18
Mar 2016
Classificação Sócio Econômica do Xadrez
Fashion News

Depois de inúmeros pedidos, segue mais uma Classificação Sócio Econômica: o XADREZ!

Achei que seria super fácil pois nunca tive dificuldade em escolher uma peça xadrez que me agradasse. Sempre batia o olhos e sabia se era rica ou não mas confesso que para fazer este post está MUITO difícil de explicar o meu ponto de vista!

Primeiro: achei que era o tipo do xadrez que me atraía mas ao selecionar as fotos vi que gostava de vários desenhos.

Segundo: achei que tinha preferência por uma cor específica mas também não é isso. Quase isso, vou tentar explicar.

Terceiro: o tecido. Esse sim tenho certeza que influencia diretamente na riqueza do xadrez. Os de flanela não ficam legal, não faz vista, não fica feminino.

O xadrez por si só remete a algo mais masculino, mais fechado, e obviamente, invernal. Por isso que sempre aparece no frio. Hoje vamos fazer uma breve avaliação em camisas xadrez, item que está super na moda e que proporciona looks lindos!

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Contrariando a minha teoria de que o xadrez não deve ser em desenhos retos (mas sim com várias linhas fininhas desenhando os quadrados), amei essa camisa em preto e branco. Usada em um look total black ou como a última moça, com calça jeans e camiseta branca por baixo, fica bem bacana. A riqueza não está no desenho…

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Essa tem meu amor eterno. Camisa branca com leve xadrez. Chique até, inclusive tenho uma assim que comprei na Riachuelo! O tecido molinho e com bom caimento faz ela ficar ainda mais linda e fácil de usar.

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Nem só de calças e shorts vive um xadrez, ele também pode ficar muito elegante com saia lápis e salto alto. Não gostei do xadrez do look do meio, acho que a combinação de verde com vermelho me lembra lenhadores, cabanas de madeira de mata gringa, esse é um dos tipo de xadrez que não gosto!

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A clássica camisa xadrez vermelha. Essa é a mais popular e se for comprar uma, cuide que seja de um tecido fino e não muito grande!

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Vermelho com fundo branco: é leve, bonita, elegante. As com fundo claro são minhas preferidas!

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Usando com short ou saia curta: pode ser num look total black, por cima de um tubinho preto, ou usada aberta com regata por baixo.

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Amarrada na cintura! Vai com quem quer usar tênis e com quem prefere salto. Todos os looks acima estão maravilhosos!

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Esse look com a calça branco está divino. Para quem acha que o xadrez só fica bem em looks super esportivos ou então apenas para as mais jovens, inspire-se com uma calça skinny e salto alto!

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Aberta com camiseta pedrinha branca por baixo ou sexy com regata preta e um colar comprido.

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O xadrez que não gosto! Muito escuro, com desenhos fechados, mistura de verde com vermelho, flanela,cores muito forte e sólidas.

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Acho que descobri o que não gosto no xadrez: mistura de cores escuras e desenhos miúdos!

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Para terminar, um aerolook meu que postei no Instagram! Segue lá @futilish!

Toda de preto com uma camisa xadrez da Renner. Ela não tem botões, mas tem essas pontas que desconfio que sejam para usar a camisa amarrada. Achei bonita, é bem leve e o desenho me agradou. Custou R$ 119!

  • Difícil né? Mas acho que o resumo da ópera é justamente tomar cuidado com a escolha do tecido, que seja leve e fino, fugir de camisas armadas e de tecidos grossos, escolher um xadrez que não seja muito pequeno e que não misture cores fortes. O que acham?
18
Mar 2016
Chora Que Eu Te Escuto!
Chora Que Eu Te Escuto

Dois dias sem post pois eu estava na Argentina falando sobre blogs e tendências em espanhol! Ui ui que internacional!! hahahah depois conto os detalhes. Vamos por a casa em ordem, hoje com choradeira?

01 – Martina

Bom, meu “chora” é sobre relacionamentos, com as pessoas…Eu sei que quem me vê de fora, talvez tenha outra impressão de mim, mas eu vou contar o que eu acho a meu respeito e o que pessoas próximas dizem, e talvez você e suas leitoras possam me ajudar.

Meu problema é: eu não tenho amigos. Eu tenho alguns colegas, mas amigos.. não.

Desde que eu me lembro, na pré-escola, eu nunca fui boa com amizades…Eu até chego a entrar em algum grupo de pessoas, mas nunca dura muito tempo..Eu não me considero uma pessoa chata, e as pessoas que convivem comigo, e os “colegas” também não fazem esse tipo de menção. Eu converso sobre tudo, mesmo coisas que eu não sei, eu faço questão de tentar aprender com as outras pessoas. Digamos que eu não seja simpática demais, porque eu sou um pouco tímida, então você nunca vai me ver chegando em um lugar e escancarando um “BOOOOM DIA”. No máximo, eu digo um “Oi” e dou um sorriso. Continuo a conversa, se a pessoa continuar…Daí você vai perguntar, poxa.. como assim você não consegue fazer amigos?

 É, isso mesmo, eu não consigo! E eu até tento..por exemplo, eu ainda estou na faculdade (meu curso é longo, 6 anos), e não fiz uma amiga até hoje. Daí vocês vão dizer: amizade é você quem faz!!. Manda msg, mostra interesse!!…

Vou dar exemplo do meu curso (já que minha vida se resume a ele, nos ultimos cinco anos): normalmente, em uma sala de aula, sempre há os grupinhos que mais se identificam.. Digamos q eu não estou em um no qual me identifico, estou nele apenas por uma pessoa que eu considero e parece me considerar. Daí eu tento ter um laço mais profundo com a pessoa, eu mando msg p.ex, mas aí, se a pessoa responde monossilabicamente ou não dá continuidade no assunto, eu já desisto.. pois acho que isso é um sinal de que estou incomodando.E isso, é com qualquer pessoa.. eu já desisto de cara. E mesmo essa pessoa que eu digo considerar, quando estamos fora do contexto universitario, é como se não tivéssemos muita amizade, já que ela se identifica com as outras pessoas do grupo também.

Eu já li até alguns livros que tentam ensinar como fazer amizades e tal.. Mas não adiantou, eu não consigo ser “pop”. Durante todos esses anos de curso, as pessoas que se aproximaram de mim o fizeram apenas interessados em notas e nos beneficios que eu ia proporcionar com minha dedicação no curso.

Ah… as pessoas também nunca me convidam pra sair ou coisa do gênero, nesses cinco anos de faculdade, recebi poucos convites, e todos próximos a provas (é tipo barganha, a pessoa te convida, é legal com você.. e logo depois, pede os seus relatórios e resumos.. e passada a prova, não fala com você mais).

Quer ver uma coisa triste? Meu aniversario… todo mundo do grupo em que eu estou na faculdade, sabia disso… Mas sabe quantos me deram parabéns? Uma só…..(foi a pessoa que eu disse considerar,  mas ela nem lembrou, só veio falar, pois uma das pessoas viu no facebook e avisou). A maioria dos votos de felicidades que recebi, foram de sites na internet…..

Isso nunca me fez falta, mas agora começou a me incomodar.. eu me sinto um E.T, por não ter uma “amiga confidente”… parece q todos têm isso e eu não.. Até pessoas consideradas chatíssimas no meu círculo social tem os seus “apoios” e eu não…

Detalhe: eu namoro, e poderia até achar que as pessoas me esquecem um pouco, por acharem q eu já tenho alguém com o qual fazer as coisas… Mas como, mesmo antes de namorar eu já tenho esse histórico de não saber manter amizades… Não acho que o problema seja esse.

Eu sou uma pessoa que gosto de estar arrumada sempre. Eu me maquio todo dia, coloco uma boa roupa, porque eu acho que mostrar zelo com si próprio é importante.. Mas eu não sou exagerada…Só que sempre ouço comentarios do tipo: nossa, como você consegue todo dia de manhã fazer isso? Eu prefiro dormir…(e eu faço coisas básicas, do tipo delineador e batom)

Então eu nao sei se as pessoas enxergam em mim uma competição, ou se eu apenas nao consigo gerar empatia mesmo…

Como eu já disse, nunca me incomodou essa ausência de amigos na minha vida.. porque desde muito pequena, eu faço tudo sozinha.. Meus pais saíam para trabalhar e eu mesma cuidava de mim.. preparava minha comida, arrumava meu cabelo, meu quarto, etc..Só que, parece que a sociedade não está muito preparada, para os solitários.. Dia desses fui almoçar sozinha em um restaurante e eu parecia um alien…as pessoas me olhavam e ficavam comentando..Não foi impressão minha, porque o garçom veio perguntar duas vezes se eu estava bem e ia ter companhia………E já que falei da minha familia: somos um pequeno grupo, de três pessoas, já me contando. E nunca tivemos uma relação de família calorosa.. e isso é normal pra mim.

Eu também lido com muitas pessoas que se encontram no final da vida, e se tem uma coisa que me entristeceu muito, foi ver pessoas sem nenhuma companhia, durante um momento como esse.

Bom, é isso… Obrigada por ler o meu desabafo Cony!

Martina, li seu relato e no final mudei meu pensamento… Ia te sugerir ser mais expansiva, puxar papo e tal mas acho que não é por aí… Por algum motivo, senti que as pessoas tem ¨medo¨ ou ¨receio¨ de chegar em você. No decorrer da história você dá pistas sobre isso: se diz auto suficiente, vem de uma família ¨fria¨… E pense bem, quando uma situação se repete muito, é bem provável que o problema não esteja na situação e sim em você. De alguma forma você está bloqueando as pessoas, já parou pra analisar sua postura? Ninguém te deu os parabéns, mas se ninguém sabia, como iriam te parabenizar? Será que você não se blindou na sua solidão e não deixa ninguém chegar perto? Mesmo sendo auto suficiente, mostre algum tipo de dependência das pessoas, as pessoas gostam de serem úteis para os outros, gostam de ser necessárias e importantes, e se você acha (ou demonstra) que não precisa de ninguém, porque elas vão querer ficar perto de você? Você demonstra interesse nas pessoas que te cercam?Pense nisso…

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02 – Steffi

Depois de muito pensar, resolvi escrever sobre minha história, eu tenho 23 anos e estudo engenharia numa faculdade federal, inclusive voltei há pouco tempo de um intercâmbio que me fez crescer muito. Bom, eu nasci prematura de 7 meses e como consequência tive/tenho problemas motores, uma desordem neurológica chamada distonia, ela faz com que eu tenha movimentos involuntários no meu braço esquerdo, mas isso é controlado com o uso de botox que paralisa o músculo por alguns meses. Eu já estou acostumada a viver assim, afinal essa é a vida que conheço, e sou totalmente independente. Entretanto algumas coisas ainda me incomodam muito, o fato de meu pais serem super protetores comigo, já tentei conversar e mesmo depois de morar mais de 1 ano fora ainda sinto o controle que eles têm sobre mim e não sei como resolver isso, já tentei conversar, mas não deu muito certo. A outra coisa é o preconceito por ser diferente do padrão, isso faz eu tentar parecer “normal” e esconder minha deficiência, mas mesmo assim tenho que encarar as pessoas me encarando como se eu fosse de outro planeta, gente pensando que eu não sou capaz de fazer nada ou viver uma relação, já recebi até foras de alguns caras por causa de minha desabilidade, uns deixaram subentendido e outro deixou bem claro que o único motivo foi esse. Isso tudo tem me deixado muito pra baixo ultimamente, quando eu morava fora eu me sentia “mais eu” e mais independente sabe? Viajei pra vários lugares sozinha, conheci novas pessoas e culturas, aproveitei minha vida de solteira e também namorei por um tempo lá, mas eu queria mesmo era que as pessoas entendessem que é normal ser diferente e mesmo com algumas limitações, a vida é muito maior do que a gente pensa ou tá acostumado. Mas com tudo que tá acontecendo, eu to me sentindo deslocada, presa, triste e sozinha.

Ai Steffi, nem sei o que te falar… Isso é cultural, infelizmente. Você não tem que esconder nada, entendo que deve causar estranhamento em algumas pessoas, mas o problema está nelas e não em você. E acredito que seja justamente por isso que seus pais tanto te protegem e super entendo o lado deles. Eles não querem que você sofra, que você se sinta diferente, não querem que te tratem mal. Agora me responda uma coisa: quando você morava fora, seu comportamento era outro certo? Já pensou em repetir esse comportamento aqui? Não sei se você faz terapia, mas talvez seja uma boa. Seu desabafo é complicado pois não depende de você, e sim dos outros, o que é muito difícil de mudar. Tente mudar sua visão, amenizar as coisas na sua cabeça, não pensar tanto nisso… Boa sorte.

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03 – Serena

Olá Cony, em primeiro lugar quero lhe desejar cada vez mais sucesso ao blog, que acompanho já à alguns anos e adoro. É a primeira vez que escrevo ou faço qualquer comentário, não sou muito ativa no mundo da internet, costumo só observar. Rsrs. E te digo, que escrevo hoje por motivos de desespero.

Eu me chamo Serena, tenho 22 anos, e namoro há quase 6 anos (meu primeiro e único namorado) o rapaz X, que é um amor de pessoa, esforçado, certinho, estudioso, responsável, companheiro, fiel (Sim, praticamente todas as qualidades que se deseja em um homem). O problema nisso tudo sou eu, eu o amo não tenho dúvidas, mas não sei em que transformei os meus sentimentos por ele, horas acho que só o vejo como amigo. Tenho um carinho enorme e o quero bem e feliz, mas não o amo e desejo mais como o amor da minha vida. A gente quase não briga mais, aprendemos a conviver, ao longo de 6 anos passamos por muitos problemas, ele já duvidou dos sentimentos dele e eu segurei as pontas, eu já duvidei dos meus sentimentos e ele também segurou as pontas. Terminamos uma vez, por 1 semana, mas vi que o amava me arrependi e voltamos as boas. Eu ainda gosto da companhia dele, me preocupo, quero o bem dele acima do meu próprio bem, mas não sinto mais frio na barriga, não sinto mais ansiedade, não tenho mais vontade de fazer tantos planos juntos como tinha à algum tempo atrás. Eu me distanciei, eu esfriei os meus sentimentos por dentro, e hoje eu digo com culpa e tristeza que ele me ama mais. Algo que um dia tive tanta certeza que eu seria sempre a pessoa que amaria e dependeria mais. Hoje vejo que ele precisa mais de mim emocionalmente, que sem mim o mundo dele desabaria. O pior de tudo nessa situação, que faz com que eu me odeie e me culpe ainda mais, é o fato de que eu estou criando  sentimentos por um dos melhores amigos dele. Eu sei que sou uma vaca por isso, eu concordo plenamente.

Vou explicar melhor a situação, temos um grupo de amigos, os mais chegados são hoje uma turma de 10, que são amigos do X desde os tempos de escola. Esse amigo dele que falei, vou chama-lo de Y, nem sempre andou com a turma, ele morou fora do país um tempo, até que voltou pra cidade por motivos pessoais, e desde então enturmou e começou a andar com frequência com a gente, já que ele conhece a maioria das pessoas, que como eu disse são amigos desde a escola. Quando comecei a namorar o X, via o Y não com muita frequência, ele não se mostrava muito simpático e inicialmente eu nem ia muito com a cara dele, pois ele sempre foi muito tímido. Desde que ele voltou, fizemos amizade e descobri que ele também é um cara incrível, desse tipo raro sabe, e apesar de tudo nunca deu muita sorte com mulher, ele é bem solitário, e se entristece as vezes por esse motivo. Acho que ele nunca me olhou de outra maneira, ele e o X são amigos antigos, e ele não me faz o tipo que perderia amizade por causa de mulher. Mas eu não quero estragar tudo, temos uma ótima amizade, eu não quero ser a vaca que vai destruir isso. Eu já pensei que vai passar, já pensei ser só atração física, mas já fazem 6 meses que penso no Y dia e noite, e ele não é do tipo “homão atraente”, o interesse que tenho por ele é muito mais do que físico, eu me preocupo com ele mais do que devia, eu penso e anseio em encontra-lo mais do que se anseia em ver um simples amigo. Eu tenho noção da dimensão disso tudo, mas tão grande quanto isso é a perturbação que sinto no peito, não tenho paz. Eu já pensei em sentar com o Y, e contar tudo pra ele, pedir pra ele dizer que eu estou louca e que preciso voltar a minha sã consciência e ver o quão improvável é isso tudo, mas eu não sei a reação dele, acho que ele se afastaria do grupo e de mim pra evitar constrangimentos, e isso seria um horror, pois fazemos tudo juntos, viajamos juntos, nos vemos todos os finais de semana e as vezes até durante a semana.

Eu só quero um conselho de como esquecer o Y, só quero enxergar o tamanho da merda que minha cabeça me faz imaginar, e eu não tenho o direito de estragar a vida de ninguém por conta dos meus sentimentos.

Esse é um desabafo desesperado, de alguém que não aguenta mais guardar para si todo esse caos.

Serena, Serena, guarda esse fogo menina… Cuidado para não trocar o certo pelo duvidoso… Mas ó, sendo bem sincera, acho que você não deve terminar com seu namorado por esse outro rapaz, e muito menos tentar algo com o amigo do namorado MAS em algum momento, por algum outro motivo, sinto que você vai sair desse relacionamento. Você é muito nova, está há muito tempo com o mesmo homem e o seu PRIMEIRO homem. Já mostra sinais de insatisfação, de comodismo e acho que um dia isso vai ficar insustentável. Esse sentimento pelo amigo do namorado só surgiu porque você está com essa insatisfação. A gente nunca sabe o que vai acontecer, pode ser que você termine por um tempo mas depois volte e seja feliz para sempre com seu namorado, mas também pode cair na vida, pegar gosto e se divertir por um tempo. Nunca se sabe, só sei que o foco  NÃO é o amigo do bofe e sim o seu sentimento no namoro atual. Pensa direito, mas com calma e sem pegar o amigo do namorado.

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  • SINAL VERDE NO CHORAAAA! Podem mandar seus desabafos, de amores, amizades, família, trabalho, o que quer que esteja de afligindo! Mandem para constanza@futilish.com, no assunto coloquem CHORA QUE TE ESCUTO e tentem ser resumidas ok?