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11 set 2018, 80 comentários

Papo Sério – Endometriose

No último Chora, uma moça reclamou da falta de libido e disse que poderia ser pela endometriose. Fiquei curiosa, pois eu sou super leiga sobre o assunto e há poucos dias soube que tenho um cisto no ovário, fruto de endometriose.

Nem liguei, afinal, se ouve tanto falar sobre endometriose que achei que era a coisa mais normal do mundo. Só que, nos comentários do Chora, VÁRIAS mulheres deram seus relatos sobre a doença (juro que nem achava que era doença, achei que era tipo uma inflamação que curava rápido) e aí caiu a ficha que é bem mais sério do que se imagina.

No meu caso, o que me chamou a atenção é que tenho zero sintomas e vi que existem vários. Eu não sinto dor pra nada, nada de cólicas no período menstrual, nada de dor na relação, sem dores para ir ao banheiro, nunca imaginaria que teria endometriose. O cisto apareceu num ultrassom de rotina e como estava grande e não sumiu, minha médica decidiu operar. Laparoscopia e anestesia geral. Quase caí pra trás: como assim anestesia geral? Mas não é um cisto só? Sim, é um cisto, mas a cirurgia é de endometriose e tem que “limpar” tudo. O que assimilei depois de pesquisar sobre a doença e que me identifiquei, é o aumento do fluxo menstrual. Eu fico MUITO menstruada, no primeiro dia nem consigo sair de casa com medo de acidentes. Aí sim, vi um sintoma de endometriose em mim. E isso que já tinha reclamado com meu ginecologista antigo e ele disse que era normal.

Daí me lembrei de uma amiga de infância, que ia parar no hospital toda vez que ficava menstruada de tanta cólica que sentia. Liguei pra ela e me confirmou: tinha endometriose e teve que operar, com anestesia geral mesmo.

E de todos os relatos que li, todos falam em dor, em inchaço e em tratamentos com altas doses de hormônios que… como sabemos (e eu sou super contra pílula anticoncepcional) abalam todo o corpo e muitas ficam sem libido.

Quis pesquisar mais sobre a tal endometriose, e me assustei. Mas vamos por partes, antes de mais nada, o que é o endométrio?

O endométrio é uma mucosa que reveste o interior do útero, que prepara a “casinha” do neném, caso a mulher engravide. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio se solta, provocando a menstruação.

Na endometriose, essa mucosa cresce para fora do órgão (no meu caso foi para um ovário, formando um cisto que se chama endometrioma) causando dor (as vezes muito intensas – como o caso da minha amiga – que até abalam o emocional) e inflamação. As dores podem aparecer ao fazer cocô, xixi, na relação sexual e até mesmo em outras partes do corpo que a gente nem imagina que seja por causa da endometriose. Além da dor, a endometriose pode causar infertilidade porém com o tratamento adequado, a fertilidade pode ser restaurada. Várias mulheres engravidam mesmo com a doença.

Ouvi dizer que gravidez “cura” a endometriose, mas isso parece não ser 100% certo, bem como a cirurgia, pois a endometriose pode voltar.

Achei um artigo bem interessante e informativo no site do Governo do Brasil. Acho que mais sério do que isso impossível né? Vou reproduzir aqui:

“Aumento do fluxo menstrual, cólicas mais fortes que pioram a cada mês, dor abdominal intensa, infertilidade e dor durante a relação sexual são alguns dos sintomas associados à endometriose.

É uma doença em que uma parte da menstruação, em vez de se exteriorizar pela vagina e sair no absorvente, se interioriza no corpo da mulher. A endometriose reveste o útero e passa pelas trompas. Então, o corpo da mulher reage com inchaço, dor crônica no período menstrual e aumento do fluxo menstrual”, explica o ginecologista e gerente de internação do Hospital Fêmina (RS), Sérgio Galbinski.

Confira a baixo os Mitos e Verdades sobre a endometriose:

É uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas (mito)

Cólica menstrual em graus variados, dificuldade para engravidar, alterações intestinais durante a época da menstruação, dor para evacuar e desconforto durante a relação sexual no fundo da vagina são sintomas da endometriose. Algumas mulheres relacionam as dores abdominais com simples cólicas. Em geral, essas mulheres podem apresentar quadros de ansiedade ou depressão, relacionados à intensidade dos sintomas.

Endometriose é uma doença causada apenas pelo aumento do fluxo menstrual (mito) 

Na verdade, a endometriose depende do hormônio feminino produzido pelo ovário, o estrógeno, para seu desenvolvimento. Esse mesmo hormônio é produzido pelo tecido gorduroso, mesmo sendo uma forma menos ativa, o que favorece uma piora da doença. Além disso, a doença está associada à predisposição genética, estilo de vida, queda do sistema imunológico e alterações no fluxo menstrual.

A endometriose está diretamente ligada ao desenvolvimento do câncer no ovário (mito) 

Não existe essa associação, embora a endometriose possa aumentar a chance de desenvolver um cisto pequeno, chamado de endometrioma, que pode ou não ser maligno. Não é comum um tratamento da endometriose para prevenir o câncer de ovário.

A endometriose se não tratada pode deixar a mulher infértil (verdade) 

A mulher precisa estar atenta à dor da cólica, aumento de fluxo menstrual e todos os outros sintomas que saiam do padrão do período menstrual. A cólica da endometriose não pode ser tratada com medicamento comum, principalmente nas mulheres mais jovens, que têm uma vida reprodutiva pela frente que pode ficar comprometida se a endometriose não for tratada adequadamente.

A falta de tratamento da endometriose pode fazer com que a doença atinja outros órgãos (verdade) 
É uma doença progressiva. Sem o tratamento adequado, vai gerar uma série de processos de aderências e infiltração dos focos da doença em órgãos vizinhos, podendo atingir o intestino, os ovários e a bexiga, por exemplo. Além disso, pode causar infertilidade e quadros de dores crônicas, que não melhoram com medicações analgésicas.

A endometriose não tem cura (verdade) 

Apesar de não ter cura definitiva, a endometriose possui uma série de opções de tratamento. Anticoncepcionais que controlam e param a menstruação, não deixando acumular sangue interno, ajudam a tratar a endometriose. Hoje em dia, há métodos contraceptivos em que a mulher fica até três anos sem menstruar, por exemplo. A escolha terapêutica mais adequada dependerá da severidade dos sintomas e do grau da doença instalada.

A cirurgia robótica é uma alternativa à laparoscopia convencional (verdade) 

Uma alternativa é a cirurgia laparoscópica convencional. Essa tecnologia tem uma atuação significativa em doenças ginecológicas benignas que, por vezes, comprometem a capacidade reprodutiva da mulher, por exemplo. Sua tecnologia permite uma visão mais precisa e detalhada da região a ser operada, garante melhor recuperação da paciente e um menor tempo de hospitalização. A cirurgia só é necessária se a endometriose estiver em fase avançada e já instalada profundamente na região do intestino ou bexiga, por exemplo.”

Essa ilustração, mostra bem como a doença ocorre:

Fonte: G1

No meio a tanta informação nova, li que algumas coisas ajudam a conviver com a endometriose: fazer exercícios (pois diminui a produção de estrogênio, hormônio que controla a menstruação), comer alimentos ricos em ômega 3, não usar absorvente interno (será??? caramba, eu SÓ uso Tampax), tomar remédios para cólica… Mas não sei se isso realmente funciona.

  • Vamos falar sobre o assunto? Quem mais tem endometriose? Como descobriu? Quais sintomas teve? Como trata?? 
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80 comentários em “Papo Sério – Endometriose”
  1. Débora11/09/18 • 17h59

    Oiii… Quando eu decidi liberar para engravidar fui fazer uma ultrassonografia para saber se estava ovulando, durante o exame o médico detectou que meu ovário estava obstruído com um endometrioma e que teria dificuldade de engravidar, já queria fazer um procedimento para desobstruir mas minha ginecologista disse que não era necessário, que esperaria 6 meses para ver se eu engravidava. No segundo mês meu milagre aconteceu, engravidei sem dificuldade nenhuma. Durante o parto a obstetra detectou que meu útero estava cheio de endometriose e deu uma “limpada” nele.
    Nunca tive sintoma algum de endometriose, nenhuma cólica, nada.

    • Taiza15/09/18 • 12h17

      Post de utilidade pública!!!

      A minha história com a endometriose dá uma novela. Há alguns anos, parei de tomar pílula por conta de um tratamento capilar que estava fazendo. Passados uns dois anos, passei a ter dores abdominais terríveis, que aumentavam cerca de uma hora após cada refeição. Chegou a um ponto em que eu não podia comer quase nada, pois sentia dores e distensão abdominal depois. Isso durante o mês inteiro, muita gente se engana porque a maioria sente dores apenas no período menstrual. Curiosamente, o período menstrual era um alívio pra mim, parece que doía menos.
      Passei por inúmeros médicos, achando que era algo do sistema gástrico. Por fim, meses de muita dor depois,tendo feitos tantos exames que nem saberia dizer, e sem que nada aparecesse em nenhum deles, encontrei um médico ótimo em Campinas, que me recomendou a pílula contínua, e posteriormente um médico em Barueri, onde moro hoje. Com a pílula, as dores diminuíram e assim fui diagnosticada pelo histórico clínico e por ter respondido ao tratamento, mas nunca jamais apareceu em exame algum. NEste ano, quando resolvi engravidar, aos 34 anos, parei de tomar a pílula contínua mas não aguentava mais do que dois períodos sem dor, entao finalmente em maio me submeti a uma cirurgia de exploração. Saiu um foco de endometriose do meu peritônio, de cerca de um cm, que ninguém acredita que uma coisa minúscula dessas me fazia ir pro pronto socorro na madrugada, de tanta dor que eu tinha. Agora vida nova, quatro meses de operada e feliz da vida!

  2. Thaís11/09/18 • 18h24

    Conynha tudo bem? que bom que tocou nesse assunto. Sempre tive cólica, sempre, fluxo intenso e muito sofrimento, foram 20 anos tentando descobrir o que eu tinha e pasme todos os médicos diziam ser normal! Ocorre que em 2017 depois de muito pesquisar fui em um especialista, sim meninas, procurem um especialista em endometriose, são poucos, mas existem. Após muitos exames bem específicos descobri que minha endometriose estava no grau 4 com o intestino comprometido. Resultado, correria para operar urgente, queria achar algum médico que operasse pelo plano, mas poucos operam pelo convênio e como eu ia “mexer” no intestino não tive outra alternativa, paguei a cirurgia que é bem cara por sinal. foi por videolaparoscopia, anestesia geral, limpeza total da endometriose e 15 cm do intestino foi retirado com método de grampeamento. Estou ótima, linda, feliz, sem cólicas, porém a endometriose pode voltar. Meninas é uma doença muito, mas muito séria e mata, hoje existe uma Ong A Endo e eu, que luta para que esta doença seja incluída no atestado de óbito para que possa ser mapeado o grande número de mulheres que morrem em decorrência dela, para vocês terem idéia, se a endometriose atinge o ovário em um estado avançado o mesmo pode romper, o intestino pode romper, o meu estava tão comprometido que no exame de colonoscopia o catéter não passou pelo local onde a endometriose estava. Então Cony resumindo, é super legal e muito importante você ter abordado esse assunto aqui. Posso indicar meu médico caso queira entrevistá-lo, ele é um dos melhores de SP, maravilhosooooo, salvou minha vida, juro, super acessível e muito interessado nestas causas e também vale a pena conhecer a Ong, seria super legal se você conhecesse a Caroline Salazar (insta: @aendoeeu), idealizadora e ex endo, essa Ong faz todo ano a Endomarcha (eu fui com 20 dias de cirurgia, muito emocionante, uma luta linda) praticamente todos os Estados do Brasil para que vários pontos sejam regularizados: aulas na faculdade a respeito do assunto, regularização de doença no óbito (não sei o termo certinho), atendimento ampliado para cirurgia especializada no SUS (não tem, pasme), entre outros pontos. Espero ter ajudado, meu médico diz, apresentar sintomas não é normal! cólica não é normal! procure sempre um especialista, ! beijos Cony

    • Izabela Grambela Ribeiro11/09/18 • 19h12

      Oi Thais! Eu consegui realizar todos os exames, a videolaparoscopia e a cirurgia intestinal pelo meu plano (UNIMED) aqui em BH! Com duas médicas (a cirurgiã ginecologista e a cirurgiã proctologista) também especialistas no assunto e com ampla experiencia! A Gine se chama Ivete de Ávila, e a procto Luciana Pyramo!
      Fica a indicação pra quem for daqui!

      • thais12/09/18 • 08h28

        Que bom que conseguiu Izabela, eu não tive essa sorte apesar do meu plano de saúde ser bem top, não consegui pelo plano, apenas reembolso mesmo. Mas para quem é de BH ótima indicação, ajuda muito. bj

  3. Thaís11/09/18 • 18h28

    .

    • Rosangela12/09/18 • 14h56

      Faltou falar o nome do médico, é sempre bom saber que existe um especialista, e , bom!

  4. Cacá11/09/18 • 18h35

    Cony,

    Achei super legal você tratar sobre esse assunto.
    Eu sofro com endometriose há alguns anos (mais de 10 para ser exata).
    É importante falar que existem vários tipos (graus) de endometriose, da mais leve à mais severa. Em alguns casos as mulheres nem percebem que tem a doença e muitas só descobrem quando procuram investigar uma demora em engravidar.
    Por outro lado, existem casos muito sérios, que podem inclusive levar à morte se não forem adequadamente tratados.
    Eu quase morri por conta da endometriose. Não sabia que tinha, mas de repente comecei a sentir muuuitas dores, fui hospitalizada e descobri que estava com obstrução completa do intestino, que havia perfurado. Tive que fazer uma cirurgia de emergência e a chance de sobreviver era pequena (tive que retirar parte do intestino e bexiga, apendice). . Graças a Deus deu tudo certo. A partir daí passei a me tratar com um especialista na doença (em BH) e ainda assim a doença continuou progredindo. Tive nova obstrução intestinal e dessa vez além de novamente perder mais um pedaço do intestino, perdi também as trompas. Logo em seguida fiz FIV e consegui engravidar.
    Infelizmente sou completamente dependente de hormônios para tratar a doença.
    Enfim, sempre que posso conto a minha história para amigas para alertá-las a procurar um médico, pois o tratamento adequado impede o avanço da doença.
    Só uma informação: segundo meu médico, estudos científicos recentes mostram que há sim uma relação entre a endometriose e câncer no ovário. Por isso, mais uma vez, fiquem atentas e procurem um médico especialista!
    Se quiser, te indico de olhos fechados meu médico!
    Beijos e bom tratamento para você

    • Constanza11/09/18 • 18h40

      Oie! Quero a indicação sim!

      • Cacá19/09/18 • 22h18

        Meninas,

        Desculpem a demora em responder!
        O nome do meu médico é Renato Laércio Teixeira dos Santos. Ele atende na Rua Maranhão (3241-2207).
        Recomendo de olhos fechados!
        Boa sorte a todas

    • Izabela Grambela Ribeiro11/09/18 • 19h13

      Também quero!

    • Vanessa11/09/18 • 21h08

      Cacá, tb gostaria da indicação.
      Grata!

      Cony, parabéns por abordar esse assunto.

  5. Daniela Chacon11/09/18 • 18h46

    Descobri minha endometriose ao pesquisar o súbito aumento de um mioma uterino. Confesso que apesar de ter médicos na família, eu passei quase 5 anos sem visitar um ginecologista, o que óbvio, agravou meu estado. Por conta do fluxo intenso e da dor que crescia cada vez mais, fui pesquisar o motivo. Eu estava com um mioma do tamanho de uma ameixa, benigno, e DIVERSOS focos de wndometriose. Por conta da perda de sangue, acabei ficando mto anêmica, tendo antes de qualquer procedimento, que fazer sessões doloridas de ferro endovenoso uma vez por semana. Antes do fluxo ficar insuportável já havia dor e eu, ainda sem saber o que tinha, fui aumentando minhas doses de analgésicos, chegando a um que é comparado a morfina. Como ficava fraca, pela manhã tomava cafeína para aguentar o dia. Já com o fluxo intenso tive algumas hemorragias que me levaram ao hospital e lá num exame de sangue descobri que estava com minhas hemacias a 17, o normal é 32 senão me engano. Durante o tratamento para anemia, tive uma cólica que quase desmaiei de dor, fui para a emergência e de lá não sai por 9 dias. Minha médica que estava acompanhando o caso havia pco tempo, julgou que o melhor era que a equite do hospital (que era referência em laparoscopia ginecológica ) assumisse meu caso. Passei 5 dias aumentando minha resistência para a cirurgia e fui operada, com anestesia geral no final da semana. Por mais dor que tenha sentido no pós operatório (no meio disso meu marido ainda saiu de casa) , nada se compara a dor de quando estava doente. Foram dois meses sem poder fazer qlq esforço físico, tipo malhar. Engordei 8 kg e fico ainda bastante inchada com a necessidade de aplicação da injeção de hormônio que para a menstruação. Hoje mesmo apliquei, uma injeção oleosa que doi mto. Estou há quase 3 meses da operação . Me sinto livre do medo de ter alguma hemorragia e livre de combinações de morfina com cafeína . É uma doença mto seria e como vc disse, pouca gente tem noção da gravidade. Eu pensava como vc, que era uma inflamação. Bem, sigo por aqui agora sem dores e daqui a pco me arrumando pra malhar e tentar desinchar um pouco mais. Boa operação pra vc Cony, vai dar tudo certo . Bjssss

  6. Joicy11/09/18 • 18h46

    Oi Cony! Tenho endometriose, sofria muito, cólicas horríveis, dores pra fazer xixi, dores na relação, menstruação coagulada, tpm forte (irritação, dores nos seios, inchaço e etc). Descobri em fevereiro de 2016, fiz vários exames, inclusive a histerosalpinografia (exame com sedativo, é para verificar a permeabilidade nas trompas). A minha endo era profunda, meu ovário esquerdo estava colado ao intestino, alguns cistos no ovario, endo no intestino, ureter e vagina. Fiz cirurgia com o melhor médico de Curitiba, ele é ótimo, correu tudo bem, tirei 10 cm de intestino, a recuperação foi tranquila, só muita dor nos primeiros dias, fiz videolaparoscopia, anestesia geral. Fiz em junho de 2017, depois de 2 meses pós cirurgia, já não tinha mais cólicas. Hoje faço um tratamento fitoterapico. É uma doença séria que pode espalhar por vários lugares se não for tratada, muitas mulheres fazem cirurgia e após um tempo a doença volta a crescer. Sobre infertilidade eu não posso dizer, pois tentei engravidar por pouco tempo e depois parei por um problema conjugal e não tentei mais após a cirurgia. Mas muitas só conseguem engravidar com FIV. É possível tratar, mas tem que tratar para sempre, e não existe ainda muita informaçãoe pesquisa sobre tratamento e o porque a doença se desenvolve.

    • Ana Paula12/09/18 • 02h45

      Oi, você pode indicar o nome do médico? Hoje você trata só com fitoterápicos? Não usa nenhum tipo de anticoncepcional?

  7. Joicy11/09/18 • 18h55

    Cony! Espero que você fique bem logo! É importante que você faça a cirurgia com um médico que seja especialista nisso e faça algum tratamento que ajude que a doença não volte a crescer após a cirurgia. Tem um exame que também pode ser feito para verificar a sua fertilidade, não 100%, mas ajuda na tomada de decisão as vezes. Quem tem a doença e deseja engravidar, normalmente não pode postergar muito. Boa sorte! Tem alguns grupos no face de mulheres com endometriose, tem muito post que não vale a pena ler e alguns sem noção , mas têm muitos relatos que as vezes ajudam e o post fixo fala sobre alimentação, vitaminas e fitoterapicos.

  8. Izabela Grambela Ribeiro11/09/18 • 19h08

    Cony, que legal que você fez um post informativo sobre esse assunto!
    Sou diagnosticada há 7 anos, mas convivo com a doença há muito mais. Infelizmente, devido à imperícia médica anterior, o meu caso avançou bastante até ser diagnosticado, chegou a atingir trompas, ovário e intestino.
    Meu diagnóstico foi parecido com o seu… um endometrioma gigante (do tamanho do meu útero) no ovário direito.
    Na época cheguei a internar para fazer cirurgia de apendicite, de tanto que tava doendo, e em cima da hora viram que era ovário. Fiz uma ressonância magnética com uma médica especializada de Bh e um exame de sangue chamado CA125. O resultado combinado dos dois confirmou meu diagnóstico.
    Não parti logo para a cirurgia. Entrei com tratamento hormonal a base de progesterona para suprimir o estrógeno e consequentemente à menstruação.
    Seis meses depois repeti os exames e a doença havia regredido. Se manteve estável durante todos esses anos. Fiz uma vídeo laparoscopia (anestesia geral, mas menos invasiva que a laparoscopia sem video) que coletou material para biópisia e também confirmou o diagnóstico.
    Durante todos esses anos mantive meu tratamento hormonal (Allurene nos primeiros 3 anos, e Gestinol 28 nos últimos 3).
    Como pretendo tentar engravidar em breve, fui fazer uma atualização do meu status rs… e consultei uma proctologista por conta da infiltração no intestino. No meu caso, um pedacinho do intestino havia aderido (colado) ao útero por causa de um endometrioma, e no caso de eu engravidar isso apresentaria risco. Então voltei ao bloco cirúrgico para uma nova videolaparoscopia, dessa vez fazendo um check geral e limpando tudo, e também para a remoção desse pedacinho de intestino colado. Nesse caso era uma cirurgia um pouco mais delicada mas correu tudo bem.
    Sigo com meu tratamento hormonal, me adaptei bem a ele. Mas ao mesmo tempo mudei drasticamente meu estilo de vida, aumentei exercícios, e fiz reeducação alimentar, diminuindo drasticamente o consumo de açúcares e todos alimentos de origem industrial.
    Achei profissionais que me compreenderam sem menosprezar meus sintomas, e me deram alternativas para melhorar o estilo de vida. No meu caso específico, pois já foi descoberto em estágio profundo, o tratamento hormonal teve que continuar, mas isso foi uma decisão conversada entre mim e minha médica, e não uma imposição sem alternativas.
    Felizmente hoje em dia os médicos estão mais ágeis no diagnóstico, o que ajuda o estagio de detecção da doença, e com alguma paciência, a gente acha alguns médicos, nutricionistas e etc que olham para o nosso problema de forma mais holística e não só “Ou tomar hormônio/ou engravida”.
    Desculpe pelo relato ENORME, mas acho incrível essa oportunidade que você abriu no seu blog para discutirmos um problema tão presente na vida da mulher.
    Parabéns pelo seu trabalho de sempre.

  9. Danielle11/09/18 • 19h29

    Cony, tenho 32 anos e há 5 anos descobri ser portadora de endometriose ao fazer exames pré-nupciais. Não tenho nenhum sintoma, apenas menstruação irregular e fluxo alto, o que sempre me falaram ser de SOP.
    Fui encaminhada diretamente pra cirurgia (videolaparoscopia) e estava tomada do focos em vários órgãos (bexiga, ureter, intestino, vagina e retosigmóide).
    Depois da cirurgia, tentei engravidar naturalmente, os focos estavam voltando, ai parti pra FIV. Engravidei na 3ª tentativa.
    Minha bebê tem 1 ano e 5 meses e infelizmente a doença voltou a dar as caras. Não quero tratamento hormonal, mas acho que vai ser o jeito!

  10. Juliana11/09/18 • 19h32

    Passei por duas cirurgias. A última durou 10 horas. Perdi o ovário e trompa esquerdas, além de parte do intestino. Tinha endometriose até nos ureteres e no ciático. Depois da primeira cirurgia meu antigo médico me prescreveu zoladex por 1 ano, um antihormonal com efeitos colaterais terríveis. Sofri Muito! Depois da segunda cirurgia tudo melhorou.

  11. Michele11/09/18 • 19h37

    Adorei o post! Muito informativo! Estou adiando minha consulta ao ginecologista já tem alguns anos, acho que é melhor agendá-lo logo…

  12. Fabiana Lubacheski11/09/18 • 19h38

    Tive endometriose profunda, atingindo intestino, trompas. Só descobri depois se anos tentando engravidar pela Fiv e nada acontecia…Não tinha dores significativas, achava normal cólicas, pequenas dores nas relações e acabei não reportando aos médicos…só com o exame de marcador ca alterado muito, a médica que acompanhava minhas tentativas de gravidez, pediu exames como ressonância magnética podemos ver o tamanho do problema…fiz a cirurgia de alta complexidade, no Einstein com a melhor tecnologia. Deu certo tudo, maa tive que retirar as trompas que estavam comprometidas e 10 cm de intestino…tudo com endometriose. Consegui engravidar em seguida, mas só pela Fiv, já que não tenho maia trompas…para evitar a volta dessa doença tomo diariamente hormônios…mas vou usar o diu futuramente, poia já faz dois anos que suspendi a menstruação e acho que já tomei hormônios demais…o diu tb tem, mas a ação é mais localizada.

  13. Alessandra11/09/18 • 19h39

    Descobri a endometriose tem dois anos, depois de tentar engravidar durante 3anos, comecei a sentir cólicas que me impossibilitavam de andar, dores fortes para fazer as necessárias fisiológicas. Fiz recentemente uma ressonância e estou com parte do intestino, ovários, trompas e útero com muita aderência. Indicação cirúrgica.

  14. Jamile11/09/18 • 19h46

    Oi Cony, acho super importante quando pessoas influentes como vc tocam nesse assunto.. tenho 26 anos, na adolescência sempre sofri horrores com o fluxo intenso e cólica, de desmaiar na escola, parar no pronto socorro etc. Por esse motivo com 14anos a gineco me indicou o anticoncepcional, mesmo assim foram anos trocando o tipo, tentando tomar contínuo e mesmo assim só piorava. Com 22 cansada disso, a médica me indicou o mirena que prometia ser a “solução”, tentei todos os tratamentos com medicação possível e nada. Troquei de médico, fiz a videolaparoscopia, tomei injeção de tratamento, tirei o mirena..
    Nesses últimos anos coloquei o Diu de cobre e to deixando meu corpo falar sabe!? Optei por analisar melhor os alimentos que como e exercícios físicos.. claro que a cólica e fluxo intenso continuam me acompanhando e sei q em breve vou ter que fazer outra videolaparoscopia, mas sei q eh da doença..
    E não gente, nem sempre com menopausa cura, tenho uma amiga que já tirou útero, ovários e a doença continua perseguindo, recentemente tirou pedaço do intestino, bexiga, canal vaginal, tudo por essa desgraça de endometriose… obrigada por abrir esse espaço pra falarmos

  15. Vanessa11/09/18 • 19h51

    Olá Cony, boa noite! Frequento seu blog desde 2015 (mais ou menos) e nunca escrevi aqui. Mas dessa vez o papo é sério e eu resolvi dar o meu depoimento. Tenho 25 anos e sofro com as cólicas desde a primeira menstruação. Inclusive nos primeiros nos cheguei a ir ao hospital com suspeita de apendicite, mas não era nada disso. Eram “apenas” cólicas. Ano passado descobri, depois de 7 ou 8 ginecologistas, que eu era portadora da endometriose. No inicio foi tranquilo pois eu já imaginava, apesar de não ter diagnostico confirmado. Com o passar dos dias fui procurando exames mais específicos, por conta própria. Os médicos daqui sequer me davam uma saída que não fosse a cirurgia ou uma exploração cirúrgica por vídeo que é caríssima e na época não tinha plano. Fiz um exame chamado mapeamento de endometriose (cheio de detalhes pré exames) e descobri que o meu caso era URGENTE e GRAVE. Corri pra Salvador, pois achei um especialista lá e ele me confirmou sobre a necessidade da cirurgia. Eu, como curiosa e formada em 14 temporadas de Greys, fui pesquisar na internet todo e qualquer tratamento que não fosse cirúrgico. Nessa época eu já estava com a menstruação suspensa pelo uso de PIETRA ED. Virei o Google e, por também não querer usar hormônios artificiais pelo resto da vida, encontrei um grupo no Facebook chamando Endometriose sem Censura. Comecei a seguir tudo que indicavam lá e lhe digo, estou 70% melhor das dores. Apesar de estar ainda com o fluxo menstrual interrompido, eu sentia dores (na coluna principalmente) e daqui alguns meses abandono o hormônio caso meus exames confirmem a melhora. E deixo o conselho; procurem sempre os melhores profissionais e não acreditem que a solução pra tudo vende na farmácia. As vezes ela está na feirinha, perto de sua casa. Cuidem-se! Com ENDOMETRIOSE não se brinca!

  16. Tati11/09/18 • 19h54

    Cony, descobri a minha endometriose no início desse ano, mas já fazia 2 anos que estava investigando.
    Tenho um endometrioma na bexiga e muito provavelmente terei que operar.
    Estou tomando dienogeste que cortou minha menstruação, também estou tomando ômega 3 e maca peruana que dizem contribuir para amenizar a inflamação causada pela endometriose.
    Dos sintomas, tinha uma leve cólica menstrual ( quando era adolescente tinha uma cólica absurda), e dor nas relações, descobri por conta de uma tomografia que minha proctologista pediu.
    Estou com medo da cirurgia, pois terei que ficar com sonda, e bem chateada, pois terei que operar menos de um mês depois de casar, mas confesso que ainda tenho esperanças do meu endometrioma regredir!
    Boa sorte para todas nós!

    • Izabela Grambela Ribeiro12/09/18 • 09h22

      Oi Tati!

      eu também tive que usar sonda no meu pós operatório… e não era casada, mas já morava junto e tb tive que suspender as atividades sexuais por um tempo. A sonda incomodou um pouco no começo mas, como tudo nessa vida, a gente acostuma… Não se preocupe que correrá tudo bem e logo você se recupera! Foca que você está se cuidando, que logo logo tudo passa! Melhoras para você! Bjos

  17. Anna11/09/18 • 22h08

    Cony, adorei vc discutir esse assunto aqui. Não sei contribuir com relação a endometriose, mas já tive um mioma uterino aos 27 anos, que é um tumor derivado de uma célula muscular do endométrio que cresce e também é alimentado pelo estrogênio. Eu tomei Yaz/Yasmin por quase 7 anos, quando comecei a ter sangramento de escape constante. Parei com o anti por seis meses, e a cada mês meu fluxo aumentava demais, até chegar ao ponto de não parar mais. Não sentia cólicas, mas sangrei tanto que fiquei anêmica e tive que tomar injeções para repor o ferro. Descobri o mioma em uma ultra-sonografia e como o mioma estava totalmente dentro do útero, operei pela via transvaginal, sem cortes, anestesia raquidiana, no mesmo dia já voltei para casa. Depois da cirurgia, comecei a tomar Cerazetti, que não tem estrogênio, e dizem que evita novos miomas. Isso faz um ano e graças a Deus não surgiram novos. Minha menstruação hoje se resume a sangramentos de escape ocasionais, e não tive outros efeitos colaterais com relação ao Cerazetti. Espero que esse relato possa ajudar alguém! Beijos

  18. Marina11/09/18 • 22h46

    Oi Cony,

    Assim como você eu também tive endometriose assintomática, não sentia cólicas e custei a descobrir q tinha a doença. Fiz a laparoscopia pata a retirada de um cisto (A Unimed cobriu) e agora está tudo bem. Apenas tomo anticoncepcional para não menstruar mais. Meu tratamento atualmente é bem simples, encontrei um bom médico q me acompanha.
    Masssssssss… como precaução, resolvi congelar os óculos para garantir que essa questão não afete minhas chances de ter filhos futuramente.
    Se quiser indicação de médicos também, só falar. Muito bom você ter ficado no assunto, essa doença ainda é pouco conhecida, e mais comum do que muitos imaginam.
    Um beijo, Marina

    • Vanessa Lima12/09/18 • 12h05

      Oi Marina!
      Adoraria receber sua indicação.
      Grata

      • Marina12/09/18 • 20h39

        Oi Vanessa,

        O ginecologista que me acompanha é o Dr. Garibalde, especialista em endometriose em BH. Recomendo de olho fechado.

        Os exames de ultrasson intravaginal que ele indica é sempre com o Dr. Milton Panzi. Faz muita diferença fazer o exame também com médico especialista (infelizmente a unimed não está cobrindo mais esse exame R$300).

        Já o tratando de fertilização estou fazendo na clínica vilara, no hospital Vila da Serra.

        Espero que ajude. Como muitos relatos que lemos, não é todo ginecologista que está preparado para diagnosticar e tratar a endometriose. Estar com bons médicos é muito importante.

        Boa sorte para todas nós. Se quiser falar mais fique à vontade!

        • Vanessa Lima13/09/18 • 20h54

          Oi Marina, muiiito obrigada pelo retorno e gentileza. Farei contato com eles sim.

          Um grande abraço.

  19. Lorenna12/09/18 • 08h16

    Descobri a minha endometriose igual a você: um cistono ovário que não sumia. Nunca tive nenhum sintoma, nem fluxo aumentado e tava lá a endometriose. Eu com 20 anos na época fui procurar o que era e me desesperei (até hoje fico um pouco surtada com isso). Também sou contra o uso de anticoncepcionais, pois acho que mais atrapalham do que ajudam e por isso resolvi não tratar (até porque tenho diu de cobre). Fiquei 1 ano e pouco sem nenhum tratamento, mas a doença avançou e minha médica achou melhor entrar com o tratamento hormonal, o que acabou comigo mais um pouco. Só que é muito importante falar que a endometriose não temum tratamento 100% confirmado. Mesmo tomando anticoncepcional a doença pode avançar, assim como não tomando ela pode não avançar. Os tratamentos são um tiro no escuro. O que eu sei que resolveu pra mim foi mudar drasticamente a minha alimentação. Cortei todos os alimentos inflamatórios (gluten, lactose, açúcar, carne vermelha) e calhou de ser na semana da minha menstruação e não tive nenhuma cólica. Pra quem não quer tratar com hormônio, existem vários grupos no Facebook sobre tratamentos naturais. Agora estou a procura de uma ginecologista homeopata em Bh (se alguem souber, me avisa pf).

  20. Beatriz12/09/18 • 08h26

    Oi, Cony!
    Tenho endometriose detectada há um pouco mais de 10 anos.
    Uma adolescência de muita cólica, desmaios e fluxo muito intenso… até por acaso descobrir a endometriose numa ultra. Ainda levei anos para acertar tudo, porque na época pouco se falava, nem os médicos sabiam o que fazer direito. Por anos “tratei” com pílula o que acabou com as cólicas, fluxo intenso e todo o drama da doença.

    Há uns dois anos entrei em fóruns sobre endometriose no facebook e foi um novo mundo se abrindo. Eu achava que sofria, mas tem pessoas que passam por coisas muito piores que eu. Com apoio do grupo encontrei profissionais especializados na área, o que fez muita diferença. Tinha ido em um ginecologista que antes de ver os exames já falou em cirurgia, o meu novo médico além de super didático disse que não preciso operar pois tenho microcistos (beeeem micro).

    Estou muito bem, vivendo com essa amiga de longa data chamada endometriose. E quando a hora chegar, se chegar, o dr. disse que devo ter 50% de chance de engravidar sem grandes desafios. Mas isso é pra outra hora…

    Minha indicação é sempre procurar médicos especialistas e ter sempre uma segunda opinião.

  21. Freda12/09/18 • 08h42

    Descobri que tenho endometriose há 4 meses e tbem fiquei bem chocada, pq nao tenho sintoma nenhum, zero cólica, a nao ser o fluxo menstrual que aumentou. O problema é que eu que nem sabia se queria ser mãe, fiquei meio doida e resolvi q mais do que nunca queria engravidar. Vou fazer 39 anos e meu marido e eu estamos tentando engravidar desde que descobrimos a endometriose. Depois q descobri a doença percebi q ela é bem mais comum do que eu imaginava!!

  22. Viviane Oliveira12/09/18 • 08h44

    Oi Cony bom dia.
    Me chamo Viviane e sou do interior do Paraná.
    Descobri em agosto do ano passo que tenho endometriose, depois de uma hemorragia. Estava indo pra faculdade e aí chegar no ponto de ônibus minha roupa estava lavada de sangue. Tive que ligar pro meu marido ir me buscar e fomos direto pro ponto socorro. Chegando lá a ginecologista de plantão Mr atendeu fez o toque e me pediu pra ir até uma ginecologista urgente que ali ela só poderia cessar o sangramento.
    No outro dia marquei uma ultrassom sem mesmo ir até a ginecologista e a médica que fez o exame ja me falou que o caso era grave.
    Fiquei sem entender pq o único sintoma que tinha era sangramento um pouco mais intenso, nada de dores.
    Marquei a consulta com a ginecologista, e lá ela soltou a bomba que estava com endometriose severa. Cistos de endometriose nos ovários( ovários com tamanho super aumentado) e endometriose no reto. Me disse que minha chances de gravidez natural quando eu fosse engravidar seriam nulas se eu não fizesse a cirurgia e o tratamento. Fiz tratamento 6 meses com allurene, para diminuir o tamanho das lesões, e após os seis meses repeti os exames e tinham secado todos os focos não precisei da cirurgia. Porém tinha desenvolvido ovário policístico. Estou fazendo tratamento, mas estou a dois meses menstruando sem parar. Minha médica disse que é até o meu corpo acostumar com o anticoncepcional mas estou com medo e já marquei uma ultrassom para amanhã… Não tentei engravidar depois do tratamento, pois tenho apenas 22 anos e meu marido 25, ele tbm tem problemas, a chamada varicocele.
    Estamos tentando nos tratar para daqui quem sabe uns anos tentarmos ter um filho.
    A doença em mim foi muito silenciosa. Se eu não tivesse a hemorragia talvez não saberia até hoje oq tenho e tinha perdido 1 ovário.
    Até mais meninas
    Viviane

  23. ana clara12/09/18 • 09h14

    Bom dia! sempre acompanhei o blog, e hoje vou comentar, eu na sabia q tinha endometriose ha uns 5 anos, esse ano fiz a cirurgia pois estou com inferlitidade, agora estou tentando engravidar e nada, fico frustada pq varias me dizem eu fiz e engravidei naturalmente, acho q terei q pensar em outros metodos.. nem tudo é lindo, nem todas curam, nem todas voltam a ter sua fertilidade ao normal

  24. Érika12/09/18 • 10h22

    Só queria fazer um adendo, a endometriose não é só o sangramento fora do útero, é o crescimento do próprio tecido (endométrio) fora do útero.

    Drauzio – O que é a endometriose?

    Maurício Simões Abrão – A endometriose ocorre quando o endométrio, ou seja, o tecido que reveste a cavidade uterina, implanta-se fora do útero. Trata-se de uma doença estudada há muito tempo. As primeiras teorias sobre o assunto têm mais de cem anos. Cogita-se que, quando a mulher menstrua – e a menstruação nada mais é do que a eliminação do endométrio -, fragmentos desse tecido podem caminhar pelas tubas, alcançar a cavidade abdominal, nela implantar-se e crescer sob a ação dos hormônios femininos. Hoje se sabe que mulheres normais também podem apresentar essa menstruação retrógada, ou seja, a que faculta a chegada do endométrio na cavidade abdominal, mas só algumas têm endometriose. Pode-se concluir, então, que alguns fatores permitem a instalação dos implantes na cavidade peritoneal, entre eles, destaca-se o sistema imunológico da mulher.

    • Constanza12/09/18 • 10h32

      “Na endometriose, essa mucosa cresce para fora do órgão” Está no texto 😉

  25. Livia12/09/18 • 10h42

    Meninas, sugiro que entrem no grupo do facebook chamado “endometriose sem censura”, lá tem muitos depoimentos, dicas de fitoteráticos, nomes de bons médicos indicados por estado do Brasil e é um lugar de troca de experiências. Esse grupo segue uma linha mais natural de tratamento e tem MUITO depoimento de melhora e regressão da doença. A endometriose é uma doença inflamatória e apesar de não ter cura, pode ser “controlada” com mudança de hábitos alimentares (dieta anti-inflamatória) , exercício físico e suplementação de algumas vitaminas. O acompanhamento de um bom nutricionista/ nutrólogo que entenda do assunto é essencial. O hormônio não cura a doença, apenas mascara e pode ate piorar, sem contar nos inúmeros malefícios e riscos do anticoncepcional, que todas nós já sabemos. Sou portadora da doença e já sofri muito por conta dos sintomas. Já fiz 3 cirurgias, bati muito a cabeça atrás de bons especialistas, tomei hormônios, mas posso afirmar que o que me fez voltar a ter qualidade de vida foi a mudança de hábitos. bjs

    • Constanza12/09/18 • 11h01

      Quero entender mais sobre dieta anti inflamatória…

      • Livia12/09/18 • 11h33

        Então Cony, essa dieta é baseada em comida de verdade, excluíndo o gluten, lactose, frituras, embutidos, açúcar, alcool e incluindo alimentos que diminuem a inflamação como peixes, oleaginosas, gengibre, cúrcuma, própolis, limão em jejum, omega3, etc. Low carb também ajuda muito. Eu fui numa nutricionista muito boa aqui no RJ que me orientou, mas nesse grupo no facebook que citei tem tb muita informação boa! Cada caso é um caso, e a gente vai aos poucos aprendendo a ouvir nosso corpo pra saber como ele se adapta melhor. bjs

      • Lívia F. Pereira14/09/18 • 11h50

        Cony, já fiz a dieta anti-inflamatória por vários meses e não resolveu meu problema. Tenho endometriose profunda e fiz a cirurgia, perdi quase um segmento do intestino. Recentemente descobri um estudo que mostra que o problema pode ser agravado pela carne vermelha. Não duvido, pois como muita carne vermelha desde criança. Fiz o teste numa semana em que estava tendo escape constante. Suspendi a carne vermelha ( deixei o glúten e a lactose, pois não sou intolerantes a eles), e o sangramento parou. Leiam: http://www.educadora.am.br/entretenimento/risco-de-endometriose-e-duas-vezes-maior-em-mulheres-que-comem-carne-vermelha-regularmente/

    • Carolina14/09/18 • 00h17

      Acho importante acrescentar que existe terapias naturais no controle da endometriose como yoga hormonal, dieta ayurvédica, etc.
      Tenho endometriose e tomava hormônio mas sempre me senti pior. Engordei absurdamente. Tive uma dor lombar fruto da endometriose e mudei alguns hábitos: faço pilates, diminui o açúcar e a farinha branca, como mais alimentos in natura, inclui raízes na alimentação (inhame, bardana, etc), uso óleo de copaíba, unha de gato e uxi amarelo. Li muito, e artigos da homeopatia. Sou psicóloga e acredito muito na subjetividade (claro). O corpo cria mas tb cura as doenças. É importante tratar o todo: corpo e mente. É importante que nós saiamos da zona de conforto. Leia, busque informações, procure profissionais.

  26. Thais12/09/18 • 11h06

    Como leitora do Fufu e como ginecologista fica muito feliz em ver esse tema ser abordado!!
    Parabéns Cony!
    A endometriose é uma doença que envolve o fluxo menstrual retrógrado com implantante de endométrio fora da cavidade uterina, uma doença por anos negligenciada por nós médicos pela dificuldade de diagnóstico por muitas vezes apresentar sintomas sem imagens características… O tratamento é quase sempre cirúrgico, por videocirurgia que facilita sua visualização.
    Procurem sempre uma boa orientação

  27. Rosângela12/09/18 • 14h49

    Nossa sempre achei este tema tão serio e preocupante e que as pessoas nem sabe deste problema. Isso devia estar no Ministerio da Saúde como prioridade assim como a Mamografia, pois esta doença é silenciosa. Tenho uma amiga que teve que retirar o útero, e não pode mais ser mãe, só com adoção.

  28. Kaka12/09/18 • 16h02

    Fui diagnosticada com endometriose em 2012, mas tinha sintomas relacionados a doença desde 2002. Eu sentia cólicas absurdas no período menstrual, e por conta disso tomava muitos antiinflamatórios. Essa grande quantidade de remédios que eu tomava me levou a desenvolver alergia a um grande conjunto de antiinflamatórios, o que hoje limita tratamentos de saúde.
    Em 2011 comecei a tomar Allurene para interromper a menstruação, e assim “estacionar a doença”. Em 2012 fiz vídeo laparoscopia para tirar endometriomas que tive nos ovários, colo do útero e ureteres. Ainda na cirurgia coloquei DIU Mirena e me adaptei bem a ele. Ganhei peso, mas como sempre fui muito magra não me afetou. A vantagem do Mirena é que o hormônio fica mais restrito à região em que ele precisa atuar e não há o risco de esquecer de tomar o medicamento. A endometriose não tem cura, mas o controle infelizmente passa por intervenção hormonal. Se menstruar, é quase certeza de que os focos vão reaparecer.
    Sobre o diagnóstico recomendo cuidado, muitas mulheres são diagnosticadas erroneamente. O diagnóstico mais preciso é ainda a video laparoscopia, mas é muito invasiva. Há tb ressonância magnética com protocolo de endometriose e ultrassom abdominal com protocolo de endometriose, que proporcionam uma acurácia maior do que exames mais comuns. Peçam mais de uma opinião sobre o melhor tratamento para endometriose.
    Em SP indico a Helizabet Ayroza Ribeiro, a consulta é cara e ela não atende por plano, mas ela é sensacional. O site é http://clinicaayrozaribeiro.com.br/

  29. Vivi12/09/18 • 16h05

    Doença séria! Minha prima tem. Não conseguiu engravidar e teve que adotar. Recentemente teve uma hemorragia foi urgente para o hospital. Teve aderência, vários órgãos estavam tomados, foi uma cirurgia bem complicada. Mas ela se recuperou. Agora toma hormônios para suspender a menstruação.

  30. Kátia Davanso12/09/18 • 16h34

    Oi Cony!!! Tudo bem???

    Realmente essa “doença” é muito ingrata com nós, mulheres! Falo pela minha experiência, desde sempre sofri com cólicas fortíssimas de ir ao hospital ser medicada e já cheguei a desmaiar várias vezes de dor…e sempre ouvi da minha antiga médica que era normal. Quando mudei de médica, primeiro exame e veio o diagnóstico, porém um pouco pior…meu caso não é era caso de laparoscopia, pois minha endometriose é entre os músculos do útero…no meu caso tive muita dificuldade para engravidar, foram quase dois anos de tentativas e quando estávamos partindo para fertilização engravidei…hj após a gestação as dores diminuíram bastante, e os médicos falam que a gestação ajuda na melhora mesmo, mas tenho que ter o anti inflamatório em mãos todos os meses para não passar mal…

  31. Lilian12/09/18 • 19h08

    Tive a doença sem sintomas por muitos anos e fiz uma cirurgia neste mês de maio de 2018, na qual precisei retirar duas frações do intestino e uma trompa, por já estarem totalmente comprometidos. Graças a Deus agora não tenho mais focos, e devo fazer acompanhamento a cada 6 meses com o meu médico especialista. Fui operada pelo Dr Patrick Bellelis e o indico para todas as mulheres que passam por esse problema.

  32. Ana Carolina12/09/18 • 21h28

    Melhor post do blog! Muito obrigada mesmo!
    Tenho endometriose e ovário micro policístico e decidi esse mês parar de tomar pílula e estou preocupada com a volta dos sintomas…O que vc tem achado do DIU de cobre, Cony?

    • Constanza12/09/18 • 22h51

      Tirei há mais de um ano. Meu fluxo que já eh muito estava maior ainda.

  33. Alessandra Ramos12/09/18 • 22h08

    Meninas

    Fico chocada com a quantidade de pessoas que nao consultam ginecologista regularmente. Por duas vezes num espaço de 10 anos anos tive polipo no útero que apareceu em menos de 30 dias (precisei repetir ultrassom e apareceu neste intervalo de tempo) fiz cirurgia de “emergência” e desde entao vou ao GO DUAS vezes ao ano. Nao abro mão disso.

    Tenho tambem miomas ha mais de 15 anos e no início tinha indicação cirurgica mas após tratamento com zoladex foi descartada a cirurgia. Mais uma razão para ser tao rigorosa com o acompanhamento ginecológico.

    Levem a sério a saúde e qualidade de vida de vocês.

    Tenho parentes que me condenam, que dizem que vou atras de doença. mas se eu nao tivesse descoberto estes polipos tao cedo talvez eles tivessem evoluido para algo mais sério.

    Por favor se cuidem, percebam os sinais que o seu corpo emite não ignorem!!

  34. Fernanda12/09/18 • 23h11

    Oi !!!
    Sofro com a endometriose desde os 16 anos, quando digo sofro é real mesmo.
    Já desmaiei inúmeras vezes por sentir cólica quando mais nova, foi muiiiito demorado descobrir que era a endometriose, resultado, quando descobriu já estava em outros lugares… Fiz duas cirurgias e tomo anticoncepcional sem pausa desde então.
    Menstruar nem pensar pois no meu caso é fato que irá voltar, o libido sexual quase não existe ( mas sou do time da Cony quando diz: continua fazendo, comprando roupinha, vendo uns pornos…um dia vai que volta ne?!).
    E tambemgravidez nem pensar…

  35. Angélica13/09/18 • 00h53

    Gente, estou chorando.
    Eu vou ao ginecologista todos os anos, fui diagnosticada com endometriose “só” porq meu ca125 aparece alto. Não tenho nenhuma dor, nem fluxo alto, nadinha. Na transvaginal e na ressonância não é detectado foco. Enfim, ano passado a médica me receitou por um período pequeno o dienogeste (Pietra ED). Depois de 3meses, realmente o ca125 baixou….
    Mas aí ele volta a ficar alto depois de um tempo. Esse ano na consulta ela disse que eu precisava entrar com um hormônio (pílula ou então novamente o dienogeste). Conclusão, não voltei no retorno pois não quero nenhum nem outro e preferi boicotar e negligenciar o tratamento.
    O mais engraçado, é q conversando com as minhas amigas, nenhuma delas nunca fez exame desse marcador ca125, fico sem entender se ele de fato tem credibilidade.
    Agora não consigo dormir pensando nisso, estou bem preocupada. Q doença estranha.

    • Carolina13/09/18 • 07h00

      Oi Angélica, só pra de certa maneira te tranquilizar: o marcador ca125 não é de forma alguma definidor de endometriose. Meu ginecologista, que é super especialista, prefere nem pedir por ele.
      Acho que você deveria consultar outras opiniões, trocar de ginecologista. Se vc quiser se certificar ainda mais, pode repetir a ressonância magnética em outro lugar de confiança. Se não acusar nada, fique imensamente feliz, simplesmente vc não tem a doença! 🙂

      • Angelica13/09/18 • 10h19

        Oi Carolina!
        Super obrigada por sua mensagem 🙂
        Eu já fiz tb exame com preparo intestinal, e em imagem nunca apareceu nada…
        Mas de qlqr forma, mesmo se não for endometriose o ca125 alto me preocupa.
        Vou realmente procurar um especialista para descartar a possibilidade. Super obrigada!

    • Bia13/09/18 • 14h14

      Angelica, esse marcador tumoral ca125 é referência para mais de uma doença. O correto para diagnosticar endometriose é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, um exame que nem todos os médicos sabem de fato fazer, pois exige treinamento. Se estiver em BH, procure Antônio Carneiro (clínica CEU) ou Maria de Fátima (clínica Scanner). Não coma mosca, endometriose precisa ser acompanhada e controlada!

    • Izabela Grambela Ribeiro17/09/18 • 14h36

      Oi Angelica!

      Eu fiz o exame CA125 para diagnóstico, mas fiz ele junto com Ressonância Magnética (meu endometrioma estava localizado atrás do útero e não aparecia em NENHUM ultrassom, só com ressonância que foi visto) .. o meu médico na época me disse que ele sozinho pode indicar várias coisas, mas que através da associação dos dois resultados foi possível confirmar meu diagnóstico.

      De qualquer forma, você estar com níveis elevados dele é indicativo de que pode haver algum problema. Sugiro procurar outros médicos para tentar descobrir do que se trata!

  36. Fernanda13/09/18 • 13h41

    Gostaria de fazer uma pergunta pra quem tem essa doença… A dor nas relações sexuais ocorre em todas as posições ou em alguma posição específica?

  37. Cida13/09/18 • 13h47

    Sofro com fortes cólicas e alguma vezes tive desmaio, lá pra os 19 anos (hoje tenho 34) fui a ginecologista e falou que era normal e passou um medicamento para quando as dores fossem muito forte, passou um tempo e as cólicas diminuíram porém agora depois dos 30 aumentaram, procurei ginecologista que passou os exames CA125 e ultra com doppler mas nada de endometriose, mudei para outra que passou uma ressonância e foi encontrado a Adenomiose, estou com 1,2 cm, endometriose nenhuma mas a Adenomiose sim :(, agora tratamento para suspender a menstruação e em janeiro nova ressonância e verificar se “cicatrizou” a parede uterina. Mais alguém sofre com a Adenomiose(“irmã” da Endometriose) ?

    • Izabela Grambela Ribeiro17/09/18 • 14h38

      Oi Cida! Meu último US deu indícios de adenomiose mas os dois médicos que fui me disseram que é normal ela apacere junto com a endo… que é meu caso! Espero que você fique bem.

      abs

  38. Ana Carolina13/09/18 • 14h29

    Oi Cony,
    A endometriose é realmente uma doença silenciosa. Eu demorei UM ANO, para conseguir o diagnóstico, pois eu não tinha nenhum dos sintomas que “configuram” endometriose, eu sentia dores muito, muito forte nas costas, que pareciam dor de rins, portanto ninguém pesquisava a possibilidade da endometriose, nem mesmo a minha ginecologista(que hoje em dia acho que foi muito displicente), o que fez com que eu demorasse mais a descobrir. Eu só consegui identificar com um ultrassom endovaginal feito com um especialista em endometriose (e já tinha feito outro ultrassom antes, além de tomografia e ressonância). E como meu caso era um pouco sério, pois eu tinha foco em 6 órgãos, incluindo o intestino, na laparoscopia precisei tirar além dos focos, um pedaço do intestino e do reto. Minha cirurgia foi muito bem sucedida, fiquei 3 dias internada, 40 afastada do serviço, e depois vida normal!! Achei muito legal você abrir esse espaço aqui, pois é muito importante as mulheres se informarem. Encontrei meus médicos em uma página de endometriose no facebook, por isso compartilhar e trocar informações é sempre super válido. Meus médicos são de Bh, e ambos atendem pela Unimed – Dr. Luiz Machado Ginecologista e Dra Luciana Pyramo Coloproctologista.

  39. Flavinha13/09/18 • 14h30

    O relato vai ser um pouco longo… Eu comecei menstruar muito cedo, com uns 10 anos (numa época que nem existia absorvente com abas), e me lembro que desde sempre esse período era um problema pra mim. O fluxo era sempre absurdo, teve uma época que eu praticamente quase desmaiava de tanta cólica que sentia. E os médicos sempre tratando isso normalmente. Nunca deram muita atenção.
    Engravidei por métodos normais mas a gestação não se completou (por outros motivos. E o bebê nasceu porém acabou não aguentando). Depois disso parece que piorou muito os períodos menstruais, nessa época eu usava o coletor menstrual e no primeiro dia chegava encher até a boca 4 copinhos (cabe uns 30ml cada copinho). As cólicas que quase me faziam desmaiar sumiram, porém eu comecei sentir um incomodo quando a menstruação começava que parecia que eu tava com infecção urinária todo mês, tinha urgência pra fazer xixi e quando ia não tinha nada. Ficava algo incomodando minha bexiga o tempo inteiro. No começo eu até achei que era infecção urinária, mas por duas vezes cheguei ir no pronto socorro e os exames não davam nada. E comecei notar que essa sensação se repetia todo mês e durava até uns 5 dias depois que terminava a menstruação. E conforme o tempo foi passando notava que a sensação de infecção urinária demorava mais tempo a passar. Um dia acordei, tomei banho e coloquei o copinho e vim trabalhar. Quando cheguei no estacionamento da empresa senti que o copinho estava cheio e foram 10 minutos da minha casa até o trabalho! No dia seguinte, tomando banho saiu um coágulo, juro, era um pouco menor que um mouse de computador. Fiquei assustada! Marquei uma consulta com meu médico (que não os que eu ia antes) contei pra ele o que estava acontecendo, ele pediu exames, falou pra eu tomar um remédio pra controlar mais a endometriose e já me encaminhou pra cirurgia. Tinha endometriose por tudo e o que me dava a sensação de infecção urinária era um foco que ficava entre o útero e a bexiga que quando inflamava dava essa sensação. Por causa desse foco foi preciso abrir a bexiga o que me fez ter que usar sonda urinária por 15 dias. Foi colocado o Mirena pra que suspendesse a menstruação e eu não perdesse mais tanto sangue. Isso foi no começo desse ano, e desde então tenho passado bem.

  40. Bia13/09/18 • 15h10

    Fui diagnosticada com endometriose há quase 7 anos, depois de parar no hospital com dor abdominal mês sim, mês não. Tenho a sorte de ter um pai médico, que foi quem matou a charada e me orientou a procurar bons profissionais. A verdade é que muitos médicos não estão preparados para diagnosticar/tratar a endometriose. Já ouvi vários casos de médicos que comeram mosca, mesmo diante de sintomas claramente suspeitos.

    O sintoma mais comum é dor, que pode ser em QUALQUER PARTE DO CORPO (exemplos reais que conheço: virilha, pulmão, globo ocular – medo!). Então, se você tem cólicas fortíssimas, antes, durante ou depois da menstruação, do tipo que buscopan, buscofem e ponstan não fazem nem cosquinha, que de deixa de cama incapaz de fazer qualquer atividade do dia a dia, e se seu ginecologista não acha isso suspeito, troque de ginecologista. Cólica menstrual tem que passar com esses remédios “normais” para aliviar dor abdominal. Se a dor não passa com esses remédios, precisa ser investigada.

    Outra coisa importante: quem tem endometriose não pode menstruar. O sangramento faz a endometriose crescer. Os tratamentos infelizmente são hormonais: para simular no organismo a gravidez ou a menopausa. Lembrando que o tratamento que simula a menopausa não é contraceptivo, ao contrário do que simula a gravidez. Eu tomo desogestrel (comecei com cerazete, me dei melhor com juliete) e sinceramente foi a melhor coisa que me aconteceu. Nunca mais senti aquela dor incapacitante! Remédio que me aliviava a dor é o tropinal, ando com ele na bolsa até hoje só pelo trauma, mas graças a Deus nunca mais precisei tomar.

    Médicos em BH que sabem diagnosticar endometriose com ultrassom transvaginal: Maria de Fatima da clínica Scanner e Antônio Carneiro do CEU. O Carneiro é referência, ele que me diagnosticou, mas o CEU passou a cobrar o exame mesmo com o plano de saúde. A Dra. Maria de Fatima é excepcional, fantástica, acho inclusive mais meticulosa que o Dr. Carneiro. E ela teve endometriose, então sabe muito bem como a gente se sente. Quando marcar o exame, avise que é para diagnosticar/acompanhar endometriose, pois existe preparo intestinal importantíssimo.

    Desculpem o textão e, no mais, SE CUIDEM!!!! NÃO INVENTEM MODA!!! Endometriose precisa ser levada a sério, precisa ser acompanhada por médico, controlada, de preferência precisa estagnar/parar de crescer. Se possível evitem cirurgia, pois causa aderência e não trata a(s) causa(s). Se a endometriose parar de crescer com o tratamento hormonal, se não houver dor, nem obstrução, nem infertilidade, eu não operaria (e de fato não operei).

    • Constanza14/09/18 • 10h42

      Eu fiz com o carneiro! Tem q pagar mesmo…

      • Vanessa Lima20/09/18 • 22h04

        Cony boa noite! Você fará a cirurgia com qual médico? Poderia indica-lo?
        Bjo

    • Marina23/09/18 • 22h57

      Na clínica CEU eu faço com o Dr. Milton Panzi que também é muito bom. A Unimed não cobre mais esse exame específico de endometriose, infelizmente.

  41. DAMI13/09/18 • 18h02

    Sempre tive o fluxo muito intenso – por 07 dias e muita cólica menstrual, de ir ao médico e injetar remédio, pois o convencional não fazia efeito. Na época busquei o ginecologista que há 15 anos descobriu a endometriose em minha mãe, quando outros médicos insistiam em problemas intestinais. Iniciei o uso do anticoncepcional de uso contínuo, e segundo orientações do meu médico, realizava as pausas quando ‘o meu corpo mandasse’, pois ninguém melhor que ele para dizer quando ele precisava de um tempo. Em função disso, menstruava de 03 a 04 vezes por ano, no máximo!
    Assim segui por 08 anos. Livre do fluxo menstrual e das cólicas horríveis.
    Ano passado comecei a sentir cólicas, muito fortes, que iniciam de repente e paravam com o uso de remédio. Essas cólicas começaram a se repetir, insistentemente. Aos poucos a dor que sentia durante e as vezes após as relações eram tão intensas, que eu me recolhia, encolhida e ‘rezava’ para que passassem.
    Procurei outro médico que, após exames, detectou a endometriose em estágio inicial.
    Estou finalizando o tratamento de 06 meses com Alluerene, mas sinto como se não estivesse dando resultado, pois além do inchaço abdominal que insiste em ficar e a constipação, ainda sinto cólicas eventuais. Essas cólicas mais parecem ‘dores nos ovários’.
    Em outubro vou repetir meus exames e verificar se obtivemos sucesso ou vamos partir para a cirurgia.

  42. Ana14/09/18 • 11h50

    Oi Cony,
    Acho muito importante você abordar esse assunto.
    Tenho endometriose e meu médico sempre fala que cada endometriose é de um jeito. Não dá pra prever como ela vai se comportar. Sempre convivi com as dores fortes e fiz videolaparoscopia para conseguir engravidar e deu tudo certo. Menos de 1 ano após o nascimento do meu filho ela já voltou com tudo. Então, pelo menos pra mim, gravidez não foi a cura

  43. Roberta14/09/18 • 16h02

    Tenho endometriose e um conselho que daria é: parem com essa história de que hormônios fazem mal, que não pode tomar pílula anticoncepcional. Se eu tenho um arrependimento na vida, é o de não ter voltado a tomar a pílula depois que tive o meu primeiro filho com base nesses textos apocalípticos sobre o tema! Pílula pode sim proteger o órgão reprodutor e foi o que fez por mim por longos anos.

    Quando eu era adolescente menstruava MUITO, gastava 5 pacotes de sempre livre por ciclo! Era assustador! No primeiro dia da menstruação, urrava de dor! Desmaiei mais de uma vez, de tanta dor q eu sentia. Relatei isso diversas vezes a ginecologistas, e todas falavam q era normal. Comecei a minha vida sexual e, antes disso, comecei a tomar pílula! Meu Deus, que maravilha! As cólicas desapareceram e o meu fluxo diminuiu MUITO! De 7 a 8 dias, foi pra 3 dias de um fluxo baixo! Eu emendava direto pq amava praia, então se ia menstruar num fds de sol, emendava uma cartela na outra e não menstruava! Isso acontecia com muita frequencia, com o aval da minha médica.

    Casei, quis ter filho.. Parei a pílula depois de ter feito todos os exames pré-concepcionais… Não tinha nada! Engravidei sem dificuldade no quarto mês de tentativas. Meu filho nasceu e eu não voltei a tomar pílula! Entrei numa de que fazia mal… Resultado: a endomentriose q tava controlada, certamente voltou! 2 anos sem pílula e agora tenho um endometrioma de 3,0 cm no ovário esquerdo! GÊNIA! afffff… Agora quero ter o segundo filho e não sei se isso vai me atrapalhar… Voltei a sentir dores horrorosas, meu fluxo tá ridiculamente forte, como na época da adolescência! Enfim…. vamos confiar na medicina e tomar hormônios sim. Muito melhor do que ficar doente.

    • Anna18/09/18 • 11h50

      Concordo! Cada caso é um caso. No meu, Eu desenvolvi um mioma que cresceu absurdamente quando parei de tomar pílula. Fiz uma cirurgia para tirar e desde então tomo Cerazette e nenhum sinal de novo mioma.

  44. Marcela14/09/18 • 18h23

    Não sabia da gravidade dessa doença até perder uma prima de 35 anos. Ela sempre sofreu com cólicas horríveis e fluxo intenso, desde a adolescência. Após um tempo do diagnóstico, com a piora do quadro, o médico indicou a retirada do útero. Ela não aceitou porque ainda pensava em ser mãe e por isso acabou neglicenciando um pouco o tratamento. A situação se agravou ainda mais e a endometriose se espalhou pelo intestino. A cirurgia de retirada do útero foi novamente indicada, por outro médico, mas dessa vez com urgência. O problema é que a cirurgia foi complexa e ocorreu uma perfuração do intestino ocasionando uma infecção generalizada. Por isso, discussões como essa são importantes para que todas saibam dos riscos e da importância de se manter o tratamento para que a doença não evolua sem controle.

  45. Sandra Alcântara14/09/18 • 19h44

    Faz sentido a questão do absorvente interno (acredito que também se aplique ao copinho coletor) porque, se certa forma, faz com que a menstruação não seja expelida contribuindo para a aderência do endométrio em outros órgãos.

  46. Loire15/09/18 • 09h39

    A “cura” da endometriose só ocorre se limpar todos os focos e tirar o útero. Se continuar menstruando ela pode voltar.

  47. Ana15/09/18 • 17h08

    Olá. Descobri quando mudei de ginecologista e ele investigou mais a fundo. Fiz videolaparoscopia em dezembro e ele me disse que estava bem complicado, que passei perto de virar algo mais grave como infertilidade. Hoje estou na 5ª (de 6) injeção de Zoladex (pego no Governo). Ele comenta que tem que fazer outra vídeo após as injeções. Será mesmo? Alguém já passou por esse tratamento e teve que fazer outra vídeo? Porque olha, fiquei mal, foi anestesia geral, mas o que mais “pegou” foi que mexeram muito lá dentro e sofri para conseguir voltar a comer. 🙁

  48. Izabela Grambela Ribeiro17/09/18 • 14h46

    Oi Pessoal,

    apenas para acrescentar mais um ponto.. é importante entender que a Endometriose Não tem cura e que cada caso é um caso. Suspensão da menstruação funciona para muitas pessoas, mas para algumas não. Há casos, mais graves inclusive, de mulheres que continuaram a apresentar sintomas e focos mesmo após retirar o útero (o que levanta questionamentos sobre se as células do endométrio migram ou “apenas” brotam no lugar errado).

    O importante é, achem médicos de sua confiança, e pesquisem muito. Eu acredito no combo alimentação/exercícios/hormonio, mas cada um se encontra de um jeito. E como disse a amiga Psicóloga Carol, vamos tratar a cabeça também… porque o corpo fala!

  49. Anonima19/09/18 • 12h16

    Eu tenho endometriose. Sempre tive fluxo intenso e cólicas chatas suportáveis. O gineco dizia que era normal. Mas eu tinha uma queixa: muita dor na relação. Era casada e meu casamento começou a “ir pro saco” porque passei a ter aversão a sexo, de tanto que doía. Marido questionava se eu era homossexual, dizia que ele ia “procurar mulher na rua”. Me deprimi; falava com amigas e parece que o mundo era sexualmente bem resolvido e só eu era esquisita. Frígida. O gineco me orientou fazer hipnose, ir a um psicólogo. Juntando isso a crise no casório, resolvi fingir. Fingir e chorar depois, passar por cima de mim. Claro que isso não funcionou. Me tornei triste. Nem eu me entendia, porque sentia vontade de ter carinho mas fugia na hora H. Me sentia ridícula. Uns 6 anos depois, por questões do convenio, tive que trocar de médico. Ultrassonografias, contrastes e exames de CA125 diagnosticaram endometriose severa e um tumor no intestino. Marido estava do lado e assustou com a médica perguntando se eu conseguiar ter relação, porque minha vagina estava “colada”. Me deu, inclusive, um remédio pra colocar debaixo da língua meia hora antes da relaçao. Mas, nessa altura do campeonato, eu já estava de saco cheio de tudo. Separamos, operei; tempo depois conheci outra pessoa, casei e engravidei. O tumor era benigno. O reto eu perdi. E parte do meu coração também. Hoje tenho meu filho lindo e reconstruí minha vida ao lado de outro homem. Dessa vez alguém compreensivo. A endometriose judia do corpo e da alma da mulher. Não é só algo que te deixa infértil ou com cólica. Ela machuca porque ainda não é compreendida como uma doença cronica ligada também à imunidade, ao stress, à genética, à vida em sociedade, etc. Não é uma “doença da moda”, como eu já tive que ouvir. É papo sério. Precisamos falar mais sobre isso. Força, endoamigas. Beijo grande.

    • Constanza19/09/18 • 14h28

      Caramba, obrigada por compartilhar seu relato. Muito forte. Obrigada.

    • Paula20/09/18 • 18h53

      Maravilhoso seu relato! Parabéns pela coragem!! Esse foi meu principal sintoma: dor na relação. Na época meu namorado, hoje marido, tentava entender essa dor e me incentivava a buscar todo tipo de ajuda e mesmo assim me sentia muito pressionada. Não consigo nem imaginar o que você passou. Fui diagnosticada em 2016 e fiquei arrasada. Operei no mesmo ano. Minha endometriose era profunda e tinha atingido o reto também. Depois de um ano operada eu continuava travada na hora de transar, acho que era psicológico. Minha médica recomendou fisioterapia pélvica para eu tentar me soltar mais. Fiz 10 sessões que mudaram minha vida. Hoje tenho uma vida normal e infelizmente faço tratamento hormonal (antes de descobrir estava ha 6 anos sem tomar nada). É importante dizer que o caminho até “melhorar” não é fácil. Fiz exames horríveis, dolorosos, caros, mas é necessário! e digo “melhora” pois não tem cura e por mais que você faça tratamento, isso ajuda apenas nos sintomas. A endometriose estará sempre com você.

  50. Ju21/09/18 • 22h26

    Também não sabia que era algo tão sério até minha cabeleireira ter que submeter a duas cirurgias , sim voltou e ela teve que fazer a segunda! Só sei que nisso tudo, a endometriose já tinha tomado todo o lado esquerdo, quase perdeu a bexiga , perdeu praticamente toda uretra, e foi colocados dois cateter permanentes!
    Jamais imaginaria que fosse algo tão sério, e nem ela, que quando começou a sentir fortes dores a endometriose já estava beeem avançada