ConstanzaComportamento
Cotidiano
14 fev 2012, 120 comentários

Sobre Comentários e Críticas “Construtivas”

Hoje recebi um link nos comentários (obrigada Ângela!) sobre um texto do blog Small Fashion Diary, da Carol, que falava daquilo que todas nós, blogueiras e leitoras, estamos infelizmente acostumadas a ver por aí: os comentários maldosos e a famosa “crítica construtiva” que cá entre nós, sabemos diferenciar muito bem uma realmente do bem de uma simplesmente maldosa e apenas com o intuito de ferir e provocar.

Pedi permissão pra Carol para postar o excelente texto aqui, já que ele retrata com perfeição tudo o que sinto em relação a esse tipo de atitude.

Sejam bem-vindos.

A porta da minha casa está aberta e logo de cara você entra na minha sala. Decorei tem menos de dois anos e sempre vou fazendo mudanças aqui e acolá. Nas estantes você pode ver meus livros preferidos e de vez em quando algumas músicas. Nas paredes algumas fotos de amigos, de namorado e de mim. 

Na minha casa, que eu abro as portas todos os dias, você pode ainda ver meu guarda-roupa, alguns sapatos, o batom vermelho preferido. Pode ainda saber do meu dia-a-dia, como uma amiga que eu convido pra lanchar e contar as últimas novidades de qualquer dia comum. É assim que são as amigas. 

Na minha sala você pode ainda ver minhas cortinas novas, ou uma nova almofada ou um quadro que eu, provavelmente com muito amor, decidi comprar para decorar. Esta é a minha casa. Na minha casa de portas abertas você pode tudo. Ou quase tudo. 

O que você não pode é rasgar meu tapete, jogar café nas minhas cortinas por pura maldade, me julgar pelas roupas que eu uso e quiçá questionar a bondade da minha alma só por que, por algum momento, eu deixei minhas portas abertas para você. Seu trânsito não é isento de responsabilidade nem de educação.

E metaforicamente falando, meu blog é minha casa. E por isso você, caro leitor, é meu convidado, mas sua educação é convidada também. Por que caso esta minha casa fosse real eu aposto que você não ousaria dizer, na minha cara, com palavras rudes, que eu sou (coloque aqui seus piores adjetivos) só por que você discorda da cor das minhas cortinas, ou dos sapatos que eu compro.

Na vida real somos todos educados (ou a maioria) e pensamos o que vamos falar. Na vida real preferimos ficar calados do que humilhar com palavras chulas a opinião/comportamento dos outros. Na vida real preferimos a delicadeza do silêncio do que a sinceridade extrema da “verdade”. Na vida real nossas verdades são diferentes e mesmo que você não concorde com a cor das minhas almofadas, você não tem o direito de me julgar sem me conhecer, só por que você conhece a minha casa. Certo?

A minha casa (blog) tem as portas abertas. Entre, leia, discorde, concorde, vibre ou ignore. Mas seja sempre educado. Não se ache no direito de dizer seus piores pensamentos e desdenhar (escondido no anonimato) do seu anfitrião, ou sua mãe não lhe deu educação?

Na falta de interesse, simplesmente saia da minha casa e não volte mais, pratique o desprendimento do desprezo mesmo. A porta estará sempre aberta para quem realmente é do bem. E aos que entram pelo simples prazer de magoar meu coração, um aviso: suas palavras vão esbarrar na minha porta imaginária chamada “comentários sujeitos a aprovação.” “

(Fonte: Small Fashion Diary – Obrigada Carol)

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Dicas de Viagem, Fashion News
14 fev 2012, 57 comentários

A Ilusão da Topshop

A fast fashion inglesa, que está pronta para inaugurar sua primeira loja no Brasil, mais precisamente em SP, que compete diretamente com a Zara e H&M na gringa, na minha opinião, não passa de uma ilusão.

Estou aqui no Chile, de férias, onde já tem a loja própria da Topshop (antes era vendida na loja Paris, mas desde o ano passado tem um ponto exclusivo no shopping Alto Las Condes) e fui visitá-la na emoção de conhecer a primeira Topshop da América Latina. E me decepcionei horrores.

Primeiro: os preços. Não é das lojas mais baratas e considerando que aqui no Chile as roupas são bem mais em conta que no Brasil, fico pensando em que preço serão vendidas as coisas por aí.

Segundo: as roupas. Tudo muito… gringo. Cores demais, cortes estranhos, sapatos esquisitos, estampas exageradas, tecidos futurísticos, enfim. Eu não me vi nas roupas e nem achei muito a cara da brasileira. Das fashionistas sim, mas nem todo mundo no Brasil é ultra fashion néam? Convenhamos. Claro que existem exceções, mas a maioria das coisas é bem diferentona.

Terceiro: mini tamanhos. Pelo menos na Topshop chilena, não vi muitos tamanhos 10,12, 14 (referentes ao tamanho 40 pra cima).

Quarto: Nem de longe compete com a Zara. Continuarei zaramaníaca de primeira grandeza. E nem com H&M também, pelos preços bem mais altos.

Quinto: produtos mal selecionados. A Topshop que visitei no SoHo em NY tinha coisas bem mais bacanas e usáveis e não se parecia muito com os produtos que vi por aqui.

Querem ver o que tem na Topshop daqui do Chile? Será o mesmo estilo a ser vendido no Brasil?

topshop chile

 Tentei tirar algumas fotos, esse lance de fotografar na ilegalidade é dose viu? Até onde sei, a loja da Topshop no Brasil será 3 vezes maior que a loja do Chile, e contemplará a Topman e a linha de maquiagem, que aqui não tem.

topshop chile

 Se tem uma coisa que gosto de fast fashion gringa são os acessórios. Esses sim acho que super valem a pena tanto pelos preços quanto pela novidade. Mas não esperem qualidade…

topshop chile

 Bolsas e cintos. Repararam “meu” cinto dourado de molinha aí na foto? Custava cerca de R$ 60.

topshop chile

 Os sapatos. NENHUM chamou minha atenção. Os que estavam na promoção custavam cerca de R$ 100,  R$ 130, e tinha outros, off sale, de até R$ 280. Pro mercado chileno (que tem bem menos impostos que o Brasil) achei caríssimo. Agora tenho uma grande dúvida… Vejamos se consigo me explicar: grande parte dos calçados da Topshop são feitos no Brasil. E como será o preço deles? Será considerado o preço nacional, do produto feito no Br e vendido no Br? Ou será o preço gringo, convertido em reais e ganhando mais uma parcela de impostos? Double trip? Lembrem-se desta Alternativa Fashion, onde a Studio TMLS confirmou que tratava-se do mesmo sapato vendido na Topshop, já que a fabricação era brasileira.

topshop chile

 Acessórios de novo. Bolsas, cintos e bijoux valem sim a pena. E uma olhada na vitrine. Eu não curti.

Selecionei algumas roupas que gostei e levei pro provador fotografar para vocês. Vejamos.

 Saia lápis bem perua-que-ama-D&G. Preço, aproximadamente R$ 120. Onça ultra milionária.

 Blusinha estilo vovó mas que achei fofa. Preço, uns R$ 200 mais ou menos.

topshop chile

 Vestido diferentão, preço: uns R$ 150

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 Blusa metalizada, a última moda por todos os lados. Preço: cerca de R$ 160

E na loja inteira, foi isso que consegui salvar. Ou fui num Topshop-bad-day, ou é isso aí mesmo que veremos nas lojas da América Latina.

Espero que a loja no Brasil seja (BEM) melhor que a daqui, como também espero que não abusem nos preços (sonhemos…). É esperar pra ver.

Mas para ser a primeira Topshop na América Latina, deixou a desejar.