível sentir tudo isso. E conte comigo! Beijos!

  92. Taise05/04/19 • 14h34

    Oi Cony, também sofro de ansiedade e acho que você deveria procurar uma ajuda .Esses ataques acabam piorando com o tempo e medicação não deixa lesada ,( no início mais lenta) depois seu organismo acostuma. Quando comecei para vc ter uma ideia a menina que trabalhava comigo não sabia que estava em tratamento e ela me disse : nossa como você está com o semblante sereno , tranquilo. Neste dia percebi como estava mal , sempre tensa até meu semblante estava pesado .
    Tive varias crises , sempre pedalo dia desses eu voltei para casa porque cismei que não daria conta do percurso , e era um mini percurso , claramente pânico .
    Não tenha preconceito com medicação , é tão libertador quando você descobre e aceita que precisa de ajuda e consegue ser ajudada.
    Para mim, o psiquiatra foi imprescindível , divisor de águas mesmo .
    Beijoooo

  93. Tatiane05/04/19 • 14h47

    Oi Cony, eu tb sofro de ansiedade e tb descobri isso recentemente.
    Foi apavorante a primeira vez que tive.
    Eu tenho tratado com microfisioterapia. Não sei se você conhece, mas é uma técnica aplicada por fisioterapeutas.
    É maravilhoso, eu recorro sempre à microfisioterapia para várias coisas: enxaqueca, bronquite e recentemente para a ansiedade.

  94. Daniela Abreu05/04/19 • 16h40

    Em 12/2012 tive meu primeiro ataque de pânico enquanto malhava, mas até então não sabia o que era, pensei que fosse morrer. Fui no cardiologista e estava tudo normal, mas o medo de morrer me fez abandonar a academia. De pessoa ativa passei a ser sedentária por medo de sentir aquilo novamente, uma simples caminhada se tornou um pesadelo. Pouco tempo depois tive a mesma sensação enquanto estava estudando na biblioteca da faculdade, fui para o pronto socorro e minha pressão estava nas alturas, meu coração batia muito rápido e o pânico tomava conta de mim. Se pânico matasse, eu teria morrido, parecia que minha alma estava prestes a sair do corpo. Sentia formigamento, falta de ar, palpitações. Corria no pronto socorro a cada crise, ficar perto de médicos me tranquilizava. Comentei que minha pressão estava alta em um dos atendimentos, mas o médico falou que era por causa da agitação, mas que era para eu ficar tranquila que eu estava bem. Mas nada me convencia de que eu não tinha nada. E meu ano de 2013 foi assim. Em 2014 comentei com um amigo e ele falou para eu procurar um psiquiatra, na hora eu me assustei, o pensamento era que ele estava me achando maluca, mas ele explicou que se consultou com esse mesmo médico para resolver problemas com insônia. Me consultei com esse médico e ele me passou um santo remedinho que não me recordo o nome, mas era tarja vermelha. O remédio me deu muito sono e fome, mas acabou com o pânico, me sentia anestesiada, o mundo podia desabar que meu coração não disparava. O tratamento previsto era de 6 meses, mas parei na metade do segundo mês, porque consegui entender que se um comprimido me faz esquecer que eu poderia ter um coração doente, então eu provavelmente não teria nada, como os cardiologistas insistiam em me explicar. Foi como se eu retirasse uma venda dos olhos, comecei a ver a vida de outra forma. Até hoje sinto o pânico rondando, mas consegui controlar e não deixo ele me dominar, repito mentalmente que isso não é real e ele vai embora.
    Pratico corrida desde 2014, já corri até uma ultra maratona de 50 km, mas no início eu era bem cautelosa, corria com a atenção voltada para cada batimento do coração, sempre alerta! Já cheguei a entrar numa ambulância durante uma prova, para medir minha pressão.

    Me questionava, afinal, o que tinha sido tudo aquilo, eu estava aparentemente bem, tinha os problemas normais de trabalho, final de curso, mas não costumava dar atenção a eles. Lendo tudo isso descobri que era/é ansiedade. Se não procurarmos ajudar, esse problema atrapalha muito a qualidade de vida.

    Parabéns pela abordagem do tema, Cony!

    • Ana16/04/19 • 11h35

      Pela primeira vez leio alguém que sente exatamente o mesmo que eu. Todos indicam exercícios para nos sentirmos melhor. Mas um dos lugares em que mais me sinto mal é justamente a academia. Começo a me sentir tonta, como se fosse desmaiar. Se saio para caminhar, acho que vou passar mal longe de casa e não vou conseguir voltar.

  95. Carol05/04/19 • 17h55

    Cony, sou profissional da saúde, e fui diagnosticada há 8 anos atrás, faço acompanhamento com Psiquiatra e Psicólogo. Minha preocupação é que você já está apresentando sintomas que precisam ser acompanhados por um especialista. Eu fui bem cautelosa em escolher os profissionais que iriam me acompanhar e foi a melhor coisa ter iniciado o tratamento cedo.

  96. Daniela06/04/19 • 12h17

    Estou meio atrasada, mas queria dizer que desde que o mundo é mundo sofro de ansiedade. Mas esses sintomas que você descreveu comecei a ter pela madrugada, até que antes de um reunião importante apareceu. Um anjo apareceu na minha vida e tratei com um psicóloga que a linha terapia cognitifica emocional. São 12 sessões de muito auto conhecimento em que descobri o gatilho que desencadeia a ansiedade, aceitar ela, e aprendi a já identificar quando ela vem pra não deixar se transformar em um monstro. Vivi situações bem chatas que teriam feito em enlouquecer novamente, mas graças às técnicas de respiração, de levar a mente pra outro lugar e outras coisas que aprendi na terapia consigo ter auto controle.

  97. Samanta06/04/19 • 13h41

    Nossa, Coni. Que post maravilhoso, obrigada! Há mais de 10 anos lido com a ansiedade. Ja tomei florais, homeopatia, ja fiz terapia mas no fim se resume aquelas medidas colocadas na imagem: desacelerar, soltar o controle, parar de querer fazer tudo… Acho que uma perspetiva mais otimista e menos perfeccionismo ajudam.
    Ha dois anos fiquei sócia de um negócio e sou responsável pela direção do mesmo. Minha ansiedade foi no pico! Pensei em desistir duas vezes, mas resolvi que tenho que soltar mais, tocar no foda-se as vezes…
    Fiz também uma constelação sistemica sobre o assunto e me ajudou bastante.
    Acho que a chave é o autoconhecimento e saber lidar com a gente mesmo.

  98. JANA07/04/19 • 06h51

    Oi Constanza, tudo bem? Coincidentemente te conheci nessa viagem do Atacama, no passeio do Vale da Morte! Você arrasa! Sobre seu post… Controlar tudo sempre foi meu maior desejo. Eu, desde que me entendo por gente, buscava maneiras de me “preparar para o impreparável”. E eu me cobro tanto- eu PRECISO ser a melhor. Enfim, hoje sei que sempre fui ansiosa. Eu era uma criança ansiosa, fui uma adolescente ansiosa. E aí passei por problemas na minha família que fizeram crescer em mim essa vontade de controlar o mundo, e de ser perfeita. Eu não podia sentir dor. E por muito tempo eu segurei essa fachada de super mulher. A ansiedade sempre esteve lá, mas sob controle – ou pelo menos é o que acreditava. Só que muitos anos depois eu comecei a ter crises como você falou. Elas aconteceram em situações diversas, e em um momento da vida que estava tudo relativamente bem, de verdade. O pior já tinha passado e eu estava genuinamente feliz. Isso, na verdade, me deixava com raiva – eu pensava, porque agora? Porque eu passei por tanto e agora que está tudo bem me veio essa? Enfim, após relutar bastante, procurei ajuda. E sabe qual era meu maior medo? Deixar de ser quem eu sou- afinal, eu sempre fui assim… Será que eu ficaria meio “lerda” com o tratamento? Será que eu não seria mais eu? Meu marido, como sempre, me apoiou muito. Eu tive que tomar remédios, e o período de adaptação não é tão fácil. Ajustei dose e troquei uma vez de medicação antes de achar uma que me deixasse bem em termos de controle de sintomas e perfil de efeitos adversos. E eu melhorei! Tomei remédios por pouco mais de um ano, parei há um tempo um pouco maior. Faço terapia quando cabe na minha rotina meio caótica. Mas eu to bem, de verdade. Ainda ansiosa, mas uma parte disso é quem eu sou, e que me faz funcionar. E eu to escrevendo tudo isso pois me deu um alívio tão grande poder confiar em mim e no meu corpo de novo… Eu me senti traída por ele quando tive as tais crises, e hoje sei que um tanto foi minha responsabilidade, por não ter respeitado meus limites. Procura ajuda! Pode ser que você precise de remédio, pode ser que não… Mas não deixe de buscar um bom psiquiatra. Espero de verdade que você fique bem! Beijos.

  99. Tati SRM09/04/19 • 10h51

    Cony, não adie mais, procure um psiquiatra e vá se cuidar!
    Eu era extremamente ansiosa e tinha algumas características depressivas, mas no último ano da faculdade “surtei”.
    Foram muitas coisas, um problema no estômago que me impedia de comer normalmente, uma magreza absurda que me deixava mal comigo mesma, fora que fazia faculdade de manhã (de segunda à sábado), dava aula à tarde, fazia inglês e estágios à noite, e estava fazendo 2 tcc´s ao mesmo tempo (de bacharelado e licenciatura).
    Não aguentei e num dia cheguei em casa aos prantos, desesperada, pedindo socorro, era um misto de ansiedade, tristeza, pânico, uma sensação horrível. Eu já estava com o psiquiatra marcado, mas minha mãe conseguiu um encaixe pro mesmo dia, e saindo de lá já compramos meu antidepressivo e comecei a tomar.
    Fui melhorando aos poucos com remédio, terapia, acupuntura, tive inúmeras crises, uma sensação ruim, um choro, um medo, uma angústia.
    Hoje 16 anos depois, continuo tomando remédio e faço terapia esporadicamente, aprendi a controlar as crises assim que elas dão sinal (a terapia me ajudou muito com isso), já tentei parar o remédio diversas vezes sem sucesso, mas entendi que assim como um diabético precisa de insulina, eu preciso da paroxetina, e decidi que vou tomá-la enquanto eu achar que for preciso, independente da opinião ou preconceito das pessoas quanto ao uso de antidepressivos.
    Minha profissão é extremamente estressante e se não estivesse medicada, provavelmente já teria surtado novamente (outro dia um aluno me bateu e me mordeu, eu consegui contê-lo e administrei a situação, talvez sem a retaguarda que eu tenho, não tivesse dado conta da situação).
    Por isso vá se cuidar, se tiver que tomar remédio, tome, se te indicarem terapia faça, procure coisas alternativas também, mas ir a um psiquiatra é essencial!
    Não deixe seu problema virar uma bola de neve como muitas pessoas fazem, pq com o tempo passando, os sintomas vão aumentando e o tratamento vai ficando mais pesado!
    E outra, não tenha preconceito com psiquiatras e antidepressivos, eles não são para loucos, são para que não fiquemos loucos!
    Boa sorte!

  100. Thais10/04/19 • 10h42

    Cony, sinta-se confortada por todas nós, leitoras e amigas! Já passei por episódios assim tb. Como vc disse, tb não gosto de tomar medicação, apesar de ser favorável quando há necessidade. Sobre a sua falta de vontade de fazer terapia, acho que deveria procurar ajuda, sim! Procure alguém legal pra conversar. Embora vc tenha dito que “está tudo bem” (família, relacionamento, trabalho) a verdade é que não está TUDO bem! Pensa bem, esses episódios afetaram bastante vc e algo desencadeou. Um profissional pode te ajudar a descobrir a origem disso e tratar. Não necessariamente vão te receitar medicação, todas essas outras opções (acupuntura, editação, yoga, etc) tb vão te ajudar.
    Faça terapia. Encontrando um bom profissional, nunca vai te fazer mal! Tem muitas coisas que só alguém de fora consegue perceber e te orientar. Não deixe de procurar ajuda quando vc precisar, isso não é sinal de fraqueza! Beijos

  101. CARINE SANTANA SILVA10/04/19 • 19h16

    O yoga tem me ajudado, além de ser uma atividade física é um momento de relaxamento e concentração. O próprio acompanhamento do ritmo respiratório que a prática exige também ajuda.

  102. Kaa14/04/19 • 12h52

    Tbm sofro com essa desgraça, por isso li todos os comentários. Muitas dicas!
    Eu fico ansiosa quando sinto medo e por nada na TPM. Desde que tomo fluoxetina diariamente não tenho mais os horríveis ataques de pânico. Recomendo Cony pq ele não dá efeito colateral algum, tanto que me foi receitado para durante a gestação e pós parto e ele funciona em uso contínuo. Se eu esquecer de tomar um dia, não dá nada. Se quiser parar de tomar, basta reduzir as doses e pronto. É barato, mas só vende com receita.
    Outras coisas que me ajudam é buscar relaxar, respirar corretamente, pensar em coisas boas, coisas que gosto, estipular metas possíveis e atingi-las, rezar agradecendo as coisas boas do dia, e quero fazer regressão pra me curar da baixa autoestima. Já assisti a regressão de uma amiga e funciona, além disso… Deus existe, ele apareceu pra nós no início da vida que é na concepção. Na regressão é possível reviver isso. Inesquecível, sou doida pra fazer um tratamento, mas moro no fim do mundo ainda. E quando vejo que a ansiedade começa, o que ajuda mais é pedalar na minha bicicleta ergométrica, passar o aspirador na casa ou varrer a rua, focar no presente e\ou mascar um trident. Foda é quando dá enquanto tento dormir… aí rezo, cantarolo, relaxo, respiro, penso em coisas boas e tento focar nos ruídos da noite pra dormir logo.

    Boa sorte e sucesso com sua vida!

  103. Mariana16/04/19 • 08h18

    Cony,

    Eu estou indo ao médico daqui 2:00 hs !!

    Eu me reconheço em todos os sintomas, e não é a primeira vez.
    Eu já tive episódios iguais a pelo menos uns 18 anos atrás.
    O meu pico dessa vez foi em uma prova de concurso, estudei meses e perdi ali.
    Tentei alterativas, mas para mim não deu !!

  104. SIRLEI MIRANDA16/04/19 • 15h29

    Cony, já te sigo no insta e hoje entrei no blog. Muito ansiosa para ler tudo. Eu na verdade não sei se sofro de ansiedade ou de algo mais grave. Sempre tive autocontrole, sempre conseguia fazer com que as coisas andasse conforme o planejado. Me separei depois de 20 anos de relacionamento, tinha um relacionamento de 5 anos, e agora fui SIMPLESMENTE abandonada, tipo saiu da minha casa e nunca mais voltou, não se despediu, não terminou…só foi embora.
    Então minha ansiedade voltou com tudo, e agora eu estou meio sem controle, confusa, tremo o tempo todo quando lembro(isso dia 26/04 faz 5 meses). Tenho acessos de raiva sem controle, não passa quando tento me controlar, e só para a hora que ela quer passar, as vezes demora 2 horas e as vezes 2 dias. A sensação da falta de controle esta me matando.

  105. raquel moreira19/04/19 • 20h12

    Oi Cony, vi sua publicação durante uma viagem ao EUA , mas optei por não ler durante a viagem porque venho percebendo que tenho tido pequenos sinais de ansiedade. E tive receio de que ao ler, os sintomas que venho sentindo se “concretizassem”, justamente por ser uma viagem longa de avião. Graças à Deus não tive nenhum sinal de crise durante a viagem. Faço uso de óleo essencial também e de acupuntura ( super funciona para mim) , mas acredito que será necessário intervenção médica para que não haja a progressão. Já fiz terapia por duas vezes, sendo a primeira quando criança juntamente por ser ansiosa ao ponto de ter vômitos, dores e crises de choro. Sempre me cobro muito para que as coisas não saiam do controle. Realmente é uma sensação de vulnerabilidade pela falta de controle do próprio corpo e mente, justamente algo que não sei lidar. Acredito que o stress do meu trabalho contribui hoje para esse quadro. Busco me controlar com técnica de respiração que aprendi ( já tive duas Paralisias de Bell ) e essas técnicas de respiração me auxiliou e hoje me acalma com a ansiedade.. Enfim, que possamos todas nós encontrar a melhor forma de superarmos a ansiedade.. Torcendo por nós… Bjo e obrigada por falar desse sobre o tema…

  106. Belisa28/04/19 • 07h22

    Cony, ontem contando pra minha amiga que estava com síndrome do pânico ela me contou desse seu post.
    Impressionante como é a nossa cabeça.
    Comecei a ter ataques de pânico há uns 4 anos, e me dava qndo eu via q não tinha o controle da situação, começava a formigar o rosto, suar frio, uma dor de barriga de ir pro primeiro banheiro q aparecesse. Comecei achando q era problema de pressão. Fui ao cardiologista, ele me deu um remédio q me tomei uma noite para nunca mais.
    Resolvi ir no homeopata, e foi maravilhoso.
    De uns tempos pra cá estou voltando a ter. Pq estou muito angustiada profissionalmente.
    Como vc, não quero remédios, e sou dá q se auto-analisa sempre, sei oq to sentindo. Já vou no meu homeopata pra tratar.
    Enfim, obrigada por compartilhar!
    E que consigamos lidar com isso da melhor forma!