09
Jan 2018
AÊ MULHERADA!!!!
Fashion Emergency

Mas que coisa mais emocionante essa mulherada super master poderosa se unindo domingo a noite para um protesto durante o Golden Globes! Todas vestindo preto, manifestando contra o assédio sexual e em favor da igualdade de gênero em Hollywood. Acho que teve duas furonas, mas não falaremos delas. E todo mundo tá sabendo das inúmeras acusações de estupro contra o produtor Harvey Weinstein né? Pois é, e ontem a homenageada foi tiro porrada e bomba, ninguém menos que Oprah Winfrey que fez um lindo discurso que colarei aqui no final do post. Não poderiam ter homenageado melhor pessoa para esse dia!!!

Bom, foi todo mundo de preto. E teve pretinho para todos os gostos. E também teve a prova que nem sempre um vestido preto é garantia de sucesso. Vem ver os modelitos que escolhi para comentar:

Vestido preto de alcinha. Acho lindo, acho delicado apesar de não ter me emocionado com nenhum.

Mas curti bem essa série de menos é mais. Vestidos pretos simples, sem detalhes e chiquérrimos. Muitas usaram preto com acessórios e jóias verdes, como a Zoe Kravitz, uma das premiadas da noite.

Preto com decotão, um clássico! Mas Chloe pisou na bola, essas fendas “casadas” não ficou bom. Talvez se fosse fenda lateral e com a parte de baixo fluida, o efeito seria outro. Uma das grávidas da noite foi Eva Longoria, primeiro baby aos 42 anos! Achei gata apesar do mesmo “defeito” de Chloe. Já Rumer sambou… aham, achei lindo, usaria super. Princesa dark, essa é das minhas!

Preto com transparência também é algo bem comum em tapete vermelho. O de Ali, simples. O de Cara, estranho. O de Hailey, confuso. Tô chata mas reparei numa coisa… a sandália delicada de 3 tiras foi a campeã da noite. Reparem nos outros looks.

Aqui curti todos, serião. Acho um ombro só super elegante. AMAY o paetê sexy de Arielle, o futurista de Saoirse e o Morticia Style de Taylor. Usaria os 3. 

Preto com renda. Shan confusa, muita informação. E tanto o de Hong quanto o de Michelle, sem graça.

Preto e branco, ou preto e off white. Gostei de Vanessa, mas talvez um pouco caricata. Tutti Chanel. AMAY Olivia. Chique. OPA, OLHA A SANDÁLIA DE NOVO. Diane foi atacada pelos gatos antes de sair de casa, vi alguém falando isso no Insatagram e morri de rir rs.

Vestido de diva para divas! Achei Eiza bem Hollywood anos 50 e Mariah… gosto tanto dela que nem vou comentar.

A turma do volume. Gente, Kate SEMPRE lacra. Aliás acho que toda Kate lacra. A Hudson é outra que sempre faz lindo. Adorei tudo da Beckinsale e arrisco dizer que foi a mais bela da noite, na minha opinião, claro. 

Também tivemos bolinhas brancas. Natalia e Mena curtiram um poá… eu já não curti tanto.

Dois tomaras que caia bem princesas. Sou muito fã da Sra. Timberlake e adorei o vestido que ela usou bem como o combo cabelo + make + acessórios. Kendall pode quase tudo né? Apesar de ser um vestido duvidoso, gostei do conjunto da obra.

AHÁAAAA, acharam que essas duas iriam passar batido né? DIZEM QUE, Aniston nem enfrentou o tapete vermelho para não dar de cara com Angelina. Será? A última vez que as duas respiraram o ar do mesmo lugar foi em 2015, e domingo a cena se repetiu. E tem mais! Quando Jennifer subiu ao palco, Angelina fez toda a cara de desinteresse e ignorou Jennoca. Sim, sou Team Aniston.

MORTA! HAHAHAHAHA

Ah e prometi o discurso da Oprah né?

“Obrigada, Reese [Witherspoon]. Em 1964, eu era uma garotinha sentada no chão de linóleo da casa da minha mãe em Milwaukee, assistindo Anne Bancroft apresentar o Oscar de melhor ator, na 36ª edição do prêmio. Ela abriu o envelope e disse cinco palavras que literalmente fizeram história: ‘O vencedor é Sidney Poitier’. O homem mais elegante que eu já vi subiu ao palco. Sua gravata era branca, sua pele era negra – e ele estava sendo celebrado. Nunca havia visto um homem negro ser celebrado dessa maneira.

Tentei muitas, muitas vezes explicar o que um momento como esse significa para uma garotinha, uma criança que olha a mãe passar pela porta, cansada até os ossos de limpar a casa de outras pessoas. Mas tudo o que posso fazer é citar aquela música que Sidney cantou em ‘Os lírios do campo’: ‘Amém, amém, amém, amém’.

Quero agradecer à Associação dos Correspondentes Estrangeiros. Sabemos que a imprensa está sob cerco nos dias de hoje. Nós também sabemos que é a dedicação insaciável para descobrir a verdade absoluta que nos impede de fechar os olhos para a corrupção e a injustiça – para tiranos e vítimas, e segredos e mentiras. Eu quero dizer que valorizo a imprensa mais do que nunca, enquanto tentamos navegar esses tempos complicados, o que me faz pensar nisso: o que eu sei, com certeza, é que falar sua verdade é a ferramenta mais poderosa que todos nós temos.

E eu estou especialmente orgulhosa e inspirada por todas as mulheres que se sentiram fortes o suficiente e empoderadas o suficiente para falar e compartilhar suas histórias pessoais. Cada um de nós nesta sala é celebrado por causa das histórias que contamos, e este ano nós nos tornamos a história. Mas essa não é uma história que afeta apenas a indústria do entretenimento. É uma história que transcende qualquer cultura, geografia, raça, religião, política ou local de trabalho.

Então, eu quero hoje a noite expressar gratidão a todas as mulheres que sofreram anos de abuso e agressão porque elas, como minha mãe, tiveram filhos para se alimentar e contas a pagar e sonhos para perseguir. São as mulheres cujos nomes nunca conheceremos. São trabalhadoras domésticas e trabalhadoras agrícolas. Elas estão trabalhando em fábricas, em restaurantes, estão nas universidades, engenharia, medicina e ciência. Elas fazem parte do mundo da tecnologia, da política e dos negócios. Elas são nossos atletas nas Olimpíadas e elas são nossas soldadas nas Forças Armadas.

E há outra pessoa, Recy Taylor, um nome que conheço e acho que vocês também deveriam conhecer. Em 1944, Recy Taylor era uma jovem esposa e mãe que caminhava para casa voltando da igreja que ela frequentava em Abbeville, no Alabama, quando foi raptada por seis homens brancos armados, estuprada e deixada com os olhos vendados ao lado da estrada. Indo para casa, depois da igreja.

Eles ameaçaram matá-la se ela alguma vez contasse a alguém, mas sua história foi relatada à Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, onde uma jovem trabalhadora chamada Rosa Parks se tornou a investigadora principal em seu caso e juntas buscaram justiça. Mas a Justiça não era uma opção na era de Jim Crow. Os homens que tentaram destruí-la nunca foram perseguidos. Recy Taylor morreu há dez dias, pouco antes de seu aniversário de 98 anos.

Ela viveu como todos nós vivemos, muitos anos em uma cultura destruída por homens brutalmente poderosos. Por muito tempo, não ouviam as mulheres, ou não acreditavam nelas quando ousavam falar a verdade sob o poder desses homens. Mas esse tempo acabou. Esse tempo acabou. Esse tempo acabou.

E eu só espero – eu só espero que Recy Taylor tenha morrido sabendo que sua verdade, como a verdade de tantas outras mulheres que foram atormentadas naqueles anos, e até agora atormentadas, segue adiante. Estava em algum lugar no coração de Rosa Parks, quase 11 anos depois, quando tomou a decisão de ficar sentada no ônibus em Montgomery, e está aqui com todas as mulheres que escolhem dizer: ‘Eu também’. E está em todo homem – todo homem que escolhe ouvir.

Na minha carreira, o que sempre tentei fazer de melhor, seja na televisão ou no cinema, é dizer algo sobre como homens e mulheres realmente se comportam. Para dizer como sentimos vergonha, como amamos e como nos enfurecemos, como falhamos, como recuamos, perseveramos e como superamos. Entrevistei e retratei pessoas que resistiram às coisas mais feias que a vida pode oferecer, mas uma qualidade que todos parecem compartilhar é a capacidade de manter a esperança para uma manhã mais clara, mesmo durante as noites mais sombrias.

Então, eu quero que todas as garotas assistindo aqui, agora, saibam que um novo dia está no horizonte! E quando esse novo dia finalmente amanhecer, será por causa de muitas mulheres magníficas, muitas das quais estão aqui neste auditório, esta noite e alguns homens fenomenais, lutando para garantir que se tornem os líderes que nos levam ao tempo em que ninguém nunca mais terá de dizer “Eu também”.”

  • E que tal? Um Golden Globes para ficar na história!